UM LIBERALISMO SUICIDA – AS REFORMAS PÓS-CONCILIARES

Resultado de imagem para marcel lefebvreOs espíritos leais e um mínimo perspicazes, falam de “crise da Igreja”, para assinalar a época pós-conciliar. Antigamente se falou  da “crise ariana”, da “crise protestante”, mas nunca na “crise da Igreja”… Mas infelizmente nem todos concordam com as causas desta tragédia. O Cardeal Ratzinger por exemplo, vê bem a crise, mas desculpa totalmente o Concílio e as reformas pós-conciliares. Começa por reconhecer a crise:

“Os resultados que vieram depois do Concílio parecem cruelmente opostos ao que todos esperavam, começando pelo Papa João XXIII e depois Paulo VI (…). Os papas e os Padres conciliares esperavam uma nova unidade católica, e pelo contrário chegou-se a uma dissensão que, como disse Paulo  VI, parece haver passado da autocrítica à autodestruição. Esperava-se um novo entusiasmo e ao contrário, freqüentemente se chegou ao tédio e ao desalento. Esperava-se um salto à frente e pelo contrário surgiu um processo evolutivo de decadência”248.

Eis a explicação para a crise, dada pelo Cardeal:

“Estou convencido que os estragos que sofremos nestes vinte anos, não se devem ao ‘verdadeiro’ concílio mas ao desencadeamento de forças latentes agressivas e centrífugas no interior da Igreja; e no exterior, devido ao impacto de uma revolução cultural no ocidente, a afirmação de uma classe média superior, a ‘burguesia’ com sua ideologia liberal radical do tipo individualista, racionalista, hedionda”249.

Mais adiante o Cardeal Ratzinger diz o que lhe parece a verdadeira causa “interior” da crise: um anti-espírito do Concílio:

“Já durante as sessões e cada vez mais durante o período seguinte, se opôs um pretendido ‘anti-espírito’. Segundo este pernicioso ‘Konzils-Ungeist’, tudo o que é novo (ou  presumido como tal: quantas antigas heresias têm sido apresentadas durante muitos anos, como novidades) seria sempre melhor do que existe ou do que existiu, qualquer coisa que seja. Este é o anti-espírito, segundo o qual a história da Igreja deveria começar a partir do Vaticano II, considerado como uma espécie de ponto zero”250.

Então o Cardeal propõe uma solução: voltar ao “verdadeiro Concílio”, considerando-o não “como um ponto de partida do qual se afaste correndo, mas uma base sobre a qual é necessário construir solidamente”. Continuar lendo

CARTA AOS AMIGOS E BENFEITORES – Nº 87

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O livre exame nega a necessidade de uma autoridade sobrenatural e torna impossível a unidade na Verdade.

Queridos amigos e benfeitores:

Há 500 anos, Martinho Lutero se revoltava contra a Igreja, arrastando consigo um terço da Europa – foi provavelmente a maior perda sofrida pela Igreja Católica durante sua história, depois do cisma do Oriente em 1054. Assim ele privou milhões de almas dos meios necessários à salvação, afastando-as não de uma organização religiosa entre tantas, mas realmente da única Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, da qual ele negou o caráter sobrenatural e sua necessidade para a salvação. Ele desfigurou completamente a fé, cuja qual ele rejeitou os dogmas fundamentais, que são o Santo Sacrifício da Missa, a presença real na Eucaristia, o sacerdócio, o papado, a graça e a justificação.

Na base de seu pensamento, que ainda hoje é a base do protestantismo em seu conjunto, há o“livre exame”. Este princípio equivale a negar a necessidade de uma autoridade sobrenatural e infalível que possa se impor aos julgamentos particulares e interromper os debates existentes entre aqueles que ela tem por missão guiar no caminho do céu. Este princípio claramente reivindicado torna totalmente impossível o ato de fé sobrenatural, que repousa sobre a submissão da inteligência e da vontade à Verdade revelada por Deus e ensinada pela Igreja com autoridade.

O livre exame, definido como princípio, não torna somente inacessível a fé sobrenatural, que é o caminho da salvação (“quem não crer será condenado ” – Mc.16,16), mas também torna impossível a unidade na Verdade. Dessa forma, estabeleceu como princípio a impossibilidade dos protestantes obterem tanto a salvação eterna como a unidade na Verdade. E, de fato, a multiplicação de seitas protestantes não para de crescer desde o século XVI.

Diante de um espetáculo tão desolador, quem não compreenderia os esforços empregados maternalmente pela verdadeira Igreja de Cristo em buscar a ovelha perdida? Quem nãosaudaria suas numerosas iniciativas apostólicas para libertar tantas almas aprisionadas neste princípio falacioso que lhes interdita o acesso à salvação eterna? Esta preocupação em retornar à unidade da verdadeira fé e da verdadeira Igreja atravessa os séculos. Não é nada novo, basta considerar a oração da Sexta-feira Santa: Continuar lendo

OS FALSOS DEVOTOS E AS FALSAS DEVOÇÕES À SANTÍSSIMA VIRGEM

Resultado de imagem para nossa senhora servosConheço sete espécies de falsos devotos e falsas devoções, a saber:

1. Os devotos críticos;

2. Os devotos escrupulosos;

3. Os devotos exteriores;

4. Os devotos presunçosos;

5. Os devotos inconstantes;

6. Os devotos hipócritas;

7. Os devotos interesseiros.

Os devotos críticos

Os devotos críticos são, ordinariamente, sábios orgulhosos, espíritos fortes e que se bastam a si mesmos. No fundo têm alguma devoção à Santíssima Virgem Maria, mas criticam quase todas as práticas de devoção que as almas simples tributam singela e santamente a esta boa Mãe, porque não condizem com a sua fantasia. Põem em dúvida todos os milagres e narrações referidas por autores dignos de crédito ou tiradas das crônicas de ordens religiosas, e que testemunham as misericórdias e o poder da Santíssima Virgem.

