ORDENAÇÕES DE 9 SUBDIÁCONOS E 13 PARA ORDENS MENORES DA FSSPX – SEMINÁRIO SÃO TOMÁS DE AQUINO (WINONA/EUA)

Fonte: SSPX EUA – Tradução: Dominus Est

Nove novos subdiáconos para a Igreja

No sábado, 12 de março, os seminaristas Ian Palko, James Torzala, Peter Kallal, Tyler Nelson, Jonathan Kopec, Christopher Hone, Richard Brueggemann, Josh Jacobs e John Carlisle foram ordenados para a maior ordem de subdiácono pelo Bispo Tissier de Mallerais.

O papel do subdiácono é apresentar a patena e o cálice ao diácono na Missa Solene, para derramar a água no cálice e cantar a Epístola. Ele também é responsável pela purificação dos lenços sagrados.

Treze seminaristas recebem as ordens menores

8 seminaristas receberam na sexta, 11 de março, as ordens de Hostiário e Leitor enquanto 5 receberam as ordens de Exorcista e Acólito. As ordenações são compostas de 3 partes: uma advertência ou instrução sobre as funções que incidirão sobre os ordenandos, a tradição dos atributos da ordem, e, finalmente, uma oração especial para o recém-ordenado, pedindo a Deus pela graça e as virtudes necessárias para cumprirem de maneira santa as funções da ordem recebida.

(…)

A quarta ordem menor é a de acólito. O acólito é o que traz luz para os fiéis, tanto conduzindo as velas acesas para o canto do Santo Evangelho, como por sua conduta, que deve iluminar os fiéis e levá-los sempre para perto de Deus. O acólito também traz água e vinho para os ministros sagrados no altar, que durante a Consagração será transformado no Sangue de Cristo. Mais ainda do que antes, ele deverá aplicar-se a uma vida de castidade.

COMO EDUCAR O FILHO QUE NÃO QUER ESTUDAR

criancaUm momento delicado

Aos 7 anos, a criança deixa o círculo limitado e conhecido da família, e penetra no mundo inteiramente novo da escola. Não são mais os irmãos e os primos: são várias crianças, estranhas e heterogêneas. Não são somente os amiguinhos do edifício ou do quarteirão: são desconhecidos agora os seus companheiros: – nunca se viram, não sabe quem são, nem como se chamam, onde moram, de quem são filhos. Pela primeira vez, ela é uma desconhecida no meio de desconhecidos. A própria professora ela não sabe quem é: sabe-lhe apenas o nome.

Esse novo mundo em que vai viver é muito diferente da família. Em casa eram os outros que procuravam adaptar-se-lhe: ali é ela que deve adaptar-se a tudo. O seu novo mundo tem horários rígidos, marcados pela sirene estridente; tem programas que lhe são impostos; tem lugares certos que lhe são designados. Grande parte de sua liberdade acabou-se. Agora ela deve fazer tudo com os outros e como os outros. Um novo regime de vida. Obrigações, tarefas, exercícios, com prazo determinado, sem aquela ajuda pessoal a que está habituada. Poderá integrar-se com facilidade no ambiente novo; mas poderá encontrar elementos que lhe rompam o equilíbrio eemocional.

Dos colegas e da própria professora receberá talvez impressões que a traumatizarão, criando-lhe dificuldades. Se isto lhe acontecer, e se não encontrar compreensão e amparo em casa, a vida escolar lhe será difícil, com perspectivas até de fracasso. Continuar lendo

A SACRÍLEGA COMUNHÃO NA MÃO

comunhaoEste trabalho do Sr. Lafayette é um dos capítulos de uma grande compilação sobre a  Santa Missa, onde o autor recolhe de vasta bibliografia e organiza com inteligência, muitas explicações sobre a Missa Nova, seus erros, a comparação com a Missa de São Pio V etc. Nesta obra inédita são dadas exaustivas referências a todas as obras citadas. Essas notas  foram aqui retiradas para não tornar a leitura desagradável. 

Antecedentes –  Sobre o Concílio Vaticano II e a Reforma Litúrgica 

O Papa Pio XII faleceu em 1958 e no início de 1959 foi dado o primeiro aviso oficial sobre o futuro Concílio; e a 25 de julho de 1960, João XXIII tornou pública a sua decisão de confiar aos Padres do Concílio a reforma litúrgica.

As comportas iam ser abertas; era preciso, então, acelerar as providências. O monge beneditino Dom Adrien Nocent, “neolitúrgico típico”, foi nomeado, em 1961, professor do Pontifício Instituto de Liturgia de Santo Anselmo em Roma, uma venerável universidade beneditina fundada por Leão XIII; e lá Dom Nocent preparava o Concílio. Naquele mesmo ano de 1961, em sua obra O Futuro da Liturgia, Dom Nocent definia os princípios e os fundamentos da nova missa que então preconizava. Seu propósito: influir direta e decisivamente na “revisão da liturgia” que poderia ser realizada durante o Concílio Vaticano II.

Veio o Concílio.

Pela vontade do Papa João XXIII, o Vaticano II quis ser um Concílio Ecumênico e, como disse um bispo não tradicionalista, aí esta palavra “ecumênico” deve ser entendida não no sentido tradicional de “universalidade” ou de “catolicidade”, mas “na acepção moderna (ou errônea?) de favorecer a unidade dos cristãos” 1.

