A AMIZADE

Resultado de imagem para sentados banco amigosUma das características mais notáveis da ciência moral que Santo Tomás de Aquino, seguindo aqui a Aristóteles, prescreve dever ser ensinada aos que se preparam para a contemplação, está no fato de que ela não se esgota com a aquisição das virtudes. Ao contrário, o Comentário ao VIII e IX da Ética afirma que mais ainda do que as virtudes, pertence à ciência moral mostrar o que seja a verdadeira amizade entre os homens.

Há várias razões, diz o Comentário à Ética, pelas quais a amizade pertence ao âmbito da ciência moral que deve formar o aluno para a contemplação.

Primeiro, porque pertence à ciência moral tratar das virtudes; ora, a amizade não é uma virtude, mas a verdadeira amizade tem a virtude como sua causa (149).

Em segundo lugar, pertence à ciência moral a consideração de todas as coisas que são necessárias à vida humana, entre as quais é maximamente necessária a amizade, pois ninguém corretamente disposto pelas virtudes escolheria viver possuindo todos os demais bens exteriores sem os amigos (150).

Em terceiro lugar, a amizade concorre para o bem civil, ao qual se ordena a ciência moral, pois as cidades parecem se conservar pela amizade, e por isso mesmo é que os bons legisladores preocupam-se em conservar a amizade entre as cidades mais até do que a justiça, acerca da qual, às vezes, deixam de aplicar as penas para não dar origem a discórdias (151). Continuar lendo

SAGRADA COMUNHÃO

Resultado de imagem para moça comunhão véuLembra-te ainda muito bem do belo dia da tua primeira Comunhão. Que profunda comoção se apoderou de teus queridos pais naquela ocasião! Que é que os sensibilizava tão intimamente o coração? Era o pensamento de que naquele dia uma grande felicidade te ia ser concedida, porque o Divino Salvador, pela primeira vez, entrava em teu coração infantil e te enriquecia com graças preciosas. Teus pais tinham toda a razão! O dia da Comunhão é, sem dúvida, um dia de bênçãos, e isto se diz não somente da primeira Comunhão, senão também de cada uma das que se seguem, contanto que seja recebida digna e piedosamente.

1º- A Sagrada Comunhão te robustece e dá forças contra os perigos que ameaçam a salvação da tua alma.

É justamente no tempo da mocidade, que podem invadir-te numerosas tentações e perigos. Instalam-se, no coração inexperto nesse período de transição todas as espécies de agitações e inclinações que o querem impelir as veredas do pecado. Vêm de fora sugestões perigosas que, justamente nesta quadra, são numerosas. A donzela freqüentando a companhia de outras, ouve conversas levianas que corrompem o coração puro, ou lançam o desprezo e a zombaria sobre a doutrina e a organização cristã!

Quão perniciosamente atua a liberdade de costumes na mocidade, que já não permite se lhe fale de outra coisa! Como são sedutores os exemplos das paixões e abundantes as ocasiões de tornar a vida agradável, cômoda! Como é corrosivo o veneno que inúmeros livros e revistas instilam no coração da mocidade! Sobremodo funesto e pernicioso pode tornar-se para uma donzela, e às vezes por toda a vida, o capitular-se, na presença do perigo e submeter-se ao seu mau influxo. Talvez já tiveste ocasião de observar como toda a esperança, que se deposita numa árvore magnificamente florida, fica inteiramente destruída por uma geada noturna ou por um granizo. Coisa semelhante acontece também com muitas jovens nas quais os pais e parentes depositavam grande esperança. Quão amarga foi à decepção destes! Quão triste lhes saiu e experiência com sua filha que, nesta contínua agitação do mundo, veio a ser cada vez mais leviana! Continuar lendo

SOLICITUDE MATERNAL DE MARIA PARA COM JESUS CRISTO.

Resultado de imagem para maria santíssimaNumquid oblivisci potest mulier infantem suum, ut non misereatur filio uteri sui? — “Pode acaso uma mulher esquecer-se de seu filhinho, de sorte que não tenha compaixão do filho de suas entranhas?” (Is. 49, 15.)

Sumário. Se em geral são indizíveis as solicitudes de uma mãe para com seus filhos, o que dizer das que a Santíssima Virgem teve para com Jesus Cristo, seu Filho e juntamente seu Criador? Se quisermos imitar a divina Mãe, nós também podemos ter as mesmas solicitudes para com nosso Senhor, não somente na pessoa do próximo que o represente, senão para com Ele mesmo, visto que está realmente presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Visitemo-Lo amiudadas vezes e recebamo-Lo em nossos corações.

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Se em geral são indizíveis as solicitudes de uma mãe qualquer para com seu filho, o que dizer então das que Maria teve para com o Menino Jesus, visto que em seu coração se uniu o amor natural mais perfeito ao supremo amor sobrenatural? Tanto que viu Jesus nascido na gruta de Belém, abraçou-O com ternura maternal, tomou-O nos braços, cobriu-O de beijos, e, segundo a revelação feita a Santa Brígida, procurou aquece-Lo com o calor do seu rosto e do seu peito. Em seguida, como refere São Lucas, envolveu-O em paninhos (1). Ó Deus, que grande estima devia a Santa Virgem conceber da pobreza, da humildade, da obediência, ao contemplar o Filho de Deus que estendia as suas mãozinhas para se deixar enfaixar!

Depois de O ter enfaixado, a divina Mãe chega o santo Menino a seu peito virginal para O alimentar com o seu leite. Enquanto assim O alimentava, repetia consigo, cheia de assombro: Ó caridade, ó amor incompreensível de um Deus para com os homens! — Que terão dito os anjos do paraíso vendo o Filho do Pai Eterno feito por nosso amor tão débil, que precisa de um pouco de leite para conservar a vida?
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NECESSIDADE DA AUTORIDADE

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

De acordo com a filosofia política, uma das causas essenciais de qualquer sociedade é a “unidade social”, ou seja, o fato de se ter uma ação comum. Ora, o princípio desta unidade social é a autoridade. Com efeito, um membro de uma sociedade qualquer pode espontaneamente perseguir seus objetivos pessoais. Contudo, se todos fossem deixados à sua própria vontade, não haveria nenhuma ação conjunta.  É próprio da autoridade, ao contrário, determinar a ação comum a qual todos participarão, permitindo aos membros “formar a sociedade”.

