A PROPÓSITO DE SÃO VICENTE DE LÉRINS

São Vicente de Lérins, um grande pensador, teólogo e místico

Fonte: Courrier de Rome  n.º 308, Fevereiro de 2008 – Tradução: Dominus Est

Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX

Em obra recentemente publicada em março de 2007, o Padre Bernard Lucien dedica seis estudos à questão da autoridade do Magistério e da infalibilidade. O último desses estudos é o assunto de um capítulo 6 até então inédito, visto que os cinco estudos anteriores são uma reapresentação de artigos já publicados na revista Sedes sapientiae. Entre outras coisas, ele diz: «O que sustentamos aqui, e que diversos autores “tradicionalistas” negam, é que a infalibilidade do Magistério ordinário universal respalda a afirmação central de Dignitatis humanae, afirmação essa contida no primeiro parágrafo de DH, 2 e que aqui lembramos: “Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Esta liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coação, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em público, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites. Declara, além disso, que o direito à liberdade religiosa se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana, como a palavra revelada de Deus e a própria razão a dão a conhecer”»[1].

1) Liberdade religiosa: um ensinamento infalível do Magistério ordinário universal?

O Pe. Lucien afirma ali que o ensinamento do Concílio Vaticano II sobre a liberdade religiosa é um ensinamento infalível porque equivale a um ensinamento do Magistério ordinário universal.

Sabemos que o Papa pode exercer o Magistério de maneira infalível e que o faz ora sozinho ora junto dos bispos. Essa infalibilidade é uma propriedade que diz respeito precisamente a um certo exercício da autoridade. Pode-se assim distinguir três circunstâncias únicas nas quais a autoridade suprema goza de infalibilidade. Há o ato da pessoa física do Papa que fala sozinho ex cathedra; há o ato da pessoa moral do Concílio ecumênico, que é a reunião física do Papa e dos bispos; há o conjunto dos atos, unânimes e simultâneos, que emanam de todos os pastores da Igreja, o Papa e os bispos, porém dispersos e não mais reunidos. O ensinamento do Papa falando ex cathedra e aquele do Concílio ecumênico correspondem à infalibilidade do Magistério solene ou extraordinário, enquanto que o ensinamento unânime de todos os bispos dispersos, sob a autoridade do Papa, é o ensinamento do Magistério ordinário universal.

A questão do Magistério ordinário universal é abordada na constituição dogmática Dei Filius, do Concílio Vaticano I. Lá é dito que «deve-se crer com fé divina e católica todas aquelas coisas que estão contidas na Palavra de Deus, escrita ou transmitida por Tradição, e que a Igreja nos propõe, ou por definição solene, ou pelo magistério ordinário universal, a serem cridas como divinamente reveladas» (DS 3011). E na Encíclica Tuas libenter, de 21 de dezembro de 1862, o Papa Pio IX fala do «Magistério ordinário de toda a Igreja disseminada pelo orbe terrestre» (DS 2879). Na ocasião do Concílio Vaticano I, em um discurso proferido no dia 6 de abril de 1870[2], o representante oficial do Papa, Mons. Martin, dá a seguinte precisão acerca do texto de Dei Filius: «A palavra “universal” significa geralmente a mesma coisa que a palavra usada pelo Santo Padre na Encíclica Tuas libenter, a saber, o Magistério de toda a Igreja disseminada sobre a terra». Está claro, portanto, que o Magistério ordinário universal está em contraste com o Magistério do Concílio ecumênico assim como o Magistério do Papa e dos bispos dispersos está em contraste com o Magistério do Papa e dos bispos reunidos. Continuar lendo

A MAÇONARIA ASSUME A EDUCAÇÃO DOS JOVENS – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Disse Leão XIII: “A seita dos maçons também tem como objetivo, com uma suma conspiração de vontades, arrebatar para si a educação dos jovens”.

Depois do divórcio, a seita agora apropria a educação dos jovens. É tão evidente que salta aos olhos. O progresso do laicismo no ensino nos países de todo o mundo são evidentes.

Organismos como a UNESCO, supostamente criados para difundir o ensino pelo mundo e lutar contra o analfabetismo, na verdade são administrados pela Maçonaria para difundir a educação laica e ateísta em todo o mundo com o pretexto falacioso de permitir que todos os homens tenham acesso à cultura.

