Aprovado por Leão XIV, trata-se de mais uma confirmação, desnecessária, da plena continuidade com as heterodoxias vaticanosegundistas em geral e bergoglianas em particular. Vejamos rapidamente três observações:Continuar lendo →
Fonte: DICI – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio
Em 26 de agosto de 2026, Leão XIV recebeu no Vaticano uma delegação de onze bispos da “Igreja da Noruega”, a denominação luterana oficial do país. Vários membros dessa delegação eram mulheres. Esses títulos de “bispo”, usados sem reservas pela própria Santa Sé, não designam, contudo, um episcopado ou sacerdócio sacramentalmente válido.
Essa invalidade remonta ao estabelecimento da Reforma no Reino da Dinamarca-Noruega em 1536-1537. Após a deposição dos bispos católicos, o reformador Johannes Bugenhagen instalou os primeiros sete “superintendentes” luteranos das dioceses dinamarquesas em 2 de setembro de 1537. Bugenhagen havia recebido a ordenação sacerdotal católica em 1509, antes de sua conversão a Lutero, mas nunca fora consagrado bispo. Portanto, não podia transmitir a autoridade episcopal que não possuía. A sucessão apostólica foi, assim, interrompida desde o início dessa nova hierarquia.
Essa ruptura material foi agravada pelo abandono da doutrina católica do sacerdócio sacrificial e pela alteração do rito e da intenção necessários para a validade do sacramento da Ordem. Quanto às mulheres agora apresentadas como “bispas”, elas são, em todo caso, fundamentalmente incapazes de receber validamente a ordenação.Continuar lendo →
Não nos deixemos, portanto, dominar pelas preocupações, pois nenhum fruto colheremos senão apenas o de destruir-nos com nossas aflições. Com efeito, quer nos preocupemos ou não — ou melhor, extamente por não nos preocuparmos — Deus nos provê todas as necessidades. Que restará, então, da tua ansiedade senão ter imposto a ti mesmo sofrimentos inúteis? Quem está prestes a participar de um farto banquete jamais se angustiará por causa a comida, nem quem se aproxima de uma fonte se afligirá por causa da bebida. Nós, portanto, que temos à nossa disposição uma abundância de bens incomparavelmente maior do que a de mil fontes ou banquetes — isto é, a providência de Deus — não nos comportemos como pobres pusilânimes.
Em Matthaeum Homiliae XXII, 3, PG 57, col. 302-303
Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Essa terceira parte relembra que Deus é o Criador de todas as coisas, que Ele pode ser conhecido pela razão humana e que Se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Ela reafirma que o mistério da Santíssima Trindade deve ser professado integralmente, sem omissões nem atenuações.
II – Deus, princípio e fim de todas as coisas, Santíssima Trindade
18 – Professo a existência de um Deus único, pessoal, vivo e verdadeiro, princípio primeiro e fim último de todas as coisas, que no começo criou a partir do nada o céu e a terra, as coisas visíveis e invisíveis. Infinitamente perfeito, eterno e onipotente, imutável, incompreensível na sua essência e soberanamente livre nas suas obras, Ele é distinto do mundo que criou livremente, que conserva na existência e que governa por meio de sua Providência.
19 – Professo que Deus pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão a partir das suas criaturas, como a causa é conhecida pelos seus efeitos. A fé católica reconhece, de fato, que a inteligência humana é capaz de atingir verdadeiramente a realidade das coisas, de conhecer frequentemente as suas causas e de chegar a verdadeiras certezas.Continuar lendo →
De 18 a 21 de outubro de 2025, cerca de 100 cristãos e muçulmanos de toda a França reuniram-se em Lourdes para a primeira edição da peregrinação “Juntos com Maria”. O evento foi organizado pela associação de mesmo nome com várias entidades.
O site oficial do Santuário anunciou uma “experiência de oração, partilha, meditação e convívio”, na presença de D. Jean-Marc Micas, bispo de Tarbes e Lourdes. O objetivo declarado era permitir que os participantes “refletissem, recarregassem suas energias, partilhassem, se conhecessem melhor e avançassem juntos em um caminho de esperança”.
