APÓS AS SAGRAÇÕES, D. GÄNSWEIN ACUSA A FSSPX DE PROTESTANTISMO: UMA RESPOSTA PONTO A PONTO.

Monsenhor Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI

No dia 4 de julho, o Le Salon Beige publicou uma entrevista com Dom Georg Gänswein, ex-secretário de Bento XVI e atual Núncio Apostólico nos Estados Bálticos. Nela, o prelado formula várias acusações graves contra a FSSPX, em um tom ao mesmo tempo sentimental e doutrinário. Cada uma delas merece uma resposta franca.

Fonte: Medias Presse Info – Tradução: Dominus Est

“Bento XVI levantou a excomunhão como um pai que busca fazer as pazes. Uma mão estendida que eles não aceitaram.”

A frase é comovente. No entanto, também é imprecisa no que sugere.

A FSSPX não rejeitou o levantamento das excomunhões de 2009. Ela a acolheu com gratidão, como um ato de justiça — pois essas excomunhões eram, como já demonstramos em outra ocasião, canonicamente contestáveis. O que a Fraternidade recusou, por outro lado, foi assinar uma profissão de fé que incluísse uma adesão sem reservas aos textos do Concílio Vaticano II — condição que Roma impunha como pré-requisito para qualquer regularização canônica completa.

Mas foi precisamente aí que o diálogo se rompeu, não por obstinação da FSSPX, mas porque os textos em questão levantam problemas teológicos reais que os próprios cardeais, bispos e teólogos, alheios a qualquer corrente tradicionalista, já haviam levantado. Recusar-se a assinar aquilo em que não se acredita não é rejeitar uma mão estendida — é simplesmente honestidade intelectual e fidelidade à fé recebida. Continuar lendo

VÍDEO DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX A APARECIDA – 2026

Na névoa matinal que, nesta época do ano, envolve as colinas de Campos do Jordão (Estado de São Paulo), na terça-feira, 12 de maio, um pequeno grupo de peregrinos inicia o “Caminho da Fé”.

Guiados pelos padres Juan María de Montagut e Cormack McCall, eles percorrerão, durante 5 dias, os 130 km que os separam do santuário mariano de Aparecida. Esse famoso itinerário de peregrinação é sinalizado e possui etapas, assim como em Santiago de Compostela.

“O Caminho da Fé” faz jus ao seu nome, pois, em meio à confusão religiosa propagada pelo protestantismo evangélico, a Santíssima Virgem Maria é o farol que guia os homens para a salvação que somente a Igreja Católica pode oferecer. No Brasil, esse farol manifestou-se de forma impressionante há 300 anos, em 12 de outubro de 1717. Continuar lendo

VÍDEO: EDIÇÃO DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX DE CHARTRES A PARIS

De 23 a 25 de maio de 2026, mais de 7.000 peregrinos da França, Alemanha, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Canadá e Polônia se reuniram aos pés da Catedral de Notre-Dame de Chartres para três dias de caminhada, oração e penitência rumo a Paris.

Este ano, o próprio Cristo nos deu o tema da nossa peregrinação: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor que envie trabalhadores para a sua colheita!” Um convite à oração por vocações sacerdotais e religiosas santas e sólidas, das quais a Igreja precisa hoje mais do que nunca.

Após a missa de abertura e a bênção das bandeiras, juntamente com as intenções de 700 fiéis em oração, os peregrinos partiram para Paris sob um sol já escaldante. 

Saudemos a coragem e o fervor de todos os peregrinos, bem como a dedicação exemplar daqueles que trabalharam nos bastidores para tornar esta peregrinação um sucesso, apesar do calor sufocante.

Que estes três dias de caminhada e oração irradiem luz em nossas famílias, nossas paróquias e nossa comunidade, e nos proporcionem muitas vocações santas!

PUNIÇÕES INVÁLIDAS, SACRAMENTOS VÁLIDOS

“…O que incomoda as autoridades romanas hoje é o nosso apego à doutrina católica e nossa rejeição aos erros do Concílio Vaticano II. Esse é o cerne da questão. O problema é, portanto, doutrinário, e não disciplinar…”

Em um sermão proferido no domingo, 5 de julho de 2026, na igreja do Seminário São Pio X em Ecône, o padre Bernard de Lacoste, diretor do seminário, responde, à luz do direito canônico, às principais questões levantadas pelo decreto de 2 de julho referente às sagrações episcopais e à Fraternidade São Pio X.