Essa intenção de fazer do Concílio um instrumento de ecumenismo (aliás, falso) abriu as portas da Santa Sé e a cidadela foi ocupada pelos neolitúrgicos progressistas.
Deixemos de lado o que nos separa, guardemos o que nos une; este bem conhecido programa de João XXIII foi o principio inspirador da nova liturgia.
Ora, uma reforma litúrgica inspirada em “motivos ecumênicos” é inconcebível, porque contradiz o princípio imutável da liturgia católica: cabe à regra de fé regular a oração. Uma tal reforma é, ao contrário, pôr em prática a “caridade sem fé” que São Pio X condenou no modernismo. Não é de espantar que a “reforma” (que ia ser implantada) tenha sacrificado a claridade e a exatidão doutrinal em troca de ambigüidade e compromisso.
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A CONFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS

ceuTem sido sempre este o fim que os Santos todos tem levado em vista: a con­formidade com a vontade de Deus. Conhe­cendo muito bem que, nisto consistia a pu­reza da alma. O beato Henrique Suso, disse: «Deus não quer que nos abundemos em luzes espirituais, mas sim que em tudo nos con­formemos com a Sua divina vontade.» E Santa Tereza: «Tudo o que se deve pro­curar no exercício da oração, é a conformidade da nossa vontade com a vontade di­vina, tendo por certo, que nisto consiste a maior perfeição.»

«Aquele que for mais superior nesta prática, receberá maiores mercês de Deus, e fará os maiores progressos no caminho da perfeição.» A Beata Stephania de Soncino, religiosa da Ordem de S. Domingos, sendo arrebatada em espírito e levada ao Céu em uma visão, viu algumas pessoas que conhecia e que tinham morrido colocadas entre os Serafins, e lhe foi dito que tinham sido exaltadas a tão alto grau de glória, em consequência de sua conformidade com a vontade de Deus, enquanto estiveram sobre a terra: e o beato Suso, que acima mencionamos, falando de si mesmo, exclama: «Eu antes queria ser o mais vil inseto que se arrasta pela terra, pela vontade de Deus, do que ser um Serafim por minha vontade

Nós devemos neste mundo aprender dos Santos, que estão no Céu, à maneira de amar a Deus. O amor puro e perfeito que os Bem-aventurados no Céu tem para com Deus, consiste em uma perfeita união da Sua à divina vontade. Se os Serafins entendessem ser esta vontade, que eles levantassem montes de área sobre as praias do mar, por toda a eternidade, ou que arrancassem erva nos jardins, eles o fariam com o maior prazer e gosto. E mais ainda: se Deus lhes significasse que seriam queimados no fogo do inferno, eles desceriam imediatamente ao abismo, para cum­prirem a vontade divina. E é o que Jesus Cristo nos ensina a pedir, que se faça a vontade de Deus na terra, como os Santos o fazem no Céu. (S. Mat. VI. 10.) Nosso Senhor chama a David «um homem segundo o meu coração, porque cumpriu todas as minhas vontades.» (Atos, XIII. 22.) Continuar lendo

ENTRADA DE SEMINARISTAS NOS SEMINÁRIOS DO HEMISFÉRIO SUL (ARGENTINA E AUSTRÁLIA)

seminariolarejaOs seminários da Fraternidade São Pio X No hemisfério sul receberam os novos seminaristas neste mês de março, consagrado a São José, patrono da Igreja universal. 

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est 

Na Argentina, o seminário de Nossa Senhora Redentora em La Reja acolhe 11 alunos no ano de humanidades (5 Mexicanos, 4 Argentinos, 1 Colombiano e 1 Dominicano), assim como 7 seminaristas no primeiro ano de espiritualidade: 2 Argentinos, 2 Mexicanos, 1 Colombiano, 1 Guatemalteco e 1 Paraguaio). Dois candidatos a Irmãos ( 1 Argentino e 1 Brasileiro) igualmente bateram à porta do seminário que abriga um Noviciado de Irmãos da Fraternidade de São Pio X.

Na Austrália, o Seminário da Santa Cruz, em Goulburn, recebe a 3 alunos no ano de humanidades (1 australiano, 1 nigeriano e 1 filipino), assim como 4 seminaristas no primeiro ano de espiritualidade: 1 australiano, 1coreano, 1 indiano e 1 Neo-Zelandês. 

No total, este ano letivo de 2016 vê-se 51 jovens se prepararem para o sacerdócio nestes dois seminários, além dos 14 pré-seminaristas no ano de Humanidades.

Com as entradas de outono de 2015 em Flavigny (França), Winona (EUA) e Zaitzkofen (Alemanha), o total de entradas nos seminários da FSSPX é de 47 seminaristas no primeiro ano.

DA VIRGINDADE

rezSão Cipriano (De disc. et hab. virg.) denomina a multidão de virgens que se consagram ao amor de seu Divino Esposo, de “a mais nobre porção da Igreja de Cristo”. Vários outros Santos Padres, como Santo Efrém, Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Jerônimo, São Crisóstomo, escreveram livros inteiros em louvor da virgindade.

Não é minha intenção expor aqui todos os méritos e vantagens que adquirem as pessoas que consagraram a Deus sua virgindade; disso tratarei extensamente no capítulo IV da III parte, que trata do voto de castidade [que reproduzimos logo abaixo]. Aqui farei seguir, simplesmente, uma instrução para os que levam uma vida virginal sem terem emitido o voto de castidade.

As almas virgens são extraordinariamente belas aos olhos de Deus: “Serão como os Anjos de Deus no Céu” (Mat 22, 30). Barônio conta que na morte de uma virgem, chamada Geórgia, uma multidão de pombos adejavam ao redor da casa e, quando seu cadáver foi transportado à igreja, pousaram no teto, exatamente em cima do lugar onde se achava o caixão, e daí não se retiraram até ser sepultada a piedosa virgem (An. 480). Essas pombas certamente eram Anjos, que queriam prestar as últimas honras àquele corpo virginal.