Uma cerimônia na capela de Nossa Senhora
Os participantes foram acolhidos na Cité Saint-Pierre, uma instalação dos Serviços Católicos de Assistência em Lourdes. Durante três dias, sucederam-se ensinamentos, discussões em pequenos grupos e momentos de oração. Entre os palestrantes estavam o Padre Jean-François Bour, um frade dominicano do Serviço Nacional para as Relações com os Muçulmanos, Tareq Oubrou, o Grande Imã de Bordeaux, bem como Georges Jousse e Hamid Demmou.Continuar lendo →
Em uma entrevista concedida ao Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X, e publicada em 11 de agosto de 2026, o padre Daniele Di Sorco responde à acusação de “livre exame” frequentemente dirigida à FSSPX, e explica porque ela considera que pode recusar determinados ensinamentos do Vaticano II em nome do magistério anterior da Igreja.
FSSPX Itália – A Fraternidade Sacerdotal São Pio X nasceu, sem que isso constituisse a sua única razão de ser, como reação a certas doutrinas e orientações pastorais que surgiram com ou após o Concílio Vaticano II, consideradas em ruptura com o magistério anterior da Igreja.
As questões evocadas com maior frequência dizem respeito à liberdade religiosa, ao ecumenismo, à colegialidade episcopal – cuja sinodalidade constitui hoje um desenvolvimento suplementar – e a reforma litúrgica. De acordo com a Fraternidade, esses elementos não seriam conciliáveis com o ensinamento perene da Igreja. Logo, a questão envolve diretamente o primeiro dos três vínculos da comunhão eclesial: a profissão da mesma fé.
Se tal é o diagnóstico, é necessário, todavia, se perguntar sobre as consequências teológicas e eclesiológicas. Como é possível afirmar que se permanece em plena comunhão eclesial quando, ao mesmo tempo, se considera que uma parte da hierarquia da Igreja ensina ou promove doutrinas incompatíveis com o magistério anterior?Continuar lendo →
Por ocasião da festa de seu patrono, convidamos nosso leitores a ouvir a Marcha de São Pio X. Criada para as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026, ela retoma o refrão histórico do Hino da Fraternidade, ao qual foram acrescentados novos versos.
A Fraternidade São Pio X celebra hoje a festa de seu Santo padroeiro, escolhido por D. Marcel Lefebvre como modelo e protetor de sua obra sacerdotal.
Papa da Eucaristia e do catecismo, defensor destemido da fé contra o modernismo, São Pio X dedicou seu pontificado à restauração de todas as coisas em Cristo, segundo o lema que escolheu: Instaurare omnia in Christo.
Os novos versos desta marcha foram cantados pela primeira vez em Écône, durante as sagrações episcopais de 1º de julho. Até então, a Marcha de São Pio X podia ser ouvida na transmissão ao vivo daquele dia histórico. Agora, ela é publicada e tem sua letra abaixo.
São Pio X, rogai pela Igreja e pela Fraternidade que leva o vosso nome.
Texto: H. Le Roux e padre L. Le Roux
Música: Padre M.-A. Moulin
Letra/Tradução:
1 – Ó São Pio X, Pastor zeloso,
Que inflama nosso coração fervoroso;
Reunidos sob o vosso pendão,
Marchamos sob a vossa proteção.
Refrão
Cantando: “Sancte Pie Decime, gloriose patrone, ora, ora pro nobis.”
Por ocasião da publicação do livro “O nascimento da Cultura Cristã” de Rubén Peretó Rivas, publicou-se no site Infocatólica uma entrevista com o autor em que, para além daqueles primeiros tempos da cristandade que a obra percorre, tenta-se uma definição sobre “em que consiste essa cultura” e “quais são os seus momentos mais altos”, partindo do pressuposto de que o entrevistado é um “especialista”. No meio da entrevista, e a modo de conclusão, recorrendo à obra de John Senior, responde à pergunta fazendo um panorama descritivo de todos aqueles fenômenos que constituem essa cultura nos âmbitos artísticos e intelectuais; arquitetura, literatura, pensamento filosófico e teológico de vários autores durante a idade média e, em concordância com a ideia de Senior, dois pontos centrais: primeiro, “a ideia de justiça, de perdão e de humildade, todos derivados do mandamento de amor ao próximo que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo” e “Em segundo lugar, uma série de tradições e rituais… sobretudo o tesouro enorme da Santa Missa. Todos eles formam parte da cultura cristã e nos identificam como herdeiros e membros dessa cultura. John Senior com acerto afirma que a missa é o centro e o coração da cultura cristã, já que foi em torno da celebração da santa missa onde e como se formou a nossa cultura”.
