OBEDIÊNCIA AO CONFESSOR, RESPEITO E GRATIDÃO

Resultado de imagem para confissãoDISCÍPULO — Padre, e da obediência ao Confessor o senhor não diz nada?

MESTRE — A obediência ao confessor é virtude tão necessária ao proveito da alma, que se ela faltar ou for defeituosa, todos os esforços serão inúteis. Ela, diz o Beato Cafasso, não conhece nem inferno, nem purgatório, mas só o Paraíso.

DISCÍPULO — Em quê consiste essa obediência?

MESTRE — Consiste em estar-se sinceramente disposto a fazer, omitir tudo e logo, o que o Confessor mandar.

DISCÍPULO — Dizer é fácil! Mas quando não se consegue?

MESTRE — Quanto a conseguir, isto é questão de tempo e depende da graça de Deus, o qual dará o seu auxílio em proporção aos esforços e à obediência de cada uMestre Ninguém fica santo em um dia! O Confessor sabe disso, e não perde a coragem, apesar das caídas repetidas, certo de que dentro de um tempo – mais ou menos breve — ele e o penitente serão consolados pelo êxito mais satisfatório.

Você se lembra que São Felipe Néri trabalhou durante mais de um ano ás voltas com a alma daquele rapaz, sujeito a pecados de impureza, e conseguiu curá-lo inteiramente e fazer dele um anjo de pureza, só com a imposição de voltar á confissão a cada recaída?

DISCÍPULO — Lembro-me muito bem! De modo que, Padre, não convém ficar desgostoso nem desanimar quando não se consegue logo essa obediência?

MESTRE — Pelo contrário; convém humilhar-se sempre mais e renovar confiante os bons propósitos. Esta é a história de quase todos os santos célebres que afinal eram feitos de carne e osso como nós e sujeitos ás mesmas misérias.
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PROPRIEDADES E EXCELÊNCIA DA DEVOÇÃO

Resultado de imagem para rezandoAqueles que desanimavam os israelitas da empresa de conquistar a terra prometida, diziam-lhes que esta terra consumia os habitantes, isto é, que os ares eram tão insalubres que aí não se podia viver, e que os naturais da terra eram homens bárbaros e monstruosos a ponto de comer os seus semelhantes, como gafanhotos. Deste modo, Filotéia, o mundo anda a difamar diariamente a santa devoção, espalhando por toda parte que ela torna os espíritos melancólicos e os caracteres insuportáveis e que, para persuadir-se, é bastante contemplar o semblante enfadonho, triste e pesaroso das pessoas devotas. Mas, como Josué e Caleb que tinham ido explorar a terra prometida, asseguravam que eram, muito ao contrário, paragens deliciosas e encantadoras por sua fertilidade e beleza, assim também todos os santos, animados do Espírito Santo e da palavra de Jesus Cristo, asseveram que a vida devota é suave, aprazível e ditosa.

Vê o mundo que as pessoas devotas jejuam, rezam, sofrem com paciência as injúrias que lhes fazem, cuidam dos enfermos, dão esmolas, guardam longas vigílias, reprimem os ímpetos da cólera, detêm a violência de suas paixões, renunciam aos prazeres sensuais e fazem tantas outras coisas que são de si custosas e contrárias à nossa natureza, mas o mundo não vê a devoção interior, que torna tudo agradável, doce e fácil. Presta atenção às abelhas no lomilho: o sumo que aí encontram é muito amargo, mas, ao chuparem-no, as abelhas o convertem em mel. Confessamos à puridade, almas mundanas, que no começo muitas amarguras encontram as pessoas devotas nos exercícios de mortificação e penitencia, mas com o tempo e a prática essas amarguras se vão mudando em suavidades e delícias.

Os mártires, no meio das chamas e amarrados às rodas, pensam estar deitados num leito de dores, perfumado deliciosamente. Ora, se a devoção pode suavizar por sua doçura os maiores tormentos e a mesma morte, que não fará ela na prática das virtudes, por mais dificultosas e ásperas que sejam! Não se poderá dizer que a devoção é para esses atos de virtude o que o açúcar é para as frutas que ainda estão verdes, suavizando-lhes o sabor, e, se já estão maduras, tirando-lhes o resto que ainda possa sobrar de amargo? Na verdade, a devoção sazona todas as coisas com uma afabilidade extrema; atenua o amargor das mortificações; preserva o pesar dos pobres; consola os oprimidos; humilha o orgulho na prosperidade; soleva o enjoo da solidão; torna recolhidos os que andam a lidar com o mundo; é para nossas almas o que o fogo é no inverno e o orvalho no verão; faz-nos moderados na abundância e pacientes no sofrimento e pobreza; tira proveito tanto das honras, como dos desprezos; enfrenta com a mesma disposição o prazer e a dor e inunda nossa alma duma admirável suavidade. Continuar lendo →

A TIBIEZA

Pe. Michel André

“Ninguém pode servir a dois senhores: odiará a um e amará ao outro;
ou se apegará a um e desprezará o outro”. (Mt 6, 24).

