A TRADIÇÃO NA NIGÉRIA: ATUALIZAÇÃO SOBRE O TRABALHO

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Caros amigos benfeitores,

É isso aí ! Graças à sua generosidade, o primeiro edifício está sendo levantado. Trata-se da construção de um grande prédio de 30m x 10m que abrigará o Priorado e, numa primeira etapa, o início de uma escola (3 grandes salas de aula, biblioteca e sala dos professores, 3 escritórios para os Padres) e uma capela temporária (que abrirá no domingo para acomodar 200 ou 300 fiéis). 

A Providência é boa: temos agora um excelente fiel vindo da Alemanha para controlar os trabalhos e estamos muito satisfeitos com a empresa que os iniciou. Infelizmente, como sempre acontece nas construções, os custos são bem superiores ao provisionado, mas podemos perceber a qualidade. Temos condições de pagar pelo trabalho estrutural, mas corremos o risco de faltar dinheiro: eletricidade, encanamento, serralheria, revestimentos…

nigPor isso, contamos com vossa fidelidade para poder concluir o trabalho. É hora de nos apoiar! E com essa alegria de finalmente ver a Missão crescer, junta-se a ordenação de nosso primeiro seminarista, padre Martin Anozie. Que ele seja o primeiro de uma longa série! Acredite que os senhores estão nas orações dele e nas de toda a comunidade.

Padre Peter

Para o Download da Revista SOS África n ° 13, clique aqui

MONS. VIGANÒ EM 2020, MONS. LEFEBVRE EM 1966

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em resposta à carta de uma religiosa de clausura, em 29 de maio de 2020, Mons. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos Estados Unidos, fala da atual crise na Igreja como como “a metástase do câncer conciliar“. Esta carta e a resposta de Monsenhor Viganò foram publicadas em 31 de maio por Marco Tosatti em seu blog Stilum Curiæ e traduzidas por Jeanne Smits em 2 de junho.

A afirmação do diplomata romano encontra-se no seguinte parágrafo: “Acredito que o ponto essencial para liderar efetivamente uma batalha espiritual, doutrinal e moral contra os inimigos de Cristo é a certeza de que a crise atual é a metástase do câncer conciliar: se não entendermos a relação de causa e efeito entre o Vaticano II e suas consequências lógicas e necessárias nos últimos 60 anos, não será possível restaurar o timão da Igreja na direção do curso estabelecido pelo timoneiro divino e mantido por 2000 anos. Temos sido catequizados há décadas com seu abominável “não há volta” em questões de liturgia, fé, moral, penitência, ascetismo: hoje também ouvimos repetir servilmente as mesmas expressões na esfera civil, enquanto se tenta doutrinar as massas com a ideia de que “nada será como antes”. O modernismo e o Covid-19 estão ligados pela mesma marca e, para aqueles que tem o olhar no transcendente, não é difícil entender que o pior medo daqueles que querem que acreditemos que a corrida ao abismo é inevitável e imparável, é que podemos não acreditar neles, podemos ignorá-los, desmascarar sua conspiração. Esta é a nossa tarefa hoje: abrir os olhos de muitas pessoas, incluindo clérigos e religiosos que ainda não estabeleceram o panorama geral e que se limitam a olhar a realidade de maneira parcial e desordenada. Depois de fazê-los entender o mecanismo, também entenderão todo o resto.

“Sim, podemos voltar atrás; podemos garantir que os bens dos quais fomos fraudulentamente despojados sejam devolvidos para nós. Mas isso só será alcançado na consistência da doutrina, sem flexibilização, sem abrir mão de nada, sem oportunismo. O Senhor se dignará a conceder-nos uma parte de sua vitória, mesmo que sejamos fracos e sem meios materiais, mas somente se nos abandonarmos completamente a Ele e a Sua Mãe Santíssima.” Continuar lendo →

AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 1 – NOTRE DAME DE CONSOLATION (PARIS)

A FSSPX está presente em 37 países e visita regularmente outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismos e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.

Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.

No post de hoje veremos uma delas: a Notre Dame de Consolation, em Paris:

Nach 10 Jahren in #Paris entdecke ich immer noch neue Sachen...

La vierge dorée sur le dôme

Inscription au-dessus du portail central

Le choeur et le maître autel

Côté droit

Côté gauche

Le dôme

Sculpture dans le choeur

Un des vitraux

Bénitier dans l'entrée

Clique aqui e acompanhe o Especial “As mais belas igrejas da FSSPX”

ORDENAÇÕES DIACONAIS E SACERDOTAIS EM ZAITZKOFEN – 2020

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

As ordenações de final de ano foram realizadas no Seminário Internacional do Sagrado Coração, em Zaitzkofen, Baviera (Alemanha).

