A CASA DE JOSÉ

Esta casa de Nazaré, templo  de paz e do amor reabilitado, mostra-nos a forma mais pura de amor.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Tudo começou com a Luz de Deus na alma deste grande Patriarca: José, filho de Davi, não tenhais medo de levar consigo Maria, tua mulher, porque o que nela nasce vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de todos os seus pecados.

Que as luzes de Deus, quer sejam dadas no sono extático ou na vigília, iluminem até o âmago da alma, produzindo, ali, a certeza. A profecia de Isaías ilumina como uma paisagem escura atingida pelo sol.

José obedece sem hesitar. Acolhe Maria em sua casa, dando ao noivado, assim, a sanção definitiva do casamento. Exteriormente semelhante a todos os outros, o casamento acontece nas vielas de Nazaré. Ao cair da noite, com lâmpadas acesas e ramos de murta, o cortejo de jovens chega para buscar Maria da casa da Anunciação e conduzi-la, cem passos adiante, até a casa de José.

Semelhante à casa de Maria, esta inclui uma gruta em calcário, com uma janela de sótão com vista para o jardim – será a cela de Maria – e um anexo de alvenaria, utilizado como cozinha e oficina. Ao lado da bancada de trabalho havia uma esteira onde José descansava. Continuar lendo

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – FEVEREIRO/25

Caros fiéis,

Nas missas de casamento, as feministas pulam em seus bancos quando ouvem a carta de São Paulo aos Efésios: “Mulheres, sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu corpo místico, cuja também é o Salvador”. Mas não devemos nos esquecer de meditar no que vem a seguir: “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”. São Paulo estabelece um padrão muito alto para os esposos. Nosso Senhor morreu nos piores sofrimentos para salvar sua Igreja. Que esposa não gostaria de ser submissa a um marido assim?

O termo submissão é muitas vezes mal interpretado, como se fosse um tipo de escravidão. Nada poderia estar mais longe da verdade! Nosso Senhor é a cabeça; em outras palavras, aquele que dá a direção e os meios de salvação. Ninguém exerce sua autoridade legitimamente a menos que seja para o bem de seus subordinados.

A autoridade não pode ser inventada. Ela é recebida. O Filho é enviado pelo Pai. Os Apóstolos são enviados por Nosso Senhor. Os filhos recebem seus pais da Providência. Eles não os escolhem. Continuar lendo

A IGREJA, MESTRA DA FÉ E DA LITURGIA

A liturgia não é uma questão de gosto pessoal. Nossas razões para amar a Missa de sempre são eminentemente mais profundas.

Fonte: L’Aigle de Lyon n° 377 – Tradução: Dominus Est

Existe uma relação necessária entre o culto e fé. A liturgia traduz o dogma em fórmulas, em gestos. Santo Agostinho afirma que a liturgia é a expressão pública de nossa fé. As festas litúrgicas são, de certa forma, um Credo recitado em um ano: a Natividade, a Paixão, a Santíssima Trindade, a Eucaristia… É através da liturgia que nos elevamos a Deus e que professamos a fé católica. A forma como rezamos diz muito sobre nossa fé. O Cardeal Journet disse: ” A liturgia e a catequese são as duas mandíbulas da tenacidade com que se arranca a fé”.

Não basta professar sua fé de forma privada. Nas palavras do Papa Pio XII: “ A liturgia é o culto público que o nosso Redentor presta ao Pai como chefe da Igreja. É também o culto prestado pela sociedade dos fiéis ao seu fundador e, através dele, ao Pai Eterno: é, numa palavra, o culto integral do Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, da Cabeça e seus membros. (1). A liturgia constitui uma função vital de toda a Igreja e não apenas de um determinado grupo ou movimento. A Igreja, como sociedade, presta o culto devido a Deus. Com efeito, o homem não é um elétron livre, nem os movimentos existentes nas paróquias são independentes. Pertencemos à Igreja e, por conseguinte, devemos rezar e professar nossa fé como membros desta sociedade que é a Igreja.

