ONDE O SEDEVACANTISMO E NEOCONSERVADORISMO SE ENCONTRAM

A TENTAÇÃO SEDEVACANTISTA

Fonte: FSSPX Distrito do México – Tradução: Dominus Est

Um estudo sobre a preocupante tendênciaque existe entre alguns católicos que amam os ensinamentos tradicionais e perenes da Igreja.

Sedevacantismo é uma palavra muito extensa que significa, literalmente, que a Santa Sede está vacante. Atualmente, indica a crença de que a pessoa que ocupa a cadeira de São Pedro não é o verdadeiro Papa, mas um impostor sem qualquer direito a exercer o oficio papal.

A razão alegada pelos sedevacantistas é que a crise da igreja tem o respaldo do Bispo de Roma. Eles afirmam que por omissão ou comissão, o Papa está promovendo erros e heresias como a nova Missa, o ecumenismo, a liberdade religiosa e a colegialidade. Os sedevacantistas pensam que um verdadeiro Papa não pode ser responsável por uma crise assim.

Esta mesma crise também produziu outro grupo, o dos neoconservadores, que aderem a tudo o que o Papa diga, pelo simples fato de ser o Papa. Deste modo, são levados a aceitar os falsos ensinamentos do Concilio Vaticano II mencionados acima.

É muito interessante que ambos os grupos, neoconservadores e sedevacantistas, servem-se do mesmo princípio: “O Papa é infalível em tudo, e o que ele ensina é verdadeiro e bom.” A diferença reside na forma como este princípio é aplicado. Os conservadores afirmam que, uma vez que o Vaticano II obteve a aprovação papal, devemos aceitar cegamente seus ensinamentos como bons e verdadeiros, sem importar-nos ou preocuparmos com o que possamos sentira respeito. Os sedevacantistas sustentam que, quando o Vaticano II promove heresias, sua autoridade não pode provir do verdadeiro Papa. Aqui está o dilema perfeito: neoconservador ou sedevacantista!

A solução para o dilema tem sua raiz no próprio princípio. A infalibilidade não é um passe universal para absolutamente tudo o que sai da boca do Papa ou tudo o que Roma diz. A infalibilidade está limitada a declarações específicas, que devem atender a certas condições para ter sua proteção. Esta proteção não se aplica aos documentos do Concílio Vaticano II nem à legislação em torno da Missa nova.

Monsenhor Lefebvre, em seu conhecimento da política romana e sabedoria sobrenatural, conhecia os principais problemas que ocorreram durante o Concílio Vaticano II: presidiu o Coetus, que foi o grupo formado pelos bispos em oposição aos modernistas provenientes dos países do Reno. Ao contrário dos sedevacantistas, o santo bispo não se escandalizou pela terrível confusão que sofreram a fé e a Missa sob o nome de ecumenismo. Ele lutou como um leão contra a Roma modernista e, no entanto, reconhecia a autoridade do Romano Pontífice. Ele agiu do mesmo modo que um bom menino o faria ao resistir a um pai que lhe pedisse para que roubasse, sem deixar de reconhecê-lo como pai.

Alguns sedevacantistas afirmam que os sacerdotes tradicionalistas (incluindo a FSSPX) invocam a pessoa do Papa dizendo “una cum” no cânon da Missa. Para eles ser “una cum” é tanto como dizer “Amém” às heresias promovidas pelo Papa. Na verdade, a tradução mais precisa do termo é que oramos pelo Papa, como cabeça visível da Igreja.

Por muito tentadora que possa parecer neste momento a opção do sedevacantismo, devemos resistir a cair nesse erro. No entanto, isso não significa que devemos alinhar-nos com os neoconservadores que tomam cada declaração papal como quase infalível. Recordemos que na história da Igreja houve santos e homens santos que consideraram necessário resistir ao Papa sem se tornarem sedevacantistas. Esta é a razão pela qual Monsenhor Lefebvre, mesmo com toda a sua oposição à Roma modernista, nunca adotou essa posição, e prudentemente proibiu os sacerdotes da FSSPX professá-la.

PREPARAÇÃO PARA A ORAÇÃO MENTAL: MEDITAÇÃO II – DA GRAVIDADE DO PECADO

Resultado de imagem para rezandoVamos conversar com Deus sobre o importantíssimo negocio da salvação das nossas almas;porem, para que os nossos infernais inimigos não nos embaracem, armemo-nos primeiro com o sinal da Cruz, dizendo com vivíssima fé: Pelo sinal da Santa Cruz, etc…

Feito o sinal da Cruz, digamos:

Espíritos tentadores e demônios malditos apartem-vos de mim e deste lugar para as profundezas do inferno, e não me estorveis nesta oração, dirigida para a honra e glória de Deus, e salvação da minha alma.

Façamos atos da presença de Deus.

Eu creio meu Deus e Senhor, firmemente, que vós estais aqui presente, dentro de mim, penetrando no meu interior, presenciando ainda os mais ocultos pensamentos do meu coração, sem que eu me possa esconder aos vossos puríssimos olhos; porém (prostrem-se) prostrado por terra com o corpo e com a alma, unido ao mesmo pó, me humilho na vossa divina presença desejo adorar-vos como adora a Maria Santíssima, os anjos e os santos do céu e os justos da terra: – Porem, ai de mim, oh meu Deus! Eu pequei, Senhor, perdoe-me, que eu proponho de me emendar e de não tornar mais a pecar. (levantem-se da prostração)

Ato de petição

Pai Eterno pelo sangue de Jesus Cristo e pelas dores de Maria Santíssima conceda-me as luzes, auxílio e graças para fazer bem e com fruto essa meditação. (Rezar um Pai Nosso e Uma Ave Maria)

Leiam-se agora os pontos da meditação, um de cada vez; e quando se encontrarem esses pontinhos (…) deve-se parar por algum tempo, a fim de se ponderar bem o sentido do que se tiver lido; e depois de cada ponto se ficará em silencio, meditando, pelo menos, dez minutos, de maneira que a meditação dos três pontos perfaça, pelo menos, meia hora; e ultimamente se darão graças ao Senhor.

Breve método da oração

Meditação II – Da gravidade do pecado

Ponto 1º – Considera que o maior mal, que se pode fazer a alma, é ofender a Deus e pecar, porquanto o pecado é que se pode chamar verdadeiro mal, pois que só ele nos pode tornar inimigo de Deus, escravos do demônio, deserdar-nos do céu e condenar-nos ao inferno! Foi ele que converteu em demônios uma terça parte dos anjos do céu. Um só pecado converteu milhões de anjos em milhões de demônios, os quais de estrelas do céu ficaram sendo negros tições do inferno… Ó monstro detestável, desacato contra Deus, desprezo da sua majestade! Pecado, tu és a morte das virtudes, a perda da felicidade eterna, o veneno do demônio e a cadeia do inferno! Foge, pecador, foge desta peste das almas, e vai procurar o remédio na divina misericórdia. Continuar lendo

OS PECADOS QUE CLAMAM VINGANÇA AO CÉU

Fonte: Distrito do México – Tradução: Dominus Est

ALERTA! Há pecados que clamam ao céu!… e são punidos neste mundo. Veremos a seguir o que são e qual o comportamento de um verdadeiro discípulo de Cristo.

“Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis desviar pela diversidade de doutrinas estranhas. É muito melhor fortificar a alma pela graça do que por alimentos que nenhum proveito trazem aos que a eles se entregam” (Hb 13,8).

Todo homem quer ser feliz e viver em paz. Vive em paz aquele que segue a ordem que Deus colocou no mundo e obedece às leis que regem o mundo para que tudo funcione harmoniosamente. A lei natural é obra de Deus, consiste em fazer o bem e evitar o mal. O bêbado, por não obedecer à lei do seu corpo, com o tempo destrói seu fígado e morre. O motorista que não obedece à lei do trânsito em uma curva perigosa, pode acidentar-se e morrer. Deus criou o homem com inteligência e livre arbítrio. O mau uso da liberdade produz o pecado, e o pecado é a causa de nossos problemas. Hoje, a filosofia liberal subjetivista, fruto do livre exame protestante e maçônico, não leva em consideração as leis da natureza. Os homens que perderam a fé cristã católica, pensam que têm o poder e o direito de transtornar as leis da natureza das coisas; eles pensam que a realidade humana deve obedecer suas ideias, mesmo que sejam falsas. Isso faz com que a sociedade passe a ter sérios problemas. A causa de nossos problemas é o pecado; o remédio é seguir a lei de Cristo e respeitar a lei natural.

O que é o pecado?

O pecado é uma desobediência voluntária à lei de Deus. Existem dois tipos de pecado: pecado grave e pecado leve. O pecado grave é chamado de mortal, o pecado leve é chamado venial. O pecado mortal separa o homem de Deus e o entrega ao poder do demônio; abre diante dele a porta do inferno eterno. O pecado mortal coloca o homem numa situação anormal, destrói a graça santificante e a caridade, e expulsa o Espírito Santo da alma. Se uma pessoa morre em pecado mortal, sem confissão e sem arrependimento sincero, ela cairá no inferno, que é um lugar de fogo e sofrimento eterno. Há três condições para que um pecado seja mortal: matéria grave, plena advertência de que um pecado é grave e pleno consentimento. Isso significa que eu sei que o mal que quero fazer é algo grave, e mesmo assim, quero fazê-lo ou dou o meu consentimento. Por exemplo, matar, fornicar, adulterar, embriagar-se. Continuar lendo

PREPARAÇÃO PARA A ORAÇÃO MENTAL: MEDITAÇÃO 1 – DA IMPORTÂNCIA DA SALVAÇÃO

Resultado de imagem para oração mental

Vamos conversar com Deus sobre o importantíssimo negocio da salvação das nossas almas; porem, para que os nossos infernais inimigos não nos embaracem, armemo-nos primeiro com o sinal da Cruz, dizendo com vivíssima fé: Pelo sinal da Santa Cruz, etc…

Feito o sinal da Cruz, digamos:

Espíritos tentadores e demônios malditos apartem-vos de mim e deste lugar para as profundezas do inferno, e não me estorveis nesta oração, dirigida para a honra e glória de Deus, e salvação da minha alma.

Façamos atos da presença de Deus.

Eu creio meu Deus e Senhor, firmemente, que vós estais aqui presente, dentro de mim, penetrando no meu interior, presenciando ainda os mais ocultos pensamentos do meu coração, sem que eu me possa esconder aos vossos puríssimos olhos; porém (prostrem-se) prostrado por terra com o corpo e com a alma, unido ao mesmo pó, me humilho na vossa divina presença desejo adorar-vos como adora a Maria Santíssima, os anjos e os santos do céu e os justos da terra: – Porem, ai de mim, oh meu Deus! Eu pequei, Senhor, perdoe-me, que eu proponho de me emendar e de não tornar mais a pecar. (levantem-se da prostração)

Ato de petição

Pai Eterno pelo sangue de Jesus Cristo e pelas dores de Maria Santíssima conceda-me as luzes, auxílio e graças para fazer bem e com fruto essa meditação. (Rezar um Pai Nosso e Uma Ave Maria)

Leiam-se agora os pontos da meditação, um de cada vez; e quando se encontrarem esses pontinhos (…) deve-se parar por algum tempo, a fim de se ponderar bem o sentido do que se tiver lido; e depois de cada ponto se ficará em silencio, meditando, pelo menos, dez minutos, de maneira que a meditação dos três pontos perfaça, pelo menos, meia hora; e ultimamente se darão graças ao Senhor. Continuar lendo

VÍDEO – A IMAGEM PEREGRINA DE FÁTIMA ATRAVÉS DOS ESTADOS UNIDOS E DO CANADÁ

VÍDEO TRAÇA A JORNADA DA IMAGEM PEREGRINA DE FÁTIMA ATRAVÉS DOS ESTADOS UNIDOS E DO CANADÁ

Viajando por mais de 110 destinos durante uma viagem de dois anos e meio, esta imagem da Virgem Peregrina concluiu sua jornada em de 8 de dezembro de 2017.

SSPX USA – Tradução: Dominus Est

Ela permanece de pé sobre as nuvens do céu. Suas mãos postas em oração. É Nossa Senhora. A Virgem, Mãe de Deus. Ela implora ao Seu Filho que poupe a humanidade. Ela implora à humanidade que ouça a Sua mensagem de conversão.

Era 1917. E ainda — com o passar do tempo, Sua mensagem de mais de 100 anos torna-se ainda mais relevante, mais urgente e mais significativa para os nossos tempos.

O Distrito dos Estados Unidos da Fraternidade São Pio X organizou uma devoção a Nossa Senhora de Fátima em homenagem ao centésimo aniversário de Suas aparições. Uma devoção que foi publicamente realizada por mais de dois anos e meio e construída ao redor de uma imagem especial de Nossa Senhora de Fátima, esculpida e pintada à mão de acordo com a visão descrita pela Irmã Lúcia em suas memórias.

Aimagem peregrina viajou por mais de 33 estados. Totalizando mais de 110 destinos. Milhares de fiéis católicos rezando em uníssono. Um só objetivo, um só desejo, uma só oração.

A missão

O objetivo deste projeto — espalhar a devoção ao Seu Imaculado Coração lembrando toda a importância de Sua mensagem e viver essa mensagem na prática para a conversão dos pecadores e a salvação das almas.