Na sexta-feira, 19 de junho de 2020, na festa do Sagrado Coração, D. Alfonso de Galarreta, Bispo Auxiliar da Fraternidade São Pio X e Primeiro Assistente Geral, ordenou 6 diáconos: 2 alemães, 2 tchecos, 1 austríaco e 1 lituano.

No dia seguinte, sábado, 20 de junho, D. de Galarreta ordenou, para toda a eternidade, 3 sacerdotes: 1 alemão, 1 austríaco e 1 polonês.

As próximas ordenações ocorrerão em Ecône no sábado, 27 de junho (diaconato) e 29 de junho (sacerdócio) .

O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

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Fonte: Hojitas de Fe, 94. | Seminário Nossa Senhora Corredentora FSSPX –
Tradução: 
Dominus Est

Quem nunca ouviu contar, alguma vez, a história daquele irmão leigo que, entrando na religião para servir a Deus, mas não podendo fazê-lo como os outros monges, tinha uma vida interior sumamente simplificada?

Durante o seu trabalho, não sendo capaz de ter pensamentos elevados sobre Deus, limitava-se a dizer repetidamente: “Creio em Deus, espero em Deus, amo a Deus”. Quando ele se retirava para a igreja, não sabia como meditar como os outros religiosos, e por essa razão continuava recitando sua jaculatória favorita: “Creio em Deus, espero em Deus, amo a Deus”. Depois de algum tempo, aquele irmão, que em nada brilhara de especial durante sua vida, morreu e foi enterrado no cemitério da comunidade. E qual não foi a surpresa dos religiosos quando se deram conta de que, em cima do túmulo do humilde leigo, brotara uma flor de extrema beleza. Uma vez crescida a flor, perceberam que tinha três pétalas, e em cada uma das pétalas estava escrito com letra de ouro um dos três lemas do humilde irmão: “Creio em Deus, espero em Deus, amo a Deus”. Admirado pelo prodígio, o superior ordenou que cavassem para ver de onde brotava a flor; e então se pode ver que a flor estava enraizada no coração do humilde irmão leigo.

Algo semelhante acontece com o Sagrado Coração de Jesus. A história testemunha a repentina aparição de belíssimas flores: • de Apóstolos que pregaram o nome de Jesus até os confins da terra; • de Virgens que lhe consagraram toda sua vida, e de Mártires que não hesitaram em sacrificá-la por ele; • de Doutores que ensinaram aos povos as verdades divinas; • e de um sem-número de almas que, amando e confessando a Cristo, começaram a viver cristãmente. E essas flores começaram a crescer de tal forma que toda a sociedade se viu transformada e, acabou por aceitar as leis do divino Crucificado. Pois bem, se nós, por uma santa curiosidade, quiséssemos descobrir onde se encontram as raízes dessas flores, veríamos que estão no Sagrado Coração de Jesus.

1º Coração de Jesus fonte da religião católica.

Toda a religião católica tem sua razão de ser e sua origem no Coração de Jesus, isto é, no infinito amor que esse Coração tem por Deus e no infinito amor que esse Coração tem por nós. Continuar lendo →

ORDENAÇÕES EM DILLWYN (EUA): DIA DE JÚBILO NO SEMINÁRIO SANTO TOMÁS DE AQUINO

ordinations2020_24_dFonte: DICI – Tradução: Dominus Est

A alteração do calendário também atingiu as cerimônias de ordenações no seminário de Dillwyn, que foram antecipadas neste ano.

No sábado, 6 de junho de 2020, Sábado das Quatro-Têmporas, D. Fellay ordenou 4 padres para a Fraternidade São Pio X (todos americanos), no seminário Santo Tomás de Aquino, localizado em Dillwyn (Virgínia/EUA).

Ele ordenou também 4 diáconos – 3 americanos e 1 irlandês.

Esta cerimônia constitui a primeira das ordenações dos seminários do hemisfério norte, antes das que ocorrerão em Zaitzkofen (Alemanha) e Ecône (Suíça). No total, a FSSPX receberá 16 novos sacerdotes durante este mês de junho de 2020.

A Fraternidade conta com 6 seminários internacionais que formam, todos os anos, os sacerdotes de que a Igreja necessita.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

AS PROMESSAS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Santa Margarida Maria: A grande mensageira do Sagrado Coração de ...

Pe. Luis Cláudio Camargo

Em suas aparições a Santa Margarida Maria, Nosso Senhor insiste que o culto a seu Sagrado Coração seja revestido do aspecto de reparação. Seus devotos devem não somente descobrir seu Amor insondável, mas também oferecer reparação pelas injúrias, friezas e ingratidão com que Ele é ofendido. De fato, o liberalismo, desconhecendo a submissão que o homem deve a Deus, põe na liberdade do homem o princípio de todas as leis da sociedade moderna. O liberalismo quer que o próprio Deus se submeta à liberdade do homem. Que blasfêmia!

