O MISTÉRIO DA SABEDORIA

Resultado de imagem para olhando céuToda Sabedoria vem do Senhor Deus e com ele esteve sempre, existindo antes do mundo.

Quem pôde contar a areia do mar, as gotas da chuva, os dias do tempo?

Quem pôde medir a altura do céu, a extensão da terra, a profundeza do abismo?

Quem investigou a Sabedoria divina, que precede todas as coisas?

Antes de todas as coisas foi criada a Sabedoria, a Inteligência prudente existe desde a eternidade.

Fonte da Sabedoria é a palavra de Deus nas alturas e o acesso a ela são os mandamentos eternos.

A quem foi revelada a raiz da Sabedoria? e suas sutilezas, quem as conheceu? E a ciência da Sabedoria, a quem foi revelada e manifestada? Quem compreendeu sua grande experiência?

Só um é o altíssimo, Criador onipotente, rei poderoso e a quem muito se deve temer, assentado em seu trono e dominando tudo, Deus

Ele é quem a criou com seu santo Espírito: Ele a viu, a enumerou e mediu;

Ele a derramou sobre todas as suas obras e sobre cada ser humano, segundo a sua bondade. Ele a concede àqueles que o amam.

O temor do Senhor é glória e honra, alegria e coroa de exultação.

O temor do Senhor alegra o coração, dá contentamento, gozo e vida longa.

Para quem teme o Senhor tudo acabará bem, e será abençoado no dia de sua morte.

O amor de Deus é Sabedoria digna de honra.

Àqueles aos quais se manifesta, Deus a distribuirá para que o vejam e proclamem suas grandes obras.

Eclo 1, 1-15

FOTOS DAS ORDENAÇÕES EM DWILLYN (EUA) – 2017

ordwa1700

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

D. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade de São Pio X, ordenou 9 sacerdotes americanos na sexta-feira, 7 de julho de 2017, na festa dos Santos Cirilo e Metódio e primeira sexta-feira do mês, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Ele também ordenou 6 novos diáconos.

Estas são as primeiras ordenações sacerdotais realizadas nas novas instalações do Seminário Santo Tomás de Aquino. Inaugurado em 4 de novembro de 2016, está localizado em Dillwyn, VA, no condado de Buckingham.

 

Com as ordenações em Ecône em 29 de junho (veja as fotos aqui e aqui) e em Zaitzkofen em 1 de julho (veja as fotos aqui), 23 novos sacerdotes foram ordenados neste verão.

 

A FSSPX conta agora com 635 sacerdotes, são assistidos por 117 irmãos professos e 79 irmãs oblatas. Divididos em 190 casas nos seis continentes, são assistidos por cerca de 20 comunidades de Irmãs da FSSPX e trabalha com várias comunidades sacerdotais e religiosas fiéis à Tradição da Igreja.

 

*****************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

 

NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – QUINTA CARTA – PARTE 3

Resultado de imagem para céu catolicoPodemos mesmo excitar-nos ou animar-nos pela esperança de nos unirmos a um amigo junto de Deus. – Grandes santos foram sensíveis a esta esperança. – Confissão de S. Francisco Xavier. – União sobrenatural de dois corações. – Gradação no parentesco espiritual das almas. – Fraternidade inteiramente espiritual e de escolha.

Podeis ainda ir mais longe. Depois de vos terdes primeiramente consolado, de alguma sorte, pela firme esperança de que a vossa amiga oraria mais eficazmente por vós, se fosse a primeira a subir ao Céu, regozijar-vos-eis também de ali vos reunirdes a ela com o pensamento, e lhe direis: Estaremos um dia reunidas no Paraíso, sim, reunidas junto de Deus: quanto mais nos amaremos então!

Mas talvez se encontre alguém que tente repelir violentamente todos estes sentimentos dum coração amoroso, dirigindo-vos esta censura: “Quê! animar a vossa coragem e excitar-vos a sustentar generosamente os combates deste mundo, em parte pela esperança de vos repousardes no Céu sobre o coração das pessoas que amais, não será uma clara e grosseira imperfeição?”

Respondei que os maiores santos foram sensíveis, ainda mais do que vós, a esta esperança, e que desejavam gozar, ainda na eternidade, dos castos abraços de seus amigos. O apóstolo das Índias e do Japão confirma isto mesmo por sua confissão, feita ao fundador da Companhia de Jesus.

“Dizeis, escrevia S. Francisco Xavier a Santo Inácio, no excesso da vossa amizade por mim, que desejaríeis ardentemente ver-me ainda uma vez antes de morrer. Ah! só Deus, que vê o interior dos nossos corações, sabe quão viva e profunda impressão causou em minha alma este doce testemunho do vosso amor para comigo. Cada vez que me lembro dele, e isto acontece muitas vezes, involuntárias lágrimas me rebentam dos olhos; e se a deliciosa idéia de que poderia abraçar-vos ainda uma vez, se apresenta ao meu espírito (porque, por mais difícil que isto pareça à primeira vista, não é coisa que a santa obediência não possa efetuar), encontro-me num instante surpreendido por uma torrente de lágrimas que nada pode fazer parar”[86]. Continuar lendo

A TEMPERANÇA, VIRTUDE DESAPARECIDA

Resultado de imagem para temperança virtudeRefletir, publicar, escrever sobre a temperança é hoje um desafio. A palavra desapareceu do vocabulário do homem médio, assim como do vocabulário da “elite” intelectual, laica ou religiosa. Quanto a nós, a última vez que a escutamos foi no início do século, em nossa infância, quando o professor instava-nos, à saída da escola, a aderir à uma “sociedade de temperança” ― como as muitas que então havia na Bélgica ― cuja específica finalidade era combater, não as incontáveis formas da intemperança, mas o alcoolismo, que afligia um pouco por toda parte, particularmente na classe operária. O petit Robert dá a ela apenas dois sentidos; um, “didático”: moderação em todos os prazeres do sentido; outro, “corrente”: moderação no beber e no comer, mais especialmente no consumo de bebidas alcoólicas. Ambos se volatilizaram tanto da linguagem da sociedade contemporânea como da terminologia dos moralistas contemporâneos. À exceção de alguns “paleotomistas”, cuja leitura ainda faz nossas delícias, não a encontramos em parte alguma durante um meio-século, nem mesmo nas conversas.

