NOTA DISSONANTE

Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 de fevereiro, ele abordou a Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, em particular sobre o tema da Igreja como “sacramento… da unidade de todo o gênero humano” (LG1). O Papa afirmou que o plano de Deus é “unificar todas as criaturas através da ação reconciliadora de Jesus Cristo”, realizada na Cruz. O efeito dessa ação é reunir as pessoas apesar das “diferenças”, derrubar os “muros de separação entre indivíduos e grupos sociais”. Este é o plano de Deus: “o que Deus quis realizar para toda a humanidade” é este mistério que “se manifesta em experiências locais, que gradualmente se estendem a todos os seres humanos e até mesmo ao cosmos”.

A ênfase é, portanto, colocada fortemente na unidade dos homens (e até mesmo do universo), a ser restaurada apesar das “fragmentações”, como se fosse um fim em si mesma, respondendo ao anseio de unidade que habita no coração humano. Até mesmo a “união com Deus” é relacionada à “união das pessoas humanas“, que é seu reflexo: “Tal é a experiência da salvação“. Continuar lendo

A TODAS AS MULHERES…

que em todos os dias do ano se espelham “na Mulher” apresentada abaixo e tem-Na como exemplo de conduta de vida, nossos sinceros votos de crescimento espiritual e santificação.nossa-senhora-do-bom-conselhoAssim, parabenizamos a vocês, mulheres católicas, que no seu dia a dia (todos os dias do ano), como filhas de Nossa Senhora:

  • Buscam incansavelmente sua santificação e a santificação de sua família;
  • Que não se importam com comemorações liberais e pagãs;
  • Não se deixam levar por ideologias feministas, esquerdistas e pela moda reinante;
  • Que não querem essa “liberdade” anti-cristã para si e para suas filhas;
  • Que não querem outro espaço a conquistar que não seja o coração do marido;
  • Que sabem, como católicas, que homens e mulheres não são iguais em direitos e deveres;
  • Que sabem, como solteiras, de seus direitos e deveres para com seu estado;
  • Que sabem, como casadas, que não tem os mesmos direitos e deveres de seus maridos (e conhecem seus direitos e deveres para com o marido);
  • Que sabem, como viúvas, de seus direitos e deveres para com seu estado;

Parabenizamos a vocês, mulheres católicas, que todos os dias, como filhas de Nossa Senhora:

  • São virtuosas;
  • São humildes;
  • São generosas;
  • São amáveis;
  • São fiéis;
  • São exemplo de caridade;
  • São benevolentes;
  • São exemplo de modéstia e pudor;
  • Aceitam santamente o sofrimento;
  • Aceitam com paciência todos os filhos que Deus envia;
  • Se entregam à Providência;
  • Que não colocam os bens materiais acima dos bens espirituais;
  • Sabem o que é o verdadeiro amor cristão para com sua família e ao próximo; 
  • Concedem uma educação sobrenatural a seus filhos;
  • São “o sol” de sua casa, iluminando e irradiando alegria, ternura, carinho e amor cristão aos filhos e ao marido;

woman-veil-churchFaçamos hoje pequenos atos de desagravo ao Coração Imaculado de Maria, ao longo do dia. Façamos uma pequena penitência e ofereçamos à Mãe de Deus, pelos muitos membros do clero e pelos muitos católicos leigos que se atrevem a comemorar este dia, fruto do liberalismo (o tal “Dia internacional da Mulher”).

Doce coração de Maria, sede nossa salvação.

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Para saber mais sobre a origem do Dia Internacional das Mulheres e o Feminismo, clique aqui

CARDEAL ZEN PEDE AO PAPA QUE INTERVENHA NO CASO DA FSSPX

Cardeal Zen: "O Papa não compreende a China" | Salve Maria

O cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong, e uma das vozes mais respeitadas do catolicismo asiático, publicou em seu site oldyosef.hkcatholic.com (e também no X) uma reflexão dedicada à situação da FSSPX.

O Caso da FSSPX

Sexta-feira, 2ª Semana da Quaresma

Em relação ao caso da FSSPX, parece que até mesmo os tradicionalistas estão divididos. Isso é compreensível; há dois pontos a considerar.

A.) Um cisma deve ser evitado a todo custo, pois causará danos graves e duradouros à Igreja; mas, por outro lado, B.) uma séria questão de consciência também deve ser respeitada: “Como alguém pode ser forçado a seguir ensinamentos que evidentemente negam a Sagrada Tradição da Igreja?

Então, como o caso pode ser resolvido?

A FSSPX foi enviada para dialogar com o chefe do Dicastério para a Doutrina da Fé, mas há alguma esperança nesse diálogo?

