VÍDEO/CURSO 13 – AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS

Dom Lourenço Fleichman gravou esta aula antes das sagrações de 1º de julho de 2026, mas o anúncio das sagrações já fora feito. 

Leitura dos textos iniciais entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e as autoridades de Roma.

Acesse o vídeo clicando aqui.

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A INDISPENSÁVEL ORAÇÃO EM FAMÍLIA

“Uma família que reza é uma família que vive.”

Fonte: Apostol n°207 – Tradução: Dominus Est

Rezar em família significa formar, na alegria dos filhos de Deus, uma pequena comunidade cristã que se torna uma célula da Igreja.

É no seio da família que as crianças aprendem a rezar e a perseverar na oração. Para as crianças pequenas, em particular, a oração diária em família é o primeiro testemunho da presença viva do Espírito Santo no lar. A família cristã é o primeiro e principal lugar de educação para a oração!

O que rezar, senão elevar a alma a Deus? O batismo nos torna filhos de Deus e nos permite estabelecer uma relação amorosa e filial com nosso Pai Celestial. A oração é esse elo essencial com o Pai para a vida da nossa alma: ela é o oxigênio da nossa alma! Se não falarmos com Deus, a caridade e a fé gradualmente se dissiparão, e Deus desaparecerá dos nossos corações. Continuar lendo

A PASCENDI EXPLICADA – LUZES DA ENCÍCLICA PARA OS CATÓLICOS DE HOJE

PASCENDI — a monumental encíclica que fulminou a heresia modernista (PARTE  II) – Agência Boa Imprensa – ABIM

“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.”

Papa São Pio X

Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata

Quando voltei a ler a encíclica “Pascendi” (08/09/1907) de São Pio X, tive um profundo sentimento de agradecimento para com o último Papa canonizado. Esse documento é uma pedra angular na defesa verdadeira e equilibrada do catolicismo. Tem a assinatura de um Papa Santo, cheio de Fé e de Caridade. Lembra a voz do Bom Pastor, reconhecida pelas ovelhas. Lembra que não existe pregação caritativa da Verdade sem condenação explícita dos erros e heresias.

O santo Papa do século XX nos entrega nesta encíclica um trabalho fundamental, preciso e paciente. Explica para os católicos, com uma precisão que maravilha, todo o sistema modernista. Define o erro com as palavras adequadas e mostra a raiz do mal. Encontrada a raiz do mal, as soluções e os remédios seguem naturalmente.  

Prezado leitor, o modernista não é utópico, sonhador, idealista. Isso é a sua aparência exterior. O modernista é visceralmente orgulhoso. Orgulhoso na sua inteligência e também na sua vontade. O modernismo é um sistema que mente ao homem sobre a realidade da sua natureza. Atribui ao homem faculdades que não são de seu alcance. Diz assim que: “a religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza.”. E São Pio X conclui: “Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.”. Mas ao mesmo tempo o modernismo recusa reconhecer outras faculdades que são próprias a todos os homens quando conhecem uma coisa qualquer ou uma realidade. Nega a capacidade da inteligência humana de conhecer a natureza, a essência das coisas. Pela abstração a inteligência humana conhece muito mais do que a cor do pôr-do-sol! Conhece a beleza do pôr-do-sol. 

Dessa maneira, o modernista conhece apenas a cor da religião e nada de sua beleza e grandeza essencial. Conhecem ainda as palavras típicas da religião católica, mas sem poder dar definições definitivas a cada uma delas. Usam as palavras Missa, Deus, alma, graça, religião, fé, dogma, tradição para se servir delas e defini-las segundo a experiência religiosa de cada um! O modernismo não quer mais receber de Deus a religião, mas construir uma que o ‘elevará’ até a divinização do Homem pelo Homem. Continuar lendo

OS NÚMEROS DAS SAGRAÇÕES EM ÉCÔNE

Milhares de fiéis em Écône: os números das sagrações episcopais

No dia 1º de julho de 2026, as sagrações episcopais em Ecône reuniu uma multidão de cerca de 65 paises dos cinco continentes.