Não podemos sequer dizer com Valéry que «toute chose m´est claire à peine disparue; ce qui n´est plus se fait clarté». Além da palavra que a designa, é a realidade mesma da virtude da temperança que se evaporou da alma dos homens entregues às delícias da “sociedade de consumo” e, daqui a pouco ― ou mesmo, a partir de agora ― aos suplícios da moderna economia materialista em plena crise. Os cristãos ― os católicos ― não escapam desse saldo negativo, tanto no ensino que recebem quanto em sua conduta. A este respeito, estamos em situação idêntica a do fim do Império Romano, tal como veementemente a descrevia Santo Agostinho: «onde encontrar quem, diante de tais monstros de avareza, orgulho e luxúria1, cuja iniqüidade, cuja impiedade execrável constrange Deus a flagelar a Terra, conforme antiga ameaça, quem, volto a perguntar, seja perante eles o que deve e com eles conviva como é preciso conviver com semelhantes almas? Quando se trata de esclarecê-los, censurá-los e, mesmo, repreendê-los e corrigi-los, com bastante freqüência, funesta dissimulação nos detém, ou preguiçosa indiferença, ou respeito humano incapaz de afrontar alguém já de si perturbado, ou temor a ressentimentos que poderiam causar-nos prejuízo e prejudicar-nos no tocante a esses bens temporais cuja possa nossa cupidez cobiça, cuja perda nossa fraqueza receia.»2

Para que fosse diferente, seria preciso que a temperança fosse professada como virtude e mesmo como virtude cardeal que, apesar do lugar que ocupa, depois da justiça, da prudência e da força, não deixa de intervir, se exercida, em quase todas finalidades da vida cotidiana do homem. Como estamos distantes disso! Ora, a temperança é uma virtude, i. é, no sentido esquecido da palavra, uma disposição natural que inclina ao que é segundo a razão: o nome mesmo de “temperança” o indica, pois significa uma certa moderação, um “temperamento”, ou, em termos precisos, uma certa “medida no julgamento e na conduta”; enfim, uma “solução adequada” aos problemas que envolvem os prazeres que o homem não deixa de experimentar no curso de sua vida3. Continuar lendo

DA MENTE PURA E DA INTENÇÃO SIMPLES

Resultado de imagem para cabisbaixoCom duas asas se levanta o homem acima das coisas terrenas: simplicidade e pureza. A simplicidade há de estar na intenção e a pureza no afeto. A simplicidade procura a Deus, a pureza o abraça e frui. Em nenhuma boa obra acharás estorvo, se estiveres interiormente livre de todo afeto desordenado. Se só queres e buscas o agrado de Deus e o proveito do próximo, gozarás de liberdade interior. Se teu coração for reto, toda criatura te será um espelho de vida e um livro de santas doutrinas. Não há criatura tão pequena e vil, que não represente a bondade de Deus.

Se fosses interiormente bom e puro, logo verias tudo sem dificuldade e compreenderias bem. O coração puro penetra o céu e o inferno. Cada um julga segundo seu interior. Se há alegria neste mundo, é o coração puro que a goza; se há, em alguma parte, tribulação e angústia, é a má consciência que as experimenta. Como o ferro metido no fogo perde a ferrugem e se faz todo incandescente, assim o homem que se entrega inteiramente a Deus fica livre da tibieza e transforma-se em novo homem.

Quando o homem começa a entibiar, logo teme o menor trabalho e anseia as consolações exteriores. Quando, porém, começa deveras a vencer-se e andar com ânimo no caminho de Deus, leves lhe parecem as coisas que antes achava onerosas.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – QUINTA CARTA – PARTE 2

Resultado de imagem para céu catolicoFlor duma especial e santa amizade no Paraíso. – Durar assim para sempre é também da verdadeira amizade, segundo S. Jerônimo. – A santa amizade é o prelúdio ou o gozo antecipado do Céu, segundo S. Francisco de Sales. – Célebre visão de S. Vicente de Paulo. – A continuação da amizade depois da morte consolou S. Gregório Nazianzeno, Santo Agostinho e S. Cipriano. 

Talvez vos pareça que só tenho falado, até aqui, dessa geral amizade que existirá no Céu entre todos os religiosos que vivem na mesma comunidade. Mas não se aplicará com mais razão, tudo o que tenho dito, a essa flor duma especial e santa amizade, que o tempo vê algumas vezes germinar entre dois corações pela virtude do sangue de Jesus Cristo? Crede firmemente que esta flor, depois de ter feito as vossas delícias na terra, continuará a exalar o seu perfume na bem-aventurada eternidade, para embalsamar a corte celeste e dar aos santos mais uma alegria.

Os doutores consideram ainda como essencial à amizade, o poder seguir-nos assim até ao seio de Deus.

A afeição que não possa entrar onde nada penetrará que não seja puro, é indigna do nome de amizade. Diz S. Jerônimo: Amicitia quae desinere potest, vera nunquam fuit – a amizade que pode acabar nunca foi verdadeira[80]. Logo que ela não pode ser eterna, não é real; desde que não merece durar sempre, só é aparente ou impura.

A verdadeira, a sincera, a virtuosa e santa amizade sobrevive a todas as separações da morte, para reunir nas sublimidades do Céu, no ápice da bem-aventurança, os corações e as almas que ela unia neste vale de lágrimas e de misérias. Continuar lendo

FOTOS DAS ORDENAÇÕES EM ZAITZKOFEN (2017)

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Após as ordenações em Ecône, no sábado, 1 de julho de 2017, na festa do Preciosíssimo de Nosso Senhor, D. Bernard Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, ordenou 2 seminaristas do Seminário do Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen, na Alemanha .

Estes jovens levitas são oriundos da Alemanha e na República Checa. O fundador da FSSPX, Dom Marcel Lefebvre, disse uma vez ver um sinal de Deus, no fato de que esses jovens animados por uma autêntica fé católica e vindos dos quatro cantos do mundo, se juntarem à Fraternidade.