Escolas, capelas e casas religiosas da Fraternidade São Pio X se revezavam em acolher a imagem com o espírito e a generosidade que acolheriam a própria Nossa Senhora. Em preparação, cada comunidade recitou uma novena e as orações do anjo de Portugal. Após sua chegada, rezou-se um Rosário em comum, muitas vezes com o acréscimo de outras devoções, como a Missa e uma procissão pública. Finalizando tudo com uma consagração da comunidade e de cada membro ao Seu Imaculado Coração.

Milagres

Deus os realiza constantemente para nos mostrar que Ele está no comando e é nosso Deus —está no comando de todas as coisas. Há cem anos, Deus realizou um milagre. E aqui, em Fátima, o milagre do sol confirmaa mensagem — que o inferno existe e as almas vão para lá. Que a Rússia espalharia os seus erros, que haveria mesmo uma grande perda da fé na Igreja. E a devoção ao Imaculado Coração de Maria e ao Rosário são os melhores recursos que podemos ter.

Quão gratos devemos ser por Nossa Senhora nos ter deixado estar neste seu acampamento, aqui esta noite. Nós caminhamos esta noite, sabendo que, por fim, o Imaculado Coração de Maria triunfará. Sabemos que Deus glorificará Sua Mãe, e que Ele glorifica a Si mesmo através de Nossa Senhora. Hoje a noite invocamos a Mãe de Deus como a mais poderosa protetora da raça humana. A protetora mais poderosa de nossa nação, do nosso estado, dos nossos lares.

Rezamos nossos Rosários enquanto caminhamos também porque sabemos, conforme disse Irmã Lúcia: “Não há nenhum mal, pessoal, familiar ou social que não possa ser vencido pela recitação com Fédo Rosário”.

Não tememos os nossos tempos

Nós somos, de fato, testemunhas dos males dos nossos dias, mas não é esse o medo que deve estar em nosso coração, mas uma confiança absoluta no poder de Nossa Senhora, enquanto caminhamos juntos. Nossas velas cintilam como um sinal de Fé, fé em Deus, fé em nossa Mãe. “Os homens não devem ofender mais a Nosso Senhor”, disse Ela naquele dia de outubro, “pois Ele já está por demais ofendido”. Mãe de Deus, sabemos que o nosso Rosário,nesta noite, é agradável para vós. Que possamos realizar esta procissão com um grande espírito de fé e confiança em Nossa Senhora. Amém.

O centésimo aniversário de Fátima não é a conclusão da devoção ao Seu Coração Imaculado, mas, sim, uma renovação de novo vigor no Seu serviço. Embora suas aparições tenham ocorrido há mais de 100 anos, continuam trazendo esperança, luz e paz para todos os que se aproximam d’Ela e para todos os que vivem a Sua mensagem.

Que a nossa vida cotidiana seja unida a Ela, de maneira que, no final, possamos triunfar juntos ao Seu lado. Porque, como Ela prometeu, “por fim, meu Imaculado Coração triunfará”.

INSTRUÇÃO SOBRE A QUARESMA

A Quaresma são os quarenta e seis dias, da Quarta Feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa, em que jejuam os cristãos, exceto aos domingos.

Afirmam os santos padres (como se pode ver em Cornélio e Lapide, Bellarmino, etc.) que foi a Quaresma instituição dos apóstolos para honrarmos e imitarmos o jejum de Nosso Senhor Jesus Cristo, satisfazermos a Justiça Divina, e assim preparamos a digna celebração da Páscoa.

Nesse tempo sagrado, substituindo a Igreja o luto as profanas alegrias, bradando a Deus a implorar seu auxilio, a pedir-lhe a conversão dos pecadores, exorta-nos, e como que nos obriga, a entrarmos em contas conosco. Façamos-lhe a vontade, cumpramos com o preceito do jejum, e juntemos a essa penitencia exterior a do coração, sondando o abismo da nossa consciência, lavando os pecados nas lágrimas da compunção e no sangue de Cristo, frequentando mais os sacramentos, ouçamos a missa todas as vezes que pudermos, apliquemo-nos a lição espiritual, a oração, a consideração das verdades eternas, a pratica das boas obras, façamos esmolas mais generosas, sirvam as nossas privações para sustento do pobre. Desta sorte apagaremos, nestes dias da salvação, nossas culpas passadas, e fortalecemo-nos contra as tentações futuras.

 Foi religiosamente praticado esse jejum desde o tempo dos apóstolos. Que vergonha para nossa tibieza e covardia a piedade e rigor dos primeiros cristãos! Privavam-se, não só da carne, como de muitos outros alimentos; era depois das vésperas a única refeição do dia; comiam só para não morrer, sem tantas sensualidades. Só nos princípios do século XIII consentiu a Igreja que adiantassem ate ao meio dia refeição da tarde. Asseveram São Bernardo e Pedro Blezense (12º século) que bem como eles jejuavam os fieis ate a boca da noite.

Nunc usque ad Vésperam jejunábunt nobíscum páriter univérsi reges, et príncipes, cleros et pópulus, nóbiles et ignóbiles, simul in unum dives et pauper. (Serm. 3 in Quadrag.)

Em memória desta antiga disciplina rezam-se as Vésperas na Quaresma antes da comida, e desta indulgente antecipação da hora veio aconsoada, a qual não deve ser mais uma refeição completa.

Unamos cada dia nosso jejum ao de Cristo Nosso Senhor, em testemunho da nossa obediência a Igreja nossa Mãe, do nosso agradecimento por tantos benefícios, para expiação dos nossos pecados e dos de nossos irmãos, para alivio das almas do Purgatório, e para alcançar a graça de livrar-nos de tal pecado e praticar tal virtude.

Goffiné – Manual do Cristão

Leia também sobre…

O JEJUM E A ABSTINÊNCIA

BENEFÍCIOS DO JEJUM

ORDENS MENORES E TOMADAS DE BATINA NO SEMINÁRIO DE ZAITZKOFEN (ALEMANHA) – 2018

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Mons. Bernard Tissier de Mallerais, Bispo Auxiliar da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X , entregou a batina a sete seminaristas do primeiro ano: 1 alemão, 1 suíço, 1 austríaco, 1 tcheco, 1 russo e 2 poloneses, procedeu com a tonsura e conferiu as primeiras Ordens Menores a  outros onze: 2 tchecos, 4 alemães, 2 austríacos, 1 francês, 1 lituano e 1 suíço,  nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2018 no Seminário do Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen, na Alemanha.

As quatro ordens menores (Hostiário, Leitor, Exorcista e Acólito) são graus do sacerdócio (leia aqui a respeito) e não são mais conferidos nos seminários conciliares.

Nas ordens antigas, a tonsura é mais visível, como ainda é usado, por exemplo, nos capuchinhos e nos beneditinos que, após a cerimônia de tonsura, não levam mais que uma coroa de cabelo.