A recordação destes princípios nos faz entender que a desintegração da autoridade constitui um problema para uma sociedade. E que isso se torna um drama ainda maior quando o eclipse da autoridade alcança as sociedades que edificam o ser humano, principalmente a família, a Cidade e a Igreja.

Ora, é isto o que infelizmente vivemos hoje. Sofremos a ruína da autoridade, os lideres deixam de mandar, os indivíduos se recusam a obedecer. Na família, os pais renunciam enquanto seus filhos contestam. Nas associações civis, nas empresas, ninguém quer obedecer se não for analisada previamente a ordem dada, enquanto os chefes evitam comandar e “delegam”.”Na cidade, os eleitos estão a mercê dos eleitores, enquanto esses últimos se rebelam a qualquer momento. Continuar lendo

AS ORIGENS DO LIBERALISMO: NATURALISMO, RACIONALISMO, LIBERALISMO

lef4Desde já, podemos ver como todos os erros estão entrelaçados uns com os outros: liberalismo, naturalismo, racionalismo, são somente aspectos complementares do que se deve chamar Revolução. Onde a reta razão, esclarecida pela fé, vê somente harmonia e subordinação, a razão deificada cava abismos e levanta muralhas: a natureza sem a graça, a prosperidade material sem a procura dos bens eternos, o poder civil separado do poder eclesiástico, a política sem Deus nem Jesus Cristo, os direitos do homem contra os direitos de Deus , finalmente a liberdade sem a verdade.

Com este espírito se fez a Revolução, que vinha se preparando a mais de dois séculos, como procurei mostrar, mas somente no fim do século XVIII culmina e dá seus frutos decisivos: os frutos políticos como resultado dos trabalhos dos filósofos, dos enciclopedistas e de uma extraordinária atividade da maçonaria (11), que em poucas décadas havia penetrado e estabelecido núcleos em toda classe dirigente.

A MAÇONARIA PROPAGADORA DESTES ERROS

O Papa Leão XIII nos mostra em “Quod Apostolici”, encíclica já citada, e também em “Humanum Genus” de 20 de agosto de 1884 sobre a ceita dos maçons, com que precisão, com que clarividência, os Soberanos Pontífices denunciaram esta empresa:

“Em nossos dias os malfeitores parecem conspirar em conjunto e lutar com maior força, guiados e auxiliados por uma Sociedade que chamam dos Maçons, firmemente constituída e muito difundida (…). os Romanos Pontífices, nossos predecessores, zelando cuidadosamente pela salvação do povo cristão, reconheceram logo quem era e o que queria este inimigo, assim que ele começou a sair das trevas de sua conjuração oculta, para se lançar ao ataque em plena luz do dia”. Continuar lendo

MAIS HORROR – BOFF: AJUDEI O PAPA A ESCREVER A ‘LAUDATO SI’. HAVERÁ UMA GRANDE SURPRESA. TALVEZ PADRES CASADOS OU MULHERES DIÁCONOS.

Por Marco Tosatti| Tradução: André Sampaio – FratresinUnum:

Leonardo Boff, o bem conhecido expoente da teologia da libertação, concedeu uma entrevista ao jornal alemão Kölner Stadt-Anzeiger. Boff, que tem 78 anos, falou livremente sobre a Igreja, e revelou alguns detalhes de sua relação com o Pontífice e de possíveis decisões futuras.

boff_-825x510A fonte da qual nós obtivemos o material que lhes oferecemos é um artigo de Maike Hickson para o One Peter Five. Sobre quanto se refere ao tema dos padres casados no Brasil, remetemos vocês a também alguns artigos que publicamos no passado acerca da matéria. É interessante notar como as declarações de Boff vão na mesma linha e direção de quanto escrevemos. Já há dois anos

Sobre a teologia da libertação, Boff diz que “Francisco é um de nós”. Em particular pela atenção aos problemas ecológicos, dos quais Boff se ocupou. O Pontífice leu os livros desse temário de Boff? “Mais que isso. Pediu-me material para a Laudato si’. Dei-lhe o meu conselho e lhe enviei coisas que escrevi… Contudo, o Papa me disse de maneira direta: ‘Boff, não me envie as cartas diretamente’.”

Por que não? “Disse-me: ‘Se o fizer, os subsecretários as interceptarão e eu não as receberei. Em vez disso, envie as coisas ao embaixador argentino junto à Santa Sé, com quem tenho um bom contato, e elas chegarão seguras às minhas mãos.” O embaixador é um velho amigo do Pontífice. ”E depois, um dia antes da publicação da encíclica, o Papa fez chamar-me para agradecer-me pela ajuda.”

No que diz respeito a um encontro pessoal, Boff falou ao Pontífice em relação a Bento XVI, que, quando Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, teve um papel importante na sua condenação: “Mas o outro ainda está vivo, afinal de contas!”. “Ele [Francisco] não aceitou isso [não aceitou o receio, a hesitação de Boff].  ‘Il Papa sono io’ [‘O Papa sou eu’], respondeu (em italiano no texto [do jornal alemão], n.d.r.). E fomos convidados a ir.”Leonardo Continuar lendo

OS INIMIGOS DA OBEDIÊNCIA DA ESPOSA

Resultado de imagem para casal catolico1º – É uma indignidade a servidão de um cônjuge para com outro. Pois são iguais os direitos de ambos. A esposa há de viver emancipada. Três são os modos dessa emancipação: social, econômica e fisiológica.