Meus queridos irmãos,

No dia 2 de julho, um dia após as sagrações, o Cardeal Fernández publicou um decreto, um decreto severo, referente às sagrações e à Fraternidade São Pio X. Gostaria de dizer algumas palavras sobre este decreto e responder a quatro perguntas em particular: Continuar lendo

DOM SCHNEIDER NOVAMENTE: A FSSPX PERTENCE À NOSSA FAMÍLIA. ELA NÃO ESTÁ FORA DA IGREJA

“Ela não é, de forma alguma, cismática. E precisamos corrigir o próprio significado de ‘cismático’. Nos últimos séculos, tivemos uma visão muito reducionista do que é cisma, uma visão completamente legalista. E também tivemos uma visão reducionista do que é obediência. Chegamos até a absolutizar a obediência ao Papa, que é uma criatura, não Deus. O Papa não é Deus. E, de fato, devo afirmar que na mentalidade de muitas pessoas, tradicionais ou conservadoras, inclusive bispos e cardeais até os dias de hoje —, há uma divinização implícita do papa. Digo implícita. Não formal, não explícita, implícita. Portanto, qualquer desobediência é imediatamente rotulada: você é cismático, porque é desobediente.

Isso era estranho à grande tradição da Igreja. Era completamente estranho aos Padres da Igreja. Sou um estudioso da patrística e, portanto, quando Santo Atanásio desobedeceu ao papa, este o excomungou. E o mesmo fez o Papa Libério. Creio que essa excomunhão foi de natureza formal. Naturalmente, segundo a lei, tratava-se de uma excomunhão. Mas acredito que essa excomunhão foi, aos olhos de Deus, inválida. Como pôde o Papa Libério, que colaborou de alguma forma com os arianos, com tamanha ambiguidade, excomungar o maior defensor da ortodoxia? Aos olhos da história, essa excomunhão do Papa Libério contra Santo Atanásio foi injusta e, creio eu, inválida aos olhos de Deus. 

Penso que neste momento, a questão das sagrações da Fraternidade São Pio X é, de certa forma, providencial. Deus permite isso porque somos uma grande família e a Fraternidade São Pio X faz parte da nossa família. Ela não está fora da Igreja.”

Atanásio Schneider 

CISMÁTICOS BONS X “CISMÁTICOS” MAUS

O Papa Leão XIV e o catolicato Aram I, líder da Igreja cismática armênia, na audiência geral na Praça de São Pedro, Vaticano, em 20 de maio de 2026.

Roma condena a FSSPX em nome do cisma, ao mesmo tempo em que faz vista grossa a cismas bem reais. Ainda se pode falar em coerência?

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É possível ter um raciocínio lógico e, ainda assim, estar errado. Mas o inverso não é possível: afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. É assim que alguns tentam usar as próprias armas da FSSPX, procurando demonstrar a incoerência de uma posição que afirma, ao mesmo tempo, jurar obediência ao papa e, no entanto, desobedecê-lo abertamente. Não se trata aqui de voltar a discutir a fragilidade de tal objeção, que esquece que a autoridade pode falhar.

O objetivo não é discutir novamente a coerência da posição da FSSPX, que já foi amplamente comprovada, aliás —, mas de examinar a coerência da própria Roma. Sem admitir, nem por um instante, que a FSSPX seja cismática, examinemos se Roma é coerente ao tratá-la como tal, tendo em vista sua atitude em relação a grupos verdadeiramente cismáticos: Continuar lendo

RELATOS INDICAM UMA FREQUÊNCIA REGULAR OU CRESCENTE NAS CAPELAS DA FSSPX EM TODO O MUNDO.

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Registros da frequência às Missas de domingo indicam que a ameaça de excomunhão do Vaticano aos fiéis que “aderem” ao “cisma” da FSSPX não desestimulou a frequência às suas capelas.

Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est

Várias reportagens indicam que, desde que o cardeal Víctor Manuel “Tucho” Fernández emitiu um decreto de excomunhão contra a Fraternidade São Pio X (FSSPX) por suas sagrações episcopais, a frequência às capelas da FSSPX permaneceu estável ou  mesmo aumentou.

Republicando fotos tiradas no último domingo em frente às capelas da FSSPX como prova, a Mason-Dixon Latin Mass Mason-Dixon compartilhou no domingo que “as capelas da FSSPX estão lotadas hoje” e que há filas de pessoas tentando entrar nas capelas que se estendem pelas calçadas. 

