Arquivos da Categoria: Livros
A GLÓRIA IMENSA QUE GOZAM NO CÉU OS RELIGIOSOS
A MORTE DESPOJA-NOS DE TUDO
QUARTO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA: A TRISTEZA DOS APÓSTOLOS E AS DESOLAÇÕES ESPIRITUAIS
MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DE POBREZA
SÃO JOSÉ E AS CRIANÇAS
a) Nas horas em que não havia ninguém na igreja, notou o irmão sacristão que um menino de cinco anos vinha passar longo tempo diante do altar de S. José. Ora encostado à grade, ora de joelhos e ora assentado, ali permanecia horas olhando para o Santo.
O bom irmão sentiu-se impelido a fazer esta breve invocação:
– Ó bom S. José, ouvi a oração dêsse pequenino, não lhe recuseis a graça que vos pede com tanta piedade e inocência!
O pobrezinho rezava pela conversão do pai…
– Amiguinho, disse-lhe o sacristão, se você quer dirigir a S. José uma bela oração, diga: “S. José, rogai por nós”.
Tomou-o ao pé da letra o menino e, trocando de oração, começou a ir e vir diante do Santo e, ajoelhando-se, dizia: “S. José, rogai por nós; S. José, rogai por nós!”
Nisso se ocupava quando chegou sua mãe para buscá-lo. Teve que sair. Duas horas depois, o papai, que havia doze anos não se confessava, entrou na igreja para reconciliar-se com Deus.
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b) Um menino da Diocese de Montpellier contava assim um favor que alcançara de S. José:
” Quando brincava na esquina de uma rua, fui atropelado por um carro que me esmagou contra uma parede; meu corpo tornou-se uma massa informe. O médico não dava nenhuma esperança. Meus pais apressaram-se a chamar um padre para me dar a extrema-unção.
Uma religiosa amiga, muito devota de S. José, enviou-me um cordão bento do Santo.
Pedia-me que me encomendasse a ele com fé e confiança. Assim o fiz.
Dormi logo depois e tive um sonho muito esquisito. Parecia-me estar vendo S. José, que garantia a minha cura. Anunciou-me, além disso, que eu seria padre. Despertei alegre e contente a visão à minha mãe.
O sonho realizou-se. Até esta data estou bom e são… e não penso senão em ser sacerdote”…
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves
QUEM AMA JESUS CRISTO DEVE ODIAR O MUNDO
DA RECORDAÇÃO DOS INUMERÁVEIS BENEFÍCIOS DE DEUS
A alma: Abri, Senhor, meu coração à vossa lei, e ensinai-me o caminho de vossos preceitos. Fazei-me compreender a vossa vontade, e com grande reverência e diligente consideração rememorar os vossos benefícios, gerais ou particulares, para assim render-vos por eles as devidas graças. Bem sei e confesso que nem pelo menor benefício vos posso render condignos louvores e agradecimentos. Eu me reconheço inferior a todos os bens que me destes, e quando considero vossa majestade, abate-se meu espírito com o peso de vossa grandeza.
Tudo o que temos, na alma e no corpo, todos os bens que possuímos, internos e externos, naturais e sobrenaturais, todos são benefícios vossos, e outras tantas provas de vossa bondade, liberalidade e muníficência, que de vós todos os bens recebemos. E ainda que este receba mais e outros menos, tudo é vosso, e sem vós ninguém pode alcançar a menor coisa. E aquele que recebeu mais não pode gloriar-se de seu merecimento, nem elevar-se acima dos outros, nem desprezar o menor; porque só é maior e melhor aquele que menos atribui a si, e é mais humilde e fervoroso em vos agradecer. E quem se considera mais vil e se julga o mais indigno de todos é o mais apto para receber maiores dons.
O que, porém, recebeu menos não deve afligir-se, nem queixar-se, nem ter inveja do mais rico; olhará, ao contrário, para vós, e louvará vossa bondade, que tão copiosa e liberalmente prodigalizais vossas dádivas, sem acepção de pessoas. De vós nos vêm todas as coisas; por todas, pois, deveis ser louvado. Vós sabeis o que é conveniente dar a cada um, e não nos pertence indagar por que este tem menos, aquele mais; só vós podeis avaliar os merecimentos de cada um. Continuar lendo
A IGREJA ONDE ESTÁ JESUS SACRAMENTADO É O SANTUÁRIO MAIS AUGUSTO
POR CAUSA DO ESCAPULÁRIO
Chamada à vida religiosa, uma moça antes de entrar no convento foi ter com o Santo Cura de Ars para fazer uma confissão geral de toda a vida.
Depois da confissão. O Santo disse-lhe:
– Deve lembrar-se ainda, minha filha, de certo baile que assistiu, há pouco. Encontrou ali um moço desconhecido por todos, mas de modos distintos que parecia o herói da festa.
– Perfeitamente, lembro-me.
– Pois bem; a senhora o invejou; ele porém, não lhe deu o menor olhar, e bailou com todas as moças.