Participantes

TOTAL: 16.639

CLERO E RELIGIOSOS: 1.422

  • Bispos: 6
  • Sacerdotes: 552 (506 da FSSPX, 46 amigos das mais diversas Ordens, incluindo orientais)
  • Irmãos: 141 (103 da FSSPX, 38 amigos)
  • Seminaristas: 248
  • Religiosas: 475 (166 Irmãs da FSSPX, 63 Oblatas da FSSPX, 246 religiosas amigas das mais diversas Ordens)

FIÉIS: 15.217

Nacionalidades

Mais de 65 nacionalidades estiveram representadas no dia das sagrações.

Nacionalidades dos participantes.

Clero e religiosos

As sagrações episcopais de 1 de julho de 2026 reuniram em Écône uma representação particularmente grande da Fraternidade São Pio X e das comunidades religiosas a ela ligadas.

Clérigos e figuras religiosas estavam presentes.

Voluntários

550 voluntários dedicados, sem os quais nada teria sido possível, trabalharam em diversos departamentos:

  • Posto geral de coordenação e comando
  • Segurança pessoal
  • Serviços médicos e de resgate
  • Trânsito, acesso e estacionamento
  • Recepção e orientação
  • Gestão de posicionamento e fluxo
  • Supervisão de cerimônias e procissões
  • Logística e administração
  • Montagem e instalações
  • Eletricidade e equipamentos técnicos
  • Som e vídeo
  • Decoração floral e sacristia
  • Alojamento
  • Transporte e traslados
  • Restauração e distribuição de água
  • Comunicação e recepção de mídia
  • Informações e anúncios públicos
  • Gestão de voluntários
  • Limpeza e restauração do local

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A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 3/3

Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização

 Fonte: Permanencia

Leia a parte 1 clicando aqui.

Leia a parte 2 clicando aqui.

O primeiro artigo do Pe. Garrigou-Lagrange provocou uma resposta mais ou menos irritada, segundo se pode deduzir do segundo com que o ilustre dominicano respondeu às objeções suscitadas pelo precedente. Esta irritação, em boa parte, procede do fato de ter o Pe. Garrigou-Lagrange sublinhado a inclinação pronunciada da nova teologia para a heresia, se é que não constitui ela mesma uma heresia pura.

Nada mais agasta, ao que parece, aos novos teólogos do que esta pecha de heretizantes. Não obstante, deixando o juízo definitivo à Santa Sé, e, quanto à consciência, a Deus Nosso Senhor, notamos uma semelhança não pequena entre eles e aqueles que, no decurso da história, tentaram dilacerar a túnica inconsútil de Jesus Cristo.

Seu modo de proceder dispersivo, sem uma exposição sistemática, como idéias que surgem espalhadas em diversos lugares e diversos autores, lembra os Modernistas, dos quais notara Pio X, de santa memória, na grande encíclica Pascendi: “os Modernistas, com astuciosíssimo engano, costumam apresentar suas doutrinas, não coordenadas e juntas como num todo, mas dispersas, e como separadas umas das outras, a fim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes” [fn]É interessante observar uma identidade de pensamento e método entre os novos teólogos e os que escritores, como Jules Romains, atribuem a certas sociedades secretas: “Je vous dit, reprit Lengnau (o mestre que iniciava o estudante nos segredos da Loja): même sur le plan mystique. J’insiste: l’Unité en question va plus loin que l’organisation politique, matérielle, même rationelle du genre humain… elle la depasse, la transcende, et du même coup la traîne derrière elle comme un pêcheur traîne son filet… Une foule d’idées traversait précipitamment l’espirit de Jerphanion. Il pensait à Auguste Comte, et au Grand Etre, à tel passage de Hegel, à telle effusion de Renan, à certains hymnes mystérieux de Hugo… “Il a raison de dire quequelque chose rejoint ces hommes-lá. Um certain même avènement a été désiré, annoncé par eux, par d’autres encore. Il y a une tradition de prophéties…” (Recherche d’une Eglise, Flammarion, Paris, pp. 298/9.). — Os grifos são nossos.[/fn]. Continuar lendo

