
Palestra proferida no Priorado São José, em Mendoza, na Argentina em 18 de setembro de 2026 e publicada pelo excelente site Verbum Fidelis.
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Palestra proferida no Priorado São José, em Mendoza, na Argentina em 18 de setembro de 2026 e publicada pelo excelente site Verbum Fidelis.
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Leão XIV recebe uma delegação da Federação Luterana Mundial no Vaticano, em 1º de outubro de 2026.
A quatro anos antes do quinto centenário da Confissão de Augsburgo,texto fundador do luteranismo, Leão XIVdeseja torná-la um novo passo na aproximação com os protestantes. Mas que unidade pode ser construída sobre erros aos quais a Igreja já respondeu oficialmente em 1530?
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Ao receber uma delegação da Federação Luterana Mundial, em 1º de outubro de 2026, Leão XIV expressou sua esperança de que o 500º aniversário da Confissão de Augsburgo, em 2030, se tornasse uma “profunda experiência ecumênica”, dando uma “nova energia e nova alegria” à caminhada rumo à “unidade plena e visível”.
O Papa começou por expressar a sua satisfação com o amadurecimento das relações entre luteranos e católicos nas últimas décadas. Ele destacou, em particular, como “uma etapa importante do caminho ecumênico” a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, assinada em Augsburgo em 1999 pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial.
Ele também mencionou os trabalhos conjuntos dedicados à Eucaristia e ao ministério eclesial. “Uma comunhão renovada na fé apostólica, nos sacramentos e nos ministérios é o objetivo de nosso caminho ecumênico de graça”, declarou ele. Continuar lendo

No Seminário internacional de La Reja, na Argentina, a Festa de São Miguel Arcanjo foi marcada pelos primeiros compromissos de seminaristas, vindos dos quatro continentes, e também pelos primeiros votos e pela tomada do hábito dos Irmãos da Fraternidade São Pio X. Duas vocações diferentes unidas na mesma vontade: “buscar sempre, e acima de tudo, a glória de Deus“.

Quatorze seminaristas do segundo ano pronunciaram seus primeiros votos, em 29 de setembro de 2026, durante a Missa solene celebrada pelo Padre Christian Bouchacourt, Segundo Assistente Geral.

Vindos de vários continentes, eles testemunham o caráter internacional do Seminário: 4 são mexicanos, 3 argentinos, 1 colombiano, 1 gabones, 1 nigeriano, 1 filipino e 1 brasileiro.


Por meio desse compromisso, os seminaristas dão um novo passo em sua formação e manifestam sua disposição de se dedicarem ao apostolado e à obra da Fraternidade, sob a proteção da Santíssima Virgem Maria.



A Festa de São Miguel reveste-se tradicionalmente de um significado especial nas casas da Fraternidade, uma vez que é também um dia de festa dos Irmãos. Em La Reja, este ano foi marcado por três novas vocações.

Após uma semana de retiro pregado pelo padre Calderón, Diretor Assistente do Seminário, o Irmão Cristian de María, ao concluir seu segundo ano de noviciado, pronunciou os seus primeiros votos de pobreza, castidade e obediência.


Dois postulantes, um chileno e outro argentino, iniciaram seu noviciado canônico recebendo o hábito religioso e um novo nome, sinal da nova vida que estão abraçando. Os Irmãos, que já haviam feito votos temporários, renovaram-nos pelo período previsto de sua formação.
“Pérolas escondidas”
O Seminário de La Reja aproveitou este dia para recordar o papel especial dos Irmãos na Fraternidade São Pio X. Sem estarem destinados ao sacerdócio, eles consagram suas vidas a Deus e colocam suas forças a serviço do sacerdócio e do apostolado.

O texto publicado pelo Seminário nessa ocasião os apresenta como um “pequeno exército” que, “à semelhança aos anjos da guarda”, apoia a formação e o apostolado dos sacerdotes por meio de suas vidas consagradas. Seu papel não pode ser considerado meramente auxiliar: eles são, continua o seminário, “pérolas escondidas que enchem de vida evangélica nossas comunidades“.