R – Todos os que empanam o brilho da fidelidade e castidade conjugal, atiram por terra também, facilmente, a confiante e nobre sujeição da mulher ao marido. Esta não é a verdadeira emancipação da mulher, nem a digníssima liberdade que compete ao nobre e cristão ofício de esposas. Muito ao contrário, é a corrupção do caráter próprio à mulher e da sua dignidade de mãe. É o transtorno de toda sociedade familiar, pelo qual ao marido se tira a esposa, aos filhos, a mãe, e ao lar, a dona vigilante.

Essa igualdade antinatural só acarreta danos à mulher, pois a faz descer do trono em que o Evangelho a colocara dentro dos muros do lar.

2º – Nas inovações sobre os direitos políticos, sociais e econômicos da mulher, basta ter em vista as correntes ideológicas dos tempos, as exigências da ordem social.

R – Não; tenha-se em conta o que reclamam a índole diversa do sexo feminino, a pureza dos costumes e o bem comum da família… A sociedade doméstica foi estabelecida por uma autoridade mais excelsa do que a humana. Por conseguinte, não pode ser mudada nem por leis públicas, nem por preferências privadas.

As três chamas do lar – Pe. Geraldo Pires de Souza

ASSIS, FRUTO DO IMPÉRIO MAÇOM

Conferências de Dom Lefebvre em Barcelona e Madri – Outubro de 1986 

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Ao longo de duas conferências, feitas em Barcelona e Madri na época em que ocorria a primeira reunião de Assis, Dom Lefebvre refez o caminho aberto e seguido pelo liberalismo até a subordinação da Igreja às exigências da Maçonaria.

O liberalismo é um pecado

Não somente o liberalismo é um pecado grave que atinge a honra de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas também uma religião. Morremos do liberalismo e de suas consequências. Já faz dois séculos que ele tem se difundido por toda parte, em nossas escolas, em nossas sociedades. É um veneno que destrói os mandamentos de Deus, tudo o que gera a beleza e a grandeza da civilização cristã.

É bom delimitá-lo, como o fez Leão XIII sobre a Maçonaria, em sua encíclica Humanum genus:

“É preciso arrancar-lhes sua máscara e mostrá-los tais como são, para que os evitemos e evitemos seus erros”.

Acredito que o liberalismo é um fruto da Maçonaria e que ele deve ser desmascarado de modo que compreendam todos os seus perigos.

O liberalismo tem sua deusa: é a liberdade. Na época da Revolução francesa, adorou-se a deusa Razão na catedral Notre-Dame de Paris, ou seja, a liberdade, a liberdade do Homem, esta liberdade que tem sua estátua na entrada de Nova Iorque, que se festejou de um modo inacreditável há pouco tempo. O Homem é livre, enfim ele está liberto de toda lei e, em particular, da lei de Deus. A liberdade é a deusa da religião do liberalismo. Continuar lendo

A SECURA ESPIRITUAL NÃO É SEMPRE UM CASTIGO

Resultado de imagem para secura espiritualMas devemos também persuadir-nos, que a secura espiritual não é sempre um cas­tigo, mas muitas vezes disposição de Deus para nosso maior bem, e também para nos conservar humildes. Em ordem a que São Paulo se não tornasse vaidoso, com as mercês que tinha recebido, permitiu o Senhor que ele fosse molestado com tentações de impureza: «E para que a grandeza das revela­ções me não exaltasse, me foi dado e es­tímulo de minha carne, anjo de Satanás, para atormentar-me.» (2 Cor. XII 7.) Aquele que ora a Deus com espiritual do­çura e deleite, bem pouco faz. «É um amigo e companheiro à mesa, mas me deixará no dia de aflição.» (Ecl. VI. 10.) Vós não considerais como verdadeiro amigo, aquele que só vier à vossa mesa, e tomar parte em vossos divertimentos; mas sim aquele que vos vem valer nos trabalhos, e vos acudir nas tribulações, sem que disso tire vantagem própria.

Quando Deus manda a obscuridade e desolação, é para pôr à prova os Seus verdadeiros amigos. Paladio, tendo sofrido grande secura espiritual na oração, foi con­sultar São Maurício, que lhe disse: «Quando o inimigo vos tentar para que deixeis a oração, dizei-lhe: Eu me satisfaço de aqui ficar pelo amor de Jesus Cristo, e mesmo só para guardar as paredes desta cela.» Tal deve ser a vossa resposta, quando fordes tentado a não continuar na oração, porque vos parece que nisso perdeis tempo. Dizei nessas ocasiões: «Aqui estou para agradar a Deus.» São Francisco de Sales, diz que, «se nós nada mais fazemos quando rezamos, do que afastar distrações e tentações, que rezamos bem. Taulero também diz, que aquele que no tempo da secura espiritual perseverar na oração, lhe concederá Deus maiores graças, do que aquele que orar com sensível devoção. O padre Rodrigues diz, que um certo homem confessava que pelo espaço de quarenta anos não tinha expe­rimentado consolação alguma na oração, mas que naqueles dias em que orava, se sentia mais forte em virtude, porém que senão orava conforme o costume, se sentia possuído de tal fraqueza, que estava intei­ramente incapaz de fazer obra alguma boa.  Continuar lendo

AS ORIGENS DO LIBERALISMO: NASCIMENTO DO NATURALISMO POLÍTICO

lef3O protestantismo constituiu um ataque muito duro contra a Igreja e ocasionou um desagregamento profundo na cristandade do século XVI, porém sem conseguir impregnar as nações católicas com o veneno de seu naturalismo político e social. Isso só aconteceu quando este espírito secularizante chegou às universidades e em seguida àqueles que chamamos “filósofos das luzes”.

Filosoficamente o protestantismo e o positivismo jurídico têm origem no nominalismo surgido com a decadência da Idade Média (séc. XIV) que conduz tanto à Lutero com sua concepção puramente extrínseca e nominal da Redenção, como a Descartes, com sua idéia de uma lei divina indecifrável submetida somente ao arbítrio da vontade de Deus. Com São Tomás de Aquino, toda a filosofia cristã afirmativa, ao contrário, a unidade da lei divina eterna e da lei humana natural: “A lei natural é tão somente uma participação da lei eterna nas criaturas racionais”. (Suma Teológica I II, 91, 2).