ASSISTA “TRADITIO, POR AMOR À IGREJA” – SÉRIE COMPLETA

A FSSPX lança «Traditio», uma série documental sobre seu apostolado no  mundo – INFOVATICANA

TRADITIO – POR AMOR À IGREJA é uma série documental em três partes dedicada à vida e ao apostolado dos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em todo o mundo. Produzida ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, a série totaliza mais de quatro horas de filmagem e constitui um dos projetos cinematográficos mais extensos e ambiciosos já realizados pela Fraternidade.

CONHEÇA A FUNDO TODA A OBRA DA FSSPX, O SIGNIFICADO DA TRADIÇÃO E O VERDADEIRO TRABALHO DA IGREJA.

Legendas disponíveis em francês, inglês, alemão, espanhol, italiano, português, polonês e holandês. Clique em ⚙️ e depois em «Legendas» para escolher o seu idioma.

PARTE 1 – TORNAR-SE SACERDOTE – UMA OBRA DE FÉ

PARTE 2 – MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA

PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

NEM ÁRIO NEM ATANÁSIO

“The Semi-arians attempted a middle way between orthodoxy and heresy, but could not stand their ground”Cardeal John Henry Newman (1801-1890)

1. Introdução

Há um certo grupo de católicos que, não humildemente e aproveitando-se sofisticamente da clássica definição de virtude1, coloca-se como o caminho certo entre dois desvios do pós-Concílio Vaticano II. Eles se veem como uma bela montanha cercada por dois precipícios, os quais podemos resumir da seguinte maneira:

  • De um lado, os modernistas/progressistas, que dizem: “ainda bem que a Igreja mudou” — celebram a ruptura.
  • Do outro, os tradicionalistas: “infelizmente a Igreja mudou” — lamentam a ruptura.

Para nos salvar desses dois grupos, eis então que vem o “conservador” católico ou, como alguns desse grupo costumam se autointitular, continuístas. Estes, como cavaleiros brancos em armadura reluzente, apresentam sempre os defeitos dos dois lados e, como bons vendedores, colocam-se como a solução verdadeiramente católica. Nem o apego a um passado cristalizado, dizem, nem a tempestade revolucionária.

Não nego que o sofisma tenha seu apelo, caso contrário seus vários fautores não estariam cercados de seguidores de rede social (não que essa métrica signifique algo além de mais problemas para suas almas no Juízo, mas enfim…).

Leia esse excelente texto, por completo, no Verbum Fidelis clicando aqui.
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A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 2/3

Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização

Fonte: Permanencia

Leia a parte 1 clicando aqui.

É natural que se investigue a causa desta nova teologia. Responde um bom juiz, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, que ela procede da freqüência com os mestres do pensamento moderno. “Recolhemos os frutos da freqüência, sem precauções, dos cursos universitários. Querem freqüentar os mestres do pensamento moderno para convertê-los, e deixam-se converter por eles. Aceitam, pouco a pouco, suas idéias, seus métodos, seu desdém pela escolástica, seu historicismo, seu idealismo e todos os seus erros”. (Pág. 142).

Sem achar que aí se encontra toda a explicação, é certo que os novos teólogos almejam a independência dos filósofos modernos diante das decisões da Santa Sé. Aduz o Pe. Garrigou-Lagrange vários testemunhos desta atitude de rebeldia, envolta no menosprezo mais ou menos voltaireano do que é tradicional e venerável, quase diríamos sagrado nas escolas católicas: a filosofia de S. Tomás.