Os seminaristas se ajoelham diante do Bispo que, em um gesto simbólico, corta quatro mechas de cabelo em forma de uma cruz. “O Senhor é parte da minha herança” (4), então diz o novo levita.

Esta é uma alusão à tribo de Levi no Antigo Testamento cujos membros, por suas funções ao serviço do Templo não possuíam territórios na Terra Prometida, o próprio Senhor se declarou sendo sua herança.

Depois de dar a tonsura, o Bispo conferiu as ordens menores:

– O Porteiro tem a tarefa de abrir e fechar as portas da igreja e garantir a santidade do local de culto. Ele também é responsável pela convocação dos fiéis, tocando o sino, às funções divinas:

 “O porteiro deve guardar a igreja dia e noite, cuidar para que nada se perca; abrir e fechar a igreja e a sacristia; cuidar da limpeza e da decoração da igreja; tocar os sinos para indicar as horas das diferentes orações; manter a ordem do lugar e observar o silêncio e a modéstia; evitar que os infiéis entrem na igreja, perturbando os serviços, profanando os mistérios; abrir o livro ao pregador. ”

Ao tocarem as chaves da igreja, o bispo também lembra as contas que terão que prestar a Deus por esse serviço. No fundo da igreja, um a um, eles abrem a porta e tocam o sino.

De volta à frente do altar, eles são ordenados Leitores para a edificação dos fiéis. O Leitor faz as leituras do Antigo Testamento em público: dessa forma ele começa a exercer o papel sacerdotal de ensino.

O que vossos lábios lerão, creiam-no de todo o coração e mais ainda, pratiquem-no por vossas obras … Como se mantendes de pé para ler, devereis também dar o exemplo e praticar uma virtude mais elevada que aqueles que vos ouvem.

************************

As ordenações menores em 2018 nos EUA e na França podem ser vistas aqui.

************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

30 ANOS DEPOIS: O SERMÃO DAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DO ARCEBISPO LEFEBVRE

Imagem relacionada

Preferimos continuar na Tradição, esperando que essa Tradição reencontre seu lugar em Roma, esperando que ela reassuma seu lugar entre as autoridades romanas, em suas mentes” — Mons. Marcel Lefebvre

Introdução de Michael J. Matt (editor de Remnant) – Tradução Dominus Est

Em 1976, quando eu tinha dez anos, fui crismado pelo Arcebispo Marcel Lefebvre. Lembro-me de um homem bondoso e santo, de fala suave e verdadeiramente humilde. Mesmo ainda sendo crianças, meus irmãos e eu entendemos que ali estava um verdadeiro soldado de Cristo, que assumira uma posição corajosa e solitária em defesa da sagrada Tradição, em um momento em que não havia nada mais “hip” do que novidade e inovação. Nosso pai estava junto a ele, e esses homens eram “traddies” muito bem antes de “traddy” ser algo legal.

Lembrem-se que o mundo inteiro estava passando por um revolução na época — sexual, política, litúrgica, cultural — e “não havia nada mais antiquado do que o passado“. A resistência solitária dos primeiros tradicionalistas pôde, então, ser comparada a algo tão absurdo (aos olhos do mundo na época) como um homem na lama em Woodstock que insistisse para que os hippies colocassem suas roupas de volta e parassem de tomar ácido e fumar maconha. Ninguém se importava. Eram zombados, riam deles e, por fim, mandados que saíssem da Igreja.

Os tempos estavam realmente ‘mudando’, e com poucas exceções, o elemento humano da Igreja de Cristo acompanhou a loucura — com efeito, poder-se-ia dizer, liderando o caminho.

Quando nos lembramos do motivo desses homens terem resistido à loucura dos anos 60, lembremo-nos de que eles não foram motivados principalmente pela ideia de salvaguardar suas próprias circunstâncias. O Arcebispo Lefebvre, por exemplo, estava aposentado antes que o mundo descobrisse quem ele era. Ele foi persuadido a sair de sua aposentadoria por seminaristas que, de repente, viram-se cercados por lobos em pele de cordeito, nos próprios seminários. Os modernistas estavam, literalmente, em toda parte. Continuar lendo

TOMADA DE BATINA NOS SEMINÁRIOS DA FSSPX NA FRANÇA E ESTADOS UNIDOS

Fontes: La Porte Latine / DICI– Tradução: Dominus Est

TOMADA DE BATINA EM FLAVIGNY (FRA)

No dia 2 de fevereiro, o Seminário São Cura d’Ars, Dom Alfonso de Galarreta, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, entregou o hábito clerical aos 16 seminaristas do primeiro ano: 12 franceses, 1 Camaronês, 1 Canadense, 1 italiano e 1 suíço.

A celebração foi assistida pelos padres Patrick Troadec , diretor do seminário (padre assistente), Jean de Lassus e Louis Edward Meugniot (diáconos assistentes), Michael Demierre (diácono) e Foucaud Rufus (subdiácono).

Em seu sermão, ele [D. Galarreta] lembrou o a representatividade do hábito eclesiástico: a renúncia ao mundo e ao seu individualismo, destruidor da autoridade e da obediência.

As famílias dos seminaristas não estavam sós nessa viagem. Mais de 30 seminaristas de Ecône e cerca de 30 sacerdotes cercaram os jovens levitas.

As escolas secundárias de Saint-Joseph des Carmes (Montreal de Aude), Saint-Jean-Baptiste de la Salle (Camblain l’Abbé), L’Étoile du Matin  (Eguelshardt), Saint-Martin (La Placelière, Château-Thébaud) ) e Saint-Jean Bosco (Marlieux) foram representados por muitos estudantes.

Durante a cerimônia, o coro da escola de Saint-Joseph des Carmes, sob a direção do Pe.  Eric Peron, interpretou o”kyriale” da Missa de Meia-Noite de Charpentier e os “motets” de Monteverdi. A escola do seminário de Ecône assegurou o canto das peças gregorianas.

TOMADA DE BATINA E TONSURA EM DILLWYN (EUA)

No dia 2 de fevereiro de 2018, no seminário de Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn  (EUA), 9 seminaristas receberam o hábito eclesiástico das mãos de D. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade de São Pio X. Da mesma forma, 12 seminaristas do segundo ano receberam a tonsura clerical.

**************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

PEDIDO DE AJUDA NA TRADUÇÃO DO CATECISMO EM VÍDEO

Resultado de imagem para ajudaPrezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como é sabido, em dezembro nos comprometemos a traduzir e legendar as aulas de Catecismo proferidas pelo Padre Gabriel Billecocq, hospedado no site do Distrito da FSSPX na França, o La Porte Latine.

Essas aulas estão sendo publicadas todas as quartas feiras. Disponibilizamos uma página exclusiva para esse catecismo e também uma Playlist em nosso Canal no Youtube.