A essência da devoção ao Sagrado Coração é o reconhecimento de que a submissão humilde do homem à lei de Deus é seu maior bem, e que o homem deve submeter-se não como um escravo ao seu tirano, mas como um filho que reconhece o amor de seu pai em suas disposições e ordens. A devoção ao Sagrado Coração é, portanto, essencialmente antiliberal.

As reclamações de Nosso Senhor sobre os jansenistas parecem definir nossos modernistas atuais: “Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até esgotar-se e consumir-se para dar-lhes testemunho do seu amor, e em paga não recebe da maior parte deles mais do que ingratidão, pelos desprezos, irreverências, sacrilégios e friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor”. Irreverências, sacrilégios, friezas: Nosso Senhor parece aqui estar descrevendo a Missa Nova!

O modernismo é o esforço de teologia para justificar o sacrilégio do homem que se põe no lugar de Deus. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é a descoberta do amor de Jesus Crucificado e de como devemos obedecer a Ele.

I – Introdução

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi apresentada oficialmente ao mundo católico pelo Papa Leão XIII, em 25 de maio de 1899, como meio extraordinário de salvação para a humanidade. “Hoje se oferece aos nossos olhos” – disse então o Papa – “um grande sinal de salvação, sinal todo infuso de divino amor e de suprema esperança. É o Sagrado Coração de Jesus, encimado pela Cruz, cercado de espinhos e resplandecente de uma claridade esplêndida, em meio às chamas de seu amor. N’Ele é necessário depositar toda a nossa confiança; a Ele é necessário pedir e esperar a salvação”. Continuar lendo →

AS ORDENS DE CAVALARIA E OS TEMPLÁRIOS

Trabalho organizado pelo Prof. Cláudio de Cicco onde analisa as fontes históricas dos estudos sobre as Ordens de Cavalaria, suas origens, seu espírito, características, fins, código de honra, sua aprovação por São Bernardo de Claraval assim como as calúnias proferidas por Felipe o Belo Rei da França com o intuito de se apossar de seus bens materiais que culminara na extinção, em partes, dessa fantástica organização católica cujo espírito ressoa através do Século XXI nas almas daqueles que ainda lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

tempClique na imagem para acessar o texto.

CITAÇÕES SOBRE O ANTICRISTO

antiPe. Emmanuel André: 

“Apresentar-se-á como cheio de respeito pela liberdade dos cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta… Talvez até irá dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteon de falsos deuses”  (O Drama do fim dos Tempos)

Santo Ambrósio

“O Senhor não virá como juiz antes que o reino romano seja dissolvido, e que o Anticristo apareça. Este matará os santos e restituirá aos Romanos sua liberdade mas sob seu próprio nome”.

Santo Anselmo

“O Anticristo procurará passar-se por religioso, a fim de poder seduzir sob este exterior de piedade; e há mais, ele dirá que e Deus e se fará adorar e prometerá o céu”.

“Porque, que incrédulo se converterá à fé, que cristão não ficará abalado e quebrado em sua fé, quando o perseguidor da religião se tornar autor de grandes prodígios?”

“Mas, o Espírito Santo é bastante poderoso para sustentar o coração dos seus, mesmo no meio desses grandes prodígios; esses prodígios extraordinários seduzirão somentes aqueles que merecem ser seduzidos”.

Santo Antônio

“O Anticristo será designado como chefe dos hipócritas, porque este homem tão perverso recorrerá sobretudo à hipocrisia para seduzir”.

Santo Agostinho

“Quando o Anticristo, filho do demônio, autor o mais perverso de toda malícia, vir perturbado o mundo inteiro e tiver atormentado o povo de Deus por diversos suplícios; depois que tiver morto Enoch e Elias e tiver martirizado todos os que perseveraram na Fé, a cólera de Deus tombará enfim sobre ele e Nosso Senhor o fará perecer pelo sopro de sua boca”.

São Boaventura

“Marcas do advento do Anticristo:

Quando os velhos não tiverem nem bom senso nem prudência;

Quando os cristãos estiverem sem fé;

Quando o povo estiver sem amor;

Quando os ricos forem sem misericórdia;

Quando os jovens não tiverem respeito;

Quando os pobres forem sem humildade;

Quando as mulheres tiverem perdido o pudor;

Quando, no casamento, não houver mais continência;

Quando os clérigos forem sem honra e sem santidade;

Quando os religiosos não tiverem verdade nem austeridade;

Quando os prelados não se inquietarem de sua administração e não tiverem piedade;

Quando os mestres da terra não tiverem misericórdia nem liberdade.”

São Gregório Magno

“O Anticristo se levantará tão alto, reinará com tanto poder, aparentará uma tão grande santidade por prodígios e sinais extraordinários, que ninguém poderá contradizer suas obras porque somará ao poder do terror os sinais mais aparentes de sua santidade exterior”.

“É coisa diferente de uma testemunha de Anticristo aquele que, não mais considerando como sagrada a Fé que deu a Deus, dá testemunho do erro?”