A exemplo de alguns Padres da Igreja, pode-se ver em Mamon, o falso deus sobre que fala Nosso Senhor, não apenas o dinheiro, mas também outros apegos terrestres, materiais, que entravam o progresso espiritual.

Quero-vos falar da tibieza, doença da alma muito comum – ela contagia a metade ou bem três quartos dos cristãos que estão em estado de graça; e isso é realmente terrível, já que é preciso crer nas palavras da Escritura: “Deus vomita os mornos de sua boca”, i. é, ele os expulsa para longe de si, e por conseqüência, essas almas estão em grande perigo de cair no inferno eterno, caso não mudem de vida.

Ora, a tibieza, que afeta tanto os clérigos – i. é, os padres e os bispos – quanto os laicos, se encontra em três tipo de pessoas:

  1. Em primeiro lugar, as que saíram duma má vida, em estado de pecado mortal, para retornar a uma vida normal, em estado de  graça. Mas então, satisfeitas consigo mesmas, cessam os esforços e não querem mais se elevar…
  2. Há aquelas que, depois de atingirem uma vida fervorosa, amiúde bem jovens, esfriam para uma vida de tibieza, de mediocridade. Deus vela para que não despenhem para muito baixo! É o caso de inúmeros religiosos, se se levar em conta as palavras da Imitação, e a experiência cotidiana!
  3. Finalmente, há o caso dos cristãos que naturalmente são felizes: eles nunca buscaram se tornar melhores. Deve-se pois sacudir-lhes a indolência, o torpor – eles dormem!; mais das vezes, só de uma coisa precisam: um bom diretor espiritual, que lhes apontará os caminhos da vida perfeita.

Mas em que consiste esta terrível doença espiritual, ignorada por tantos cristãos, e contudo tão difundida? Quais são os sintomas, entre os “bons” cristãos? (Contine a ler)

Pode-se distinguir pelo menos dois: Continuar lendo →

CONTRA AS LÍNGUAS MALDIZENTES

Resultado de imagem para pecado da linguaFilho, não te aflijas se alguém fizer de ti mau conceito ou disser coisas que não gostas de ouvir. Pior ainda deves julgar de ti mesmo, e avaliar-te o mais imperfeito de todos. Se praticares a vida interior, pouco te importarás de palavras que voam. É grande prudência calar-se nas horas da tribulação, volver-se interiormente a mim, e não se perturbar com os juízos humanos.

Não faças depender tua paz da boca dos homens; porque, quer julguem bem, quer mal de ti, não serás por isso homem diferente. Onde está a verdadeira paz e a glória verdadeira? Porventura não está em mim? Quem não procura agradar aos homens, nem teme desagradar-lhes, esse gozará grande paz. É do amor desordenado e do vão temor que nascem o desassossego do coração e a distração dos sentidos.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

MÊS DE JULHO, DEDICADO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO

Resultado de imagem para sangue de jesusFoste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça” (Ap 5,9).

Fonte: Fojitas de Fe, 203, Seminário Nossa Senhora Corredentora
Tradução: 
Dominus Est

A Igreja dedica todo o mês de julho ao amor e adoração do Preciosíssimo Sangue de nosso Salvador Jesus. É justo que nós adoremos na santa humanidade de Cristo, com um culto especial, aquelas partes que são mais significativas de algum mistério ou perfeição divina; e assim honramos:

• SEU CORAÇÃO: para prestar culto ao seu amor infinito;

• SUAS CHAGAS: para prestar culto a suas dores e sua paixão;

• SEU SANGUE: para prestar culto ao preço de nossa Redenção.

No entanto, esse culto do Sangue do Salvador assume um caráter festivo no mês de julho e na festa com a qual este mês inicia. Já na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia e na Sexta-feira Santa o Sangue de Cristo derramado por nós; mas o acento da celebração centrava-se em sentimentos de dor, de compunção, de contrição. A Igreja volta depois a dar culto à Sagrada Eucaristia na festa de Corpus Christi, e também à Paixão e Sangue do Salvador, mas com maior ênfase nos sentimentos de alegria e triunfo.

Por este culto nós agradecemos a Nosso Senhor a Redenção como uma vitória já obtida, e nos exultamos em tomar parte entre o número dos redimidos, daqueles que foram lavados no Sangue do Cordeiro. E prestamos culto de latria ao Sangue do Redentor, reconhecendo especialmente uma virtude salvadora, como se vê:

  • Nas litanias do Preciosíssimo Sangue, em que cada invocação se responde: Salva nos.
  • Na Epístola da Festa do Preciosíssimo Sangue, que assim diz: “Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com que se aspergem os impuros, santificam e purificam pelo menos os corpos, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo?”