As almas virginais, que renunciaram ao casamento para se dedicarem exclusivamente ao amor de Jesus Cristo, tornam-se esposas do Filho de Deus. Nos Santos Evangelhos, Jesus Cristo é chamado Pai, Mestre, Pastor das almas; referindo-se às virgens, porém, dá-Lhe o nome de Esposo: “Elas saíram a receber o Esposo e a Esposa” (Mat 25, 1). Por isso, tinha razão Santa Inês, respondendo, segundo Santo Ambrósio, aos que lhe ofereciam a mão do filho do prefeito de Roma: “Ofereceis-me um esposo? Já encontrei um muito melhor” (De virg., 1.. 1). Semelhante resposta deu Santa domitila, sobrinha do imperador Domiciano, aos que queriam persuadi-la a casar­se com Aureliano: “Dizei-me: a quem deveria escolher por esposo uma jovem pedida em casamento por um monarca e por um camponês? Para casar-me com Aureliano, teria de renunciar ao Rei do Céu. Ora, isso seria uma loucura inominável, que nunca praticarei”. E, firme nessa resolução, deixou-se queimar viva, para poder permanecer fiel a Jesus Cristo, a Quem consagrara sua virgindade.

Quem poderá imaginar a glória que Deus reserva a Suas castas esposas lá no Céu? Os teólogos são de opinião que no Céu existe uma glória especial reservada às virgens, uma coroa ou alegria particular, de que estão privados os outros Santos. Continuar lendo

A CARICATURA DA FÉ

procuraUm sábio educara o filhinho completamente afastado do convívio do mundo e nunca pronunciava diante dele, a palavra “DEUS”. Queria experimentar se a alma, abandonada a si mesma, poderia chegar ao conhecimento de Deus. Quando a criança atingira seus dez anos, o pai notou que o rapazinho se esgueirava de madrugada para o jardim. Seguiu-o de mansinho, e que viu? O menino, ajoelhado no solo, erguia as mãos postas para o sol.

Pobre rapaz! Tomava o servo pelo Rei! Mas, mesmo assim, deu uma brilhante prova de que a alma humana é religiosa por natureza. Fechando-lhes as fontes apropriadas, ela se apega a grosseiras ilusões e erros.

Podemos retroceder até os tempos mais remotos da história dos homens e não encontraremos um único povo que não tivesse religião. A religiosidade é exigência da própria natureza humana. Negar a existência de Deus é violentar a natureza.

Observamos, hoje em dia, a cada passo a confirmação de que a alma do homem anela pela religião, e que sem esta fica desassossegada, impaciente, enferma. Vemo-lo naqueles homens, dignos de lástima, que se afastaram da religião. Acreditas que esses “descrentes” sejam realmente incrédulos? Não! A alma tem sede de fé; ao desviar-se da verdadeira religião, ela se apega com frenesi aos mais diversos substitutos da religião, a caricaturas grotescas de fé.

Floresce em nossos dias a mais crassa e estúpida superstição, não só entre ignorantes, mas também entre os cultos. Provam-no os adeptos do teosofismo, do espiritismo, da astrologia, da cartomancia de todos os tipos, ou como quer que se chamem todos esses “fenômenos ocultos”. Continuar lendo

RESPONSABILIDADES DOS CRISTÃOS

S._Catarina_de_Sena_okDo pecado original, que contraís através do pai e da mãe na concepção, restou-vos somente uma cicatriz. Ela é apagada, embora não completamente, pelo batismo, ao qual o Sangue de Cristo concedeu a virtude de infundir a vida da graça. Quando alguém é batizado, imediatamente cancela-se o pecado original e infunde-se a graça; a inclinação para o pecado, descrita antes como uma cicatriz, fica enfraquecida e submetida ao controle da pessoa. Assim, o homem dispõe-se a receber e aumentar a graça em si mesmo. O resultado, para mais ou para menos, depende do seu esforço em servir-me com amor e anseio. Embora possuindo a graça batismal, a pessoa pode encaminhar-se livremente para o bem ou para o mal. É ao atingir o uso da razão que praticará o bem ou o mal, conforme agradar ao arbítrio de sua vontade.

Aliás, tão grande é a liberdade humana, de tal modo ficou fortalecida pelo precioso Sangue de Cristo, que demônio ou criatura alguma pode obrigar alguém à menor culpa, contra o seu parecer. Acabou-se a escravidão; o homem ficou livre. Agora, ele pode dominar a sensualidade e chegar à meta para a qual foi criado. Ó homem infeliz, que prazerosamente te enlameias no lodo, como um animal, e não reconheces os imensos favores que te dei! Pobre criatura! Mais não poderias receber, e no entanto vives cheia de misérias!

Minha filha, procura compreender! Ao obter a graça, os homens são recriados no Sangue do meu Filho unigênito. Como disse, a graça foi restituída aos homens; mas se não a aceitam, passarão do mal para o pior. Desprezando meus benefícios, de pecado em pecado me ofendem. Além de não reconhecerem o auxílio da graça, até acham que cometo ofensas; afirmam que não desejo a sua santificação! Pois bem, quero esclarecer: semelhantes pessoas merecem um castigo mais severo! Agora que tiveram a redenção mediante o Sangue de meu Filho, a punição será mais grave do que antes, quando ainda não fora cancelada a ferida causada pela culpa de Adão.
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DA PAZ E DO ZELO EM APROVEITAR

orar01Muita paz podíamos gozar, se não nos quiséssemos ocupar com os ditos e fatos alheios que não pertencem ao nosso cuidado. Como pode ficar em paz por muito tempo aquele que se intromete em negócios alheios, que busca relações exteriores, que raras vezes e mal se recolhe interiormente? Bem-aventurados os simples, porque hão de ter muita paz!