Porém, devido a questões particulares de nosso dia-a-dia e também ao trabalho com outras publicações e traduções de textos no blog, nosso tempo está muito apertado para levarmos esse projeto da forma que havíamos planejado, ou seja, semanalmente. Para ciência, além da tradução e transcrição, há todo um trabalho de sincronização das legendas com o áudio original, no vídeo. Os vídeos não são longos, mas há um grande trabalho por trás.

Assim estamos pedindo ajuda para continuarmos esse trabalho de forma ordenada e sem comprometer a periodicidade das publicações.

Você que tem conhecimento do idioma francês e puder, por caridade, nos ajudar nessas traduções, escreva-nos: gespiox@yahoo.com.br

Tenham certeza que é um trabalho gratificante, que não fazemos por nós, e sim para ajudar almas que não tem acesso a esse tipo de conteúdo, e claro, para honra e glória de Nosso Senhor e exaltação de Sua Santa Igreja.

Que Nossa Senhora nos proteja nessa jornada.

Obrigado a todos e rezem por nós.

PODEMOS FAZER ALGO PELA SALVAÇÃO DE NOSSOS ENTES QUERIDOS?

Chegarás primeiro às sereias, que encantam a quantos homens vão a seu encontro. Aquele que imprudentemente se aproxima delas e ouve sua voz, já não volta a ver sua esposa nem seus pequeninos filhos rodeando-o, cheios de alegria, quando retorna aos seus lares; mas ele é enfeitiçado pelas sereias com seu canto hamonioso, sentado em um prado e tendo ao seu redor uma enorme pilha de ossos de homens putrefatos cuja pele se vai consumindo.” (A Odisséia)

Fonte: Adelante la Fé – Tradução: Dominus Est

A mitologia menos infantil sobre as sereias as ilustra como seres perversos que atraíam os marinheiros com seus hipnóticos cantos, sussurrando entre suas melodias mensagens com um  atrativo tão sugestivo para a vítima que não se podia resistir, se aproximando para ser devorados. Em “A Odisséia”, Ulysses advertiu seus marinheiros e, com tampões de cera, conseguiram esquivar seu perigo. Mas ele, querendo ouvi-las cantar, amarrou-se ao mastro de seu próprio navio para não ser pego, consciente de que seu poder sedutor e narcótico o faria inevitavelmente ir à direção delas.

Hoje em dia Satanás exerce sobre nós um poder sedutor, não similar, mas sim infinitamente mais poderoso. Suas “sereias” são numerosas: a televisão, os filmes, internet, a educação, os governos, a falsa espiritualidade … e nos cantam continuamente “venha, venha conosco fazer o que todos fazem e serás feliz”. No seu conjunto é um rolo compressor que é muito difícil escapar, e como se estivéssemos no barco de Ulisses sem tampões ou nós, vamos vendo com horror como a grande maioria dos nossos entes queridos vão caindo lentamente em seus braços.

Estes, por sua própria vontade, caem nas mãos do diabo, porque, não nos enganemos, ou se está nas mãos de Deus ou nas de Satanás, não há um estado intermediário de “boa pessoa” que não está nem com um nem com outro. E quando isso acontece, nos diz Santo Afonso Maria de Ligório, Deus acaba abandonando o pecador. E como Ele faz isso? Deixando-o cego e surdo à Luz divina, por isso vemos que essas pessoas deslizam como o óleo na água absolutamente tudo o que podemos dizer-lhes, ler-lhes ou ensinar-lhes. É como se eles tivessem uma armadura que os imuniza de Deus, e assim nos damos conta de sua dureza e cegueira. E é aqui que o diabo, que sempre tenta pescar em águas turbulentas, se aproveita e nos leva ao desespero: “não há nada a fazer“, “é um caso impossível“… Continuar lendo

ESPECIAIS DO BLOG: ESTUDO SOBRE O NATURALISMO DOS “MISTÉRIOS LUMINOSOS” DO PAPA JOÃO PAULO II

jpEm mais uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os links para os capítulos do “Estudo sobre o Naturalismo dos Mistérios Luminosos, escrito pelo Padre Peter R. Scott – FSSPX que expõe de forma clara a tentativa velada de promover o naturalismo da revolução pós-conciliar.

Como isso poderia ser possível? Como poderia um papa errar recomendando o Rosário? Como poderia Nossa Senhora abandonar aqueles que continuam a recitar suas Ave-Maria? Como poderia um católico criticar um papa que diz que o Rosário é “sua oração predileta”, “Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade” ?

Leiam e entendam.

 

TRABALHANDO E CAMINHANDO EM SENTIDOS OPOSTOS

Talvez essa vigília não seja tão escandalosa como tantas que temos aqui no Brasil (principalmente em relação ao sincretismo com religiões pagãs), mas vale o exemplo de como deve ser nossa postura perante o novo ecumenismo pós-conciliar, que ofende tanto a Nosso Senhor, e mostra como a igreja conciliar caminha em sentido oposto ao da Igreja Católica, como já dito por D. Lefebvre. Parabéns ao Priorado da FSSPX em Albano (Itália) pelo belo exemplo dado.


Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

No sábado, 20 de janeiro, por ocasião da “vigília ecumênica” organizada pela diocese de Albano-Laziale e presidida pelo bispo D. Marcello Semeraro, um grupo de fiéis da Fraternidade São Pio X se reuniu perto da Catedral com a intenção de informar aos participantes da vigília sobre a insensatez de tal prática que, de modo algum, pode ser definida como católica e que destrói profundamente o conceito de “unidade dos cristãos” cuja única base é a integridade da fé.

Na entrada e na saída da igreja foram distribuídos folhetos para alertar sobre o erro praticado hoje e para esclarecer acerca da verdadeira posição do Magistério a este respeito.

Durante a celebração, foi recitado um rosário liderado pelos sacerdotes da Fraternidade, em espírito de reparação ao falso ecumenismo que ofende a Deus e faz os não-católicos permanecerem no erro. Algumas horas antes, na capela do Priorado, foi celebrada uma Missa de reparação. 

Do site da Diocese de Albano-Laziele:

“[…] Sábado, 20 de janeiro, às 19:30h na Catedral de Albano, será celebrada a Vigília ecumênica diocesana, presidida pelo bispo de Albano Marcello Semeraro com a pregação do bispo da diocese ortodoxa romena da Itália, Monsenhor Siluan e a abertura pelo pastor da Igreja Evangélica Batista de Ariccia, Giuseppe Miglio (vice-presidente da UCEBI). A animação litúrgica será organizada pela comunidade evangélica, da comissão ecumênica diocesana, o coral polifônico ortodoxo “San Romano il melode” e pelo organista da Igreja Batista de Ariccia, Alberto Annarilli “.

