O COMBATE CATÓLICO

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Dom Alfonso de Galarreta, Bispo da FSSPX 

Hoje mais do que nunca trata-se de um combate, um combate sem trégua, sem piedade, mas é também ao mesmo tempo o único combate que vale a pena, que nos dá o entusiasmo e a paz.

Penso que foi Santo Agostinho quem definiu, melhor que ninguém, quais são as regras desse combate, da história da Igreja, da história da humanidade. 

E a primeira regra que ele dá é que há dois amores opostos: o amor de si mesmo até ao desprezo de Deus, o amor de Deus até ao desprezo de si mesmo. Nós somos o que amamos. 

E este combate é o combate de todo o homem necessariamente, quer se queira ou não, é a oposição entre o homem carnal e terrestre e o homem espiritual. É o combate que todos nós experimentamos. 

É o homem egoísta ou o homem caritativo. 

É o amor próprio, o amor de si ou, pelo contrário, verdadeiramente, o amor de Deus, o amor do próximo. 

É o individualismo ou é o cuidado pelo bem comum, quer seja no seio da Igreja, da família, da sociedade. 

É esta luta que se desenrola ao longo de toda a história e isso mostra-nos, pois, em primeiro lugar, a importância da caridade.

A caridade é o motor da nossa vida cristã, é verdadeiramente o desafio dessa vida. 

A nossa vida é finalmente uma questão de caridade: o que se ama, e de que maneira se ama. 

Pois o cristão deve antes de tudo exercitar-se na verdadeira caridade e, por aí, é preciso chegar ao desprezo de si. 

Chamou-se a Santo Agostinho o doutor da graça, porque pôs em destaque a importância da graça. 

É verdade finalmente que todo o desafio é o sobrenatural, a graça, e o sacerdote não faz senão dar, espalhar a graça de Deus, é essencialmente a sua função. 

É isso que foi deixado de lado hoje pela igreja conciliar. 

O sacerdote está ali para levar, dar, espalhar o sobrenatural.  Continuar lendo

A QUEM PERTENCE A EDUCAÇÃO

Educação católica no Brasil busca seguir inspirações do magistério do papa  Francisco | CNBB Nordeste 1A) Em geral

A educação é obra necessariamente social e não singular. Ora, são três as sociedades necessárias, distintas e também unidas harmonicamente por Deus, no meio das quais nasce o homem: duas sociedades de ordem natural, que são a família e a sociedade civil; a terceira, a Igreja, de ordem sobrenatural. Primeiramente a família, instituída imediatamente por Deus para o seu fim próprio que é a procriação e a educação da prole, a qual por isso tem a prioridade de natureza, e portanto uma prioridade de direitos relativamente à sociedade civil. Não obstante, a família é uma sociedade imperfeita, porque não possui em si todos os meios para o próprio aperfeiçoamento, ao passo que a sociedade civil é uma sociedade perfeita, tendo em si todos os meios para o próprio fim que é o bem comum temporal, pelo que, sob este aspecto, isto é, em ordem ao bem comum, ela tem a preeminência sobre a família que atinge precisamente na sociedade civil a sua conveniente perfeição temporal.

A terceira sociedade em que nasce o homem, mediante o Baptismo, para a vida divina da graça, é a Igreja, sociedade de ordem sobrenatural e universal, sociedade perfeita, porque reúne em si todos os meios para o seu fim que é a salvação eterna dos homens, e portanto suprema na sua ordem.

Por conseqüência, a educação que considera todo o homem individual e socialmente, na ordem da natureza e da graça, pertence a estas três sociedades necessárias, em proporção diversa e correspondente, segundo a actual ordem de providência estabelecida por Deus, à coordenação do seus respectivos fins.

B) Em especial: À Igreja

A E primeiro que tudo ela pertence de modo sobreeminente à Igreja, por dois títulos de ordem sobrenatural que lhe foram exclusivamente conferidos, pelo próprio Deus, e por isso absolutamente superiores a qualquer outro título de ordem natural.

a) De modo sobreeminente

O primeiro provém da expressa missão e autoridade suprema de magistério que lhe foi dada pelo seu Divino fundador : « Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide pois, ensinai todos os povos, batizando-os em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo: ensinando-os a observar tudo o que vos mandei. E eu estarei convosco até á consumação dos séculos » (7). Continuar lendo

NÃO SE ADAPTAR, EIS A DIVISA DAS ALMAS FORTES

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Pe. Xavier Beauvais – FSSPX

Há em nossos tempos um demônio que nos interessa e que temos o máximo interesse em combater: o demônio mudo, o respeito humano. Como podemos defini-lo?

