FOTOS DAS CRISMAS E PONTIFICAL – 2022

Em 27 de Agosto de 2022, Sua Excelência Reverendíssima Dom Alfonso de Galarreta, ministrou o sacramento da Confirmação a 140 pessoas das Capelas e Missões atendidas pelo Priorado de São Paulo/SP e, em seguida, celebrou Solene Pontifical no trono (Missa Votiva do Espírito Santo), assistida por cerca de 450 fiéis.

CLIQUE AQUI E ACESSE O ALBUM FOTOGRÁFICO

O BREVE DE SÃO PIO X PELA BEATIFICAÇÃO DAS CARMELITAS MÁRTIRES DE COMPIÈGNE

Bem-aventuradas carmelitas mártires de Compiégne - 17 de julho

As dezesseis Carmelitas Descalças de Compiègne fazem parte daquele seleto grupo de católicos massacrados pelos revolucionários franceses em nome da liberdade, igualdade e fraternidade. O processo de beatificação dessas freiras foi iniciado sob Leão XIII e concluído sob Pio X, enquanto a maçônica Terceira República Francesa novamente travava uma amarga luta contra a Igreja. A beatificação foi celebrada em 27 de maio de 1906. Abaixo está a tradução de alguns trechos do Breve que foi lido por um cônego da Basílica Patriarcal do Vaticano durante a solene função.

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Em algum momento faltaram heróis na Igreja e estes não eram apenas homens no auge de suas vidas, mas também mulheres, idosas e até mesmo tenras crianças, que em meio a atrozes tormentos encontraram a morte e deram testemunho da fé cristã. E isso não apenas nas regiões bárbaras, onde os pregadores do Evangelho se esforçam para atrair à verdade os homens que estão trevas e na sombra da morte, mas também entre os povos civilizados e civilizações opulentas. De fato, o odioso inimigo da humanidade, excita e move, em toda parte o ódio do povo contra os discípulos de Cristo. Assim, no final do século XVIII, Paris, na perturbanção geral dos assuntos divinos e humanos, tingiu-se com o fecundo sangue dos mártires. De fato, cresciam cada vez mais os insultos lançados contra a Igreja em nome da liberdade, e sob um regime de terror, toda dignidade pública da religião católica foi removida, os altares foram profanados, sacerdotes e piedosas virgens enclausurados, cidadãos de todas as ordens foram colocados em perigo de vida e miseravelmente assassinados. 

Entre as vítimas desta extraordinária crueldade destacaram-se pelo admirável exemplo dado, dezesseis freiras da Ordem das Carmelitas Descalças, que já haviam sido arrancadas à força do convento de Compiègne, e sofreram uma morte sangrenta por sua constância na fé e nos votos religiosos. As veneráveis ​​servas de Deus, cujo último suplício aumentou o esplendor da Igreja e imprimiu uma mancha indelével aos juízes, foram: Teresa de Santo Agostinho, Maria Francisca de São Luís, Maria de Jesus Crucificado, Maria da Ressurreição, Eufrásia da Imaculada Conceição, Gabriella Enrica de Jesus, Teresa do Santíssimo Coração de Maria, Maria Gabriella de Santo Ignácio, Julia Luisa de Jesus, Maria Enrica da Providência, Maria do Espírito Santo, Maria de Santa Marta, Stefania Giovanna de São Francisco Xavier, Costanza Meunier, Caterina e Teresa Soiron, irmãs alemãs… Continuar lendo

REINO UNIDO: O FUNERAL DO ÚLTIMO MONARCA CATÓLICO

        Um fiel durante a Missa de Réquiem pelo Rei Ricardo III

Em todo o mundo, a organização – o termo cerimonial seria mais preciso – do funeral da rainha Elizabeth II parece espantosa. Mas, a propósito, qual foi o último monarca britânico a ter um funeral católico, em um país onde a reforma protestante se impôs rapidamente após o reinado de Henrique VIII?

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

A resposta parece simples: o último rei católico da Inglaterra foi Jaime II que reinou cinco anos (1685-1688), mas teve que fugir e morreu na França. Maria Tudor, que era católica, reinou por cinco anos (1553-1558). Então, poderia ser ela.

