Sermão proferido no Priorado São Pio X, de Lisboa, por ocasião da Festa de Corpus Christi 2021.
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NOVENA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – TERCEIRO DIA
NOVENA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – SEGUNDO DIA
SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI
Clique aqui e ouça o belíssimo ofício Adoro Te Devote, composto por Santo Tomás de Aquino a pedido do Papa Urbano IV, no século XIII, por ocasião da promulgação da Festa de Corpus Christi através da Bula “Transiturus de hoc mundo”.

Ó sagrado convite em que se recebe a Cristo:
renova-se a memória de sua Paixão;
a alma se plenifica de graça,
e nos é dado um penhor da glória futura.
Fonte: Hojitas de Fe, 200, Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução: Dominus Est
Nas Vésperas da festa de Corpus Christi cantamos esta linda antífona, escrita (como todo o Ofício do Santíssimo Sacramento) por Santo Tomás de Aquino, e carregada de significado teológico.
Com efeito, Santo Tomás nos ensina na Suma Teológica (III, 60, 3) que todo sacramento, especialmente o da Eucaristia, é um sinal sensível que significa a nossa santificação, na qual podemos considerar três coisas: 1º a própria causa da santificação, que é a Paixão de Cristo; 2º sua essência mesma, que é a graça; 3º seu fim último, que é a vida eterna.
E assim, a Sagrada Eucaristia é um sinal rememorativo da Paixão de Cristo; um sinal demonstrativo do que se realiza em nossas almas pela Paixão de Cristo, a saber, a graça; e um sinal prenunciativo da glória futura. Consideremos, pois, cada um desses três pontos.
1º A Sagrada Eucaristia – sinal rememorativo da Paixão de Cristo
Esta é uma das verdades fundamentais que se nos quer fazer esquecer hoje, quando nos apresentam a Sagrada Eucaristia somente sob o aspecto da comunhão ou de ceia. No entanto, a Sagrada Eucaristia deve ser apreciada e considerada também sob outro aspecto, mais importante, que é o de sacrifício. A Sagrada Eucaristia não é tão somente uma comunhão com o Corpo e Sangue de Cristo; é, antes de tudo, a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário. Ambos os aspectos são inseparáveis. Sem Sacrifício não haveria Sacramento: uma vez que Cristo faz-se presente sob as espécies de pão e vinho para ser imolado. Da mesma forma, sem Sacramento não há Sacrifício: porque, para que haja sacrifício, é necessária a presença da Vítima e porque a integridade do Sacrifício exige a comunhão com a Vítima sob o aspecto de Sacramento. Continuar lendo
CATECISMO EM VÍDEO – AULA 47: A REDENÇÃO OFERECIDA POR UM HOMEM-DEUS
NOVENA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – PRIMEIRO DIA
FINALIZANDO O MÊS, UMA SELETA DE NOSSOS POSTS DE MAIO

DEVE-SE TEMER UMA AMEAÇA À MISSA TRADICIONAL?
A GRANDE LACUNA DOS CONSERVADORES
APOSTOLADO ENTRE OS NEGRITOS, A TRIBO MAIS ANTIGA DAS FILIPINAS
NÚMERO RECORDE DE EUTANASIAS NA HOLANDA
MONS. LEFEBVRE PROFETIZA SOBRE A SOVIETIZAÇÃO DE NOSSA SOCIEDADE
MONS. LEFEBVRE: NO CERNE DA “QUESTÃO ECÔNE”: O LIBERALISMO
COMO FAZER UM GESTO DE CARIDADE ESSE MÊS?
NOVIDADES DA CAMPANHA DE CONSTRUÇÃO DO PRÉ-SEMINÁRIO EM SANTA MARIA – 100% DA META
CENTENÁRIO DA MISSA DE MARIA MEDIANEIRA
CHILE: UM PASSO EM DIREÇÃO AO ABISMO
31 MAIO – FESTA DE NOSSA SENHORA RAINHA (MARIA RAINHA)
DEVE-SE TEMER UMA AMEAÇA À MISSA TRADICIONAL?