Vimos acima como a definição clássica da verdade não agradou aos novos que a reputam “quimérica e abstrata”. Em outro passo, louva-se um “feliz adormecimento que protege o tomismo canonizado, e também, como dizia Péguy, enterrado, enquanto vivem os pensamentos votados, em seu nome, à contradição”. (Gaston Fessards, S.J., em Etudes de Nov. 1945, pp. 269/70.) (Pág. 133). Continuar lendo

A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 1/3

Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização

Fonte: Permanência 

O Pe. Garrigou-Lagrange, professor no “Angelicum”, que é a Universidade dos Dominicanos em Roma, nos põe a par de uma nova orientação teológica, em dois artigos publicados na revista da mesma Universidade em 1946, fasc. 3 e 4, e 1947, fasc. 2[fn] “La nuovelle théologie oú va-t-elle?” e “Verité et immutabilité du Dogme”. Estes dois artigos, publicados em separata, trazem, respectivamente, a seguinte paginação: 126-145 e 1-16, Nestas notas vêm citados pelas páginas.[/fn]. Como ele diz que é “estrita obrigação de consciência para os teólogos tradicionais responderem (a estas aberrações)”, “do contrário faltariam gravemente ao seu dever, falta de que deverão dar contas a Deus” (pág. 135), parece-nos oportuno comunicar também aos leitores brasileiros o que se passa na Velha Europa (somente lá?) de hostil e perigoso dentro dos arraiais da mesma Igreja. Vamos nos servir do material fornecido pelo grande teólogo dominicano, e restringir-nos às suas informações, esquecendo, no momento, o que possamos conhecer por outras vias

Fonte: Permanencia

I

Cremos poder afirmar — sempre através do que colhemos nos artigos do Pe. Garrigou-Lagrange — que a primeira preocupação da “Nova Teologia” é criar ambiente favorável às suas idéias, que ela reconhece que são novas e, na aparência, chocantes. É assim que estabelece um princípio, à sua primeira vista sedutor: “Uma teologia que não fosse atual, seria uma teologia falsa” (pág. 126) [fn] Esta frase é do Pe. Henri Bouillard, S. J. (Conversion et grâce chez S. Thomas d’Aquin, 1944, pág. 219).[/fn]. Em outras palavras, deve a ciência teológica, como as demais, acompanhar um progresso que não é exclusivo das ciências experimentais, mas se faz sentir também nas disciplinas transcendentes, a Filosofia e a Teologia.

Quando sabemos o medo que têm os homens de passar por retrógrados, percebemos quanto vai de ardiloso nesta afirmação. Mais. Tomam os novos teólogos o cuidado de amortecer os escrúpulos, que porventura possam surgir, diante de uma doutrina muito estranha: “Isto — dizem — parece a princípio uma loucura; não obstante, visto de perto, não deixa de ter sua verossimilhança, e é mesmo aceito por muitos” (pág. 134). A curiosidade, a tentação do novo, o temor de ser tido por espírito tacanho, estreito, sem visão, a ilusão de que a corrente nova é grande e autorizada, levam facilmente os espíritos menos prevenidos a se deixar seduzir. Atesta um professor, em carta ao do Pe. Garrigou-Lagrange, que estes escritos “exercem grande influência sobre os espíritos medianos” (pág. 1452), que são a maioria. Continuar lendo

CURTO-CIRCUITO LÓGICO

Admitir que é necessário resistir aos desvios do magistério atual ao mesmo tempo que se condena a Fraternidade porque ela se dota dos meios para continuar essa resistência não é um verdadeiro curto-circuito lógico?

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Segundo algumas pessoas, denunciar publicamente os desvios do magistério moderno (por exemplo: a bênção de casais homossexuais, a comunhão dada a divorciados que se casam novamente, a negação da corredenção, etc.) seria perfeitamente lícito: não haveria aqui nem desobediência, nem insubordinação, nem cisma.

Por outro lado, consagrar bispos a fim de continuar a denunciar esses mesmos erros e preservar integralmente a fé católica constituiria um ato de desobediência, insubordinação e cisma.

