Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Samuel Bon, do Priorado de São Pio X, Lisboa, Portugal por ocasião do 15º Domingo depois de Pentecostes, 2020
DO AMOR QUE DEUS NOS MOSTROU
14 DE SETEMBRO – EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ
Está página é extraída do Boletim de Nossa Senhora da santa Esperança, de Março de 1903 (reeditada em Le Sel de la Terre, no. 44, consagrado ao Pe. Emmanuel-André). O Padre Emmanuel pronunciou o seu último sermão na festa da Exaltação da Santa Cruz, no Domingo, 14 de Setembro de 1902, seis meses antes de morrer. Trata do espírito da Cruz, que é “a participação do próprio espírito de Nosso Senhor, levando a Cruz, pregado à Cruz e morrendo na Cruz”.

O ESPÍRITO DA CRUZ
O último sermão do Padre Emmanuel
Irmãos, há muito tempo que não me vedes aqui; não venho aqui com frequência.
Vou falar-vos de uma coisa da qual nunca falei, nem aqui, nem algures. E essa coisa desejo-a a todos; sei bem que o meu desejo não chegará a todos. Vou falar-vos do espírito da Cruz.
Quando o Bom Deus cria um corpo humano, dá-lhe uma alma, é um espírito humano; quando o Bom Deus dá a uma alma a graça do batismo, ela tem o espírito Cristão.
O espírito da Cruz é uma graça de Deus. Há a graça que faz apóstolos, e assim por diante. O que é o espírito da Cruz?
O espírito da Cruz é uma participação do próprio espírito de Nosso Senhor levando a Sua Cruz, pregado à Cruz, morrendo na Cruz. Nosso Senhor amava a Sua Cruz, desejava-a. Que pensava Ele levando a Sua Cruz, morrendo na Cruz? Há aí grandes mistérios: quando se tem o espírito da Cruz, entra-se na inteligência destes mistérios. Existem poucos Cristãos com o espírito da Cruz, vêm-se as coisas de modo diferente do comum dos homens. Continuar lendo
MISSA DO XV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
XV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O MOÇO DE NAIM E A LEMBRANÇA DA MORTE
MARTÍRIO DE MARIA SANTÍSSIMA AO PÉ DA CRUZ
FESTA DO SANTÍSSIMO NOME DE MARIA
Et Nomen Virginis Maria — «E o Nome da Virgem era Maria» (Luc 1, 27)
Sumário. O santíssimo Nome de Maria é, depois do de Jesus, superior a todo outro nome, e, assim como o de Jesus, é para nós um nome de salvação, esperança e amor. Procuremos, portanto, tê-lo sempre no coração e nos lábios: em todos os perigos, em todas as angústias, em todas as dúvidas invoquemo-lo sempre juntamente com o do seu divino Filho, dizendo: Jesus e Maria, salvai-me! Lembremo-nos, porém, que para experimentarmos todos os efeitos do nome de Maria, é preciso que imitemos as virtudes daquela que o possui.
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O santíssimo Nome de Maria não foi achado na terra, mas desceu do céu e foi imposto à divina Mãe por ordem expressa de Deus, como atestam São Jerônimo, Santo Epifânio e outros. É, pois, este nome, depois do de Jesus, superior a qualquer outro nome, e, assim como o de Jesus, é para todos nós um nome de salvação, de esperança, de amor.
É um nome de salvação; porque, conforme a revelação feita pela Bem-Aventurada Virgem mesma a Santa Brígida, quando o invocamos devotamente, afastam-se os demônios, e mais se chegam a nós os anjos bons para nos defender contra os assaltos do inferno. E, falando em particular das tentações contra a pureza, é geralmente sabido que este nome poderoso dá grande força para as vencer, de modo que São Pedro Crisólogo não hesita em dizer que o nome de Maria é indício de castidade: Nomen hoc indicium castitatis. Quem, na dúvida de ter consentido nas tentações, se lembra de ter invocado o nome de Maria, tem um sinal certo de que não ofendeu a castidade.