Diversos rumores e alguns sites parecem sustentar como provável a publicação de um texto questionando, pelo menos parcialmente, o Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI, autorizando sob certas condições a celebração da Missa tradicional e afirmando que esta jamais foi proibida.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
OS ELEMENTOS QUE SUSTENTAM O RUMOR
O primeiro sinal é bastante remoto, mas revela uma certa aversão do Papa reinante à liturgia tradicional, ou seja, sua vontade de não permitir sua extensão, pelo menos entre as comunidades “Ecclesia Dei ”.
De fato, várias dessas comunidades, como os Franciscanos da Imaculada ou mesmo a Família Christi, viram-se fortemente sancionadas, até mesmo dissolvidas, por causa de sua aproximação com a Tradição e, em particular, com o rito tradicional da Missa.
Um segundo sinal apareceu com a enquete sobre o rito “extraordinário” lançado pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em março de 2020, entre todos os bispos.
Para quem conhece um pouco dos bastidores desse tipo de investigação, era óbvio desde o início que o resultado não importava muito. Mas, por outro lado, era previsível que servisse de pretexto para introduzir uma reforma ou mudança na situação atual da Missa tradicional.
Um terceiro sinal confirma a anterior: logo que os resultados da enquete chegaram a Roma, uma decisão, tão brutal quanto inesperada, definiu o destino das Missas privadas celebradas na Basílica de São Pedro. Nessa ocasião, a celebração do Rito Tridentino foi relegada ao segundo plano, tanto em termos de local como de tempo. Continuar lendo
A PERSEVERANÇA É MERITÓRIA?
A cada comunhão que oferece, o sacerdote repete: “Que o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo guarde vossa alma para a vida eterna!”
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Na noite de Páscoa, Nosso Senhor “fingiu” afastar-se dos discípulos de Emaús, que imediatamente “O exortaram, dizendo: Fica conosco, porque faz-se tarde, e o dia declina” (Lc XXIV, 29). Sem este convite imediato, a graça de reconhecer o Cristo ressuscitado ter-lhes-ia escapado. Quando o tempo pascal se aproxima do fim, fazemos nossas as orações deles. Queremos que a alegria da Páscoa permaneça conosco.
Cristo, que “ressuscitou para nossa justificação” (Rm IV, 25), quer que participemos desta vida na Sua paz, através da graça da perseverança em seu amor. Pela Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor, estamos mortos para o pecado e vivos para Deus (cf. Rom. VI, 11). Assim como Cristo retomou a posse de sua vida para nunca mais morrer, assim, a alma redimida deve conservar para a vida eterna o dom precioso da graça. O altar onde se renova o sacrifício de Cristo é a nova árvore da vida onde o fiel católico encontra o alimento que lhe permitirá permanecer, livre de faltas, no amor do bom Deus segundo esta promessa: “Quem come a Minha carne e bebe Meu sangue permanece em mim e eu nele.” (Jo VI, 57). A cada comunhão que oferece, o sacerdote repete: “Que o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo guarde vossa alma para a vida eterna! “
A perseverança é, antes de tudo, uma virtude que enfrenta a longitude do tempo. Santo Tomás ensina que ela “tende a perseverar” apesar da perspectiva de uma vida de luta, mas acrescenta imediatamente que não se segue necessariamente que, tendo virtude, a pratiquemos inevitavelmente até os últimos dias [1]. Entretanto, o termo perseverança também designa o fato de permanecer em estado de graça até o final. Às almas que se salvam, “o que é dado pela graça de Cristo não é apenas poder perseverar, mas perseverar de fato”, observa Santo Agostinho [2] . Continuar lendo
A GRANDE LACUNA DOS CONSERVADORES
O pontificado do Papa Francisco tem visto o número de “conservadores” aumentar constantemente.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Por “conservadores” devemos entender os católicos que não estão dispostos a comprometer a fé católica, que esperam uma renovação ou um florescimento da Igreja neste mundo secularizado e que têm um sincero desejo de ver o corpo místico crescer através de novas conversões. Em outras palavras, aqueles que mantiveram o espírito católico.