Vimos isso muito bem em nossas missões. Nossos maiores problemas eram com as organizações da UNESCO, porque tinham muito dinheiro e colocavam escolas laicas em todos os lugares onde tínhamos escolas católicas, sendo que havia muitos lugares para colocá-las e que não havia escolas católicas. Mas não, as colocavam propositadamente perto das nossas para destruir a influência da Igreja Católica. Com o dinheiro que tinham era fácil e pagavam aos professores muito mais do que poderíamos pagar Continuar lendo

INÍCIO DO ANO LETIVO NO SEMINÁRIO DE FLAVIGNY, NA FRANÇA: 22 JOVENS NO PRIMEIRO ANO

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No sábado, 3 de outubro, o Seminário Santo Cura d’Ars de Flavigny,, acolheu os novos aspirantes ao sacerdócio, que farão sua formação em língua francesa. No final de um curso de seis anos de vida de oração e estudo, eles serão um dia ordenados sacerdotes para a eternidade – se Deus quiser. Um postulante também entrou no noviciado dos Irmãos.

Várias nacionalidades estão representadas entre os 22 jovens que entram em 2020

Para o seminário, em vista ao sacerdócio:

  • 15 franceses
  • 2 suíços
  • 1 belga
  • 1 inglês
  • 1 brasileiro
  • 1 espanhol

Para o noviciado dos Irmãos:

  • 1 italiano

ESPECIAIS DO BLOG: AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX

A FSSPX está presente em 37 países e visita regularmente outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.

Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas (inclusive centenárias).

Colocamos abaixo os links das publicações que fizemos durante certo tempo, mostrando um pouco da riqueza arquitetônica e histórica de nossa Igreja, confiada à FSSPX.

VOCE MAGNA: AS VOZES DE FLAVIGNY

A cada ano letivo, o seminário Santo Cura d’Ars, em Flavigny, é preenchido com novos aspirantes ao sacerdócio que seguem um primeiro ano de espiritualidade antes de entrarem no seminário Ecône para os cinco anos seguintes.

O que é menos conhecido é que quase toda promoção (desses seminaristas) produz também um álbum de cantos, principalmente da polifonia.

Eis uma amostra:

O Pe. Gaud, diretor do seminário Santo Cura d’Ars, pelo site La Porte Latine, está oferecendo gratuitamente o álbum do ano de 2001-2002. 

Clique na imagem abaixo para acessar o link e ouvi-lo.

semin

Para adquirir o álbum 2017-2018 (valor de 12 Euros) complete o Formulário de Pedido (clique aqui) e envie a solicitação para: seminaire-stcuredars@orange.fr

GLÓRIA A SÃO MIGUEL

St. Michael the Archangel/Sancte Michael Archangele (Song) - YouTube

Pe. Xavier Beauvais, FSSPX

Nosso glorioso arcanjo recebeu do Senhor uma multidão de privilégios na Igreja triunfante. Seu amor pelos anjos o faz merecer o belo título de “Pai dos anjos ”, porque, segundo São Jerônimo, no céu, os anjos que cuidam de outros anjos, são chamados de pais dos anjos. O dever de um pai é alimentar seus filhos. O célebre arcanjo, zelando pela honra de Deus e da salvação dos anjos, alimentou-os com caridade, protegeu-os do veneno do orgulho.

É por isso que os anjos o reverenciam e o honram como seu pai. Ele os apoiou e os salvou da perdição. E como pai extremoso, ele os alertou para não se deixarem cegar pela idéia de uma revolta, e os confirmou na fidelidade a Deus. Ele pode lhes falar como São Paulo falava aos primeiros cristãos: “Eu vos gerei na fidelidade e reconhecimento para com o Criador, na firmeza, na fé aos mistérios revelados, na coragem de resistir à tentação de Lúcifer”.