O nome de Maria é um nome de esperança, pois, como diz São Boaventura, este nome está tão cheio de graças, que não pode ser proferido sem comunicar alguma graça a quem devotamente o invoca. Pelo que diz Pelbarto que, assim como Jesus com as suas cinco chagas deu ao mundo o remédio para os seus males, também Maria com o seu santíssimo nome, que é composto de cinco letras, alcança todos os dias os bens celestes para os homens. Continuar lendo
A IGREJA CONCILIAR SUBSISTE
Como tantas vezes já denunciamos, o Concílio Vaticano II fundou uma nova religião, tendo como base um credo ecumenista, que admite e exige dos seus membros o pluralismo religioso, em nome do Homem, que foi colocado como o deus de um novo mundo.
Gustavo Corção nos deu a chave do mistério que envolve essa nova Igreja humanista, quando propos que uma mesma hierarquia governa as duas Igrejas, a Católica e a Igreja ecumênica de Vaticano II.
Essa nova religião foi chamada, pelo Card. Benelli, de Igreja conciliar, oposta em tudo à Igreja Católica; tanto na sua doutrina que é modernista, como no novo Direito Canônico, na nova Biblia, nos seus ritos sacramentais, sobretudo na Missa Nova.
O artigo que leremos agora nos ajuda a não termos escrúpulos por causa da marginalidade que os chefes dessa nova Igreja nos impõe. Ele foi publicado na Revista Le Sel de la Terre, nº 85, 2013. [Nota da Editora Permanência]

A IGREJA CONCILIAR SUBSISTE
Dom Bernard Tissier de Mallerais, FSSPX
A Igreja conciliar, que está destinada a se auto demolir, faz um grande esforço para subsistir. Em que consiste a sua tenacidade? Consiste em que a sua hierarquia usa de todo o poder da hierarquia católica que ocupa, detém e desvia. Leia a continuação.
Desde a instauração da missa de Paulo VI, essa hierarquia perseguiu, continuamente, os sacerdotes fieis à missa verdadeira, ao catecismo verdadeiro, à verdadeira disciplina sacramental, e também perseguiu os religiosos fieis à sua Regra e a seus votos. Vários são os sacerdotes que morreram de desgosto por dever – por obediência, acreditavam eles – adotar os novos ritos e usos. Vários também foram aqueles que morreram no ostracismo, pressionados canônica e psicologicamente, porém felizes em dar um testemunho inflexível do rito católico, da fé íntegra e de Cristo-Rei. As ameaças, o medo, as censuras e outras punições não os abalaram. Contudo, é triste constatar quantos são aqueles que cederam a esses métodos de violência, à chantagem da « desobediência » e da destituição exercida por seus superiores.
E nisso colocamos o dedo na ferida da malícia liberal desses superiores : Não se diz, com toda razão, que não há alguém mais sectário que um liberal ? Não tendo princípios para fazer com que a ordem reine, fazem com que reine um regime de submissão pelo terror. Continuar lendo
JESUS TRATADO COMO O ÚLTIMO DOS HOMENS
AS GRAÇAS QUE ALCANÇA A PESSOA QUE OUVE A MISSA DEVOTAMENTE
As graças que alcança a pessoa que ouve a Missa devotamente são estas:
Primeira: Quem celebra a Missa reza especialmente por quem a ouve.
Segunda: Ao ouvir a Missa, gozamos de maravilhosa companhia, porque na Missa está Jesus Cristo, tão precioso como no madeiro da cruz e, por concomitância, está também a divindade, a santíssima Trindade. Ademais, estamos na companhia dos santos anjos. E, segundo escreve um doutor, no lugar onde se celebra o santo sacrifício da Missa, estão muitos santos e santas, conforme aquilo da Escritura: «São virgens que seguem o Cordeiro para onde quer que ele vá» (Ap 14, 4).
Terceira graça que alcança a pessoa que a ouve devotamente: a Missa lhe ajuda nos trabalhos e negócios. Lê-se de um cavaleiro, que tinha o costume de ouvir a Missa tomado de grande devoção, que certa vez saiu do mar com seus companheiros e estava se preparando numa capela para ouvir a Missa. Os companheiros lhe anunciaram que o navio ia dar partida e que se apressasse. O cavaleiro respondeu que primeiro queria ouvir a Missa. Por isso o deixaram e partiram no navio. Depois de ter ouvido a Missa, o cavaleiro dormiu e, quando despertou, encontrou-se em sua própria terra. Depois de muitos dias chegaram os do navio, e se maravilharam ao vê-lo.