São Jerônimo

“O Anticristo deverá sair do povo judeu e tais serão sua simplicidade e sua humildade que se não lhe prestarem as honras devidas a um rei, ele se tornará mestre do poder por suas falsidades e seus artifícios e ele forçará os exércitos do povo romano a se renderem e os quebrará”.

“O Anticristo fingirá ser casto para pegar de surpresa um grande número de pessoas”.

São Berlarmino

“O Anticristo estará em entendimento secreto com o demônio que ele servirá secretamente. Em desígnio cheio de fingimento, ele mostrar-se-á como Cristo para enganar os cristãos e, ao mesmo tempo, aprovará a circuncisão e o sábado para seduzir os judeus”.

 

Retirado do livro “O Itinerário espiritual da Igreja Católica” – Júlio Fleichman (Post publicado originalmente em 14/01/16)

DISTRITO ASIÁTICO DA FRATERNIDADE SÃO PIO X: DEUS É FIEL

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O Deus de paz, em pessoa, vos santifique em tudo, a fim de que todo o vosso ser, o espírito, a alma e o corpo, se conservem sem culpa para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é aquele que vos chamou, o qual fará isso. (1 Tes 5, 23-24)

Devido às dimensões do Distrito da Àsia e do número insuficiente de padres, várias capelas só podem ser visitadas ocasionalmente. Esses fiéis são menos “sortudos” que outros? Deus os abandonou e os esqueceu?

Um evento trágico ocorreu recentemente em um local do distrito, onde a missa é oferecida apenas uma vez por mês: um de nossos fiéis morreu subitamente de um ataque cardíaco. Sim, um evento trágico, mas muito consolador em suas circunstâncias. 

Na noite anterior, a Missa dominical foi oferecida, em uma sala alugada, por um padre da Fraternidade. O Evangelho falava da morte. O catecismo após a missa falava sobre o purgatório. Posteriormente, um dos fiéis abrigou generosamente o padre para jantar e passar a noite em sua casa. Ele gentilmente insistiu em levar a mala do padre ao seu quarto. De manhã, o padre havia recitado parte do Ofício Divino, conforme solicitado pela Santa Madre Igreja. Sem dúvida, o bom Senhor conduziu essas orações pela alma desse cavalheiro que posava ao lado e estava à beira da morte.

No café da manhã, o bom anfitrião disse-lhe que, após a morte de sua mãe muito idosa, ele queria reformar sua casa e usar o andar de cima para uma capela mais permanente da FSSPX, mantendo o térreo para o quarto do padre, o dele e seu escritório. Antes de partir para o aeroporto, o senhor pediu ao Padre que abençoasse sua mãe. O padre respondeu favoravelmente e igualmente abençoou esse bom homem. Eles então entraram no carro para serem conduzidos por outro fiel que acabava de chegar. Continuar lendo →

O SANTO SUDÁRIO – UM RETRATO DA PAIXÃO DE CRISTO

Tiago Ferreira da Costa

Acabamos de assistir ao impressionante filme “A Paixão de Cristo” que tem suscitado tanta polêmica. O trabalho que vou apresentar tem por finalidade mostrar como o Santo Sudário de Turim corresponde perfeitamente a tudo que Nosso Senhor sofreu, em sua flagelação, em sua Via Sacra, na sua horrível morte na Cruz. Permanece para nós a imagem rápida, sutil, mas quão bela e verdadeira, do “esvaziamento” do sudário, como o filme nos apresentou. Que seja esta imagem o ponto de partida do nosso estudo.

1 – O objeto Sudário

1.1. – A mortalha

O Sudário é uma mortalha de linho, um tecido de boa qualidade, trançado em “espinha de peixe” no Oriente Próximo; “uma sarja facilmente encontrada nas lojas de Jerusalém no princípio do séc. I”. Mede 4,30 m x 1,10 m e tem estampada a  figura bem esmaecida de um corpo de homem, tanto de frente quanto de costas, em posição de sepultamento. Vêem-se ainda marcas de queimaduras, de dobras e alguns remendos. Muito importante também são as marcas de cor sépia que, à primeira vista, nos leva imediatamente a pensar em sangue emanado das feridas que se pode apenas perceber no corpo, visto a olho nu. Voltaremos a este assunto mais à frente, pois ele tem uma importância capital. 

O quadro de Giovanni Battista della Rovere nos mostra com muita propriedade como os judeus costumavam preparar o morto para o enterro, envolvendo-o numa mortalha comprida que passava por baixo, pelas costas, dobrava pela cabeça e voltava novamente cobrindo a parte da frente do corpo. Esta a razão dos 4,30 m de comprimento. (Continue a leitura)

1.2 – Um pouco de história 

Através de gravuras, quadros e manuscritos antigos que nos contam histórias de nobres, cavaleiros e até saqueadores, pode-se traçar com certa precisão um roteiro por onde teria andado o sudário desde a morte de Cristo até o ano de 1356, em Lirey.  Continuar lendo →

UM BELO EXEMPLO SOBRE A ORAÇÃO, TÃO NECESSÁRIA ÀS VOCAÇÕES RELIGIOSAS

323 VOCAÇÕES RELIGIOSAS – A ORAÇÃO FAZ MILAGRES 

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

“Grande é, na verdade, a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe.” (Lc. 10, 2).