Lendo a primeira leitura e o salmo responsorial seguinte da missa de hoje, parece-me que podemos ver as coisas desta maneira:

José ─ FSSPX

Irmãos de José ─ Cardeal Tucho

Rúben ─ Papa Leão XIV (talvez com a ajuda de Sua Excelência Schneider)

Os irmãos de José o odiavam.

Tucho, que pretende desfazer as tradições da Igreja, como pode não odiar a FSSPX? Ele provavelmente ficará feliz em vê-los excomungados!

Então não há mais esperança?

Aí está Rúben, o bom irmão!

Aí está Leão XIV, o bom Padre!

A unidade da família de Deus lhe é cara! Mas e se seus filhos não aceitarem o Concílio?

O Papa Leão XIV é alguém que ouve! Ele compreende e fará com que seus filhos compreendam que certas coisas perpetradas em nome do chamado “espírito do Concílio“, mas contrárias à Tradição da Igreja, não são do Concílio!

E ​​a Missa Tridentina? Claramente, é um erro querer eliminá-la! O Novus Ordo não respeitou as intenções dos Padres Conciliares (Sua Excelência Atanásio Schneider reuniu ampla evidência a esse respeito).

O Papa Bento XVI, ao falar de uma “reforma da reforma”, admitiu a possibilidade de enriquecimento mútuo das duas formas de liturgia da Missa Romana.

Confiemos no Papa Leão XIV; ele iniciou sua catequese nos Documentos Conciliares; é a eles que todos devemos retornar!

Esse texto, divulgado por ocasião da sexta-feira da segunda semana da Quaresma, recorre ao Evangelho e às leituras da missa do dia para evocar as tensões atuais em torno da Tradição na Igreja.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Nessa meditação, o cardeal Zen aborda diretamente a questão do diálogo entre a Santa Sé e a FSSPX. Inicialmente, recorda que um cisma constituiria um grave prejuízo para a Igreja, e deve ser evitado (a FSSPX não aventa qualquer intenção de causar um cisma: se deseja proceder às sagrações episcopais, é sem a menor intenção cismática, com a única preocupação de assegurar a continuidade de seu apostolado a serviço da Igreja). Além do mais, o cardeal salienta a gravidade do problema de consciência ao qual são confrontados numerosos fiéis ligados à tradição. Fundamentalmente, questiona: “Como se pode obrigar alguém a seguir ensinamentos que negam manifestadamente a santa Tradição da Igreja?” Continuar lendo

VIVER NA PRESENÇA DE DEUS

“Não queirais pois andar (demasiadamente) inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã cuidará de si; a cada dia basta o seu cuidado.(Mt 6, 34)

Fonte:  Le Seignadou – Tradução: Dominus Est

Estas palavras são bem conhecidas. O que é menos conhecido é que elas são de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, infelizmente, não são as mais bem compreendidas. Seria essa uma sentença da filosofia epicurista ou, pelo contrário, de uma máxima do Evangelho? Será que Jesus pretende incitar seus discípulos a uma vida despreocupada? Será que ele se esquece da necessidade de um mínimo de prevenção? O paradoxo é reforçado quando sabemos que é o mesmo Deus que nos ensina a agir com sabedoria e a organizar nossas vidas para não sermos pegos desprevenidos: “Por isso estai vós também preparados, porque não sabeis a que hora virá o Filho do homem.” (Mt 24, 44). Por um lado, Cristo condena a preocupação e a ansiedade estéreis que nos paralisam. Por outro, ele nos encoraja à prudência e à vigilância para viver sob o olhar de Deus. Então, devemos viver na despreocupação do momento presente ou devemos viver em vigilância constante?

Viver no presente de Deus

A verdadeira vida está no presente. É por isso que devemos viver um dia de cada vez, como Nosso Senhor nos recomenda. Continuar lendo

O VERDADEIRO PROGRESSO ESPIRITUAL – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX

Sermão proferido pelo Revmo. Pe. José Maria, no Priorado S. Pio X de Lisboa, no 2º Domingo da Quaresma, sobre como o progresso espiritual não consiste tanto nas consolações espirituais, mas antes na fiel perseverança em cumprir a vontade de Deus.

O COQUETEL INFERNAL DO LIBERALISMO E O MÉTODO REVOLUCIONÁRIO DE ENVENENAMENTO

O coquetel infernal do liberalismo e o método revolucionário de envenenamento (um texto do famoso convertido Padre Joseph Lémann)

Um texto do famoso convertido Pe. Joseph Lémann (1836-1915).

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Desde o princípio, a Revolução foi venenosa, mas com arte, com habilidade; imitou e até superou as misturas de Agripina e Locusta .