Quando saiu do salão, reparou em duas chamas azuis debaixo de seus pés.
– É tal qual, vi, sim, senhor.
– Este moço, minha filha, era o demônio. Todas aquelas moças, com quem dançou, tem um pé no inferno. E sabes o motivo pelo que a desprezou? É porque a senhora estava revestida do escapulário, o qual, por devoção para Maria Santíssima, trazia. Dê graças a ela pelo grande favor e bondade.
* * *
O demônio tem um horror medonho ao santo escapulário.
Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri
A SALVAÇÃO É A ÚNICA COISA NECESSÁRIA
CONFIANÇA NO CONFESSOR
DISCÍPULO— Padre, como deve ser a confiança no confessor?
MESTRE — Deve ser ingênua, sem inquietação ou duplicidade. Em outras palavras, devemos, abrir-lhe o nosso íntimo sem reserva alguma, devemos agir justamente como as crianças que sentem a necessidade de dizer tudo aos que procuram a sua felicidade.
DISCÍPULO— O que significa abrir-lhe o nosso íntimo?
MESTRE — Significa que devemos contar-lhe tudo, os pecados, os defeitos e as más inclinações, quando prejudicam a consciência, seja quanto ao passado, seja quanto ao presente.
O demônio, diz santo Inácio, age com os incautos como os jovens dissolutos com as moças tolas que querem seduzir. Temem que as infelizes contem aos pais as palavras, as confidências, os dizeres argutos que usaMestre Assim o demônio emprega toda a astúcia possível para que não demos a conhecer ao confessor as suas artimanhas e os seus enganos..
DISCÍPULO— O demônio teme essa nossa confiança, por que ela corta todos os seus laços e descobre todos os seus enganos: não é verdade, Padre?
MESTRE — Justamente! E para sufocá-la ou diminuí-la enche as almas de dúvidas, temores, suspeitas, desconfianças contra o próprio confessor. É preciso, portanto, ter coragem e mostrar ao padre até essas insídias e tentações da nossa alma.
DISCÍPULO— Mas o confessor não se aborrecerá com essas misérias? Continuar lendo
O NADA DOS BENS DO MUNDO
DA TIBIEZA
O PENSAMENTO DA ETERNIDADE
DO AMOR QUE SÃO JOSÉ TEVE A JESUS E MARIA
DA MORTE
COMO SE DEVE DESCANSAR EM DEUS SOBRE TODOS OS BENS E DONS
A alma: Ó minha alma, em tudo e acima de tudo descansa sempre no Senhor, porque ele é o eterno repouso dos santos. Daí-me, ó dulcíssimo e amantíssimo Jesus, que eu descanse em vós mais que em toda criatura; mais que na saúde e formosura; mais que na glória e honra, no poder e dignidade; mais que em toda ciência e sutileza; mais que em todas as riquezas e artes; mais que na alegria e no divertimento; mais que na fama e no louvor; mais que nas doçuras e consolações, esperanças e promessas, desejos e méritos; mais que em todos os dons e dádivas que me podeis dar e infundir; mais que em todo gozo e alegria que minha alma possa experimentar e sentir; finalmente, mais que nos anjos e arcanjos e todo o exército celeste; acima de todo o visível e invisível, acima, enfim, de tudo aquilo que vós, meu Deus, não sois.
Porquanto vós, meu Deus, sois bom acima de todas as coisas. Só vós sois altíssimo, só vós poderosíssimo, só vós suficientíssimo e pleníssimo, só vós suavíssimo e verdadeiro consolador, só vós formosíssimo e amantíssimo, só vós nobilíssimo e gloriosíssimo sobre todas as coisas, em quem se olham, a um tempo e plenamente, todos os bens passados, presentes e futuros. Por isso é mesquinho e insuficiente tudo quanto fora de vós mesmo me dais, revelais ou prometeis, enquanto vos não vejo e possuo inteiramente; porque meu coração não pode descansar verdadeiramente, nem estar totalmente satisfeito a não ser em vós, acima de todos os dons e de todas as criaturas.
Ó meu Jesus, esposo diletíssimo, amante puríssimo, senhor absoluto de toda a criação, quem me dera às asas da verdadeira liberdade para voar e repousar em vós! Oh! Quando me será concedido ocupar-me totalmente de vós e experimentar vossa doçura, Senhor meu Deus! Quando estarei tão perfeitamente recolhido em vós, que não me sinta a mim mesmo por vosso amor, mas só a vós, acima de toda sensação e medida, que nem todos conhecem! Agora, porém, não cesso de gemer, e levo, cheio de dor, o peso de minha infelicidade; pois neste vale de lágrimas sucedem tantos males, que muitas vezes me perturbam, entristecem e anuviam a alma; outras vezes me embaraçam, distraem, atraem e emaranham, para me impossibilitar vosso acesso e me privar das doces carícias, que gozam sempre os espíritos bemaventurados! Deixai-vos enternecer por meus suspiros e tantas amarguras que padeço nesta terra. Continuar lendo
DA ORAÇÃO DEPENDE A NOSSA SALVAÇÃO
UM LOBO QUE SE TORNA CORDEIRO
Estava no hospital uma infeliz mulher que, há vinte e dois anos, abandonara sua família para se entregar aos vícios mais vergonhosos. Fôra, enfim, internada naquela casa pela polícia.