Mas com Descartes já se põe uma ruptura entre o direito divino e o direito humano natural. Seguindo a Descartes, os universitários e juristas não tardariam a tomar o mesmo caminho cismático.

Assim diz Hugo Grotius (1625), citado por Paul Hazard: “E o direito divino? Grotius procura salvaguardá-lo: o que acabamos de dizer, declara, valeria mesmo se concordássemos ( o que não pode ser concedido sem um crime ) que não há Deus e que os assuntos humanos não são objeto de seus cuidados. Não há duvida alguma que Deus e a Providência existem, sendo portanto uma fonte de direito além da que provém da natureza. ‘Mesmo este direito natural, pode ser atribuído a Deus, porque ele quis que estes princípios existissem em nós’. Continuar lendo

CRUZADA DE ROSÁRIOS – JANEIRO 2017

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aos que estão em oração conosco na NOVA CRUZADA DE ROSÁRIOS DA FSSPX, segue abaixo a planilha para acompanhamento em JANEIRO.

JAN
Os que quiserem informar a quantidade de terços e sacrifícios oferecidos em dezembro, podem nos enviar pelo gespiox@yahoo.com.br que repassaremos ao Priorado de São Paulo para a contabilização.

Que Nossa Senhora nos mantenha fiel na verdadeira Fé.

DA MEDITAÇÃO DA MORTE

Resultado de imagem para cemitérioMui depressa chegará teu fim neste mundo; vê, pois, como te preparas: hoje está vivo o homem, e amanhã já não existe. Entretanto, logo que se perdeu de vista, também se perderá da memória. Ó cegueira e dureza do coração humano, que só cuida do presente, sem olhar para o futuro! De tal modo te deves haver em todas as tuas obras e pensamentos, como se fosse já a hora da morte. Se tivesses boa consciência não temerias muito a morte. Melhor fora evitar o pecado que fugir da morte. Se não estás preparado hoje, como o estarás amanhã? O dia de amanhã é incerto, e quem sabe se te será concedido?

Que nos aproveita vivermos muito tempo, quando tão pouco nos emendamos? Oh! nem sempre traz emenda a longa vida, senão que aumenta, muitas vezes, a culpa. Oxalá tivéssemos, um dia sequer, vivido bem neste mundo! Muitos contam os anos decorridos desde a sua conversão; freqüentemente, porém, é pouco o fruto da emenda. Se for tanto para temer o morrer, talvez seja ainda mais perigoso o viver muito. Bem-aventurado aquele que medita sempre sobre a hora da morte, e para ela se dispõe cada dia. Se já viste alguém morrer, reflete que também tu passarás pelo mesmo caminho.

Pela manhã, pensa que não chegarás à noite, e à noite não te prometas o dia seguinte. Por isso anda sempre preparado e vive de tal modo que te não encontre a morte desprevenido. Muitos morrem repentina e inesperadamente; pois na hora em que menos se pensa, virá o Filho do Homem (Lc 12,40). Quando vier àquela hora derradeira, começarás a julgar mui diferentemente toda a tua vida passada, e doer-te-á muito teres sido tão negligente e remisso. Continuar lendo

ÚLTIMAS DA CRISE NA IGREJA PELOS “FEITOS” E “EFEITOS” DE FRANCISCO

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AS ORIGENS DO LIBERALISMO: O PROTESTANTISMO E O NATURALISMO

lef1Pode parecer estranho e paradoxal chamar o protestantismo de naturalista. Nada há em Lutero de exaltação à bondade intrínseca da natureza porque, segundo ele, a natureza está irremediavelmente decaída e a concupiscência é invencível. No entanto a opinião excessivamente niilista que o protestante tem sobre si mesmo, desemboca em um naturalismo prático: na intenção de menosprezar natureza e exaltar o poder “só da fé”, relegam a graça divina e a ordem sobrenatural ao domínio das abstrações. Para os protestantes a graça não opera uma verdadeira renovação interior; o batismo não é a restituição de um estado sobrenatural habitual, é somente um ato de fé em Jesus Cristo que justifica e salva.

A natureza não é restaurada pela graça, permanece intrinsecamente corrompida; e somente a ordem obtém de Deus que deite sobre nossos pecados o manto pudico de Nóe. Todo o organismo sobrenatural que o batismo agrega à natureza enraizando nela a graça, todas as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo são reduzidos a nada, reduzidos a um só ato forçado de fé, confiança em um redentor que gratifica somente para retirar-se para longe a criatura, deixando um abismo intransponível entre o homem definitivamente miserável e Deus transcendente três vezes santo. Esse pseudo supernaturalismo, como chama o Padre Garrigou Lagrange, deixa finalmente o homem, apesar de haver sido redimido, sujeito somente à força de suas aptidões naturais; fatalmente se afunda no naturalismo. Deste modo os extremos opostos se unem! Jacques Maritain exprime bem o desenlace naturalista do luteranismo:

“A natureza humana terá que rechaçar como um inútil acessório teológico o manto de uma graça que não é nada para ela e cobrir-se com sua fé confiança para converter-se em uma bela besta livre, cujo infalível e continuo progresso encanta hoje o universo inteiro”. (5) Continuar lendo

A PENITÊNCIA

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Foi uma palavra da onipotência divina a que o Divino Salvador pronunciou: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados e àqueles a quem retiverdes, ser-lhe-ão retidos”. (Jô. 20,23). Contra esta palavra, pela qual Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Penitência, levantou-se uma oposição multissecular; todas as paixões se insurgiram contra ela. No entanto, para o Divino Salvador e Sua palavra nenhum obstáculo existe. É assim que, a despeito do mais encarniçado ataque dos inimigos de Cristo, em todo o mundo, aí permanece o Instituto da Penitência. Ainda hoje, milhares de cristãos confessam humildemente seus pecados no Tribunal da Penitência e se fortalecem por meio deste sacramento, contra a tentação e más inclinações. Também tu, donzela cristã, faze por que nada te embarace de freqüentar o tribunal da penitência. Confessa-te muitas vezes, pois, isto te será sumamente salutar.