“As pessoas estão se ajoelhando nas ruas em frente às igrejas apenas para poderem estar presentes no Santo Sacrifício da Missa”, observou a conta do X. Continuar lendo

AS 3 FRATERNIDADES

DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR

Algumas breves palavras sobre três fraternidades.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.

 A fraternidade farisaica não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, tudo com o propósito de condenar Jesus Cristo à morte; ela tinha o diabo como pai, mas fingia ser filha de Abraão; fingia pureza, mas estava podre por dentro, daí a expressão “sepulcros caiados”. E há a fraternidade conciliar, invenção puramente modernista, que busca a unidade com todas as crenças, vendo, como se sabe, uma possibilidade de salvação por meio delas. É uma fraternidade maçônica, falsa, verdadeiramente filha do demônio, à semelhança da primeira que se fazia passar por filha de Abraão, esta se faz passar por católica, e se aquela primeira perseguiu a Cristo, esta outra, na verdade, persegue a Ele, à Sua Igreja, a toda a fé católica, tal como denunciará São Pio X na Encíclica Pascendi: “não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado”, “ela também se faz passar por refrescante, viva, alegre, mas por trás dessa máscara de brancura está totalmente podre, por isso não se hesita em qualificá-la de sepulcro caiado. 

A fraternidade conciliar está consagrada nos documentos conciliares (Dignitatis Humanae, Nostra Aetate) e em diversos documentos escritos pelos Papas pós-conciliares, como o Ut Unum Sint de João Paulo II. mas que eles a colocaram e continuam colocando em prática. A última porcaria recém-saída do forno da tal fraternidade ocorreu há poucas horas, e o veículo Aciprensa a intitula assim: “O Vaticano reúne cristãos e religiões orientais para fortalecer a fraternidade na Europa” (25/6/2026): https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa

 A ACI Prensa continua: “Representantes do cristianismo e das religiões orientais presentes na Europa reuniram-se em Roma para refletir sobre a fraternidade e promover o diálogo e a cooperação inter-religiosos no continente. O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano organizou este encontro, que decorreu entre 23 e 24 de junho na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, sob o título ‘Budistas, cristãos, hindus, jainistas e sikhs na Europa: Construindo a fraternidade através do diálogo e da colaboração‘”. Continuar lendo

MÜLLER, CURA TE IPSUM!

Müller, cura te ipsum!

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Entre os críticos mais severos das sagrações episcopais da FSSPX destaca-se o Cardeal Müller (que acabou de ordenar padres para o IBP), um dos principais expoentes do “conservadorismo”, que comparou os continuadores da obra de D. Lefebvre ao herege Lutero e ao cismático Henrique VIII(1).

Bem, a ambas as acusações pode-se responder tranquilamente: “Médico, cura-te a ti mesmo!”

Quanto a Henrique VIII, que, como é sabido, deu origem a um cisma e a uma hierarquia antirromana para que seu adultério e concubinato fossem legitimados, lembramos que o Eminentíssimo esteve entre os defensores da ortodoxia da Amoris laetitia (aprovação prática do concubinato(2) e entre os críticos das modalidades de apresentação das infames dubia(3). Continuar lendo

ANÁLISE CANÔNICA: O DECRETO DDF DE 2026 SOBRE A FSSPX

Pelo Cônego de Shaftesbury, vigário judicial (não pertencente à FSSPX)

Fonte: Rorate Caeli – Tradução: Domimus Est

A questão é se o Decreto e a Nota Explicativa emitidos pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF) em 2 de julho de 2026 de fato concretizaram o que muitos afirmam, a saber, a excomunhão de seis bispos, mais de setecentos sacerdotes e um número não especificado de fiéis. A resposta sucinta, ao ler os documentos à luz do Código de Direito Canônico, é que não, não se concretizaram..

O próprio Decreto nomeia seis indivíduos: quatro bispos recém-sagrados, o sagrante principal (D. de Galarreta) e um co-sagrante (D. Fellay). A acusação contra os cinco primeiros baseia-se no cânon 1387 CDC, que impõe uma excomunhão latae sententiae a qualquer bispo que sagre sem mandato pontifício, e também àquele que recebe tal sagração.