Em 1881, as mulheres de Lu (Monferrato), uma pequena cidade ao norte da Itália, levaram muito a sério essa exortação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Toda semana elas se reuniam em sua igreja rezando junto com seu pároco em frente ao Sacrário para pedir vocações religiosas. Além disso, rezaram com essa intenção todo primeiro domingo do mês após receber a Santa Comunhão, e no final da Missa, rezavam juntas a seguinte oração:

“Oh Senhor, dei-me a graça de que um dos meus filhos se torne sacerdote. Eu mesma quero viver como uma boa cristã e instruir meus filhos para todo o bem, para que eu consiga a graça de poder oferece- Lhe, ó Senhor, um santo sacerdote.”

Deus escutou aquelas súplicas como ninguém havia esperado: dentro de algumas dezenas de anos, havia na pequena cidade de Lu, que contava com apenas 3.000 habitantes, 323 vocações religiosas, entre eles: 2 bispos, 152 padres e 171 religiosas. O mais conhecido dos sacerdotes é Filipo Rinaldi, que fora o terceiro sucessor de São João Bosco na direção da Ordem dos Salesianos.

A Santa Igreja precisa de muitos santos sacerdotes. Como isso pode ser acontecer? Nosso Senhor nos dá a solução: “Grande é a messe“, diz Ele, “mas os operários são muito poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe“. Há, portanto, uma solução para a falta de sacerdotes; um remédio eficaz. Não importa a idade que tenhamos, sempre podemos contribuir efetivamente para a obtenção de santos sacerdotes: é necessário rezar, rezar ao Deus bom todos os dias, para que ele possa enviar operários à sua messe. Se não temos padres é, sobretudo, porque não rezamos o suficiente para obtê-los.

ORAÇÃO PARA PEDIR VOCAÇÕES RELIGIOSAS

O Pai Nosso Sacerdotal:

Pai nosso que estais no céu …

Para que Vosso nome seja santificado, para que sejais conhecido e amado por todos os homens … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que o Vosso Reino venha e para que a Igreja se expanda por toda a face da Terra … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que todos conheçamos Vossa Vontade e possamos cumpri-la … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que todos os homens tenham sempre à sua disposição o Pão Diário: a Santa Eucaristia e que saibam aproveitá-la … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que possamos obter o perdão de Deus no Tribunal da Penitência e para que, em todos os lugares, reine a santa caridade e a paz… DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que possamos resistir às tentações, aos ataques e às seduções do demônio … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que sejamos livres de todo mal e cheios de todo bem … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Padre Lionel Héry 

Oh, Jesus, eterno Pastor das almas,
dignai-Vos enxergar com olhos de misericórdia
para esta porção do seu amado rebanho.
Senhor, gememos na orfandade,
dai-nos vocações, dai-nos sacerdotes e religiosos santos.
Pedimos isso através da intercessão de Vossa Mãe Imaculada, Santa Maria de Guadalupe.
Ó Jesus, dai-nos sacerdotes segundo vosso coração. Amém

Senhor, dai-nos sacerdotes
Senhor, dai-nos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas
Senhor, dai-nos famílias católicas

São Pio X, rogai por nós

HISTÓRIA DA POLIFONIA SACRA

Pe. Gustavo Camargo, FSSPX

Introdução

As seguintes anotações são, em sua maioria, resumos de diferentes livros de música que, por interesse pessoal, fui fazendo ao longo dos anos. Têm valor de resumo somente. São poucas as apreciações pessoais. É que me parece interessante primeiro conhecer o aspecto histórico do desenvolvimento da música, especialmente da música sacra, através dos séculos, para só depois estudar mais a fundo a sua essência mesma, a sua linguagem. 

Para a parte histórica, os resumos foram feitos sobretudo com base em História da Música, de Franco Abbiati (Edições Uteha, em cinco tomos). São poucas as citações entre aspas desta obra. Em geral, resumi a ideia com minhas próprias palavras. Mas a substância vem toda dela [N. do T.: da obra].

São Pio X, em seu Motu Proprio Codex musicae sacrae juridicus, diz que: “(…) o canto gregoriano considera-se, de certo modo, como o mais elevado ideal da música sacra, de maneira que, com razão, se pode assentar como geralmente válida a seguinte regra: uma obra musical que seja apropriada para o uso religioso será tanto mais sagrada e litúrgica, quanto mais, por sua posição, espírito e irradiação, aproximar-se do ‘melos’ gregoriano. Pelo contrário, será menos adequada ao serviço divino quanto mais afastar-se desse modelo”. 