1º- A confissão freqüente levar-te-á ao conhecimento de ti mesma.

Sem o conhecimento de si próprio, não há regeneração, não há combate às más inclinações. Eis porque é muito triste que tantíssimas almas não se conheçam a si mesmas. Conhecem os personagens e os acontecimentos da história dos povos; sabem descrever as montanhas e os rios dos países estrangeiros; todavia, o seu próprio interior é para elas uma região estranha, da qual não possuem nenhum conhecimento. Se alguém lhes chama a atenção para alguma falta, logo se mostram admiradas, agastadas de que se faça delas tal conceito; enquanto outras, que muitas vezes se deixaram arrastar para essa falta, dela não têm absolutamente nenhuma idéia ou lembrança.

A confissão freqüente, portanto, facilita-nos sobremodo, o tão importante conhecimento de nós mesmos. Se cada vez, por ocasião da confissão freqüente, diriges a teu coração um olhar sério, não verás acaso, as profundezas e não se tornarão os olhos de teu espírito penetrantes, de tal modo, que muitas coisas, as quais à primeira vista permaneciam ocultas, pouco a pouco se manifestam no seu verdadeiro aspecto? Continuar lendo

ATENÇÃO CATÓLICOS TRADICIONALISTAS DE GOIÁS!

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Prezados amigos de Goiás, informamos que o Padre Juan María de Montagut, FSSPX, Prior do Priorado Padre Anchieta, de São Paulo/SP encontra-se no distrito de Interlândia, no Instituto Nossa Senhora do Rosário em Anápolis/GO,  às margens da BR 153, (clique aqui e saiba como chegar) e amanhã (28/12/2016) pronunciará uma conferência e atenderá os interessados em conversar com ele a partir das 14h.

Os interessados poderão ter mais informações com o Sr. Jousemar Vicente de Lima pelo email: jousemar_v_lima19@hotmail.com 

Favor repassarem a notícia…

AS ORIGENS DO LIBERALISMO: O RENASCIMENTO E O NATURALISMO

lef2“Se vocês não lerem muito, cedo ou tarde serão traidores, porque não terão compreendido a raiz do mal”.

Com estas fortes palavras um de meus colaboradores (4) recomendava aos seminaristas de Ecône a leitura de boas obras que tratem do liberalismo.

Com efeito, não se pode compreender a crise atual da Igreja nem conhecer a verdadeira cara dos que ocupam a Roma atual, e em conseqüência ver que atitude tomar perante os fatos, se não se procura as causas desta crise, se não se estuda seu curso histórico, e não se descobre sua fonte primeira neste liberalismo condenado pelos papas dos últimos séculos.

Com efeito, não se pode compreender a crise atual da Igreja nem conhecer a verdadeira cara dos que ocupam a Roma atual, e em conseqüência ver que atitude tomar perante os fatos, se não se procura as causas desta crise, se não se estuda seu curso histórico, e não se descobre sua fonte primeira neste liberalismo condenado pelos papas dos últimos séculos.

NOSSA LUZ: A VOZ DOS PAPAS

Partiremos das origens, como faziam os Soberanos Pontífices, ao denunciarem as graves perturbações em curso. Além de acusarem o liberalismo, os papas vão mais longe no passado e todos, desde Pio VI até Bento XV, falavam da crise reduzindo a para a luta encetada contra a Igreja no século XVI pelo protestantismo e pelo naturalismo, do qual aquela heresia foi a causa e a primeira propagadora. Continuar lendo

A REPRESENTAÇÃO DA NATIVIDADE MAIS ANTIGA TERIA 5000 ANOS

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Um menino ao lado de seus pais, dois animais próximos, um astro no céu: esta poderia ser a mais antiga “Natividade” anterior à escrita jamais descoberta até hoje. Essa pintura rupestre foi desenhada há 5000 anos em uma pequena gruta do Saara egípcio, rebatizada de “Gruta dos pais”.

Essa informação “insólita” nos é relatada pela ANSA (Agência Nacional de imprensa italiana), que atribui a descoberta ao geólogo Marco Morelli, diretor do Museu das Ciências Planetárias do Prato, que descreve assim essa “pequena piscadela” da Providência:

Nossa expedição geo-arqueológica nascera com o objetivo de explorar alguns sítios entre o vale do Nilo e o Gilf el-Kébir. Em busca de estruturas geológicas semelhantes a crateras de impacto, de pinturas rupestres já conhecidas e de algumas caves de ocre utilizadas pelos egípcios. Depois de 20 dias no deserto, tinha terminado meu trabalho de geólogo. E, assim, por curiosidade, me aventurei sozinho ao longo de um canal que se ramificava no fundo do vale principal.

Quando chegou a uma zona isolada, o pesquisador tropeçou em uma pequena cavidade semelhante a uma gruta, perfurada pela água na rocha. Continuar lendo

A GRUTA DE BELÉM

Imagem relacionadaReclinavit eum in praesepio; quia non erat eis locus in diversorio — “Ela reclinou-o em uma manjedoura; porque não havia lugar para eles na estalagem” (Luc. 2, 7).

Sumário. Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar na gruta de Belém, a fim de dar à luz o Filho de Deus? Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; e ao Rei do céu prepara-se para nascer uma estrebaria fria, para cobri-lo uns pobres paninhos, para cama um pouco de palha e para o colocar uma vil manjedoura? Oh, ingratidão dos homens! Oh, confusão para nosso orgulho que sempre ambiciona comodidades e honras!

