06 DE AGOSTO: TRANSFIGURAÇÃO DE NOSSO SENHOR

Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo - Arsenal Católico

Hoje comemoramos a Transfiguração de Nosso Senhor.

Tratando desse assunto, Santo Tomás discorre 4 artigos:

Uma Meditação de Santo Afonso de Ligório em relação ao tema pode ser lida clicando aqui.

A ORAÇÃO DE ADORAÇÃO

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A mais perfeita, a mais gloriosa para Deus, aquela onde mais plenamente praticamos nosso ofício de criatura.

Fonte: La Couronne de Marie n°106 – Tradução: Dominus Est

Podemos voltar nossa alma a Deus na oração para diferentes propósitos ou intenções. No entanto, um dos fins da oração é mais alto que os outros: é a adoração.

Podemos rezar para agradecer a Deus, ou implorar seu perdão, ou ainda pedir as graças de que precisamos. Mas podemos ver que, nessas diversas formas de oração, o pensamento se volta para aquele que reza, enquanto na adoração, aquele que reza esquece completamente de si mesmo para pensar somente em Deus.

Se dou graças, é porque recebi. Se imploro misericórdia, é porque pequei. Se peço, é porque preciso. O bem da minha pessoa não está ausente da minha oração. Na oração de adoração ou louvor, aquele a quem dirijo a oração é o único envolvido. Aquele que reza, desaparece, por assim dizer. Ele não pensa em si mesmo, não se considera: Gloria in excelsis Deo, glória a Deus no céu. Senhor, nós vos louvamos! Senhor, nós vos bendizemos! Senhor, nós vos adoramos!

♦ Isso não significa que outras formas de oração devam ser evitadas ou que não sejam boas. As orações de agradecimento, de pedido de perdão ou de outras graças são belas, são legítimas, são necessárias à nossa condição de criaturas, e sobretudo à nossa condição de homens, ainda peregrinos nesta terra. Vemos isso claramente nas orações da Igreja (ela que nos ensina a rezar), que muito frequentemente são orações de súplica. Continuar lendo

JESUS? O QUE SE PODE DIZER SOBRE…

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O homem não pode se comunicar por simples ideias como fazem os anjos. Ele é obrigado a utilizar palavras, a ter uma certa precisão no vocabulário de modo a, por um lado, não subjulgar a verdade e, por outro, ser compreendido pelo seu interlocutor.

Fonte: Le Chardonnet n ° 372 – Tradução: Dominus Est

É um problema de linguagem que queremos estudar neste artigo. A Igreja, dona da verdade, sempre insistiu na precisão do vocabulário quando se trata de dogma e revelação.

O mistério da Encarnação pertence às verdades da fé. Quais são, então, as proposições que podemos afirmar sobre Nosso Senhor? É possível dizer que o Todo-Poderoso é humano? Que a divindade é mortal? Que Deus morreu na cruz?

Essas perguntas não são triviais e suas respostas decorrem diretamente da natureza do mistério da Encarnação.

Saber do que falamos

Há sempre duas questões que surgem repetidamente em um discurso. Do que falamos? A resposta a esta questão é o assunto. A segunda é: o que vamos dizer sobre tal?

Para o espinhoso assunto que diz respeito a Nosso Senhor, essas questões são importantes e requerem fazer as distinções vistas no artigo anterior. Continuar lendo

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – JULHO/22

O que é o Preciosíssimo Sangue?

Caríssimos fiéis,

No calendário litúrgico tradicional, o mês de julho começa com a Festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela segue de perto a Festa do Santíssimo Sacramento, celebrada na quinta-feira seguinte à Santíssima Trindade. No calendário litúrgico moderno, a festa do Preciosíssimo Sangue desapareceu. Pensou-se que ela duplicava a festa do Santíssimo Sacramento e que não era necessário mantê-la. A festa do Santíssimo Sacramento foi chamada “do Corpo e Sangue de Cristo”.

É verdade que todo o Cristo está presente na Santa Hóstia; com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

Também é verdade que a festa do Preciosíssimo Sangue é relativamente recente, pois foi instituída pelo Papa Pio IX em 1849 para agradecer a Deus por sua vitória sobre a revolução italiana que o havia expulsado de Roma. Inicialmente marcado para o primeiro domingo de julho, passou a ser comemorado no primeiro de julho desde a reforma de São Pio X.

Tudo isto significa que esta festa não é tão importante?

Na Santa Missa, há uma dupla consagração: a do Corpo e a do Sangue. No entanto, o Sangue está contido no Corpo. Só a consagração do Corpo seria suficiente. Ao manter a dupla consagração em sua liturgia, a Igreja deseja manifestar o caráter sacrificial da Missa. Continuar lendo

MÊS DE JULHO, DEDICADO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO

sangueFoste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça” (Ap 5,9).

Fonte: Fojitas de Fe, 203, Seminário Nossa Senhora Corredentora
Tradução: 
Dominus Est

A Igreja dedica todo o mês de julho ao amor e adoração do Preciosíssimo Sangue de nosso Salvador Jesus. É justo que nós adoremos na santa humanidade de Cristo, com um culto especial, aquelas partes que são mais significativas de algum mistério ou perfeição divina; e assim honramos:

• SEU CORAÇÃO: para prestar culto ao seu amor infinito;

• SUAS CHAGAS: para prestar culto a suas dores e sua paixão;

• SEU SANGUE: para prestar culto ao preço de nossa Redenção.

No entanto, esse culto do Sangue do Salvador assume um caráter festivo no mês de julho e na festa com a qual este mês inicia. Já na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia e na Sexta-feira Santa o Sangue de Cristo derramado por nós; mas o acento da celebração centrava-se em sentimentos de dor, de compunção, de contrição. A Igreja volta depois a dar culto à Sagrada Eucaristia na festa de Corpus Christi, e também à Paixão e Sangue do Salvador, mas com maior ênfase nos sentimentos de alegria e triunfo.

Por este culto nós agradecemos a Nosso Senhor a Redenção como uma vitória já obtida, e nos exultamos em tomar parte entre o número dos redimidos, daqueles que foram lavados no Sangue do Cordeiro. E prestamos culto de latria ao Sangue do Redentor, reconhecendo especialmente uma virtude salvadora, como se vê: Continuar lendo