UMA PEREGRINAÇÃO ISLÂMICO-CRISTÃ A LOURDES

Poucos meses antes de proibir a Fraternidade São Pio X de celebrar missas, administrar os sacramentos e realizar quaisquer orações públicas no Santuário, Lourdes recebeu uma peregrinação islâmico-cristã na presença de D. Jean-Marc Micas. Durante quatro dias, cristãos e muçulmanos foram convidados a rezar e meditar em torno de uma suposta imagem comum de Maria.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

De 18 a 21 de outubro de 2025, cerca de 100 cristãos e muçulmanos de toda a França reuniram-se em Lourdes para a primeira edição da peregrinação “Juntos com Maria”. O evento foi organizado pela associação de mesmo nome com várias entidades.

O site oficial do Santuário anunciou uma “experiência de oração, partilha, meditação e convívio”, na presença de D. Jean-Marc Micas, bispo de Tarbes e Lourdes. O objetivo declarado era permitir que os participantes “refletissem, recarregassem suas energias, partilhassem, se conhecessem melhor e avançassem juntos em um caminho de esperança”.

Uma cerimônia na capela de Nossa Senhora

Os participantes foram acolhidos na Cité Saint-Pierre, uma instalação dos Serviços Católicos de Assistência em Lourdes. Durante três dias, sucederam-se ensinamentos, discussões em pequenos grupos e momentos de oração. Entre os palestrantes estavam o Padre Jean-François Bour, um frade dominicano do Serviço Nacional para as Relações com os Muçulmanos, Tareq Oubrou, o Grande Imã de Bordeaux, bem como Georges Jousse e Hamid Demmou. Continuar lendo

A FSSPX PRATICA UM “LIVRE EXAME” DA TRADIÇÃO?

Em uma entrevista concedida ao Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X, e publicada em 11 de agosto de 2026, o padre Daniele Di Sorco responde à acusação de “livre exame” frequentemente dirigida à FSSPX, e explica porque ela considera que pode recusar determinados ensinamentos do Vaticano II em nome do magistério anterior da Igreja.

FSSPX Itália – A Fraternidade Sacerdotal São Pio X nasceu, sem que isso constituisse a sua única razão de ser, como reação a certas doutrinas e orientações pastorais que surgiram com ou após o Concílio Vaticano II, consideradas em ruptura com o magistério anterior da Igreja.

As questões evocadas com maior frequência dizem respeito à liberdade religiosa, ao ecumenismo, à colegialidade episcopal – cuja sinodalidade constitui hoje um desenvolvimento suplementar – e a reforma litúrgica. De acordo com a Fraternidade, esses elementos não seriam conciliáveis com o ensinamento perene da Igreja. Logo, a questão envolve diretamente o primeiro dos três vínculos da comunhão eclesial: a profissão da mesma fé.

Se tal é o diagnóstico, é necessário, todavia, se perguntar sobre as consequências teológicas e eclesiológicas. Como é possível afirmar que se permanece em plena comunhão eclesial quando, ao mesmo tempo, se considera que uma parte da hierarquia da Igreja ensina ou promove doutrinas incompatíveis com o magistério anterior? Continuar lendo

A MARCHA DE SÃO PIO X – HINO DA FSSPX

Por ocasião da festa de seu patrono, convidamos nosso leitores a ouvir a Marcha de São Pio X. Criada para as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026, ela retoma o refrão histórico do Hino da Fraternidade, ao qual foram acrescentados novos versos.

A Fraternidade São Pio X celebra hoje a festa de seu Santo padroeiro, escolhido por D. Marcel Lefebvre como modelo e protetor de sua obra sacerdotal.

Papa da Eucaristia e do catecismo, defensor destemido da fé contra o modernismo, São Pio X dedicou seu pontificado à restauração de todas as coisas em Cristo, segundo o lema que escolheu: Instaurare omnia in Christo.

Os novos versos desta marcha foram cantados pela primeira vez em Écône, durante as sagrações episcopais de 1º de julho. Até então, a Marcha de São Pio X podia ser ouvida na transmissão ao vivo daquele dia histórico. Agora, ela é publicada e tem sua letra abaixo.

São Pio X, rogai pela Igreja e pela Fraternidade que leva o vosso nome.

Texto: H. Le Roux e padre L. Le Roux

Música: Padre M.-A. Moulin

Letra/Tradução:

1 – Ó São Pio X, Pastor zeloso,

Que inflama nosso coração fervoroso;

Reunidos sob o vosso pendão,

Marchamos sob a vossa proteção.

Refrão

Cantando: “Sancte Pie Decime, gloriose patrone, ora, ora pro nobis.”

2 – A Santa Liturgia restaurastes

E sua antiga harmonia recuperastes;

Nossas vozes, em santo ardor

Se elevam ao Eterno Senhor.

Refrão

3 – Pontífice santo e vigilante,

Reformastes o clero triunfante;

Vosso filho, nosso fundador,

Seguirá vossos passos com fervor.