Vêem com desgosto pessoas simples e humildes ajoelhadas diante dum altar ou imagem da Virgem, talvez no recanto duma rua, para aí rezar a Deus. Acusam-nas até mesmo de idolatria, como se estivessem a adorar madeira ou pedra. Dizem que, quanto a si, não gostam dessas devoções exteriores, e que não são tão fracos de espírito que vão acreditar em tantos contos e historietas que correm a respeito da Santíssima Virgem. Quando lhes referem os louvores admiráveis que os Santos Padres tecem a Nossa Senhora, ou respondem que isso é exagero, ou explicam erradamente as suas palavras.

Esta espécie de falsos devotos e de gente orgulhosa e mundana é muito para temer, e causam imenso mal à Devoção a Nossa Senhora, afastando eficazmente dela o povo, sob o pretexto de destruir abusos. Continuar lendo

UM BELO EXEMPLO DE DEDICAÇÃO À FAMÍLIA, À SOCIEDADE E À IGREJA

Irmão Pierre Laurençon celebra seus 100 anos no seminário da FSSPX de Flavigny (FRA)

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Na quinta-feira, 20 de abril de 2017, quase todos os Irmãos da Distrito da França, reunidos em retiro no seminário de Flavigny, cercaram nosso querido Irmão Pierre para celebrar o seu centésimo aniversário.

Uma Missa solene de ação de graças foi celebrada pelo padre Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da França da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, seguido de caloroso banquete após o qual um magnífico bolo de aniversário deslumbrou e encantou o coração da ainda jovem criança centenária.

Após viver 34 anos casado e educar oito filhos, após a morte de sua esposa ele bateu na porta da Fraternidade, há 37 anos, para se tornar religioso na Fraternidade fundada por Mons. Marcel Lefebvre.

Um de seus filhos, Pe. Pierre-Marie Laurençon, é padre da FSSPX. Uma de suas filhas é Oblata da FSSPX sob o nome de Irmã Marie-Dominique. E finalmente, um de seus netos é Irmão da FSSPX sob o nome de Irmão Jean-Philippe!

Ele marcou toda uma geração de estudantes e padres na Escola A Estrela da Manhã, onde permaneceu por muitos anos. Hoje, ele reside na Casa de Repouso de Brémien Notre-Dame, em Illiers l’Evêque (uma comuna na França).

Rezemos por ele e digamos-lhe: ad multos annos!

CESAR NA PROCELA

Resultado de imagem para moço catolicoDurante terrível tormenta, queria Cesar atravessar o mar. Os vagalhões porém se entumeciam com tal furor que os remadores temiam. Então bradou-lhes Cesar: “Que temeis? Não vedes que Cesar está convosco?”

Caro jovem, por mais terríveis te assaltem as vagas do oceano da vida, permanecerás sereno e firme com este pensamento:”Que temes, alma? pois Deus está contigo.” A verdadeira confiança em Deus não te transforma num fatalista inerte, mas sim num operoso otimista.Esforça-te como se tudo dependesse de ti; porém ora e confia, como se tudo esperasses de Deus. Esta é a arte cristã de viver.

Certa vez medonha tempestade varria o oceano.Soberbo navio, qual casquinha de noz, era jogado ao sabor das ondas. Que desespero entre os passageiros! só um rapazinho continuava a brincar placidamente em meio à confusão geral. “Não tens medo, menino?” perguntaram-lhe. “Temer? Por quê? Meu pai está no leme!” Bela imagem do jovem religioso! Em todos os lances da adversidade, sente-se em segurança nas mãos de Deus, por saber que o Pai celeste dirige o leme de sua vida. Essa certeza lhe dá forças, incita-o à perseverança, mesmo quando, em derredor, os pusilânimes já desfaleceram.

Que mais te dá tua fé? Serenidade em face da morte. A nosso lado, alternam continuamente, começo e fim, nascimento e morte. Tremes ante essa evidência, repugna-te a destruição, o efêmero. E entretanto, a única esperança que ultrapassa até mesmo os limites da morte, é nossa fé em Deus,em Quem eternamente vivemos. Continuar lendo

PAULO VI – PAPA LIBERAL

Resultado de imagem para marcel lefebvreTalvez perguntem, como é possível que o liberalismo tenha  triunfado através dos Papas João XXIII e Paulo VI e mediante o Concílio Vaticano II? Como se pode conciliar esta catástrofe com as promessas feitas por Nosso Senhor à Pedro e à sua Igreja: “As portas do inferno não prevalecerão contra Ela” (Mt 16, 18); “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo? (Mt 28, 20) Creio que não há contradição efetivamente, na medida em que estes Papas e o Concílio negligenciaram ou recusaram fazer uso da infalibilidade. Deixando de usar este carisma, que lhes é assegurado pelo Espírito Santo sempre e quando o queiram usar, puderam cometer erros doutrinais e com maior razão ainda, deixar penetrar o inimigo na Igreja, graças à sua negligência e cumplicidade. Em que grau foram cúmplices? De que faltas foram culpados? Em que medida sua função fica questionada?

