AMANHÃ, EXCOMUNHÃO!

“Como o rebaixamento do nível litúrgico, teológico e pastoral poderia ajudar a Igreja?”

“Este clero, que está se perdendo, não teme perder-se ainda mais.”

Fonte: Media Presse Info – Tradução: Dominus Est

A poucas semanas da cerimônia de sagração de quatro bispos em Ecône, na Suíça, onde são esperados cerca de 15.000 fiéis, algumas palavras que o espírito de um católico convicto exige, dirigidas àqueles que, ainda em número excessivo, negam a sua pertinente necessidade.

Em primeiro lugar, digamos simplesmente que é uma grande alegria para nós, fiéis, receber novos bispos católicos na Igreja Católica!

Há 60 anos, o clero conciliar, que afirma estar em “plena comunhão” com a Igreja e se vangloria de sua “unidade”, abraçou o registro da novidade doutrinal, da novidade litúrgica e da novidade eclesiástica, e o alimenta continuamente sem se preocupar com a ruptura que gera com o magistério anterior a João XXIII .

Os jardineiros do Vaticano II (veja o post de 16 de setembro de 2017) não cessam de arar a terra católica, não para torná-la mais fértil para a semente cristã, mas para renovar sua face aos olhos do mundo.

O retorno às origens do clero moderno – mais inteligente, é claro, do que aquele que o precedeu – a sobriedade sacerdotal e pastoral, a busca pela “pedra viva” e pela “água viva”, o florescimento de “novas” comunidades, a audaciosa “nova” teologia, a experiência assídua da convivência em vista da fraternidade universal ou ainda a efervescência de uma moral mais leve, contribuem, todas juntas, para o caráter trágico de um “povo de Deus” que vagueia ao sabor dos solavancos da modernidade. Continuar lendo

DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

O EPISCOPADO – SAPIENTIAE CHRISTIANAE

Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio

— 1 —

Uma censura injustificada

1 – Frei Luís de León, que ensinava na Universidade de Salamanca no século XVI, teve de acertar as contas com a Inquisição¹. Foi lançado à prisão. Quando reapareceu, após vários anos, começou sua aula de retorno com estas palavras: “Dizia-vos eu no outro dia…”.

2 – A anedota é relatada por Simon Leys, no início dos seus Ensaios sobre a China². Veio-nos à mente quando tomamos conhecimento da recente prosa do Padre Louis-Marie de Blignières³. Nela, o fundador da Fraternidade São Vicente Ferrer evoca certos teólogos que, segundo ele, “há algum tempo”, consideram que a necessidade do mandato pontifício exigido para as consagrações episcopais pertence ao direito eclesiástico. “Há algum tempo”… Por ora, os teólogos da corrente Ecclesia Dei — e o Padre de Blignières faz parte dela — querem fazer-nos crer que a doutrina teológica mais segura e mais conforme com os dados tradicionais do Magistério seria uma novidade recente, forjada “do zero” pelos discípulos de Dom Lefebvre, para servir aos fins da própria causa. As falsas explicações do Padre de Blignières tentam inutilmente aprisionar, à sombra de uma desqualificação injusta, a sã teologia do episcopado. Mas elas passarão, assim como passaram os anos de prisão que Frei Luís de León teve de suportar. Quanto à verdadeira teologia, essa não passa. Finalmente liberta de todos os sofismas que grassam aqui e acolá, neste período de neo-modernismo, que esperamos tão cedo encerrado, ela poderá impor-se sem se deparar com certos obstáculos nas almas: “Dizia-vos eu no outro dia…”.

3 – Mais recentemente ainda, o sítio “Claves” da Fraternidade São Pedro, no estudo assinado por “Theologus”, publicado na página de 11 de abril⁴, pretende validar esta falsa interpretação. “Infelizmente”, escreve, “cada vez mais claramente a FSSPX forja uma noção de episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”. Na realidade, são precisamente as comunidades da corrente Ecclesia Dei — dentre as quais, aqui, a Fraternidade São Pedro, através do texto que publica em seu sítio — que se entregam a tal “falsificação”, em consonância com uma nova eclesiologia inventada, “do zero”, durante o último concílio Vaticano II. Vejamos um pouco. Continuar lendo

O QUE ACONTECERÁ EM 1º DE JULHO DE 2026?

SAGRAÇÕES EPISCOPAIS NA FSSPX? APRENDENDO COM O PASSADO | DOMINUS EST

Mesmo nas colunas “moderadas” da Paix Liturgique, há uma posição claramente a favor das sagrações.

Uma análise de Philippe de Labriolle

Fonte: Paix Liturgique – Tradução: Dominus Est

O prazo de 1º de julho de 2026, estabelecido pela FSSPX para proceder com a sagração de bispos inegavelmente fiéis à Tradição da Igreja e à Fé Católica recebida dos Apóstolos, é um prenúncio bem-vindo de um dia de alegria. Aqueles que lamentam a política de autoafirmação de Ecône, mesmo compartilhando a Fé imutável e sendo adeptos do vetus ordo, se deparam com a ambiguidade de sua posição. Seus antecessores, tendo lamentado em 1988 as sagrações que Roma não desejava, deixaram a FSSPX na esperança de que a Santa Sé lhes agradeceria. O grupo Ecclesia Dei (1988/2019), formado para dar essa impressão, jamais serviu de baluarte, muito menos de um refúgio, contra a fúria dos Ordinários que, vangloriando-se no púlpito de estarem abertos a todos, reservavam sua ira apenas para os católicos tradicionalistas, salvo raras exceções.

