Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Samuel Bon, do Priorado de São Pio X, Lisboa, Portugal, por ocasião do 17º Domingo depois de Pentecostes
DESPREZO DO MUNDO COM O PENSAMENTO DA MORTE
MISSA DO XVII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
XVII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O COMPÊNDIO DA LEI É O PRECEITO DA CARIDADE
AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 11 – IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – FILIPINAS
A FSSPX está presente em 37 países e visita regularmente outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.
Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.
No post de hoje veremos uma delas: a do Imaculado Coração de Maria, em Iloilo, nas Filipinas.
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MARIA SANTÍSSIMA É A ESPERANÇA DE TODOS
QUANDO A ECOLOGIA SUBSTITUI A TEOLOGIA

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
O “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação” foi lançado pelo Papa Francisco em 2015, no espírito da Laudato si (24 de maio de 2015), sua encíclica “ambiental”, como a imprensa a descreve.
Este ano, o Dia pelo Cuidado da Criação inaugura o “Tempo da Criação”, um período de um mês – de 1 de setembro a 4 de outubro – e dedicado ao “Jubileu pela Terra”.
Na mensagem que o Papa publicou no dia 1º de setembro, podemos ler – entre outras coisas – que devemos “reparar a harmonia original da Criação“, “equilibrar as relações humanas comprometidas“, exigir “justiça reparadora” dos países do Norte em relação aos países do Sul, porque – aos olhos de Francisco – os países ricos contraíram “uma enorme dívida ecológica, devido principalmente ao roubo de recursos e ao uso excessivo do espaço ambiental comum para a eliminação de resíduos. ”
Em preparação para a cúpula do clima em Glasgow (Reino Unido), adiada para 2021 devido à pandemia, cada país é convidado pelo Papa “a adotar objetivos nacionais mais ambiciosos para a redução das emissões poluentes”.
Para Francisco, trata-se de restaurar o equilíbrio climático e se unir para limitar o aumento da temperatura média ao patamar de 1,5 ° C, objetivo fixado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, em português)
Segundo o Papa, outra aposta capital é a preservação da biodiversidade, para salvaguardar 30% da Terra como habitat protegido antes de 2030. Segundo ele, a 15ª reunião da Convenção da ONU sobre diversidade biológica, em Kunming, na China – também adiada para 2021 – deve constituir uma verdadeira “reviravolta” para que a Terra volte a ser um lar onde a vida é “abundante”. Continuar lendo
VIDA DESOLADA DE JESUS CRISTO
ARRUINAR A FAMÍLIA ENFRAQUECE A BASE DA RELIGIÃO

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
A religião é absolutamente necessária. Não apenas porque devemos prestar a Deus o culto que lhe é devido, mas porque sem ela certamente corremos o risco de cair, senão no absurdo, pelo menos em uma decadência tal como o Apóstolo dos Gentios a descreveu no início da Epístola aos Romanos: “E, como não procuraram conhecer a Deus, Deus abandonou-os a um sentimento depravado, que os levou a fazer o que não convém”(*). E essa decadência tem por nome a modernidade, que nada mais é do que o abandono da religião. Este erro funesto tem uma consequência contra a qual, seja quem for, devemos reagir.
A beleza de uma sociedade outrora cristã repousa na verdade baseada em uma relação com o Criador que imprimiu em todas as relações uma diversidade e uma harmonia que refletia a beleza divina. A desigualdade é o grande princípio no fundamento dessa harmonia. “A razão natural obriga o homem a submeter-se a um superior por causa dos seus limites, experimentados em si mesmos e em relação aos quais precisa ser ajudado e dirigido por um superior”. Eis o que afirma Santo Tomás, homem de bom senso e santo. Como não citar o Doutor angélico que se extasia, de sua maneira um tanto especulativa é verdade, diante da majestade divina: “Devemos reverenciar a Deus pela excelência que ele possui. Se essa perfeição é encontrada em certas criaturas, nunca é em condições de igualdade, mas de simples participação. A veneração com que cercamos Deus é, portanto, diferente daquela que atribuímos à excelência criada. Isso é religião, no caso dulia. Passando a expressar externamente nossos sentimentos internos de respeito, damos certas marcas de reverência às criaturas proeminentes.” Continuar lendo
A SANTA MISSA É UM MEIO EFICAZ PARA OBTERMOS AS GRAÇAS DE DEUS
LIVE – TRANSLADAÇÃO DO CORPO DE MONS. LEFEBVRE – 24/09 – 04:00H (HORÁRIO DE BRASÍLIA)
Amanhã, 24 de setembro de 2020, o Seminário Internacional São Pio X, em Écône, na Suíça, celebra o Jubileu de Ouro de sua inauguração. Após a Missa Pontifical de Ação de Graças por estes 50 anos, rezada por Mons. Bernard Fellay, o corpo de Mons. Marcel Lefebvre será transferido da cripta do Seminário para a Cripta da Igreja do Imaculado Coração de Maria.