É evidente que a Igreja, um dia, julgará este Concílio, julgará estes Papas. E em especial, como será julgado o Papa Paulo VI? Alguns afirmam que fui herege, cismático e apóstata; outros crêem poder demonstrar que Paulo VI não tinha em vista o bem da Igreja, e portanto não foi papa, é a tese dos “Sedes Vacans”. Não nego que estas opiniões tenham algum argumento à seu favor. Poderão dizer que em trinta anos se descobrirão coisas que estavam ocultas ou se verá melhor elementos que deveriam ter sido mais claros para os contemporâneos, como afirmações deste Papa absolutamente contrárias à tradição da Igreja, etc. Pode ser, mas creio necessáriorecorrer a estas explicações; penso inclusive que é um erro seguir certas hipóteses.

Outros pensam de modo simplista, que havia então dois papas: um, o verdadeiro, estava prisioneiro nos porões do Vaticano, enquanto o outro, o impostor, o sósia, ocupava o trono de São Pedro, para a infelicidade da Igreja. Livros foram escritos sobre “os dois papas”, baseados em revelações de uma pessoa possuída do demônio e em argumentos pseudocientíficos que afirmam, por exemplo, que a voz do sósia não é a do verdadeiro Paulo VI!

Finalmente outros pensam que Paulo VI não foi responsável pelos seus atos, sendo prisioneiro dos que o cercavam, inclusive drogado. Isto estaria corroborado por várias testemunhas de um papa fisicamente esgotado, inclusive necessitando ser amparado, etc… A meu ver é uma solução demasiadamente simples, pois então não teríamos mais que esperar um próximo papa. Mas já tivemos (não falo de João Paulo I, que reinou somente um mês) outro papa, João Paulo II, que prosseguiu ininterruptamente na linha traçada por  Paulo VI. Continuar lendo

A IGREJA OCUPADA

Podemos comparar isso a uma espécie de possessão diabólica. A palavra é muito forte, como são as palavras de Nossa Senhora em La Salette e em Fátima, mas para aqueles que já viram um exorcismo real, a analogia é verdadeiramente apropriada

Fonte: SSPX Canadá – Tradução: Sensus Fidei

 

Caros amigos e benfeitores,

Quando Nossa Senhora de La Salette falou de um eclipse da Igreja, ela quis dizer que uma entidade misteriosa encobriria a verdadeira Igreja e procuraria receber as honras devidas à verdadeira Igreja. E isso é um eclipse: você olha para o sol, e você vê a lua na frente dele. Esta estranha entidade eclipsando a Igreja no presente, sem dúvida, é o que se denomina “Igreja Conciliar”.

A partir da década de 1960, em suas cartas, a Irmã Lúcia usou a expressão “desorientação diabólica”, como significando essa mesma batalha final entre o demônio e Nossa Senhora. Esta desorientação será manifesta por falsas doutrinas e cegueira, até os mais altos escalões da Igreja.

Podemos comparar isso a uma espécie de possessão diabólica. A palavra é muito forte, como são as palavras de Nossa Senhora em La Salette e em Fátima, mas para aqueles que já viram um exorcismo real, a analogia é verdadeiramente apropriada.

Alguns de nossos sacerdotes na Ásia e em outros lugares tiveram que realizar exorcismos solenes no decorrer de seu ministério. Um caso na Ásia foi o de uma senhora que apresentou todos os sinais clássicos de uma verdadeira possessão diabólica, tais como: conhecer línguas estrangeiras, entender o latim, por exemplo, e saber coisas verdadeiramente impossíveis dela saber. Quando o sacerdote lhe perguntou em latim: “Quot estis? Quantos vocês são – replicou ela com raiva em seu próprio dialeto: “Quinze!” Em outra sessão de exorcismo, uma vez que já houvera muitos deles ao longo dos anos, um médico estava presente. Ele testemunhou como essa pobre senhora estava literalmente “ocupada”, “possuída” por outros espíritos malignos. Dentre eles falava um com perfeito sotaque britânico, outro no dialeto de feiticeiros de remotas aldeias das montanhas. Era um corpo ocupado por muitas “almas”. O médico comentou mais tarde: “Os sintomas que apareceram nessa mulher tão gentil, como observados em sua voz suave, não podem caber em qualquer classificação encontrada em nenhuma mesa clínica até hoje na literatura médica”. Continuar lendo

ECÔNE: TONSURAS E PRIMEIRAS ORDENS MENORES

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em 11 de março de 2017, Dom Bernard Fellay , Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, durante a Missa Pontifical conferiu a tonsura a 7 seminaristas do segundo ano, a 2 monges do mosteiro dos Capuchinhos Morgon e 1 membro dos Cooperadores de Cristo Rei, do Pe. Marziac.

Em seguida, Dom Fellay conferiu as primeiras ordens menores a 13 seminaristas do terceiro ano .

Em sinal de renúncia à vida mundana, o pontífice corta algumas mechas de cabelo. Nas ordens antigas a tonsura é mais visível, como é portada ainda, por exemplo, entre os capuchinhos e beneditinos que após a cerimônia de tonsura não levam mais que uma coroa de cabelo.

Depois de conferir a tonsura, Sua Excelência conferiu as ordens menores (1):

O Hostiário (2) tem a tarefa de abrir e fechar as portas da igreja e assegurar a santidade do local de culto. Também é responsável pela convocação, tocando a campainha, de chamar os fiéis para as funções divinas.