O que acontecerá, de uma perspectiva humana, após essas novas sagrações? A priori, nada, a não ser incluir os novos bispos sagrados no próximo dia 2 de julho na situação geral da FSSPX, a qual, ao longo de 30 anos, passou de uma excomunhão de grande proporção à validação de suas confissões pelo Papa e de seus casamentos pelos Ordinários por ordem papal. Mas não entremos em detalhes. Em resumo, as sagrações de 1988, uma vez passado o choque inicial, foram assimiladas. O mesmo ocorrerá com as seguintes, em virtude da jurisprudência, e porque a Igreja não pode renunciar formalmente à sua Tradição sem assumir a responsabilidade por heresias cuja acumulação equivale a um cisma. Os conciliaristas estão no poder: o cisma emocional e cognitivo mascara, cada vez menos, o cisma real. Continuar lendo

DOM SCHNEIDER, MAIS UMA VEZ SOBRE AS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO: “NÃO CONCORDO QUE CONSTITUA UM CISMA.”

“O único crime que é punido em nosso tempo é a fidelidade à fé e às tradições de nossos pais, enquanto toda blasfêmia tem rédea solta na Igreja.”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O bispo auxiliar de Astana, Dom Athanasius Schneider, convidado do programa de Raymond Arroyo, concedeu uma entrevista em 15 de maio à EWTN, a maior rede de televisão católica do mundo, com transmissão em mais de 160 países e alcance de mais de 435 milhões de lares. Além da parte referente a FSSPX, o bispo também fez uma crítica contundente ao relatório do Grupo de Estudos nº 9 do Sínodo sobre a Sinodalidade, que ele acusa abertamente de promover a ideologia homossexual no próprio âmago das estruturas oficiais do Vaticano.

[…]

A entrevista passa então a abordar as futuras sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X. O jornalista lembra que o cardeal Víctor Manuel Fernández declarou oficialmente que as sagrações previstas para 1º de julho constituiriam um ato cismático passível de excomunhão.

Dom Schneider respondeu imediatamente: “Acredito que eles [FSSPX] levarão adiante o projeto de sagração. Mas não concordo com a afirmação de que seria cismático.”

O bispo então se referiu à recente declaração doutrinal publicada pelo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X: “Ao lê-la, percebe-se que é inteiramente católica. Foi escrita com tamanha devoção ao Santo Padre. Eles dizem: ‘Santo Padre, queremos apenas ser seus bons filhos da Igreja Católica Romana’”.

Ele continua: “Eles reconhecem a plena autoridade do Papa, sua jurisdição, seu magistério e lhe pedem: ‘Por favor, fortaleça-nos nesta fé católica que professamos.’ E o que eles professam é a doutrina constante da Igreja. Todos os pontos que eles enumeram nesta declaração nada mais são do que aquilo que a Igreja sempre professou, desde sempre.” Continuar lendo

O CÉU TOCOU A TERRA

Enquanto o mundo ecoava seu grito de desespero lá fora, num singelo campo de Aparecida, mais de 1.600 peregrinos viram o Céu tocar a terra.

A foto desse pequeno texto não é minha, mas ela representa perfeitamente o que assistimos ontem, dia 16 de maio de 2026, a menos de dois meses de um grande acontecimento que ficará para a história.

Fotos minhas, não as tenho. Só quis contemplar e vivenciar da melhor forma possível um dia de muito esforço físico, de sacrifício, mas também de muito amor. Continuar lendo

A HIPOCRISIA ECLESIADISTA: SILÊNCIO SOBRE OS ESCÂNDALOS DE ROMA, CRÍTICAS FERRENHAS CONTRA AS SAGRAÇÕES DE ÉCÔNE

Fonte: Media Presse Info – Tradução: Dominus Est

No âmbito das polêmicas eclesiásticas do momento, poucos espetáculos são mais edificantes do que o de um oponente flagrado em contradição. É precisamente o caso das comunidades Ecclesia Dei que, desde o anúncio das próximas sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X, competem entre si para condenar o que chamam enfaticamente de “ato cismático”. Um curioso entusiasmo, de fato, por parte de instituições que, diante dos mais graves escândalos doutrinais oriundos da própria Roma, mantêm silêncio absoluto! Essa geometria variável da indignação merece um exame mais detalhado, na medida em que lança uma luz implacável sobre a verdadeira natureza do que convém chamar de eclesiadismo contemporâneo.

O silêncio cúmplice diante dos excessos romanos

Recordemos, antes de tudo, os fatos. A Fraternidade São Pio X emitiu uma declaração sobre a Amoris Laetitia em 2 de maio de 2016 , denunciando com notável clareza os erros contidos nessa exortação pós-sinodal que subverteu a doutrina tradicional sobre o matrimônio e a família. Onde estavam as vozes da Fraternidade de São Pedro, do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote, do Instituto do Bom Pastor e de todas aquelas comunidades que hoje se revestem com as aparências da ortodoxia? Onde estavam seus protestos contra o que foi, de fato, uma revolução pastoral de magnitude sem precedentes?