Assista as cerimônias aqui:
KYRIE, DA MISSA VIRI GALILÆI (PALESTRINA), CANTADO PELOS PADRES DO DISTRITO DA AMÉRICA DO SUL
O Pe. Núñez nos convida a participar da polifonia virtual que acontecerá em breve com os coros do Distrito (da América do Sul). “Deixamos este exemplo dado pelos padres do Distrito”, cantando o Kyrie da Missa Viri Galilæi, de Palestrina, “para que todos sejam incentivados a fazer sua polifonia, em cada Priorado, em cada Centro de Missa, em cada Capela. Esperamos a todos!“
A CASA DA ETERNIDADE
PODE-SE FALAR DE UMA “IGREJA CONCILIAR?”
Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est
Foi falado e ainda é falado. Com entusiasmo ou indignação. Alguns veem nela as vantagens de uma definição real, outros os inconvenientes de um exagero não menos real. Todos acreditam poder dar razões válidas para consagrar ou condenar o uso desta expressão. Os argumentos de ambas partes seguem direções opostas.
Nós, seguindo um método já experimentado, iremos expor, primeiramente,tais argumentos (I), depois voltaremos aos princípios e, a partir deles, tentaremos ver como as coisas realmente são (II). Finalmente, distinguiremos o que é verdadeiro e o que é falso nos vários argumentos apresentados, cuja oposição, na maioria das vezes, é apenas aparente.
PRÓS OU CONTRAS: A EXPRESSÃO “IGREJA CONCILIAR” PODE SER LEGITIMAMENTE USADA?
Primeiro argumento: Mons. Benelli utilizou a expressão Igreja conciliar para designar a Igreja pós Concílio Vaticano II[1]. Portanto, não apenas podemos, mas devemos falar de uma Igreja conciliar.
Segundo argumento: na “Declaração de 1974”, que representa a Carta Magna da FSSPX, D. Lefebvre contrapõe claramente a Roma católica de sempre com a Roma modernista[2]. Existem, portanto, duas Romas e também duas Igrejas: a Igreja Católica e a Igreja Conciliar. Consequentemente, pode-se falar de uma Igreja conciliar.
Terceiro argumento:D. Lefebvre, observando os fatos, afirma que as reformas do Concílio Vaticano II resultaram em “uma nova Igreja, uma Igreja liberal, uma Igreja reformada, semelhante à Igreja reformada de Lutero”[3]. E acrescenta que “estamos com dois mil anos de Igreja e não com doze anos de uma nova Igreja, uma Igreja conciliar” [4]. Disto tiramos a mesma conclusão do argumento anterior.
Quarto argumento: em uma conferência realizada em Ecône em setembro de 1988 [5], D. Lefebvre distingue entre a Igreja oficial e a Igreja Católica visível em suas notas. A primeira é fruto do Concílio, a segunda é a verdadeira Igreja. Existem, portanto, duas Igrejas: a Igreja Católica visível e a Igreja oficial conciliar. Mais um motivo para se falar de uma Igreja conciliar.