Porém, ao mesmo tempo, esses conservadores querem seguir todas as reformas engendradas pelo Concílio Vaticano II. Isto pareceu-lhes possível, com alguns malabarismos, até ao Papa Francisco.
No entanto, desde o início deste último pontificado, e particularmente em certas ocasiões – tais como os dois sínodos sobre a família, como a exortação pós-sinodal Amoris laetitia , como o sínodo para a Amazônia e especialmente seu instrumentum laboris , ou ainda o documento sobre a Fraternidade Humanidade – os conservadores têm-se sentido cada vez mais desconfortáveis.
Isso tem-se manifestado em contestações cada vez mais frequentes, e cujas origens são cada vez mais elevadas na hierarquia eclesiástica: contestações à Amoris laetitia através de várias petições, incluindo a famosa corretio filialis, bem como pela carta-dubia de quatro cardeais, ataques regulares a documentos ou atos romanos por Eminências como os cardeais Müller, Brandmüller, Burke ou Zen, bem como por bispos …
Esta contestação é nova. Quase não havia vestígios disso antes de 2013 e da chegada ao trono de Pedro do atual Soberano Pontífice. Existe, portanto, uma ligação clara entre os dois. E há de se acrescentar que esta contradição assume, por vezes, formas mais severas em vários cardeais e bispos. Continuar lendo
SERMÃO DE PENTECOSTES – PELO PE. SAMUEL BON, FSSPX
Sermão proferido na Festa de Pentecostes, no Piorado São Pio X de Lisboa, 23/05/21
A SALVAÇÃO É O NEGÓCIO MAIS IMPORTANTE E O MAIS DESCUIDADO
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 9º DIA
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 8º DIA
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 7º DIA
RECADO DE SÃO PIO X AOS LIBERAIS, CONTRA O SIONISMO: “OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU”
Fonte: Media-Press.Info – Tradução: Dominus Est
Entrevista com o Papa São Pio X, relatada por Theodore Herzl, pai do sionismo, em seu jornal em 25 de janeiro de 1904:
Fui levado à casa do papa através de um grande número de pequenos salões. Ele me recebeu de pé e estendeu a mão, que eu não beijei (…).
Apresentei-lhe brevemente meu caso. Ele respondeu em um tom severo e categórico (…):
“Nós não podemos apoiar esse movimento [sionista]. Não podemos impedir os judeus de irem a Jerusalém, mas não podemos de forma alguma apoiar isso. Mesmo que nem sempre fosse santa, a terra de Jerusalém foi santificada pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, não posso lhe dizer outra coisa. Os judeus não reconheceram Nosso Senhor, e é por isso que não podemos reconhecer o povo judeu.” (…)
Eis aí, pensei, o antigo conflito que recomeça entre Roma e Jerusalém; ele representa Roma, eu Jerusalém. (…)
“Mas o que o senhor diz, Santo Padre, sobre a situação atual? – perguntei.
“Sei muito bem que é desagradável ver os turcos de posse de nossos lugares santos”, respondeu ele. Somos forçados a suportar. Mas apoiar os judeus para que possam obtê-los – os Lugares Santos – é algo que não podemos fazer.“
Enfatizei que nossa motivação era o sofrimento dos judeus e que pretendíamos deixar de lado questões religiosas.
“Sim, disse ele, “mas nós, e especialmente eu como chefe da Igreja, não podemos. Dois casos podem surgir: Continuar lendo
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 6º DIA
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 5º DIA
OS DONS DO ESPÍRITO SANTO, PELO PE. SAMUEL BON
Homilia proferida pelo Revmo. Pe. Samuel Bon, do Priorado São Pio X de Lisboa, por ocasião do Domingo depois da Ascensão.