Uma vocação discreta, mas profundamente enraizada na obra desejada por D. Lefebvre: buscar a glória de Deus, trabalhar pela própria santificação e contribuir para a salvação das almas.


A cerimônia foi concluída com um almoço que, no refeitório do seminário, reuniu a comunidade, as famílias, os benfeitores e outros convidados.





Nota do blog: Publicamos um “Especial” sobre Vocações Religiosas: Sacerdotal, Religiosa Feminina e de Irmão. CLIQUE AQUI e acesse todos os textos.
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“Senhor, dai-nos sacerdotes,
Senhor, dai-nos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,
Senhor, dai-nos famílias católicas,
São Pio X, rogai por nós”

Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Essa sexta parte professa que Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é o único Mediador e Salvador da humanidade. Por meio de seu sacrifício na Cruz, Ele mereceu a salvação para todos, mas essa salvação deve ser recebida pela fé, conversão e graça: nem todos são salvos somente por esse ato.
V – Jesus Cristo, Verbo Encarnado, único Mediador e Redentor
37 – Creio e professo que Nosso Senhor Jesus Cristo é o Verbo eterno de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, consubstancial ao Pai, segundo a divindade, e de mesma natureza que nós, segundo a humanidade, semelhante a nós, a não ser no pecado 41. É Ele o único Mediador entre Deus e os homens, o único Salvador do gênero humano, o único Rei das almas e das sociedades, prometido por Deus, na sua misericórdia, aos nossos primeiros pais, e anunciado pelos profetas.
38 – Professo que, ao chegar a plenitude dos tempos, o Filho de Deus se encarnou, não para confirmar o homem na sua dignidade humana ou para lhe revelar a imagem de Deus nele, mas para o salvar do pecado e tornar a dar-lhe acesso à vida eterna. Nascido da Virgem Maria, sem deixar de ser Deus, tomou uma natureza humana verdadeira, viveu entre nós, ensinou a verdade, cumpriu as profecias, manifestou a sua divindade pelos seus milagres, e então se ofereceu livremente sobre a Cruz em sacrifício propiciatório pelos pecados do mundo.
39 – Professo que a Redenção é uma satisfação verdadeira oferecida à justiça divina, em reparação pelo pecado original e pelos pecados pessoais. Cristo, Sacerdote e Vítima em sua humanidade santa, resgatou-nos pelo seu sangue. Arcando com os nossos pecados e sofrendo a pena que nos era devida, oferece ao seu Pai um ato perfeito de obediência, ato de amor e de reparação, ao qual a dignidade da sua Pessoa divina conferia um valor meritório infinito. Continuar lendo