E de outros casos se lêem coisas maravilhosas. Ademais, a pessoa que ouve a Missa desgosta muito ao diabo; pois, interrogado certa vez sobre o que era que mais lhe desagradava, respondeu que três coisas: os sermões, ou seja, a palavra de Deus, a Missa e a penitência. Continuar lendo
JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO DÁ AUDIÊNCIA A TODOS E A QUALQUER HORA
A FORMAÇÃO DA ELITE
Desde tempos imemoriais as massas foram escrutinadas a fim de se descobrir nelas os líderes. Embora tenha havido épocas mais felizes em que os homens superiores apareceram em maior número, a raridade deles, por outro lado, foi a situação mais habitual da humanidade. Os homens, os verdadeiros homens são raros. Montalembert podia afirmar: “São sempre os homens que faltam com as doutrinas, com as crenças e com os deveres”.
Se Diógenes voltasse à vida, ele poderia ainda, com lampião em mãos, andar pelas ruas em pleno meio dia em busca de homens completos, competentes, capazes de cumprir, por sua superioridade, uma missão de elite.
No entanto, talentos não faltam. Deus os dá em profusão, colocando-os em todas as classes da sociedade. Num instante eles brilham e trazem à luz grandes esperanças de beleza, força, piedade, integridade e fé; mas logo em seguida, arrebatados pelo caminho da vida material e dos prazeres, eles vão embora sem dar à religião e nem à pátria tudo o que elas tinham direito de esperar. Esses homens acabam não subindo até as alturas das elites. O que falta então? O que falta é a formação contínua e aperfeiçoada; o que falta é o esforço individual, é a constância no esforço.
O egoísmo mata a elite. Os interesses temporais, a avidez de facilidades, de luxo, de posições lucrativas, de honras e de sucesso mundano sempre atravancaram as dedicações e o dom de si ao bem comum.
Ademais, é com constante preocupação do bem comum que a Igreja sempre se empenhou em extrair das massas elites capazes de dirigi-la, capazes de serem forças vivas da religião e da sociedade.
Pouco tempo atrás, do alto da tribuna francesa, a ilustre e franca voz do Sr. Jean Lecour Grandmaison proclamava esta verdade: “O que caracteriza o cristianismo é o culto dos pequeninos, dos fracos, dos que choram. É o misereor super turbam e o chamado constante do peso da responsabilidade das elites”. Continuar lendo
DA ETERNIDADE DO INFERNO
A CADA MOMENTO NOS APROXIMAMOS DA MORTE
FESTA DA NATIVIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA

Quae est ista, quae progreditur quasi aurora consurgens? — «Quem é esta que vai caminhando como a aurora quando se levanta?» (Cant 6, 9)
Sumário. A celeste Menina nasce destinada a ser Mãe de Deus; por isso nasce enriquecida de tamanha graça que excede a de todos os anjos e santos juntos. Façamos um ato de fé nesta grandeza inefável de Maria, e agradeçamo-la a Deus em seu nome. Mas alegremo-nos também por nossa causa, e aumentemos a nossa confiança, pois, ao mesmo tempo que a Santíssima Virgem foi destinada a ser Mãe do Redentor, foi destinada igualmente a ser Medianeira do gênero humano, e dispensadora de todas as graças.
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Antes que nascesse Maria, jazia o mundo perdido nas trevas do pecado, mas com o nascimento de Maria despontou a aurora, diz um santo Padre: Nata Maria, surrexit aurora. Foi de Maria que se disse: «Quem é esta que vai caminhando como a aurora quando se levanta?» Assim como, no despontar da aurora, a terra se alegra, porque a aurora é a precursora do sol; assim no nascimento de Maria alegrou-se o mundo inteiro, porque ela é a precursora do Sol de justiça, Jesus Cristo, que havia de ser seu Filho, afim de nos salvar pela sua morte. É, pois, com razão que a Igreja canta: A tua Natividade, ó Virgem Mãe de Deus, anunciou gozo ao mundo inteiro; porque de ti nasceu o Sol da justiça, que nos deu a vida eterna: Nativitas tua, Dei Genetrix Virgo, gaudium annuntiavit universo mundo: ex te enim ortus est sol iustitiae, qui donavit nobis vitam sempiternam. Com o nascimento de Maria nasceu-nos o nosso remédio, a nossa consolação e a nossa salvação; pois que por meio de Maria é que recebemos o Salvador.