A vida que levara, de tal modo a embrutecera que parecia louca; e o médico, não descobrindo nenhuma doença, queria despedi-la do hospital para que não perturbasse os verdadeiros enfermos.
Pediram-lhe as religiosas que a deixasse alguns dias ainda, enquanto recorriam a S. José. Bem inspiradas, vestiram-na com o hábito e com o cordão de S. José e puseram-se a pedir com fervor que êle tivesse compaixão daquela pobre alma.
O auxílio de S. José não se fêz esperar. Poucos dias depois a mulher recobrou a paz, confessou-se com muita dor e arrependimento. Era um verdadeiro lobo e tornou-se tão manso cordeiro que pediu a seu protetor lhe alcançasse antes a morte que voltar à vida de pecado.
Atendeu o Santo a tão pios desejos, vindo a convertida a falecer com os mais sinceros sentimentos de dor. Antes da morte pediu humildemente perdão a todos os que escandalizara com seus vícios.
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves
CONVIVÊNCIA DE SÃO JOSÉ COM JESUS E MARIA
MOTIVOS QUE TEMOS DE HONRAR A SÃO JOSÉ
SEGUNDO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA: JESUS, O BOM PASTOR
MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DE CARIDADE PARA COM O PRÓXIMO
E VOLTOU A SI
Entre os alunos do Colégio de Santa Maria de Tolsa havia um por nome Henrique.
No recreio, depôs do meio-dia, um grupo de meninos, reunidos num dos corredores, pôs-se a gritar:
– Padre! Padre! Está morto…
O Padre Prefeito acode a toda a pressa e encontra Henrique estendido no chão, pálido e sem dar sinal algum de vida. Levam-no ao quarto mais próximo, deitam-no sobre a cama, e chamam o enfermeiro. Este emprega, durante meia hora, todos os meios para fazer voltar à vida; mas, inútil.
Entre as pessoas, que conseguiram entrar no quarto, estava uma piedosa senhora que, ajoelhada ao pé do leito, perguntou ao Sacerdote:
– Este menino tem o escapulário?
– Vou ver. Não tem!…
Aí a boa dona arrancando apressadamente o seu do pescoço:
– Padre, passe este escapulário ao menino.
Apenas isso feito, Henrique abre os olhos, recobra as cores do rosto e, todo espantado, pergunta:
– Padre, que estão fazendo aqui?
– Ah! Quantos cuidados nos deste! Que fizeste de teu escapulário?
– Deixei-o pendurado perto de minha cama.
– Olha, foi preciso o bentinho desta senhora para te dar a vida. Nunca Andes sem ele!
Nossa Senhora auxiliou miraculosamente, para mostrar o valor que ela dá ao escapulário.
Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri
É MISTER SOFRER TUDO PARA AGRADAR A DEUS
JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO, O MELHOR DOS AMIGOS
A PENA QUE TERÁ NO INFERNO QUEM SE CONDENAR POR TER PERDIDO A VOCAÇÃO
ESCOLHA IMPORTANTÍSSIMA
DISCÍPULO — Padre, estou admirado com tantas coisas bonitas que ouvi até agora sobre a confissão, porém, para dizer a verdade, de minha parte, apesar de me confessar freqüentemente há já alguns anos, quase não percebi esses efeitos admiráveis e extraordinários.
MESTRE — E você quer saber por quê? Porque aqui, como em qualquer outro trabalho, há modos diferentes de fazer as coisas. Isto é, não basta confessar-se com freqüência, de qualquer jeito e com qualquer confessor, é preciso escolher um verdadeiro pai e confessar-se com ele humilde e devotamente, comportando-se como verdadeiros filhos.
DISCÍPULO — Então é importante saber escolher um bom confessor?
MESTRE — É importantíssimo! Assim como, para os nossos negócios, nós escolhemos pessoas de maior confiança, assim também é preciso fazer quando se trata da escolha de um confessor; a ele devemos confiar a santificação e a salvação de nossa alma, o que é bem mais importante do que os outros interesses.
D.Bosco conta como foi bom para ele o ter encontrado quando moço, na pessoa de D. Calosso, o seu primeiro Diretor espiritual, e nas suas Memórias escreve: “Cada palavra, cada pensamento, cada ação, era-lhe prontamente referida… Desse modo, ele podia guiar-me com fundamento no caminho do temporal e do espiritual, e eu conheci então o que significa um verdadeiro guia estável, um fiel amigo da alma”.
DISCÍPULO — Padre, os que vão à procura de um confessor indulgente procedem mal? Continuar lendo











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