Entretanto, cometeria-se um erro de mais de quatro séculos… Pois foi em 2015 que um monarca inglês pôde se beneficiar de um funeral católico, e isso de uma forma oficialíssima.

O humanista renascentista Polydore Vergil testemunhou que, no momento de sua morte, na Batalha de Bosworth Field, 22 de agosto de 1485, o corpo nu de Ricardo III foi içado sobre um cavalo “com braços e pernas pendurados dos dois lados“, antes de ser enterrado sem cerimônia em um convento franciscano, próximo a Leicester.

Seu túmulo foi posteriormente perdido durante o fechamento dos conventos religiosos decretado por Henrique VIII. Continuar lendo

NOSSA SENHORA: MEDIANEIRA JUNTO AO MEDIADOR

MARIA MEDIANEIRA, CORREDENTORA E DISPENSADORA DE TODAS AS GRAÇAS – PARTE  1/2 | DOMINUS EST

Pe. Eamon R. Carroll, O.Carm., S.T.D.

Tradução: Dominus Est

A. Mediação em geral

O Cardeal Mercier da Bélgica começou o movimento para peticionar junto à Santa Sé a definição da doutrina de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças. Em 12 de janeiro de 1921, o Papa Bento XV[1] permitiu Ofício e Missa especiais em honra de Maria Mediadora em 31 de maio. Em 1922, Pio XI organizou três comissões de teólogos (em Roma, Espanha e Bélgica) para estudar seriamente a questão. Há nos escritos recentes dos papas, especialmente nas encíclicas a partir do Papa Pio IX, uma mina de material sobre o papel de Maria no ganho e distribuição das graças divinas.

Hoje[2], muitos escritores teólogos defendem que esta crença está contida implicitamente na Revelação divina e poderia ser definida como dogma. Não há um teólogo católico hoje que negue à Nossa Senhora o título de Medianeira de todas as graças. Mas como o termo “mediação” tem muitas nuances, é preciso primeiro explicar em que sentido a Mãe de Deus é chamada de Mediadora.

O mediador é uma pessoa que se coloca no meio e une indivíduos ou grupos que estão em lados opostos. Nosso Senhor, Deus-Homem, foi colocado como único Mediador entre Deus e o homem. São Paulo diz: “Com efeito, há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem, o qual se deu a si mesmo para redenção de todos…” (1Tim 2, 5-6). Ao oferecer a Si mesmo, ao longo de toda sua vida e no sacrifício na cruz, Cristo, nosso Mediador, destruiu o muro que se colocava entre Deus e nós, e apagou o que estava escrito contra nós e trouxe seus irmãos humanos de volta à plena amizade com Deus Pai. Nosso Senhor cumpriu sua missão de mediação ao se tornar nosso Redentor ou “Resgatador”. Continuar lendo

HÁ UM CORAÇÃO QUE BATE

C’è un cuore che batte.

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

A lei húngara que obriga os médicos a fazer as mulheres que estão prestes a recorrer ao aborto à ouvir os batimentos cardíacos do feto suscitou reações diversas.

Em breve isso acontecerá também na Itália ”, alguns já temem. Talvez…e seria apenas uma gota no mar do mal sobre o qual flutua o aborto estatal: mas nossas feministas podem ficar tranquilas, pois Giorgia Meloni(*) declarou repetidamente que não quer tocar na lei 194 (da Italia), e o mesmo acontece com Matteo Salvini(*) (que, pelo menos, deu crédito às atividades dos Centros de Ajuda à Vida que, desde 1978, salvaram 240.000 crianças e tantas mães do aborto, muitas vezes com meios muito limitados e graças apenas e somente ao voluntariado). Não se preocupe, portanto: aqueles que são majoritariamente suspeitos de querer fazer algo para proteger os nascituros lavaram serenamente as mãos.

Mas voltemos a nós: se um coração bate, qual é o problema?