A grandeza do glorioso São Miguel se manifesta também pelo fato dele ter sido no céu, o apóstolo dos anjos. Santo Tomás e São Boaventura pensam que os anjos de uma ordem superior instruem, iluminam e comunicam no céu as suas perfeições aos anjos de uma ordem inferior. Eles os instruem, ao lhes fazer conhecer o que que não conheciam; eles os iluminam ao lhes comunicar sua maneira mais perfeita de conhecer; eles se tornam mais perfeitos, ao tornar mais profundo seus conhecimentos. Assim como na Igreja há apóstolos, profetas e doutores para iluminar e para aperfeiçoar os fiéis, da mesma forma, há entre os anjos várias ordens para que os superiores sejam guia e luz para os inferiores. A nota particular de São Miguel é a de iluminar os anjos. Ele o fez quando Lúcifer quis conduzi-los ao pecado da revolta, tendo já havia conseguido convencer um grande número deles a atribuir a si próprios e não a Deus, a grandeza e a magnificência de suas naturezas, e a se julgarem capazes de desfrutar da bem-aventurança eterna sem o auxílio divino. Houve uma luta nos céus: Lúcifer de um lado, cheio de orgulho junto aos anjos rebeldes, desejando ser semelhante a Deus, seduzindo e liderando em seguida uma grande parte das tropas angelicais sob o estandarte da revolta, proferindo seu grito de guerra contra Deus, com o propósito de derrubar seu trono. São Miguel, por sua vez, chefiou os anjos e gritou: “Quem é como Deus?”, ou seja, quem é tão ousado a ponto de pretender se assemelhar a Deus?

São João chama este combate de “uma grande guerra”, grande pelo local onde ocorreu, pela qualidade dos combatentes, por seu número e motivo. Continuar lendo

AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 11 – IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – FILIPINAS

A FSSPX está presente em 37 países e visita regularmente outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.

Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.

No post de hoje veremos uma delas: a do Imaculado Coração de Maria, em Iloilo, nas Filipinas.

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QUANDO A ECOLOGIA SUBSTITUI A TEOLOGIA

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação” foi lançado pelo Papa Francisco em 2015, no espírito da Laudato si (24 de maio de 2015), sua encíclica “ambiental”, como a imprensa a descreve.

Este ano, o Dia pelo Cuidado da Criação inaugura o “Tempo da Criação”, um período de um mês – de 1 de setembro a 4 de outubro – e dedicado ao “Jubileu pela Terra”. 

Na mensagem que o Papa publicou no dia 1º de setembro, podemos ler – entre outras coisas – que devemos “reparar a harmonia original da Criação“, “equilibrar as relações humanas comprometidas“, exigir “justiça reparadora” dos países do Norte em relação aos países do Sul, porque – aos olhos de Francisco – os países ricos contraíram “uma enorme dívida ecológica, devido principalmente ao roubo de recursos e ao uso excessivo do espaço ambiental comum para a eliminação de resíduos. ” 

Em preparação para a cúpula do clima em Glasgow (Reino Unido), adiada para 2021 devido à pandemia, cada país é convidado pelo Papa “a adotar objetivos nacionais mais ambiciosos para a redução das emissões poluentes”. 

Para Francisco, trata-se de restaurar o equilíbrio climático e se unir para limitar o aumento da temperatura média ao patamar de 1,5 ° C, objetivo fixado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, em português)

Segundo o Papa, outra aposta capital é a preservação da biodiversidade, para salvaguardar 30% da Terra como habitat protegido antes de 2030. Segundo ele, a 15ª reunião da Convenção da ONU sobre diversidade biológica, em Kunming, na China – também adiada para 2021 – deve constituir uma verdadeira “reviravolta” para que a Terra volte a ser um lar onde a vida é “abundante”. Continuar lendo

ARRUINAR A FAMÍLIA ENFRAQUECE A BASE DA RELIGIÃO

Ruiner la famille sape la base de la religion • La Porte Latine

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A religião é absolutamente necessária. Não apenas porque devemos prestar a Deus o culto que lhe é devido, mas porque sem ela certamente corremos o risco de cair, senão no absurdo, pelo menos em uma decadência tal como o Apóstolo dos Gentios a descreveu no início da Epístola aos Romanos: “E, como não procuraram conhecer a Deus, Deus abandonou-os a um sentimento depravado, que os levou a fazer o que não convém”(*). E essa decadência tem por nome a modernidade, que nada mais é do que o abandono da religião. Este erro funesto tem uma consequência contra a qual, seja quem for, devemos reagir. 