É importante notar que D.Fellay não é acusado com base no cânon 1387, mas sim no cânon 1364 §1, a disposição geral sobre cisma. Esta é uma divergência juridicamente significativa. O Código não trata automaticamente a sagração episcopal não autorizada como cisma. A invocação da Ecclesia Dei Adflicta (1988) pelo Cardeal Fernández para caracterizar o ato como cismático baseia-se num salto lógico (de um ato de desobediência para uma rejeição total da primazia papal, mas não se trata de um salto verdadeiro, visto que reafirmaram a sua fidelidade ao Santo Padre) que o texto do cânon 751 não sustenta. O cânon 751 define cisma como uma retirada da submissão: um repudio total e deliberado da autoridade, não um único ato de desobediência. Desobediência e cisma são ofensas distintas. Pode-se dizer “Não posso fazer isto” e ainda assim reconhecer uma autoridade. Isso não é o mesmo que dizer “Você não tem autoridade sobre mim”. Continuar lendo

A “EXCOMUNHÃO” DO ABSURDO (E O RIDÍCULO DOS “CONSERVADORES DE INTERNET”)

La “scomunica” dell’assurdo (e il ridicolo dei “conservatori da tastiera”)

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Em 1º de julho de 2026, Écône reafirmou sua missão: não um ato de rebeldia, mas um ato de suprema fidelidade. Enquanto a tempestade do Concílio continua a dilacerar o Corpo Místico, a sagração de quatro novos bispos representa uma tábua de salvação. Representa a continuidade da ordenação, a sobrevivência do Rito Romano — aquele rito que uma hierarquia desorientada tentou, em vão, relegar ao esquecimento — e a garantia, segundo as promessas divinas, de que a missão católica não se extinga sob o peso do modernismo.

Por essa razão, ler os delírios publicados por certos círculos que se autodenominam “conservadores” — os fariseus de sempre — é um exercício, árduo, de piedade. Eles tentam se agarrar a pretextos da liturgia e do direito canônico para jogar lama sobre a Fraternidade São Pio X, mas acabam apenas expondo sua pobreza espiritual.

O espanto deles diante da não leitura de um mandato apostólico é sinal de que não compreenderam nada do que está acontecendo. A Igreja não é uma sociedade anônima onde tudo se resolve com uma delegação assinada. Quando a Sé Apostólica é ocupada por aqueles que minam a Fé, a autoridade não desaparece, e a necessidade exige que o essencial seja preservado. Ler a declaração do Padre Pagliarani não é um “abuso”, mas sim o ato de um pastor explicando ao seu rebanho por que, em tempos de naufrágio, não se espera pela ordem de um capitão que está afundando o navio. Continuar lendo

PALAVRAS DE BENTO XVI: “O PAPA NÃO É UM SOBERANO ABSOLUTO, CUJOS PENSAMENTOS E VONTADES SÃO LEI”.

Aos 13:29min

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
DURANTE A CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
COMO BISPO DE ROMA NA BASÍLICA
DE SÃO JOÃO DE LATRÃO

Sábado, 7 de Maio de 2005

Assim, mais uma vez, é resumido o significado do mandato conferido a Pedro até ao fim dos tempos: ser testemunha de Cristo ressuscitado.

O Bispo de Roma senta-se na Cátedra para dar testemunho de Cristo. É o símbolo da potestas docendi, aquele poder de ensinar que faz parte essencial do mandato de ligar e desligar conferido pelo Senhor a Pedro e, depois dele, aos Doze. Na Igreja, a Sagrada Escritura, cuja compreensão aumenta sob a inspiração do Espírito Santo, e o ministério da interpretação autêntica, conferido aos apóstolos, pertencem um ao outro de modo indissolúvel. Onde a Sagrada Escritura é separada da voz viva da Igreja, torna-se vítima das controvérsias dos peritos. Sem dúvida, tudo o que eles têm para nos dizer é importante e precioso; o trabalho dos sábios é para nós um grande contributo para poder compreender aquele processo vivo com o qual a Escritura cresceu e para compreender a sua riqueza histórica. Mas a ciência sozinha não nos pode fornecer uma interpretação definitiva e vinculante; não é capaz de nos fornecer, na interpretação, aquela certeza com a qual podemos viver e pela qual podemos até morrer. Por isso é necessário um mandato maior, que não pode surgir unicamente das capacidades humanas. Por isso é necessária a voz da Igreja viva, daquela Igreja confiada a Pedro e ao colégio dos apóstolos até ao fim dos tempos.