Se se responde que D. Lefebvre, quando fala da Igreja oficial, não se refere a uma Igreja propriamente dita, mas a uma corrente hostil dentro da Igreja, objeta-se – como um quinto argumento – que nessa mesma conferência D. Lefebvre precisa o seu pensamento, dizendo que é necessário sair desta Igreja oficial tal como se sai de uma Igreja propriamente dita: “Sair, portanto, da Igreja oficial? De certa forma, sim, certamente. Todo o livro de Madiran, L’Hérésie du XXe siècle, é a história da heresia dos Bispos. É necessário, portanto, afastar-se desses Bispos, se não quisermos perder a própria alma. Na verdade, não basta, porque a heresia instalou-se em Roma. Se os Bispos são hereges (mesmo sem usar esta palavra no sentido estrito e em todas as suas implicações canônicas), é em parte devido à influência de Roma”. A expressão Igreja conciliar é necessária para designar essa Igreja oficial.
Se se responde que D. Lefebvre quer simplesmente dizer que precisamos nos proteger da contaminação que assola a Igreja, objeta-se – como sexto argumento – que D. Lefebvre distingue, no entanto, a Igreja oficial conciliar da verdadeira Igreja visível. A Igreja conciliar oficial pode ser considerada visível até certo ponto de vista, exatamente como é visível a chamada “igreja” anglicana, espalhada por todo o território inglês. Mas a Igreja Católica não é uma sociedade visível como qualquer outra. Para Ela, a visibilidade consiste em suas notas [una, santa, católica e apostólica, N. do T.], que atestam sua origem divina e o caráter sobrenatural. A Igreja oficial conciliar não é visível, nem mais nem menos do que qualquer outra sociedade, e não apresenta, em absoluto, as notas da verdadeira Igreja. Portanto, pode-se falar de uma Igreja conciliar que, de fato,deve ser considerada como outra Igreja, distinta da Igreja Católica. Continuar lendo
DEVEMOS RECEAR QUE O PRIMEIRO NOVO PECADO SEJA TALVEZ O ÚLTIMO
OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Samuel Bon, do Piorado de São Pio X, Lisboa, Portugal, por ocasião do 16º Domingo depois de Pentecostes
DO ZELO DA SALVAÇÃO DAS ALMAS QUE DEVEM TER OS RELIGIOSOS
OUTRA MEDITAÇÃO PARA O XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O HOMEM HIDRÓPICO E O VÍCIO DE IMPUREZA
MISSA DO XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O HOMEM HIDRÓPICO E O CRISTÃO AMBICIOSO
AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 10 – SAINT JOSEPH – BÉLGICA
A FSSPX está presente em 37 países e visita outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.
Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.
No post de hoje veremos uma delas: a Saint Joseph, em Bruxelas, na Belgica.
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MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DE MORTIFICAÇÃO
QUE O HOMEM POR SI MESMO NADA TEM DE BOM E DE NADA SE PODE GLORIAR
A alma: Senhor, que é o homem, para que vos lembreis dele, ou o filho do homem, para que o visiteis? (Sl 8,5). Por onde mereceu o homem que lhe deis a vossa graça? Como me posso queixar, se me desamparais, ou que posso justamente opor, se não me concedeis o que peço? Decerto, com verdade posso pensar e dizer: Senhor, nada sou, nada posso, nada de bom tenho de mim mesmo, mas falta-me tudo, e sempre pendo para o nada. E se vós não me ajudais e ensinais, fico de todo tíbio e relaxado.
Vós, porém, Senhor, sempre sois o mesmo e permaneceis eternamente bom, justo e santo, e boas são vossas obras todas, e justas e santas, e dispondes tudo com sabedoria. Mas eu, que sou mais inclinado à negligência que ao aproveitamento espiritual, não sei conservar-me no mesmo estado, porque mudo sete vezes por dia. Mas logo me vai melhor, quando vos apraz estender-me a mão para me socorrer; porque só vós, sem auxílio humano, me podeis ajudar e dar-me firmeza, de tal modo que jamais se mude meu rosto, mas só a vós se converta meu coração e em vós descanse.
Por isso, se eu soubesse rejeitar toda humana consolação, fosse por adquirir a devoção, fosse pela necessidade que me obriga a buscar-vos, então poderia com razão esperar a vossa graça e alegrar-me com o favor de uma nova consolação.
