
Fonte: Hojitas de Fe, 11 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução: Dominus Est
A Igreja, durante todo o mês de novembro, após ter honrado e exaltado seus filhos do céu, e invocado sua intercessão, não quer esquecer seus filhos do Purgatório. Dedica a eles a Comemoração dos Fiéis Defuntos, e dá indulgências especiais durante os primeiros oito dias de novembro, e consagra todo este mês a orar pelas almas dos defuntos. No que nos diz respeito, três motivos devem nos levar a interessar-nos por estas santas almas:
1º Primeiramente, porque são almas necessitadíssimas de nossa misericórdia e de nossos sufrágios: “Estive na prisão e me visitastes”.
2º Depois, porque um dia nós teremos que encontrá-las no Purgatório (se a bondade de Deus assim o permitir), razão pela qual muito nos interessa saber o que é dessas almas, qual é seu estado, como Deus as trata…
3º Finalmente, porque muitas vezes imaginamos o Purgatório como o lugar da justiça de Deus, de uma justiça inflexível, de uma justiça sem misericórdia: quando, na realidade, é ao contrário uma invenção da misericórdia de Deus, mesmo que seja uma misericórdia em que o homem já não pode mais merecer e deve reparar todos os pecados de sua vida.
Detenhamo-nos neste último ponto, considerando as três razões pelas quais a misericórdia divina se manifesta no Purgatório: • primeiro, no amor que as três Pessoas divinas têm por essas almas abençoadas; • segundo, no amor e na conformidade que essas almas têm para com Deus; • terceiro, no próprio sofrimento que essas almas têm que suportar. Continuar lendo

Não há qualquer dúvida de que toda palavra humana está sempre exposta à contradição, porque, quando há diferentes movimentos das vontades, são também diferentes os modos de pensar das mentes. Quando se luta com paixão contra os juízos dos adversários, se contradizem as afirmações a que nos opomos. Embora cada palavra conforme a verdade seja perfeita, no entanto, se cada um prefere algo diferente, a palavra verdadeira se expõe à réplica dos contraditores, porque o erro de uma vontade insensata ou perversa se afirma contra a verdade que não entende ou não quer aceitar. O desejo de contradizer persiste, inabalável, e não tem medida a obstinação em contradizer.
Proprio Filio suo non pepercit, sed pro nobis omnibus tradidit illum ― «Não poupou a seu próprio Filho, mas entregou-o por nós todos» (Rm 8, 32).
Fonte:
Unus militum lancea latus eius aperuit, et continuo exivit sanguis et aqua ― “Um dos soldados abriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água” (Io. 19, 34).