Revisemos, por um momento, a Roma pagã: Locusta é uma famosa envenenadora da época dos Césares. Primeiro, ela foi incumbida de matar o Imperador Cláudio, a mando de Agripina. Em seguida, foi convocada ao conselho e incumbida de envenená-lo com engenhosidade! Um veneno de ação rápida demais tornaria evidente o assassinato de Cláudio. Um veneno de ação lenta demais lhe daria tempo para perceber o crime e garantir os direitos de Britânico, seu filho. Locusta compreende e encontra algo sofisticado em termos de venenos, que perturbará sua razão e extinguirá lentamente sua vida. Um eunuco fez o infeliz César beber esse veneno, colocando-o em um cogumelo, que ele saboreia com prazer: ele morre atordoado!

Um ano depois, Locusta se livrou de Britânico, que era um obstáculo para Nero. Desta vez, não lhe pediram um veneno lento, tímido e secreto, como aquele que ela havia preparado com tanta elegância para Cláudio, mas sim um veneno ativo, rápido e fulminante. Britânico caiu morto à mesa imperial. Continuar lendo

JÁ TARDE DEMAIS? – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

Colocando a obediência ao mesmo nível da fé, o cardeal Robert Sarah abstem-se de reconhecer a confusão inaudita que assola a Igreja, o que torna seu apelo à unidade pouco convincente.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O discurso de um conservador

A declaração do cardeal Sarah publicada neste primeiro domingo da Quaresma, dia 22 de fevereiro, e divulgada por meios de comunicação, rapidamente suscitou uma resposta contundente por parte de John-Henry Westen, cofundador e editor-chefe do site americano LifeSiteNews. (Veja o vídeo incorporado em outro post, clicando aqui)

Até aqui, sua Eminência Robert Sarah gozava de certa simpatia por parte dos círculos conservadores da Igreja Católica. Seus posicionamentos em favor do celibato eclesiástico ou contra o “casamento para todos” chamaram a atenção dos católicos perplexos. Prefeito da Congregação para o Culto divino sob o Papa Francisco, não fez mistério de suas reticências em relação à orientação tomada pelo sucessor de Bento XVI. Recentemente, em 24 de maio de 2025, enviado pelo Papa Leão XIV para representá-lo durante as cerimônias pelo quarto centenário do aniversário das aparições a Santa Ana d’Auray, ainda fez declarações sobre o estado presente do mundo e da Igreja que impressionaram as almas.

Um discurso pouco convincente

Apesar de tudo, sua declaração de 22 de fevereiro passado, publicada no Journal du Dimanche sob o título sensacionalista “Antes que seja tarde demais” não conseguiu ofuscar as afirmações de D. Schneider. Continuar lendo

VÍDEO/CURSO 10: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS E O ESTADO DE NECESSIDADE

Primeira parte das explicações do Pe. Raphael Diniz sobre as Sagrações Episcopais de 1988, estudo que se tornou de grande atualidade pelo anúncio das Sagrações de 1º de julho próximo.

CLIQUE AQUI para acessar o vídeo.

Para aprofundar os estudos, acesse a nossa editora e adquira grandes obras sobre o tema: https://www.editorapermanencia.com.br

Recomendamos particularmente:

Marcel Lefebvre – Biografia, por Dom Tissier de Mallerais

Dom Marcel Lefebvre: Do Liberalismo à Apostasia.

Revista Permanência nº 321

Pe. Gaudron: Catecismo da Crise na Igreja.

Romano Amerio: Iota Unum

Gustavo Corção: A Igreja Católica e a Outra.

Entre outros.

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CRUZADA DE ROSÁRIOS PELAS SAGRAÇÕES – MARÇO

Caros fiéis, perante a importância do acontecimento das Sagrações episcopais pela FSSPX no próximo dia 1º de julho, e sendo um evento de tanta transcendência para o bem da Igreja e de nossa pequena família sacerdotal, devemos prepararmos acima de tudo pela oração. Esta, quando comum, chega com mais força ao céu para alcançar o que pedimos: a luz para o Papa compreender a necessidade de Bispos fiéis em tudo à Tradição católica; a força para seus Superiores levar a termo esse combate, inclusive se tiverem que enfrentar pressões ou até ameaças; a perseverança dos futuros bispos no combate pela Fé e pela santa Igreja.

Este buquê espiritual será apresentado à Santíssima Virgem ao termo de nossa Peregrinação nacional ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida (16/06).

Deus vos abençoe

Pe. Juan María de Montagut

Superior da FSPX no Brasil

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O arquivo para a contabilização dos TERÇOS(*) encontra-se aqui: https://fsspx.com.br/pt/news/cruzada-rosarios-pelas-sagracoes-bispos-marco-57547

Ao final do mês, os que não puderem entregar o arquivo em alguma capela ou Missão da FSSPX podem enviá-lo ao email: fsspx.cruzada.bispos@gmail.com

Mesmo que você não seja fiel da FSSPX, reze conosco!!! Ajude-nos!