Por que muitos santos foram tão perfeitos e contemplativos? É que eles procuraram mortificar-se inteiramente em

todos os desejos terrenos, e assim puderam, no íntimo de seu coração, unir-se a Deus e atender livremente a si mesmos. Nós, porém, nos ocupamos demasiadamente das próprias paixões e cuidados com excesso das coisas transitórias. Raro é vencermos sequer um vício perfeitamente; não nos inflamamos no desejo de progredir cada dia; daí a frieza e tibieza em que ficamos.

Se estivéssemos perfeitamente mortos a nós mesmos e interiormente desimpedidos, poderíamos criar gosto pelas coisas divinas e algo experimentar das doçuras da celeste contemplação. O que principalmente e mais nos impede é o não estarmos ainda livres das nossas paixões e concupiscências, nem nos esforçamos por trilhar o caminho perfeito dos santos. Basta pequeno contratempo para desalentarmos completamente e voltarmos a procurar consolações humanas. Continuar lendo

O EGOÍSMO RETOMA A DIREÇÃO DO MUNDO

arrSenhor! Fostes divinamente amado pelos homens. E, mesmo nos nossos dias, quantos corações puros Vos amam e Vos são dedicados até à morte!

Mas o meu coração confrange-se de tristeza. O número destas almas ardentes não parece diminuir de dia para dia? O egoísmo recupera a direção do mundo. Há tempos que vem infestando com o seu veneno toda a sociedade. Penetra agora na vida familiar e procura infiltrar-se na própria Igreja.

Quando o Senhor voltar à terra, encontrará ainda amor no mundo?

Por toda a parte, a caça aos prazeres, a cupidez, o luxo desenfreado; por toda a parte, a opressão dos fracos, o desdém pelos infelizes, o horror pelos menos favorecidos!

É como se o Senhor Se tivesse retirado, levando consigo o amor e a luz. As sombras já se aglomeram ao redor de nós e o frio faz-se mais intenso. É o melancólico paganismo que volta, como um espectro carregado de ódio, e que ameaça envolver-nos a todos numa imensa mortalha.

Senhor! Tende piedade de nós: Fica conosco, Senhor, pois é tarde e o dia já declina (Lc 24,29). Ficai conosco, senhor, pois faz-se tarde. A noite vem caindo, a terrível noite que nos apavora com os seus fantasmas. Ficai conosco! Continuar lendo

QUE É QUE PEDES A JESUS?

meninaJoei era uma menina que as Irmãs de Caridade encontraram abandonada pelos pais às margens do Rio Amarelo da Grande China.

Estava a criancinha a morrer de fome e frio, quando as Irmãs a levaram para o hospital.

Logo que as vestiram e alimentaram, dando-lhe leite quente, começou a pequenina a recobrar a vida e a saúde. Foi batizada e logo brilhou a inteligência em seus olhinhos vivos e começou a conhecer a Deus e a aprender as coisas do céu. Andava já pelos oito anos e gostava de assistir à doutrina com as crianças que se preparavam para a primeira comunhão. Mas a sua memória não acompanhava o seu coração e quando o missionário foi examiná-la, teve que dar-lhe a triste notícia de que não seria admitida à primeira comunhão enquanto não soubesse melhor a doutrina.

Julgava o Padre que essa determinação a deixaria indiferente. Mas não foi assim.

Daquele dia em diante notou-se uma mudança extraordinária no comportamento da menina.
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NA TEMPESTADE DO MUNDO – A MULHER FORTE

tempFacta est quasi navis institoris, de longe portans panem suum. (Prov. XXXI, 14)
Ela converte-se n’um como navio d’um mercador, que traz de longe as suas riquezas 

Senhoras,

A mulher deve vigiar o interior de sua casa; está nisto um dos princípios dos seus deveres. Não se humilha nunca descendo às minudencias do lar, porque é um modo de descer que em nada compromete a dignidade, a autoridade e o caráter. Nós vemos todos os dias a luz do sol, que, sem nada perder do seu brilho e da sua esplendida majestade, a toda parte chega, iluminando os planos mais inferiores. O trabalho manual, qualquer que seja a sua forma, quer se fie a lã ou o linho, quer se tome o fuso ou a agulha, quer se vigie a cozinha ou a preparação dos vestidos, o trabalho manual é um dos maiores e mais úteis recursos na vida das mulheres. Ora um dos cancros da nossa época é vê-lo abandonado, ou, pelo menos, raramente praticado.

Quer isto dizer que o trabalho intelectual deve ser abandonado e que o papel da mulher tem de limitar-se à vigilância da cozinha e ao fabrico de rendas?

Cremos ter estabelecido o contrário, indicando-vos a linha do centro entre todos os extremos. Sem querer fazer de vós mulheres sábias, o que seria um papel ridículo e comprometedor sob diversos pontos de vista; sem querer obrigar todas as mulheres a estudarem, o que, muitas vezes, seria impossível, pareceu-nos que para várias, que para algumas e em diferentes graus de iniciação, o estudo é uma coisa muito útil, e fácil nos foi confirmar estes princípios por autoridades consideráveis, e em particular, pelo exemplo da mãe de santo Agostinho. Continuemos a explicação do livro dos Provérbios, seguindo sempre a ordem dos versículos.