Graças vos sejam dadas, Senhor, porque de vós procede todo o bem que me sucede. Mas eu sou vaidade e nada, diante de vós, sou homem frágil e inconstante. De que posso, pois, gloriar-me, ou por que desejo ser estimado? Porventura do meu nada? Isso seria o cúmulo da vaidade. Verdadeiramente a vanglória é peste maligna e a pior das vaidades, porque nos aparta da glória verdadeira e nos priva da graça celestial. Porquanto, desde que o homem agrada a si, desagrada a vós, e quando aspira aos humanos louvores, perde as verdadeiras virtudes.
Glória verdadeira, porém, e alegria santa é gloriar-se cada um em vós e não em si, deleitar-se em vosso nome e não na sua própria virtude, não achar deleite em criatura alguma, senão por amor de vós. Seja louvado o vosso nome e não o meu; sejam glorificadas vossas obras e não as minhas; exaltado seja o vosso santo nome, e a mim nada se atribua dos louvores humanos. Vós sois minha glória e a alegria do meu coração. Em vós me gloriarei e exaltarei todo dia, mas, quanto à minha pessoa, de nada me ufano, a não ser das minhas fraquezas (2Cor 12,5).
Busquem os judeus a glória uns dos outros, eu busco aquela que vem só de Deus (Jo 5,44). Pois toda glória humana, toda glória temporal e toda grandeza mundana, comparada com a vossa eterna glória, não passa de vaidade e loucura. Ó verdade e misericórdia minha, Deus meu, Trindade bem-aventurada! A vós só seja dado louvor, honra, virtude e glória por todos os séculos.
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
JESUS, HOMEM DE DORES
SALVO DA MORTE POR TER DEFENDIDO A MÃE DE DEUS
Não faz muito tempo, na estrada que sobe da cidade francesa Honfler ao elegante Santuário de Nossa Senhora das Graças, um moço de 17 anos, de joelhos e terço na mão, ia escalando a colina. Depois de andar quase um quilômetro conseguiu entrar na igreja e prostrar-se aos pés da Virgem.
Vendo-o um Sacerdote, de joelhos ensanguentados, perguntou-lhe o motivo da dolorosa penitência.
– O senhor soube do horroroso acontecimento que houve ontem no mar? Éramos três jovens, dois pereceram, um só foi salvo: sou eu. Meus dois amigos e eu obtivemos anteontem boas notas em nossos exames de bacharel, festejamos juntos tão feliz sucesso, e, para terminar o dia, resolvemos dar um passeio pelo mar. As ondas estavam fortes e o vento soprava com violência. O dono da embarcação avisou-nos que havia perigo, mas não fizemos caso dos conselhos.
Um dos meus amigos pronunciou algumas palavras levianas e, na conversa, houve algumas zombarias de Nossa Senhora. Proteste, dizendo:
“Amigos, divirtamo-nos, mas respeitem minha Mãe!”
Eles riram-se… mas não durou muito tempo, pois uma onda colocou a pique a canoa. Ninguém de nós três sabia nadar; meus dois amigos afogaram-se. Eu só fui salvo, e atribuo minha salvação a Maria cuja defesa acabava de tomar. Vim aqui de joelhos agradecer-lhe, porque a morte me teria achado muito mal preparado.
Levantou-se e fez ótima confissão.
Nossa Senhora salvou-lhe a vida do corpo e a alma.
Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.
DO SAGRADO VIÁTICO
É PECADO OMITIR AS ORAÇÕES ANTES E DEPOIS DAS REFEIÇÕES QUANDO ESTOU ENTRE NÃO CATÓLICOS?

Quem faz essa pergunta, talvez, tenha em mente a reação do pequeno João Maria Vianney, o futuro Cura d’Ars, que, quando à mesa com um mendigo que omitiu essa ação, deixou a mesa e passou a noite em jejum. Quando perguntado sobre essa reação por seus pais, ele simplesmente disse que não conseguiria comer diante de alguém comportando-se como um animal! Essa história nos lembra que fazer orações antes e após as refeições é um piedoso costume entre os católicos. Nosso Senhor, frequentemente, abençoava o pão e o repartia de uma maneira tão especial e religiosa que esse ato entregou Sua identidade aos discípulos de Emaús.
Porém, o que pensar de quem omite essas orações em público e entre não católicos? Por uma questão de princípio, devemos começar dizendo que não há nenhum preceito formal sobre orações nas refeições em qualquer dos ensinamentos de Cristo ou da Igreja. E, se não há nenhuma obrigação de rezá-las, então não há pecado em omiti-las. Além disso, essa omissão não necessariamente significa que a fé de alguém está esmorecendo ou que essa pessoa está sendo negligente com suas orações.