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I. Continuemos hoje a meditar na história do nascimento de Jesus Cristo. Vendo-se repulsos de toda parte, São José e a Bem-aventurada Virgem saem da cidade a fim de achar fora dela ao menos algum abrigo. Os pobres viandantes caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal depara-se-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta, que servia de estábulo para os animais. Disse então Maria: José, meu Esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e deixemo-nos ficar aqui. Mas como? Responde São José; não vês, minha Esposa, que esta gruta é tão fria e úmida que a água escorre em toda parte? não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? Como queres passar aqui a noite e dar à luz? Contudo é verdade, tornou Maria, que este estábulo é o paço real onde quer nascer na terra o Filho eterno de Deus.

Ah! Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar naquela gruta para dar à luz! Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; preparam-se-lhes berços incrustados com pedras preciosas, e mantilhas preciosas; e fazem-lhe cortejo os primeiros senhores do reino. E ao Rei do céu prepara-se uma gruta fria e sem lume para nela nascer, uns pobres paninhos para cobri-Lo, um pouco de palha para leito, e uma vil manjedoura para o colocar? Ubi aula, ubi thronus? Meu Deus, assim pergunta São Bernardo, onde está a corte, onde está o trono real deste Rei do céu, porquanto não vejo senão dois animais para lhe fazerem companhia, e uma manjedoura de irracionais, na qual deve ser posto? Continuar lendo

NOVENA DE NATAL – NONO DIA

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Cântico: Puer Natus

VIAGEM DE SÃO JOSÉ E MARIA SANTÍSSIMA A BELÉM

Subiu também José para inscrever-se no censo com Maria, sua esposa, que estava prestes a dar à luz.
(Lc.10,5)

Tinha Deus decretado que seu Filho nascesse nem sequer na casa de José, mas numa gruta, num estábulo, do modo mais pobre e penoso que possa nascer uma criança; já para isso dispôs que César Augusto publicasse um édito no qual ordenava que fossem todos recensear-se em sua cidade natal. José, ao ter notícia dessa ordem, certamente hesitou sobre deixar ou levar consigo Maria Santíssima, próxima de dar à luz, uma vez que não tinha riqueza para proporcionar-lhe uma viagem conveniente, nem queria, por outro lado, deixá-la sozinha e sem amparo.

Sabia, contudo, Maria que, como anunciara o profeta Miquéias, devia o Salvador nascer em Belém; por isso, tomando os panos e roupas que preparara para seu Filho, partiu Ela com José, pobremente, em tempo de inverno, prestes a dar à luz, para submeter-se à vontade de Deus.

Una-nos a eles, e através das penas e dores da nossa viagem por esta vida, louvemos a Deus, sejamos-lhe gratos, pedindo-lhe apenas que esteja sempre conosco Nosso Senhor Jesus Cristo. Continuar lendo

DO LIBERALISMO À APOSTASIA (INTRODUÇÃO)

Há 61 anos, foi anunciado o Concílio Vaticano II por São João XXIII |  Pontifício Instituto Superior de Direito CanônicoPara onde vamos? Qual será o final de todas as mudanças atuais? Não se trata de guerras, de catástrofes atômicas ou ecológicas, mas sobretudo da revolução no exterior e interior da Igreja, da apostasia que por fim ganha povos inteiros, católicos em outros tempos, chegando inclusive a mais alta hierarquia da Igreja. Roma parece afogada em uma cegueira completa, a Roma de sempre está reduzia ao silêncio, abafada pela outra Roma, a Roma liberal que a ocupa. As fontes da Graça e da fé divina se esvaem e as veias da Igreja canalizam por todo seu corpo o veneno mortal do naturalismo.

É impossível compreender esta crise profunda sem levar em conta o fato central deste século: o segundo Concílio  Vaticano. Creio que minha opinião em relação a ele é bastante conhecida para me permitir dizer sem rodeios meu pensamento: sem rechaças em bloco este Concílio, penso que é o maior desastre deste e de todos os séculos passados desde a fundação da Igreja. Na verdade não faço mais do que julga-lo pelos frutos, usando o critério que nos foi dado por Nosso Senhor (Mt.VII,16). Quando se pede ao  Cardeal Ratzinger que mostre algum bom fruto do Concílio, não sabe o que responder1; e ao perguntar um dia ao Cardeal Garrone, como um “bom” concílio havia produzido tão mais frutos, me respondeu: “não é o Concílio, são os meios de comunicação social”2.

Agora um pouco de reflexão pode ajudar ao senso comum: se  a época pós-conciliar está dominada pela revolução na Igreja, não é porque o próprio Concílio a introduziu? “O Concílio é o 1789 na Igreja”, declarou o Cardeal Suenens. “O problema do Concílio, foi assimilar dois séculos de cultura liberal”, diz o Cardeal Ratzinger. E se explica: Pio IX pelo Syllabus, havia rechaçado sem possibilidade de réplica o novo mundo surgido da Revolução, ao condenar este proposição: “O Romano Pontífice pode e deve se reconciliar e se acomodar com o progresso, com o liberalismo e com a civilização moderna”(nº 80). O Concílio, diz abertamente Joseph Ratzinger, foi um “contra-Syllabus” ao efetuar este reconciliação da Igreja com o liberalismo, particularmente por intermédio de “Gaudium et Spes”, o maior documento conciliar. Com efeito os papas do século XIX não parecem ter sabido discernir o que havia de verdade cristã, e  portanto assimilável pela Igreja, na revolução de 1789.
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JOSÉ E MARIA PEREGRINOS EM BELÉM SEM ABRIGO

caminhoIn propria venit, et sui eum non receperunt — “Veio para o que era seu, e os seus não O receberam” (Io. I, 11).

Sumário. A cidade de Belém, que recusa dar abrigo a Jesus Menino, foi figura daqueles muitos corações ingratos que dão acolhida a tantas miseráveis criaturas e não a Deus. Reflitamos, porém, no que a Virgem Maria disse a uma alma devota: Foi uma disposição divina que a mim e a meu Filho nos faltasse abrigo entre os homens, a fim de que as almas, cativadas pelo amor de Jesus, se oferecessem a si próprias para o acolherem.