Foi um silencio absoluto. Pior ainda, foi cúmplice. Pois essas comunidades “eclesiásticas” devem, em contrapartida, reconhecer a nova Missa como um rito legítimo e abster-se de denunciar os erros do Vaticano II. Este é o preço do seu reconhecimento canônico: a aceitação tácita de todos os desvios, desde que lhes seja concedido o uso da liturgia tradicional. Tal silêncio constitui, em si mesmo, uma cumplicidade culpável.

Essa atitude não é nova. Para obter o reconhecimento canônico da Igreja conciliar, as comunidades Ecclesia Dei concordaram em calar-se sobre os erros doutrinais e escândalos da hierarquia eclesiástica, chegando até mesmo a justificá-los. O exemplo do Mosteiro de Barroux é particularmente elucidativo a esse respeito. Dom Gérard, seu Superior, havia declarado que o reconhecimento de seu mosteiro por Roma não implicaria “nenhuma concessão doutrinal ou litúrgica” e que “nenhum silêncio seria imposto à sua pregação antimodernista “. Os acontecimentos subsequentes demonstraram a futilidade de tais garantias: poucos anos depois, o mosteiro de Barroux tornou-se defensor do Concílio Vaticano II e da liberdade religiosa.

A indignação seletiva dos ralliés(1)

Mas eis que a Fraternidade São Pio X anunciou sua intenção de prosseguir com novas sagrações episcopais e, de repente, um milagre! As línguas se soltaram, as canetas se agitaram, a indignação explodiu. A edição de abril de 2026 do Courrier de Rome oferece um estudo doutrinal de primeira linha sobre a natureza do episcopado, em resposta às críticas formuladas pelo movimento Ecclesia Dei, particularmente pela Fraternidade de São Pedro. Pois é preciso reconhecer que essas comunidades, tão rápidas em se calar diante dos erros doutrinais da hierarquia moderna, de repente encontram uma voz estrondosa quando se trata de condenar atos de resistência tradicional.

Essa diferença de tratamento não é acidental, mas inerente à própria lógica do pensamento eclesiástico. Todos aqueles que desaprovam as sagrações de 1988 também adotam uma avaliação muito menos alarmista da crise da Igreja do que a Fraternidade São Pio X. Isso ocorre porque não conseguem enxergar o Estado de Necessidade dentro da Igreja. O problema fundamental não é a questão do reporte de D. Lefebvre a Roma em 1988, mas sim a avaliação feita do desastre conciliar. Eis o cerne da questão: aqueles que minimizam a gravidade da crise não conseguem compreender a necessidade de medidas excepcionais.

Hipocrisia teológica

É preciso aprofundar a análise e reconhecer que essa atitude revela uma hipocrisia teológica fundamental. Afinal, o que é mais grave: realizar sagrações episcopais sem mandato pontifício para garantir a sobrevivência da Tradição católica, ou permitir que os erros doutrinários mais perniciosos se espalhem sem protestar? O que há de mais escandaloso: violar uma regra disciplinar para preservar a integridade da fé, ou calar-se complacentemente diante da subversão dessa mesma fé por aqueles que têm a missão de guardá-la?

A resposta é evidente para qualquer católico genuinamente formado, ou mesmo simplesmente de boa fé. Sem dúvida, o recente Motu proprio Traditionis custodes vem dar razão à prudência do fundador da Fraternidade São Pio X e justificar, de um ponto de vista estratégico, o ato da operação de sobrevivência da Tradição realizado em 30 de junho de 1988. Por esse mesmo fato, D. Lefebvre condenava antecipadamente a estratégia excessivamente tímida de todos aqueles que ainda esperavam alguma benevolência por parte das autoridades modernistas.

Os acontecimentos recentes apenas confirmam essa análise profética. Reunidos em 31 de agosto, 12 Superiores desses Institutos estabelecidos na França assinaram uma (vergonhosa) carta conjunta expressando sua reação ao motu proprio Traditionis custodes do Papa Francisco. Eles manifestaram contra sua adesão ao Magistério do Vaticano II e aos ensinamentos posteriores, e se dirigiram aos bispos da França, em uma linguagem patética e lacrimosa, a fim de implorar sua compreensão e misericórdia.

A armadilha do reconhecimento canônico

Esta situação lamentável ilustra perfeitamente a armadilha em que caíram as comunidades Ecclesia DeiEste silêncio é o preço a pagar pelo reconhecimento oficial e pela possibilidade de ministrar nas dioceses. Mas que tipo de ministério se pode exercer de forma autêntica quando se proíbe a si mesmo de denunciar as próprias causas da destruição da fé? Em particular, alguns membros dessas comunidades reconhecem os estragos causados pelo modernismo triunfante na Igreja. Mas, em público, permanecem em silêncio sobre as causas da destruição da fé nas almas, que, no entanto, como qualquer sacerdote, têm o dever de denunciar e combater.

Essa contradição entre a convicção privada e a atitude pública só pode conduzir a uma lenta, porém inexorável, da mente. É extremamente difícil permanecer fiel aos próprios princípios em um ambiente contaminadoOs sacerdotes, em particular, são silenciados pela engrenagem da máquina eclesiástica. O sacerdote convertido se vê dividido entre o desejo de fazer o bem e a obediência ao bispo local e ao Papa. Seus sermões inevitavelmente refletem isso.

O Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote oferece um exemplo particularmente revelador dessa evolução. O Instituto de Cristo Rei (ICR) é por vezes considerado uma terceira via entre a rejeição do Concílio (Fraternidade São Pio X e comunidades afins) e o alinhamento dos grupos da Ecclesia Dei (Fraternidade São Pedro, Instituto Bom Pastor, etc.) à linha geral da Roma atual. O ICR é visto como um meio-termo moderado, uma espécie de ponte diplomática, que concilia o reconhecimento oficial, o tradicionalismo genuíno e uma certa boa vontade para com a Fraternidade. Mas essa “terceira via” revela-se uma ilusão, como demonstra a aceitação, por parte dos sacerdotes do ICR, da concelebração da Missa Crismal com bispos diocesanos.

Neste ponto, só podemos agradecer à Divina Providência por ter salvado a FSSPX no último minuto, e em diversas ocasiões, do suicídio planejado entre 2009 e 2018.

O ensino da história

A história dos últimos 30 anos nos dá uma lição incontestável. Ao verem a armadilha se fechando, será que os Institutos Ecclesia Dei irão se recompor? Ou, para salvar a própria pele, vão se curvar ainda mais? Infelizmente, a atitude que têm demonstrado nos últimos 30 anos deixa pouca esperança.

Diante dessa deriva, a posição da Fraternidade São Pio X e das demais comunidades que a apoiam ou compartilham sua linha teológica parece ser a única coerente com as exigências da fé católica. A carta de 18 de fevereiro de 2026, assinada pelo Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, constitui um documento crucial para a compreensão do estado real das relações com Roma. O tom é respeitoso, a estrutura metódica, mas o conteúdo é inequívoco. A recusa é clara. Ele escreve que não pode aceitar “a perspectiva e os objetivos em nome dos quais o Dicastério propõe a retomada do diálogo na conjuntura atual “.

Essa firmeza, longe de ser obstinação, provém de uma lucidez teológica que 38 anos de crise apenas confirmaram. Ela cita, em particular, Redemptor hominis, Ut unum sint, Evangelii gaudium, Amoris laetitia e menciona Traditionis custodes. Segundo ela, esses textos demonstram que o quadro doutrinal já está determinado. Nessas condições, o que poderia o diálogo esperar senão a capitulação total aos erros modernos?

Conclusão: uma farsa

O contraste marcante entre o silêncio cúmplice das comunidades Ecclesia Dei diante dos escândalos doutrinários de Roma e sua indignação ruidosa diante das ordenações tradicionalistas revela abertamente a verdadeira natureza de sua postura. Não se trata de defender a fé católica em sua integridade, mas de preservar a todo custo um reconhecimento canônico conquistado a um alto preço, à custa do silêncio sobre questões essenciais. Ouvimos pouco do Padre de Blignières, por exemplo, denunciar a…(zzz)

Essa atitude constitui uma grande impostura teológica, pois inverte a ordem das prioridades católicas: onde se deveria clamar, cala-se; onde se deveria compreender e apoiar, condena-se e injuria-se. Tal inversão de valores só pode resultar de uma cegueira espiritual cujas consequências ultrapassam em muito o destino particular dessas comunidades, comprometendo o próprio futuro da Tradição católica.

O tempo dos compromissos e das meias-medidas acabou. É hora de resistência integral diante da subversão modernista, mesmo que isso implique a incompreensão daqueles que preferiram a segurança canônica à integridade doutrinária. Pois, como profeticamente anunciou Dom Lefebvre, é melhor estar na verdade sem o reconhecimento oficial do que no erro com as honras do mundo.

  1. https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/

*************************************

ACESSE NOSSO “ESPECIAL DOS ESPECIAIS” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., CLICANDO AQUI 

A RODA DOS ESCARNECEDORES

(Uma postagem muito triste)

Por Sidney Silveira

Independentemente da posição canônica ou prudencial que alguém tenha acerca da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, transformar uma possível excomunhão – sobretudo envolvendo bispos, sacerdotes e fiéis – em matéria de chiste público é algo profundamente impróprio para um sacerdote.

Na tradição católica, a excomunhão nunca foi entendida como troféu ideológico nem como ocasião para sarcasmo. Trata-se da pena canônica mais grave da Igreja, porque toca a comunhão eclesial. Quando aplicada, portanto, deveria suscitar dor, temor, oração e desejo de reconciliação.

Há uma diferença enorme entre sustentar que determinado ato é ilícito ou cismático (não entro aqui neste mérito) e zombar publicamente da possibilidade de almas verem-se separadas da plena comunhão visível com a Igreja hierárquica.