A beleza de uma sociedade outrora cristã repousa na verdade baseada em uma relação com o Criador que imprimiu em todas as relações uma diversidade e uma harmonia que refletia a beleza divina. A desigualdade é o grande princípio no fundamento dessa harmonia. “A razão natural obriga o homem a submeter-se a um superior por causa dos seus limites, experimentados em si mesmos e em relação aos quais precisa ser ajudado e dirigido por um superior”. Eis o que afirma Santo Tomás, homem de bom senso e santo. Como não citar o Doutor angélico que se extasia, de sua maneira um tanto especulativa é verdade, diante da majestade divina: “Devemos reverenciar a Deus pela excelência que ele possui. Se essa perfeição é encontrada em certas criaturas, nunca é em condições de igualdade, mas de simples participação. A veneração com que cercamos Deus é, portanto, diferente daquela que atribuímos à excelência criada. Isso é religião, no caso dulia. Passando a expressar externamente nossos sentimentos internos de respeito, damos certas marcas de reverência às criaturas proeminentes.” Continuar lendo

LIVE – TRANSLADAÇÃO DO CORPO DE MONS. LEFEBVRE – 24/09 – 04:00H (HORÁRIO DE BRASÍLIA)

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Amanhã, 24 de setembro de 2020, o Seminário Internacional São Pio X, em Écône, na Suíça, celebra o Jubileu de Ouro de sua inauguração. Após a Missa Pontifical de Ação de Graças por estes 50 anos, rezada por Mons. Bernard Fellay, o corpo de Mons. Marcel Lefebvre será transferido da cripta do Seminário para a Cripta da Igreja do Imaculado Coração de Maria.

Assista as cerimônias aqui:

KYRIE, DA MISSA VIRI GALILÆI (PALESTRINA), CANTADO PELOS PADRES DO DISTRITO DA AMÉRICA DO SUL

O Pe. Núñez nos convida a participar da polifonia virtual que acontecerá em breve com os coros do Distrito (da América do Sul). “Deixamos este exemplo dado pelos padres do Distrito”, cantando o Kyrie da Missa Viri Galilæi, de Palestrina, “para que todos sejam incentivados a fazer sua polifonia, em cada Priorado, em cada Centro de Missa, em cada Capela. Esperamos a todos!

PODE-SE FALAR DE UMA “IGREJA CONCILIAR?”

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Foi falado e ainda é falado. Com entusiasmo ou indignação. Alguns veem nela as vantagens de uma definição real, outros os inconvenientes de um exagero não menos real. Todos acreditam poder dar razões válidas para consagrar ou condenar o uso desta expressão. Os argumentos de ambas partes seguem direções opostas.

Nós, seguindo um método já experimentado, iremos expor, primeiramente,tais argumentos (I), depois voltaremos aos princípios e, a partir deles, tentaremos ver como as coisas realmente são (II). Finalmente, distinguiremos o que é verdadeiro e o que é falso nos vários argumentos apresentados, cuja oposição, na maioria das vezes, é apenas aparente.

PRÓS OU CONTRAS: A EXPRESSÃO “IGREJA CONCILIAR” PODE SER LEGITIMAMENTE USADA?

Primeiro argumento: Mons. Benelli utilizou a expressão Igreja conciliar para designar a Igreja pós Concílio Vaticano II[1]. Portanto, não apenas podemos, mas devemos falar de uma Igreja conciliar.

Segundo argumento: na “Declaração de 1974”, que representa a Carta Magna da FSSPX, D. Lefebvre contrapõe claramente a Roma católica de sempre com a Roma modernista[2]. Existem, portanto, duas Romas e também duas Igrejas: a Igreja Católica e a Igreja Conciliar. Consequentemente, pode-se falar de uma Igreja conciliar.

Terceiro argumento:D. Lefebvre, observando os fatos, afirma que as reformas do Concílio Vaticano II resultaram em “uma nova Igreja, uma Igreja liberal, uma Igreja reformada, semelhante à Igreja reformada de Lutero”[3]. E acrescenta que “estamos com dois mil anos de Igreja e não com doze anos de uma nova Igreja, uma Igreja conciliar” [4]. Disto tiramos a mesma conclusão do argumento anterior.

Quarto argumento: em uma conferência realizada em Ecône em setembro de 1988 [5], D. Lefebvre distingue entre a Igreja oficial e a Igreja Católica visível em suas notas. A primeira é fruto do Concílio, a segunda é a verdadeira Igreja. Existem, portanto, duas Igrejas: a Igreja Católica visível e a Igreja oficial conciliar. Mais um motivo para se falar de uma Igreja conciliar.