*************************

Nota do nosso Blog: para entender o verdadeiro significado do ecumenismo, segundo o magistério da Igreja, deve-se ler a Encíclica Mortalium Animos, de Pio XI.

A ESSÊNCIA DA ORAÇÃO É A ELEVAÇÃO DA ALMA PARA DEUS – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Eis aqui algumas palavras de Mons. Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobre a parte fundamental da oração, isto é, a elevação da alma a Deus, pois é muito fácil confundir-se com devoções exteriores que, por vezes, podem chegar a nos distrair ao invés de nos ajudar.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

A Igreja medita os ensinamentos recebidos e pede para dispor às almas a buscar santamente a graça.

O essencial da oração é a elevação de nossas almas a Deus. É um erro acreditar que somos obrigados a ler todas as orações da missa para assisti-la. É muito bom associar-se à cerimônia: é algo excelente, mas fez-se dos missais um elemento quase essencial. Aquele que não abre seu livrinho durante a missa e lê as orações escandaliza ao que o vê, embora ele possa rezar melhor do que aquele que lê seu missal. Se essa pessoa conhece bem as diferentes partes da Missa, se associa a todas as orações do sacerdote e se prepara particularmente para a santa comunhão, unindo-se profundamente no amor de Nosso Senhor nela, essa pessoa segue a Missa de modo admirável. As bênçãos de Deus podem ser mais abundantemente derramadas sobre ela do que aqueles que seguiram o missal com exatidão, talvez se distraindo por tentar entender todas as palavras, apegando-se à letra e esquecendo o espírito da Missa.

A Missa Nova foi concebida para que tudo fosse compreendido; há de se seguir tudo; por isso que o sacerdote diz tudo em voz alta, todos devem seguir e os fiéis participam o tempo todo. Na realidade, os fiéis rezam seguramente menos do que rezavam antes. Não à toa o Concílio de Trento afirma: “Se alguém disser que o rito da Igreja Romana que prescreve que parte do Cânon e as palavras da consagração se profiram em voz baixa deva ser condenado, seja anátema“. Isto está nos cânones sobre o santo sacrifício da Missa do Concílio de Trento. 

Em nossa época existem ilusões completas. Há de se ater na definição da oração. O que conta é a elevação de nossas almas a Deus. Agora, não há dúvida de que o santo sacrifício da Missa e toda a liturgia tradicional nos ajuda muito a elevar nossas almas a Deus.

DOIS CURSOS AINDA ESTÃO DISPONÍVEIS

Resultado de imagem para fsspx

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ainda temos dois cursos proferidos pelos padres da FSSPX à venda aqui pelo nosso blog:

  • OS RITOS DA MISSA (TRIDENTINA) – EXPLICAÇÃO DAS ORAÇÕES E CERIMÔNIAS
  • FÁTIMA E A EXPERIÊNCIA SOVIÉTICA (R$ 40,00)

Mais informações nesse link.

“A IGREJA NÃO É O CORPO MÍSTICO DO PAPA; A IGREJA É, COM O PAPA, O CORPO MÍSTICO DE CRISTO”

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Não voar muito baixo

Propomos aos nossos leitores este artigo (retirado da última edição da “Le Seignadou”, o boletim do Priorado “Saint-Joseph-des-Carmes”, no sul da França) de D. Michele Simoulin, ex-Reitor do Seminário Ecône (1988 -1996) e Superior do Distrito Italiano da FSSPX (1997-2004), a quem agradecemos a gentil autorização para publicá-la (original do texto italiano).

*******************

Todos nós conhecemos a Declaração de Mons. Lefebvre, de 21 de novembro de 1974. Se a esquecemos, vamos relê-la: ela não envelheceu. Na verdade, é ainda mais atual: ainda hoje – e certamente será por muito tempo – o fundamento da nossa posição na atual situação da Igreja: “Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram“.

Não esqueçamos, no entanto, o que a declaração diz logo após: “Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos“.

O cerne da questão, portanto, é a fé, propósito e razão de ser da Igreja e de seu magistério. Mons. Lefebvre é muito claro e delineia claramente o objeto final de sua fidelidade: “a Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé“. Todo o resto é secundário ou simplesmente pertence à ordem dos meios, incluindo o Papa, os sacramentos, a moral, a teologia, o catecismo, etc. Tudo, até mesmo a Santa Igreja está a serviço da fé!

E assim não nos esqueçamos da exortação, cheia de força e sabedoria, do padre de Chivré para “não voar muito baixo“. Pode-se facilmente cair em uma espécie de racionalismo que reduz as questões da Igreja aos assuntos puramente humanos. Talvez tenhamos o mau hábito de referir tudo aos homens: Papa, bispos, sacerdotes…aos detentores da autoridade na Igreja, à Roma, ao Papa ou a Mons. Fellay – em vez de Deus e Jesus Cristo. Ao contrário, tudo passará: até a Igreja e a Fraternidade passarão, “mas minhas palavras não passarão” (Mt 24, 35). Somente a Igreja eterna, isto é, a Santíssima Trindade, pode justificar e merecer que se abandone tudo para servi-la. Continuar lendo

A GRANDE TRAIÇÃO – PARTE IV (FINAL)

Resultado de imagem para beijo do judasEm seu livro The Eucharistic Words of Jesus, publicado em 1966,Dr. Jeremias inventou a engenhosa teoria de que, quando Cristo disse “para muitos”, Ele quis dizer “para todos”, porque o aramaico não possui nenhuma palavra que signifique “todos”. Assim, o argumento era transferido da teologia que, uma vez que o Concílio de Trento expressamente rejeitara e repudiara “para todos os homens”, foi terreno perigoso, mesmo para qualificados equivoquistas, para a filologia.

No entanto, o argumento era bastante insano. Não só a passagem: “todos os habitantes da terra são reputados como nada diante dele” (Daniel IV, 32) existem no aramaico original, mas a obra A Grammarof Biblical Aramaic (publicada em 1961) dedica toda uma seção à palavra aramaica para “todos”, “muitos” e “cada um”.

A explicação “oficial” deste ponto particular na Missa Nova, como de muitos outros, é o que o homem simples, alheio aos métodos de pensamento episcopais, chamaria uma mentira. Sua importância, aqui,está no fato de que, ao alterar as palavras de Cristo, certamente essa alteração tornam inválidas todas as Missas vernáculas, além de qualquer possibilidade de argumento.

Como as versões latinas dos novos Cânones da Missa ainda retêm o “pro multis” e ainda não alteraram para o “pro omnibus”, facilmente este motivo de invalidade não se aplica a eles. Contudo, eles não parecem menos inválidos, mas antes de examinar a razão, seria bom dizer uma palavra sobre o Cânon da Missa, porque as nossas autoridades eclesiásticas estão enganando os leigos,falseando mais de 400 anos.

