
Fonte: Le Seignadou – Tradução: Dominus Est
Nenhuma sociedade humana pode subsistir sem autoridade. Eis uma verdade fundamental da ordem natural e política: a partir do momento que as pessoas se unem para formar uma comunidade, uma família, uma cidade ou mesmo a Igreja, a existência de um princípio de ordem e direção torna-se absolutamente imprescindível. A autoridade é, portanto, o poder moral conferido a um superior para compelir seus inferiores a agirem em prol do bem comum da sociedade. Ela não pode ser concebida e não tem sentido senão no âmbito social. Sem uma orientação clara, sem uma direção firme em direção a esse bem comum para todo o corpo social, e sem a posse de uma força coercitiva legítima capaz de assumir e impor essa direção, a comunidade se dissolve imediatamente no caos da anarquia ou no choque de interesses particulares.
A origem divina e a natureza paternal do poder
As Sagradas Escrituras afirmam isso sem ambiguidade: toda autoridade vem de Deus. São Pedro ensina isso explicitamente aos primeiros fiéis: “Sêde, pois, submissos a toda a instituição humana, por amor de Deus: quer ao rei, como a soberano, quer aos governadores, como enviados por ele” (1 Pedro 2, 13-14). E quando a autoridade humana falha em sua missão suprema, os Apóstolos recordam simultaneamente sua origem e seus limites: ”Deve-se obedecer a Deus antes do que aos homens” (Atos 5, 29). Da mesma forma, diante do poder temporal personificado por Pôncio Pilatos, Nosso Senhor Jesus Cristo já havia declarado: “Tu não terias poder algum sobre mim, se te não fosse dado do alto.” (João 19, 11). Portanto, se toda autoridade vem de Deus, então ela não deriva seu princípio fundamental de um contrato social arbitrário ou da mera vontade da maioria. Continuar lendo