Dá-se o respeito humano quando um indivíduo, numa ação ou omissão, ao invés de expressar concretamente a sua personalidade e tudo o que ela comporta de idéias, crenças, afeições e sentimentos, leva em consideração a mentalidade dos que o rodeiam e adapta a sua atitude pessoal a ela, de modo a evitar o disse-me-disse, o deboche, os gracejos e críticas de todo tipo. Numa palavra, é culpado de respeito humano quem respeita os homens mais do que a Deus, quem respeita o sentimento geral mais do que a verdade, quem respeita a moda mais do que a moral. Não se pode tornar-se mais escravo, não se pode rebaixar-se mais, nem se tornar mais abjeto e, no fundo, lastimável, do que respeitando tais coisas mais do que a Deus, a verdade e a moral.

É preciso ser de seu tempo, dirão alguns. Não é essa uma maneira bastante hipócrita de se esconder um profundo respeito humano? Seria preciso citar sobre esse tema páginas inteiras de Abel Bonnard(1):

“Os imbecis jactam-se de serem do seu próprio tempo: isto prova que são dele. A verdade é que escapamos à nossa época à medida que desenvolvemos a nossa pessoa. É isto que torna tão cômicos os que, briosos, nos anunciam que são do seu tempo, que o querem ser; isso significa que se atam a si mesmos no fio do telefone, que se fazem servos das máquinas que deveriam servi-los, que vivem segundo um ritmo que lhes é imposto. Orgulham-se de fazer o que se faz, de correr aonde se corre, de comprar o que se vende, de pensar o que se diz, de se vestir segundo a moda do tempo; não se poderia proclamar com maior glória a própria inexistência. Não se adaptar, eis aqui, segundo penso, a verdadeira divisa das almas fortes. Os seres fortes não se adaptam, eles se afirmam.” Continuar lendo

TEMPO DE TRIBULAÇÃO, TEMPO DE ESPERANÇA E DE GRAÇA

trib“Porque o estipêndio do pecado é a morte…

Mas a graça de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo” (Rom. 6, 23)

“Suplicamos-Vos, Senhor, afastai propício a morte e a epidemia, a fim de que nossos corações mortais reconheçam que sofrem os flagelos da vossa ira, e que vós também sois quem faz eles cessarem pela vossa grande misericórdia. Por Jesus Cristo, Senhor nosso” (Rogações no tempo de epidemia).

Caros fiéis e amigos,

As tribulações deste mundo: o preço do pecado.

Um grande pensador católico, Romano Amerio, na sua obra-prima Iota unum, comenta: “O cristão, na sua condição de pecador, não pode medir o preço da reparação que, pelos seus pecados e os do mundo, deverá suportar em dores e penas”.

O autor apenas lembra a doutrina do pecado original, segundo a qual ‘em Adão todos [os homens] pecaram’ (S. Paulo), e que Santo Tomás comenta: “Segundo a fé católica, é preciso afirmar que a morte, assim como todas as deficiências da vida presente, são penas devidas ao pecado original”.

Fatal e triste constatação que não precisa de demonstração, pois é evidente a abundância de males que acompanham a vida do homem nesta terra apenas pelo fato de ser homem.

Ora, a diferença essencial entre o homem que padece os males desta vida, e o cristão, filho de Deus, é que este sofre e padece em união com Cristo. Ele, nosso Salvador, não quer poupar-nos todas as penas temporais, enquanto sim nos tira da pena eterna, o inferno, pelos méritos de sua Paixão e Morte. Assim, o cristão não esquece que a felicidade do homem na terra é feita de esperança, pois o nosso fim é o bem infinito e eterno, não os bens finitos da terra. Enquanto chega a recompensa, devemos suportar como pena do pecado (o pecado original, os pessoais, os do mundo) os males inevitáveis da vida; devemos, mais ainda, aceitá-los por amor e gratidão a Jesus, nosso Redentor, que sendo o Cordeiro sem mancha de pecado, sofreu gratuitamente para salvar-nos. É assim que a oração da Igreja faz sentido e nos reconforta: “Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo, para que, castigado por justos flagelos, respire na vossa misericórdia” (Oração na quinta feira de Cinzas). Continuar lendo

O VIAJANTE E SÃO JOSÉ

Resultado de imagem para são joséFoi a 18 de março de 1888. Viajava um sacerdote no trem de Mogúncia a Colônia, quando, ao passar por Bonn, notou que seu vizinho se persignou, juntou as mãos e pôs a rezar.