(*) Nessa cruzada serão contabilizados os terços rezados com essa intenção. Se se reza o rosário, conta-se 3 terços na planilha. Se houver mais pessoas rezando em comum, uma família com 6 pessoas, por exemplo, multiplica-se a quantidade de terços pelo número de pessoas.

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – MARÇO/26

Vídeo: as sagrações episcopais na FSSPX: nem cismáticos, nem excomungados |  Casa Autônoma do Brasil

Caros fiéis,

Na história da humanidade, muitas vezes a verdade incomoda. Um provérbio afegão resume bem esse fato: “Dê um cavalo àquele que diz a verdade, ele precisará dele para fugir”. Situação absurda, mas muito frequente: aquele que aponta o problema torna-se o problema. Esse fenômeno é perfeitamente ilustrado pela atualidade da Fraternidade São Pio X. No último dia 2 de fevereiro, por meio de seu superior, ela anunciou sua intenção de consagrar bispos em julho próximo, motivando sua decisão por um estado de necessidade devido à crise da Igreja. A Fraternidade obriga-nos, portanto, a considerar o elefante no meio da sala. Esta famosa crise da Igreja, que se verifica diariamente em todo o mundo (crise doutrinal, moral, pastoral, litúrgica e até econômica das dioceses), mas da qual não se deve falar. Alguns têm interesse em que essa crise perdure. Outros não têm coragem de enfrentá-la. Todos eles, portanto, concordam em condenar a Fraternidade para preservar seus projetos obscuros, sua covardia ou simplesmente seu conforto.

Mas já não estamos em 1988. Naquela época, a clarividência de Dom Lefebvre e Dom Castro Mayer permaneceu um fato notável, mas isolado. Os corajosos prelados tornaram-se párias. Antigos companheiros de luta, assustados ou cheios de ilusões, entraram numa espécie de reserva indígena constituída pelo motu proprio Ecclesia Dei. Estamos agora em 2026. Muita água correu sob as pontes. Os índios não foram poupados pela Igreja conciliar (expressão usada pela primeira vez por Dom Giovanni Benelli, substituto da Secretaria de Estado de Paulo VI, em junho de 1976). Além disso, essa Igreja conciliar inaugurou outro caminho, no qual todas as religiões conduzem à salvação; outra moral, na qual os pecadores, públicos ou não, podem comungar. Assim, as fontes da vida, que são os sacramentos, tornaram-se fontes de morte, pois “quem come e bebe o Corpo e o Sangue do Senhor indignamente come e bebe a sua própria condenação” (I Cor. 11). “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. As palavras de Nosso Senhor ainda ressoam nas igrejas, mas não produzem mais frutos, pois foram esvaziadas de seu conteúdo. Um trabalho eficaz de destruição conduzido pelo modernismo (releia-se a encíclica Pascendi). Durante esse tempo, a Fraternidade desenvolveu, inegavelmente, um apostolado florescente, autenticamente católico. Continuar lendo

A FARSA DOS MALVADOS “LEFEBVRISTAS” QUE REJEITAM A MÃO MISERICORDIOSA DO VATICANO: UM RESUMO DO QUE DIZEM OS DOCUMENTOS REVELADOS PELA FSSPX.

La bufala dei lefebvriani cattivi che respingono la mano misericordiosa vaticana: cosa dicono in breve i documenti rivelati dalla FSSPX

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Enquanto a narrativa oficial da grande mídia (em parte “católica”) retrata um Vaticano misericordioso que tenta uma mediação final com os “rebeldes” de Ecône, os documentos publicados pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) contam uma história diametralmente oposta. A recente declaração da Fraternidade, apoiada por uma cronologia documental, revela que o diálogo não está “apenas começando”, mas já foi amplamente experimentado e, na verdade, sabotado por reivindicações romanas teologicamente inaceitáveis. Tudo isso, obviamente, admitindo (e não concedendo) que o diálogo com quem nega os fundamentos da doutrina e da razão seja possível em si mesmo.

O fracasso do “diálogo”: mais do que um encerramento, um ultimato.

A narrativa de um “novo rumo” para o diálogo agora se revela uma operação exploratória. Os documentos revelam que as tentativas de reconciliação fracassaram não por obstinação “lefebvriana”, mas pela imposição de cláusulas que teriam obrigado a FSSPX a renegar os ensinamentos da Igreja e, portanto, sua própria razão de ser.