Este poder de ensinamento assusta muitos homens dentro e fora da Igreja. Perguntam-se se ela não ameaça a liberdade de consciência, se não é uma soberba em oposição à liberdade de pensamento. Não é assim. O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo. O Papa João Paulo II fez isto quando, perante todas as tentativas, aparentemente benévolas para com o homem, perante as erradas interpretações da liberdade, realçou de maneira inequivocável a inviolabilidade do ser humano, a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural. A liberdade de matar não é uma liberdade, mas é uma tirania que reduz o ser humano à escravidão. O Papa tem a consciência de que está, nas suas grandes decisões, ligado à grande comunidade da fé de todos os tempos, às interpretações vinculantes que cresceram ao longo do caminho peregrinante da Igreja. Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.

A Cátedra é repetimos mais uma vez símbolo do poder de ensinamento, que é um poder de obediência e de serviço, para que a Palavra de Deus a verdade! possa resplandecer entre nós, indicando-nos o caminho da vida. Mas, falando da Cátedra do Bispo de Roma, como não recordar as palavras que Santo Inácio de Antioquia escreveu aos Romanos? Pedro, vindo de Antioquia, a sua primeira sede, dirigiu-se para Roma, sua sede definitiva. Uma sede que se tornou definitiva através do martírio com o qual ligou para sempre a sua sucessão em Roma. Inácio, por seu lado, permanecendo Bispo de Antioquia, estava destinado ao martírio que teria que sofrer em Roma. Na sua carta aos Romanos refere-se à Igreja de Roma como “Àquela que preside no amor”, expressão muito significativa. Não sabemos com certeza o que Inácio pensava exactamente quando usou estas palavras. Mas na Igreja antiga, a palavra amor, agape, referia-se ao mistério da Eucaristia. Neste mistério o amor de Cristo torna-se sempre tangível entre nós. Nele, Ele oferece-se sempre de novo. Nele, Ele deixa que trespassem o seu coração sempre de novo; nele, Ele mantém a sua promessa, a promessa que, da Cruz, teria arrebatado tudo a si. Na Eucaristia, nós próprios aprendemos o amor de Cristo. Foi graças a este centro e coração, graças à Eucaristia, que os santos viveram, levando o amor de Deus ao mundo de maneiras e formas sempre novas. Graças à Eucaristia a Igreja renasce sempre de novo! A Igreja mais não é do que aquela rede a comunidade eucarística! na qual todos, recebendo o mesmo Senhor, nos tornamos um só corpo e abraçamos o mundo inteiro. Presidir na doutrina e presidir no amor, no final, devem ser uma só coisa: toda a doutrina da Igreja, no final, conduz ao amor. E a Eucaristia, enquanto amor presente de Jesus Cristo, é o critério de qualquer doutrina. Do amor dependem a Lei e os Profetas (Mt 22, 40). O amor é o cumprimento da lei, escrevia São Paulo aos Romanos (13, 10).

O CONCEITO MODERNISTA DE EXCOMUNHÃO

Raio atinge Basílica de São Pedro e causa repercussão na internet | GZH

Revista Guarde a Fé, Ano I, nº 4, jul/set, 2019

Pe. Juan María de Montagut Puertollano

A linguagem e os mitos modernistas

Caros fiéis e amigos do Brasil,

Os artigos do presente número da nossa revista Guarde a Fé são densos o bastante para, após uma leitura atenta, entendermos um pouco melhor o mal do modernismo. Esta corrente de pensamento, que começou promovendo um movimento nos ambientes mais acadêmicos da Igreja, passou, do âmbito teórico da filosofia e teologia, a criar uma estratégia capaz de popularizar suas ideologias. Assim, usando de táticas sutis para se infiltrar em todos os âmbitos da vida da Igreja, acabou invadindo a própria alma dos cristãos. Vivemos hoje as consequências: a fé não é mais a fé senão um sentimento; a caridade não é mais a caridade senão a solidariedade filantrópica; a esperança não é mais a esperança senão a confiança nas forças do ‘progresso’… Sem notar, a maioria dos católicos tem trocado a religião divina e sobrenatural por uma religiosidade natural ao serviço do homem.