Além disso, o tom desta publicação do Padre José Eduardo revela algo típico de certos meios “neocons”: uma espécie de espírito faccional, quase partidário, em que a tragédia eclesial passa a ser tratada como munição de disputa intra-católica. E isto é especialmente grave quando parte de um sacerdote, cujo “munus” inclui também ser ministro da reconciliação e homem de gravidade sobrenatural. Continuar lendo

SOBRE A DECLARAÇÃO RECENTE DO CARDEAL FERNANDEZ (13 DE MAIO DE 2026) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

“Médico, cura-te a ti mesmo” (Lc 4, 23)

Fonte: DICI – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio

1. O Gabinete de Imprensa do Vaticano publicou, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a seguinte declaração do cardeal Fernandez, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé:

No que diz respeito à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, reiteramos o que já foi comunicado. As ordenações episcopais anunciadas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X não são acompanhadas do correspondente mandato pontifício. Este gesto constituirá “um ato cismático” (João Paulo II, Ecclesia Dei, n.º 3) e “a adesão formal ao cisma constitui uma grave ofensa a Deus e acarreta a excomunhão prevista pelo direito da Igreja” (ibid., 5c; cf. Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, Nota explicativa, 24 de agosto de 1996).

O Santo Padre continua, em suas orações, a pedir ao Espírito Santo que ilumine os responsáveis da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, para que reconsiderem a gravíssima decisão que tomaram.

Do Vaticano, 13 de maio de 2026

2. Há aqui, portanto, matéria de Direito Canônico, no capítulo das penas impostas por eventuais delitos. Mas isso não é novidade. A novidade que aparece nesta declaração de Roma é que as sagrações episcopais previstas para o próximo 1.º de julho não serão “acompanhadas do correspondente mandato pontifício”. Da parte de um Prefeito de dicastério do Vaticano, esta incisa equivale, de modo bastante claro, a fazer entender à Fraternidade que o Papa Leão XIV se recusará a autorizar as sagrações.

3. De certa forma, tampouco isso é novidade, pois é a repetição do que a Fraternidade já viveu em 1988. No sermão que proferiu no dia das sagrações, em 30 de junho, Dom Lefebvre já aludia a diferentes estudos canônicos redigidos por especialistas na matéria, nos quais se podia apoiar para legitimar o ato da sagração episcopal naquela circunstância de 30 de junho. Entre esses estudos(1), o do professor Rudolf Kaschewsky(2) foi publicado inicialmente no número de março-abril de 1988 da Una Voce-Korrespondenz. Continuar lendo

DECLARAÇÃO DE FÉ CATÓLICA ENDEREÇADA AO PAPA LEÃO XIV

Declaração de Fé católica endereçada a Sua Santidade, o papa Leão XIV, pelo Padre Davide Pagliarani Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio.

Santíssimo Padre,

Há mais de cinquenta anos, a Fraternidade São Pio X se esforça por expor à Santa Sé o seu caso de consciência diante dos erros que destroem a fé e a moral católicas. Infelizmente, todas as discussões iniciadas permaneceram sem resultado, e todas as preocupações expressas não receberam nenhuma resposta verdadeiramente satisfatória.

Há mais de cinquenta anos, a única solução realmente considerada pela Santa Sé parece ser a das sanções canônicas. Para nosso grande pesar, parece-nos que o direito canônico é utilizado não para confirmar na fé, mas para afastar dela.

Pelo texto que se segue, a Fraternidade São Pio X tem a alegria de expressar a Vossa Santidade, de modo filial e sincero, nas circunstâncias presentes, o seu apego à fé católica, sem nada ocultar, nem a Vossa Santidade, nem à Igreja universal. Continuar lendo

CARTA DOS SUPERIORES DA FSSPX AO CARDEAL GANTIN, DE 6 DE JULHO DE 1988 – QUE PODE SER ATUALIZADA PARA CARD. FERNANDEZ EM 13 DE MAIO DE 2026 (*)

Cardeal Victor Manuel Fernandez

(*) Essa título foi colocado de forma ilustrativa, apenas como um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX. 

**************

Após uma declaração lacônica datada de hoje, 13 de maio de 2026, o Vaticano, por meio do Cardeal Victor Manuel Fernandez (foto), declara mais uma vez que as futuras sagrações episcopais anunciadas por D. Davide Pagliarani para 1º de julho (1) constituirão um “ato cismático e levarão à excomunhão“.

Neste aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, convidamos todos os fiéis a rezar ao Espírito Santo para que ilumine as mais altas autoridades romanas, a fim de que revertam os seus passos nocivos e anticatólicos resultantes do desastroso Concílio Vaticano II.

Confiando na oração preparada para este fim, que Nossa Senhora apoie a corajosa decisão de D. Davide – e de seu Conselho – de restaurar tudo em Cristo, como fizeram seus predecessores na atualíssima Carta Aberta abaixo, enviada ao Cardeal Gantin, Prefeito da Congregação para os Bispos, e datada de 6 de julho de 1988.

LEIAM COM EXTREMA ATENÇÃO

*******************************

CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS – 06  DE JULHO DE 1988

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Eminência,

Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões. Continuar lendo

13 DE MAIO – FESTA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Resultado de imagem para nossa senhora de fatima

CLIQUE NA IMAGEM PARA ACESSAR O TEXTO E O VÍDEO SOBRE A FESTA

EDUCAÇÃO: SUBMETER-SE AO RESPEITO HUMANO?

Os bons pais cristãos preocupam-se em zelar pela alma de seus filhos. Para protegê-los do mal, eles supervisionam suas brincadeiras, suas leituras, seus amigos… No entanto, apesar de toda essa vigilância, às vezes sentem a a dor de constatar que um de seus filhos é mais influenciável e se deixa levar pelo covarde respeito humano.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Sim, o respeito humano é um inimigo temível que ameaça toda alma, e particularmente o adolescente e o estudante quando deixam seu ambiente protegido. Uma simples palavra de escárnio, um sorriso de desprezo, um gesto de pena feito por um colega medíocre, e eis que já não se ousa ser verdadeiro, falar, agir como cristão, fica-se paralisado por esse medo do “o que dirão?”!