“Ela converte-se n’um como navio d’um mercador, que traz de longe as suas riquezas”.

Um navio a mulher!

Esta idéia da Escritura parece-me tão bela e tão fecunda em bosquejos cheios de graça e de verdade, que vos solicito permissão para nela me deter, e, até, para a ela consagrar inteiramente esta conferência. Devo dizer-vos que este entretenimento é absolutamente rochelez, porque o compus com as minhas recordações dos passeios à beira-mar. Continuar lendo

DIA INTERNACIONAL DA MULHER E O FEMINISMO SOCIALISTA

Fonte: A Grande Guerra (*)

egitim_senli_kadinMovimento feminista celebra 100 anos do Dia Internacional da Mulher

“100 anos de 8 de março: mulheres em luta por autonomia, igualdade e direitos”

Manifestação acontece no dia 8 de março, às 10h30, na Praça do Patriarca, rebatizada há dois anos pelas mulheres de Praça da Matriarca.

Depois do ato, haverá uma caminhada das feministas pelo centro da capital paulista.

Há exatos 100 anos, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, a criação de um Dia Internacional da Mulher. Havia alguns anos, diferentes datas eram marcadas por jornadas de luta feminista, organizadas sobretudo em torno da defesa do voto feminino e da denúncia contra a exploração e opressão das mulheres.

A partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional. Um século se passou e hoje, em todo o mundo, o dia 8 de março é uma data de celebração e afirmação da luta das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade. Em São Paulo, o dia será marcado por uma manifestação no centro da capital, que reunirá feministas de diferentes regiões do estado pra dizer “ainda há por que lutar!”.

Com o ato, convocado por dezenas de organizações e movimentos populares, as mulheres querem celebrar as conquistas alcançadas em cem anos de mobilização coletiva, mas também mostrar que a luta por autonomia, igualdade e direitos segue atual e necessária. Continuar lendo

A TODAS AS MULHERES…

que em todos os dias do ano se espelham “na Mulher” abaixo e A tem como exemplo de conduta de vida, nossos sinceros votos de crescimento espiritual e santificação. nossa-senhora-do-bom-conselhoAssim, parabenizamos a vocês, mulheres católicas, que no seu dia a dia (todos os dias do ano), como filhas de Nossa Senhora:

  • Buscam incansavelmente sua santificação e a santificação de sua família;
  • Que não se importam com comemorações liberais e pagãs;
  • Não se deixam levar por ideologias feministas, esquerdistas e pela moda reinante;
  • Que não querem essa “liberdade” anti-cristã para si e para suas filhas;
  • Que não querem outro espaço a conquistar que não seja o coração do marido;
  • Que sabem, como católicas, que homens e mulheres não são iguais em direitos e deveres;
  • Que sabem, como solteiras, de seus direitos e deveres para com seu estado;
  • Que sabem, como casadas, que não tem os mesmos direitos e deveres de seus maridos (e conhecem seus direitos e deveres para com o marido);
  • Que sabem, como viúvas, de seus direitos e deveres para com seu estado;

Parabenizamos a vocês, mulheres católicas, que todos os dias, como filhas de Nossa Senhora:

  • São virtuosas;
  • São humildes;
  • São generosas;
  • São amáveis;
  • São fiéis;
  • São exemplo de caridade;
  • São benevolentes;
  • São exemplo de modéstia e pudor;
  • Aceitam santamente o sofrimento;
  • Aceitam com paciência todos os filhos que Deus envia;
  • Se entregam à Providência;
  • Que não colocam os bens materiais acima dos bens espirituais;
  • Sabem o que é o verdadeiro amor cristão para com sua família e ao próximo; 
  • Concedem uma educação sobrenatural a seus filhos;
  • São “o sol” de sua casa, iluminando e irradiando alegria, ternura, carinho e amor cristão aos filhos e ao marido;

woman-veil-churchFaçamos hoje pequenos atos de desagravo ao Coração Imaculado de Maria, ao longo do dia. Façamos uma pequena penitência e ofereçamos à Mãe de Deus, pelos muitos membros do clero e pelos muitos católicos leigos que se atrevem a comemorar este dia que é fruto do liberalismo (o tal “Dia internacional da Mulher”).

Doce coração de Maria, sede nossa salvação.

A OBRA REDENTORA DE CRISTO

cristoEstando a humanidade corrompida pelo pecado do primeiro homem, Adão, enviei o Verbo, meu Filho unigênito. Todos vós, vasos modelados no mesmo barro, estáveis contaminados e sem condições para aceder à vida eterna. Então eu, o Altíssimo, me uni à pequenez da vossa natureza humana. Desejava remediar a corrupção e morte do homem, restituindo-lhe a graça perdida com o pecado. Todavia, a mim, Pai eterno, era impossível sujeitar-me ao sofrimento e minha justiça exigia o castigo da culpa. Os homens eram incapazes de dar a satisfação; e, se isso acontecesse, cada pessoa teria que fazê-lo para si mesma, não por todos os outros. Na realidade, nenhum de vós tinha capacidade de dar reparação, nem por si, nem pelos outros, já que a culpa atingira meu ser infinito. Queria eu, então, reconstruir a humanidade; ela, enfraquecida, não podia dar a reparação ao mal. Enviei, pois, o Verbo, meu Filho unigênito, revestido de vossa natureza, a corrompida matéria de Adão. Nessa natureza, ele haveria de sofrer, morreria mesmo, para aplacar minha ira. Por tal maneira satisfiz a minha justiça, saciei-a pela misericórdia, pois esta última queria cancelar a culpa humana e preparar a humanidade àquela bem-aventurança para a qual a havia criado.