Todos tiveram o prazer de reconhecer a juventude das tropas da Tradição. Jovens, mas guardiões de costumes e tradições de identidades, como a bela delegação tcheca com roupas tradicionais.

Além de D. Tissier de Mallerais, estiveram presentes quase quarenta padres, incluindo Pe. Niklaus Pfluger, Primeiro Assistente Geral e Pe. Christian Thouvenot, secretário-geral, que impôs as mãos aos dois ordenandos.

*****************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

GRANDE SORTE…

Imagem relacionadaFoi na Ásia. Um missionário estava a visitar uns povoados onde havia cristãos. Uns 15 quilômetros antes de alcançar sua meta ao passar perto de uma casa desconhecida, ele ouviu, para sua admiração, a reza em voz alta da Ave-Maria.

Parou uns instantes. De repente, acorrem duas pessoas, pedindo-lhe que apeasse do cavalo, pois na casa havia um homem as portas da morte, e ainda não era batizado. Entrou, e, depois de tê-lo saudado, diz-lhe o Padre:

– Como sabes rezar a Ave-Maria tão bem, e não és cristão?

– Padre, murmurou o moribundo, certa vez, passou por aqui um cristão e deu-me um papel com essa oração, afirmando-me que daria sorte a quem recitasse com piedade. Decorei-a e rezei-a muitas vezes.

De fato, Nossa Senhora deu-lhe a grande graça.

Pois o doente foi batizado, e instantes após sua alma voou para junto dos eleitos.

*    *    *

Não há dúvida, Maria é a melhor das mães.

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.

UMA AJUDA ESSE MÊS!

Resultado de imagem para caridadePrezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vocês que acessam e gostam de nosso blog, vocês que acompanham as ações da FSSPX pelo mundo, vocês que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor, vocês que sabem que a Tradição é a única solução para a restauração a Igreja… AJUDE-NOS! 

Estamos, mais uma vez, pedindo vossa ajuda nessa campanha em prol da compra de um terreno e futura construção de mais uma Capela para a Tradição e para a Santa Igreja. Sabemos que o caminho é longo e árduo, por isso, toda ajuda é importante.

CLIQUE AQUI E SAIBA COMO!

Faça um gesto nobre de caridade, por amor à Santa Igreja!!

Ad Majorem Dei Gloriam

Aproveitamos para agradecer a todos que nos ajudam ou ajudaram em algum momento nessa campanha, mesmo de forma anônima. Contem com nossas orações.

Que Nossa Senhora os conduza ao caminho da santidade.

OUTRAS BELÍSSIMAS FOTOS DAS ORDENAÇÕES EM ECÔNE – 2017

Além das daquelas que já postamos, publicamos agora outras belíssimas fotos das ordenações de 12 padres e elevação de 6 diáconos ocorridas no Seminário Internacional da FSSPX, em Ecône, dia 29 de junho de 2017.

PROCISSÃO DE ENTRADA

PROSTRAÇÃO DOS ORDENANDOS

IMPOSIÇÃO DAS MÃOS

O SACRAMENTO DA ORDEM

AS PRIMEIRAS BÊNÇÃOS

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – QUINTA CARTA – PARTE 1

Resultado de imagem para céu catolicoReconhecimento dos amigos ou a amizade no Céu

Todos os santos se têm comprazido no pensamento de reconhecer e amar ainda no Céu os seus amigos. – Sentimentos do B. Etelredo. – Palavras do P. Rapin. – Santo Ambrósio. – O Santo Cura d’Ars. 

SENHORA,

Além do estreito círculo da família, pode a amizade estender a vasta esfera das nossas afeições.

O Homem-Deus quis ter amigos na terra, e dignou-se reuni-los em volta de Si no Céu. A Seu exemplo, os mais santos personagens deixaram dilatar o amor de seu coração; todos tiveram amigos escolhidos entre mil, e todos se têm regozijado com o pensamento de os reconhecerem e amarem ainda na eterna glória.

Também escreveram admiráveis páginas a respeito da verdadeira e perfeita amizade, que é toda espiritual. 

Apenas vos citarei uma que diz particular respeito ao nosso assunto. É do bem-aventurado Etelredo ou Aelredo, contemporâneo de S. Bernardo e abade da ordem dos Cistercienses, na Inglaterra. É uma conversa com um amigo.

Aelredo. Suponhamos que não haja neste mundo pessoa alguma além de vós, e que todas as delícias, com todas as riquezas do universo, estejam à vossa disposição, ouro, prata, pedras preciosas, cidades muradas, acampamentos fortificados por torres, grandes edifícios, esculturas e pinturas. Suponhamos ainda que estejais restabelecido no antigo estado, e que todas as criaturas vos sejam submissas como ao primeiro homem. Pergunto-vos: Todas estas coisas poderiam ser-vos agradáveis sem um companheiro?

Gualter. Não, por certo.

Aelredo. Mas se tivésseis somente um companheiro cuja língua ignorásseis, cujos costumes desconhecêsseis, e cujo coração e espírito vos fossem ocultos? Continuar lendo

CRUZADA DE ROSÁRIOS – JULHO 2017

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aos que estão em oração conosco na NOVA CRUZADA DE ROSÁRIOS DA FSSPX, segue abaixo a planilha para acompanhamento em JULHO.

Julho

Os que quiserem informar a quantidade de terços e sacrifícios oferecidos em junho podem nos enviar pelo gespiox@yahoo.com.br que repassaremos ao Priorado de São Paulo para a contabilização.

Que Nossa Senhora nos mantenha fiel na verdadeira Fé.

BREVE CRÔNICA DA OCUPAÇÃO NEO-MODERNISTA NA IGREJA CATÓLICA – PARTE 6

Para ler a Primeira Parte clique aqui.

Para ler a Segunda Parte clique aqui.

Para ler a Terceira Parte clique aqui.

Para ler a Quarta Parte clique aqui.

Para ler a Quinta Parte clique aqui.