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 4º DIA
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 3º DIA
A IGREJA E A POLIS
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Samuel Bon, do Piorado São Pio X de Lisboa, por ocasião da Festa da Ascensão de Nosso Senhor 2021.
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 2º DIA
MONS. LEFEBVRE: NO CERNE DA “QUESTÃO ECÔNE”: O LIBERALISMO
Em uma Carta a Amigos e Benfeitores publicada em 1975, Mons. Lefebvre explicou o que estava no centro da oposição que se manifestava contra o Seminário de Ecône: o liberalismo, por natureza contrário à Tradição da Igreja. Observações sempre esclarecedoras para compreender a implacabilidade contra a Tradição que infelizmente ainda está em andamento na Igreja.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Como explicar essa oposição à Tradição em nome de um Concílio e sua aplicação? Podemos razoavelmente, e devemos realmente, nos opor a um Concílio e suas reformas? Além disso, podemos e devemos nos opor às ordens da hierarquia que apelam ao Concílio e todas as orientações pós-conciliares oficiais? Eis o grave problema que hoje, passados dez anos pós-conciliares, surge na nossa consciência por ocasião da condenação de Ecône. É impossível responder prudentemente a essas perguntas sem fazer um breve relato da história do liberalismo e do catolicismo liberal nos últimos séculos. Só podemos explicar o presente por meio do passado.
Princípios do liberalismo
Vamos primeiro definir o liberalismo, em poucas palavras, cujo exemplo histórico mais típico é o protestantismo. O liberalismo pretende libertar o homem de qualquer restrição indesejada ou aceitas por ele mesmo.
Primeira libertação: aquela que liberta a inteligência de qualquer verdade objetiva imposta. A Verdade deve ser aceita diferentemente de acordo com os indivíduos ou os grupos de indivíduos, e portanto, é necessariamente compartilhada. A Verdade é criada e buscada incessantemente. Ninguém pode alegar tê-la exclusiva e integralmente. Podemos adivinhar o quanto isso é contrário a Nosso Senhor Jesus Cristo e à sua Igreja.
Segunda libertação: a da fé, que nos impõe dogmas, formulados definitivamente e aos quais a inteligência e a vontade devem se submeter. Os dogmas, segundo o liberal, devem ser submetidos ao crivo da razão e da ciência e isso de forma constante, dado o progresso científico. Portanto, é impossível admitir uma verdade revelada definida para sempre. Notaremos a oposição deste princípio à Revelação de Nosso Senhor e à Sua autoridade divina. Continuar lendo
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 1º DIA
CENTENÁRIO DA MISSA DE MARIA MEDIANEIRA
Por ocasião do Concílio Vaticano II, a definição do dogma da Mediação Universal de Maria havia sido expressamente solicitada por 300 bispos. Mas durante a preparação deste Concílio, esta [definição] teve como implacável adversário o futuro Paulo VI. Foi o ecumenismo conciliar, com os protestantes em particular, que barrou o caminho a uma definição dogmática.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Este ano de 2021 é o ano do centenário da concessão da Missa de Maria Medianeira por Roma (12 de janeiro de 1921). Concedida pela primeira vez, em 31 de maio, à Bélgica e a todas as dioceses que assim a solicitassem, esta Missa, em alguns lugares, faz parte do Proprio do missal de 1962, no dia 8 de maio. Lex orandi, lex credendi: sendo a lei da oração a lei da fé, esta Missa é a expressão da fé da Igreja a respeito do privilégio da Virgem Santíssima.
Uma doutrina tradicional
Toda a tradição católica ensina que Maria é medianeira de todas as graças. Os Padres Apostólicos – herdeiros diretos dos Apóstolos, os Padres da Igreja, os doutores medievais, os autores da era moderna, os papas, especialmente desde a Revolução até Pio XII – o último papa do pré-Concilio, todos ensinam esse privilégio de Maria Medianeira.