Para ouvir o sermão, clique aqui.
Caríssimo Padre Maret,
Com que alegria te acompanhamos hoje ao altar de Nosso Senhor. Todos os que te rodeiam, todos os que aqui se encontram e vieram assistir e participar da tua primeira Missa, alegram-se por haver doravante um sacerdote do Valais, saído da nossa casa de Écône e que, estamos persuadidos, fará honra a este Valais católico e às tradições deste cantão. Tradição de fé, tradição de generosidade: tantas vocações saíram desta terra abençoada, tantos missionários, tantos religiosos, tantas religiosas. Não é possível que as graças e as bênçãos que Deus concedeu a este país com tão grande abundância se tenham esgotado. Por isso hoje nos alegramos verdadeiramente e damos graças a Deus por um filho desta terra poder subir ao altar e oferecer o Sacrifício de Nosso Senhor.
Peço-te primeiro, caro amigo, que lances um olhar para o passado, a fim de contemplar e reconhecer todas as graças que Deus te concedeu. Creio que quase todos os presentes nesta cerimônia conhecem tanto as alegrias profundas e espirituais quanto as graças que recolheste no seio da tua família; mas todos conhecem igualmente as provações. Provação cruel que Deus enviou à tua família; é preciso, porém, considerá-la — e, graças a Deus, tua querida mãe e todos os teus irmãos e irmãs a encaram com fé profunda, com fé sobrenatural, de modo que sabem que Deus a quis para que a família recebesse graças particulares, as quais de fato recebeu e continua a receber.
Tu mesmo, caro amigo, recebeste graças particulares e especiais ao longo de todo o seminário, graças à tua família e às orações daqueles que te cercaram na juventude. Agradece hoje a Deus por todas essas graças e peçamos a Ele que alivie as provações da tua família. Continuar lendo
Acesse a leitura clicando na imagem.
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Queridos fiéis,
Neste mês de outubro, mês dedicado especialmente ao Santo Rosário e coroado pela festa de Nossa Senhora do Rosário no dia sete, eu gostaria de elevar algumas reflexões sobre a grandeza desta oração profundamente católica. É uma oração divina pela sua constituição essencialmente bíblica, pela sua origem entregue diretamente pelas mãos de Nossa Senhora e pelos seus efeitos de inúmeros milagres.
“O Rosário é um baluarte de salvação e de paz que Deus, em sua grande misericórdia, quis dar à humanidade na pessoa de sua augusta Mãe.” (Fidentem Piumque Animum, Papa Leão XIII)
O nome do Santo Rosário não deve ser uma simples denominação material, mas uma expressão de nossa vida íntima com Deus, uma expressão de sua graça — desta graça que deve santificar-nos particularmente e ser, ao mesmo tempo, um poderoso socorro em nossos grandes combates. Rezar bem e regularmente o Rosário, todos os dias e com boa vontade, é sempre possível. É preciso, inclusive, chegar ao ponto em que essa recitação diária não seja para a alma apenas um dever que se impõe — e que, por isso mesmo, poderia às vezes parecer pesado e até fastidioso —, mas uma necessidade do nosso coração, da nossa fé e da nossa vida espiritual, que não podem prescindir deste alimento amado, inteiramente consolador e fecundo. Continuar lendo

No dia dessa grandiosa Santa, disponibilizamos abaixo alguns links sobre ela:
A VIA MARIANA DA “PEQUENA TERESA” NO FIM DE SUA VIDA
EDITORIAL DA REVISTA PERMANENCIA NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE SANTA TERESINHA (1973)
SANTA TERESINHA, POR GUSTAVO CORÇÃO
Concerto realizado no dia 25 de março de 2026, na igreja de Saint-Méen e Sainte-Croix, em La Fresnais, na França.
A Schola Stella Maris é um coral e conjunto instrumental da escola Sainte Marie em Saint-Père-Marc-en-Poulet, perto de Saint-Malo.
O Concerto completo pode ser visto clicando aqui.

Clique aqui para ler a Meditação de Santo Afonso sobre os Anjos da Guarda.
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Para um bom entendimento sobre questões referentes aos anjos colocamos abaixo alguns links sobre o assunto:

Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Esta quinta parte relembra a realidade do pecado original e a profunda ferida que ele infligiu à natureza humana. Ela afirma, contra o naturalismo moderno, que nem o progresso, nem a ciência, nem a cultura podem salvar o homem: ele precisa da Redenção e da graça de Cristo.
IV – O pecado original e a condição humana
29 – Creio que os nossos primeiros pais foram por Deus estabelecidos num estado de justiça e de santidade originais, e dotados dos dons de integridade, de impassibilidade e de imortalidade. Por um favor particular de Deus, possuíam não apenas a integridade da sua natureza própria, mas ainda os dons sobrenaturais que os ordenavam à vida mesma de Deus. Adão, cabeça e princípio da humanidade, recebeu ademais o dom de ciência.
30 – Professo que, pela sua desobediência, Adão realmente cometeu o pecado original, que se transmite a todos os homens pela geração. Esse pecado é para todos um pecado de natureza, que os condena à morte, ao sofrimento, à ignorância e à concupiscência. Despojados da graça santificante e dos dons preternaturais, que não podiam mais transmitir à sua descendência, Adão e Eva foram expulsos do paraíso terrestre.
31 – Em Adão, no entanto, a natureza do homem não foi destruída, mas tão somente ferida. A sua inteligência, embora obscurecida, permanece capaz de conhecer a verdade; seu livre-arbítrio, embora enfraquecido, permanece capaz de querer e de amar o bem natural. Por essa razão, rejeito todas as doutrinas que, num pessimismo desesperado, consideram que o homem está irremediavelmente corrompido e é incapaz de qualquer bem. Continuar lendo