– O Leitor faz as leituras do Antigo Testamento em público: desta forma, ele começa a exercer a função sacerdotal do ensinamento.

Oremos pela perseverança desses jovens que são uma fonte real de esperança e de promessas para a Igreja.

(1) Os quatro ordens menores (Hostiário, Leitor, Exorcista e Acolito) são graus do sacerdócio. Elas já não são mais conferidas nos seminários conciliares. 

(2) “O Hostiário deve guardar a igreja dia e noite, cuidar para que nada se perca; abrir e fechar a igreja e a sacristia; cuidar da limpeza e da decoração da igreja; tocar os sinos para indicar as horas das diferentes orações; manter a ordem do lugar e observar o silêncio e a modéstia; evitar que os infiéis entrem na igreja, perturbando os serviços, profanando os mistérios; abrir o livro ao pregador. “

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

ECÔNE: ELEVAÇÃO AO SUBDIACONATO E ÚLTIMAS MENORES ORDENS

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em 1º de abril de 2017, no sábado chamado “Sitientes”, do nome do Intróito da missa daquele dia, 5 jovens levitas receberam o subdiaconato das mãos de Dom Alfonso de Galarreta, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Esta primeira ordem maior, da lista daquelas que levam ao sacerdócio, implicam a doação total de si a Deus através dos votos de castidade e a obrigação de recitar o breviário em nome da Igreja.

Dos cinco seminaristas ordenados ao subdiaconato, 3 são membros da Fraternidade São Pio X (2 franceses e 1 inglês) e 2 pertencem à ordem dos Capuchinhos de Morgon.

Na mesma cerimônia 9 outros clérigos receberam as duas últimas ordens menores de exorcista e acólito: 8 para a FSSPX e 1 para o mosteiro dos Capuchinhos de Morgon.

Dom Alfonso de Galarreta foi assistido pelo Pe. Benoit de Jorna, diretor do seminário de Ecône, como padre assistente e pelos padres Arnaud Sélégny e Pascal Schreiber, como primeiro e segundo diáconos e pelos padres Paul Perrot e Jean-Pierre Moisan, como diáconos assistentes.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

VATICANO II – TRIUNFO DO LIBERALISMO DITO CATÓLICO

Resultado de imagem para marcel lefebvreNão creio que me possam chamar de exagerado, quando digo que o Concílio representou o triunfo das idéias liberais; os capítulos anteriores expuseram suficientemente os fatos: as tendências  liberais, as táticas e os êxitos dos liberais no Concílio e finalmente seus pactos com os inimigos da Igreja.

Os próprios liberais, os católicos liberais, proclamam que o Vaticano II foi a sua vitória. Na entrevista com o jornalista Messori, o Cardeal Ratzinger, antigo “especialista” do espírito liberal do Concílio explica como Vaticano II planejou e resolveu o problema da assimilação dos princípios liberais pela Igreja Católica; não diz que terminou em um êxito admirável, mas afirma que a assimilação foi feita:

“O problema dos anos sessenta era adquirir os melhores valores aparecidos na era da cultura ‘liberal’. São valores que mesmo nascidos fora da Igreja, podem encontrar seu lugar depois de depurados e corrigidos, na sua visão do mundo. É o que foi feito”243.

Como se fez isto? Sem dúvida no Concílio, que ratificou os princípios liberais em “Gaudium et Spes” e “Dignitatis Humanae”. Como se fez? Mediante uma tentativa condenada ao fracasso, do  tipo da quadratura do círculo: casar a Igreja com os princípios da Revolução. É precisamente o fim, a ilusão dos católicos liberais.

O Cardeal Ratzinger não se ufana muito da empresa, inclusive julga o resultado com severidade:

“Mas agora o clima é diferente, ficou escurecido em relação àquele que justificava um otimismo sem dúvida ingênuo. Agora é preciso procurar novo equilíbrio”244.

Portanto o equilíbrio ainda não foi encontrado, vinte anos depois! Entretanto continua a procura: é a ilusão liberal de sempre! Continuar lendo

VOCAÇÃO DE IRMÃO NA FSSPX: FOTOS DA TOMADA DE HÁBITO DE MAIS UM BRASILEIRO NO SEMINÁRIO DE LA REJA (ARG)

Fonte: Seminario Nuestra Señora Corredentora – Tradução: Dominus Est

No domingo, 19 de março, o Irmão Cayetano (brasileiro) fez sua primeira profissão religiosa, pela qual se comprometeu seguir todo o exemplo de Cristo através dos votos de pobreza, obediência e castidade. Na mesma cerimônia teve lugar também a entrega de hábito a dois postulantes (argentinos), que receberam seus novos nomes da religião: Ir. Joaquin e Ir. Domingo, começando assim seus noviciados.

Para saber mais sobre a vocação de Irmão na FSSPX, clique aqui.

ATENÇÃO: PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À APARECIDA – MAIO/2017

DSC01987Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

No dia 20 de maio a FSSPX fará mais uma Peregrinação à Aparecida.

Fiéis de todos os Priorados, Capelas e Comunidades atendidas pela Fraternidade se reunirão em Pindamonhangaba e partirão em procissão para visitar nossa Mãe querida.