AS “NOVIDADES CONCILIARES”, QUINTESSÊNCIA DA NOVA TEOLOGIA

Vamos nos debruçar aqui sobre as “novidades conciliares” em suas grandes linhas, examinando somente alguns textos do Vaticano II, a saber: Lumen Gentium nº 8; Unitatis Redintegratio c. I nº 3; Nostra Aetate;Dignitatis Humanae; Gaudium et Spes e Lumen Gentium c. III. 

Temos de deixar de lado, por razões de concisão, outros documentos importantes do Vaticano II, como por exemplo, Dei Verbum e outros acontecimentos graves decisivos, como as tratativas informais da Santa Sé, por intermédio do cardeal Bea, com os representantes do judaísmo mundial a fim de chegar a uma representação favorável ao judaísmo no documento Nostra Aetate; ou ainda a escandalosa e deliberada ausência de condenação do comunismo (por razões ecumênicas): era a condição posta pelo governo soviético para a presença de representantes do patriarcado ortodoxo de Moscou no Vaticano II como “observadores”, com o abandono da petição apresentada pelos 450 padres conciliares…

Lumen Gentium

A constituição dogmática Lumen Gentium afirma: “… a única Igreja de Cristo […], constituída e organizada neste mundo como uma comunidade subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e os bispos em comunhão com ele”.[1]

Trata-se de uma única palavra: “subsiste”, mas de uma palavra sustentada por uma questão de fé, e uma das mais graves.

A doutrina católica, na verdade, sempre identificou a única, verdadeira Igreja de Cristo com a única Igreja católica romana, excluindo a diversas seitas heréticas e cismáticas que se separaram dela ao longo dos séculos. Trata-se, em última análise, da questão mais importante na vida de cada homem, a da verdadeira religião e da verdadeira Igreja na qual poderemos encontrar a vida eterna. A voz da Tradição e dos Padres da Igreja sempre foi unânime neste assunto.

“O homem não pode se salvar senão na Igreja Católica”. Lembrava Santo Agostinho de Hipona, enquanto que “fora da Igreja Católica ele consegue tudo, menos se salvar. Ele consegue cargos, ele pode receber os sacramentos, pode cantar ‘aleluia’ e responder ‘Amem’, pode ter o Evangelho, ter fé e pregar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas em nenhum lugar além da Igreja Católica ele poderá obter a salvação”[2].

O esquema da Comissão preparatória do Concílio tinha afirmado com clareza a doutrina eterna, reafirmando que “a Igreja de Cristo é a Igreja Católica”[3]. Os neo-modernistas, ao contrário, conseguiram introduzir no novo texto conciliar o “subsiste” (subsistir), abrindo assim as portas para a demolição da Igreja e a ruína eterna de todos, católicos e não-católicos, através do ecumenismo atual, que considera todas as confissões cristãs heréticas e cismáticas — “ortodoxas”, anglicanas, luteranas, etc. — como já fazendo parte, se bem que não plenamente, da única Igreja de Cristo, na qual a Igreja Católica limitar-se-ia justamente a “subsistir”, sem se identificar com ela de modo exclusivo. Continuar lendo

FOTOS DA TOMADA DE HÁBITO E PRIMEIROS VOTOS DAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Na sexta-feira, 23 de junho de 2017, Festa do Sagrado Coração de Jesus, foi realizada em Vigne di Narni, no Distrito da FSSPX na Itália, a cerimônia de tomada de hábito e profissão religiosa dos primeiros votos para, respectivamente, 2 postulantes e 3 noviças da comunidade Irmãs Consoladoras do Sagrado coração .

Duas novas noviças tomaram o hábito e receberam como nome: Irmã Maria Madelena do Amor Misericordioso e Irmã Maria Bernadette de Jesus Crucificado. Ao lado delas a irmã Marie Catherineirmã Claire e Irmã Marie Véronique fizeram seus primeiros votos.

Foi o Padre Emmanuel du Chalard, sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Assistente do Superior do Distrito da Itália e Capelão Geral das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração de Jesus (que cuidam de um orfanato e uma escola na Índia) quem oficiou a cerimônia. Estavam juntos a ele uma dúzia de confrades, incluindo Pe. Alain-Marc Nély, Segundo Assistente do Superior Geral da FSSPX e Pe. Robert Brucciani, Superior do Distrito do Reino Unido .

Há 21 anos, em 1996, quando a cooperação entre comunidade das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração e a Fraternidade São Pio X começou, elas eram 6 religiosas professas. No final de 2016 já eram 16 professas, 5 noviças e 2 postulantes.

– Na Casa Mãe de Vigne di Narni (Itália): 7 professas, 3 noviças e 2 postulantes.

– No Priorado de Montalenghe (Itália): 4 professas.

– No orfanato que mantém na Índia: 5 professas e 2 noviças são dedicam a 70 meninas e 10 idosos ou enfermos.

Elas são ajudadas por voluntários – muitos jovens ocidentais que oferecem vários meses de serviços no orfanato – além dos responsáveis pela cozinha e casa de manutenção, sem contar o motorista, o segurança e o responsável por cuidar de 10 vacas.

FOTOS DAS ORDENAÇÕES EM ECÔNE 2017: 12 SACERDOTES E 6 DIÁCONOS

Seis novos diáconos e doze novos padres para transmitirem a herança de Mons. Marcel Lefebvre

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 29 junho de 2017, na festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, no seminário de Ecône (Suíça), D. Alfonso de Galarreta, ordenou 12 novos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X: 11 franceses e 1 espanhol.

Ele também elevou ao diaconato 6 alunos do quinto ano: 5 franceses, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e das comunidades amiga, e 1 inglês.

Dirigindo-se aos ordenandos, Mons. de Galarreta disse:

“Esta fé que os senhores devem ensinar, é a verdade de Cristo, de seu evangelho, da Tradição, do magistério de sempre, da Fé de sempre. Esta é a doutrina de Cristo transmitida pela Tradição e pela Santa Igreja, e é isso que deve ensinar o padre.

