Admirai-vos, talvez, de me ouvir dizer que a Missa é uma obra maravilhosa? E não é, com efeito, inefável Maravilha o que opera a palavra de um humilde sacerdote? Que língua angélica ou humana poderia explicar Poder tão excessivo?
Quem, jamais, poderia imaginar que a palavra de um homem, que não tem, naturalmente, a força de levantar da terra uma palha, receberia da Graça o poder surpreendente de fazer descer do Céu o Filho de DEUS?
Aí está um poder maior que o de transportar montanhas, esgotar o mar e abalar os céus; poder comparável, de certo modo, àquele primeiro Fiat com que DEUS fez surgir do nada todas as coisas, e que pode mesmo parecer sobrepujar, em outro sentido, aquele Fiat pelo qual a Virgem Santíssima atraiu a seu seio o Verbo Divino.
A Virgem Maria nada mais fez que fornecer a matéria do Corpo de Cristo, dela formado, de seu puríssimo sangue, mas não por ela nem por sua operação: enquanto que a voz do sacerdote, sendo instrumento de CRISTO no ato da Consagração, O reproduz de um modo novo e admirável, quer dizer, sacramentalmente, e isto tantas vezes quantas consagra.
O bem-aventurado João, o Bom, de Mântua, levou um eremita seu companheiro a compreender esta verdade. Este não conseguia se persuadir de que a palavra de um padre tivesse o poder de mudar a substância do pão no Corpo de JESUS CRISTO, e a do vinho em seu Sangue. O que é mais deplorável, tinha cedido a essa tentação diabólica. O servo de DEUS percebeu o erro do companheiro e, conduzindo-o a beira de uma fonte, aí encheu de água uma taça e deu-lhe de beber. Continuar lendo →
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