A carta do Cardeal Müller a D. Fellay (6 de junho de 2017) já havia preparado o terreno para o que se configurava como um verdadeiro ultimato. Nesse texto, o então Prefeito da Doutrina da Fé exigia a plena aceitação do Concílio Vaticano II e a legitimidade da Nova Missa, sem margem para qualquer discussão crítica. A resposta da FSSPX sempre foi clara: a Verdade não pode ser trocada por uma regularização canônica, o que configuraria uma “armadilha” doutrinal, que aliás já mostrou seus frutos desastrosos em outras realidades (ver, por exemplo, o caso de Campos). Continuar lendo

UMA CARTA DE DOM JOSEPH STRICKLAND

Dom Joseph Strickland ofereceu um texto memorável sobre a crise da Igreja e a situação após o anúncio das sagrações, que reproduzimos integralmente.

“A paciência é uma virtude. Mas a paciência não significa assistir a morte do sacerdócio enquanto os responsáveis se recusam a agir. A confiança é necessária. Mas confiar não significa fingir que o silêncio é sabedoria quando não o é. A obediência é santa. Mas obediência nunca significou cooperar com a erosão da Fé.”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

A Linha na areia

Todo texano conhece esta história: muito antes de entendermos de política, antes de compreendermos os argumentos, antes de aprendermos a esmiuçar detalhes, aprendemos na escola uma coisa que nos moldou até a medula. Em El Alamo, chegou um momento em que não havia mais cartas a enviar, nem reforços a caminho, nem negociações a tentar. O inimigo estava à porta. Exigia nossa capitulação. E todos sabiam o que a rendição significaria.

Então o comandante – William Barret Travis – reuniu seus homens – não para inspirá-los, não para motivá-los, mas para lhes dizer a verdade. Ele traçou uma linha no chão. De um lado dessa linha estava a segurança – pelo menos por ora. Do outro lado, a morte quase certa. E disse: “escolham”. Apenas um homem recuou. Todos os demais avançaram.

Essa linha na areia não foi traçada para iniciar uma rebelião. Foi traçada para acabar com as ilusões. Cruzá-la não garantia a vitória – somente a fidelidade. E, quer queiramos, quer não, é exatamente essa a situação atual da Igreja. Continuar lendo

O PODER SEM A VERDADE

Interior da Basílica de São Pedro no Vaticano Roma Itália ...

As contradições inerentes às ameaças de sanções dirigidas pelo Cardeal Fernández à FSSPX

Um excelente e essencial artigo do Aquila Blog aponta a grande ferida que a ameaça de excomunhão à Fraternidade São Pio X está revelando: enquanto as autoridades que atualmente dirigem a Igreja se abrem à comunidade LGBT, elogiam Lutero, declaram todas as religiões como caminhos de salvação desejados por Deus, enviam felicitações à comunidade islâmica pelo Ramadã e aceitam todo desvio doutrinal de bispos, padres e teólogos, parecem querer usar a máxima severidade apenas para sancionar aqueles que rejeitam o circo ecumênico-inter-religioso e se mostram zelosamente ligados ao que a Igreja sempre ensinou, à sua Tradição perene. Essa contradição, infelizmente, soa como uma condenação das autoridades que utilizam um conceito abstrato e puramente jurídico da unidade da Igreja, esquecendo-se de que o fundamento último e mais importante de sua unidade é a verdade. A lei suprema da Igreja é a salvação das almas.

Excomunhão sem condenação: a crise de sentido do catolicismo conciliar

Fonte: Vitis Vera – Tradução: Dominus Est

A questão das sagrações anunciadas pela FSSPX e a reação do Dicastério para a Doutrina da Fé revelam um curto-circuito interno que não pode mais ser ignorado: uma Igreja que empunha a arma suprema da disciplina canônica enquanto sistematicamente destrói os pressupostos teológicos que a tornam inteligível. Quando a verdade sobrenatural é substituída por um humanismo “inclusivo”, a excomunhão deixa de ser uma cura para a alma e passa a ser um vestígio de poder. E um poder nu, desprovido de sua finalidade, não gera obediência. Gera apenas ressentimento. Continuar lendo

SIM: ALEA IACTA EST

A Santa Sé à Fraternidade São Pio X: Iniciemos um diálogo ...

Por Dardo Juán Calderón

Fonte: Adelante la Fe – Tradução: Dominus Est

Franca e cordial. Com essa frase as duas partes definem o momento que marca o final das considerações e a inviabilidade da argumentação, dando início aos “fatos”. A sorte está lançada.