1º Figuras do poder salvador do Sangue de Cristo.

Uma belíssima figura do poder salvador do Sangue de Cristo temo-la no Cordeiro Pascal. Deus houvera ordenado a Moisés que punisse o Egito com dez pragas: a décima era a morte de todos os primogênitos do Egito. Mas como fazer para que o anjo da morte não exterminasse também os hebreus? Deus ordenou a Moisés que cada família reservasse um cordeiro, imolasse-o e, com seu sangue, tingisse o lintel das portas dos hebreus; e com isso o anjo exterminador passaria ao largo, e não mataria as casas em cuja entrada visse o sangue do cordeiro. Continuar lendo →

DEVER DE REPARAÇÃO

Pe. Garrigou-Lagrange, OP

“Alter alterius onera portate”.

Levais os fardos uns dos outros

(Gl 6.)

Tratamos recentemente do dever do reconhecimento, convém falar agora do dever de reparação. A reparação da ofensa feita a Deus é geralmente chamada em teologia de “satisfação”. Os fiéis instruídos costumam conhecer suficientemente bem a doutrina do mérito; porém, é menos conhecida a doutrina da satisfação ou reparação, que, se lembra a do mérito, dela difere, contudo. Os fiéis crêem firmemente que Jesus satisfez por nós em estrita justiça, que a Santíssima Virgem satisfez por nós de uma satisfação de conveniência; mas conhecem menos o lugar que a satisfação deve ocupar nas nossas vidas.

Lembremos sobre esse ponto os princípios; veremos em seguida como o católico em estado de graça pode satisfazer ou reparar por si e pelo próximo.

Princípios desta doutrina

Os princípios deste ensinamento expõem-se, em teologia, quando se trata do mistério da redenção e, em seguida, no tratado do pecado, da pena que lhe é devida e no tratado da penitência. Estes princípios foram revelados e todo fiel adere a ele firmemente pela fé; podemos assim resumi-los.

Se mérito é direito a recompensa, direito do justo à vida eterna, enquanto permanece em estado de graça, e à aumento da caridade, a satisfação é reparação a uma ofensa feita a Deus pelo pecado. Esta ofensa nada tira de Deus de sua glória essencial, de sua beatitude, mas da sua glória exterior, de sua influência, de seu reino sobre nós.

O pecado mortal como ofensa nega na prática a dignidade infinita de Deus como fim último ou bem soberano, posto que prefere um mísero bem finito a Ele. Foi preciso a Incarnação do Verbo e seu ato de amor teândrico para que houvesse uma satisfação perfeita ou adequada da ofensa feita a Deus pelo pecado mortal. Jesus satisfez por nós em estrita justiça, oferecendo a Deus, sobre a cruz, como diz Santo Tomás: “Um ato de amor que lhe agradasse mais do que todos pecados reunidos lhe desagradam.” Reparou assim a ofensa feita a Deus, e aqueles a quem se aplicam seus méritos e sua satisfação, são reconciliados, justificados, o pecado lhes é apagado, bem como a pena eterna devida ao pecado mortal. A Santíssima Virgem satisfez por nós de uma satisfação de conveniência, fundada na caridade ou na mui intima amizade sobrenatural que a unia a Deus Pai e ao seu Filho. Todo bom católico conhece esta doutrina. Mas não se dá normalmente atenção o bastante à satisfação ou reparação que deve haver na vida do justo, a quem já foram perdoados os pecados. Continuar lendo →

IRONIAS DO ESTADO MODERNO

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“…Assim, pois, quão irônico é ver o Estado moderno, que pretende tudo conhecer, tudo saber, de tudo se ocupar; desde os fósforos até o preço do vinho, do tabaco às vacinas obrigatórias, dos programas universitários de ensino bem como do gás, da eletricidade, das minas de carvão e dos bancos! Quão irônico é ver tal Estado, tão esclarecido sobre tantas coisas alheias ao seu domínio, ousando se dizer incompetente para lidar com o problema do qual depende toda a ordem humana e cujo trato, todavia, é próprio do seu dever! Um Estado que ousa julgar dignos de honra do seu Panteão um Jaurés, um Voltaire, um Rousseau, mas que afirma não poder se manter senão neutro diante de Jesus Cristo! Qual sinal mais nítido da perversidade dessa geração apóstata?”