Sendo, pois, esta criancinha destinada a ser Mãe do Verbo Eterno, Deus a enriqueceu de tamanha graça que, desde a sua imaculada Conceição, a sua santidade excedia a de todos os santos e anjos juntos. Ela recebeu uma graça de uma ordem superior, proporcionada à dignidade de Mãe de Deus. Continuar lendo
ESPERAMOS SUA AJUDA NESSE PROJETO!

“A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Cor 13, 4)
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Sabemos que o mundo que vivemos é movido por ideias, por sonhos, por propósitos que são transformados em realidade por aqueles que, como o(a) senhor(a), lutam, batalham, enfrentam a vida de frente. Por vezes, em busca dessas ideias, podemos nos deparar com circunstâncias desfavoráveis, com reveses, com situações que podem nos desanimar, nos irritar em demasia, que podem fazer com que, ainda que por um pequeno lapso de tempo, pensemos em abandonar tudo.
Nessas horas desfavoráveis, onde tudo parece nos escapar, sempre recorremos ao nosso Pai celestial, clamando por suas bênçãos, por sua proteção e pela força necessária para continuarmos.
Tratando ainda das ideias, há ideias boas e ideias ruins, há ideias que serão benéficas para todos, enquanto que há ideias que trarão prejuízos para muitos. O empreendedor, por exemplo, ao se propor um negócio, visa, além de garantir seu sustento, proporcionar à sociedade algo que gerará renda, riquezas, empregos, bens para todos.
O jovem que quer ser professor, ao se propor tal nobre função, visa, além de realizar seu sonho, seu propósito, transmitir a milhares de jovens conhecimentos que lhes serão valiosos na busca de suas próprias ideias.
Além do professor, do empreendedor, do político, do motorista, do médico, do advogado, da dona de casa, há aqueles que têm um propósito de primeira grandeza, visto que, se desapegando de tudo o que existe sobre a terra, de seus próprios sonhos, eles lutam para elevar o homem a uma dignidade e a um estado sobrenaturais, para transmitir o amor e a justiça de Deus a todos.
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RESTAURAR TODAS AS COISAS EM CRISTO
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, do Priorado de São Pio X em Lisboa, Portugal, por ocasião do 14º Domingo depois de Pentecostes e Solenidade de São Pio X (FSSPX)
DA MORTIFICAÇÃO INTERIOR
MISSA DO XIV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
XIV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: OS DOIS SENHORES E AS ALMAS TÍBIAS
AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 9 – THE HOLY CROSS (INGLATERRA)
A FSSPX está presente em 37 países e visita outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.
Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.
No post de hoje veremos uma delas: a Holy Cross, em Woking, na Inglaterra.
Clique aqui e acompanhe o Especial “As mais belas igrejas da FSSPX”
MARIA SANTÍSSIMA ALCANÇA A PERSEVERANÇA PARA SEUS DEVOTOS
SOBRE O MAGISTÉRIO INFALÍVEL DO PAPA – PARTE 3/3

Fonte: SSPX Asia – Tradução: Dominus Est
O perigo de ser atraído para o erro
Os católicos estão menos preparados para enfrentar a crise do Magistério Pontificial Autêntico porque a confusão em suas mentes a respeito da distinção entre o Magistério Ordinário Infalível do papa e seu Magistério Ordinário simplesmente “autêntico”. Esse problema foi destacado antes do Vaticano II; ele fez e continua fazendo com que os católicos sejam atraídos para o erro ao acreditar erroneamente que eles deveriam dar igual assentimento à todas as palavras do papa, negligenciando as distinções e as condições precisas as quais estamos aqui recapitulando.