A mediação de Maria é uma doutrina antiga, como evidencia esta citação de São Gregório de Nazianzo (+389) que se dirige à Mãe de Deus: “Porque sabemos que a graça divina chega a nós por vossa intermediação”. Este ensinamento é anterior ao Concílio de Éfeso, que definiu a Maternidade Divina em 431. Isso mostra sua antiguidade.
É também, desde muito cedo, uma doutrina universal na Igreja: “É encontrada pregada nos quatro cantos do mundo mediterrâneo nos séculos III e IV: em Jerusalem por São Cirilo, em Roma por Tertuliano, na Síria por Santo Efrém, em Constantinopla por São João Crisóstomo, no Chipre por São Epifânio, na Capadócia por Santo Anfilóquio, em Verona por São Zeno, em Alexandria por Santo Atanásio, em Milão por Santo Ambrósio, em Cartago por Santo Agostinho.” Todas as grandes sedes episcopais do Cristianismo a pregaram. Continuar lendo
ENTENDENDO A INSANIDADE

Fonte: SSPX/District of Great Britain – Tradução: Dominus Est
Insanidade no mundo
Meus queridos fiéis,
Parece haver uma escalada alarmante de conflitos e insanidades em nossa sociedade atual. Um “zeitgeist” (sinal dos tempos) frenético de desequilibradas ideologias está acelerando a queda da Igreja Católica e de toda a civilização ocidental: liberalismo, feminismo, construtivismo, amor livre, ideologia de gênero, direitos reprodutivos, ambientalismo, ideologia pandêmica, teoria crítica racial e outros.
Estes são promovidos e impostos pelos pilares do poder mundial: governos, acadêmicos, corporações multinacionais, bancos, mídia e celebridades. Nunca antes eles foram tão coordenados e sem oposição em seus esforços. A hierarquia da Igreja Católica, outrora poderosa no cenário mundial como guardiã tanto da verdade como da moralidade, natural e sobrenatural, repete pateticamente sua mensagem em linguagem pseudo-teológica para não ser deixada para trás.
Como tantos podem abraçar a insanidade? De onde vem isso?
Motivos para aceitar a insanidade
Que as novas ideologias do “zeitgeist” são insanas é fácil de ver, pois elas contêm múltiplas contradições internas e têm consequências catastróficas na sociedade quando implementadas (ver Figura 1).
Alguns realmente não se importam se o zeitgeist é um vento favorável ou desagradável, mas cinicamente abraçam múltiplas e insanas ideologias para ganho pessoal – desde que seguir a ideologia do mundo “seja bom para mim”.
Alguns outros querem apenas prosperar no mundo e, assim, apesar de suas reservas quanto às ideologias, capitulam às suas exigências. Continuar lendo
CRISMAS 2021 EM SÃO PAULO

Caros Fiéis,
Sua Excelência Dom Bernard Fellay visitará o Brasil em agosto-setembro. Ele deverá administrar o sacramento da Crisma em São Paulo no sábado, 4 de setembro de 2021.
Aqueles que desejarem receber este sacramento deverão preencher as seguintes condições:
- frequentar uma capela da Fraternidade São Pio X por ao menos seis meses
- entregar ao Padre encarregado de sua capela:
– a certidão de Batismo da pessoa que receberá a Crisma
– o documento de identidade (RG) da pessoa que receberá a Crisma
– a certidão da Crisma do padrinho / madrinha
– o formulário “Pedido de Crisma” preenchido (este documento está disponível no site www.fsspx.com.br)
- assistir aos cursos de formação que serão agendados posteriormente
As inscrições serão encerradas em 15 de junho.
Alguns detalhes para ajudar a preencher o formulário “Pedido de Crisma”, disponível ao final desta página:
Certidão de Batismo:
Aqueles que foram batizados em uma das capelas do Priorado Padre Anchieta de São Paulo, não precisam fornecer a certidão de Batismo.