Assim unida à divindade, a humanidade pôde dar a reparação. Como? Seja mediante o sofrimento humano de Cristo, seja pela virtude da natureza divina infinita do Verbo encarnado. Desta união das duas naturezas, recebi e aceitei o sacrifício do Sangue. Era sangue humano, mas mesclado, amalgamado com a natureza divina, como fogo do meu amor. Este amor foi o único laço que reteve Jesus quando cravado na cruz. Foi somente dessa forma – na virtude da divindade (de Cristo) – que se tornou possível a reparação da culpa humana; foi assim que se cancelou a mancha do pecado de Adão. Dela restou apenas uma cicatriz, que é a inclinação para o mal e os defeitos corporais, à semelhança da cicatriz que fica quando uma pessoa é curada de uma ferida.

A ferida causada pela culpa de Adão era mortal. Ao chegar o grande médico, meu Filho unigênito, ele curou o doente, sorvendo a medicina amarga, impossível de ser tomada pela fraqueza humana. Cristo comportou-se como a ama-seca, que bebe o remédio em lugar da criança, dado que ela é grande e forte, ao passo que a criança é fraca e não suporta o amargor. Cristo foi o substituto. Graças ao poder e fortaleza da divindade que nele se achava unida à natureza humana, tomou o medicamento amargo, a morte na cruz, para curar e restituir a vida a vós, crianças enfraquecidas pelo pecado.

O Diálogo – Santa Catarina de Sena

O PADRE DE “ONTEM” É O MESMO DE “HOJE”?

Quando falamos na palavra “padre” qual é o primeiro pensamento que nos vem em mente?

– Um homem de batina preta? Um homem rezando uma Missa com uma “túnica branca”? Um homem comum como todos os outros?

Nos dias de hoje pensamento mais adequado seria o da última opção, não por apelação, mas sim por que os próprios padres contribuem com a construção de tal imagem.

Tendo como referência esta foto acima, algumas pessoas perguntariam: “Em mil novecentos e quanto foi tirada esta foto?”, ao passo que outras que possuem um pouco mais de conhecimento poderiam até ironizar: “Esta foto foi tirada nos tempos do Concílio de Trento?”. Vemos nada mais que dois padres caminhando em uma calçada e vestindo suas respectivas batinas que eram tão comuns em sua época quanto a famosa “camisa clerical” é nos dias de hoje.

A foto foi tirada em um tempo onde era perfeitamente normal os padres usarem batina, saturno e/ou barrete; seminaristas vestidos da mesma forma “sem vergonha” alguma. São imagens como estas que, infelizmente, são raras atualmente. É triste não apenas nós fieis leigos mas também para os próprios clérigos que conservam o amor por esta veste talar, verem aos poucos a maioria dos demais padres abandonarem a veste que é e continuará sendo tão importante até o fim dos tempos para os padres do mundo inteiro, pois a batina é um sinal, um sinal de consagração, um sinal de morte para o mundo. 

Nos dias atuais, a maioria dos padres optaram por usar roupas que os façam parecer mais com os leigos, mas apenas tendo uma pequena característica que os distinguem dos mesmos: Uma pequena palheta branca que se usa entre as duas aberturas de uma camisa, como se vê nesta foto.

Já ouvi pessoas dizendo: “A camisa clerical faz o padre da cintura para cima, basta tirar a palheta e pronto! Não se parece mais com um padre! Estará vestida de forma social.”

Não temos autoridade alguma para condenar ou fazer juízo do padre que gosta de usar tal veste, tanto que a mesma é defendida pelo próprio Código de Direito Canônico (cf. cân. 284), mas o que ninguém poderá negar é que a roupa própria do padre é nada mais e nada menos que a batina. Muitas pessoas – inclusive padres – acreditam que tudo e todos devem modernizar-se e adaptar-se com as inconstâncias dos tempos atuais, o que não passa de uma errônea compreensão de “adaptação ao mundo moderno”. À partir do momento em que o Sacerdote é ordenado como tal pelas mãos de um legítimo sucessor dos Apóstolos, o Bispo, a natureza deste homem é mudada. Repito: a natureza deste homem é mudada. A pessoa do padre, tanto exterior como interior deve ser um constante reflexo do Cristo, daquele Cristo que é o mesmo ontem, hoje e sempre. Cristo não muda nem mudará, portanto, como um filho da Igreja, membro do Corpo Místico de Nosso Senhor e Sacerdote do Altíssimo, o sacerdote também não deve mudar segundo os ventos do mundo: deve ele ser o mesmo que a Santa Igreja – Esposa Mística de Jesus Cristo – sempre exigiu dos seus presbíteros. Eles não podem aderir às modernidades (não importando se a maioria já adere) e deixar sua veste talar de lado, trocando-a por uma camisa que não é criação da Santa Madre Igreja, mas sim uma invenção não católica; mas qual padre hoje em dia se importa com isto? Continuar lendo

TODA A NOSSA PERFEIÇÃO CONSISTE EM AMAR AO NOSSO AMABILÍSSIMO DEUS

Rezando«A caridade é o vinculo da perfeição.» (Colos. III. 14.)