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I. Quando um rei faz a primeira entrada numa cidade do seu reino, que manifestações de veneração se lhe preparam! Que pompas! Quantos arcos de triunfo! Prepara-te, pois, ó Belém venturosa, para receberes dignamente o Rei do céu; fica sabedora que entre todas as cidades és tu a ditosa que ele escolheu para nela nascer em terra, a fim de reinar depois no coração dos homens. Ex te enim egredietur qui sit dominator in Israel “De ti sairá aquele que há de reinar em Israel”.

Eis que já entram em Belém esses dois excelsos viajantes, José e Maria, que traz no seu seio o Salvador do mundo. Entram na cidade, dirigem-se para a casa do ministro imperial, a fim de pagarem o tributo e serem alistados nos registros dos súditos do César. Mas quem os reconhece? Quem lhes vai ao encontro? Quem lhes oferece agasalho? In propria venit, et sui eum non receperunt“Ele veio para o que era seu, e os seus não O receberam”. Eles são pobres, e como pobres são desprezados; são tratados ainda pior do que os outros pobres, e até repulsos.
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NOVENA DE NATAL – OITAVO DIA

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Cântico: Puer Natus

AMOR DE DEUS AOS HOMENS NO NASCIMENTO DE JESUS

Porque apareceu a graça de Deus nosso Salvador a todos os homens, ensinando-nos que renunciando à impiedade… vivamos piedosamente no presente século, aguardando a esperança bem-aventurada e a vinda gloriosa do grande Deus e Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo. (Tit. 2, 12-14)

Consideremos que a graça salvadora de Deus que se manifestou a todos os homens foi o profundíssimo amor de Jesus Cristo aos homens. Esse amor, embora tenha sido da parte de Deus sempre idêntico, nem sempre foi igualmente manifesto.

Antes fora prometido muitas profecias e encoberto sob o véu de muitas figuras. Mas, no nascimento do Redentor, deixou-se ver claramente, aparecendo aos homens o Verbo eterno como menino deitado sobre o feno, gemendo e tremendo de frio, começando já assim a satisfazer pelas penas que merecíamos e dando-nos a conhecer o afeto que nos tinha, sacrificando por nós a vida: “Nisto conhecemos a caridade de Deus, porque Ele deu sua vida por nós“. Manifestou-se, pois, a graça salvadora de Deus, e manifestou-se a todos os homens. Mas porque não o conheceram todos e ainda hoje há tantos que, podendo, não o conhecem? Porque “a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas que a luz” (Jo. 3,19). Não o conheceram nem o conhecem porque não querem conhecê-lo e amam mais as trevas do pecado do que a luz da graça. Não pertençamos ao número desses infelizes. Se até aqui temos fechado os olhos à luz, pensando pouco no amor de Jesus Cristo, procuremos, até o fim de nossa vida, ter sempre ante os olhos os sofrimentos e a morte de nosso Redentor, para amar a quem tanto nos amou: “Aguardando a bem-aventurada esperança e a vinda gloriosa do grande Deus e Salvador Nosso Jesus Cristo” (Tit. 2,13). Continuar lendo

NOVA PÁGINA EM NOSSO BLOG – MODÉSTIA

Devido à importância desse assunto nos meios tradicionais católicos, porém tratado de forma tão secundária nesse mundo moderno e também na “igreja conciliar”, criamos uma Página exclusiva com todos os posts que publicamos sobre Modéstia, para que as moças possam adquirir conhecimento sobre tal virtude e para que possam buscar sua santificação.

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Rezemos para Nossa Senhora auxilie essas moças na busca e compreensão das virtudes necessárias para serem boas filhas, boas esposas e boas mães, se portarem como verdadeiras católicas e que possam, principalmente, ser exemplos de humildade, castidade, piedade e pureza.

VIAGEM DE SÃO JOSÉ E MARIA SANTÍSSIMA A BELÉM

Maria e Jose chega a BelemAscendit autem et Ioseph… ut profiteretur cum Maria desponsata sibi uxore praegnante — “Subiu também José, para se alistar a sua esposa Maria, que estava grávida” (Luc. 2, 4).

Sumário. Tendo Deus decretado que seu Filho nascesse do modo mais pobre e mais penoso, numa estrebaria, dispôs que César lançasse um decreto de recenseamento universal. Sabedor disso, perturbou-se São José na dúvida se levaria, ou não, Maria consigo. A Virgem, porém, animou-o, e com ele se pôs a caminho. Tomemos estes santos personagens como companheiros em nossa viagem para a eternidade.

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I. Havia Deus decretado que seu Filho nascesse, não na casa de José, senão numa gruta que servia de estrebaria, do modo mais pobre e mais penoso, por que uma criança pode nascer. Por isso dispôs que César lançasse um edito por meio do qual cada um deveria alistar-se na cidade própria donde trazia a sua origem. Quando José teve conhecimento do mando, perturbou-se na dúvida se deveria deixar a Virgem Maria em casa ou levá-la consigo, visto que estava próxima a dar à luz. “Minha esposa e senhora”, disse-lhe, “por um lado não quereria deixar-vos só; por outro, se vos levo, aflige-me o triste pensamento que muito tereis de sofrer numa viagem tão longa, por um tempo tão rigoroso”. Maria, porém, anima-o dizendo: “José meu, não temais: eu vos acompanharei, e o Senhor nos ajudará”. Por inspiração divina e pelo conhecimento da profecia de Miquéias, a Virgem sabia que o divino Infante devia nascer em Belém. Toma, pois, as faixas e os pobres paninhos já preparados e parte com José: Ascendit autem et Ioseph . . . ut profiteretur cum Maria“Subiu também José para se alistar com Maria”.
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NOVENA DE NATAL – SÉTIMO DIA

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Cântico:Puer Natus

 DOR QUE CAUSOU A JESUS CRISTO A INGRATIDÃO DOS HOMENS

Veio para o que era seu e os seus não o receberam.  (Jo. 1,11)