O respeito humano é definido como o temor que temos do julgamento e das palavras dos outros. A palavra respeito é sinônimo de consideração ou respeito. Quando se fala de respeito humano, trata-se de uma pressão que se exerce sobre a conduta, porque se leva em conta o que os homens podem pensar e estão prestes a dizer de nós, esquecendo-se de que nossa referência essencial são Deus e seus representantes! Certamente, devemos ter consideração e deferência para com o próximo, mas é o excesso que é condenável e que deve ser evitado.

Se, queridos pais, vocês, com a graça de Deus, educaram seus filhos na virtude, também poderão protegê-los contra esse inimigo que é o respeito humano, desde a mais tenra idade. Continuar lendo

A DIGNIDADE QUE ENCOBRE TODOS OS PECADOS

Em nome da dignidade humana, o pecador é intocável. 

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Por ocasião do 15º aniversário da abolição da pena de morte no estado americano de Illinois, o Papa Leão XIV retomou a decisão de seu predecessor de rejeitar, por princípio, a pena capital(1) .

Para sustentar sua afirmação, ele se baseia em “seus predecessores recentes” que recomendaram fazer justiça e proteger os cidadãos sem recorrer a tais extremos. Na verdade, é difícil para ele se basear em João Paulo II para rejeitar o princípio da pena de morte como contrário ao Evangelho, visto que o Catecismo da Igreja Católica, promulgado em 1992, afirma:

“O ensinamento tradicional da Igreja não exclui […] o recurso à pena de morte, se esse for o único meio viável de proteger eficazmente a vida humana contra o agressor injusto(2).”

Catecismo da Igreja Católica §2267

A razão apresentada por Francisco e depois por Leão XIV é que “a dignidade de uma pessoa não se perde, mesmo após a prática de crimes gravíssimos”. É em virtude desse mesmo princípio que a Dignitatis humanae afirma que o direito à liberdade religiosa é inalienável.

“O direito a essa imunidade de toda coerção [em matéria religiosa] persiste mesmo naqueles que não cumprem a obrigação de buscar a verdade e aderir a ela!, visto que é “em virtude de sua dignidade” que os homens devem buscar por si mesmos a verdade.

Declaração Dignitatis Humanae §2.

E, no entanto, o encarceramento e o trabalho forçado infligidos a criminosos não parecem imorais, embora violem a liberdade à qual uma pessoa pode aspirar em virtude de sua dignidade. E não foi o próprio Deus quem permitiu que a “morte entrasse no mundo(3) como castigo pelo pecado? Deus não respeita, portanto, a dignidade humana? O que aconteceu? Continuar lendo

SOBRE A TENDÊNCIA DOS REJEITADOS EM DECLARAR A SÉ VACANTE

Sobre la tendencia de los rebotados a declarar la sede vacante

Fonte: InfoVaticana – Tradução gentilmente cedida por um amigo

Os chamados redentoristas transalpinos – conhecidos como Transalpine Redemptorists – são uma comunidade de perfil tradicional que, após um período inicial na órbita da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi regularizada durante o pontificado de Bento XVI e incardinada em uma diocese da Nova Zelândia. Naquele tempo, aceitaram uma interpretação do Concílio Vaticano II à luz da Tradição e compatível com seu carisma.

Sua vida austera e estrita sensibilidade litúrgica não lhes impediram de se manter dentro da estrutura eclesial – até agora. Uma intervenção disciplinar motivada por denúncias internas, que apontam para práticas extremas em sua vida comunitária, causou uma reviravolta abrupta também no plano doutrinal.

Primeiro o conflito, depois a doutrina

A partir deste momento, reproduziu-se um padrão que aparece com demasiada frequência: o conflito pessoal ou institucional precede à ruptura doutrinal. De repente, o que foi tolerado ou aceito durante anos passa a ser denunciado como ilegítimo. No momento em que tem o calo pisado, subitamente o Concílio Vaticano II deixa de ser defensável, a reforma litúrgica torna-se herética e questiona-se a própria legitimidade do Papa. Continuar lendo

VÍDEO: GERAÇÃO Z QUESTIONA TEÓLOGO DA FSSPX SOBRE AS SAGRAÇÕES

Com a aproximação das sagrações episcopais de 1º de julho em Écône, muitos fiéis católicos se perguntam: por que esse ato é considerado legítimo? O que a teologia católica realmente diz sobre a Igreja, a autoridade, a unidade e o estado de necessidade? Para responder a essas questões cruciais com clareza, o Pe. Jean-Michel Gleize, professor de eclesiologia, responde às perguntas de quatro jovens fiéis.

CLIQUE AQUI E ACESSE O VÍDEO COMPLETO

Capítulos

A importância dos sacramentos

00:44 Por que essas sagrações são tão importantes para a Fraternidade?

01:40 Como podem dizer que é para a Igreja, se agem contra Roma?

02:40 A FSSPX costume falar sobre “Operação Sobrevivência”. O que essa sobrevivência implica ?