E toda a perfeição do amor de Deus, consiste em unir a nossa vontade com a Sua santíssima vontade. «O principal efeito do amor diz S. Dionísio (De Div. Nom. C. 4.), é unir a vontade daqueles que se amam de maneira, que se torne uma e a mesma von­tade.» Por conseguinte quanto mais uma pessoa está unida com a vontade divina maior será o seu amor. Penitências, medi­tações, comunhões e obras de caridade, praticadas para com o nosso próximo, são de certo agradáveis a Deus, mas quando? quando estas obras são feitas em confor­midade com a Sua vontade, mas, quando elas não se praticam pela vontade de Deus, não só lhe são desagradáveis, mas odiosas e merecedoras unicamente de castigo. Se um amo tivesse dois criados, dos quais um trabalhando todo o dia, mas conforme a sua vontade, e o outro trabalhando à vontade de seu amo, seguramente o amo estimaria mais o segundo do que o primeiro. Como podem nossas ações promover a gloria de Deus, senão forem conformes ao Seu divino agrado? «O Senhor, disse o Profeta a Saul, não deseja sacrifícios, mas obediência à Sua vontade: acaso pede o Senhor holocaustos e vítimas, e não obediência à Sua voz? (I Reis, XV. 22, 23.)

Aquele que trabalha segundo a sua pró­pria vontade, e não conforme a vontade de Deus, comete uma espécie de idolatria, porque em lugar de adorar a vontade di­vina, adora de alguma maneira a sua própria. Continuar lendo

OS LIMBOS, VÍTIMAS DA NOVA TEOLOGIA DA SALVAÇÃO UNIVERSAL

Rev. Pe. Patrick de La Rocque, FSSPX

Sumário

I – LEMBRANÇAS DA DOUTRINA CATÓLICA

– Ensinamento da Igreja sobre o pecado original

– O ensinamento da Igreja sobre a necessidade do Batismo

– Situação das crianças mortas sem Batismo

II – DOCUMENTO DA COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL

– Pressuposto fundamental: falsa concepção da Redenção universal.

– O pecado original esquecido

– O Magistério e a Tradição relativizados

– A Bíblia reinterpretada

– Hierarquia das verdades e mudança de perspectiva

– Um antigo “lugar-comum”: «perscrutar os sinais dos tempos»

– Proposições pelo menos inventivas

CONCLUSÃO

O Sr. Padre Patrick de La Rocque proferiu, recentemente, uma conferência sobre o documento da Comissão Teológica Internacional, «Esperança de Salvação para as Crianças Mortas sem Batismo». Eis a tradução e a transcrição.

Há uma dúzia de dias, os jornais traziam títulos: A Igreja Católica encerra os Limbos. Assim anunciavam um documento emanado da Comissão Teológica Internacional (CTI), precisamente sobre a questão dos limbos.

Comentando este documento em France Info, o Cardeal Poupard explicava: «O amor de misericórdia de Deus Salvador estende-se a todos, mesmo às crianças mortas sem batismo». Por seu lado, a agência romana de imprensaZenit, mantida pelos Legionários de Cristo, comentava: «Um documento de 41 páginas intitulado Esperança de Salvação para as Crianças Mortas sem Batismo, preparado pela Comissão Teológica Internacional e aprovado por Bento XVI, confirma que as crianças que morrem sem batismo estão destinadas ao Paraíso». Continuar lendo

A HONRA DE AJUDAR À MISSA

aaFoi em 1888, Ano Jubilar do Santo Padre Papa Leão XIII. Num dos altares da Basílica de São Pedro encontravam-se dois sacerdotes: um era prelado romano e cônego da Basílica Vaticana; o outro era o bispo duma diocesa italiana, vindo a Roma para assistir às festas jubilares.

O prelado romano, que se dispunha para celebrar a missa, olhava inquieto ao redor, porque seu ajudante não aparecia. O Bispo, que estava ajoelhado ali perto, aproxima-se com grande simplicidade e diz:

– Permita-me, Monsenhor, que seja eu o ajudante de sua missa?

– Não, excelência, não o permitirei: não convém a um Bispo fazer de coroinha.

– Por que não? garanto-lhe que darei conta.

– Disso não duvido, Excelência; mas seria muita humilhação. Não, não o permitirei.

– Fique tranqüilo, meu amigo. Depressa ao altar; comece: Introibo…

Dito isto, o Bispo ajoelha-se e o prelado teve que ceder. Assistido por seu novo ajudante, o prelado romano prosseguia a sua Missa com uma emoção sempre crescente.
Terminada a Missa, o celebrante se desfez em agradecimentos perante o Bispo.

Aquele pio e humilde ajudante, vinte anos mais velho que o prelado romano, era a glória da diocese de Mântua, D. José Sarto, o futuro Papa Pio X, hoje canonizado por Pio XII.

Para o Cruzadinho, amigo fervoroso de Jesus Eucarístico, não deve haver honra nem glória maior do que poder ajudar devotamente o sacerdote ao altar.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

ECÔNE E O VATICANO. LEGALIZAR O DESACORDO

Fonte: Capela Santa Maria das Vitórias

Tendo em vista os rumores e alguns comentários de autoridades eclesiásticas a propósito de um iminente reconhecimento canônico da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, desejaria expressar minha opinião sobre um assunto de interesse geral.

Em primeiro lugar, repito o que tenho dito em vários ocasiões. Visto que a Fraternidade São Pio X teve seu estatuto canônico supresso de uma forma arbitrária, ao arrepio do devido processo legal, nos idos de 1976, sem que se desse aos interessados nenhum direito de defesa  contra a medida atrabiliária, cabe, hoje, na verdade, uma perfeita restauração do direito violado. Se, por exemplo, eu fosse injustamente privado da minha cidadania e de todos os direitos dela decorrentes, não aceitaria nenhum ato de “misericórdia”, de reconciliação, de anistia ou coisa que o valha, mas a pura e simples reparação da injustiça cometida contra mim e o restabelecimento do meu direito acrescido de devida indenização. Se é procedente falar de misericórdia no caso, esta vem da parte do ofendido que perdoa ao agressor. É o caso da Fraternidade São Pio X.