Por conseguinte, as regras litúrgicas só podem depender da autoridade da Igreja. Ela é a guardiã da fé. A Igreja recebe, então, a tarefa de zelar pela santidade do culto divino. As cerimônias, os ritos, os textos, os cantos estão sujeitos à autoridade da Santa Sé. Assim, os papas sempre acompanharam de perto os diferentes ritos, proibindo uns e permitindo outros. Entre os vários Dicastérios da Cúria Romana, existe um que rege a liturgia desde 1588: a Sagrada Congregação dos Ritos. Ela está envolvida na publicação de livros litúrgicos e na preocupação com a unidade litúrgica. Daí a sua vigilância atenta que evita abusos e desvios. Que nossos leitores fiquem tranquilos, uma reforma só é legítima na medida em que conduz ao bem comum. O Papa não pode fazer o que quiser com a liturgia. Continuar lendo

VER DEUS?

Os discípulos ouviram Jesus e seguiram-no.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Simples assim… seguiram Jesus. Aliás, tão fácil quanto os outros, que posteriormente seguirão Jesus ao abandonar seus barcos, seus livros contábeis, suas vidas. O que viram, então, estes que O seguiram, para segui-Lo tão facilmente? Há apenas uma única resposta possível, que somente aqueles que não têm hesitado em seguir Jesus compreendem: “O Senhor está aqui, Ele te chama”.

No livro do Êxodo, nesse diálogo inaudito com o Eterno, Moisés procurou inverter a ordem da iniciativa divina pedindo permissão para vê-Lo face a face. Esse pedido foi recusado: “Não poderás, porém, ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e viver.” Contudo, diante da insistência de Moisés, o Eterno aceitou uma espécie de acordo. “Eis um lugar junto de mim, tu estarás sobre aquela pedra. Quando passar a minha glória, eu te meterei na concavidade da pedra, e te cobrirei com a minha mão, até que tenha passado. Depois tirarei a minha mão e tu me verás pelas costas; o meu rosto não o poderás ver”. Moisés viu Deus, mas de costas, no exato momento em que Ele desaparecia atrás da montanha.

Às margens do Rio Jordão, Jesus sabe para onde vai. Ele se detém e se volta para André e João… “Todos nos participamos da sua plenitude, e recebemos graça sobre graça”, dirá o último. Moisés não pôde ver a glória de Deus senão de costas, e eis que, quanto a estes homens, Deus se mostra pelo rosto de seu Filho. O rosto de Jesus não os matará, senão de amor. Continuar lendo

EXORCISTAS LANÇAM UM GRITO DE ALERTA

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A Associação Internacional de Exorcistas, Associação fundada em 1994 e reconhecida em 2014 como Associação privada de fiéis de direito pontifício, tem como objetivo principal servir aos sacerdotes que exercem o Ministério de Exorcista na Igreja Católica. Ela reúne mais de 900 exorcistas e 130 auxiliares.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em 6 de janeiro de 2025, a Associação publicou um documento propondo “algumas observações sobre certas práticas pastorais equivocadas”, que distorcem ou desconsideram as instruções da Igreja e os elementos de prudência que devem cercar o exercício do delicado ministério de exorcista.

O aumento da demanda

O texto constata o aumento de pedidos de pessoas “convencidas de serem vítimas de uma ação extraordinária do demônio, em uma das suas diversas formas”. Às vezes, porém, a intervenção de terceiros, incompetentes e sem discernimento, interfere no exame regular do caso. É por isso que os exorcistas fornecem dez esclarecimentos “para lançar luz sobre certas situações repreensíveis”.