“A obrigação de acreditar firmemente sem examinar o assunto em questão… pode ser realmente vinculante apenas se a autoridade em questão é infalível” (Billot, De Ecclesia, tese XVII). É por isso que um assentimento firme e incondicional é exigido no Magistério Infalível (seja ele Ordinário ou Extraordinário).
Quanto às decisões doutrinais não-infalíveis proferidas pelo papa e pelas congregações de Roma, há um estrito dever de obediência que nos obriga a dar assentimento interno… isso é prudente e habitualmente exclui toda dúvida razoável, mas esse assentimento é legitimado não pela infalibilidade, mas antes pelo alto grau de prudência com o qual a autoridade eclesiástica habitualmente age em tais circunstâncias (verbete “Église” in DTC, vol. IV, col. 2009).
É por isso que ao Magistério “autêntico” devemos não um cego e incondicional assentimento, mas um prudente e condicional: Continuar lendo
CORAÇÃO AFLITO DE JESUS, CONSOLADO PELO ZELO DAS ALMAS
OS ADORADORES DE JESUS SACRAMENTADO
3 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X

Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que postamos sobre o Santo:
- 03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X
- SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS
- DIA DE SÃO PIO X
- HOMENAGEM A SÃO PIO X POR OCASIÃO DO 65º ANIVERSÁRIO DE SUA CANONIZAÇÃO
- JURAMENTO ANTI-MODERNISTA
- A PASCENDI EXPLICADA
- SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU”
- ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA
- CARTA ENCÍCLICA ACERBO NIMIS: SOBRE O ENSINO DO CATECISMO
D. VIGANÒ FALA SOBRE D. LEFEBVRE, FSSPX, CITA D. TISSIER, ENTRE OUTROS TEMAS REFERENTES À TRADIÇÃO E A IGREJA

Fonte: Dies Irae
Caro Dr. Kokx,
Li, com grande interesse, um seu artigo intitulado Perguntas para Viganò: Sua Excelência tem razão sobre o Vaticano II, mas o que acha que deveriam fazer os católicos agora?, publicado, a 22 de Agosto, no Catholic Family News. Tratando-se de questões muito importantes para os fiéis, respondo-lhe de bom grado.
Pergunta-me: «O que significa “separar-se” da igreja conciliar segundo o Arcebispo Viganò?». Respondo-lhe com uma questão: o que significa separar-se da Igreja Católica de acordo com os defensores do Concílio? Embora seja evidente que não é possível misturar-se com aqueles que propõem doutrinas adulteradas do manifesto ideológico conciliar, deve-se notar que o simples facto de sermos baptizados e membros vivos da Igreja de Cristo não implica a adesão à estrutura conciliar; isto vale, antes de mais, para os simples fiéis e para os clérigos seculares e regulares que, por várias razões, se consideram sinceramente Católicos e que reconhecem a Hierarquia.
Em vez disso, deve ser esclarecida a posição daqueles que, declarando-se Católicos, abraçam as doutrinas heterodoxas que se difundiram nas últimas décadas, com a consciência de que essas representam uma ruptura com o Magistério precedente. Neste caso, é legítimo questionar a sua real pertença à Igreja Católica, na qual, todavia, ocupam cargos oficiais que lhes conferem autoridade. Uma autoridade exercida ilicitamente, se a finalidade que se propõe é obrigar os fiéis a aceitar a revolução imposta depois do Concílio.
Uma vez esclarecido este ponto, é evidente que não são os fiéis tradicionalistas – ou seja, os verdadeiros Católicos, nas palavras de São Pio X – que devem abandonar a Igreja na qual têm pleno direito de permanecer e da qual seria lamentável separar-se; mas os Modernistas, que usurpam o nome católico precisamente porque é o único elemento burocrático que lhes permite que não sejam considerados como qualquer outra seita herética. Esta sua pretensão serve, de facto, para evitar que acabem entre as centenas de movimentos heréticos que, ao longo dos séculos, acreditaram poder reformar a Igreja segundo a própria vontade, colocando o seu orgulho acima da humilde custódia do ensinamento de Nosso Senhor. Mas como não é possível reivindicar a cidadania de uma Pátria de que não se partilha a língua, a lei, a fé e a tradição, assim é impossível que aqueles que não partilham a fé, a moral, a liturgia e a disciplina da Igreja Católica possam reivindicar o direito de permanecer nela e até mesmo de ascender aos graus da Hierarquia. Continuar lendo
SOBRE O MAGISTÉRIO INFALÍVEL DO PAPA – PARTE 2/3

Fonte: SSPX Asia – Tradução: Dominus Est
O ponto da questão
A infalível garantia de assistência divina não é limitada somente aos atos do Magistério Solene; ela estende-se ao Magistério Ordinário, embora isso não cubra e assegure todos os atos deste último da mesma maneira (Fr. Labourdette, O.P., Revue Thomiste, 1950, p. 38).