Segundo São João da Cruz, a realização artística deve ser simples, pura, evocadora e despojada – para ser pura e simples – para conduzir a alma a Deus sem retê-la no gozo estético1. A arte na liturgia, como acessório que é do culto, deve subordinar-se estritamente a seu fim, a sua função. Será, pois, mais própria para a liturgia, a música que, ao ser escutada nas funções religiosas, não inclinar o ouvinte a deter-se nela, a estancar-se no gozo estético que produz; senão a levar sua alma, através desse gozo, ao recolhimento, à oração e a dispor-se para melhor receber as graças de Deus.

Tendo isso em conta, vejamos agora, pois, essa música que nasceu junto do templo sagrado, para dar mais esplendor e beleza às suas cerimônias, ajudando a piedade e a elevação das almas. Neste aspecto, a “economia de meios” é muitas vezes bastante útil para transmitir a “mensagem” inerente a toda arte. Ela faz com que a parte material, não sendo tão grande, permita expressão mais pura do elemento formal, cuja natureza é intelectual. Em outras palavras: os aspectos materiais da música são a melodia, a harmonia e o ritmo; estes elementos, se demasiado abundantes, sufocam a mensagem da música litúrgica – inspirar piedade. Portanto, a economia de meios, i. e., a sobriedade, muitas vezes permite à arte transmitir a sua mensagem mais puramente2. A moderação caracteriza toda a polifonia sagrada, e, mais especialmente, segundo São Pio X, a Palestrina, considerado o principal compositor da idade de ouro da polifonia clássica, como veremos adiante. Continuar lendo →

D. FELLAY CONFERE ORDENAÇÕES DAS ORDENS MENORES A 17 SEMINARISTAS NOS EUA

Na manhã de sábado, 18 de abril, Mons. Bernard Fellay celebrou a Missa anual de Ordenação das quatro Ordens Menores e do Subdiaconato.

Fonte: St. Thomas Aquinas Seminary  – Tradução: Dominus Est

No sábado de Páscoa, comumente chamado Sabbato in Albis, D. Fellay ordenou 13 seminaristas nas Ordens Menores: 3 para as Ordens de Hostiário e Leitor e 10 para as Ordens de Exorcista e Acólito. Outros 4 seminaristas deram o passo decisivo para as ordens maiores ao receberem o Subdiaconato.

O Hostiário é encarregado de guardar e cuidar da igreja e o Leitor da catequese. O Exorcista recebeu o poder de expulsar demônios em nome de Cristo. O Acólito dá mais um passo aproximando-se do altar, em sua participação no Santo Sacrifício e é especialmente chamado à levar a luz de Cristo aos fiéis por meio de seus ensinamentos e exemplos.

Aqueles que recebem o Subdiaconato fazem sua perpétua e irrevogável entrega de si a Deus e Sua Igreja. O passo, que é dado em seu rito de ordenação, simboliza sua completa e total renúncia a tudo o que não é de Cristo e sua resolução de não participar de nada além do que Lhe diz respeito. O Subdiácono se afasta, para sempre, das coisas do mundo e compromete-se exclusivamente a Cristo e Sua Noiva Imaculada, a Igreja. Com essa entrega voluntária, o Subdiácono está vinculado a uma vida de perfeita castidade e à recitação diária do Ofício Divino, unindo sua própria oração às orações de todo o Corpo Místico. O Subdiácono também sobe os degraus do altar onde assiste diretamente o Diácono durante a Missa e derrama, no cálice, a gota de água durante o ofertório.

Antes de conferir as ordens, D. Fellay lembrou aos ordenandos:

“Esses passos que a Igreja oferece, esses sete passos em direção à ordenação sacerdotal devem nos lembrar a majestade desse chamado. A infinita majestade de Deus e do Santo Sacrifício exigem essa reverência, essa preparação, passo a passo em direção ao altar.”

Em meio a esse tempo de incertezas, agradeçamos a Deus por Seus muitos dons, mas principalmente pelo dom das vocações sacerdotais.

NOTA DO BLOG: Sobre as Ordens na Igreja, leiam esse post sobre o assunto: AS ORDENS SAGRADAS

PANDEMIA, IGREJA E ESTADO – A HIERARQUIA DOS BENS

Breve considerações para os tempos de epidemia

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

“É por isso que, do mesmo modo que a ninguém é lícito descurar seus deveres para com Deus, e que o maior de todos os deveres é abraçar de espírito e de coração a religião, não aquela que cada um prefere, mas aquela que Deus prescreveu e que provas certas e indubitáveis estabelecem como a única verdadeira entre todas, assim também as sociedades não podem sem crime comportar-se como se Deus absolutamente não existisse, ou prescindir da religião como estranha e inútil, ou admitir uma indiferentemente, segundo seu beneplácito.” (1) .