Recordamos inicialmente que ao magistério não infalível é devido, não obstante, um assentimento interior e religioso da mente. Em outras palavras, não basta nem um conformismo exterior nem um silêncio respeitoso: é requerido ao fiel que ele adira sinceramente, por sua inteligência e vontade, ao que a Sé apostólica ensina (Cf. Pio IX, Quanta Cura; Pio XII, Humani generis). É óbvio que existem diferentes graus de assentimento. Aquele que é devido ao magistério infalível é o assentimento de fé, absoluto e incondicional, enquanto o que é devido ao magistério não infalível é o assentimento baseado nas virtudes da obediência e religião, que não é absoluto, mas condicionado. Trata-se, não obstante, de um assentimento: sob o pretexto de que existem diferentes graus de adesão, pode-se transformar o assentimento em dissensão.

Estar em desacordo com o magistério não infalível implica necessariamente uma desobediência ao papa, precisamente porque, como vimos, o assentimento devido a esse gênero de magistério se baseia nas virtudes da obediência e religião. Existe, todavia, uma situação em que é lícito não dar o seu assentimento: “Quando a Igreja, com a igual ou superior autoridade, decide de modo diferente” (J. Salaverri, De Ecclesia Christi, Madri, 1962, p. 707).

Ora, no caso da bênção dos casais homossexuais, da comunhão dada aos divorciados casados novamente, etc., a Igreja já tomou uma decisão, no passado, diferente e definitiva. Logo, é legítimo criticar, inclusive publicamente, os documentos do magistério que contenham esses erros. Não porque o magistério não infalível fosse facultativo em si, mas porque, nesse caso preciso, ele não é e não pode ser vinculativo, porque é contrário ao ensinamento tradicional da Igreja.

Por conseguinte, a Fraternidade faz algo diferente? A razão específica pela qual as consagrações de 1º de julho foram realizadas é continuar a denunciar publicamente os erros presentes no magistério atual e, consequentemente, conservar a fé católica em toda a sua integridade.

Querem uma prova? Toda vez que a Fraternidade procurou chegar a um acordo com Roma, a resposta sempre foi a mesma: os senhores devem dar o seu assentimento ao Vaticano II e ao magistério pós-conciliar, e parar de criticar o magistério contemporâneo do papa, assim como sua pessoa (Cf. documentos citados em anexo).

Querem uma contraprova? Nenhum dos institutos que nasceram da Ecclesia Dei jamais criticou publicamente, em documentos oficiais, os desvios do magistério atual. A única realidade que tinha tentado fazê-lo, os Franciscanos da Imaculada, foi destruída.

Pode-se objetar que as intenções da Fraternidade provavelmente seriam boas, mas que o fim (recusar os erros do magistério atual) não justifica os meios (consagrações sem mandato apostólico). Demonstramos, contudo, num artigo anterior (Nem cismáticos, nem desobedientes), que, na situação atual, consagrar bispos sem mandato apostólico não constitui nem uma insubordinação, nem um cisma, nem uma desobediência. A teologia é clara sobre esse ponto. Desde que a conheça.

Dom Daniele Di Sorco

Anexos

“O novo texto da Declaração doutrinal deverá conter um parágrafo no qual os signatários declararão explicitamente aceitar os ensinamentos do Concílio Vaticano II assim como os do período pós-conciliar, concedendo-lhes o grau de adesão que lhes é devido. Os membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X devem reconhecer não somente a validade, mas também a legitimidade do rito da Santa Missa e dos sacramentos conforme os livros litúrgicos promulgado após o Concílio Vaticano II”

(Carta do cardeal Müller a Dom Fellay, 6 de junho de 2017)

“Prometo fidelidade à Igreja católica e ao Pontífice Romano, Pastor supremo da Igreja, Vigário de Cristo, Sucessor do bem-aventurado Pedro em seu primado e Chefe do Colégio dos bispos, abstendo-me de qualquer declaração pública contrária à sua pessoa ou ao seu magistério (Cf. can. 1373 e 135 CIC).”

(Dicastério para a Doutrina da Fé, Prática para a reconciliação dos padres e leigos oriundos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, 2 de julho de 2026).

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ACESSE NOSSO “ESPECIAL DOS ESPECIAIS” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., CLICANDO AQUI.