Os que falam em “crueldade” ao ouvir os batimentos cardíacos e apresentar as funções vitais do nascituro, o que quer exatamente? Existem duas hipóteses: a) a mãe que pede o aborto não sabe o que está fazendo e poderia, assim, ter consciência do ato; b) a mãe que pede o aborto sabe exatamente o que está fazendo e “ter a certeza” da vida do nascituro poderia torná-la plenamente consciente das implicações morais de seu gesto. Em ambas as hipóteses, o problema é, na realidade, apenas um e é chamado de consciência, que é o que nos distingue dos animais.

Toda a ideologia abortista ataca e fere a mulher nas profundezas de sua natureza, faz dela algo que ela não é e as mães que caíram na armadilha do aborto estão bem cientes disso: trata-se de uma mentira oculta pelo medo e que emerge tremendamente no momento em que medo se dissolve. Ora, não permitir que a gestante tome plena consciência da humanidade do concebido, do ser semelhante a ela, mas completamente indefeso, é um ataque violentíssimo à dignidade da mulher: significa escondê-la da realidade, tratando-a como uma pessoa inapta a entender o significado de suas próprias ações. Continuar lendo

14 DE SETEMBRO – EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Está página é extraída do Boletim de Nossa Senhora da santa Esperança, de Março de 1903 (reeditada em Le Sel de la Terre, no. 44, consagrado ao Pe. Emmanuel-André). O Padre Emmanuel pronunciou o seu último sermão na festa da Exaltação da Santa Cruz, no Domingo, 14 de Setembro de 1902, seis meses antes de morrer. Trata do espírito da Cruz, que é “a participação do próprio espírito de Nosso Senhor, levando a Cruz, pregado à Cruz e morrendo na Cruz”. 

Páscoa é época de renovação. Veja como alguns países celebram a data | UNG

O ESPÍRITO DA CRUZ

O último sermão do Padre Emmanuel

Irmãos, há muito tempo que não me vedes aqui; não venho aqui com frequência.

Vou falar-vos de uma coisa da qual nunca falei, nem aqui, nem algures. E essa coisa desejo-a a todos; sei bem que o meu desejo não chegará a todos. Vou falar-vos do espírito da Cruz.

Quando o Bom Deus cria um corpo humano, dá-lhe uma alma, é um espírito humano; quando o Bom Deus dá a uma alma a graça do batismo, ela tem o espírito Cristão.

O espírito da Cruz é uma graça de Deus. Há a graça que faz apóstolos, e assim por diante. O que é o espírito da Cruz?

O espírito da Cruz é uma participação do próprio espírito de Nosso Senhor levando a Sua Cruz, pregado à Cruz, morrendo na Cruz. Nosso Senhor amava a Sua Cruz, desejava-a. Que pensava Ele levando a Sua Cruz, morrendo na Cruz? Há aí grandes mistérios: quando se tem o espírito da Cruz, entra-se na inteligência destes mistérios. Existem poucos Cristãos com o espírito da Cruz, vêm-se as coisas de modo diferente do comum dos homens. Continuar lendo

A VOCAÇÃO RELIGIOSA FEMININA

irm

Fonte: Boletim Ite Missa Est – SSPX Great Britain and Scandinavia – Tradução: Dominus Est

VENI SPONSA CHRISTI 

Meus queridos fiéis,

O grande dia

Para uma jovem noiva, o maior e mais memorável dia de sua vida é o dia de seu casamento. Quantos sonhos e vãs imaginações antecipam o dia, quanto planejamento e preparação precedem o dia e, esperançosamente, quanta felicidade enche seu coração no dia em que ela se oferece ao seu esposo.

Essa verdade é recíproca a uma irmã religiosa. O maior dia de sua vida é o dia de seu casamento – o dia em que ela entrega seu coração ao seu Divino Esposo. Ao contrário de um casamento sacramental, no entanto, uma religiosa se une ao seu Esposo em etapas: primeiro como postulante, depois como noviça, depois pelos votos temporários e, finalmente, pelos votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Seu casamento é tão importante que deve ser preparado ao longo de muitos anos.

De todos os dias de preparação, o mais comovente – certamente para quem observa – é o dia do início do noviciado, quando a jovem recebe seu hábito religioso e faz suas primeiras promessas diante do Santíssimo Sacramento. Este dia tem maior semelhança com um casamento sacramental. Continuar lendo