A forma como a mudança foi apresentada ao inglês pode ser resumida pela sentença do cardeal Heenan, no prefácio do livro de Missa de Westminster:

“Palavras e ações que, há quatrocentos anos atrás, serviram de apelo aos isabelinos, dificilmente podem satisfazer o estado de espírito dos homens no século XX.” Continuar lendo

A GRANDE TRAIÇÃO – PARTE III

E quando em setembro os cardeais Ottaviani e Bacci apresentaram ao Papa um estudo crítico da Missa Nova preparado por destacados teólogos europeus, demonstrando que ela “representa em seu conjunto e em seus detalhes um impressionante afastamento da teologia da Missa”, a Latin Mass Society imediatamente publicou uma tradução em inglês, e enviou-a pessoalmente a cada bispo, sacerdote, monsenhor e superior de ordem religiosa da Inglaterra.

A Hierarquia proibiu os sacerdotes de comentar a análise dos estudiosos e podemos presumir que a maioria dos 7.000 exemplares foram parar diretamente nos cestos de lixo clerical.

Neste importante trabalho os teólogos demonstraram, com abundância de ciência teológica, que:

  1. a Missa Nova havia sido substancialmente rejeitada pelo Sínodo dos Bispos;
  2. que nunca fora submetida ao julgamento das Conferências Episcopais;
  3. nunca fora pedida pelo povo;
  4. que continha todas as possibilidades para satisfazer os protestantes mais modernistas;
  5. que, por uma série de equívocos, obsessivamente coloca a ênfase na “ceia” em vez de no Sacrifício;
  6. que não faz nenhuma distinção entre o sacrifício divino e o sacrifício humano;
  7. que o pão e o vinho são somente de caráter espiritual, não substancialmente mudados em Corpo e Sangue de Nosso Senhor;
  8. que a Presença Real de Cristo nunca é aludida e a crença nela é implicitamente repudiada;
  9. que a posição do sacerdote e do povo estão de tal modo falsificada que o celebrante rebaixa quase ao mesmo nível de um ministro protestante e a verdadeira natureza da Igreja é intoleravelmente adulterada;
  10. que o abandono no latim significa um ataque à unidade da Igreja, não somente em seu culto, mas em suas próprias crenças;
  11. Que em qualquer caso, o Novus Ordo Missae não tem intenção de defender a Fé como ensinado pelo Concílio de Trento a qual a consciência católica está vinculada. Com efeito, está repleta de insinuações ou erros manifestos contra a pureza da religião Católica e desmantela todas as defesas do depósito da Fé.

O Vaticano, bem como os Bispos ingleses e galeses, parecem ter presumido uma combinação de ignorância teológica e obediência cega para aceitar a nova missa sem argumentos. Eles fizeram o seu melhor para evitar suspeitas introduzindo as mudanças gradualmente. Como o cardeal Heenan escreveu em sua Carta Pastoral de 12 de outubro de 1969:

“Por que a Missa continua mudando? Aqui está a resposta. Teria sido imprudente introduzir todas as mudanças de uma vez. Obviamente foi mais sábio mudar gradualmente e delicadamente. Se todas as mudanças tivessem sido introduzidas juntas, você ficaria chocado.” Continuar lendo

A GRANDE TRAIÇÃO – PARTE II

Resultado de imagem para beijo judasNo século XVII, as forças anticatólicas foram agrupadas em torno dos três grandes heresiarcas: Lutero, Zwingli e Calvino. Embora todos ensinassem diferentes doutrinas e, ao se falar um do outro, expressaram-se em termos pouco claros, estavam unidos em seu ódio contra a “não suficientemente execrada Missa”. Adotando todas as heresias eucarísticas do passado e adicionando outras, eles estabeleceram e propagaram o que hoje chamamos de Reforma.

Já conhecemos os meios usados pelo arcebispo Cranmer na Inglaterra protestante para a destruição da Missa. Cranmer com outros dois líderes protestantes, Ridiye e Latimer, pediram um debate público com teólogos católicos sobre a transubstanciação. Este debate público ocorreu em Oxford em três proposições:

  • Na Eucaristia, em virtude das palavras de Cristo pronunciadas pelo sacerdote, o Corpo e o Sangue de Cristo estão verdadeiramente presentes, sob as aparências do pão e do vinho.
  • Após a consagração, não há substância de pão ou vinho, mas corpo e sangue.
  • A Missa é um verdadeiro sacrifício proveitoso aos vivos e aos mortos como propiciação de seus pecados.

Após uma disputa de três dias, os protestantes viram-se obrigados a repudiar a autoridade do Quatro Concílio de Latrão “por não concordar com a palavra de Deus”. Embora este repúdio tenha sido uma consequência lógica da doutrina protestante, não deixou de surpreender grandemente os católicos, bem como os teólogos que disputavam como os estudantes que ouviam.

O quê? Exclamou o teólogo católico que presidia “Não admitem o Concílio de Latrão?”

Não, responderam os protestantes; não admitimos.

Nada havia a acrescentar. Eles repudiaram uma doutrina, que indubitavelmente expressava a doutrina católica. Repudiavam a própria ideia da continuidade apostólica da Igreja, em seu desenvolvimento.

Como Karl Adam coloca em The Spirit of Catholicism: Continuar lendo

A GRANDE TRAIÇÃO – PARTE I

Resultado de imagem para beijo judasPrezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Cristo.

Iniciamos hoje a publicação de um texto de Hugh Ross Williamson (1901-1978) historiador britânico e dramaturgo. Ordenou-se sacerdote anglicano em 1943. Em 1955 converteu-se ao Catolicismo romano e escreveu várias obras históricas com tom apologista católico. Em 1956 publicou sua autobiografia, The Walled Garden e foi crítico às reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II.

O texto que publicamos agora é parte de sua obra The Great Betrayal: Some Thoughts on the Invalidity of the New Mass. Britons, 1970 (Tradução: Dominus Est) e aborda com mestria a sutileza das maquinações heréticas contra Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, nosso Tudo e maior tesouro da Igreja.

*************************************

O Evangelho, a “Boa Nova de Jesus Cristo”, é, acima de tudo, o fato histórico de sua Ressurreição. Ao ressuscitar dos mortos, o Deus Encarnado interrompe o processo da natureza e dá uma nova dimensão à existência humana. Em vez da morte e a decadência, que pareciam ser o fim inevitável de todas as coisas, temos agora a Vida Eterna diante de nós.

Os apóstolos foram testemunhas presenciais deste evento singular, aqueles que podiam dizer: “Eu O vi; eu falei com Ele; aprendi com Ele; eu O toquei, comi com Ele depois de sua ressurreição dentre os mortos”. Por isso, esses homens não tiveram medo da morte, quando em mãos daqueles que não acreditavam, por sua grande fé e pela esperança certa de sua própria ressurreição.