Tudo muito lindo, sim, sim. Mas não.
Tratando de sair do ambiente esteticista e emotivo em que estes dois autores se instalam, para gozo de seu frívolo mundinho católico, ensaiemos uma resposta mais adequada: a cultura cristã forma-se na consideração e adoção espiritual da Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos, guardada e interpretada pelo Magistério da Igreja – para isso instituída pelo próprio Cristo – que se encarna numa sociedade política que busca o cumprimento das promessas evangélicas, produzindo com este sentido tudo o que é relacionado à vida de uma sociedade concreta na história. Transformando sob uma nova luz todos os elementos culturais positivos das culturas humanas anteriores.Continuar lendo →
Na festa de São Pedro e São Paulo, o Papa evocou as chaves como símbolo da unidade da Igreja.
Fonte: La Porte Latine – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio
Nosso Santo Padre o Papa Leão XIV, Vigário de Jesus Cristo e Chefe supremo de toda a Igreja universal, celebrou no dia 29 de junho passado, na presença dos cardeais reunidos em Roma por ocasião do Consistório, a missa da festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo. Foi nessa celebração que o Papa impôs o pálio aos novos arcebispos metropolitanos.
Na homilia que proferiu nesse dia, Leão XIV insistiu na “solicitude fiel e paciente pela unidade” que cabe ao sucessor de Pedro e que é “muito bem expressa pelo símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19)”. E desenvolveu assim a descrição da metáfora: “Uma chave, com efeito, não derruba as portas, mas as abre e depois as fecha, procurando em seu interior as alavancas certas e acompanhando seus movimentos, para que os bloqueios se desfaçam, as fechaduras deslizem e as portas girem livremente sobre seus gonzos, unindo assim os espaços e fazendo dos numerosos cômodos isolados uma única e mesma casa acolhedora”.
Como se deve, portanto, compreender, à luz dessa metáfora, a definição da unidade e da comunhão na Igreja? “Do mesmo modo”, explica Leão XIV, “a comunhão na Igreja não se constrói fixando-se nas próprias posições, mas buscando, no coração de cada um, os pontos de encontro na Verdade, à única luz da qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento”. E é aqui que surge a questão fundamental: de que “Verdade” se trata? O bispo de Bourges, Dom Sylvain Bataille, fez recentemente eco a essa reflexão do Papa quando, posicionando-se, em um comunicado datado de 13 de julho passado, a respeito das sagrações realizadas pela Fraternidade São Pio X, o recente sucessor de Dom Jérôme Beau declara: “Não sonhemos com uma unidade de compromisso, fundada na ambiguidade” [1].Continuar lendo →
Neste mês de nosso padroeiro, São Pio X, convém trazer à tona a célebre frase que ele pronunciou com profunda tristeza, mas irredutível firmeza, quando, em 9 de dezembro de 1905, a Terceira República Francesa aprovou a Lei de Separação da Igreja e do Estado. Dirigindo-se ao episcopado na Encíclica Gravissimo Officii Munere (10 de agosto de 1906), declarou o Papa: Queridos bispos da França, “prefiro uma Igreja pobre, mas livre.” Ou seja, uma Igreja independente do mundo e com mais razão, independente do espírito do mundo.
Poderíamos nos perguntar por que este santo Pontífice assim procedeu com o país considerado a “Fille aînée de l’Église”— a nação mais rica em catedrais barrocas, mosteiros românicos e conventos. A resposta é simples: “A verdade vos libertará” (Jo 8, 32). Trata-se da liberdade própria daquele que fala com autoridade e simplicidade, movido por uma convicção inabalável, pois a Verdade é simples, perfeita, infinita, imutável, eterna e única. A Verdade é o próprio Deus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6).
Na Teologia Moral, um famoso axioma prescreve: Bonum ex integra causa, malum ex quocumque defectu (“Para que uma coisa seja boa, deve sê-lo em toda a sua integridade; para que seja má, basta-lhe um único defeito”).Continuar lendo →
Revmo. Pe. Carlos Mestre, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo quarto Domingo depois de Pentecostes, sobre a impossibilidade de servir ao mesmo tempo a Deus e ao mundo.