O que é exigido dele é que seja fiel e ensine pura e fielmente esta doutrina de Cristo e nada mais. Sem essa fé, não podemos agradar a Deus. E qualquer coisa que não proceda dessa fé é pecado e cisma e está fora da unidade da igreja. Onde não há conhecimento da verdade imutável e eterna, há apenas falsa virtude. […]

A situação atual é de uma crise fé na Santa Igreja. Monsenhor Lefebvre dizia que este espírito liberal e modernista do Concílio Vaticano II triunfou e penetrou até o mais alto ponto da Igreja. Mistério da iniqüidade … “

Em seguida, eles encontraram seus parentes e amigos, a quem deram suas primeiras bênçãos, com grande emoção, que era nítida em seus rostos.

Estes jovens sacerdotes receberam, durante a missa, a imposição das mãos de 3 bispos e 143 sacerdotes que estiveram presentes na cerimônia, onde viram crescer o futuro da Tradição. Os fiéis vieram em grande número para comungarem desta alegria inexplicável. 

**************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

*********************************

NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – QUARTA CARTA – PARTE 3

Resultado de imagem para céu catolicoConformidade de sentimento e de linguagem em todos os lugares. – S. Cipriano. – S. Teodoro Estudita. – Elogio que faz de sua mãe. – Cartas de consolação que ele escreve. – Pura alegria dos esposos no Céu. – Santa Francisca Romana e seu filho Evangelista. – Alegria dos pais e dos filhos no Paraíso.

Mas esquecia-me de que prometera percorrer todo o horizonte da Igreja, para vos mostrar a sua conformidade de sentimentos e de linguagem sobre todos os pontos.

Na África, eis S. Cipriano que foi educado no paganismo, e só abraçou a continência depois da sua conversão. Eleito Bispo de Cartago e condenado ao martírio, consolou os fiéis por ocasião duma epidemia que então grassava e que os ameaçava de morte. Que lhes disse ele? Dirigiu-lhes palavras que a Santa Igreja recorda aos seus sacerdotes, na oitava da festa de Todos os Santos. Ei-las:

“Visto que vivemos na terra como estrangeiros e viajantes, suspiremos pelo dia que nos conduzirá à nossa habitação e nos reintegrará no Reino dos Céus. Qual é aquele que, estando exilado, não se apressaria a voltar à sua pátria?

Qual é aquele que, obrigado a regressar por mar aos lares pátrios, não desejaria ardentemente um vento favorável, a fim de poder mais cedo abraçar aqueles que lhe são queridos?

A nossa pátria é o Paraíso, e os patriarcas, nossos antepassados, já aí nos precederam. Apressemo-nos, pois, e corramos para ver a nossa pátria e saudar os nossos maiores! Somos esperados por um grande número de pessoas que nos são queridas; somos desejados por uma grande multidão de parentes, de irmãos e de filhos que, seguros da sua imortalidade, se conservam ainda solícitos pela nossa salvação. Ir vê-los, ir abraçá-los, ah! que alegria para nós e para eles![67]”

Entre os gregos, em Constantinopla, um dos campeões mais intrépidos da ortodoxia contra os iconoclastas do Oriente, S. Teodoro Estudita, tinha entrado em religião na idade de vinte e dois anos, sob a direção dum tio materno, a quem sucedeu no governo. Teve a ventura de fazer, na presença de todos os religiosos, o elogio fúnebre de sua mãe, panegírico que o cardeal Mai traduziu e publicou, elogio que um coração amoroso não pode ler sem uma profunda comoção. Apenas soube que a sua enfermidade era mortal, escreveu-lhe uma carta afetuosa e consoladora, em que chegou a dizer: Continuar lendo

A REVOLUÇÃO DAS ÁRVORES

Imagem relacionadaEm sutil alegoria de Joergensen, um altaneiro jequitibá concebeu um plano arrojado: “Irmãs, disse ele às árvores da selva, deveis saber que a terra nos pertence: pois vede, tanto o homem como os animais de nós dependem; sem nós não podem existir. Alimentamos as vacas, as ovelhas, as aves, as abelhas, tudo enfim de nós vive, somos o centro de tudo, o próprio humus da floresta é formado por nossas folhas caídas e decompostas. Só um poder há acima de nós: é o sol. Verdade é que dizem depender dele nossa vida. Contudo, irmãs, reparai bem, estou convencido que isso não passa de fábula para meter-nos medo. Qual! Não podermos viver sem o sol? Antiquada lenda supersticiosa, indigna de plantas modernas e esclarecidas…”

O jequitibá interrompeu-se por um momento. Umas figueiras seculares e um cedro majestoso, de idade avançada, meneavam suas copas em sinal de desaprovação, mas as árvores novas aplaudiam animadamente de todos os lados.

O jequitibá retomou o lanço e continuou:

“Bem sei que há entre vós uma facção de ignorantes e atrasadas, o partido das velhas que ainda acredita em fábulas. Eu, entretanto, ponho minha esperança no sentimento de autonomia e independência da nova geração vegetal. É tempo de sacudirmos o jugo do sol. Então surgirá uma descendência livre, uma linhagem nova de maior nobreza. Eia! vamos à luta pela liberdade! Ah! velho lampião do céu, teu reino findou!”

As últimas palavras do agitador perderam-se na tempestade de aplausos que estrugiam de todos os lados; o entusiasmo juvenil, manifestado com turbulência desusada, abafou também as censuras e protestos das árvores velhas.

“Comecemos pois a luta contra o sol”, comandou o jequitibá. Continuar lendo

DO HOMEM BOM E PACÍFICO

Resultado de imagem para homem olhando para o horizontePrimeiro conserva-te em paz, e depois poderás pacificar os outros. O homem apaixonado, até o bem converte em mal e facilmente acredita no mal; o homem bom e pacífico, pelo contrário, faz com que tudo se converta em bem. Quem está em boa paz de ninguém desconfia; o descontente e perturbado, porém, é combatido de várias suspeitas e não sossega, nem deixa os outros sossegarem. Diz muitas vezes o que não devia dizer, e deixa de fazer o que mais lhe conviria. Atende às obrigações alheias, e descuida-se das próprias. Tem, pois, principalmente zelo de ti, e depois o terás, com direito, do teu próximo.