Estaríamos, aqui, lidando com um caso de dissimulação da fé? Poderia haver ocasiões em que o mero fato de fazer um sinal da cruz em público poderia causar uma intriga entre trabalhadores e levar a zombarias contra nossa religião. Esse fato, por si só, é uma razão suficiente para omitir essas orações em público, e bastaria rezá-las mentalmente.
Porém, em geral, a questão de rezar ou omitir as orações das refeições quando na presença de não católicos é mais uma questão de coragem vs respeito humano. Com mais frequência que o contrário, principalmente em um restaurante, onde as pessoas têm mais o que fazer além de denegrir a religião dos outros clientes, o fato de rezar as orações das refeições em família vai gerar respeito entre os outros clientes e entre os garçons. E isso pode levar até ao início de uma conversa sobre a fé com algum dos presentes.
FELICIDADE ETERNA DO CÉU
AS MÃES DOS BISPOS
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Padres do interior, religiosos, missionários, bispos…suas mães têm os mesmos sentimentos, usam a mesma linguagem da fé quando se dirigem a seus filhos ou falam deles. Vamos ouvir algumas mães de bispos:
Sra. Raess
A mãe de Monsenhor Raess, bispo de Estrasburgo, impedida por sua avançada idade, não compareceu à coroação de seu filho. Quando o novo Bispo a visitou, ela disse a ele, levantando sua voz: “Este, meu filho, é o seu quarto onde você nasceu. É aqui que Deus me deu a autoridade de mãe sobre você. Não se esqueça: embora sejais Bispo, mantenho meus direitos sobre meu filho. Se eu souber que você não cumpre com todos seus deveres, como se espera de ti, ainda encontraria forças para ir procurá-lo em Estrasburgo e recordar-lhe de suas obrigações.” Então a nobre cristã parou, fez um doloroso esforço com as pernas fraquejadas e, ajoelhando-se acrescentou: “E agora, Monsenhor, dê-me vossa bênção“.
Sra. Mermillod

A mãe do futuro cardeal Mermillod, sabendo que, em meio a uma crise de perseguição ao catolicismo, bandos furiosos cercavam o palácio episcopal de Genebra com gritos de: “Morte ao bispo! À Morte!” foi correndo e disse: “Monsenhor, temos certeza que, em Carouge, estão falando em assassiná-lo. Vim com muita pressa para implorar que não fuja. Seu dever é ficar aqui.” Em seguida, ela acrescentou: “Se morrer pela fé, será uma honra para vossa família!”
Sra. Pie
A mãe do Cardeal Pie, de condição muito humilde – era esposa de um sapateiro – sendo viúva de forma precoce, provou de um inexprimível consolo ao ver seu filho aspirar ao sacerdócio. “Mas, Anne, o que quer fazer com seu filho?” perguntaram a ela seus vizinhos. “Farei dele um Papa“, respondeu ela, referindo-se ao nome de Pie, dado devido ao Papa reinante – Pio VII. Ela fez, com sua colaboração à Providência, não um Papa, mas um Bispo e Cardeal, um dos maiores do século XIX.
No túmulo de sua mãe, o Cardeal Pie dirá: “Nunca, não, nunca, ó minha mãe, minha voz poderá expressar como meu coração te admirava, toda gratidão que lhe devo.” Ela viveu junto dele quando jovem vigário, depois quando vigário geral de Chartres e, finalmente, durante 27 anos, quando foi Bispo de Poitiers, esteve junto dele até ao fim; admirável tato, no sentido cristão, no espírito de fé. Quando ela morreu aos 80 anos, em 1877, o Cardeal Pie tinha 62 anos. Ele se sentiu fatalmente ferido: “Agora está ficando tarde para mim“, escreveu ele, “e o dia está chegando ao fim. Todo filho pensa que é jovem quando sua mãe está ao seu lado; mas no momento em que a perde, a velhice começa a avançar rapidamente.”





