1. Advertência contra a improvisação e o sensacionalismo

Certos sacerdotes, pessoas consagradas e leigos utilizam meios arbitrários, não autorizados pela autoridade eclesiástica competente. Mais grave ainda, eles dissuadem os fiéis de recorrer ao exorcista oficial de sua diocese, sugerindo que recorram a outros exorcistas “mais poderosos” ou apoiem a ideia de uma presença demoníaca que eles identificam erroneamente. Continuar lendo

PROVAÇÕES NO CASAMENTO

Aceitas em um espírito de fé e acolhida das graças atuais, estas experiências dolorosas levam os esposos a perceber que o “julgo do Salvador é doce e seu fardo é leve”. (Mt 11, 30)

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O apoio mútuo no casamento é uma das mais belas realizações da caridade fraterna descrita por São Paulo ao longo de suas epístolas. Conhecedor dos diversos destinos, seja de ordem natural ou de ordem sobrenatural, tanto das alegrias quanto dos sofrimentos, ele encontra uma aplicação particular quando o sofrimento comum se refere ao fim original do matrimônio (procriação e educação dos filhos), seja pela esterilidade, seja pela malformação, seja, enfim, pela morte de uma criança de tenra idade. No espírito de fé e acolhida das graças atuais concedidas, os lares atingidos por uma ou outra destas três provações sentirão que “o julgo do Salvador é doce e seu fardo é leve” (Mt 11, 30). É a esta dupla percepção que o presente artigo deseja contribuir.

Aqui, a nossa abordagem da esterilidade não será, evidentemente, médica, mas teológica e espiritual.

Hoje, os maiores afastamentos em relação à moral são vistos mesmo entre os batizados. Sem falar do aborto decidido depois que uma anomalia fetal grave foi identificada, deploram, por exemplo, que algumas pessoas casadas na Igreja se separem porque não conseguem conceber e vão tentar a sorte em outro lugar. Continuar lendo

A CONVERSÃO DE NOSSOS PRÓXIMOS

 

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Hoje em dia Satanás exerce sobre nós um poder sedutor, não similar, mas sim infinitamente mais poderoso. Suas “sereias” são numerosas: a televisão, os filmes, internet, a educação, os governos, a falsa espiritualidade … e nos cantam continuamente “venha, venha conosco fazer o que todos fazem e serás feliz”. No seu conjunto é um rolo compressor que é muito difícil escapar, e como se estivéssemos no barco de Ulisses sem tampões ou nós, vamos vendo com horror como a grande maioria dos nossos entes queridos vão caindo lentamente em seus braços.

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FESTAS DE “DESPEDIDA” ORGANIZADAS NOS EUA PARA BANALIZAR O “SUICÍDIO ASSISTIDO”

Des "soirées suicides" organisées aux Etats-Unis pour banaliser le suicide assisté

Iniciativas mortais estão contaminando cada vez mais a sociedade ocidental. Eis uma nova e assustadora ilustração que surgiu nos Estados Unidos.

Fonte: Médias-Presse-Info – Tradução: Dominus Est

Organizações mortais

No início da década de 1990, uma senhora idosa gravemente doente organizou o que foi chamado de “festa suicida” em seu apartamento. O evento, que deveria consistir em se despedir de seus amigos antes de tirar a própria vida, terminou com a intervenção de seus parentes, levando-a a abandonar temporariamente sua decisão. Entretanto, uma vez influenciada pela literatura pró-suicídio da Hemlock Society, a mulher infelizmente tirou a própria vida.

Hoje, o que antes era impensável está se tornando normal. Festas e cerimônias suicidas, promovidas pelo movimento do suicídio assistido, são cada vez mais comuns e noticiadas na mídia americana. Um caso recente, relatado pela publicação Reasons to Be Cheerful, conta a história de uma enfermeira que, sofrendo de esclerose lateral amiotrófica, realizou a sua própria cerimónia de fim de vida em sua casa. Na cerimônia, ela foi acompanhada por seus entes queridos e por uma “mulher especializada em apoio ao fim da vida”.

“Cafés da Morte”

As organizações que promovem o suicídio assistido usam uma variedade de meios para influenciar a opinião pública e provocar uma mudança cultural significativa que rejeita todo o sofrimento, mas banaliza a morte. Os “cafés da morte”, espaços destinados a discutir a morte, tornaram-se até populares em algumas cidades americanas. Continuar lendo

A SAGRADA FAMÍLIA, MODELO PARA TODAS AS FAMÍLIAS DO MUNDO

Fonte: Blog de Aldo Maria Valli – Tradução: Dominus Est

Não sabeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai? (Lc 2, 41-52)

Hoje celebramos o Domingo da Sagrada Família, modelo para todas as famílias do mundo.