Pierrot, de um ano, sai para explorar o mundo. Ele solta a barra da cadeira com uma mão… depois com a outra… e acaba caindo no chão de uma forma um pouco brusca. Surpreso com o acidente, olha para a mãe, sem saber o que fazer. Nesse momento há duas possibilidades:
– a mãe corre até ele, preocupada: “Oh, coitadinho! Se machucou?” A reação de Pierrot é imediata: ele percebe pela reação da mãe que é séria e começa a chorar, o que só piora a reação dela: “Não se mexa, fique sentado.”
– Ou, ao contrário, a mãe olha para Pierrot com um sorriso gentil e encorajador: “Vamos lá, Pierrot, está tudo bem, tente de novo.” E, tranquilizado, Pierrot continua sua exploração.
Este incidente aparentemente insignificante e banal ilustrou vividamente duas atitudes opostas: ao se deparar com as pequenas dificuldades da vida, pode-se ajudar a criança a superá-las para prepará-la para os maiores desafios da vida adulta ou, inversamente, sufocar toda iniciativa por meio da superproteção. É ao longo de toda a educação que a abordagem correta deve ser escolhida.
Pierrot está prestes a iniciar o ano letivo. Será que sua mãe, ainda mais preocupada que o próprio filho, multiplicará suas recomendações, repetindo “não tenha medo” que, na verdade, são dirigidas a sim mesma? Será que ela derramará algumas lágrimas ao ver as crianças desaparecerem na sala de aula? Ou será que ela a encorajará: “Você já é um menino grande, Pierrot; você terá muita coisa para nos contar esta noite, mal posso esperar para ouvir.“Continuar lendo →
Publicada em 24 de junho de 2026, aProfissão de fé católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Esta segunda parte relembra que a fé católica não é fruto de uma evolução nem de uma experiência religiosa, mas da adesão à Revelação divina confiada de uma vez por todas à Igreja, que a transmite fielmente por meio da Sagrada Escritura e da Tradição.
I -A Revelação divina, a fé e a Tradição
7 – Creio que Deus, na sua bondade, chamou o homem, pelo dom da graça, a alcançar a visão beatífica. Sustento firmemente e professo que essa exaltação do homem ultrapassa as forças e as exigências da natureza humana, e que é um dom gratuito de Deus, ou seja, um dom sobrenatural.
8 – Creio que Deus não deixou o homem entregue às suas meras forças naturais, mas lhe revelou os mistérios de sua vida divina e do destino sobrenatural a que o chama. Foi por isso que, depois de ter falado outrora aos profetas na Antiga Aliança, falou definitivamente, por meio do seu único Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, na Nova Aliança, com a qual a Revelação divina se completou perfeitamente.
9 – Essa Revelação é a palavra veraz de Deus, confiada à Igreja como um depósito, e proposta aos homens como regra de fé na forma de um corpo de doutrina, onde os mistérios são formulados de uma maneira que os torna inteligíveis e exprimíveis em palavras. A Revelação não é a expressão progressiva de uma consciência religiosa, nem o fruto de uma experiência coletiva da comunidade dos crentes; é a verdade mesma de Deus comunicando-se de modo sobrenatural à inteligência dos homens para a sua salvação.Continuar lendo →
“O que Deus quis ao vir até nós, senão mostrar-nos o seu amor? Se até agora não nos esforçamos para amá-Lo, que ao menos não demoremos mais em retribuir-Lhe amor com amor.”
O que não nos aparenta valor atrai pouca atenção. Esse é o destino reservado, com demasiada frequência, ao Evangelho. O fiel católico ouve e lê trechos da Sagrada Escritura todos os domingos na missa. O hábito se instala e, com ele, a falta de atenção. Essa negligência é profundamente prejudicial. Pois o que é a Sagrada Escritura, senão uma sucessão de cartas inspiradas pelo coração de Deus, nas quais Ele se revela às suas criaturas? Para ler essas cartas, é preciso, antes de tudo, possuir o espírito que as inspirou. “A letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Cor 3, 6). Sem a fé e a humildade, o texto sagrado permanece mal compreendido, ou carece da atenção necessária. Torna-se, então, letra morta para a alma.