Se se responde que D. Lefebvre, quando fala da Igreja oficial, não se refere a uma Igreja propriamente dita, mas a uma corrente hostil dentro da Igreja, objeta-se – como um quinto argumento – que nessa mesma conferência D. Lefebvre precisa o seu pensamento, dizendo que é necessário sair desta Igreja oficial tal como se sai de uma Igreja propriamente dita: “Sair, portanto, da Igreja oficial? De certa forma, sim, certamente. Todo o livro de Madiran, L’Hérésie du XXe siècle, é a história da heresia dos Bispos. É necessário, portanto, afastar-se desses Bispos, se não quisermos perder a própria alma. Na verdade, não basta, porque a heresia instalou-se em Roma. Se os Bispos são hereges (mesmo sem usar esta palavra no sentido estrito e em todas as suas implicações canônicas), é em parte devido à influência de Roma”. A expressão Igreja conciliar é necessária para designar essa Igreja oficial.

Se se responde que D. Lefebvre quer simplesmente dizer que precisamos nos proteger da contaminação que assola a Igreja, objeta-se – como sexto argumento – que D. Lefebvre distingue, no entanto, a Igreja oficial conciliar da verdadeira Igreja visível. A Igreja conciliar oficial pode ser considerada visível até certo ponto de vista, exatamente como é visível a chamada “igreja” anglicana, espalhada por todo o território inglês. Mas a Igreja Católica não é uma sociedade visível como qualquer outra. Para Ela, a visibilidade consiste em suas notas [una, santa, católica e apostólica, N. do T.], que atestam sua origem divina e o caráter sobrenatural. A Igreja oficial conciliar não é visível, nem mais nem menos do que qualquer outra sociedade, e não apresenta, em absoluto, as notas da verdadeira Igreja. Portanto, pode-se falar de uma Igreja conciliar que, de fato,deve ser considerada como outra Igreja, distinta da Igreja Católica. Continuar lendo

AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 10 – SAINT JOSEPH – BÉLGICA

A FSSPX está presente em 37 países e visita  outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.

Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.

No post de hoje veremos uma delas: a Saint Joseph, em Bruxelas, na Belgica.

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É PECADO OMITIR AS ORAÇÕES ANTES E DEPOIS DAS REFEIÇÕES QUANDO ESTOU ENTRE NÃO CATÓLICOS?

Nossa rotina de oração - Lírio entre espinhos - Uma família católica  buscando a santidade

Pe. Peter Scott – FSSPX

Quem faz essa pergunta, talvez, tenha em mente a reação do pequeno João Maria Vianney, o futuro Cura d’Ars, que, quando à mesa com um mendigo que omitiu essa ação, deixou a mesa e passou a noite em jejum. Quando perguntado sobre essa reação por seus pais, ele simplesmente disse que não conseguiria comer diante de alguém comportando-se como um animal! Essa história nos lembra que fazer orações antes e após as refeições é um piedoso costume entre os católicos. Nosso Senhor, frequentemente, abençoava o pão e o repartia de uma maneira tão especial e religiosa que esse ato entregou Sua identidade aos discípulos de Emaús.

Porém, o que pensar de quem omite essas orações em público e entre não católicos? Por uma questão de princípio, devemos começar dizendo que não há nenhum preceito formal sobre orações nas refeições em qualquer dos ensinamentos de Cristo ou da Igreja. E, se não há nenhuma obrigação de rezá-las, então não há pecado em omiti-las. Além disso, essa omissão não necessariamente significa que a fé de alguém está esmorecendo ou que essa pessoa está sendo negligente com suas orações.

Estaríamos, aqui, lidando com um caso de dissimulação da fé? Poderia haver ocasiões em que o mero fato de fazer um sinal da cruz em público poderia causar uma intriga entre trabalhadores e levar a zombarias contra nossa religião. Esse fato, por si só, é uma razão suficiente para omitir essas orações em público, e bastaria rezá-las mentalmente.

Porém, em geral, a questão de rezar ou omitir as orações das refeições quando na presença de não católicos é mais uma questão de coragem vs respeito humano. Com mais frequência que o contrário, principalmente em um restaurante, onde as pessoas têm mais o que fazer além de denegrir a religião dos outros clientes, o fato de rezar as orações das refeições em família vai gerar respeito entre os outros clientes e entre os garçons. E isso pode levar até ao início de uma conversa sobre a fé com algum dos presentes.