APÓS AS SAGRAÇÕES, D. GÄNSWEIN ACUSA A FSSPX DE PROTESTANTISMO: UMA RESPOSTA PONTO A PONTO.

Monsenhor Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI

No dia 4 de julho, o Le Salon Beige publicou uma entrevista com Dom Georg Gänswein, ex-secretário de Bento XVI e atual Núncio Apostólico nos Estados Bálticos. Nela, o prelado formula várias acusações graves contra a FSSPX, em um tom ao mesmo tempo sentimental e doutrinário. Cada uma delas merece uma resposta franca.

Fonte: Medias Presse Info – Tradução: Dominus Est

“Bento XVI levantou a excomunhão como um pai que busca fazer as pazes. Uma mão estendida que eles não aceitaram.”

A frase é comovente. No entanto, também é imprecisa no que sugere.

A FSSPX não rejeitou o levantamento das excomunhões de 2009. Ela a acolheu com gratidão, como um ato de justiça — pois essas excomunhões eram, como já demonstramos em outra ocasião, canonicamente contestáveis. O que a Fraternidade recusou, por outro lado, foi assinar uma profissão de fé que incluísse uma adesão sem reservas aos textos do Concílio Vaticano II — condição que Roma impunha como pré-requisito para qualquer regularização canônica completa.

Mas foi precisamente aí que o diálogo se rompeu, não por obstinação da FSSPX, mas porque os textos em questão levantam problemas teológicos reais que os próprios cardeais, bispos e teólogos, alheios a qualquer corrente tradicionalista, já haviam levantado. Recusar-se a assinar aquilo em que não se acredita não é rejeitar uma mão estendida — é simplesmente honestidade intelectual e fidelidade à fé recebida. Continuar lendo

VÍDEO DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX A APARECIDA – 2026

Na névoa matinal que, nesta época do ano, envolve as colinas de Campos do Jordão (Estado de São Paulo), na terça-feira, 12 de maio, um pequeno grupo de peregrinos inicia o “Caminho da Fé”.

Guiados pelos padres Juan María de Montagut e Cormack McCall, eles percorrerão, durante 5 dias, os 130 km que os separam do santuário mariano de Aparecida. Esse famoso itinerário de peregrinação é sinalizado e possui etapas, assim como em Santiago de Compostela.

“O Caminho da Fé” faz jus ao seu nome, pois, em meio à confusão religiosa propagada pelo protestantismo evangélico, a Santíssima Virgem Maria é o farol que guia os homens para a salvação que somente a Igreja Católica pode oferecer. No Brasil, esse farol manifestou-se de forma impressionante há 300 anos, em 12 de outubro de 1717. Continuar lendo

VÍDEO: EDIÇÃO DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX DE CHARTRES A PARIS

De 23 a 25 de maio de 2026, mais de 7.000 peregrinos da França, Alemanha, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Canadá e Polônia se reuniram aos pés da Catedral de Notre-Dame de Chartres para três dias de caminhada, oração e penitência rumo a Paris.

Este ano, o próprio Cristo nos deu o tema da nossa peregrinação: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor que envie trabalhadores para a sua colheita!” Um convite à oração por vocações sacerdotais e religiosas santas e sólidas, das quais a Igreja precisa hoje mais do que nunca.

Após a missa de abertura e a bênção das bandeiras, juntamente com as intenções de 700 fiéis em oração, os peregrinos partiram para Paris sob um sol já escaldante. 

Saudemos a coragem e o fervor de todos os peregrinos, bem como a dedicação exemplar daqueles que trabalharam nos bastidores para tornar esta peregrinação um sucesso, apesar do calor sufocante.

Que estes três dias de caminhada e oração irradiem luz em nossas famílias, nossas paróquias e nossa comunidade, e nos proporcionem muitas vocações santas!