1 – Essas fortes palavras do Papa Leão XIII não são a expressão de uma visão retrógrada, pois o Vigário de Cristo designa o próprio princípio da ordem social cristã, ordem necessária para uma expressão da sabedoria divina. O Cardeal Billot deu a justificação teológica para isso na segunda parte de seu Tratado sobre a Igreja (2).

2 – Essa ordem encontra sua profunda raiz na própria natureza do homem e em sua elevação gratuita a uma ordem sobrenatural. Os bens exteriores ao homem (as riquezas) são ordenados ao seu bem-estar corporal e o bem-estar corporal do homem é ordenado ao seu bem-estar espiritual natural, ou seja, ao bem natural de sua alma, e este bem natural da alma está, de alguma forma, ordenado ao fim último sobrenatural, à união sobrenatural do homem com Deus, pela qual a Igreja é responsável. É nessa medida exata em que o bem natural da alma é a condição necessária, embora não suficiente, do bem sobrenatural, uma vez que a graça pressupõe a natureza. Essa hierarquia de bens resulta na hierarquia dos poderes que cabe a eles adquirir (3).

3 – O poder do Estado tem (entre outros) em sua ordem própria, preservar a saúde pública (que é o bem do corpo) e de neutralizar para isso os efeitos nocivos de uma doença contagiosa. O poder da Igreja tem por fim, em sua ordem própria, assegurar o exercício do culto devido a Deus e determinar para isso, por meio de preceito, as condições concretas da santificação do domingo. Por serem distintas, cada um em sua própria ordem, o poder do Estado e o poder da Igreja não devem estar separados (4), porque o bem que cabe ao Estado não é, de fato, um fim último; ele mesmo é ordenado ao fim de ordem sobrenatural. Santo Tomás explica isso muito claramente no De Regimine, livro I, capítulo XV: “É o Papa quem cuida do fim último, a quem deve estar sujeito aqueles que cuidam dos fins intermediários, e é por suas ordens que eles devem ser direcionados”. (N ° 819). O Papa, portanto, exerce um poder “arquitetônico” em relação aos chefes de Estado e essa expressão significa que o Papa é responsável pelo fim último, segundo o qual os chefes de Estado são obrigados a organizar todo o governo da sociedade.

4 – A saúde, que é um dos principais aspectos do bem-estar corporal do homem, nada tem a ver com a santidade, pois é ordenada de alguma maneira ao exercício do culto e à santificação do domingo. Com efeito, mesmo que não seja necessário ter uma boa saúde para ser um santo e mesmo que alguém possa ser um santo sem ter uma boa saúde, normalmente, para poder ir à missa no domingo, um dos pré-requisitos é ter uma boa saúde. O papel do Estado é, portanto, preservar a saúde pública (e neutralizar uma epidemia) para assim oferecer a melhor condição para o exercício do culto, pelo qual a Igreja é responsável, e tornar ordinariamente possível a santidade. O Papa Leão XIII diz, com efeito, que “em uma sociedade de homens, a liberdade digna do nome consiste em que, com o auxilio das leis civis, possamos viver mais facilmente segundo as prescrições da lei eterna” (5). O Estado está, portanto, nessa questão, como em qualquer outra, na dependência da Igreja e subordinado a ela na medida exata em que seu papel é colocar o bem temporal, pelo qual é responsável, a serviço do bem eterno, cujo o Igreja é responsável. “O temporal“, diz Billot, “deve garantir que não haja impedimento à realização do espiritual e deve estabelecer indultos sob as quais pode ser obtido em completa liberdade“. E ele acrescenta que o fim temporal “não deve colocar nenhum obstáculo ao fim espiritual, e, se ele vir a se opor, deve favorecer o espiritual, mesmo à custa de seu próprio detrimento”(6). Palavras surpreendentes aos olhos da razão, mas palavras verdadeiras aos olhos da razão iluminada pela fé. Porque “é melhor entrar com um olho na vida eterna do que ser lançado com dois olhos no fogo do inferno”(7) . Continuar lendo →

HITLER QUERIA SEQUESTRAR O PAPA: O PLANO SECRETO DO VATICANO PARA PROTEGER PIO XII

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Documentos inéditos dos arquivos da Gendarmeria Pontifícia revelam o plano secreto implementado para defender a Santa Sé e “exfiltrar” o Papa Pio XII, no caso de uma ocupação do Vaticano. 

Entre 8 de setembro de 1943 – data da ocupação de Roma pelos alemães – e a libertação da Cidade Eterna, em 4 de junho de 1944, o Vaticano se viu nos olhos de um ciclone. Esse período é destacado pelo historiador Cesare Catananti em seu livro Il Vaticano nella tormenta, publicado pelas edições San-Paolo, em 17 de janeiro de 2020.