Por trás dos bastidores do modernismo inicial e da nossa época, aconteceu o triste evento do Concílio Vaticano II, quem permitiu que esta serpente – que os Papas tiveram tão bem presa desde o século XIX – erguesse a cabeça. Ao obter a carta de cidadania, com a benção papal, o modernismo pôde enfim passar dos textos conciliares à prática, usando os meios de apostolado próprios dos ministros da Igreja. Assim, precisava adaptar a liturgia, a pastoral e a pregação como instrumentos privilegiados para atingir o povo católico fiel, que passou a se chamar habilmente de ‘Povo de Deus’ (expressão aduladora para estimular as vaidades…)

Em 1983, um filósofo católico, Rafael Gambra Ciudad, escrevia o livro A linguagem e os mitos. Nesta interessante obra, ele descreve a sutil manipulação que as ideologias modernas fazem das palavras e da linguagem, quer deformando o seu significando genuíno, quer criando novas expressões. O mestre desta estratégia é o comunismo. Porém, o professor constatava, com tristeza, que «a incrível mutação na atitude da Igreja é o maior êxito desta técnica de penetração e inversão mental. A admissão de certos termos na linguagem é a ponta de lança para penetrar os espíritos deste ‘novo catolicismo’ ou ‘religião humanista’».

E, para melhor compreender a gravidade dos erros modernistas na Igreja, é importante localizar essas palavras novas, ou melhor, com significados novos, para desmascará-los. São muitas, porém gostaria de assinalar algumas que considero recorrentes:

• Comunhão: o termo ‘comunhão’, tradicionalmente, se refere à união na caridade, ou seja, na graça de Deus. Daí a lógica que tem a expressão ‘receber a comunhão’, em relação à Sagrada Eucaristia, pois este ato expressa exteriormente a união, na graça, de todos os que recebem Jesus sacramentado.

Desta primeira acepção, derivou-se um significado canônico, referente à pertença visível à Igreja Católica (pela profissão da mesma fé, participação nos mesmos sacramentos e obediência aos legítimos pastores); ora, o termo foi mais usado no sentido negativo: o ‘excomungado’ era aquele católico banido da comunhão dos outros fiéis, por decisão da autoridade eclesiástica.

Sentido modernista: a palavra ‘comunhão’ é usada atualmente de forma ambivalente, e perdeu a clareza do seu significado clássico. É usada como sinônimo de fraternidade e respeito mútuo, de submissão aos pastores (sem referência alguma à fé católica, fundamento dessa união); e como – eis o pior dos sentidos! – uma mera coincidência material entre crenças e práticas comuns a todos os que se denominam ‘cristãos’. Daí a invenção das expressões ‘comunhão plena’ e ‘comunhão parcial’, como reflexo da maior ou menor proximidade (aparente, exterior, diplomática) entre as chamadas ‘confissões cristãs’. Ora, a comunhão expressa um estado da alma, então, ou ela existe ou não existe, assim como a realidade da graça divina ou está ou não está numa alma, independentemente de seus diversos graus. Por acaso se poderia falar de estar ‘parcialmente’ na graça de Deus? De igual modo, a pertença à Igreja Católica, única Igreja de Cristo, ou é plena ou não é: quer se guardem a fé católica, os sacramentos da Igreja e o reconhecimento da autoridade legítima, quer se rejeite algum desses elementos. Neste último caso, falar-se-á de herege ou cismático, nunca de membro da Igreja (aliás, de qual Igreja?) em ‘comunhão parcial’. Não se dão graus na comunhão, e inventá-los é um modo de relativizar a necessidade da graça de Deus, da verdadeira fé e dos sacramentos, e da pertença à Igreja hierárquica. Eis o trabalho do modernismo, manipulando as palavras para favorecer o mito do falso ecumenismo.

• Tradição: como ensina o Catecismo, a Tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nós. Daí que, em sentido estrito, falemos de ‘Tradição apostólica’ e, em sentido amplo, da ‘Tradição’, ao referirmos aos decretos dos Concílios, aos escritos dos Santos Padres, aos atos da Santa Sé, e às palavras e usos da Sagrada Liturgia. Consequentemente, por definição, todo católico deve ser ‘tradicionalista’, pois isso equivale a aceitar a principal fonte da fé revelada.

Sentido modernista: a palavra ‘tradição’ foi, na prática, banida do vocabulário quotidiano, já que se rompeu a continuidade, principalmente, na transmissão do Magistério e do culto católico multissecular. Quando se usa esta palavra, é para exaltar usos e costumes sociais, culturais, ou até religiosos não católicos. Em referência à acepção teológica, a palavra foi substituída pela expressão ‘tradição viva’, o que é uma contradição, e um modo de disfarçar seu abandono: pretende-se que a Tradição é ainda conservada na Igreja, porém ela é algo vivo, enquanto se adapta aos tempos e à sociedade cristã oferecendo novas formas. Ou seja, a tradição é algo evolutivo, e os meios de transmissão da mesma (magistério, liturgia, pastoral…) devem igualmente evoluir, usando novos conceitos, vocabulário e práticas, conforme evoluem as sociedades. É o mito modernista de um progresso sempre superior da humanidade, que superaria o conhecimento e a vida dos cristãos que nos precederam.