PUNIÇÕES INVÁLIDAS, SACRAMENTOS VÁLIDOS

“…O que incomoda as autoridades romanas hoje é o nosso apego à doutrina católica e nossa rejeição aos erros do Concílio Vaticano II. Esse é o cerne da questão. O problema é, portanto, doutrinário, e não disciplinar…”

Em um sermão proferido no domingo, 5 de julho de 2026, na igreja do Seminário São Pio X em Ecône, o padre Bernard de Lacoste, diretor do seminário, responde, à luz do direito canônico, às principais questões levantadas pelo decreto de 2 de julho referente às sagrações episcopais e à Fraternidade São Pio X.

Meus queridos irmãos,

No dia 2 de julho, um dia após as sagrações, o Cardeal Fernández publicou um decreto, um decreto severo, referente às sagrações e à Fraternidade São Pio X. Gostaria de dizer algumas palavras sobre este decreto e responder a quatro perguntas em particular: Continuar lendo

DOM SCHNEIDER NOVAMENTE: A FSSPX PERTENCE À NOSSA FAMÍLIA. ELA NÃO ESTÁ FORA DA IGREJA

“Ela não é, de forma alguma, cismática. E precisamos corrigir o próprio significado de ‘cismático’. Nos últimos séculos, tivemos uma visão muito reducionista do que é cisma, uma visão completamente legalista. E também tivemos uma visão reducionista do que é obediência. Chegamos até a absolutizar a obediência ao Papa, que é uma criatura, não Deus. O Papa não é Deus. E, de fato, devo afirmar que na mentalidade de muitas pessoas, tradicionais ou conservadoras, inclusive bispos e cardeais até os dias de hoje —, há uma divinização implícita do papa. Digo implícita. Não formal, não explícita, implícita. Portanto, qualquer desobediência é imediatamente rotulada: você é cismático, porque é desobediente.

Isso era estranho à grande tradição da Igreja. Era completamente estranho aos Padres da Igreja. Sou um estudioso da patrística e, portanto, quando Santo Atanásio desobedeceu ao papa, este o excomungou. E o mesmo fez o Papa Libério. Creio que essa excomunhão foi de natureza formal. Naturalmente, segundo a lei, tratava-se de uma excomunhão. Mas acredito que essa excomunhão foi, aos olhos de Deus, inválida. Como pôde o Papa Libério, que colaborou de alguma forma com os arianos, com tamanha ambiguidade, excomungar o maior defensor da ortodoxia? Aos olhos da história, essa excomunhão do Papa Libério contra Santo Atanásio foi injusta e, creio eu, inválida aos olhos de Deus. 

Penso que neste momento, a questão das sagrações da Fraternidade São Pio X é, de certa forma, providencial. Deus permite isso porque somos uma grande família e a Fraternidade São Pio X faz parte da nossa família. Ela não está fora da Igreja.”

Atanásio Schneider 

CISMÁTICOS BONS X “CISMÁTICOS” MAUS

O Papa Leão XIV e o catolicato Aram I, líder da Igreja cismática armênia, na audiência geral na Praça de São Pedro, Vaticano, em 20 de maio de 2026.

Roma condena a FSSPX em nome do cisma, ao mesmo tempo em que faz vista grossa a cismas bem reais. Ainda se pode falar em coerência?

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É possível ter um raciocínio lógico e, ainda assim, estar errado. Mas o inverso não é possível: afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. É assim que alguns tentam usar as próprias armas da FSSPX, procurando demonstrar a incoerência de uma posição que afirma, ao mesmo tempo, jurar obediência ao papa e, no entanto, desobedecê-lo abertamente. Não se trata aqui de voltar a discutir a fragilidade de tal objeção, que esquece que a autoridade pode falhar.

O objetivo não é discutir novamente a coerência da posição da FSSPX, que já foi amplamente comprovada, aliás —, mas de examinar a coerência da própria Roma. Sem admitir, nem por um instante, que a FSSPX seja cismática, examinemos se Roma é coerente ao tratá-la como tal, tendo em vista sua atitude em relação a grupos verdadeiramente cismáticos: Continuar lendo

RELATOS INDICAM UMA FREQUÊNCIA REGULAR OU CRESCENTE NAS CAPELAS DA FSSPX EM TODO O MUNDO.