Padrinho / Madrinha:
Cada pessoa que recebe o sacramento da Crisma deve ter um padrinho ou madrinha. As condições para assumir esta responsabilidade são as seguintes:
– ser do mesmo sexo do confirmando,
– não ser o padrinho/madrinha do Batismo,
– ter pelo menos 16 anos de idade,
– ser batizado e crismado,
– ter uma vida em conformidade com a moral católica,
– não estar sob sentença canônica,
– não ser membro de uma seita herética ou cismática,
– não ser pai, mãe ou cônjuge do confirmando.
Os padrinhos que foram crismados em uma capela dependente do Priorado Padre Anchieta de São Paulo não precisam fornecer a certidão de Crisma.
Nome de Crisma:
É costume escolher um nome específico adicional para Crisma, mas não é obrigatório. É possível manter o nome de Batismo.
Crisma sub conditione (sob condição):
Se uma pessoa que já recebeu a Crisma tem alguma dúvida ou certeza sobre a invalidade deste sacramento, ela pode recebê-lo novamente sob condição.
Neste caso, é possível escolher outro padrinho.
Qualquer dúvida, escrive para: contato@fsspx.com.br
Obrigado por cumprir com todas estas indicações.
Estejam certos das orações e dedicação dos Padres.
Padre Jean-François Mouroux, FSSPX
Prior
Ficha de inscrição
Clique no botão abaixo para abrir a ficha de inscrição. Você deve imprimi-la, preenchê-la completamente e entregá-la, juntamente com todos os documentos pedidos, ao Padre encarregado de sua capela ou a um Padre no Priorado Padre Anchieta.
Clique aqui para acessar a ficha de inscrição
NATURALISMO: PERIGO PARA A FÉ
Fonte: La Trompette de Saint Vincent n° 23 – Tradução: Dominus Est
Se nossa vida não é mais guiada pelo “Servir primeiro a Deus“, é muito provável que seja guiada pelo “non serviam” de Lúcifer.
As fórmulas gerais que convidam a um entendimento fraterno entre todos os homens são muito atraentes. Quem pode, razoavelmente, se opor à paz universal? A caridade não é um tema importante da pregação católica?
O problema começa quando queremos especificar os detalhes práticos desse entendimento universal. De fato, será necessário concordar sobre a noção de felicidade, sobre os princípios que orientarão a ação comum e sobre muitas outras questões religiosas. Isso é realmente possível para um católico?
Ignorar a revelação cristã quando ela ocorre é negá-la. Isso se chama naturalismo: a recusa de Nosso Senhor, de sua Igreja, de sua graça. O Naturalismo é a rejeição do sobrenatural. O homem pensa que pode alcançar a perfeição sem a ajuda de Cristo.
Essa recusa pode assumir várias formas: formas absolutas que se opõem radicalmente à fé, ou formas mitigadas, como aquela que toma a fé como opinião. Essa forma mitigada é muito atrativa, pois é simpática e vai muito bem com o liberalismo dominante. É, portanto, muito perigoso. Para ela, a fé é apenas uma opção, ou uma livre opinião. Ela não é contra Nosso Senhor, de quem poderá dizer coisas belas. Mas essa preferência é apenas uma opção, praticamente facultativa. Não é preciso dizer mais nada para perceber que tudo está sendo feito hoje para nos ensinar essa mentalidade de naturalismo moderado. Tudo é feito para que nossa vida se organize em torno de um princípio diferente de Jesus Cristo: dinheiro, saúde, reputação… E se nossa vida não for mais guiada pelo “Servir primeiro a Deus“, corre o risco de sê-lo pelo “Non Serviam” de Lúcifer. Se não é mais o amor de Deus que governa nossa vida, pode muito bem ser o amor desordenado de nós mesmos.
Acautelemo-nos do demônio do naturalismo que esconde seu ódio a Jesus Cristo sob a indiferença religiosa, a promoção de um entendimento fraterno e a construção de uma paz universal.
Pe. Vincent Gélineau, FSSPX
Nota do blog: um excelente texto do Pe. Emmanuel-Andre (O Remédio para o Naturalismo) pode ser lido clicado aqui.











