Deus deseja que todos os homens sejam salvos
Em uma centena de lugares na Sagrada Escritura, Deus nos diz que é realmente Seu desejo salvar todos os homens. “É minha vontade que um pecador morra, e não que ele se converta de seus caminhos e viva?… Eu vivo, diz o Senhor Deus. Eu não desejo a morte do pecador. Se converta e viva.” Quando alguém quer muito algo, diz-se que está morrendo de desejo, é uma hipérbole. Mas Deus quis e ainda quer a nossa salvação tanto que Ele morreu de desejo, e Ele sofreu a morte para nos dar a vida. Esta vontade de salvar todos os homens é, portanto, não uma vontade fingida, superficial e aparente de Deus, é uma vontade real, eficaz e benéfica; pois Ele nos fornece todos os meios mais adequados para sermos salvos. Ele não os dá a nós para que não funcionem; Ele os dá a nós com uma vontade sincera, com a intenção de que eles realizem seus efeitos. E se eles não conseguem o efeito desejado, Ele Se mostra humilde e ofendido por isso. Ele ordena, inclusive, os condenados ao inferno a usar de tais meios a fim de sejam salvos, Ele exorta-os a empregá-los; Ele obriga-os a isso, e se eles não o fazem, eles pecam. Portanto, eles podem fazê-lo e, assim, serem salvos.
Além do mais, porque Deus vê que não poderíamos até mesmo fazer uso da Sua graça sem a Sua ajuda, Ele nos dá outros meios; e se eles permanecem, por vezes, ineficazes, é culpa nossa, pois com estes mesmos meios, uns podem abusar deles e serem condenados, enquanto outros podem fazer o certo e serem salvos; pode-se até ser salvo com recursos menos potentes. Sim, pode acontecer que abusemos de uma maior graça e somos condenados, enquanto outro coopera com uma graça menor e é salvo.
Santo Agostinho exclama: “Se, portanto, alguém se desvia da justiça, ele é conduzido por sua livre vontade, levado por sua concupiscência, enganado por sua própria convicção.” Mas para aqueles que não entendem a teologia, aqui é o que eu tenho a dizer-lhes: Deus é tão bom que quando vê um pecador correr para sua ruína, Ele corre atrás dele, o chama, suplica e acompanha-o até os portões do inferno; o que Ele não fará para convertê-lo? Ele envia-lhe boas inspirações e pensamentos santos, e se ele não aproveitá-los, Ele torna-se irritado e indignado, Ele persegue-o. Ele vai atacá-lo? Não. Ele bate no ar e perdoa. Mas o pecador ainda não está convertido. Deus envia-lhe uma doença mortal. É certamente tudo para ele. Não, irmãos, Deus cura-o; o pecador torna-se obstinado no mal, e Deus em Sua misericórdia procura outra maneira; Ele dá-lhe mais um ano, e quando esse ano acabar, Ele concede-lhe ainda outro. Continuar lendo
Prezados amigos e leitores, no próximo dia 21 de maio a FSSPX fará mais uma Peregrinação à Aparecida.














Uma troca de cartas, uma entrevista e uma inovação que já se tornou lei vem confirmar a vontade do Papa Francisco de estender na Igreja Católica a presença de um clero casado, como já foi mencionado no seguinte artigo do site


























O papa Francisco tem sido acusado de ser infiel à doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio e autorizar uma profanação do sacramento da Eucaristia em sua exortação pós-sinodal Amoris laetitia. Embora diga no referido documento manter íntegra a doutrina da Igreja sobre o vínculo matrimonial indissolúvel, o papa procura encontrar uma solução pastoral para os incontáveis filhos da Igreja que vivem a difícil situação de uma segunda união civil irregular à luz da doutrina tradicional. Tentaria, assim, superar uma dicotomia entre entre teoria e prática por meio de um discernimento sapiencial examinando caso a caso, com o fim de não privar do sacramento àqueles que já viveriam na graça de Deus não obstante a falta de um casamento na devida forma canônica.
A publicação de Amoris Laetitia tem provocado uma tempestade inteiramente previsível de opiniões em competição que oscilam desde “não se vê aqui nada de especial” até “não é magistral”, até “é uma catástrofe” e até “é revolucionária”.