Nunca antes a família foi submetida a ataques tão violentos. O demônio sabe muito bem que lhe resta pouco tempo e tenta, de todas as maneiras, lançar ataques terríveis à instituição divina da família. Ataques vindos de todos os lados, muitas vezes até mesmo do clero. Falamos, evidentemente, da família instituída por Deus, composta por pai, mãe e filhos. Porém, é verdade, há casais que não podem ter filhos por mil razões, mas também essa é uma família quando marido e mulher selaram sua união com o sacramento do matrimônio.

Inversamente, nem tudo o que o mundo hoje quer fazer passar por “família” o é. Hoje em dia já não se contam os divórcios, separações ou as chamadas famílias alargadas e alternativas. Já houve, inclusive, quem quisesse colocar duas estátuas de São José, ou duas estátuas de Nossa Senhora no presépio, para acompanhar os tempos, para se passar por transgressor. O problema é que estas mensagens distorcidas, muitas vezes, vêm do ambiente de uma Igreja que perdeu completamente seu rumo, mesmo com a aprovação dos bispos responsáveis. Continuar lendo

NÃO COLOQUE SUAS ORAÇÕES DE FÉRIAS

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Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada.

Fonte: Lou Pescadou n° 201  – Tradução: Dominus Est

Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se aproximavam, nossos professores nos advertiam: as férias são um bom teste para mensurar o fervor. Longe da vida comunitária, sem parte dos serviços em comum, pode ser difícil manter uma vida de oração tão fervorosa como no seminário. Esta observação também pode ser feita a vocês, queridos fiéis. Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Assim, para ajudá-lo a não colocar a oração de férias, gostaríamos de relembrar algumas verdades sobre essa “elevação de nossa alma a Deus”.

A primeira coisa a se convencer é que a oração é necessária. Em outras palavras: não pode não ser. É a respiração da alma. Respiramos para nos mantermos vivos. Rezamos para permanecermos unidos ao Autor da Vida. Entrentanto, uma objeção pode surgir na cabeça das pessoas: mas por que rezar, falar com Deus, fazer pedidos a Ele, já que Ele conhece tudo? O catecismo do Concílio de Trento responde. Ele diz que não somos animais sem razão, e que Deus não é uma abstração, um ser imaginário. É uma Pessoa, é nosso Pai. Portanto, é normal que seus filhos conversem com Ele. É claro que Deus poderia nos atender sem nenhum pedido, sem nenhuma oração. Mas se obtivéssemos tudo sem pedir, acabaríamos nos esquecendo do Deus para o qual fomos feitos. É por isso que Nosso Senhor Jesus Cristo diz: Devemos sempre orar (Lc 18, 1). E acrescenta um argumento decisivo, o da nossa fraqueza: Sem mim nada podeis fazer (Jo 15,5); vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26,41).

O Papa Pio XII, em um discurso aos pregadores da Quaresma, disse em 1943: Ninguém pode, sem oração, guardar a lei divina por muito tempo e evitar uma falta grave. Porque a oração, diz o teólogo Garrigou-Lagrange, é o meio normal, universal e eficaz pelo qual Deus deseja que obtenhamos todas as graças atuais de que necessitamos. Lembremos que essas graças atuais são ajudas temporárias de Deus, para fazer o bem e evitar o mal. Continuar lendo

OS REIS MAGOS, MESTRES DA VIDA ESPIRITUAL

Assim como eles, sigamos a estrela da nossa fé. 

Se a perdermos de vista, mantenhamos sempre o mesmo caminho.

Fonte: La lettre de saint Florent n° 301 – Tradução: Dominus Est

A chegada dos Magos ao presépio (Mt 2,1-12) inspirou numerosos pregadores. Em um sermão sobre a Epifania, o jesuíta Louis Bourdaloue (1632-1704) evoca a verdadeira sabedoria “que consiste em procurar e encontrar Deus”. No início, no progresso e no aperfeiçoamento de sua fé, os Magos encorajam-nos a acolher a graça e a perseverar, deixando-nos guiar pela sabedoria divina.