Para evitar essa armadilha, é essencial lembrar-se um fato singular entre todos: Deus escreve ao homem. Deus, na Trindade, digna-se a adaptar-se aos modos de agir do homem, sua criatura, para se dar a conhecer a ele. A simples constatação desse fato demonstra a importância das Sagradas Escrituras na vida de todo cristão. Sobrecarregada pelas muitas preocupações do cotidiano, testada pelas dificuldades da existência ou simplesmente entorpecida pela rotina ou pela mundanidade, a alma fiel chega, às vezes, a esquecer uma verdade que, no entanto, é primordial e fundamental: Deus nos ama, Ele se importa conosco.
A Palavra divina está repleta de exemplos e provas desse amor de Deus por cada um. Ele se manifesta de forma evidente na criação. Deus, então, decidiu livremente compartilhar sua existência, e até mesmo sua vida espiritual, com seres que não existiam. Isso só pode ser explicado por um gesto de amor, pois é preciso amar para dar a vida.Continuar lendo →
No entanto, na véspera de sua nomeação como Arcebispo de Bourges, em 15 de outubro de 2025, um encontro ecumênico organizado pela diocese foi realizado em sua sede episcopal com o tema: “Descobrindo Formas de Orar… com Lutero e Calvino”. Após apresentações sobre Martinho Lutero e John Calvino — uma delas feita pelo presidente da Igreja Reformada de Bourges — seguiu-se uma discussão, e depois uma oração em comum. Durante a discussão sobre a doutrina dos sacramentos, um padre católico presente insistiu no respeito tanto pela teologia protestante quanto pela católica, já que ambas evoluíram: “Em certo momento, tínhamos 12 sacramentos… Nós também evoluímos!”. Nenhuma explicação foi dada para essa afirmação. Tampouco foi mencionada a questão de que a doutrina católica expressa a verdade revelada, enquanto o protestantismo a contradiz. A cortesia ecumênica exige isso.
Deveríamos considerar isso apenas um deslize ocasional, levando em conta que uma conversa informal pode conter imprecisões, ou até mesmo descuidos?Continuar lendo →
A pedido dos Superiores da FSSPX, convidamos todos os fiéis a se unirem a esta novena, que do dia 25 de agosto até 2 de setembro será rezada pela nossa Fraternidade em todas as capelas do Brasil, a fim de pedir pelo florescimento e pela perseverança das vocações sacerdotais e religiosas. Todos os dias se rezará pelo menos uma dezena do Terço, se possível em família, e depois a seguinte oração:
“Senhor Jesus, Bom Pastor, que viestes buscar as ovelhas desgarradas a fim de salvá-las, e instituístes o sacerdócio para continuar a vossa obra até o fim dos tempos, a Vós insistentemente pedimos: Enviai operários à vossa messe! Concedei santos sacerdotes à vossa Igreja, e enviai-lhe também religiosos e religiosas. Enchei as famílias católicas do amor ao sacerdócio e do espírito de sacrifício, para que todos aqueles que Vós escolhestes respondam fielmente ao vosso chamado. Sustentai todos os sacerdotes, religiosos e religiosas na sua árdua missão. Concedei que sejam fiéis à Tradição católica pela oração, por suas palavras e por seu exemplo, para estender o vosso Reino sobre as sociedades e sobre os corações dos homens, e assim levar à vida eterna o maior número possível de almas. Amém.”
Senhor, dai-nos sacerdotes.
Senhor, dai-nos santos sacerdotes.
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes.
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas.
Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Essa primeira parte expõe as razões que tornam necessária, hoje em dia, uma profissão integral da fé, sem diminuir em nada a doutrina transmitida pela Igreja.
Em nome da santa e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.
Preâmbulo
1 – Professo e abraço a inteira verdade da fé católica, tal como foi “recebida pelos Apóstolos dos próprios lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou transmitida como de mão em mão pelos próprios Apóstolos conforme lhes ditava o Espírito Santo”, e a seguir conservada fielmente até chegar a nós por uma sucessão ininterrupta na Igreja católica, através da pregação dos papas e dos bispos, dos escritos dos Padres da Igreja e dos teólogos, e das definições dos santos concílios.