Serão cerca de 22 km de caminhada onde, como todos os anos, rezaremos vários rosários, cantaremos músicas piedosas tradicionais e os padres ficarão à disposição para confissões durante o percurso. Ao chegar em Aparecida, visitaremos a Basílica e seguiremos para a Missa de encerramento em uma paroquia da cidade.

Convidamos a todos queiram oferecer um sacrifício e/ou agradecer à Nossa Senhora por todas as graças que recebem por suas mãos, para que façam conosco essa Peregrinação.

Algumas fotos e vídeos da Peregrinação de 2016 podem ser vistas aqui.

Os interessados em ir conosco podem ter mais informações pelo gespiox@yahoo.com.br

SUBDIACONATO EM ZAITZKOFEN, NA ALEMANHA

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No sábado, 1º de abril de 2017, no sábado chamado “Sitientes” Mons. Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, elevou ao subdiaconato 5 seminaristas do Seminário do Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen, na Alemanha

Os novos subdiáconos são originários da Alemanha, Suíça, Áustria, Polônia e Rússia. Dá-se ênfase, portanto, ao caráter internacional do apostolado da FSSPX que brilha em todos os continentes. O Subdiaconato é a primeira das ordens superiores que conduzem ao sacerdócio. Após o recebimento desta ordem, os ordenandos devem recitar o breviário e manter o celibato.

Pe. Franz Schmidberger, Superior do seminário de Zaitzkofen convida todos os fiéis a rezarem e oferecerem sacrifícios pela perseverança dessas vocações já bem encaminhadas nesse caminho maravilhoso do sacerdócio.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

UM CONCÍLIO PACIFISTA

Resultado de imagem para marcel lefebvreO diálogo e a livre procura proposta pelo Concílio, são sintomas característicos do liberalismo do Vaticano II. Quiseram inventar novos métodos de apostolado para os não cristãos, deixando de lado o espírito missionário. É o que chamei de “apostasia dos princípios”, que caracteriza o espírito liberal. Ainda mais, o liberalismo que impregnou o concílio chegou até à traição, assinando a paz com os inimigos da Igreja. Quiseram fazer um concílio pacifista.

Lembrem como João XXIII, em sua alocução de abertura do Concílio, expôs a nova atitude que a Igreja devia ter com respeito  aos erros que ameaçavam a doutrina: recordando que a Igreja nunca deixou de se opor aos erros e que freqüentemente os havia condenado com grande severidade, o Papa deixou claro, diz Wiltgen239, que agora a Igreja prefere “utilizar o remédio da misericórdia antes que o rigor, e julgava oportuno, nas  circunstâncias atuais, expor com mais amplidão a força de sua doutrina do que recorrer às condenações”. Não se trata somente de expressões lamentáveis que manifestam um pensamento bastante confuso, mas de um programa que expressa o pacifismo que caracterizou o Concílio.

É necessário, dizia-se, fazer a paz com os maçons, a paz com os comunistas, a paz com os protestantes. Deve-se acabar com estas guerras intermináveis, esta hostilidade permanente!

É o que havia dito Mons. Montini, então substituto na Secretaria de Estado, quando em uma de minhas visitas à Roma nos anos cinqüenta lhe pedi a condenação do “Rearmamento Moral”; ele respondeu: “Ah, não se deve estar sempre condenando, condenando! A Igreja parecerá uma madrasta!” Estas foram as palavras usadas  por Mons. Montini, substituto do Papa Pio XII. Ainda me lembro como se fosse hoje. Portanto, não mais condenações, não mais anátemas! Pactuemos! Continuar lendo

ITINERÁRIO DE UM CATÓLICO NÃO PERPLEXO

Resultado de imagem para church aloneFonte: DICI –  Tradução: Dominus Est

Final de agosto de 1976, George assistia à missa de Lille que apresentou ao mundo inteiro a luta de Dom Lefebvre pela Tradição. Seu Cura havia ameaçado: “O senhor está seguindo um bispo rebelde que celebra uma missa proibida.”  

Em 1988, ele foi às sagrações episcopais em Ecône, e seu Cura, na missa que ele tinha deixado de ir, o advertiu: “Vocês todos estão cismáticos, o senhor e seus bispos”  

Quando se casou em Saint Nicolas du Chardonnet, o Cura assegurou-lhe que ele não era válido. Ele tinha o costume de confessar a um sacerdote dessa igreja, e seu Cura lhe disse que ele poderia muito bem visitar uma assistente social porque o padre não podia absolver os pecados mais do que ela.

Em 2007, George soube que a Missa Tridentina nunca havia sido ab-rogada, e que há 30 anos ele não participava de uma massa proibida. Em 2009, apesar dos brados furiosos de seu Cura, o bispo que tinha confirmado seus filhos não era mais excomungado.  

Em 2015, o sacerdote que recebe sua confissão, a faz validamente, o que ele não tinha dúvida, mas que deveria acalmar seu Cura – talvez não ao ponto de ir ele mesmo se confessar em St. Nicolas… Neste mês, ele ficou sabendo que o padre o casou validamente e não há nenhuma obrigação de se “casá-lo” novamente, o que certamente permitirá que seu Cura lhe felicite, com algumas décadas de atraso …

George nunca foi um católico perplexo. Hoje ele tem uma certeza: apesar de todas as críticas, ele fez bem em seguir Monsenhor Lefebvre, que transmitiu o que ele mesmo recebeu.