Trecho do livro Pour qu’ll Règne – Jean Oussuet

A LIBERDADE É CATÓLICA

Fonte: Boletim Permanencia

“A liberdade, bem excelente da natureza”. É com essa deliciosa provocação que Leão XIII abre a sua magistral Encíclica Libertas, para mostrar que a Igreja é a verdadeira defensora da liberdade, e para condenar os liberais.

Mais do que amiga da liberdade, a Igreja é mesmo a única a tê-la estabelecido no mundo, segundo Mons. de Ségur:

“A Igreja inimiga da liberdade!? Não foi ela, e somente ela, que a estabeleceu no mundo? Não foi ela que a trouxe de volta ao coração do homem ao romper as cadeias do pecado e o jugo de todas as paixões? A Igreja inimiga da liberdade! Não foi ela que restabeleceu a liberdade da família, derrubando o triplo despotismo do pai, do marido e do amo? Não foi ela que introduziu a liberdade no Estado, negando o poder absoluto do César, dizendo-lhe na cara que mais vale obedecer a Deus que aos homens? Não foi o Papado, não foi a Igreja católica que formou, educou, constituiu as nações cristãs que possuem incomparavelmente mais liberdade que todas as civilizações antigas, tão louvadas pelos nossos pagãos modernos?” (La Liberté)

Assim também, no domínio econômico, podemos nos afastar do liberalismo ao mesmo tempo em que defendemos a liberdade econômica sem medo de contradição. Ensinava Pio XII:

“A economia, como outros ramos da atividade humana, não é, por sua natureza, uma instituição do Estado; ela é, ao contrário, o produto vivo da livre iniciativa dos indivíduos e das associações livremente constituídas” (Alocução de 7/5/49 – grifos nossos)

Os liberais querem impostos baixos? Nos tempos de Pio IX, os Estados Pontifícios eram conhecidos por terem uma das menores tributações da Europa.

Os liberais querem limitar o MEC? Nós preferiríamos suprimi-lo, pois, como ensina o Pe. Berto, resumindo o pensamento da Igreja:

“… [a] função do Estado não comporta absolutamente que o Estado funde por conta própria colégios, que mantenha ele mesmo um corpo de ensino (à exceção das escolas especiais destinadas a preparar para os grandes serviços públicos: exército etc). Assim, ainda que o ensino ‘do Estado’ (…) não estivesse manchado dos erros suplementares da neutralidade, de infiltração comunista etc, seria, no entanto, por sua mera existência, uma instituição contrária à reta razão, à doutrina social da Igreja, aos interesses dos cidadãos”.

Os liberais querem reformar a Previdência? Preferiríamos — mas sabemos não ser isso possível atualmente — subtrai-la das garras do Governo, como queria o grande bispo francês Charles-Émile Freppel:

“Seria fazer um socialismo de Estado se esse último se tornasse, ele mesmo, o garantidor, o administrador, o empreendedor, o gestor dos fundos da previdência. Não devemos tornar o poder público uma espécie de servente ou provedor universal! O legislador deve, portanto, se limitar a exigir o estabelecimento de fundos de previdência; mas, quanto à sua administração, deve confiá-lo a comitês formados por patrões e trabalhadores…”

Falemos como católicos,”en catholique”: podemos defender com a doutrina da Igreja uma sã liberdade econômica.

O princípio de subsidiaridade (do latim ‘subsidium’, proteção) implica num dever do Estado de apoiar, favorecer e fomentar as iniciativas privadas honestas, e não de arruiná-las ou de se substituir a elas.

Marcel de Corte, filósofo e católico de verdade, dizia que, se um governo desejasse ajudar a economia a atingir seu fim próprio, deveria começar por não exercer “ele mesmo, enquanto tal ou por meio de sociedades paraestatais interpostas, nenhuma função econômica de produção propriamente dita”.

Essa concepção, claro está, opõe-se ao erro do Estatismo, vício das sociedades modernas, em especial da brasileira, que rebaixa a população até infantilizá-la, como no prognóstico sombrio de Tocqueville:

“Acima deles, ergue-se um poder imenso e tutelar, que se incumbe de assegurar a sua fruição e de velar pelo seu bem estar. É um poder absoluto, detalhista, previdente e doce. Pareceria com um poder paterno se, como tal, tivesse o fim de preparar os homens para a idade viril; mas, ao contrário, não quer senão fixá-los na infância. Ele gosta que os cidadãos se divirtam, desde que não queiram mais do que isso”

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Alguém poderá perguntar: Como resolver essa aparente contradição entre a defesa da liberdade e a condenação ao liberalismo? Por que tantos pensam, ao contrário, que a Igreja é avessa à liberdade?

Essa é a pergunta que Leão XIII se faz na Encíclica Libertas, a qual não saberíamos recomendar o bastante. Resumindo em pouquíssimas palavras, o pontífice responde o seguinte:

“Não sabeis o que é liberdade.”