2 – Recebo firmemente todas e cada uma das verdades que a Igreja infalível propôs como divinamente reveladas e necessárias para a salvação, seja pelas definições do seu Magistério solene, seja pela unanimidade do seu Magistério ordinário e universal 3. Recebo também tudo o que pertence à doutrina católica em razão de uma conexão necessária com o depósito revelado 4, e tenho por certas as verdades que a Igreja ensinou com constância a fim de preservar esse depósito em face dos erros 5.
3 – Rejeito, consequentemente, todos os erros contrários a essa fé, especialmente os do liberalismo, do indiferentismo, do modernismo, do ecumenismo e do laicismo, condenados pelos papas Pio IX , Leão XIII, São Pio X, Pio XI e Pio XII. Tais erros, com efeito, obscurecem a doutrina revelada, falseiam a Tradição, desfiguram a santa liturgia, corrompem a moral, enfraquecem o espírito missionário e desagregam a ordem social cristã, causando grave prejuízo à salvação das almas.Continuar lendo →
O sacerdote modernista não é mau sujeito, está tentando “chegar” com a “mensagem” da melhor forma que encontra, porque já perdeu a ideia de que está “renovando um “fato” que tem efeitos em e por si mesmo.
Não creio que restem muitos que não pensem que o relato evangélico e muito mais o do antigo testamento não seja um “mito” que tem uma “mensagem” a decifrar, à maneira do mito grego ou de outras religiões. O Mito Bíblico. Que não é algo histórico que ocorreu realmente e que, captando o sentido oculto, este nos ajudará a entender algo de nossa existência. E então me pus a pensar que este assunto da fé nesse conjunto de histórias que foram reveladas ao cristão para que cresse, conselhos para que seguisse e leis para que obedecesse, na medida em que passam a ser entendidas como mitos não necessitam de fé, mas de interpretação (hermenêutica), porém… como os outros mitos, atenção, pois devem necessariamente conter uma maldição!
O que se nos quer dizer com isso de que Deus se encarnou em Jesus de Nazaré? Se é um mito, devemos explicá-lo, extrair a “mensagem”. A missa passaria a ser a teatralização do mito, uma atualização dos símbolos desse mito do Deus encarnado que, com a liturgia da palavra, há que ir esclarecendo para os simples. O sacerdote faz um pouco de teatro e o explica. Isso é a nova teologia e a nova liturgia, e isso explica o porquê da suma importância que tem a “liturgia da palavra”, a explicação do mito, a interpretação do mito. A hermenêutica. Quanto ao que corresponde à “teatralização” do mito, é possível que para a melhor interpretação seja necessário fazer uma “versão adaptada” ao novo público e ao novo tempo, utilizando uma simbologia mais adequada a esse público e a esse tempo, como o filme da Odisseia e como as mil versões adaptadas de “Shakespeare” que há no cinema. E essa “adaptação” depende da perícia e das condições do “adaptador”, que consegue que a “mensagem” chegue de melhor maneira. Ratzinger dizia que a crucificação era o símbolo perfeito para a mensagem do sacrifício pelos outros naquela época do século I, mas hoje se pode dizer o mesmo com a ideia do “trabalho” e se entenderia melhor. E algo parecido com a ressurreição, que naqueles tempos significava que despertou da morte, mas que a mensagem é que “hoje vive em nós” e podemos prescindir daquele símbolo pelo de que o amor torna presente aquele que morreu (“A estranha teologia de Ratzinger”, dizia em sua obra Monsenhor Tissier).Continuar lendo →
Foram nomeadas para o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral pessoas que têm defendido a sinodalidade e mudanças no ensinamento católico sobre a moral sexual.
No final desse texto, algumas das últimas nomeações de Leão XIV.
Na terça-feira, o Papa Leão XIV nomeou uma dúzia de consultores para o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, incluindo várias pessoas que têm defendido a “ordenação” de mulheres ao sacerdócio, a sinodalidade, mudanças no ensinamento católico sobre moralidade sexual e até mesmo uma pessoa com vínculos com o Fórum Econômico Mundial (WEF).