Há meio século, o ramo feminino fundado por D. Lefebvre acolheu a sua primeira irmã professa. No dia 29 de setembro de 2026, a Irmã Mary Michael celebrou um jubileu na Austrália que a liga diretamente às origens da obra. Nascida Janine Ward, ela foi, de fato, a primeira postulante das Irmãs da Fraternidade, tendo feito os seus votos em 1976.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Em 29 de setembro de 2026, festa de São Miguel Arcanjo, a Irmã Mary Michael celebrou o 50° aniversário de sua primeira profissão religiosa no Priorado da Santa Cruz em Goulburn, Nova Gales do Sul, Austrália. O Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Padre Davide Pagliarani, celebrou uma missa solene no local, na presença de várias irmãs e 24 sacerdotes do Distrito da Austrália.

Em seu sermão, o Superior Geral apresentou a Santíssima Virgem Maria como modelo de abnegação e perseverança. Ele agradeceu à Irmã Maria Miguel pelo exemplo que ela, por sua vez, dá a todos os membros da Fraternidade e exortou as Irmãs a meditarem constantemente, seguindo o exemplo de Nossa Senhora, sobre as palavras, os atos e toda a vida de seu divino Filho.


“MONSENHOR, POSSO ENTRAR NA VOSSA CONGREGAÇÃO DE IRMÃS?”
No início da década de 1970, Janine Ward, uma jovem australiana de Melbourne, desejava consagrar-se a Deus. Ela então dirigiu um pedido bastante incomum a D. Marcel Lefebvre: “Monsenhor, posso entrar na vossa congregação de irmãs?”
O problema era que ainda não havia Irmãs.
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“Elas existiam na minha mente”, diria mais tarde D. Lefebvre sobre essa futura congregação. Já existia um “embrião” dela nos estatutos da Fraternidade Sacerdotal, que previa a filiação de religiosas quando a Providência as suscitasse. Assim, em outubro de 1972, o fundador anunciou a seus amigos e benfeitores sua “esperança de, em breve, fundar um noviciado das Irmãs Auxiliares do Sacerdócio”.
O pedido de Janine Ward ajudaria a concretizar este projeto. No outono de 1973, as duas primeiras postulantes foram confiadas à Madre Marie-Gabriel, irmã de D. Lefebvre e Missionária do Espírito Santo. Ela concordou, não sem hesitação, em ajudar seu irmão a formar a nova comunidade religiosa.
Em 2 de outubro de 1973, Janine Ward chegou a Écône depois atravessar mundo, vinda da Austrália. Ela era a primeira postulante. Quatro dias depois, uma jovem americana juntou-se a ela. Juntamente com a Madre Marie-Gabriel, irmã de D. Lefebvre, essas duas jovens formaram, nas palavras deste último, o ramo feminino da Fraternidade São Pio X.
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A pedido de D. Lefebvre, as duas postulantes foram acolhidas pelas Irmãs Dominicanas do Espírito Santo. Antes mesmo de poderem iniciar efetivamente sua formação religiosa, tiveram que aprender francês.
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No ano seguinte, outras quatro jovens, dos Estados Unidos, Espanha e França, juntaram-se em Écône. Em 22 de setembro de 1974, Janine Ward recebeu o hábito religioso e tornou-se Irmã Mary Michael.