Em certo Natal andava São Francisco pela floresta e pelos caminhos gemendo e suspirando, e, ao perguntarem-lhe a causa de sua tristeza, respondeu: “Como quereis que não chore vendo que o amor não é amado? Vejo Deus inebriado de amor pelos homens e os homens tão ingratos para com esse Deus“. Se tanto afligia essa ingratidão dos homens a São Francisco, consideremos quanto mais afligirão ao Coração de Jesus. Tão logo foi concebido no seio de Maria viu a cruel correspondência que havia de receber dos homens. Tinha vindo do céu para atear o fogo do amor divino, e esse desejo o tinha feito descer à terra e sofrer um abismo de penas e ignomínias: “Vim trazer o fogo à terra e que quero senão que se ateie?” (Lc. 12,49). E depois via o abismo de pecados que cometeriam os homens apesar de terem sido testemunhas de tantas provas de seu amor. Esse foi, disse São Bernardino de Sena, o que lhe fez padecer uma dor infinita. Ainda entre nós, quando alguém se Vê tratado ingratamente por outro é uma dor insuportável, pois a ingratidão freqüentemente aflige a alma mais que outra dor ao corpo. Que dor, pois, ocasionaria a Jesus, que era nosso Deus, ver que, por nossa ingratidão, seus benefícios e seu amor seriam pagos com desgostos e injúrias? “Deram-me males em troca de bens e ódio em troca do amor que eu lhes tinha“. (Ps. 108,5). E ainda hoje se lamenta Jesus Cristo: “Fui um estrangeiro para meus irmãos” (Ps. 68,9), pois vê que não é amado nem conhecido de muitos, como se não lhes tivesse feito bem nenhum nem tivesse sofrido nada por seu amor.

Ó meu Deus, que caso fazemos, mesmo os cristãos, do amor de Jesus Cristo? Apareceu um dia Ele ao Beato Henrique Suso como um peregrino que mendigava de porta em porta, sendo sempre posto fora com injúrias. Quantos são semelhantes àqueles de quem falou Jó: “Eles diziam a Deus: Retira-te de nós, e julgavam o Onipotente, como se não pudesse fazer nada; sendo que ele cumulou de bens as suas casas” (Job,22,17). Nós, ainda que no passado nos tenhamos unido a esses ingratos, queremos continuar com nossa ingratidão no futuro? Não, porque não o merece aquele amável Menino que veio do céu padecer e morrer por nós para que o amássemos.
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DOR DE JESUS MENINO PELA PREVISÃO DA INGRATIDÃO DOS HOMENS

Resultado de imagem para menino jesus cruzIn propria venit, et sui eum non receperunt — “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Io. 1, 11).

Sumário. A ingratidão desagrada aos homens. Qual deve, pois, ter sido a tristeza de Jesus Menino, ao prever que os seus benefícios seriam pagos pelo mundo com injúrias, traições e tormentos! Mas ai de nós, que por ventura também até hoje temos respondido aos benefícios do Senhor de um modo tão desumano. Ou pelo menos temo-Lo amado tão pouco como se nenhum bem nos tivesse feito, nem sofrido coisa alguma por nós.

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Quereremos ser tão ingratos sempre?

I. Pelos dias do santo Natal, São Francisco de Assis andava pelos caminhos e bosques chorando e suspirando com gemidos inconsoláveis. Perguntado pela razão de tanto sofrer respondeu: Como não chorar, vendo que o amor não é amado? Vejo um Deus como que perdido de amor ao homem, e o homem tão ingrato para com esse Deus! Ora, se a ingratidão dos homens afligia tanto o coração de São Francisco, quanto mais não terá afligido o Coração de Jesus Cristo?

Apenas concebido no seio de Maria, Jesus viu a ingratidão despiedada que receberia da parte dos homens. Baixara do céu para acender o fogo do divino amor; somente este desejo fizera-O descer sobre a terra para ali sofrer um abismo de dores e ignomínias: Ignem veni mittere in terram (1) — “Eu vim trazer o fogo à terra”. E em seguida viu um abismo de pecados que os homens haviam de cometer, depois de presenciarem tantos rasgos de seu amor. Foi isso, no pensar de São Bernardino de Sena, o que O fez sofrer dores infinitas: Et ideo infinite dolebat. — Mesmo para nós é insuportável vermos uma pessoa tratada por outra com ingratidão, e muitas vezes isto aflige muito mais a alma do que qualquer dor aflige o corpo. Qual não deve, pois, ter sido a dor que nossa ingratidão causou a Jesus, nosso Deus, quando viu que os seus benefícios e o seu amor Lhe seriam retribuídos por nós com desgostos e injúrias? Et posuerunt adversum me mala pro bonis, et odium pro dilectione (2) —“Retribuíram-me o bem com o mal, e o meu amor com ódio”.
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NOVENA DE NATAL – SEXTO DIA

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Cântico: Puer Natus 

JESUS NO SEIO DE MARIA

Sou contado entre os que descem à cova, tornei-me como um homem sem força. (Ps. 87,5)

Consideremos a vida penosa por que passou Jesus Cristo no seio de sua Mãe. Era livre, porque se tinha feito voluntariamente prisioneiro de amor, mas o amor o privava do uso da liberdade e o mantinha em cadeias tão apertadas que não podia mover-se. Ó grande paciência do Salvador! Ao pensar nas penas de Nosso Senhor ainda no seio de sua Mãe.

Vejamos a que se reduz o Filho de Deus por amor dos homens: priva-se de sua liberdade e se encadeia para livrar-nos das cadeias do inferno. Muito, pois, merece ser reconhecida com gratidão e amor a graça de nosso libertador e fiador, que, não por obrigação, mas por afeto, se ofereceu para pagar e pagou nossas dívidas e nossas penas, dando por elas sua vida: “Não te esqueças do benefício que te fez o que ficou por teu fiador, porque ele expôs a sua vida por ti“(Eccli. 29,20).
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