• Carisma: nos catecismos clássicos nem aparece esta palavra. Ela se refere, na teologia, aos dons extraordinários concedidos por Deus à algumas almas, capazes assim de realizar milagres, falar línguas, profetizar, ler as consciências, etc. Estes dons foram mais abundantes nos primeiros tempos do cristianismo, em que Deus quis enriquecer a sua Igreja com esses sinais externos. Passada esta primeira época, os carismas não desapareceram, contudo se tornaram mais raros, podendo ser identificados na vida de alguns santos.

Sentido modernista: a palavra carisma é uma das mais usadas atualmente. Fala-se de carisma em referência às características próprias das diversas vocações na Igreja. Fala-se de carismas para se referir à pretensos dons extraordinários com ocasião de sessões de oração ou de cura e libertação, promovidos por movimentos modernos de leigos. E, igualmente, se fala de carisma, para definir a si mesmo, querendo enfatizar alguma preferência pessoal ou algum dom natural. Mais um mito criado e difundido por esta palavra: o ‘carisma’ dá um selo ‘divino’ a uma multidão de inclinações ou preferências mais naturais do que sobrenaturais, quando não chega ao ponto de confundir autossugestão ou hipnose com a ação direta de Deus.

Caros amigos, é necessário permanecer fiéis ao vocabulário católico tradicional, sempre nítido e direto, para expressar a nossa fé e a poder defender melhor. Não é fazer um favor usar os novos termos com católicos ainda mergulhados nos ambientes modernistas. É por caridade, e com paciência, que os devemos ajudar a enxergar as armadilhas e falsas noções que se encerram nas novas palavras inventadas pelo modernismo. Restaurar a linguagem católica é um dos elementos que contribuirá à restauração da fé nas almas.

Com a minha bênção,

† Pe. Juan María de Montagut Puertollano

Superior do Distrito da FSSPX no Brasil

 

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CARTA AO SANTO PADRE SOBRE O DECRETO DO DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ

O Superior Geral

À Sua Santidade
o Papa Leão XIV

Écône, 3 de julho de 2026

Entre vós, se o filho pedir pão a um pai, dará ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dará uma cobra em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, dará um escorpião? Ora, se vós, sendo maus, sabeis bem dar aos vossos filhos o que é bom para eles, quanto mais o vosso Pai não está disposto a dar, lá do céu, o seu Espírito de graça àqueles que lho pedirem? (Lc 11, 11-13)

Santíssimo Padre,

A notificação da decisão tomada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade São Pio X, assinada por Sua Eminência o Cardeal Fernández, chegou até nós e agora é de conhecimento público.

Parece-nos que esta decisão traz à luz, mais uma vez, o contexto profundamente trágico em que se encontra a Igreja universal. O que a Fraternidade São Pio X fez, e continuará a fazer, nada mais é do que uma iniciativa extraordinária para a salvação das almas, em meio à confusão doutrinal e moral em que a Igreja está mergulhada. De modo algum pretendemos substituir a Igreja, e não temos outra ambição senão a de permanecermos fiéis a ela. Continuar lendo

CARTA DOS SUPERIORES DA FSSPX AO CARDEAL GANTIN, DE 6 DE JULHO DE 1988

The Sacred Heart: A Collection of Devotions, Histories, and Meditations |  District of Africa

Recordamos essa carta apenas para um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX. 

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CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS – 06  DE JULHO DE 1988

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Eminência,

Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões. Continuar lendo

LEÃO XIV, AS “CHAVES DE SÃO PEDRO” E A FRATERNIDADE SÃO PIO X

La FSSPX ante el abismo del cisma: El biógrafo del Papa San ...

Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade.

Fonte: Vitis Vera – Tradução: Dominus Est

(Vitis Vera, blog de Matteo D’Amico) No dia 29 de junho, durante a missa solene da festa de São Pedro e São Paulo, o Papa proferiu um sermão na qual se deteve no tema da unidade, oferecendo uma interpretação específica da simbologia das “chaves de São Pedro”. Creio que não seja imprudente supor que, implicitamente, ele tenha procurado abordar a situação da Fraternidade São Pio X e as sagrações de 1º de julho:

Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está bem representada no símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19). Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre-as e fecha-as, procurando no seu interior as alavancas certas e acompanhando os seus movimentos, para que os bloqueios desapareçam, os trincos deslizem e as dobradiças girem livremente, unindo os espaços e transformando tantos compartimentos isolados numa única casa acolhedora.”