– Amanhã é a festa de S. José!… talvez que seja o seu patrono, disse o padre.

– Não, sr., mas minha esposa chama-se Josefina… e gostaria de estar amanhã em sua companhia. Tenho, porém, outro motivo de dar graças; e, se interessar ao senhor, contar-lhe-ei a minha história, pois um sacerdote a entenderá.

– Certamente.

– Quando menino, recebi de minha boa mãe uma educação piedosa. Infelizmente, bem cedo morreu minha mãe; meu pai não se ocupou de minha educação religiosa e logo abandonei todas as práticas de piedade. Encontrei, mais tarde, uma jovem excelente e, desejando fazê-la minha esposa, fingi sentimentos religiosos que não possuía. Uma vez casados, quase morreu de pesar, quando lhe abri meu coração e me pus a zombar de suas devoções. Há cinco anos, na sua festa onomástica, fiz-lhe um rico presente, mas ela, quase receosa, me disse:

– Há outro presente que me faria mais feliz…

– Qual?

– A tua alma, querido, respondeu entre soluços.

– Pede-me o que quiseres: eu o farei.

– Vem comigo amanhã, dia de S. José, à Igreja de N. N. Haverá sermão e bênção.

– Se fôr só isso, podes enxugar tuas lágrimas, que te acompanharei.
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PACIÊNCIA NA EDUCAÇÃO

Irmãs da FSSPX (19) | PermanênciaIrmãs da FSSPX 

Paciência e tempo fazem mais do que a força e o ódio”, escreveu La Fontaine. Se há algum domínio onde esse ditado se verifica, é sem dúvida na educação das crianças. Do primeiro choro até o momento dela se tornar adulta, uns vinte e cinco anos se passarão. E assim como o tricô é feito linha a linha, a edução se faz dia a dia.  

Paciência na instrução

É desnecessário querer tudo imediatamente. Só poderemos pedir da criança aquilo que é realmente capaz de fazer ou de aprender a fazer. Por exemplo, com uma criancinha, o momento presente ocupa toda a sua atenção; ela não sabe, ou talvez não sabe bem, colocar-se no futuro e prever as consequências a longo prazo dos seus atos, e por isso é tão imprudente. 

João tem seis anos, voltou da escola sem o gorrinho ou sem as luvas e estava nevando. Claro que brincou de jogar bolas de neve durante o recreio com as mãos descobertas e, naturalmente, pegou um resfriado“. É inútil repreendê-lo por sua imprevidência, pois essa cadeia de eventos ainda o ultrapassa completamente. É inútil, do mesmo modo, tentar motivar o seu irmão mais velho de doze anos falando na possibilidade de receber um diploma “cum laude” na faculdade. Nessa idade, tudo isso parece longe demais, enquanto que a partida de futebol com os amigos possui uma atração mais imediata.

Contudo, quando uma criança se torna capaz de cumprir uma tarefa, não ajuda em nada tratá-la como um bebe e não cobrar dela aquilo que pode dar.  Continuar lendo

FIM DA CRUZADA DE ROSÁRIOS DA FSSPX PELAS VOCAÇÕES E PELA LIBERDADE DA MISSA

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Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Chegou ao fim mais uma CRUZADA DE ROSÁRIOS DA FSSPX

Essa Cruzada teve início no dia 21 de novembro, festa da Apresentação da Santíssima Virgem no Templo e terminou na Quinta-feira Santa (1 de abril de 2021), no qual celebramos tanto a instituição do Santo Sacrifício da Missa como do sacerdócio, ou seja, aquilo que nos é mais caro.

Dessa vez, com a situação internacional claramente se deteriorando, foram duas as intenções:

– A liberdade incondicional de rezar e de assistir à Missa publicamente;

– As vocações sacerdotais;

Assim, os que ajudaram nessa Cruzada podem nos enviar um email (gespiox@yahoo.com.br) com a Planilha de contagem ou apenas com o total de terços rezados no período.  Faremos a somatória com a Missão de Ribeirão e enviaremos para o Priorado de São Paulo para a contabilização com o restante dos Priorados e Missões no Brasil e no mundo.

Que Nossa Senhora os recompense de alguma forma.