Falar que foi franca e cordial não é, de modo algum, hipocrisia diplomática. De um lado e do outro as posições estão marcadas claramente; e sem as ambiguidades a que nos acostumamos até agora, “não pensamos discutir nem o concílio, nem a reforma litúrgica” diz um lado; e o outro “não pensamos aceitar nem o concílio, nem a reforma litúrgica” – mas além desses pontos que documentam e demarcam a liça, ambos sabem que há um abismo espiritual entre os dois, e por isso não cabe irritar-se com uma ninharia. Quiçá me digam que não há “cordialidade” uma vez que há ameaças, mas insisto que a declaração não é mendaz – quem declara sua posição abertamente, abre seu coração. Os anúncios de sanções expressas e definidas não excluem nem a franqueza, nem a cordialidade. Quando a arma não se oculta, todo homem viril agradece a possibilidade de uma boa luta cara a cara, e com coração aberto.

Progressismo e tradicionalismo colocaram as cartas na mesa – e toda a escória que criou o Conservadorismo, de boa ou má fé, para ganhar tempo na esperança de que a confusão permita certa subsistência de meias-verdades, murmuradas por bocas tapadas, em cargos vazios de função mas com algo de prestígio, aguardando que o tempo – um velho traidor – faça o trabalho de que suas vontades fogem. Continuar lendo

O ERRO DO CARDEAL SARAH CONTRA A FRATERNIDADE SÃO PIO X – PELO PROF. MATTEO D’AMICO

Infelizmente, o cardeal caiu no “sirismo” (*), o erro do arcebispo de Gênova de uma obediência excessiva que impediu a maioria dos católicos de se opor à ocupação modernista da Igreja.

Assista a um vídeo com uma Carta Aberta de John-Henry Westen ao Cardeal Sarah no final desse texto.

Fonte: Vitis Vera – Tradução: Dominus Est

O jornal Il Foglio, notoriamente pró-Israel e pró-americano (para dizer o mínimo), publicou um texto do Cardeal Sarah no qual o cardeal lançava uma espécie de apelo à Fraternidade São Pio X para que renunciasse à sagração de novos bispos. É interessante que um jornal ultra-sionista se preocupe com uma questão eclesiológica complexa e se posicione contra a Fraternidade. Mas, além desse aspecto, que merece uma análise mais aprofundada, um ponto no raciocínio de Sarah é interessante: o cardeal se baseia no exemplo batido do Padre Pio que, injustamente suspeito e combatido (entre outros, pelo Pe. Agostino Gemelli), foi proibido de ouvir confissões de penitentes por 12 anos, ordem que respeitou fielmente. A Fraternidade hoje, segundo ele, deveria fazer o mesmo.

No entanto, Sarah desenvolve um raciocínio falho por quatro razões: Continuar lendo

EXCLUSIVO: D. ATHANASIUS SCHNEIDER APELA AO PAPA LEÃO XIV PARA QUE CONSTRUA UMA PONTE ENTRE ROMA E A FSSPX.

Seria uma tragédia se a FSSPX fosse completamente excluída, e a responsabilidade recairia principalmente sobre a Santa Sé.”

Fonte: Substack de Diane Montagna – Tradução: Dominus Est

ROMA, 24 de fevereiro de 2026 — D. Athanasius lançou hoje um apelo ao Papa Leão XIV, após o anúncio da Fraternidade São Pio X (FSSPX) de que prosseguirá com as sagrações episcopais, apesar das advertências do Vaticano de que tal ato “constituiria uma ruptura decisiva da comunhão eclesial (cisma)”.

Intitulado “Um apelo fraterno ao Papa Leão XIV para a construção de uma ponte com a FSSPX”, e publicado exclusivamente abaixo, o bispo auxiliar de Astana apela à generosidade pastoral e à unidade eclesial num momento que ele descreve como decisivo para o futuro da relação entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal tradicional.

D. Athanasius já atuou como visitador do Vaticano aos seminários da FSSPX, o que lhe proporcionou uma visão em primeira mão das estruturas, da liderança e dos fiéis da Fraternidade. Seu apelo surge em meio a um intenso debate no mundo católico, com reações que variam de uma esperança cautelosa de reconciliação a renovados apelos por medidas disciplinares.

D. Athanasius adverte o Papa Leão XIV para que não deixe passar este “momento verdadeiramente providencial” sem uma ação decisiva. Ele alerta que renunciar à oportunidade de conceder o mandato apostólico correria o risco de consolidar o que ele chama de uma divisão “verdadeiramente desnecessária e dolorosa” com a FSSPX — uma ruptura que a história não ignoraria facilmente. Continuar lendo

PROFESSOR DA DIOCESE DE MAIORCA SOBRE O TEMA DAS SAGRAÇÕES: “NEM CISMA, NEM PECADO”

 

O professor Jaime Mercant Simó(*), sacerdote diocesano de Maiorca — doutor em filosofia e direito tomista, professor do Centro de Estudos Teológicos e diretor da biblioteca diocesana — não é membro da FSSPX. Embora não concordemos com todos os pontos de sua declaração divulgada em X, reproduzimo-la abaixo, pois ela demonstra que as futuras ordenações da FSSPX suscitam, além de suas fileiras, reflexões sérias e fundamentadas.