No dia seguinte, o pequeno noviciado partiu de Écône para Albano, perto de Roma. Esta casa, destinada a seminaristas, acolheria as Irmãs em seus primeiros passos durante três anos. Sua chegada começou de forma significativa com uma peregrinação a Roma. Nos túmulos de São Pedro e São Pio X, sob a proteção de Nossa Senhora da Compaixão, as primeiras Irmãs vieram implorar a bênção de Deus sobre seu trabalho e demonstrar sua devoção à Sé de Pedro.
Foi em Albano que, dois anos depois, em 29 de setembro de 1976, a Irmã Mary Michael pronunciou seus primeiros votos de pobreza, castidade e obediência. Ela se tornou, assim, a primeira freira professa da Fraternidade São Pio X.
Foi esse compromisso, assumido há 50 anos, que ela acaba de comemorar em seu país natal.
“Oferecer-se à Vítima divina”
Dom Lefebvre queria conferir às irmãs uma vocação própria, intimamente ligada ao sacrifício da Missa e ao sacerdócio.
Ele resumiu, da seguinte forma, o espírito da instituição nos primeiros rascunhos de seus estatutos: “Assim como a Mãe de Jesus participou, por meio de sua Compaixão, da obra sacerdotal de Jesus, morrendo na cruz pela redenção das almas, as Irmãs da Fraternidade São Pio X terão uma devoção especial ao sacrifício da Missa e à Vítima Eucarística.”
Seu objetivo principal é, portanto, “oferecer-se com a Vítima divina à imagem e seguindo os passos de Nossa Senhora da Compaixão“. Dom Lefebvre insistia nisso: “O fim espiritual é o principal, e é isso que importa; o restante é meramente um meio”.
A essa vida interior, soma-se uma missão apostólica: “facilitar e complementar o apostolado sacerdotal”. As Irmãs, portanto, auxiliam os sacerdotes por meio de tarefas muitas vezes discretas nos priorados, seminários e casas da Fraternidade, mas também por meio do ensino, da catequese e de diversas obras de caridade.
Essa união entre contemplação e ação está no cerne do pensamento do fundador. A adoração eucarística, em particular, deve ocupar um lugar especial em sua vida religiosa. “Conto muito”, escreveu-lhes ele, “com a hora de adoração de vocês para a santificação da Fraternidade.”
Após os primeiros passos em Albano, o noviciado foi estabelecido em 1978 em Saint-Michel-en-Brenne, na França. Outros noviciados foram posteriormente abertos nos Estados Unidos, na Argentina e na Alemanha, enquanto comunidades de Irmãs se espalharam pelas diversas obras da Fraternidade em todo o mundo.
Cinquenta anos após os primeiros votos da Irmã Mary Michael, a obra nascida com grande simplicidade, se expandiu amplamente. Em abril de 2026, as Irmãs da Fraternidade somavam 226 irmãs professas e 20 noviças, presentes em muitos países a serviço das obras da Fraternidade.
Um desenvolvimento que as duas jovens postulantes reunidas em torno da Madre Marie-Gabriel no outono de 1973 dificilmente poderiam imaginar!
Revmo. Pe. Carlos Mestre, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo oitavo domingo depois de pentecostes, sobre o que significa blasfemar e o que fazer para reparar a honra divina.

“Consideramos que chegou a hora daqueles que passaram a fazer parte do movimento litúrgico tridentino reconsiderem sua posição”, escreveram o professor John Cavadini e seus coautores em 2022.
Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est
O Papa Leão XIV entregará pessoalmente o Prêmio Ratzinger deste ano a um teólogo que questionou o Summorum Pontificum .
O Vatican News anunciou na terça-feira que o Dr. John C. Cavadini, professor de teologia da Universidade de Notre Dame, foi selecionado pelo Comitê Científico da “Fundação Vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI” para receber o prêmio, que leva o nome do Papa Bento XVI. O Papa Leão XIV aprovou a premiação e a entregará pessoalmente a Cavadini no Palácio Apostólico em 19 de dezembro.
Cavadini, que dedicou seus estudos especialmente aos Padres da Igreja e a Santo Agostinho, foi coautor de uma série publicada em 2022 pelo Church Life Journal, na qual argumentava que aqueles que frequentam a Missa Tridentina deveriam deixar de fazê-lo, retornando ao Novus Ordo Missae.
“Consideramos que chegou a hora daqueles que passaram a fazer parte do movimento litúrgico tridentino reconsiderem sua posição”, escreveram Cavadini, Mary Healy e Thomas Weinandy. Os autores sustentaram que “é imprescindível que aqueles que fazem parte do movimento tridentino, para o bem do Corpo de Cristo, retornem à forma litúrgica ordinária da Igreja”, em prol da “unidade”. Continuar lendo
Clique na imagem para ler a Meditação de Santo Afonso sobre essa data e clique aqui para ler um texto do Pe. Xavier Beauvais, FSSPX sobre as Glórias de São Miguel.