Refrão

4 – Da verdadeira fé, baluarte sagrado,

O erro se dissipa ao vosso chamado;

Pelo fulgor que de vossa cátedra reluz,

Nossas almas se enchem de luz.

Refrão

5 – Chefe soberano, ante os malfeitores,

Convosco a Igreja caminha sem temores,

Imitando a vossa santa humildade,

Ela triunfa sobre a iniquidade.

Refrão

6 – Aos vossos filhos ofereceis a Hóstia sagrada

Pelo Cordeiro nossa alma é purificada;

O Pão dos fortes nos traz fortaleza,

E a chama da nossa fé recupera a certeza.

Refrão

7 – Em Jesus Cristo tudo enfim restaurar,

Do seu Amor tudo esperar;

Confiamos esta humilde oração

Ao nosso Deus, à nossa Mãe da salvação.

Refrão

8 – Protejais a nossa santa Fraternidade,

Guiai-nos à eterna felicidade;

Sede para nós a luz providencial,

E nos encontraremos no Paraíso celestial.

Refrão

3 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X

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Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo:

UM GRAVE EQUÍVOCO SOBRE A CULTURA CATÓLICA

Dardo Juan Calderón

Por Dardo Juan Calderón

Fonte: Revista Ultramontano

Por ocasião da publicação do livro “O nascimento da Cultura Cristã” de Rubén Peretó Rivas, publicou-se no site Infocatólica uma entrevista com o autor em que, para além daqueles primeiros tempos da cristandade que a obra percorre, tenta-se uma definição sobre “em que consiste essa cultura” e “quais são os seus momentos mais altos”, partindo do pressuposto de que o entrevistado é um “especialista”. No meio da entrevista, e a modo de conclusão, recorrendo à obra de John Senior, responde à pergunta fazendo um panorama descritivo de todos aqueles fenômenos que constituem essa cultura nos âmbitos artísticos e intelectuais; arquitetura, literatura, pensamento filosófico e teológico de vários autores durante a idade média e, em concordância com a ideia de Senior, dois pontos centrais: primeiro, “a ideia de justiça, de perdão e de humildade, todos derivados do mandamento de amor ao próximo que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo” e “Em segundo lugar, uma série de tradições e rituais… sobretudo o tesouro enorme da Santa Missa. Todos eles formam parte da cultura cristã e nos identificam como herdeiros e membros dessa cultura. John Senior com acerto afirma que a missa é o centro e o coração da cultura cristã, já que foi em torno da celebração da santa missa onde e como se formou a nossa cultura”.

Tudo muito lindo, sim, sim. Mas não.

Tratando de sair do ambiente esteticista e emotivo em que estes dois autores se instalam, para gozo de seu frívolo mundinho católico, ensaiemos uma resposta mais adequada: a cultura cristã forma-se na consideração e adoção espiritual da Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos, guardada e interpretada pelo Magistério da Igreja – para isso instituída pelo próprio Cristo – que se encarna numa sociedade política que busca o cumprimento das promessas evangélicas, produzindo com este sentido tudo o que é relacionado à vida de uma sociedade concreta na história. Transformando sob uma nova luz todos os elementos culturais positivos das culturas humanas anteriores. Continuar lendo

QUE “COMUNHÃO”? – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

Na festa de São Pedro e São Paulo, o Papa evocou as chaves como símbolo da unidade da Igreja.

Fonte: La Porte Latine – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio

Nosso Santo Padre o Papa Leão XIV, Vigário de Jesus Cristo e Chefe supremo de toda a Igreja universal, celebrou no dia 29 de junho passado, na presença dos cardeais reunidos em Roma por ocasião do Consistório, a missa da festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo. Foi nessa celebração que o Papa impôs o pálio aos novos arcebispos metropolitanos.

Na homilia que proferiu nesse dia, Leão XIV insistiu na “solicitude fiel e paciente pela unidade” que cabe ao sucessor de Pedro e que é “muito bem expressa pelo símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19)”. E desenvolveu assim a descrição da metáfora: “Uma chave, com efeito, não derruba as portas, mas as abre e depois as fecha, procurando em seu interior as alavancas certas e acompanhando seus movimentos, para que os bloqueios se desfaçam, as fechaduras deslizem e as portas girem livremente sobre seus gonzos, unindo assim os espaços e fazendo dos numerosos cômodos isolados uma única e mesma casa acolhedora”.