Pe. Alain Lorans

FOTOS DO TRÍDUO PASCAL DA FSSPX EM RIBEIRÃO

QUINTA-FEIRA SANTA (13/04) – MISSA “IN COENA DOMINI“ E ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO 

SEXTA-FEIRA SANTA (14/04) – VIA SACRA E SOLENE AÇÃO LITÚRGICA

SÁBADO SANTO (15/04) – VIGÍLIA PASCAL E MISSA DA VIGÍLIA

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO CXLII

7Senhor, ouvi a minha oração; pela vossa fidelidade, escutai a minha súplica, atendei-me em nome de vossa justiça.

Não entreis em juízo com o vosso servo, porque ninguém que viva é justo diante de vós.

O inimigo trama contra a minha vida, ele me prostrou por terra; relegou-me para as trevas com os mortos.

Desfalece-me o espírito dentro de mim, gela-me no peito o coração.

Lembro-me dos dias de outrora, penso em tudo aquilo que fizestes, reflito nas obras de vossas mãos.

Estendo para vós os braços; minha alma, como terra árida, tem sede de vós.

Apressai-vos em me atender, Senhor, pois estou a ponto de desfalecer. Não me oculteis a vossa face, para que não me torne como os que descem à sepultura.

Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança. Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma.

Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, porque é em vós que ponho a minha esperança.

Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sois o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto.

Por amor de vosso nome, Senhor, conservai-me a vida; em nome de vossa clemência, livrai minha alma de suas angústias.

Pela vossa bondade, destruí meus inimigos e exterminai todos os que me oprimem, pois sou vosso servo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.  

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO CXXIX

6Do fundo do abismo, clamo a vós, Senhor;

Senhor, ouvi minha oração. Que vossos ouvidos estejam atentos à voz de minha súplica.

Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós?

Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos.

Ponho a minha esperança no Senhor. Minha alma tem confiança em sua palavra.

Minha alma espera pelo Senhor, mais ansiosa do que os vigias pela manhã.

Mais do que os vigias que aguardam a manhã, espere Israel pelo Senhor, porque junto ao Senhor se acha a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção.

E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniqüidades.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

ANÁLISE DA CARTA DA COMISSÃO ECCLESIA DEI SOBRE OS MATRIMÔNIOS DOS FIÉIS DA FSSPX

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Os casamentos na FSSPX são válidos e incontestáveis

No dia 1º de setembro de 2015, o Papa anunciou que todos os fiéis que se confessassem, durante o Ano Santo da Misericórdia, aos padres da Fraternidade São Pio X receberiam uma “absolvição válida e lícita de seus pecados.” Em um comunicado de imprensa publicado naquele mesmo dia, a Casa Geral da FSSPX agradeceu ao Papa recordando que: “No ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com toda a certeza, na jurisdição extraordinária conferida pela Normae generales do Código de Direito Canônico. Por ocasião do Ano Santo, o Papa Francisco quer que todos os fiéis que desejam se confessar aos padres da Fraternidade São Pio X possam fazê-la sem serem importunados“.

Em 20 de novembro de 2016, a Carta Apostólica do Papa Francisco, Misericordia et misera (nº. 12) estendeu para além do Ano da Misericórdia a faculdade de confessar concedida em 1º de setembro de 2015. (o Esclarecimento da FSSPX a respeito lê-se aqui). Se a situação de crise que atravessa a Igreja, infelizmente, continua a mesma, a perseguição que privava injustamente os padres e fiéis da jurisdição ordinária cessou, desde que foi concedida pelo Sumo Pontífice.

Em 4 de abril de 2017 foi publicada uma carta do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e do Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei dirigida aos Ordinários das Conferências Episcopais. O Cardeal Gerhard Ludwig Müller recordou a decisão do Papa Francisco de conceder a todos os padres [da Fraternidade] poderes de confessar validamente os fiéis a fim de assegurar a validade e a legalidade do Sacramento que eles administram.” Em seguida, anunciou as novas disposições do Santo Padre, que com o mesmo espírito “decidiu autorizar os Ordinários locais a também conceder a permissão para a celebração de casamentos de fiéis que seguem a atividade pastoral da Fraternidade.”(o comunicado da Casa Geral da FSSPX a respeito lê-se aqui). Continuar lendo

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO CI

5Prece de um aflito que desabafa sua angústia diante do Senhor.

Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor.

Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia. Inclinai para mim o vosso ouvido. Quando vos invocar, acudi-me prontamente,

porque meus dias se dissipam como a fumaça, e como um tição consomem-se os meus ossos.

Queimando como erva, meu coração murcha, até me esqueço de comer meu pão.

A violência de meus gemidos faz com que se me peguem à pele os ossos.

Assemelho-me ao pelicano do deserto, sou como a coruja nas ruínas.

Perdi o sono e gemo, como pássaro solitário no telhado.

Insultam-me continuamente os inimigos, em seu furor me atiram imprecações.

Como cinza do mesmo modo que pão, lágrimas se misturam à minha bebida,

devido à vossa cólera indignada, pois me tomastes para me lançar ao longe.

Os meus dias se esvaecem como a sombra da noite e me vou murchando como a relva.

Vós, porém, Senhor, sois eterno, e vosso nome subsiste em todas as gerações.

Levantai-vos, pois, e sede propício a Sião; é tempo de compadecer-vos dela, chegou a hora…

porque vossos servos têm amor aos seus escombros e se condoem de suas ruínas.

E as nações pagãs reverenciarão o vosso nome, Senhor, e os reis da terra prestarão homenagens à vossa glória.