Rei Lear expulsando sua filha Cordélia, de Richard Earlom (Londres, 1743–1822)
Por Andrew J. Clarendon
Fonte: Angelus Press – Tradução: Dominus Est
No livro Ideias Têm Consequências, Richard Weaver escreve: «É evidente que o domínio singular da língua, próprio do poeta, é o que lhe permite enxergar as potências latentes nas circunstâncias. Ninguém ensina melhor do que ele a causa e o efeito nos negócios humanos; […] os poetas são os mais rápidos a apreender a verdade necessária.» Quem lida com «o poder evocativo das palavras […] e a força poderosa do símbolo» não surpreende que ensine verdades profundas mesmo séculos depois da morte. No grau mais alto, a lição poética tem valor perene.
Tão grande é o poder da inspiração que o poeta chega a parecer profeta: pensa-se na famosa Quarta Écloga de Virgílio, dita messiânica porque se lê como anúncio da vinda de Cristo. Em inglês, o maior poeta é, naturalmente, Shakespeare, cujas peças, embora apresentem determinado enredo e determinadas personagens, exprimem temas universais.
As lições que transmitem aplicam-se, por isso, a outras situações e servem para compreender a causa e o efeito nos negócios humanos. Neste ano em que se celebra o cinquentenário da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, reler alguns temas da tragédia Rei Lear e da comédia Como Gostais é um modo poético e conatural de apreciar melhor a defesa da tradição e da ortodoxia feita por Dom Lefebvre. Continuar lendo

A proximidade – e o afeto que o homem por vezes nutre pelos animais – constitui algo bom, desde que se mantenha a ordem inerente à definição, ou seja, a diferença essencial que é a razão.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O Senhor Deus trouxe todos os animais diante de Adão, para que ele pudesse nomeá-los. Adão deu a cada um dos animais um nome próprio. E o nome que Adão deu a cada um dos animais é o seu verdadeiro nome”(1) .
Adão, com isso, exerceu uma autoridade recebida de Deus; e Deus manifestou assim o lugar único que o homem ocupa na Criação. Pois o homem não é um ser vivo como qualquer outro: ele foi criado para conhecer, ordenar e governar. Nomear os animais, portanto, consistia não apenas em designá-los, mas também em reconhecer sua natureza e manifestar a ordem que a rege.
Essa superioridade do homem sobre os animais não elimina, no entanto, a proximidade que une ambos. Aliás, foi no contexto da busca por uma “ajuda semelhante a ele” que Deus conduziu os animais até Adão, precisamente porque o homem, formado do limo da terra, é ele próprio um animal. Continuar lendo

Sobre nosso último post PAPA LEÃO XIV CELEBRA O LEMA MAÇÔNICO E REVOLUCIONÁRIO FRANCÊS “LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE”….vejamos o que D. Lefebvre diz sobre a Revolução implantada na Igreja através do Vaticano II.
Clique nesse link para acessar o texto e entender o porquê disso: LIBERDADE RELIGIOSA, IGUALDADE COLEGIAL, FRATERNIDADE ECUMÊNICA