“…não contribuirei para a injusta e desproporcional “demonização” pública. [da FSSPX]”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Vários dos meus leitores me questionaram sobre as próximas ordenações episcopais da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Aqui está a minha posição, expressa de forma pedagógica na forma de perguntas e respostas:

Os “lefebvristas” cometerão um pecado mortal com essas sagrações episcopais?

— Não, absolutamente não.

Não seria um ato cismático?

— Não, formalmente não é.

Por que formalmente não é?

— Porque, para que ocorra um “cisma perfeito”, deve haver uma clara intenção de cometer um ato cismático e de constituir, com os novos bispos, uma jurisdição hierárquica paralela à existente na Igreja Católica Romana. Ora, neste caso, nenhuma dessas coisas ocorrerá. Continuar lendo

D. ATHANASIUS SCHNEIDER REVELA DETALHES DE SUA AUDIÊNCIA COM LEÃO XIV E FALA SOBRE A FSSPX

O site InfoVaticana fornece detalhes da audiência privada de D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, com o Papa Leão XIV, ocorrida em 18 de dezembro de 2025. Em entrevista a Robert Moynihan, divulgada pela Urbi et Orbi Communications, D. Athanasius Schneider (*) revelou parte da conversa que teve com o Sumo Pontífice.

(*) A pedido da Santa Sé, D. Athanasius Schneider visitou os Seminários da FSSPX dos EUA e da Europa há alguns anos atrás apresentando um relatório favorável ao Papa.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Nessa ocasião, ele aprofundou o diagnóstico apresentado ao Papa sobre a situação da Igreja, retomando alguns pontos que já havia destacado em janeiro, quando aludiu à necessidade de uma Constituição Apostólica para garantir a paz litúrgica.

O bispo explicou que a conversa foi “aberta e cordial” e destacou, entre os temas abordados, tanto as feridas que percebe na Igreja quanto o impacto espiritual que a forma extraordinária do rito romano teve em muitos fiéis, especialmente entre os jovens.

As cinco feridas que enfraquecem a Igreja

Assim, D. Athanasius apresentou ao Papa uma lista do que ele definiu como as cinco principais feridas que afetam a Igreja hoje e que, em sua opinião, exigem atenção urgente: Continuar lendo

ASSASSINATO EM 33º GRAU: A INVESTIGAÇÃO DE GAGNON SOBRE A MAÇONARIA NO VATICANO

Assassinato em 33º Grau: A Investigação de Gagnon Sobre a Maçonaria no  Vaticano (Volume 1) | Amazon.com.br

Por Dardo Juan Calderón

Fonte: Adelante la Fe – Tradução: Dominus Est

[Nota do editor: o livro foi publicado, no Brasil, pela Editora Flos Carmeli – veja aqui]

Eis aqui um livro concebido com toda a técnica literária norte-americana para ser sucesso de vendas. Muito bem escrito, muito ameno, com humor e todas as surpresas de roteiro cinematográfico ou de novela de folhetim. Pode-se ler em algumas horas, esperando que aconteça o que promete o título – o que não acontece – mas não importa! o “embuste” de um título com “gancho” perdoa-se facilmente porque você se divertiu e diz: “que bobeira!… isso de infiltração maçônica nunca poder-se-á saber com ciência certa, tampouco a segurança de que houve tal assassinato, ou se existiu tal informe que ninguém viu. Mas dá-nos meios de ter a ideia mais conveniente à nossa fantasia!”

Devemos reconhecer que nenhum livro é “um” livro, mas tantos livros quanto são seus leitores e, em nosso caso, a perspectiva é a partir do mais antiquado “tradicionalismo”, lugar que nos leva às provisórias conclusões que aqui se arriscam e que se fazem desde a comodidade e gratidão de estar fora da ardilosa litis que se conta, longe dos dois bandos, e com a vantagem de ser um observador distante que se alimenta do Vetus Ordo.

Trata-se da luta de dois bandos que dura grande parte do século XX, dentro do Vaticano. Bandos que lutam pelo domínio do governo burocrático, perante uns Papas que não fedem nem cheiram. Melhor dizendo, às vezes fedem e às vezes cheiram, segundo lhes é inspirado o temor. Temor de serem os protagonistas de uma quebra ou cisma da Igreja, cisma que, como a espada de Dâmocles, pendeu sobre suas cabeças fazendo-lhes correr o risco de ficar com o descrédito histórico e eterno de ser, para a posteridade e perante Deus, não o Piloto da Barca de Pedro mas o Capitão do Titanic. Continuar lendo

BEM-AVENTURADOS OS MANSOS, NÃO OS FRACOS!