Quando o Senhor tiver reconstruído Sião, e aparecido em sua glória,

quando ele aceitar a oração dos desvalidos e não mais rejeitar as suas súplicas,

escrevam-se estes fatos para a geração futura, e louve o Senhor o povo que há de vir,

porque o Senhor olhou do alto de seu santuário, do céu ele contemplou a terra;

para escutar os gemidos dos cativos, para livrar da morte os condenados;

para que seja aclamado em Sião o nome do Senhor, e em Jerusalém o seu louvor,

no dia em que se hão de reunir os povos, e os reinos para servir o Senhor.

Deus esgotou-me as forças no meio do caminho, abreviou-me os dias.

Meu Deus, peço, não me leveis no meio da minha vida, vós cujos anos são eternos.

No começo criastes a terra, e o céu é obra de vossas mãos.

Um e outro passarão, enquanto vós ficareis. Tudo se acaba pelo uso como um traje. Como uma veste, vós os substituís e eles hão de sumir.

Mas vós permaneceis o mesmo e vossos anos não têm fim.

Os filhos de vossos servos habitarão seguros, e sua posteridade se perpetuará diante de vós.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

ATENÇÃO AOS HORÁRIOS E LOCAL DO TRÍDUO PASCAL

Resultado de imagem para paques fsspxPrezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Segue a programação do Tríduo Pascal a ser realizado nessa semana:

Quinta-feira Santa (13/04):

18:30h – Confissões

19:30h – Terço

20:00h – Missa “in coena Domini, seguida da adoração do Santíssimo até meia-noite

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Sexta-feira Santa (14/04):

14:00h – Confissões

15:00h – Via Sacra

15:30h – Solene Ação Litúrgica

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Sábado Santo (15/04):

21:30h – Confissões

22:30h – Vigília Pascal

00:00h – Missa da Vigília

(a Missa começa à 00h do Domingo, então já cumpre com o preceito dominical)

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ATENÇÃO: O LOCAL DO TRÍDUO NÃO É O MESMO DE ONDE SE REZA A MISSA COMUMENTE!!!
 
Mais informações pelo: gespiox@yahoo.com.br

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO L

Uma belíssima versão polifônica renascentista desse Salmo pode ser ouvida aqui.

4Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade.

Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado.

Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado.

Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento.

Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.

Não obstante, amais a sinceridade de coração. Infundi-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim.

Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve.

Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes.

Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai.

Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.

De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito.

Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa.

Então aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.

Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará.

Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores.

Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis.

Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.

Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém.

Então aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; e sobre vosso altar vítimas vos serão oferecidas.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO XXXVII

3Senhor, em vossa cólera não me repreendais, em vosso furor não me castigueis,

porque as vossas flechas me atingiram, e desceu sobre mim a vossa mão.

Vossa cólera nada poupou em minha carne, por causa de meu pecado nada há de intacto nos meus ossos.

Porque minhas culpas se elevaram acima de minha cabeça, como pesado fardo me oprimem em demasia.

São fétidas e purulentas as chagas que a minha loucura me causou.

Estou abatido, extremamente recurvado, todo o dia ando cheio de tristeza.

Inteiramente inflamados os meus rins; não há parte sã em minha carne.

Ao extremo enfraquecido e alquebrado, agitado o coração, lanço gritos lancinantes.

Senhor, diante de vós estão todos os meus desejos, e meu gemido não vos é oculto.

Palpita-me o coração, abandonam-me as forças, e me falta a própria luz dos olhos.

Amigos e companheiros fogem de minha chaga, e meus parentes permanecem longe.

Os que odeiam a minha vida, armam-me ciladas; os que me procuram perder, ameaçam-me de morte; não cessam de planejar traições.

Eu, porém, sou como um surdo: não ouço; sou como um mudo que não abre os lábios.

Fiz-me como um homem que não ouve, e que não tem na boca réplicas a dar.

Porque é em vós, Senhor, que eu espero; vós me atendereis, Senhor, ó meu Deus.

Eis meu desejo: Não se alegrem com minha perda; não se ensoberbeçam contra mim, quando meu pé resvala;

pois estou prestes a cair, e minha dor é permanente.

Sim, minha culpa eu a confesso, meu pecado me atormenta.

Entretanto, são vigorosos e fortes os meus inimigos, e muitos os que me odeiam sem razão.

Retribuem-me o mal pelo bem, hostilizam-me porque quero fazer o bem.

Não me abandoneis, Senhor. Ó meu Deus, não fiqueis longe de mim.

Depressa, vinde em meu auxílio, Senhor, minha salvação!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

DOMINGO DE RAMOS: UTILIDADE DA PAIXÃO DE CRISTO COMO EXEMPLO

Resultado de imagem para paixão de cristoComo disse S. Agostinho: “A Paixão de Cristo é suficiente para ser modelo de toda a nossa vida“. Quem quer que queira ser perfeito na vida, nada mais é necessário fazer senão desprezar o que Cristo desprezou na cruz, e desejar o que nela Ele desejou. Nenhum exemplo de virtude deixa de estar presente na cruz.
Se nelas buscas um exemplo de caridade, “ninguém tem maior caridade do que aquele que dá sua vida pelos amigos” (Jo 15, 13). Ora, foi o que Cristo fez na cruz. Por isso, já que Cristo entregou a sua vida por nós, não nos deve ser pesado suportar toda espécie de males por amor a Ele. “O que retribuirei ao Senhor, por todas as coisas que Ele me deu?” (Ps. 115, 12).
 