Como se deve, portanto, compreender, à luz dessa metáfora, a definição da unidade e da comunhão na Igreja? “Do mesmo modo”, explica Leão XIV, “a comunhão na Igreja não se constrói fixando-se nas próprias posições, mas buscando, no coração de cada um, os pontos de encontro na Verdade, à única luz da qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento”. E é aqui que surge a questão fundamental: de que “Verdade” se trata? O bispo de Bourges, Dom Sylvain Bataille, fez recentemente eco a essa reflexão do Papa quando, posicionando-se, em um comunicado datado de 13 de julho passado, a respeito das sagrações realizadas pela Fraternidade São Pio X, o recente sucessor de Dom Jérôme Beau declara: “Não sonhemos com uma unidade de compromisso, fundada na ambiguidade” [1]. Continuar lendo

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – SETEMBRO/26

São Pio X e Inspetoria Salesiana do Sul do Brasil

Caros fiéis, 

Neste mês de nosso padroeiro, São Pio X, convém trazer à tona a célebre frase que ele pronunciou com profunda tristeza, mas irredutível firmeza, quando, em 9 de dezembro de 1905, a Terceira República Francesa aprovou a Lei de Separação da Igreja e do Estado. Dirigindo-se ao episcopado na Encíclica Gravissimo Officii Munere (10 de agosto de 1906), declarou o Papa: Queridos bispos da França, “prefiro uma Igreja pobre, mas livre.” Ou seja, uma Igreja independente do mundo e com mais razão, independente do espírito do mundo. 

Poderíamos nos perguntar por que este santo Pontífice assim procedeu com o país considerado a “Fille aînée de l’Église”— a nação mais rica em catedrais barrocas, mosteiros românicos e conventos. A resposta é simples: “A verdade vos libertará” (Jo 8, 32). Trata-se da liberdade própria daquele que fala com autoridade e simplicidade, movido por uma convicção inabalável, pois a Verdade é simples, perfeita, infinita, imutável, eterna e única. A Verdade é o próprio Deus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). 

Na Teologia Moral, um famoso axioma prescreve: Bonum ex integra causa, malum ex quocumque defectu (“Para que uma coisa seja boa, deve sê-lo em toda a sua integridade; para que seja má, basta-lhe um único defeito”). Continuar lendo

PROTEGER AS CRIANÇAS DA SUPERPROTEÇÃO

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Pierrot, de um ano, sai para explorar o mundo. Ele solta a barra da cadeira com uma mão… depois com a outra… e acaba caindo no chão de uma forma um pouco brusca. Surpreso com o acidente, olha para a mãe, sem saber o que fazer. Nesse momento há duas possibilidades:

– a mãe corre até ele, preocupada: “Oh, coitadinho! Se machucou?” A reação de Pierrot é imediata: ele percebe pela reação da mãe que é séria e começa a chorar, o que só piora a reação dela: “Não se mexa, fique sentado.

– Ou, ao contrário, a mãe olha para Pierrot com um sorriso gentil e encorajador: “Vamos lá, Pierrot, está tudo bem, tente de novo.” E, tranquilizado, Pierrot continua sua exploração. 

Este incidente aparentemente insignificante e banal ilustrou vividamente duas atitudes opostas: ao se deparar com as pequenas dificuldades da vida, pode-se ajudar a criança a superá-las para prepará-la para os maiores desafios da vida adulta ou, inversamente, sufocar toda iniciativa por meio da superproteção. É ao longo de toda a educação que a abordagem correta deve ser escolhida. 

Pierrot está prestes a iniciar o ano letivo. Será que sua mãe, ainda mais preocupada que o próprio filho, multiplicará suas recomendações, repetindo “não tenha medo” que, na verdade, são dirigidas a sim mesma? Será que ela derramará algumas lágrimas ao ver as crianças desaparecerem na sala de aula? Ou será que ela a encorajará: “Você já é um menino grande, Pierrot; você terá muita coisa para nos contar esta noite, mal posso esperar para ouvir. Continuar lendo

O DEPÓSITO DA FÉ NÃO SE ALTERA

Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de fé católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Esta segunda parte relembra que a fé católica não é fruto de uma evolução nem de uma experiência religiosa, mas da adesão à Revelação divina confiada de uma vez por todas à Igreja, que a transmite fielmente por meio da Sagrada Escritura e da Tradição.

I -A Revelação divina, a fé e a Tradição

7 – Creio que Deus, na sua bondade, chamou o homem, pelo dom da graça, a alcançar a visão beatífica. Sustento firmemente e professo que essa exaltação do homem ultrapassa as forças e as exigências da natureza humana, e que é um dom gratuito de Deus, ou seja, um dom sobrenatural.

8 – Creio que Deus não deixou o homem entregue às suas meras forças naturais, mas lhe revelou os mistérios de sua vida divina e do destino sobrenatural a que o chama. Foi por isso que, depois de ter falado outrora aos profetas na Antiga Aliança, falou definitivamente, por meio do seu único Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, na Nova Aliança, com a qual a Revelação divina se completou perfeitamente.