O Papa Leão XIV celebrou um lema usado pelos maçons que remonta à sangrenta Revolução Francesa, período marcado pelo ódio anticatólico.
Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est
O Papa Leão XIV celebrou um lema da Revolução Francesa usado pelos maçons — “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” — como “imperativos éticos universais” durante um discurso no Palácio do Eliseu na sexta-feira.
“A França foi responsável por avanços significativos em nosso mundo, incluindo o reconhecimento dos direitos humanos fundamentados na natureza da pessoa humana, particularmente a liberdade religiosa”, afirmou Leão na presença do presidente Emmanuel Macron e de autoridades francesas.
“Essa ênfase constante na dignidade inerente a cada pessoa encontra eco em vosso lema nacional. Liberdade, igualdade e fraternidade não são simplesmente palavras estampadas na fachada dos vossos edifícios públicos; referem-se a imperativos éticos universais que encontram também na mensagem do Evangelho uma fonte inesgotável de inspiração e realização”, disse o pontífice.
A referência de Leão a “Liberdade, igualdade e fraternidade” como “imperativos éticos universais” é preocupante porque, embora essas palavras sirvam como lema nacional da França, elas também servem como lema do Grande Oriente Maçônico e da Grande Loja da França. O lema tem origem na Revolução Francesa, que se opôs ferozmente à Igreja Católica e matou milhares de bispos, padres, religiosos e leigos católicos na guilhotina durante o “Reino do Terror”.
O elogio de Leão à “liberdade religiosa” que, segundo ele, foi reconhecida pela França também contraria a compreensão tradicional da Igreja Católica sobre o assunto. A encíclica Quanta Cura e o Syllabus, do Papa Pio IX, condenaram a ideia de que “todo homem é livre para abraçar e professar a religião que, guiado pela luz da razão, considerar verdadeira”. Continuar lendo
Acesse a leitura clicando na imagem.
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Revmo. Pe. Carlos Mestre, igreja Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo sétimo Domingo depois de Pentecostes, sobre a necessidade de amar a Deus acima de todas as coisas.
Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 11 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco expõe os limites da infalibilidade papal e os diferentes graus do magistério do Papa.
FSSPX Itália — Quais são os limites da infalibilidade papal? Em particular, como distinguir entre o ensinamento privado do Papa, o magistério público não infalível e a definição solene ex cathedra ? E o que aconteceria se um Papa ensinasse algo contrário a uma verdade já definida pelo magistério anterior?
Padre Daniele di Sorco — O ensinamento católico sobre a infalibilidade do Papa encontra-se, em primeiro lugar, no Concílio Vaticano I, um grande ato do magistério que definiu essa verdade, e, em segundo lugar, no ensinamento de teólogos católicos antes, durante e também depois do Concílio, que esclareceram, sob a orientação do magistério, o verdadeiro significado desses ensinamentos.
É preciso, antes de tudo, distinguir entre o ensinamento privado e o ensinamento público do Papa. Continuar lendo

Fonte: Le Parvis nº 169 – Tradução: Dominus Est
O martírio é o principal ato da virtude da fortaleza.
A crise atual na Igreja pode-nos levar a várias perguntas e, entre elas: Quanto tempo irá durar? Parece haver muitas opções para lidar com o sofrimento e as inquietações que ela provoca. Tanto a precipitação quanto a hesitação prolongada, mesmo que com boas ações, nos conduzem pelo caminho errado e nos levam a tomar decisões equivocadas.
Nestes tempos marcados por incertezas, sofrimentos e provações, a doutrina católica oferece uma perspectiva especial por meio da virtude da fortaleza, uma das quatro virtudes cardeais. Ela pode ser definida da seguinte forma: “A fortaleza é a virtude moral que assegura, diante das dificuldades, firmeza e constância na busca do bem. Ela fortalece a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza nos capacita a vencer o medo, inclusive da morte, e a enfrentar provações e perseguições. Ela nos dispõe a chegar até a abnegação e ao sacrifício da própria vida para defender uma causa justa.” Essa virtude não é uma simples resistência estoica ou uma coragem puramente natural. É uma disposição habitual da alma, aperfeiçoada pela graça, que ordena o apetite irascível — aquela parte de nós que reage às dificuldades e ameaças — segundo a razão iluminada pela fé. Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica (I-II, q. 123), esclarece que a fortaleza tem como principal objeto o medo e a ousadia, particularmente diante dos perigos da marte. Consiste em dois movimentos complementares: “aggredi” (enfrentar, atacar o mal) e “sustinere” (suportar; perseverar). Em tempos de crise, é frequentemente o segundo que prevalece: a paciência e a constância diante daquilo que não pode ser mudado imediatamente. Continuar lendo