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Registros da frequência às Missas de domingo indicam que a ameaça de excomunhão do Vaticano aos fiéis que “aderem” ao “cisma” da FSSPX não desestimulou a frequência às suas capelas.

Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est

Várias reportagens indicam que, desde que o cardeal Víctor Manuel “Tucho” Fernández emitiu um decreto de excomunhão contra a Fraternidade São Pio X (FSSPX) por suas sagrações episcopais, a frequência às capelas da FSSPX permaneceu estável ou  mesmo aumentou.

Republicando fotos tiradas no último domingo em frente às capelas da FSSPX como prova, a Mason-Dixon Latin Mass Mason-Dixon compartilhou no domingo que “as capelas da FSSPX estão lotadas hoje” e que há filas de pessoas tentando entrar nas capelas que se estendem pelas calçadas. 

“As pessoas estão se ajoelhando nas ruas em frente às igrejas apenas para poderem estar presentes no Santo Sacrifício da Missa”, observou a conta do X. Continuar lendo

AS 3 FRATERNIDADES

DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR

Algumas breves palavras sobre três fraternidades.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.

 A fraternidade farisaica não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, tudo com o propósito de condenar Jesus Cristo à morte; ela tinha o diabo como pai, mas fingia ser filha de Abraão; fingia pureza, mas estava podre por dentro, daí a expressão “sepulcros caiados”. E há a fraternidade conciliar, invenção puramente modernista, que busca a unidade com todas as crenças, vendo, como se sabe, uma possibilidade de salvação por meio delas. É uma fraternidade maçônica, falsa, verdadeiramente filha do demônio, à semelhança da primeira que se fazia passar por filha de Abraão, esta se faz passar por católica, e se aquela primeira perseguiu a Cristo, esta outra, na verdade, persegue a Ele, à Sua Igreja, a toda a fé católica, tal como denunciará São Pio X na Encíclica Pascendi: “não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado”, “ela também se faz passar por refrescante, viva, alegre, mas por trás dessa máscara de brancura está totalmente podre, por isso não se hesita em qualificá-la de sepulcro caiado. 

A fraternidade conciliar está consagrada nos documentos conciliares (Dignitatis Humanae, Nostra Aetate) e em diversos documentos escritos pelos Papas pós-conciliares, como o Ut Unum Sint de João Paulo II. mas que eles a colocaram e continuam colocando em prática. A última porcaria recém-saída do forno da tal fraternidade ocorreu há poucas horas, e o veículo Aciprensa a intitula assim: “O Vaticano reúne cristãos e religiões orientais para fortalecer a fraternidade na Europa” (25/6/2026): https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa

 A ACI Prensa continua: “Representantes do cristianismo e das religiões orientais presentes na Europa reuniram-se em Roma para refletir sobre a fraternidade e promover o diálogo e a cooperação inter-religiosos no continente. O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano organizou este encontro, que decorreu entre 23 e 24 de junho na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, sob o título ‘Budistas, cristãos, hindus, jainistas e sikhs na Europa: Construindo a fraternidade através do diálogo e da colaboração‘”. Continuar lendo

MÜLLER, CURA TE IPSUM!

Müller, cura te ipsum!

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Entre os críticos mais severos das sagrações episcopais da FSSPX destaca-se o Cardeal Müller (que acabou de ordenar padres para o IBP), um dos principais expoentes do “conservadorismo”, que comparou os continuadores da obra de D. Lefebvre ao herege Lutero e ao cismático Henrique VIII(1).

Bem, a ambas as acusações pode-se responder tranquilamente: “Médico, cura-te a ti mesmo!”

Quanto a Henrique VIII, que, como é sabido, deu origem a um cisma e a uma hierarquia antirromana para que seu adultério e concubinato fossem legitimados, lembramos que o Eminentíssimo esteve entre os defensores da ortodoxia da Amoris laetitia (aprovação prática do concubinato(2) e entre os críticos das modalidades de apresentação das infames dubia(3). Continuar lendo