Hoje, quando para a maioria dos homens o Evangelho não significa nada além de uma narrativa, uma lenda de certos episódios da vida de Cristo e o “apóstolo“ não passa de um mestre peregrino de barbas brancas do primeiro século da Igreja, é impossível imaginar o impacto desta “Boa Nova” da abolição da morte, que era “escândalo para os judeus e loucura para os gregos”.

Embora a ressurreição de Cristo seja a base de nossa fé católica, há uma grande multidão de nomeados cristãos, que substituíram esta esperança da própria ressurreição por um interesse insaciável na melhoria social, uma preocupação para com as coisas deste mundo, que parece indicar a convicção de que “a morte é o fim de tudo”, embora continuem dizendo em palavras que acreditam na ressurreição e na vida eterna. Continuar lendo

37 ORGANIZAÇÕES PRÓ-VIDA E PRÓ-FAMÍLIA JURAM FIDELIDADE AO ENSINO DA IGREJA

Em 12 de dezembro de 2017, 37 líderes de associações pró-vida e pró-família assinaram uma declaração de “fidelidade à verdadeira doutrina, e não aos pastores que erram”.news-header-image

Fonte: FSSPX News (Agradecemos ao nosso amigo Sr. Adolfo J. G. Correa por ter cedido, gentilmente, a tradução)

Os signatários pertencem a associações ao redor do mundo: França, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Bélgica, Itália, Canadá, Estados Unidos, Nicarágua e Venezuela. François Legrier, presidente do Movimento Católico das Famílias, Philippe Piloquet, presidente da SOS para os Mais Pequenos e Yves Tillard, presidente da Ação para Famílias e Escolas, são alguns dos signatários por parte da França.

Como assinalam seus autores, este juramento de fidelidade identifica-se com a postura da Súplica Filial ao Papa Francisco, lançada em setembro de 2015 e assinada por 900.000 pessoas, seguida da Declaração de Fidelidade à Doutrina Imutável da Igreja sobre o Matrimônio em 2016, das cinco Dubia dirigidas ao Papa pelos quatro cardeais em 19 de setembro de 2016, pela Correctio filialis de 23 de setembro de 2017 e pelo apoio à Correctio filialis oferecido por 250 teólogos em 4 de novembro. Nenhuma dessas declarações recebeu resposta do Papa Francisco.

Juramento de fidelidade ao autêntico ensino da Igreja

O número de crianças inocentes assassinadas pelo aborto durante o último século é maior ao de todos os seres humanos que morreram em razão das guerras na história humana. Nos últimos cinquenta anos estamos testemunhando o constante aumento de ataques à estrutura da família, tal e como foi planejada e desejada por Deus, capaz de criar o melhor ambiente para a prosperidade da humanidade e, sobretudo, para a educação e formação das crianças. O divórcio, a contracepção, a aceitação de atos e uniões homossexuais e a disseminação da “ideologia do gênero” têm causado danos incalculáveis à família e aos seus membros mais vulneráveis. Continuar lendo

A VERDADEIRA HUMILDADE – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Acima do conceito da obediência, da vida comunitária, do apostolado e da própria santidade, ressalta agora a vocação pessoal, o carisma e a dignidade da pessoa humana, exigindo respeito pelas ideias e pelas orientações pessoais. Como conciliar essa concepção com a humildade? 

A alma humilde – diz nosso Venerável Padre François Libermann – é doce na obediência e obedece sem dificuldade e sem contestar, porque não se apega a sua própria vontade. A humildade é a mãe da regularidade, o apoio da união interna e a mais forte garantia de subordinação.

É evidente que Nosso Senhor nos ensinou a mesma doutrina: “Aprenda comigo, que sou manso e humilde de coração“. “Todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado“.

Quantos textos poderiam ser citados da parte dos Apóstolos e, em particular, o exemplo de Nosso Senhor, do qual fala São Paulo na segunda Epístola aos Filipenses: “Se humilhou fazendo-se obediente até a morte … pelo qual também Deus o exaltou acima de todas as coisas“. É também a lição da Santíssima Virgem, quando cantou as bondades que Deus tivera com ela: “Porque olhou a humildade de sua serva“. 

Todos os santos deram um exemplo vivo dessa virtude, que é condição indispensável para a presença de Deus em uma alma. Santo Tomás de Aquino disse que esta virtude “remove obstáculos e nesse sentido ocupa o lugar principal na medida em que elimina o orgulho, na qual Deus resiste, e torna o homem obediente e sempre submisso para receber o influxo da graça divina eliminando o inchaço do orgulho.” Continuar lendo

ORAÇÃO PARA A PASSAGEM DO ANO

images (1)

Meu Jesus  adorado, queremos vos oferecer nesta hora em que o tempo vira uma página da história dos homens, nosso olhar e nossas orações, contemplando o Mistério do Natal, do Vosso Presépio, onde nascestes para nos salvar.

E assim como fostes não mais do que uma frágil criança, dependendo em tudo de Vossa Mãe Santíssima e de S. José, Vosso Pai adotivo, assim queremos ser, diante de Vós e de Vosso Pai. 

Antes  de tudo, queremos agradecer por todas as graças que recebemos ao longo deste último ano, graças de perdão, graças de amor, vindo em nossos corações pela Santa Comunhão. Também por todas as forças e ajudas que recebemos de Vós para bem realizar nossas obrigações e deveres, tanto materiais quanto espirituais.

Nós sabemos, ó Bom Jesus, que por causa do abandono em que vos deixamos por nossos pecados, tudo o que temos nos vem da pobreza da gruta em que nascestes, da Cruz que  aceitastes por nossa causa. E que, pela gloriosa Ressurreição alcançaremos, nós também, o Céu onde habitais.

Hoje o mundo se prepara para festejar um ano que termina, outro que começa. Nós queremos nos lembrar, antes de tudo, que foi o Vosso nascimento em Belém que deu origem a todos os séculos. Ali, naquela hora sublime,  o tempo parou de contar para dar início a uma nova era, marcada por Vossa presença sobre a Terra.

É assim que queremos viver todos os dias, lembrando que um dia, estivestes pisando o pó das nossas estradas, falando com nossa gente, morrendo sobre uma Cruz para  mostrar o caminho do Céu. Dessa lembrança virá nossa felicidade neste novo ano.

Que este ano bom seja para nós e para todos os nossos queridos pais, parentes e amigos, de verdadeira felicidade e sincera paz, e que os fogos e festejos dessa hora só nos faça estar mais próximos do tempo sem fim da Vossa Eternidade.

Amém.

Fonte: Permanência 

* Pode-se ganhar uma indulgência plenária pela oração pública do Te Deum na noite do dia 31 de dezembro e pelo canto público do Veni Creator no dia 1° de janeiro.

Um feliz e abençoado 2018 a todos nossos amigos, leitores e benfeitores.