Responder ao chamado da graça

O Evangelho observa: “Vimos a sua estrela e viemos”. Assim que discerniram o chamado de Deus, os Magos puseram-se a caminho. “Enquanto uma nova estrela brilhava externamente em seus olhos”, uma “luz secreta” entrava em seus corações. Movidos pela graça, estes sábios respondem ao seu Deus que espera “louvores de todas as nações”.

A disposição desses homens contrasta com a falta de entusiasmo que manifestamos quando o Espírito Santo nos sugere um bom projeto, cuja realização atrapalharia nossos planos. A prontidão dos Magos em seguir a estrela destaca os atrasos “imprudentes e insensatos que levamos todos os dias no cumprimento das ordens de Deus e em fazer o que a graça nos inspira Continuar lendo

D. LEFEBVRE: SERMÃO DE NATAL DE 25 DE DEZEMBRO DE 1977

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Meus caros amigos,

Meus caríssimos irmãos,

Os santos evangelhos, na narração que nos fazem de todos os acontecimentos que cercam a vinda de Jesus sobre a terra, a Encarnação de nosso Salvador, os santos Evangelhos nos manifestam a ação extraordinária que os santos Anjos desempenharam no anúncio da Boa Nova.

Nosso Senhor ainda não havia chegado. Nosso Senhor ainda não havia aparecido em público para cumprir esta evangelização, parece que Deus quis que, em primeiro lugar, os anjos fossem encarregados disso.

Notem que antes, para o Percursor, para São João Batista, é o anjo Gabriel quem vem visitar Zacarias e lhe anuncia que ele terá um filho que será o Precursor do Salvador.

Porém Zacarias duvidou da palavra do Anjo, e, apesar disso, o anjo lhe disse explicitamente: “Sou Gabriel, o anjo que vem anunciar-vos estas coisas, e porque hesitastes em acreditar, ficareis mudo até o nascimento do Filho que Deus vos envia.

Depois, ainda é um anjo que vem visitar a Santíssima Virgem Maria, que também vem lhe anunciar a notícia extraordinária de que ela seria a mãe de Jesus, de que ela seria a mãe do Salvador. Poder-se-ia acreditar que a Santíssima Virgem também demonstrou uma certa hesitação em aceitar a palavra do anjo. Continuar lendo

D. LEFEBVRE: SERMÃO DE NATAL: “ESTAMOS REALMENTE VIVENDO COM JESUS?” (25/12/78)

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Clique na imagem para ouvir D. Lefebvre

Caríssimos amigos

Caríssimas irmãs

A Igreja, durante a preparação desta festa do Natal – durante o Advento – evoca três tipos de vindas de Nosso Senhor junto a nós:

  1. A primeira é aquela pela qual celebramos hoje, particularmente, e que nos recorda a festa do Natal: a vinda de Nosso Senhor entre nós, através da Santíssima Virgem Maria.
  2. A segunda é evocada nos textos que a Igreja nos apresenta durante o Advento: da vinda de Nosso Senhor no fim do mundo, para julgar os homens.
  3. Finalmente, a terceira vinda de Jesus entre nós é aquela que se realiza em cada um de nós: a vinda de Jesus às nossas almas.

E, em suma, se meditarmos um pouco nos textos que a Igreja nos propõe durante estas semanas, percebemos que a vinda mais importante é aquela que diz respeito a nós mesmo. Pois se Nosso Senhor quis descer à terra, é por nós, é para nossa salvação. E se Nosso Senhor virá sobre as nuvens do Céu para nos julgar, é também para saber o que temos feito com os meios que Nosso Senhor nos deu para alcançar nossa salvação.