9 – Essa Revelação é a palavra veraz de Deus, confiada à Igreja como um depósito, e proposta aos homens como regra de fé na forma de um corpo de doutrina, onde os mistérios são formulados de uma maneira que os torna inteligíveis e exprimíveis em palavras. A Revelação não é a expressão progressiva de uma consciência religiosa, nem o fruto de uma experiência coletiva da comunidade dos crentes; é a verdade mesma de Deus comunicando-se de modo sobrenatural à inteligência dos homens para a sua salvação. Continuar lendo

COMPREENDER O AMOR DE DEUS POR NÓS

O que Deus quis ao vir até nós, senão mostrar-nos o seu amor? Se até agora não nos esforçamos para amá-Lo, que ao menos não demoremos mais em retribuir-Lhe amor com amor.”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O que não nos aparenta valor atrai pouca atenção. Esse é o destino reservado, com demasiada frequência, ao Evangelho. O fiel católico ouve e lê trechos da Sagrada Escritura todos os domingos na missa. O hábito se instala e, com ele, a falta de atenção. Essa negligência é profundamente prejudicial. Pois o que é a Sagrada Escritura, senão uma sucessão de cartas inspiradas pelo coração de Deus, nas quais Ele se revela às suas criaturas? Para ler essas cartas, é preciso, antes de tudo, possuir o espírito que as inspirou. “A letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Cor 3, 6). Sem a fé e a humildade, o texto sagrado permanece mal compreendido, ou carece da atenção necessária. Torna-se, então, letra morta para a alma.

Para evitar essa armadilha, é essencial lembrar-se um fato singular entre todos: Deus escreve ao homem. Deus, na Trindade, digna-se a adaptar-se aos modos de agir do homem, sua criatura, para se dar a conhecer a ele. A simples constatação desse fato demonstra a importância das Sagradas Escrituras na vida de todo cristão. Sobrecarregada pelas muitas preocupações do cotidiano, testada pelas dificuldades da existência ou simplesmente entorpecida pela rotina ou pela mundanidade, a alma fiel chega, às vezes, a esquecer uma verdade que, no entanto, é primordial e fundamental: Deus nos ama, Ele se importa conosco.

A Palavra divina está repleta de exemplos e provas desse amor de Deus por cada um. Ele se manifesta de forma evidente na criação. Deus, então, decidiu livremente compartilhar sua existência, e até mesmo sua vida espiritual, com seres que não existiam. Isso só pode ser explicado por um gesto de amor, pois é preciso amar para dar a vida. Continuar lendo

NÃO HÁ UNIDADE NA AMBIGUIDADE

Em Bourges (como em vários locais do mundo), nada de ecumenismo para os inimigos do ecumenismo.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Ao explicar aos fiéis de sua diocese o alcance das sagrações de 1º de julho, Dom Sylvain Bataille, arcebispo de Bourges, insistiu: Não sonhemos com uma unidade de compromisso, fundada na ambiguidade“. A isso, só podemos concordar.

No entanto, na véspera de sua nomeação como Arcebispo de Bourges, em 15 de outubro de 2025, um encontro ecumênico organizado pela diocese foi realizado em sua sede episcopal com o tema: Descobrindo Formas de Orar… com Lutero e Calvino”. Após apresentações sobre Martinho Lutero e John Calvino — uma delas feita pelo presidente da Igreja Reformada de Bourges — seguiu-se uma discussão, e depois uma oração em comum. Durante a discussão sobre a doutrina dos sacramentos, um padre católico presente insistiu no respeito tanto pela teologia protestante quanto pela católica, já que ambas evoluíram: “Em certo momento, tínhamos 12 sacramentos… Nós também evoluímos!”. Nenhuma explicação foi dada para essa afirmação. Tampouco foi mencionada a questão de que a doutrina católica expressa a verdade revelada, enquanto o protestantismo a contradiz. A cortesia ecumênica exige isso.

Deveríamos considerar isso apenas um deslize ocasional, levando em conta que uma conversa informal pode conter imprecisões, ou  até mesmo descuidos? Continuar lendo

INICIA-SE HOJE A NOVENA PELAS VOCACÕES PARA A FESTIVIDADE DE SÃO PIO X

São Pio X – Grande Papa na História, grande Santo na Igreja – Revista  Arautos do Evangelho

A pedido dos Superiores da FSSPX, convidamos todos os fiéis a se unirem a esta novena, que do dia 25 de agosto até 2 de setembro será rezada pela nossa Fraternidade em todas as capelas do Brasil, a fim de pedir pelo florescimento e pela perseverança das vocações sacerdotais e religiosas. Todos os dias se rezará pelo menos uma dezena do Terço, se possível em família, e depois a seguinte oração:

“Senhor Jesus, Bom Pastor, que viestes buscar as ovelhas desgarradas a fim de salvá-las, e instituístes o sacerdócio para continuar a vossa obra até o fim dos tempos, a Vós insistentemente pedimos: Enviai operários à vossa messe! Concedei santos sacerdotes à vossa Igreja, e enviai-lhe também religiosos e religiosas. Enchei as famílias católicas do amor ao sacerdócio e do espírito de sacrifício, para que todos aqueles que Vós escolhestes respondam fielmente ao vosso chamado. Sustentai todos os sacerdotes, religiosos e religiosas na sua árdua missão. Concedei que sejam fiéis à Tradição católica pela oração, por suas palavras e por seu exemplo, para estender o vosso Reino sobre as sociedades e sobre os corações dos homens, e assim levar à vida eterna o maior número possível de almas. Amém.”