Por meio de documentos que ele pôde, excepcionalmente, consultar na sede da gendarmeria papal, o historiador demonstra que o chanceler alemão havia planejado a invasão dos 44 hectares do Vaticano, bem como o sequestro do soberano pontífice. Ele seria deportado então para Munique ou para o Liechtenstein. 

O secretário de Estado, tendo sido informado sobre esse projeto, colocou em prática um verdadeiro plano de guerra. O Vaticano montou uma barricada: reforço das grandes portas com monumentais barras e sacos de areia, organização da defesa pela guarda suíça, fornecimento de água e comida para se preparar para um longo cerco. 

Se Hitler não recuasse por nada e decidisse enviar seus panzers para romper a muralha, não havia problema, o plano de defesa previa uma redistribuição tática nos palácios apostólicos, com, como fase final, um corpo a corpo sangrento com a guarda nobre, à porta do apartamento pontifício, onde o agressor pensaria ter encontrado o soberano pontífice. 

O tempo ganho por uma luta tão heróica e desesperada seria usado para permitir que o sucessor de Pedro e seus familiares chegassem à torre gregoriana – também chamada Torre dos Ventos – localizada ao norte da Basílica do Vaticano. Através de passagens secretas, todos poderiam chegar rapidamente a um lugar seguro, com o apoio do MI9 britânico. 

A invasão não ocorreu, mas a história está cheia de reviravoltas. Em junho de 1944, na época da libertação de Roma, Pio XII abriria a muralha leonina aos soldados alemães – os mesmos que deveriam pegá-lo alguns meses antes – a fim de protegê-los das represálias de uma população exacerbada e com sede de vingança. 

REVISTA PERMANÊNCIA 297 – TEMPO DA QUARESMA 2020 – ACESSO GRATUITO

Devido à situação atual de bloqueio no Rio de Janeiro, não conseguiremos entregar a Revista Permanência senão com grande atraso. Sendo assim, decidimos disponibilizá-la excepcionalmente pela internet a todos nossos leitores. 

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OPERAÇÃO MEMÓRIA: O MAGISTÉRIO DA IGREJA E A POLÍTICA

Resultado de imagem para VATICANOEm tempos de tamanha desorientação espiritual, a área mais atacada depois da Verdadeira Religião é a política, pois é por ela que se ordena arquitetonicamente as demais práticas da sociedade tendo como fim o bem humano último, que é a bem-aventurança. Sabedora disso, a Igreja não desamparou seus fiéis e, ao longo de séculos tão turbulentos como têm sido estes após a Revolução Francesa, houve uma profusão de grandes orientações do Magistério autêntico para orientar o fiel nesse mar revolto que se tornou a sociedade. Abaixo seguem algumas dessas Encíclicas traduzidas por nós especialmente aqui para o blog:

1 – Diuturnum Illud – A origem do poder civil (Leão XIII)

Nesta primeira encíclica do corpus politicum leonianum explica-se as questões relacionadas à origem do poder e às obrigações dos súditos em relação aos governantes.

2 – Il Fermo Proposito – Para o estabelecimento e desenvolvimento da Ação Católica (São Pio X)

Aqui, São Pio X delimita o campo de ação do católico na sociedade. “Qual deve sê-lo?” “Como deve estar munido o católico?” “O que é verdadeiramente ação política?“ são algumas das perguntas que são respondidas.

3 – Ubi Arcano Dei Consilio – A busca da Paz de Cristo no Reino de Cristo (Pio XI)

Após a Primeira Guerra Mundial, o mundo estava em escombros. Tudo estava desarrumado. Alguma direção precisava ser dada. Eis então que vem essa primeira encíclica de Pio XI que serve doutrinalmente como prefácio da Quas Primas.

4 – Quas Primas – Sobre Cristo Rei (Pio XI)

Segundo o Padre Álvaro Calderón, FSSPX, essa encíclica é nada mais nada menos que a Carta Magna da Cristandade. Ela vem coroar esse grande esforço iniciado por Bonifácio VIII com a Bula Unam Sanctam (1302) e que teve seu primeiro grande arranque com Gregório XVI na Encíclica Mirari Vos já no mundo pós-Revolução (1832).

TRATADO DO MINISTÉRIO ECLESIÁSTICO

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TRATADO DO MINISTÉRIO ECLESIÁSTICO (escrito em 1863)

Padre Emmanuel Marie André (Abade do Mosteiro de Nossa Senhora da Santa Esperança)

Mesnil-Saint Loup — França

[Nota da Permanência: O Padre Emmanuel-André já é conhecido dos nossos leitores e fiéis, pelos livros editados pela nossa editora. Agora apresentamos um curto, porém denso Tratado sobre a vida sacerdotal, seu fundamento, sua santidade, e também seus desvios. Que todos os nossos leitores possam aproveitar de tão belo texto e pedir muito à Virgem Maria que nos envie muitos santos padres, fiéis à Tradição, fiéis à Santa Igreja, fiéis ao Sangue derramado por Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a Cruz.]