03:40 A Igreja ainda se encontra em estado de “sobrevivência” hoje?

O estado de necessidade

05:42 O Estado de Necessidade: o que significa realmente esse argumento da Fraternidade?

06:55 A Fraternidade corre o risco de se desviar para o protestantismo?

07:57 Por que a Fraternidade rejeita o caminho “Ecclesia Dei”, apesar de sua aparente segurança?

08:45 Sacerdotes ordenados sem bispos próprios: por que isso não é suficiente, segundo a Fraternidade ?

Os erros do Vaticano II

09:40 Os erros do Vaticano II são realmente decisivos para a sobrevivência da fé?

11:20 Existem, para os fieis, sinais concretos desse Estado de Necessidade?

12:29 Indefectibilidade da Igreja: A Fraternidade questiona esse dogma?

Quais leis estão sujeitas a exceções?

14:24 O Estado de Necessidade justifica tudo? Quais são os seus verdadeiros limites?

17:02 Sagrações sem mandato pontifício: oposição ao direito divino ou simplesmente à lei eclesiástica?

Cisma ou desobediência?

19:00 Desobediência grave ou cisma? Compreendendo a diferença essencial

20:47 As sagrações de 1º de Julho são intrinsicamente más?

21:22 O que realmente tornaria uma sagração episcopal cismática?

21:57 A Fraternidade já age como se tivesse jurisdição?

24:20 Resistir sem deixar a Igreja: Como distinguir os Bispos da FSSPX dos verdadeiros cismáticos?

Fé e obediência

26:26 Fé e Obediência: Em que se baseia, antes de tudo, a verdadeira unidade da Igreja?

27:30 Uma Igreja sobrenatural, mas visível: como podemos compreender essa unidade?

28:49 É possível obedecer em detrimento da fé?

29:56 O Papa como princípio visível da unidade: Como podemos conciliar a autoridade com a fidelidade à fé?

31:19 Como podemos amar verdadeiramente o Papa em tempos de crise na Igreja?

32:19 Resistir sem se desviar: Como podemos evitar a armadilha do sedevacantismo?

Poder de ordem e poder de jurisdição

34:18 O Poder da Ordem e o Poder da Jurisdição: A distinção fundamental para compreender as sagrações

37:23 O Poder da Ordem e da Jurisdição: por que podem ser distintos apesar de sua união habitual?

39:32 Sagração e missão canônica: por que essa distinção é teologicamente decisiva?

40:41 O Vaticano II objetificou a distinção entre o Poder da Ordem e a Jurisdição?

42:20 A crescente autoridade dos leigos na Igreja confirma a distinção entre Ordem e Jurisdição?

43:16 Ordem e Jurisdição: Os elementos essenciais para a compreensão simples dos fiéis

Objeções de círculos conservadores e da Ecclesia Dei

43:59 Cardeal Sarah: qual é o limite fundamental de sua posição?

44:50 Um bispo é definido, antes de tudo, pelo seu poder de jurisdição?

47:11 Padre de Blignières: seu erro diz respeito ao estado de necessidade ou à unidade da Igreja?

51:41 A liturgia da sagração une intrinsecamente ordem e jurisdição?

Apoio externo

54:38 D. Strickland e Mons. Schneider confirmam a análise da Fraternidade?

55:53 Apoio externo: reforçam o argumento… ou apenas aumenta sua visibilidade?

Excomunhão

56:25 Ameaça de excomunhão: automática, válida… sem alcance real?

1988 e 2026

58:17 1988 e 2026: O que realmente mudou?

1:01:04 1988 e 2026: O mesmo princípio de transmissão sem jurisdição?

1:01:47 O “cisma de Econe” veiculado pela mídia mascara o verdadeiro debate teológico?

O que um fiel deve lembrar?

1:03:07 Às vésperas de 1º de julho: o essencial que cada fiel deve lembrar.

1:04:05 Às vésperas de 1º de julho: que perigo ameaça os fiéis?

1:04:43 Que ato concreto de fé é necessário para permanecer verdadeiramente católico hoje?

1:06:26 O ato de inteligência: que distinção essencial deve ser compreendida para manter a fé?

1:07:23 Em 30 segundos: Por que as consagrações de 2026 são necessárias?

ORAÇÃO PELOS FUTUROS BISPOS PARA SER RECITADA DE 8 DE MAIO A 1º DE JULHO

De 8 de maio, festa de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, até 1º de julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X convida os fiéis a unirem-se numa mesma súplica pelos futuros bispos. Esta oração pede a Deus que suscite pastores cheios de fé, caridade, verdade e zelo apostólico, capazes de conduzir as almas na fidelidade à Igreja e à Tradição católica.
 

ORAÇÃO PELOS FUTUROS BISPOS

Para ser rezada diariamente de 8 de maio, festa de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, até 1º de julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de Jesus.

“Deus eterno e todo-poderoso, que quereis que todos os homens alcancem a salvação e o conhecimento da verdade, a Vós, cujo Espírito santifica e dirige todo o Corpo da Igreja, humildemente rogamos, pela intercessão de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, que atendais às necessidades da vossa Igreja, derramando sobre os vossos escolhidos a abundância da vossa graça.

Fazei que brilhe neles a constância da fé, a pureza da caridade, a sinceridade da paz.