Senhor, dai-nos sacerdotes.

Senhor, dai-nos santos sacerdotes.

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes.

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas.

Maria, Mãe do Sacerdócio, rogai por nós.

São José, Padroeiro das vocações, rogai por nós.

São Pio X, rogai por nós.

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Para saber sobre as vocações masculina e feminina, acesse nosso “Especial” através desse link: https://catolicosribeiraopreto.com/especial-do-blog-as-vocacoes-sacerdotais-e-religiosas/

A FÉ CATÓLICA INTEGRAL, NADA MENOS QUE ISSO!

Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Essa primeira parte expõe as razões que tornam necessária, hoje em dia, uma profissão integral da fé, sem diminuir em nada a doutrina transmitida pela Igreja.

Em nome da santa e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.

Preâmbulo

1 – Professo e abraço a inteira verdade da fé católica, tal como foi “recebida pelos Apóstolos dos próprios lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou transmitida como de mão em mão pelos próprios Apóstolos conforme lhes ditava o Espírito Santo”, e a seguir conservada fielmente até chegar a nós por uma sucessão ininterrupta na Igreja católica, através da pregação dos papas e dos bispos, dos escritos dos Padres da Igreja e dos teólogos, e das definições dos santos concílios.

2 – Recebo firmemente todas e cada uma das verdades que a Igreja infalível propôs como divinamente reveladas e necessárias para a salvação, seja pelas definições do seu Magistério solene, seja pela unanimidade do seu Magistério ordinário e universal 3. Recebo também tudo o que pertence à doutrina católica em razão de uma conexão necessária com o depósito revelado 4, e tenho por certas as verdades que a Igreja ensinou com constância a fim de preservar esse depósito em face dos erros 5.

3 – Rejeito, consequentemente, todos os erros contrários a essa fé, especialmente os do liberalismo, do  indiferentismo, do modernismo, do ecumenismo e do laicismo, condenados pelos papas Pio IX , Leão XIII, São Pio X, Pio XI e Pio XII. Tais erros, com efeito, obscurecem a doutrina revelada, falseiam a Tradição, desfiguram a santa liturgia, corrompem a moral, enfraquecem o espírito missionário e desagregam a ordem social cristã, causando grave prejuízo à salvação das almas. Continuar lendo

DE MITOS E MALDIÇÕES. O “MITO” CRISTÃO

 Les 50 ans de la nouvelle messe : la fabrication du nouveau missel | FSSPX  Actualités

O sacerdote modernista não é mau sujeito, está tentando “chegar” com a “mensagem” da melhor forma que encontra, porque já perdeu a ideia de que está “renovando um “fato” que tem efeitos em e por si mesmo.

por Dardo Juan Calderón

Não creio que restem muitos que não pensem que o relato evangélico e muito mais o do antigo testamento não seja um “mito” que tem uma “mensagem” a decifrar, à maneira do mito grego ou de outras religiões. O Mito Bíblico. Que não é algo histórico que ocorreu realmente e que, captando o sentido oculto, este nos ajudará a entender algo de nossa existência. E então me pus a pensar que este assunto da fé nesse conjunto de histórias que foram reveladas ao cristão para que cresse, conselhos para que seguisse e leis para que obedecesse, na medida em que passam a ser entendidas como mitos não necessitam de fé, mas de interpretação (hermenêutica), porém… como os outros mitos, atenção, pois devem necessariamente conter uma maldição!

O que se nos quer dizer com isso de que Deus se encarnou em Jesus de Nazaré? Se é um mito, devemos explicá-lo, extrair a “mensagem”. A missa passaria a ser a teatralização do mito, uma atualização dos símbolos desse mito do Deus encarnado que, com a liturgia da palavra, há que ir esclarecendo para os simples. O sacerdote faz um pouco de teatro e o explica. Isso é a nova teologia e a nova liturgia, e isso explica o porquê da suma importância que tem a “liturgia da palavra”, a explicação do mito, a interpretação do mito. A hermenêutica. Quanto ao que corresponde à “teatralização” do mito, é possível que para a melhor interpretação seja necessário fazer uma “versão adaptada” ao novo público e ao novo tempo, utilizando uma simbologia mais adequada a esse público e a esse tempo, como o filme da Odisseia e como as mil versões adaptadas de “Shakespeare” que há no cinema. E essa “adaptação” depende da perícia e das condições do “adaptador”, que consegue que a “mensagem” chegue de melhor maneira. Ratzinger dizia que a crucificação era o símbolo perfeito para a mensagem do sacrifício pelos outros naquela época do século I, mas hoje se pode dizer o mesmo com a ideia do “trabalho” e se entenderia melhor. E algo parecido com a ressurreição, que naqueles tempos significava que despertou da morte, mas que a mensagem é que “hoje vive em nós” e podemos prescindir daquele símbolo pelo de que o amor torna presente aquele que morreu (“A estranha teologia de Ratzinger”, dizia em sua obra Monsenhor Tissier). Continuar lendo