A IGREJA CONCILIAR SUBSISTE

Como tantas vezes já denunciamos, o Concílio Vaticano II fundou uma nova religião, tendo como base um credo ecumenista, que admite e exige dos seus membros o pluralismo religioso, em nome do Homem, que foi colocado como o deus de um novo mundo.

Gustavo Corção nos deu a chave do mistério que envolve essa nova Igreja humanista, quando propos que uma mesma hierarquia governa as duas Igrejas, a Católica e a Igreja ecumênica de Vaticano II.

Essa nova religião foi chamada, pelo Card. Benelli, de Igreja conciliar, oposta em tudo à Igreja Católica; tanto na sua doutrina que é modernista, como no novo Direito Canônico, na nova Biblia, nos seus ritos sacramentais, sobretudo na Missa Nova.

O artigo que leremos agora nos ajuda a não termos escrúpulos por causa da marginalidade que os chefes dessa nova Igreja nos impõe. Ele foi publicado na Revista Le Sel de la Terre, nº 85, 2013.  [Nota da Editora Permanência]

D. TISSIER DE MALLERAIS: CONTRA A HERMENÊUTICA DA CONTINUIDADE NA  DIGNITATIS HUMANAE | DOMINUS EST

A IGREJA CONCILIAR SUBSISTE

Dom Bernard Tissier de Mallerais, FSSPX

A Igreja conciliar, que está destinada a se auto demolir, faz um grande esforço para subsistir.  Em que consiste a sua tenacidade? Consiste em que a sua hierarquia usa de todo o poder da hierarquia católica que ocupa, detém e desvia.  Leia a continuação.

Desde a instauração da missa de Paulo VI, essa hierarquia perseguiu, continuamente, os sacerdotes fieis à missa verdadeira, ao catecismo verdadeiro, à verdadeira disciplina sacramental, e também perseguiu os religiosos fieis à sua Regra e a seus votos. Vários são os sacerdotes que morreram de desgosto por dever – por obediência, acreditavam eles – adotar os novos ritos e usos. Vários também foram aqueles que morreram no ostracismo, pressionados canônica e psicologicamente, porém felizes em dar um testemunho inflexível do rito católico, da fé íntegra e de Cristo-Rei. As ameaças, o medo, as censuras e outras punições não os abalaram. Contudo, é triste constatar quantos são aqueles que cederam a esses métodos de violência, à chantagem da « desobediência » e da destituição exercida por seus superiores.

E nisso colocamos o dedo na ferida da malícia liberal desses superiores : Não se diz, com toda razão, que não há alguém mais sectário que um liberal ?   Não tendo princípios para fazer com que a ordem reine, fazem com que reine um regime de submissão pelo terror. Continuar lendo

ESPERAMOS SUA AJUDA NESSE PROJETO!

CAPELA

“A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Cor 13, 4)

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Sabemos que o mundo que vivemos é movido por ideias, por sonhos, por propósitos que são transformados em realidade por aqueles que, como o(a) senhor(a), lutam, batalham, enfrentam a vida de frente. Por vezes, em busca dessas ideias, podemos nos deparar com circunstâncias desfavoráveis, com reveses, com situações que podem nos desanimar, nos irritar em demasia, que podem fazer com que, ainda que por um pequeno lapso de tempo, pensemos em abandonar tudo.

Nessas horas desfavoráveis, onde tudo parece nos escapar, sempre recorremos ao nosso Pai celestial, clamando por suas bênçãos, por sua proteção e pela força necessária para continuarmos.

Tratando ainda das ideias, há ideias boas e ideias ruins, há ideias que serão benéficas para todos, enquanto que há ideias que trarão prejuízos para muitos. O empreendedor, por exemplo, ao se propor um negócio, visa, além de garantir seu sustento, proporcionar à sociedade algo que gerará renda, riquezas, empregos, bens para todos.

O jovem que quer ser professor, ao se propor tal nobre função, visa, além de realizar seu sonho, seu propósito, transmitir a milhares de jovens conhecimentos que lhes serão valiosos na busca de suas próprias ideias.

Além do professor, do empreendedor, do político, do motorista, do médico, do advogado, da dona de casa, há aqueles que têm um propósito de primeira grandeza, visto que, se desapegando de tudo o que existe sobre a terra, de seus próprios sonhos, eles lutam para elevar o homem a uma dignidade e a um estado sobrenaturais, para transmitir o amor e a justiça de Deus a todos.
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