Entre as nomeações feitas pelo Papa Leão em 18 de agosto para o dicastério está Peter G. Kirchschlager, especialista em ética social da Universidade de Lucerna, na Suíça, que afirmou que a Igreja tem um problema não resolvido em relação à impossibilidade da ordenação de mulheres ao sacerdócio. Outro dos nomeados pelo pontífice, o padre Peter Klasvogt, um sacerdote alemão,abraçou o Caminho Sinodal e pediu que o ensinamento da Igreja sobre “sacerdotisas” e moralidade sexual fosse revisto com uma “disposição para mudar”.Continuar lendo →
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, olhai-nos.
Cristo, escutai-nos
Deus Pai celestial, Tem misericórdia de nós.
Deus Filho Redentor do mundo, Tem misericórdia de nós.
Deus Espírito Santo, Tem misericórdia de nós.
Santa Trindade, um só Deus, Tem misericórdia de nós.
Santa Maria, Coração Imaculado de Maria, rogai por nós Coração de Maria, cheio de graça, rogai por nós Coração de Maria, vaso do amor mais puro, rogai por nós Coração de Maria, consagrado íntegro a Deus, rogai por nós Coração de Maria, preservado de todo pecado, rogai por nós Coração de Maria, morada da Santíssima Trindade, rogai por nós Coração de Maria, delícia do Pai na Criação, rogai por nós Coração de Maria, instrumento do Filho na Redenção, rogai por nós Coração de Maria, a esposa do Espírito Santo, rogai por nós Coração de Maria, abismo e prodígio de humildade, rogai por nós Coração de Maria, medianeiro de todas as graças, rogai por nós Coração de Maria, batendo em uníssono com o Coração de Jesus, rogai por nós Coração de Maria, gozando sempre da visão beatífica, rogai por nós Coração de Maria, holocausto do amor divino, rogai por nós Coração de Maria, advogado ante a justiça divina, rogai por nós Coração de Maria, transpassado por uma espada, rogai por nós Coração de Maria, Coroado de espinhos por nossos pecados, rogai por nós Coração de Maria, agonizando na paixão de teu Filho, rogai por nós Coração de Maria, exultando na Ressurreição de teu Filho, rogai por nós Coração de Maria, triunfando eternamente com Jesus, rogai por nós Coração de Maria, fortaleza dos cristãos, rogai por nós Coração de Maria, refúgio dos perseguidos, rogai por nós Coração de Maria, esperança dos pecadores, rogai por nós Coração de Maria, consolo dos moribundos, rogai por nós Coração de Maria, alívio dos que sofrem, rogai por nós Coração de Maria, laço de união com Cristo, rogai por nós Coração de Maria, caminho seguro ao Céu, rogai por nós Coração de Maria, prenda de paz e santidade, rogai por nós Coração de Maria, vencedora das heresias, rogai por nós Coração de Maria, da Rainha dos Céus e Terra, rogai por nós Coração de Maria, da Mãe de Deus e da Igreja, rogai por nós Coração de Maria, que por fim triunfarás, rogai por nós Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Perdoai-nos Senhor Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Escutai-nos Senhor Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Tem misericórdia de nós.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus R. Para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo
Oremos: Vós que nos tens preparado no Coração Imaculado de Maria uma digna morada de teu Filho Jesus Cristo, concedei-nos a graça de viver sempre conforme a sua vontade e de cumprir seus desejos.
Por Cristo teu Filho, Nosso Senhor. Amém
A questão do humanismo surgiu desde o início do cristianismo. São Paulo escreve, por um lado, aos Filipenses (capítulo 4):
“Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, santo, amável, de bom nome, as virtudes, seja isso o objeto de vossos pensamentos.”
E, por outro lado, vejamos os Gálatas (capítulo 6):
“O mundo morreu para mim na Cruz, e na Cruz eu morri para o mundo.”
São Paulo, portanto, começa por discernir o que vem do mundo: é preciso reter do mundo o que é verdadeiro. Mas há mentiras no mundo. O diabo reina nele como mentiroso. É preciso reter o que é nobre. Mas há baixezas no mundo. O senso de honra às vezes se mistura com a vaidade e a ambição. Devemos extrair do mundo o que é justo, mas a injustiça domina o mundo. O que encontramos no mundo é, antes, sede de justiça. É preciso reter do mundo o que nele há de puro. O exemplo natural das crianças, da maioria delas pelo menos, mas o mundo, como vemos com demasiada clareza hoje, está à mercê da imoralidade.Continuar lendo →