PAPA LEÃO XIV NOMEIA CONSULTORES QUE APOIAM A “ORDENAÇÃO” DE MULHERES E A AGENDA DO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

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Foram nomeadas para o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral pessoas que têm defendido a sinodalidade e mudanças no ensinamento católico sobre a moral sexual.

No final desse texto, algumas das últimas nomeações de Leão XIV.

Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est

Na terça-feira, o Papa Leão XIV nomeou uma dúzia de consultores para o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, incluindo várias pessoas que têm defendido a “ordenação” de mulheres ao sacerdócio, a sinodalidade, mudanças no ensinamento católico sobre moralidade sexual e até mesmo uma pessoa com vínculos com o Fórum Econômico Mundial (WEF).

Entre as nomeações feitas pelo Papa Leão em 18 de agosto para o dicastério está Peter G. Kirchschlager, especialista em ética social da Universidade de Lucerna, na Suíça, que afirmou que a Igreja tem um problema não resolvido em relação à impossibilidade da ordenação de mulheres ao sacerdócio. Outro dos nomeados pelo pontífice, o padre Peter Klasvogt, um sacerdote alemão, abraçou o Caminho Sinodal e pediu que o ensinamento da Igreja sobre “sacerdotisas” e moralidade sexual fosse revisto com uma “disposição para mudar”. Continuar lendo

22 DE AGOSTO – IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

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Ladainha ao Imaculado Coração de Maria

Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós

Cristo, olhai-nos.
Cristo, escutai-nos

Deus Pai celestial, Tem misericórdia de nós.
Deus Filho Redentor do mundo, Tem misericórdia de nós.
Deus Espírito Santo, Tem misericórdia de nós.
Santa Trindade, um só Deus, Tem misericórdia de nós.

Santa Maria, Coração Imaculado de Maria, rogai por nós
Coração de Maria, cheio de graça, rogai por nós
Coração de Maria, vaso do amor mais puro, rogai por nós
Coração de Maria, consagrado íntegro a Deus, rogai por nós
Coração de Maria, preservado de todo pecado, rogai por nós
Coração de Maria, morada da Santíssima Trindade, rogai por nós
Coração de Maria, delícia do Pai na Criação, rogai por nós
Coração de Maria, instrumento do Filho na Redenção, rogai por nós
Coração de Maria, a esposa do Espírito Santo, rogai por nós
Coração de Maria, abismo e prodígio de humildade, rogai por nós
Coração de Maria, medianeiro de todas as graças, rogai por nós
Coração de Maria, batendo em uníssono com o Coração de Jesus, rogai por nós
Coração de Maria, gozando sempre da visão beatífica, rogai por nós
Coração de Maria, holocausto do amor divino, rogai por nós
Coração de Maria, advogado ante a justiça divina, rogai por nós
Coração de Maria, transpassado por uma espada, rogai por nós
Coração de Maria, Coroado de espinhos por nossos pecados, rogai por nós
Coração de Maria, agonizando na paixão de teu Filho, rogai por nós
Coração de Maria, exultando na Ressurreição de teu Filho, rogai por nós
Coração de Maria, triunfando eternamente com Jesus, rogai por nós
Coração de Maria, fortaleza dos cristãos, rogai por nós
Coração de Maria, refúgio dos perseguidos, rogai por nós
Coração de Maria, esperança dos pecadores, rogai por nós
Coração de Maria, consolo dos moribundos, rogai por nós
Coração de Maria, alívio dos que sofrem, rogai por nós
Coração de Maria, laço de união com Cristo, rogai por nós
Coração de Maria, caminho seguro ao Céu, rogai por nós
Coração de Maria, prenda de paz e santidade, rogai por nós
Coração de Maria, vencedora das heresias, rogai por nós
Coração de Maria, da Rainha dos Céus e Terra, rogai por nós
Coração de Maria, da Mãe de Deus e da Igreja, rogai por nós
Coração de Maria, que por fim triunfarás, rogai por nós
Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Escutai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Tem misericórdia de nós.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus
R. Para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo

Oremos:
Vós que nos tens preparado no Coração Imaculado de Maria uma digna morada de teu Filho Jesus Cristo, concedei-nos a graça de viver sempre conforme a sua vontade e de cumprir seus desejos.
Por Cristo teu Filho, Nosso Senhor. Amém

SER HOMEM E SER CRISTÃO: É A MESMA COISA?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A questão do humanismo surgiu desde o início do cristianismo. São Paulo escreve, por um lado, aos Filipenses (capítulo 4): 

“Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, santo, amável, de bom nome, as virtudes, seja isso o objeto de vossos pensamentos.”