E a festa do Natal é a que mais evoca, em nós e para nós, a ida de Jesus a Belém, que nos dá lições admiráveis. Porque quando Nosso Senhor vier nas nuvens do Céu, Ele nos perguntará: “O que fizestes com tudo o que eu fiz por vós? Como me recebestes durante sua peregrinação nesta terra? Como me recebestes em minhas mensagens? Como recebestes meus apóstolos? Como recebestes meu Sacrifício, meus sacramentos?”

Então, qual será a nossa resposta? Que ela seja, meus caríssimos irmãos, a primeira que foi dada pela Santíssima Virgem Maria. Como Maria recebeu Jesus? Com ação de graças. Como vos disse ontem, ela cantou seu Magnificat. Ela O recebeu com toda a sua alma ao pronunciar o seu Fiat. Continuar lendo

CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX AOS AMIGOS E BENFEITORES – N° 93

Mitte operarios in messem tuam.
Enviai operários à vossa messe.

Fonte: FSSPX

Caros fiéis, amigos e benfeitores,

Dentro de poucos dias terá início um novo Ano Jubilar para a Igreja. Em 20 de agosto do próximo ano, muitos de nós, espero, encontrar-nos-emos em Roma. Lá, evidentemente, daremos um testemunho de fé: uma fé recebida da Igreja por sua Tradição, uma fé viva que, por nossa vez, temos o dever de transmitir tal como a recebemos, isenta de qualquer compromisso com o espírito do mundo. 

Possa este jubileu ser igualmente um testemunho de esperança, especialmente em relação ao futuro da Igreja e sua indefectibilidade. Com efeito, se somos profundamente ligados à Roma de sempre, devemos nos preocupar intimamente com a Igreja de amanhã. Naturalmente, conhecemos a promessa de Cristo de estar com ela até o fim dos tempos, apesar das investidas do inferno. Contudo, devemos compreender que esta promessa implica, necessariamente, a nossa participação: Nosso Senhor conta com os nossos esforços, suscitados e fecundados por sua graça, para garantir à Igreja a sua indefectibilidade.

Concretamente, que esforços são estes que Nosso Senhor espera que façamos para assegurar o futuro da Igreja? Podemos resumi-los em nosso labor comum em fazer desabrochar numerosas e santas vocações, tanto religiosas quanto sacerdotais. Os santos e os papas não deixam de repeti-lo: um povo só é santo graças a um clero santo, e uma civilização só se torna cristã na medida em que ela é fecundada por santos religiosos. Logo, preocupar-se com a Igreja de amanhã é trabalhar com todo o nosso poder no surgimento, formação e perseverança destas vocações. Continuar lendo

DAI-NOS VOCAÇÕES RELIGIOSAS!

Pelo Pe. Martellière, FSSPX

Fonte: FSSPX Distrito de Benelux – Tradução: Dominus Est

Raríssimas são as redes sociais que falam da crise atual na verdade de Deus. Com efeito, o infortúnio de nosso tempo reside na falta de padres que ofereçam santamente o santo Sacrifício da Missa, em vista de apaziguar a justiça de Deus. A mensagem que guia o nosso pensamento é a de Nossa Senhora de La Salette, de 19 de setembro de 1846.

Por um lado, o que estas redes sociais também não evocam é a consideração da beleza celeste de nossa religião e da união íntima e mística com o nosso Redentor. A alma que entra na imensidão da sabedoria e do amor da Santíssima Trindade encontra a plenitude da alegria, pois as perfeições de Deus satisfazem perfeitamente as aspirações legítimas de nossas inteligências e de nossas vontades. O culto que prestamos a Deus não tem outro ideal senão fazer Sua graça viver em nossas almas. O que alegra a Deus tanto quanto a nós. Assim, quanto mais tivermos santos padres, mais as bênçãos divinas cairão em abundância sobre os homens. Por outro lado, se os homens rejeitam constantemente e violentamente a presença divina, como Deus, como bom Pai, não se irritaria?