Se procuras na cruz um exemplo de paciência, nela encontrarás uma imensa paciência. A paciência manifesta-se extraordinária de dois modos: ou quando alguém suporta grandes males pacientemente, ou quando suporta aquilo que poderia ser evitado e não quis evitar. Cristo na cruz suportou grandes sofrimentos: “Ó vós todos que passais pelo caminho parai e vede se há dor igual à minha!” (Lm 1, 17), e os suportou pacientemente, “como a ovelha levada para o matadouro e como o cordeiro silencioso na tosquia” (1 Pd 2, 23). Cristo na cruz suportou também os males que poderia ter evitado, mas não os evitou: “Julgais que não posso rogar a meu Pai e que Ele logo não me envie mais que doze legiões de Anjos?” (Mt 26, 53). Realmente, a paciência de Cristo na cruz foi imensa! “Corramos com paciência para o combate que nos espera, com os olhos fitos em Jesus, o autor da nossa fé, que a levará ao termo: Ele que, lhe tendo sido oferecida a alegria, suportou a cruz sem levar em consideração a sua humilhação” (Heb 36, 17).

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A LIBERDADE RELIGIOSA DO VATICANO II – PARTE 3

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Vaticano II e a Cidade Católica 

Procuremos encerrar o assunto. A Declaração conciliar sobre liberdade religiosa se mostra desde logo contrário ao Magistério constante da Igreja225, e também não se situa na direção dos direitos definidos pelos últimos Papas226. Pelo que vimos, ela também não se apóia em nenhum fundamento revelado. Por último, é importanteexaminar se ela se acha de acordo com o sprincípios católicos que regem as relações da cidade temporal com a religião. 

Limites da Liberdade Religiosa 

Para começar, o Vaticano II afirma que a liberdade religiosa deve-se restringir aos “justos limites” (DH. I), “de acordo com as regras jurídicas (…) conformes à ordem moral objetiva, que são requeridas para salvaguardar eficazmente os direitos de todos (…) a autêntica paz pública (…) assim como a proteção devida à moralidade pública” (DH. 7). Tudo isto é muito razoável, mas deixa de lado a questão essencial que é a seguinte: o Estado não tem o dever, e por conseguinte o direito de salvaguardar a unidade religiosa das pessoas na Religião verdadeira, e de proteger as almas católicas contra o escândalo e a propagação do erro religioso, e somente por isso limitar o exercício dos cultos falsos e inclusive proibi-los, se necessário?

Tal é a doutrina exposta com veemência pelo Papa Pio IX na “Quanta Cura”, onde o pontífice condena a opinião daqueles que, contrariamente à doutrina da Escritura, da Igreja e dos Santos  Padres, não temem afirmar que “o melhor governo é aquele em que não se reconhece ao poder a função de reprimir por sanções, aos violadores da Religião católica, salvo se o exigir a paz pública (PIN. 39, Dz. 1690). O sentido óbvio da expressão “violadores da Religião católica”, é: aqueles que exercem publicamente um culto diferente  do católico, ou que não observam publicamente as leis da Igreja. Pio IX ensina portanto, que o Estado governa melhor quando reconhece em si mesmo o ofício de reprimir o exercício público de cultos falsos,  somente  pelo  motivo  de  serem  falsos  e  não  apenas  para salvaguardar a paz pública; somente pelo motivo de que contrariam  a ordem cristã e católica da Cidade, e não porque a paz e a moralidade públicas possam ser afetadas.

Por isso deve-se dizer que os “limites” fixados pelo Concílio à liberdade religiosa são como poeira nos olhos que oculta o seu defeito radical, que é o de não levar em conta a diferença entre a verdade e o erro. Contra toda justiça, pretende-se atribuir o mesmo direito à verdadeira religião e às falsas, e artificialmente procura-se limitar os prejuízos por meio de barreiras que estão longe de satisfazer às exigências da doutrina católica. De bom grado compararia “os limites” da liberdade religiosa aos muros de segurança das auto-estradas, que servem para conter os veículos quando o motorista perdeu o controle deles. Seria preferível entretanto, certificar-se antes se estão dispostos a respeitar os regulamentos de trânsito.  Continuar lendo

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO XXXI

2Feliz aquele cuja iniqüidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido.

Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo.

Enquanto me conservei calado, mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos.

Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão.

Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniqüidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado.

Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele.

Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação.

Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos:

não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti.

São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve.

Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO VI

1

Senhor, em vossa cólera não me repreendais, em vosso furor não me castigueis.

Tende piedade de mim, Senhor, porque desfaleço; sarai-me, pois sinto abalados os meus ossos.

Minha alma está muito perturbada; vós, porém, Senhor, até quando?…

Voltai, Senhor, livrai minha alma; salvai-me, pela vossa bondade.

Porque no seio da morte não há quem de vós se lembre; quem vos glorificará na habitação dos mortos?

Eu me esgoto gemendo; todas as noites banho de pranto minha cama, com lágrimas inundo o meu leito.

De amargura meus olhos se turvam, esmorecem por causa dos que me oprimem.

Apartai-vos de mim, vós todos que praticais o mal, porque o Senhor atendeu às minhas lágrimas.

O Senhor escutou a minha oração, o Senhor acolheu a minha súplica.

Que todos os meus inimigos sejam envergonhados e aterrados; recuem imediatamente, cobertos de confusão!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.