No dia 16 de setembro de 2026 foi publicado no site da Santa Sé o último documento aprovado pelo papa Leão XIV e assinado pelos prefeitos dos dicastérios para a Promoção da unidade dos cristãos, para o Diálogo inter-religioso e para a Doutrina da fé. A presença desse último, na pessoa do cardeal Fernández, é particularmente significativa: ela enfatiza a extensão doutrinária do documento.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Trata-se da nota Um caminho de esperança. Sessenta anos de diálogo e de fraternidade inter-religiosa à luz da declaração conciliar Nostra ætate. O título e o subtítulo já dizem quase tudo. Limitar-nos-emos a algumas observações. Aqueles que desejarem aprofundar a questão encontrarão material suficiente nos textos citados em nota.
A nota recorda que “a declaração Nostra ætate nasceu após a Segunda Guerra mundial e que inicialmente não se referia ao diálogo com as demais religiões, mas constituía uma resposta às trágicas consequências do antissemitismo, que culminaram na Shoah”. Foi após o seu encontro “com o judeu Jules Isaac (ateu e comunista, ndt.), tornado possível pela mediação de Maria Vingiani, fundadora do Secretariado para as Atividades Ecumênicas”, que João XXIII, “já muito sensível a essa questão, […] encarregou o cardeal Augustin Bea de redigir um texto conciliar destinado a sanar e renovar as relações entre a Igreja e o povo judeu” (§ 4). Continuar lendo

As repugnantes blasfêmias proferidas em certas instituições da Igreja não provocam quaisquer reações das autoridades, que estão ocupadas demais com o processo sinodal.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Um artigo no site da Conferência Episcopal Alemã, katholisch.de, provocou protestos em todos os meios de comunicação católicos ditos conservadores. O texto apresenta, sem a menor análise crítica, uma obra publicada por Simone e Claudia Paganini, professores de teologia, exegese e filosofia, ambos considerados católicos devotos. O livro busca, em diversas figuras bíblicas, indícios de distúrbios psicológicos: depressão em Moisés, transtorno obsessivo-compulsivo em Jó (afinal, ele oferece sacrifícios pelos possíveis pecados de seus filhos), tendências maníacas em Judite, uma propensão ao álcool no próprio Jesus (já que seus adversários o chamam de bêbado) e narcisismo em Deus, por ele afirmar ser o único Deus. Era só isso que faltava.Diante dessa repugnante blasfêmia, ainda aguardamos os comunicados anunciando a proibição de toda oração pública nos santuários de Lourdes ou Mariazell para tais escritores e todos aqueles que os recomendam, como a Conferência Episcopal Alemã. Qual seria a reação? “E daí?”, diria Jesus, segundo o evangelho apócrifo do Padre Arnaud Alibert, editor-chefe de La Croix. Assim como nas polêmicas em torno das uniões contra a natureza, nos responderão que isso não é o mais importante. O que é urgente é a sinodalidade e a denúncia dos pecados contra a ecologia. A Igreja está atordoada com encontros sinodais, mistagógicos e kerigmáticos, e obcecada por cubos de gelo e espécies ameaçadas de extinção. Continuar lendo

Quando os pais se contradizem, a criança aprende depressa a tirar proveito disso.
Fonte: La Porte Latine – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio
Como todas as noites, sua mãe acompanha os deveres de Claire, uma mocinha bastante inclinada à preguiça, sobretudo quando é preciso aplicar-se e pensar. Por isso, a mãe decide com firmeza, para ajudá-la a vencer seu feio defeito:
— Agora que você entendeu bem, Claire, vai terminar sozinha os seus exercícios de cálculo, e só irá brincar lá fora quando eles estiverem terminados e bem feitos.
Claire suspira, boceja, lança um olhar pela janela, rabisca alguns números vagos no caderno de rascunho, suspira novamente… A mãe não cede:
— Coragem, Claire; vou preparar a mamadeira de Pierre e, quando eu voltar, quero que o primeiro exercício esteja feito.
Assim que a mãe sai, Claire se levanta, corre para a sala, senta-se no colo do pai e lhe pede, com um ar carinhoso: Continuar lendo