Religião encarnada

Como aprendemos em nosso catecismo, Deus, o Ser infinitamente perfeito, sustenta a nossa existência ao nos comunicar a todo instante sua potência para vir habitar em nosso ser intimamente. Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, se encarna sobre a terra afim que O recebamos em nossa inteligência, vontade e coração, e isso por meio da Santa Comunhão. Todavia, em vista de restabelecer a amizade mística entre Deus infinitamente bom e uma humanidade ferida pela falta original, o Santo Sacrifício expiatório da Missa redime, para cada um de nós, os pecados da inteligência, da vontade e do coração. Continuar lendo

CANTONEIROS DE CRISTO

Durante o tempo do Advento, a Igreja convida-nos a ouvir São João Batista, para que no dia de Natal possamos acolher com amor a vinda de Jesus.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

São João Batista é chamado de Voz, porque foi o Precursor do Verbo”, ensina São João Crisóstomo. O que essa voz nos diz? Preparai o caminho ao Senhor, endireitai as suas veredas; todo o vale será terraplanado, todo o monte e colina serão arrasados, os caminhos tortuosos tornar-se-ão direitos, os escabrosos planos; e todo o homem vera a salvação de Deus” (Lucas, 3, 4–6).

Espiritualmente falando, somos chamados a fazer o trabalho de um “cantoneiro”. As graças da Natividade serão proporcionais a esta obra durante o Advento. Para que Jesus venha até nós é preciso endireitar os caminhos da nossa alma. É preciso preencher os vales, as depressões e os abismos da nossa vida cristã: a tibieza, o desânimo, a mesquinhez e a ausência de boas obras. Descer nossas montanhas ou colinas, as edículas, os montes, vaidade, orgulho, arrogância. Endireitar os caminhos tortuosos, purificar o nosso olhar, evitar esse estrabismo incômodo: um olho no nosso ego, no mundo e nas suas sereias e outro em Deus e na sua santa lei. Não é como um slalom, mas “como uma bala de canhão que segue em direção ao Céu”, dizia o Cura d’Ars. Unir os caminhos acidentados, praticar a doçura e a benevolência para com o próximo, sobretudo no seio da família.

Preparai, portanto, com uma vida santa, preparai o caminho do Senhor no vosso coração; endireitai a senda da vossa vida pela excelência e perfeição das vossas obras, para que a palavra de Deus penetre em vós sem obstáculos” (Orígenes). Continuar lendo

O BOM GOSTO PARA EMBELEZAR O CULTO

Se o culto é digno, as almas encontrarão Deus nele, e o próprio Deus é inclinado à misericórdia.

Fonte: Le SeignadouTradução: Dominus Est

O Papa São Pio X escolheu o dia de Santa Cecília, padroeira da música, para publicar o motu proprio Tra le sollicitudini. Neste motu proprio, aquele que acabara de subir ao trono de Pedro tomou medidas para restaurar o canto gregoriano e pôr fim aos abusos que haviam se infiltrado nas igrejas ao longo dos séculos, muitas vezes transformando edifícios sagrados em locais de culto mundano, onde as pessoas iam mais para ouvir alguma diva cantar do que para elevar orações ao céu. “E debalde se espera que para isso desça sobre nós copiosa a bênção do Céu, quando o nosso obséquio ao Altíssimo, em vez de ascender em odor de suavidade, vai pelo contrário repor nas mãos do Senhor os flagelos, com que uma vez o Divino Redentor expulsou do templo os indignos profanadores.

A música sacra, ensina o Papa, está a serviço da liturgia e deve assumir as suas características principais que são a “santidade” e a “universalidade”. A música é sagrada na medida em que faz eco da liturgia, ou seja, tanto por meio do texto quanto da melodia e pela maneira como é executada, eleva as almas e facilita a sua compreensão e união com os mistérios realizados no altar. Embora o Papa, no início do século XX, estivesse pensando principalmente na música excessivamente exuberante do século XVIII italiano, suas palavras se aplicam bem a todas as piegas melodias que nos chegam dos círculos carismáticos e que, infelizmente, ouvimos cada vez com mais frequência nos casamentos de nossos fiéis. O ressurgimento destas melodias revela uma dupla falha: falta de cultura musical e falta de piedade, demasiadamente propícia ao sentimentalismo. Continuar lendo