Arquivos da Categoria: Espiritualidade
OS BENS DO CÉU SÃO INEFÁVEIS
O PENSAMENTO DA MORTE FAZ PERDER O APEGO AOS BENS DO MUNDO
NECESSIDADE DUM DIRETOR ESPIRITUAL PARA ENTRAR E PROGREDIR NOS CAMINHOS DA DEVOÇÃO
Querendo Tobias mandar o filho a uma terra longínqua e estranha, disse-lhe: “Vai em busca de algum homem que te seja fiel, que vá contigo”. É o que te digo também a ti, Filotéia; se tens uma vontade sincera de entrar nas veredas da devoção, procura um guia sábio e prático que te conduza. Esta é a advertência mais necessária e importante.
“Em tudo o que fazemos — diz o devoto Ávila — só temos certeza de estar fazendo a vontade de Deus, enquanto não nos apartamos daquela obediência submissa, que os santos tanto encomendaram e praticaram tão fielmente”
Ouvindo Santa Teresa da austeridade e penitencias de Catarina de Cardona, concebeu grande desejo de imitá-la e foi tentada a não seguir o seu confessor, que lho proibia.
Entretanto, como se submetesse, Nosso Senhor lhe disse:
“Minha filha, o caminho que segues é bom e seguro; tu estimavas muito essas penitencias, mas eu estimo mais ainda tua obediência”
Desde então ela devotou-se tanto a esta virtude que, além da obediência devida a seus superiores, ela se ligou, por um voto especial, a seguir a direção de um homem prudente e de bem, o que sempre a edificou e consolou muito. De modo semelhante, já antes e depois dela, muitas almas santas, que queriam viver inteiramente sob a dependência de Deus, submeteram a sua própria vontade a de um de seus ministros. É essa a sujeição humilde que Santa Catarina de Sena tanto encomia em seus diálogos. Foi também a prática da santa princesa Isabel, que prestava uma obediência perfeita a direção do sábio Conrado. Nem outro foi o conselho que, ao morrer, deu a São Luís, seu filho. Continuar lendo
NÃO SE PERDOA A TODOS O MESMO NÚMERO DE PECADOS
OUTRA MEDITAÇÃO PARA O XI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES:O SURDO-MUDO E AS CONFISSÕES SACRÍLEGAS
Sumário. O surdo-mudo de quem fala o Evangelho é uma imagem daqueles pecadores que por vergonha calam os pecados na confissão e agravam a alma com sacrilégios horrorosos. Meu irmão, se, por desgraça fores do número daqueles infelizes, pede a Jesus Cristo que renove em ti o milagre; e que, para te levar a desatar a língua, te abra primeiro os ouvidos, afim de que compreendas as ilusões do demônio. Reflete que, enquanto estás meditando, tantas pobres almas estão ardendo no inferno, por terem, como tu, calado os pecados na confissão.
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O surdo-mudo de quem fala o Evangelho, é uma imagem daqueles pecadores que por vergonha calam os pecados na confissão e agravam a alma com sacrilégios horrorosos. Para curar semelhantes infelizes e induzi-los a fazerem uma confissão sincera, é necessário que Jesus Cristo, como fez com o surdo-mudo, os tire à parte de entre a multidão de tantos pensamentos mundanos, e que, antes de lhe desatar a língua, lhes abra os ouvidos, afim de que compreendam bem as ilusões do demônio.
Representemo-nos uma pessoa que, cega por alguma paixão, caiu em um falta grave. Afim de que ela não procure recuperar a graça de Deus, o demônio restitui-lhe o pejo, que primeiro lhe tirou para pecar, e diz: “Que dirá o teu confessor, quando ouvir a tua queda? De certo, sabendo a tua fraqueza, t’a lançará em rosto e se irritará”. – Eis aí a primeira ilusão do demônio; eis aí como o lobo infernal agarra as ovelhas de Jesus Cristo pelo pescoço, para que não possam gritar por socorro.
Que dirá o Confessor? Responde: Dirá que sou um infeliz, como são quantos vivem neste mundo, e que estou exposto a cair; dirá que, se pratiquei o mal, fiz também uma ação gloriosa, vencendo a vergonha e confessando sinceramente o meu pecado. Continuar lendo
XI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O MILAGRE DO SURDO-MUDO E OS ESPIRITUALMENTE MUDOS
MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DE HUMILDADE
DAS HUMILHAÇÕES E DESPREZOS QUE JESUS CRISTO SOFREU
A MISSA É UM SACRIFÍCIO DE AGRADECIMENTO PROPORCIONADO À DIVINA BENEFICÊNCIA
PENA DE DANO QUE OS RÉPROBOS SOFREM NO INFERNO
A ALMA CULPADA DIANTE DO JUIZ DIVINO
MALÍCIA DO PECADO MORTAL
DÉCIMO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O FARISEU E O PUBLICANO
MARIA SANTÍSSIMA É O REFÚGIO DOS PECADORES
O ABANDONO DE JESUS SOBRE A CRUZ E A PENA DE DANO NO INFERNO
DA ORAÇÃO FEITA DIANTE DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
CONDIÇÕES DA ORAÇÃO
A MORTE DOS SANTOS É PRECIOSA
OTIMISMO NA JUVENTUDE – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE
Eis algumas palavras do monsenhor Marcel Lefebvre sobre os jovens velentes que escapam da influência do atual ambiente corrompido e que representam uma verdadeira esperança para a Igreja.
Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est
Outra razão para o otimismo é o Espírito Santo, que trabalha em tantos jovens como em um novo Pentecostes. Como é possível que tantos jovens, tão bem formados, entusiastas e apaixonados como os outros, entre os que vivem, não se tenham deixado contaminar pela contestação, pelo espírito de rebeldia ou pela busca de prazeres? Como escaparam da influência de um ambiente intelectualmente corrompido e muitas vezes moralmente? Este é claramente o milagre que se manifesta diante de nós de uma maneira cada vez mais evidente. Há grupos de jovens, geralmente universitários ou jovens empregados, seja na França, na Itália ou na América do Sul, que são a verdadeira esperança da Igreja. A imprensa mundial não se ocupa com tais jovens nem com suas atividades. Prefere hippies, os cabeludos e outras espécies de desequilibrados, e também se interessa pelos autênticos anarquistas, como Cohn Bendit e outros parecidos.
Não podemos deixar de comprovar que está surgindo uma nova juventude, diante de outra decadente, desequilibrada, sedenta por rebelião, destruição e contestação. Temos que fazer todos os esforços necessários para sustentar a juventude sã e autenticamente cristã. Dela surgirão cada vez mais numerosas as boas vocações sacerdotais e religiosas e, certamente, também dela emergirão novas fundações cheias de vitalidade à medida que se nutrem nas verdadeiras fontes tradicionais de santidade. Dela sairão as verdadeiras famílias cristãs, sãs e com muitos filhos, e igualmente cidadãos clarividentes, velentess e capazes de fazer valer suas convicções religiosas em todas as esferas da vida individual e social.
De agora em diante, não é mais tempo para compromissos, diálogos de surdos ou mãos estendidas ao demônio; o que existem são crentes e não-crentes, verdadeiros adoradores de Deus e ímpios; aqueles que acreditam numa moral individual, social, econômica e política estabelecida por Deus e procuram submeter-se a ela, e aqueles que inventam uma moralidade a serviço de seus instintos egoístas.
Há de se escolher. Agora, uma juventude mais numerosa do que se pensa já escolheu, como os cruzados de outra época ou como os filhos de São Francisco, confiando na Cruz de Jesus Cristo, pelo qual eles vencerão.
Cartas Pastorais e Escritas – Mons. Marcel Lefebvre +
IMPORTÂNCIA DO ÚLTIMO FIM
NONO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: A RUÍNA DE JERUSALÉM E O FIM DE UMA ALMA DESCUIDADA
O DEVOTO DE MARIA SANTÍSSIMA DEVE IMITAR-LHE AS VIRTUDES
DESEJO DE JESUS DE SOFRER POR NÓS
SANTO AFONSO, MODELO DE DEVOÇÃO A JESUS SACRAMENTADO
A VIDA DOS RELIGIOSOS É MAIS SEMELHANTE À DE JESUS CRISTO
06 DE AGOSTO: TRANSFIGURAÇÃO DE NOSSO SENHOR
Hoje comemoramos a Transfiguração de Nosso Senhor.
Tratando desse assunto, Santo Tomás discorre 4 artigos:
Uma Meditação de Santo Afonso de Ligório em relação ao tema pode ser lida clicando aqui.
REMORSO DO CONDENADO: EU ME CONDENEI POR UM NADA
A CONFISSÃO GERAL
DISCÍPULO — Padre, uma última pergunta. O quê é a Confissão geral?
MESTRE — Chama-se confissão geral a revisão de todas as culpas cometidas durante a vida, ou em grande parte dela.
DISCÍPULO — E a confissão geral é necessária?
MESTRE — Para muitos pode ser necessária; para outros é somente útil, enquanto que para alguns é nociva.
DISCÍPULO — Em que caso é necessária?
MESTRE — É necessária quando as confissões precedentes foram sacrílegas ou então nulas.
DISCÍPULO — E quando é que as confissões são sacrílegas? e quando são nulas?
MESTRE — As confissões são sacrílegas quando se calaram propositadamente culpas graves, sabendo que tinha obrigação de confessá-las; ou então quando não sentimos a dor necessária ou não fizemos o propósito de evitar o pecado no futuro. São nulas, quando o penitente ignorava essa falta de dor e de propósito.
DISCÍPULO — Então, quais são os que têm necessidade de uma confissão geral?
MESTRE — Tem necessidade absoluta de fazer uma confissão geral, quem, seja por malícia, seja por vergonha, calou ou negou nas confissões precedentes algum pecado mortal ou então alguma circunstância que muda a espécie do pecado; ou não indicou com precisão o número dos pecados mortais que conhecia bem; ou exprimiu suas culpas ao confessor de tal modo que ele não as compreendeu; ou então o enganou com mentiras graves quando respondeu às suas perguntas. Continuar lendo
