Que a sua palavra e a sua pregação se apoiem não em persuasivas palavras de sabedoria humana, mas no Espírito e na virtude de Deus.

Que, incansáveis por fora, conservem dentro de si o fervor do Espírito; que tenham em ódio o orgulho, que tenham amor à humildade e à verdade, e não a desertem jamais, vencidos pela lisonja ou pelo medo.

Não façam da luz trevas, nem das trevas luz; não chamem de bom o que é mau, nem de mau o que é bom.

Sintam-se obrigados para com os sábios e os insensatos, para com os letrados e os ignorantes, a fim de que tirem fruto do aproveitamento de todos.

Multiplicai sobre eles a vossa bênção e a vossa graça, de tal sorte que, cheios de piedade graças ao vosso dom, sejam sempre capazes de alcançar pelos seus rogos a vossa divina misericórdia.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina con’Vosco na unidade do mesmo Espírito Santo, e é Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.”

℟. São Pio X.
℣. Rogai por nós.

*************************************

ACESSE NOSSO “ESPECIAL DOS ESPECIAIS” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., CLICANDO AQUI 

AS TRÊS AVE-MARIAS

Neste mês de maio, dedicado à Virgem Maria, vamos falar de uma maneira bela e profunda de rezar a ela, muito pouco conhecida e, no entanto, tão simples, que está ao alcance de qualquer pessoa, seja ela um fiel assíduo da Missa dominical ou alguém cuja fé ainda está dando os primeiros passos e nem sempre o leva até a igreja.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Uma revelação da Virgem Maria a Santa Matilde (uma freira beneditina do século XIII) popularizou e conferiu autoridade a uma prática que remonta, segundo alguns, ao tempo dos apóstolos. Certa vez, quando Santa Matilde rogava à gloriosa Virgem Maria que se dignasse a assisti-la com sua presença em sua hora final, ela lhe respondeu: “Eu te prometo; mas tu, rezes três Ave-Marias todos os dias.” 

E a Virgem Maria esclareceu o significado das três Ave-Marias:

– a primeira honra o Pai, que lhe concede o seu poder;

– a segunda é rezada em honra do Filho, que lhe concede a sua sabedoria;

– a terceira, em honra do Espírito Santo, que lhe concede a sua misericórdia.

Dessa forma, a prática das três Ave-Marias dá glória à Santíssima Trindade, ao mesmo tempo em que louva os três grandes atributos da mãe de Jesus Cristo: poder, sabedoria e misericórdia. Acrescentemos que essa oração é explicitamente indicada para obter a graça de uma boa morte ou, o que dá no mesmo, da salvação eterna. Continuar lendo

VATICANO: MONS. BUX PEDE ESCLARECIMENTOS SOBRE AS MEDIDAS TOMADAS EM RELAÇÃO À SRA. MULLALLY

Os recentes acontecimentos que se desenrolaram durante a visita a Roma de Sarah Mullally, primaz da Comunhão Anglicana, suscitaram uma reação crítica por parte dos meios teológicos. O padre e teólogo Dom Nicola Bux alertou para uma possível “confusão” entre os fiéis devido a certos gestos realizados no Vaticano na presença da líder anglicana.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Dom Bux publicou um post curto, mas incisivo, no blog Stilum Curiae, no qual questiona esse ato e considera, em particular, as consequências desastrosas que ele acarreta.

Uma visita insignificante

Este blog já havia criticado a incoerência da Santa Sé e do Papa Leão XIV, que tratou a Sra. Mullally como se fosse um arcebispo e um primaz. Apesar de toda a benevolência que se possa ter, essa recepção é um escândalo no sentido mais forte do termo: é fonte de pecado para os cristãos fiéis.

Em primeiro lugar, e no que diz respeito à doutrina católica, porque a Igreja não reconhece a validade das ordenações anglicanas. Da mesma forma, a Igreja ensina de forma definitiva que não recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo o poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres. Continuar lendo

É POSSÍVEL IGNORAR O ESTADO DE NECESSIDADE DA IGREJA?

Raio atinge Basílica de São Pedro e causa repercussão na internet | GZH

Desde o anúncio das sagrações que ocorrerão em Ecône em 1º de julho de 2026, D.Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, tem se destacado por assumir diversas posições em favor da Fraternidade São Pio X.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Novamente, no final de março, ele lamentou os ataques de que a obra de Dom Marcel Lefebvre é alvo por parte de comunidades ex-Ecclesia Dei. Ele declarou que essa atitude maliciosa lhe lembrava a “situação que São Basílio, o Grande, descreve – no século IV, durante a crise ariana – como uma batalha naval noturna, na neblina, em que, em vez de atacar os navios inimigos, os bons acabam atacando uns aos outros”.

Ele acrescentou: “Considero que nossa situação é a mesma. Por que a Fraternidade de São Pedro ou outros atacariam publicamente a Fraternidade São Pio X, a ameaçariam e a chamariam de cismática?

Segundo ele, as ex-comunidades Ecclesia Dei deveriam, em vez disso, pedir ao Papa que concedesse o mandato apostólico para essas sagrações episcopais, “mas, em vez disso, atacam. E correm o risco de entrar para a história como São Basílio descreveu aqueles que, em meio a uma crise, atacaram seus próprios irmãos.” Continuar lendo