E, por outro lado, vejamos os Gálatas (capítulo 6): 

“O mundo morreu para mim na Cruz, e na Cruz eu morri para o mundo.”

São Paulo, portanto, começa por discernir o que vem do mundo: é preciso reter do mundo o que é verdadeiro. Mas há mentiras no mundo. O diabo reina nele como mentiroso. É preciso reter o que é nobre. Mas há baixezas no mundo. O senso de honra às vezes se mistura com a vaidade e a ambição. Devemos extrair do mundo o que é justo, mas a injustiça domina o mundo. O que encontramos no mundo é, antes, sede de justiça. É preciso reter do mundo o que nele há de puro. O exemplo natural das crianças, da maioria delas pelo menos, mas o mundo, como vemos com demasiada clareza hoje, está à mercê da imoralidade. Continuar lendo

UM CRUCIFIXO MILAGROSAMENTE POUPADO DE UM INCÊNDIO FLORESTAL

A foto de um crucifixo viralizou rapidamente após sua publicação em 26 de julho. Essa cruz estava localizada no epicentro de um incêndio que devastou as florestas da Gironda. Intacta em meio às árvores carbonizadas, esse belo crucifixo foi preservado, gerando comentários espontâneos sobre um “milagre” nas redes sociais e na imprensa.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Tirada em 26 de julho pelo fotojornalista Patrick Bernard, essa foto do crucifixo em Saumos despertou entusiasmo imediato. Muitos a viram como um milagre, um sinal do Céu e um sinal de esperança, e recordaram a vitória de Cristo sobre o inferno.

Esse entusiasmo e fervor de fé não foram bem recebidos pelo clero de Bordéus. O site da Diocese de Bordéus publicou um artigo do Padre Clément Barré, que se opôs à descrição do evento como um milagre. Ele escreveu:

“Se afirmarmos que Deus interveio para poupar esse crucifixo, estamos simultaneamente afirmando que Ele não interveio pelas casas, pelas florestas, pelos animais, pelos bombeiros mortos ou feridos e por aqueles que perderam tudo. Um Deus que salvasse a sua imagem e deixasse as suas criaturas queimarem não seria o Pai de Jesus Cristo. Seria um ídolo, zeloso da sua madeira e indiferente à carne.”

Essa é uma linha de raciocínio estranha. Deduzir, a partir de um ato milagroso, uma vontade divina — ou, pelo menos, uma passividade — de Deus em relação a outras criaturas é, no mínimo, estranho. Para demonstrar isso, vamos citar alguns exemplos que falarão mais alto do que uma refutação lógica em boa e devida forma. Continuar lendo

O ARCEBISPO DE BOURGES DIANTE DAS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO – PELO PE. JEAN MICHEL GLEIZE, FSSPX – PARTE 2 DE 2

“A fidelidade não é estática, é dinâmica, na continuidade da fé que é imutável, mas as situações são sempre novas e o Espírito está incessantemente em ação”…

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Leia a Parte 1 aqui

Aos olhos de D. Sylvain Bataille de Bourges (1), a Tradição “não consiste numa herança estática, estagnada e intocável. Pelo contrário, é a transmissão viva da própria fé dos Apóstolos, incessantemente aprofundada sob a orientação do Espírito e vivida em diferentes contextos históricos e culturais” […]“. A fidelidade não é estática, é dinâmica, na continuidade da fé que é imutável, mas as situações são sempre novas e o Espírito está incessantemente em ação”.  A iniciativa das sagrações de 1 de julho ficaria, assim, privada de sua principal justificativa.

Aqui encontramos o discurso evolucionista inaugurado pelo Vaticano II e teorizado por Bento XVI, com a ambiguidade que abre as portas a todo tipo de negação, sob o pretexto de aprofundar a compreensão. O parágrafo 17 da Profissão de Fé apresentada em 24 de junho pela Fraternidade dissipa essa ambiguidade: 

A Tradição pode ser chamada de “viva” não no sentido de que mudaria de significado, mas no sentido de que o Magistério vivo propõe ao longo dos séculos, de maneira sempre mais clara e mais explícita, a mesma verdade com o mesmo significado(2). O que foi crido por todos, sempre e em todo lugar, como pertencente a fé, não pode ser negado nem posto em dúvida por nenhuma voga teológica, nenhuma pressão pastoral, nenhuma necessidade diplomática, nenhuma pretensa exigência do mundo moderno (3).

Vemos claramente, infelizmente, que a “transmissão viva” à qual se refere Dom Bataille instaura uma forma de praticar a religião que altera o sentido da verdade revelada, sob o pretexto da adaptação. A prática do ecumenismo, por exemplo, insinua cada vez mais o erro do indiferentismo.