Bem sabes desculpar e cobrir tuas faltas, e não queres aceitar as desculpas dos outros! Mais justo fora que te acusasses a ti e escusasses o teu irmão. Suporta os outros, se queres que te suportem a ti. Nota quão longe estás ainda da verdadeira caridade e humildade, que não sabe irar-se ou indignar-se senão contra si própria. Não é grande coisa conviver com homens bons e mansos, porque isso, naturalmente, agrada a todos; e cada um gosta de viver em paz e ama os que são de seu parecer. Viver, porém, em paz com pessoas ásperas, perversas e mal educadas que nos contrariam, é grande graça e ação louvável e varonil.

Uns há que têm paz consigo e com os mais; outros que não têm paz nem a deixam aos demais; são insuportáveis aos outros, e ainda mais o são a si mesmos. E há outros que têm paz consigo e procuram-na para os demais. Toda a nossa paz, porém, nesta vida miserável, consiste mais na humilde resignação, que em não sentir as contrariedades. Quem melhor sabe sofrer maior paz terá. Esse é vencedor de si mesmo e senhor do mundo, amigo de Cristo e herdeiro do céu.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

A IMAGEM VIVA

Resultado de imagem para coroa rei

Fonte: SSPX District of Great Britain – Tradução: Dominus Est

O JOVEM REI

Era uma vez um jovem rei. Ninguém sabia que ele era um rei porque seus antepassados ​​tinham sido derrotados em batalha e o reino havia passado para outras mãos. No entanto, o jovem ainda era legitimamente um rei e tinha autoridade natural e sabedoria, além de cuidar daqueles ao seu redor como se fossem seus súditos. 

Caminhando por uma estreita rua lateral da capital do reino, na parte pobre da cidade, o rei avistou uma criança chorando. A criança não tinha pais e foi abandonada nas ruas para encontrar comida e abrigo. O rei parou, sorriu e deu à criança uma sacola de frutas e iguarias que tinha acabado de comprar em um mercado próximo. Mas tão rápido quanto chegou, o rei desapareceu novamente, deixando a criança admirada e feliz, e perguntando quem era o homem misterioso que tinha sido tão gentil. 

Poucos meses depois, o mesmo aconteceu novamente – quando a criança já tinha perdido a esperança, o rei apareceu do nada e deu à criança uma sacola contendo roupas, um pouco de sabão e muita comida. Desta vez, porém, o rei parou para conversar. A primeira coisa que ele disse foi: “Não tenha medo”. 

Com o passar dos meses, os encontros se tornaram mais frequentes – primeiro quinzenalmente, depois uma vez por semana e então quase todos os dias. O rei trazia tudo o que era bom para a criança – não somente coisas materiais, mas amizade e amor paternal. A vida da criança foi transformada por esses encontros; todos os dias, cada momento ocioso, a criança costumava pensar com felicidade no jovem rei … Continuar lendo

NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – QUARTA CARTA – PARTE 2

Resultado de imagem para céu catolicoA segurança de se reconhecerem os parentes no Céu tem consolado todos os santos. – O B. Henrique Suso. – S. Tomás de Aquino. – S. Francisco Xavier. – Santa Tereza. – O seu pensar a respeito da felicidade de uma mãe. – Felizes as pais que têm filhos religiosos. 

Esta certeza de uma especial união com os nossos parentes na eterna bem-aventurança, é uma consolação tão pura e tão doce que tem chegado a fazer as delícias dos próprios santos. Por todos os ventos do Céu, do Oriente, do meio dia, do Ocidente e do Setentrião, nos chegam vozes que testemunham esta verdade.

A Alemanha apresenta-nos, entre muitos outros, o B. Henrique Suso, religioso da Ordem de S. Domingos. O seu nome era Henrique Besg, mas preferiu o nome de Suso, que era o de sua mãe, para honrar a sua piedade e recordar-se dela incessantemente[59].

Esta virtuosa mãe morreu numa Sexta-feira Santa, à mesma hora em que Nosso Senhor foi crucificado. Henrique estudava então em Colônia. Ela apareceu-lhe durante a noite, toda resplandecente de glória:

“Meu filho, lhe disse, ama com todas as tuas forças o Deus onipotente, e fica bem persuadido de que Ele nunca te abandonará em teus trabalhos e aflições. Deixei o mundo; mas isto não é morrer, pois que vivo feliz no Paraíso, onde a misericórdia divina recompensou o imenso amor que eu tinha à Paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

– Ó minha santa mãe, ó minha terna mãe, exclamou Henrique, amai-me sempre no Céu, como fizestes na Terra, e não me abandoneis jamais nas minhas aflições!”

A bem-aventurada desapareceu, mas seu filho ficou inundado de consolação[60].

Em outra ocasião viu a alma de seu pai, que tinha vivido muito apegado ao mundo. Apareceu-lhe cheia de sofrimentos e aflições, fazendo-lhe assim compreender os tormentos que sofria no Purgatório, e pedindo-lhe o socorro das suas orações. Continuar lendo

O TRABALHO

Resultado de imagem para mulher do lar“Ora et labora – Reza e trabalha!” Era esta a divisa usada por uma antiga Ordem. Quanto mais fielmente os membros daquela Ordem se apegavam a esta divisa, tanto melhor se tornava para a sua virtude e perfeição, para a sua alegria e felicidade, para o bom êxito e prosperidade de seu trabalho. Mas, isto que com proveito se aplica aos habitantes do claustro, tem também a sua repercussão para as pessoas do mundo, e para estas, talvez, com mais vantagens do que para as primeiras. Como já incuti em teu coração o amor à oração, quero agora recomendar-te o trabalho.

1º- Trabalha com fidelidade e diligência; pois o trabalho é um dever.

Já no paraíso o homem devia trabalhar, segundo a vontade de Deus. Está escrito no Gênesis (2,15): Deus, o Senhor, tomou o homem e o colocou no paraíso, para que ele o cultivasse. Aliás, o trabalho, era para o homem uma distração doce e suave. Depois da queda, Deus renovou a ordem, o preceito do trabalho. Dirigindo-se a Adão, que representava toda a humanidade, disse: Comerás o pão no suor da tua face, até que tornes a terra, donde foste tirado. (Gênesis 3, 19). Homem algum está isento da lei do trabalho, nem o rico, nem pobre, nem o rei, nem a mocidade (esta principalmente) que é a primavera da vida, o tempo da semeadura.