Essa interpretação nos parece realmente original, mas pouco ligada à Tradição da Igreja. Para Leão, aliás, as chaves servem para abrir portas suavemente, unindo cômodos que, de outra forma, estariam separados e criando a unidade de um único ambiente. É óbvia, creio eu, a alusão à Igreja/casa comum com muitas divisões (muitas diversidades) que o Papa procura fundir em um único “espaço”, no qual, precisamente, todos possam coexistir, apesar da diversidade de ideias. Nada de dramático e tudo muito horizontal, mundano: São Pedro surge como um facilitador de contatos e de amizade entre as diversidades, uma espécie de conciliador dialético das diferenças. Não parece estar em jogo nada que remeta ao drama luminoso da vida eterna, à alternativa entre a salvação e a perdição das almas. Continuar lendo

MÊS DE JULHO, DEDICADO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO

Comemoração do Preciosíssimo Sangue Jesus | Rumo à SantidadeFoste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça” (Ap 5,9).

Fonte: Hojitas de Fe, 203, Seminário Nossa Senhora Corredentora
Tradução: 
Dominus Est

A Igreja dedica todo o mês de julho ao amor e adoração do Preciosíssimo Sangue de nosso Salvador Jesus. É justo que nós adoremos na santa humanidade de Cristo, com um culto especial, aquelas partes que são mais significativas de algum mistério ou perfeição divina; e assim honramos:

• SEU CORAÇÃO: para prestar culto ao seu amor infinito;

• SUAS CHAGAS: para prestar culto a suas dores e sua paixão;

• SEU SANGUE: para prestar culto ao preço de nossa Redenção.

No entanto, esse culto do Sangue do Salvador assume um caráter festivo no mês de julho e na festa com a qual este mês inicia. Já na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia e na Sexta-feira Santa o Sangue de Cristo derramado por nós; mas o acento da celebração centrava-se em sentimentos de dor, de compunção, de contrição. A Igreja volta depois a dar culto à Sagrada Eucaristia na festa de Corpus Christi, e também à Paixão e Sangue do Salvador, mas com maior ênfase nos sentimentos de alegria e triunfo.

Por este culto nós agradecemos a Nosso Senhor a Redenção como uma vitória já obtida, e nos exultamos em tomar parte entre o número dos redimidos, daqueles que foram lavados no Sangue do Cordeiro. E prestamos culto de latria ao Sangue do Redentor, reconhecendo especialmente uma virtude salvadora, como se vê: Continuar lendo

SAGRAÇÕES EPISCOPAIS FSSPX AO VIVO, ÀS 03:15H

Assista ao vivo a cerimônia da Sagração Episcopal de quatro sacerdotes da Fraternidade São Pio X.

A cerimônia será presidida por Sua Excelência Dom Alfonso de Galarreta, bispo consagrante, assistido por Sua Excelência Dom Bernard Fellay como co-consagrante.

Os futuros bispos são:

  • Padre Pascal Schreiber (Suíça),
  • Padre Michael Goldade (Estados Unidos),
  • Padre Michel Poinsinet de Sivry (França)
  • Padre Marc Hanappier (França)

Rezemos pelos novos Bispos!

CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX EM RESPOSTA A SUA SANTIDADE, O PAPA LEÃO XIV

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Do Superior Geral
À Sua Santidade, o Papa Leão XIV

Écône, 30 de junho de 2026

Santíssimo Padre,

Agradeço-lhe muito sinceramente pela Carta que teve a gentileza de me enviar.

Fiquei profundamente comovido com a vossa solicitude paternal.

Há muito tempo que desejo ter a oportunidade de me encontrar convosco para expressar pessoalmente o nosso sincero desejo de servir a Igreja. Infelizmente, essa oportunidade ainda não surgiu.

Peço-vos simplesmente que tenha a bondade de considerar a autenticidade dessa intenção, que não é de modo algum forjada. Paradoxalmente, no contexto atual, parece-nos precisamente o nosso dever fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para remendar a túnica de Cristo, rasgada por forças e pressões incompatíveis com um espírito autenticamente católico. Peço-vos simplesmente que considere a autenticidade desta intenção antes de tomarem uma decisão a respeito da Fraternidade São Pio X. Ainda não é tarde demais. Continuar lendo

COMBO REFUTAÇÕES GERAIS

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