No que diz respeito ao culto, o arcebispo de Bourges gostaria de criticar a expressão “missa de sempre”, utilizada por Dom Lefebvre, para justificar as reformas litúrgicas do pós-Vaticano II: Continuar lendo

12 SEMINARISTAS RECEBEM A BATINA EM LA REJA, ENTRE ELES 3 BRASILEIROS – 2026

Na Festa da Assunção, em 15 de agosto de 2026, doze seminaristas do Seminário Internacional de Nossa Senhora Corredentora, em La Reja, Argentina, receberam suas batinas do Padre de Lassus, diretor do Seminário.

Originários de 10 países diferentes, eles marcaram, assim, um passo significativo em sua formação para o sacerdócio: 1 chileno, 1 peruano, 1 colombiano, 2 mexicanos, 3 brasileiros, 1 filipino, 1 argentino, 1 equatoriano e 1 cubano.

Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

DOM SCHNEIDER: UM ENVOLVIMENTO SÉRIO DO VATICANO COM A FRATERNIDADE SÃO PIO X MARCARIA O “COMEÇO DO FIM” DO PROJETO MODERNISTA

Fonte: Diane Montagna’s Substack – Tradução: Dominus Est

Dom Athanasius Schneider divulgou sua primeira declaração pública desde que Roma declarou que os seis bispos da FSSPX incorreram em excomunhão automática devido às sagrações episcopais realizadas pela Fraternidade em Écône, em 1º de julho, contra a vontade do Papa Leão XIV.

Sua Excelência tem sido uma voz ativa no debate sobre as sagrações, e sua reação às consequências do ocorrido era aguardada com particular interesse. Nos meses anteriores, ele implorou repetidamente ao Papa Leão XIV que concedesse à Fraternidade São Pio X um mandato apostólico, em vez de permitir que o ato prosseguisse sem sua aprovação — principalmente em um “Apelo Fraterno” de 24 de fevereiro, que exortava o Papa a agir como um “construtor de pontes” e alertava contra “uma divisão adicional, verdadeiramente desnecessária e dolorosa, dentro da Igreja”.

Em uma nova declaração intitulada “O dilema entre preservar a integridade inequívoca da fé católica e ser reconhecido canonicamente pelo Papa” (texto completo abaixo), D. Schneider argumenta que a FSSPX se deparou com uma escolha “trágica” e pouco comum: manter-se fiel à doutrina católica tal como sempre foi ensinada ou garantir o reconhecimento formal da Santa Sé.

Ele enquadra a situação atual como um exemplo de um dilema enfrentado anteriormente na história da Igreja, por Santo Atanásio de Alexandria, no século IV. Quando o Papa Libério, sob pressão imperial, entrou em comunhão com os bispos arianos e exigiu que Atanásio fizesse o mesmo, Atanásio recusou-se — e foi excomungado pelo próprio Papa, acusado de “perturbar a paz da Igreja”. Continuar lendo

O ARCEBISPO DE BOURGES DIANTE DAS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO – PELO PE. JEAN MICHEL GLEIZE, FSSPX – PARTE 1 DE 2

Sua Excelência D. Sylvain Bataille, na qualidade de Arcebispo de Bourges, considerou oportuno divulgar alguns “pontos de referência para compreender a situação” referente às sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X( 1).

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

É possível colocar-se acima da Igreja, rejeitar um Concílio que reuniu os bispos de todo o mundo? É possível considerar que, há mais de 60 anos, 7 papas sucessivos, os 8.000 bispos do mundo — com poucas exceções — e a imensa maioria dos sacerdotes e fiéis teriam abandonado a verdadeira fé? Na raiz de todos os cismas, sempre se identifica a mesma tentação: a de acreditar que só se detém a verdade, que só se é fiel, que só se é puro, que só se pode salvar a Igreja.

A unidade da Igreja seria, então, a de uma maioria?… Se fosse esse o caso, já se poderia reverter a questão contra seu autor e perguntar-lhe: “Pode-se rejeitar, em nome do ecumenismo, da liberdade religiosa e da colegialidade, cerca de vinte concílios ecumênicos que reuniram os bispos de toda a história?” Pode-se considerar que, durante quase 2000 anos, 260 papas sucessivos, juntamente com os bispos, os padres e os fiéis, teriam cometido graves erros na fé, desconhecendo os verdadeiros princípios da eclesiologia e da doutrina social?”. A bem ver, sim, se a unidade da Igreja é a de uma maioria, foi justamente a Igreja do Concílio Vaticano II que sucumbiu à tentação de acreditar que é a única detentora da verdade, é precisamente a Igreja desses 7 papas, que há mais de 60 anos pregam uma nova eclesiologia e uma nova doutrina social, que sucumbiram à tentação de acreditar que é a única a ser pura, a ser fiel e a poder salvar as almas. É essa Igreja que seria, de fato, cismática. Continuar lendo