Assim, o assentimento devido ao Magistério Ordinário “pode ir do simples respeito até ao verdadeiro ato de fé”. (Mons. Guerry, La Doctrine Sociale de l’Église, Paris, Bonne Presse, 1957, p. 172). É mais importante, portanto, saber precisamente quando o Magistério Ordinário do romano pontífice está imbuído do carisma da infalibilidade.
Dado que apenas o papa possui a mesma infalibilidade conferida por Jesus Cristo à sua Igreja (i.e., o papa mais os bispos em comunhão com ele, cf. Dz. 1839), devemos concluir que apenas o papa, em seu Magistério Ordinário, é infalível no mesmo grau e sob as mesmas condições que Magistério Ordinário da Igreja é.
Então a verdade que é ensinada deve ser proposta como já definida, ou como algo que sempre foi acreditado ou aceito pela Igreja, ou atestado pela concordância unânime e constante dos teólogos como sendo uma verdade católica [que é, portanto, estritamente obrigatório a todos os fiéis (“Infaillibilité du Pape”, DTC vol. VII, col. 1705)]. Continuar lendo
A RESSURREIÇÃO DOS CORPOS NO DIA DO JUÍZO
SOBRE O MAGISTÉRIO INFALÍVEL DO PAPA – PARTE 1/3

Fonte: SSPX Asia – Tradução: Dominus Est
O que mais preocupa os católicos na atual crise da Igreja é precisamente o “problema do Papa”. Precisamos de ideias muito claras sobre esse assunto. Devemos evitar naufragar à direita ou à esquerda, seja pelo espírito de rebelião ou, por outro lado, por uma inapropriada e servil obediência. O preocupante erro que está por trás de muitos dos atuais desastres é a crença de que o “Magistério Autêntico” não é diferente do “Magistério Ordinário”.
O “Magistério Autêntico” não pode ser simplesmente identificado como sendo o próprio Magistério Ordinário. Com efeito, o Magistério Ordinário pode ser infalível e não-infalível, e é apenas no segundo caso que é chamado de “Magistério Autêntico”. O Dictionnaire de Théologie Catholique [daqui em diante citado como DTC – N.E.] no verbete “infalibilidade papal” (Vol. VII, col. 1699ss) faz as seguintes distinções: 1) Existe a “definição infalível ou ex cathedra no sentido definido pelo Vaticano I” (col. 1699); 2) Existe o “ensinamento papal infalível que provém diretamente do Magistério Ordinário do papa” (col. 1705); 3) Existe o “ensinamento papal não-infalível” (col. 1709).
De maneira similar, Salaverri, em sua Sacrae Theologiae Summa (vol. I, 5ª ed. Madrid, B.A.C.) distingue: 1) Magistério Papal Extraordinário Infalível (nº 592ss); 2) Magistério Papal Ordinário Infalível (nº 645ss); 3) Magistério Papal que é mere authenticum, ou seja, apenas “autêntico” ou “autorizado” no que diz respeito à sua própria pessoa, e não no que diz respeitos à sua infalibilidade (nº 659ss).
Embora o papa tenha sempre total e suprema autoridade doutrinal, ele nem sempre a exerce no mais alto nível, ou seja, no nível da infalibilidade. Como dizem os teólogos, ele é como um gigante que nem sempre usa sua força total. O que acontece é o seguinte: Continuar lendo
