Jean-Baptiste de La Salle - Wikipedia

Podemos ver claramente que a gentileza não é inata. Ela é aprendida através de uma tríplice formação: formação do coração, formação da mente e formação do discernimento.

Fonte: Foyers ardents, nº 55  – Tradução: Dominus Est

Joãozinho, de três anos, está brincando com carrinhos na sala de estar de seu bisavô, fazendo barulhos tão altos e cansativos que o avô pede aos pais que o levem para brincar em outro lugar.

Ah, não sei se o Joãozinho vai querer… Joãozinho, você poderia ir para o quarto?” Os barulhos continuam mais altos do que nunca.

Ah, desculpe, ele não está me ouvindo, vai se irritar e gritar se eu insistir…” Isso continua até que um tio pega o Joãozinho pela mão, explica que a sala de estar não é uma sala de jogos, motiva-o e cria uma distração indo brincar com ele por alguns instantes no quarto. Quem exerceu a verdadeira virtude da mansidão?

Mansidão e firmeza

São João Batista de La Salle (1651–1719), um grande educador, atribui à mansidão o lugar mais elevado entre as 12 virtudes que exige de um bom professor (1). No entanto, a mansidão não é fraqueza nem tolerância. A mansidão deve ser firme, tendo em vista o bem que se busca alcançar: a prática das virtudes, a santificação, o bem particular de um indivíduo ou o bem comum. Na educação, deve ser combinada com a força para se opor à desordem, a coragem para estabelecer e manter regras de vida equilibradas e a perseverança diante dos obstáculos e fracassos. Continuar lendo

CARTA RESPOSTA DO PADRE PAGLIARANI AO CARDEAL FERNÁNDEZ

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Resposta do Conselho Geral da Fraternidade São Pio X ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé.

Fonte: FSSPX

Menzingen, 18 de fevereiro de 2026
Quarta-feira de Cinzas

Eminência Reverendíssima,

Antes de tudo, agradeço-lhe por me ter recebido no último 12 de fevereiro, e também por ter tornado público o conteúdo de nosso encontro, o que contribui para uma perfeita transparência na comunicação.

Não posso deixar de acolher favoravelmente a abertura a uma discussão doutrinal, manifestada agora pela Santa Sé, pela simples razão de que fui eu mesmo quem a propôs há exatos sete anos, em carta datada de 17 de janeiro de 2019. Naquela altura, o Dicastério não expressou nenhum interesse real por esse tipo de discussão, com o motivo – exposto oralmente – de que um acordo doutrinal entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X era impossível.

De parte da Fraternidade, uma discussão doutrinal era – e ainda hoje o é – coisa desejável e útil. Com efeito, ainda quando não se chegue a um entendimento comum, intercâmbios fraternos permitem a ambas as partes conhecerem-se melhor mutuamente, aprimorarem e aprofundarem os próprios argumentos, aquilatarem melhor o espírito e as intenções que motivam as posições do interlocutor, e sobretudo o seu amor real pela Verdade, pelas almas e pela Igreja. Isto vale, em qualquer tempo, para ambas as partes. Continuar lendo

ORDEM E JURISDIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA DA ACUSAÇÃO DE CISMA

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Fonte: FSSPX

A Fraternidade defende-se de qualquer acusação de cisma e considera, apoiando-se em toda a teologia tradicional e no ensinamento constante da Igreja, que uma consagração episcopal não autorizada pela Santa Sé, quando não é acompanhada nem de uma intenção cismática, nem da colação da jurisdição, não constitui uma ruptura da comunhão da Igreja.

A constituição Lumen gentium sobre a Igreja enuncia no capítulo III, no n.º 21, que o poder de jurisdição é conferido pela consagração episcopal ao mesmo tempo que o poder de ordem. O decreto Christus Dominus, sobre a função pastoral dos bispos na Igreja, enuncia o mesmo, em seu Preâmbulo, no n.º 3. A mesma afirmação é retomada pelo Código de Direito Canônico de 1983, no cânon 375, § 2. Ora, na Igreja, a recepção do poder episcopal de jurisdição depende, de direito divino, da vontade do Papa, sendo que o cisma se define precisamente como o ato daquele que se arroga uma jurisdição de maneira autônoma e sem levar em conta a vontade do Papa. Daí que, segundo esses documentos, uma consagração episcopal realizada contra a vontade do Papa seria necessariamente um ato cismático.

Tal argumentação, que pretende se conclua serem cismáticas as consagrações episcopais a serem realizadas dentro da Fraternidade, repousa toda ela no postulado do Concílio Vaticano II, segundo o qual a consagração episcopal confere a um só tempo o poder de ordem e o de jurisdição. Continuar lendo