Na mocidade é que se deve preparar a terra, para que há seu tempo, se logre colher, com abundância: a mocidade é a quadra em que se deve cuidar da árvore, para que mais tarde não produza frutos amargos, insípidos e envenenados. Na mocidade é que se hão de aprender os meios de ganhar a vida e sustentar-se na idade futura. Se a mocidade transcorre-se na vadiagem, então está perdida, e esta perda é, na maioria dos casos irreparável, irremediável. De modo que, justamente para ti, na tua mocidade, a obrigação de trabalhar é muito séria e importante, e deverás cumpri-la conscienciosamente.

Trabalha com fidelidade e diligência, pois o trabalho é uma honra. Não é de fato uma honra o tornar-se semelhante ao divino Salvador, trabalhar, como Ele o fez? Como Jesus trabalhava com diligência e boa vontade! Na oficina de Nazaré, no decorrer de muitos anos, dia a dia, o suor Lhe gotejou de face, quando com a enxó na mão, desbastava a madeira. Continuar lendo

AS VIRTUDES MORAIS NA VIDA INTERIOR

Resultado de imagem para garrigou lagrangePara compreender como deve ser o funcionamento do organismo espiritual, é importante saber distinguir, sob as virtudes teologais, as virtudes morais adquiridas, já descritas pelos moralistas da antigüidade pagã e que podem existir sem o estado de graça, das virtudes morais infusas, ignoradas dos moralistas pagãos e descritas no Evangelho. As primeiras, como seu nome indica, adquirem-se pela repetição dos atos sob a direção da razão natural mais ou menos desenvolvida. As segundas são ditas infusas, porque somente Deus pode produzi-las em nós; não são o resultado da repetição de nossos atos: recebemo-las no batismo, como partes do organismo espiritual e, se tivermos a infelicidade de perdê-las, a absolvição no-las restitui. As virtudes morais adquiridas, conhecidas dos pagãos, possuem um objeto acessível à razão natural; as virtudes morais infusas possuem um objeto essencialmente sobrenatural, proporcionado ao nosso fim sobrenatural, que seria inacessível sem a fé infusa na vida eterna, na gravidade do pecado, no valor redentor da Paixão do Salvador, no penhor da graça e dos sacramentos1. 

Com relação à vida interior, falaremos primeiramente das virtudes morais adquiridas, depois das virtudes morais infusas e, enfim, das relações de umas com outras.

As virtudes morais adquiridas 

Elevemo-nos progressivamente dos graus inferiores da moralidade natural àqueles da moralidade sobrenatural. Notemos de início, com Santo Tomás, que no homem em estado de pecado mortal costumamos encontrar falsas virtudes, como a temperança no avaro; ele a pratica não por amor do bem honesto e razoável, não para viver segundo a reta razão, mas por amor deste bem útil que é o dinheiro. Do mesmo modo, se paga suas dívidas, é antes para evitar os aborrecimentos dum processo do que por amor à justiça. 

Acima dessas falsas virtudes, não é impossível encontrar, mesmo no homem em estado de pecado mortal, verdadeiras virtudes morais adquiridas. Muitos praticam a sobriedade para viver razoavelmente e, pelo mesmo motivo, pagam suas dívidas e fornecem alguns bons princípios aos seus filhos. 

Mas, enquanto o homem permanece em estado de pecado mortal, as verdadeiras virtudes encontram-se em estado de disposição pouco estável (in statu dispositionis facile mobilis), não estão ainda em estado de sólida virtude (difficile mobilis). Por que? Porque enquanto o homem estiver em estado de pecado mortal, sua vontade está habitualmente desviada de Deus; em vez de amá-lO acima de tudo, o pecador se ama a si mais que a Deus, donde a grande fraqueza para realizar o bem moral, mesmo o de ordem natural.  Continuar lendo

NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – QUARTA CARTA – PARTE 1

Resultado de imagem para céu catolicoReconhecimento dos parentes ou a família no Céu

Reflexo dos três principais mistérios da nossa religião na família cristã. – A família recomposta no Céu. – Palavras de Tertuliano. – Exemplo de Nosso Senhor. – Tocante espetáculo que oferecerá o Paraíso. – Jesus e Maria reconhecem-Se. – Maria tem cuidado de Jesus no Sacramento do Seu amor. – Ela conserva sobre o Seu Coração um soberano poder.

SENHORA,

Desejaríeis saber, particularmente, o que acontece à família no Céu, isto é, se Deus ali a recompõe, e se a esperança de possuir vossos parentes na pátria celeste é uma consolação de que possais gozar sem receio, sem escrúpulo e sem imperfeição. Podereis duvidá-lo, quando tantos santos personagens vo-lo afirmam, tanto por seus exemplos como por suas palavras?

Deus coroou de glória e honra a família cristã, e faz brilhar em sua fronte o reflexo dos três principais mistérios da nossa religião. Vede por onde ela começa: – Por um Sacramento que é o sinal sagrado da união do Verbo de Deus com a natureza humana, da união de Jesus Cristo com a sua Igreja, e da união do mesmo Deus com a alma justa.

Quem o disse? Um grande Papa, Inocêncio III[54]. Vede por onde continua: “Maridos, amai vossas mulheres como Jesus Cristo amou a sua Igreja e se entregou por ela; mulheres, amai vossos maridos como a igreja ama a Jesus Cristo e se entrega por Ele”.

Quem o disse? O grande apóstolo S. Paulo (Eph., V, 25).

Vede por onde acaba:  – Pelas relações de origem que os anjos nos enviam, tanto elas nos recordam as da Trindade e nos procuram alegrias; porque o homem é do homem como Deus é de Deus. Homo est de homine, sicut Deus de Deo. Assim o disse um grande doutor, S. Tomás de Aquino[55].

Mas teria mais poder o sopro da morte para destruir esta obra prima, do que a virtude força para lhe conservar o esplendor? E visto que o amor é forte como a morte (Cant., VIII, 6), dar-se-á que a caridade de Deus, que criou a família, que a caridade do homem que lhe santifica o uso, não queira ou não possa refazer eternamente no Céu o que a morte desfez temporariamente na terra? Continuar lendo

E O RAIO NÃO O MATOU…

Resultado de imagem para raios casaQueriolet, inimigo de Deus, vivia cheio de pecados e vícios.

Numa viagem, durante uma terrível tempestade, raios e trovões, aborreceram-no de tal sorte que, chegando a casa, tomou uma espingarda e disparou-a contra o Céu, ameaçando a Nosso Senhor. (Coisa horrível!!)

Orgulhoso por essa desforra, foi deitar-se. Mas a ira de Deus fez-se logo sentir. Um raio fende os ares e penetra no quarto do ímpio blasfemo, derretendo uma das barras da cama.

Tendo depois pegado no sono, viu em sonho o lugar no inferno a ele reservado. Tão impressionado ficou, que pediu ingresso no convento dos religiosos para fazer penitência. Mas as dificuldades e as tentações foram tantas que, saltando os muros do mosteiro, fugiu para o mundo, continuando em seus pecados.

Uma qualidade boa ele tinha. Rezava todos os dias a Ave-Maria.

Certo dia entrou numa Igreja, em que um Padre estava procurando expulsar o demônio de um possesso. Apenas chegara perto, o inimigo infernal o descobriu dentre a multidão e gritou:

“Eis um dos meus! Eis um dos meus!” Queriolet, vendo-se condenado ao inferno por testemunho do próprio demônio, resolveu mudar, de vez, de vida. Aproveitando a ocasião, perguntou ao possesso por que não o fulminara o raio que caíra no seu quarto e fundira a barra de sua cama, deixando a ele ileso.

– O que te valeu, respondeu o diabo, foi a recitação da Ave-Maria. Não fosse isso, estarias a tempo comigo no inferno.

De quantos perigos nos preservam as orações bem feitas à mãe de Jesus!

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.

O ECUMENISMO MODERNO E SEUS ESCÂNDALOS – LITURGIA LUTERANO-CATÓLICA EM SALAMANCA

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Foi presidida sobre pelo bispo Brian Farrell, secretário do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, e por Martin Junge, secretário-geral da Federação Luterana Mundial. O ato contou, entre os pregadores, com cardeal Ricardo Blázquez, arcebispo de Valladolid e presidente da Conferência Episcopal Espanhola e Pedro Zamora, pastor da Igreja Evangélica Espanhola.

O ato consistiu, informa a Universidade Pontifícia de Salamanca, em “uma comemoração ecumênica, entre luteranos e católicos, que reflete em sua estrutura litúrgica básica o tema da ação de graças, da confissão e do arrependimento, e o testemunho e compromisso comum” .

É chamativa a referência à confissão, detestada pelos protestantes na medida que exige a mediação do sacerdote para o perdão dos pecados e rompe a ideia de Lutero da salvação pela sola fide [somente a fé]. Este ato parece desprovido de toda condição sacramental.

Se começa a perder (e, felizmente, diríamos) uma referência à Eucaristia e ao sacramento ordenado a ela, que é da Ordem Sacerdotal. Foram excluídos dessa relação porque, de acordo com Martin Junge, “seu caráter sacramental e a definição teológica do ministério e sua publicação dentro do contexto eclesial não oferece, até o momento, uma base comum com a suficiente convergência para seguir avançando nos processos de unidade“.

E essa realidade é pertinaz: ou os luteranos aceitam a teologia católica da Santa Missa, e então já não serão luteranos ou católicos a abandonam, e, então, já não serão católicos. O que não haverá nunca é uma liturgia luterano-católica, e tampouco foi essa de Salamanca. Foi uma liturgia luterana, embora participando dela um bispo da Cúria e um cardeal.

A dita cerimônia encerrava um congresso de Teologia Ecumênica por ocasião do quinto centenário da Reforma, celebrado sob o título Do conflito à comunhão.

Nela se produziam algumas das vazias declarações que são frequentes no campo ecumênico: “Nossos diferentes tradições teológicas, litúrgicas, espirituais e canônicas são uma variedade de dons que temos de cuidar, compartilhar e apresentar, e dessas legítimas diferenças, aprofundar e lutar pela unidade” disse a reitora da Universidade Pontifícia de Salamanca, Mirian de las Mercedes Cortes Dieguez. Se católicos e protestantes tem apenas “tradições” distintas (de modo que pode ser entendidos os ritos católicos orientais e o latino), se ademais essas tradições são “dons” (entende-se que do Espírito Santo) e se as diferenças que nos separam são “legítimas” … o que detém esse movimento ecumênico oficialista de chegar até as últimas consequências? Se é “legítimo” e é um “dom” que os luteranos celebrem uma “ceia” sem consagração sacramental nem transubstanciação, para que continuar dialogando sobre o tema? Vamos nos unir em um sincretismo absoluto que tolere os opostos e esquecer o princípio da contradição, e pronto!

Tanto mais, como apontou o decano da Faculdade de Teologia, Gonzalo Tejerina Arias, “a unidade não tem marcha à ré, é o futuro do cristianismo: a unidade dos crentes é o único horizonte do futuro do cristianismo“. Dizer que a “unidade” é o futuro é esquecer de que a “unidade” é uma das notas essenciais atuais (não futuras) da verdadeira Igreja. O futuro desejável é que regressem a ela quem delas se separou. Dessa forma, apontar como “único horizonte de futuro” do cristianismo uma união de compromisso entre católicos, hereges e cismáticos é um verdadeiro insulto à virtude teologal da Esperança e uma falta de caridade para com os errantes. É assinalar  que, sem o ecumenismo, a Igreja morreria, contra a promessa de Nosso Senhor da sua sobrevivência até o fim dos tempos.

*************************

Nota do Blog: sobre o verdadeiro ecumenismo, indicamos a leitura da Encíclica Mortalium Animos, de Pio XI