Quanto às declarações de um conhecido prelado da cúria romana sobre o estado atual das relações entre a Fraternidade e o Vaticano, parece-me oportuno assinalar que hoje soam absurdas, sobretudo após a declaração conjunta (ou acordo?) do bispo de Roma e do patriarca de Moscou, assinada recentemente, sob as bênçãos dos irmãos Castro e do presidente Putin, as exigências de ordem doutrinária à Fraternidade São Pio X, quando o papa declarou que a Igreja Greco-Ucrâniana não deve expandir-se trazendo para o seio da Igreja Católica os cristãos nascidos ou caídos no cisma ortodoxo. Continuar lendo

O PRINCIPAL É A HONRA

honra“A qualquer credo pertenças, — nem sei se tens religião ou não — não importa, isso é secundário: o principal é ser honrado. Isso basta!”

Ouvirás por certo estes conceitos: “Isso basta!” dizem eles. O escritor francês Ségur, deu a respeito uma resposta lacônica: “Naturalmente, isso basta para não subir ao cadafalso; mas não basta para entrar no reino dos céus”.

Não quero, todavia, liquidar tão simplesmente uma questão assim importante. Não o quero, para que, apresentando-se-te a dificuldade, possas oferecer uma resposta oportuna a palavras tão ocas.

Em primeiro lugar pergunto: Se fosse coisa indiferente a religião à qual pertencemos, por que se teria esforçado Nosso Senhor por inculcar em nós o verdadeiro sentido da divindade e a maneira melhor de servir a Deus?

E pergunto mais: “O essencial é a honra? Admitido. Mas, poderá ser honrado quem não tem religião?”

Se responderes sem refletir, dirás: “Naturalmente que se pode! Senão, veja fulano e sicrano! Sei com certeza que nunca põem o pé na igreja, que se confessaram a última vez quando se casaram; no entanto, são cavalheiros sem jaça, da cabeça aos pés”.

Depois de madura reflexão, a resposta seria de certo bem diferente. Que haja “homens honrados”, “cavalheiros”, que, infelizmente, não se importam de religião, quem o poderia contestar? Contudo, se examinasses de perto o que eles entendem por “honra” e “cavalheirismo”, haverias de pasmar. Sua honradez se resume em geral na observância escrupulosa das prescrições da cortesia e educação exteriores e na omissão de tudo o que os poderia pôr em conflito com as leis civis. Continuar lendo

A PRÁTICA DA MORTIFICAÇÃO CRISTÃ

mortifLivre-tradução do Artigo “La mortificación cristiana” do Cardeal Desidério José Mercier (1851-1926) publicado em “Cuadernos de La Reja” número 2 do Seminário Internacional Nossa Senhora Corredentora da FSSPX.

Nota: Todas as práticas de mortificação que reunimos aqui são recolhidas dos exemplos dos santos, especialmente Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Santa Teresa, São Francisco de Sales, São João Berchmans, ou são recomendadas por reconhecidos mestres da vida espiritual, como o Venerável Louis de Blois, Rodriguez, Scaramelli, Abade Allemand, Abade Hamon, Abade Dubois, etc.

Artigo 1 – Objeto da mortificação cristã

A mortificação cristã tem por fim neutralizar as influências malignas que o pecado original ainda exerce nas nossas almas, inclusive depois que o batismo as regenerou. Nossa regeneração em Cristo, ainda que anulou completamente o pecado em nós, nos deixa sem embargo muito longe da retidão e da paz originais. O Concílio de Trento reconhece que a concupiscência, ou seja, o triplo apetite da carne, dos olhos e do orgulho, se deixa sentir em nós, inclusive depois do batismo, afim de excitar-nos às gloriosas lutas da vida cristã (Conc. Trid., Sess. 5, Decretum de pecc. orig.).

A Escritura logo chama esta tripla concupiscência de “homem velho“, oposto ao “homem novo” que é Jesus que vive em nós e nós mesmos que vivemos em Jesus, como “carne” ou natureza caída, oposta ao “espírito” ou natureza regenerada pela graça sobrenatural. Este velho homem ou esta carne, ou seja, o homem inteiro com sua dupla vida moral e física, deve ser, não digo aniquilado, porque é coisa impossível enquanto dure a vida presente, mas sim mortificado, ou seja, reduzido praticamente à impotência, à inércia e à esterilidade de um morto; há que impedir-lhe que dê seu fruto, que é o pecado, e anular sua ação em toda a nossa vida moral.

A mortificação cristã deve, portanto, abraçar o homem inteiro, estender-se a todas as esferas de atividade nas quais a natureza é capaz de mover-se. Tal é o objeto da virtude de mortificação. Vamos indicar sua prática, recorrendo sucessivamente as manifestações múltiplas de atividade em que se traduz em nós: Continuar lendo

HORROR E LOUCURA NA SUÉCIA

PARTIDO POLÍTICO JUVENIL BUSCA LEGALIZAR INCESTO E NECROFILIA NA SUÉCIA

Cecilia Johnsson, miembro de las juventudes liberales suecas

Cecilia Johnsson, membro da Juventude Liberal sueca

Fonte: ACI

A Juventude Liberal da Suécia (LUF), o lado jovem do Partido Popular Liberal Sueco, aprovou uma moção para promover a permissão de incesto entre irmãos e a necrofilia em seu país.

Entendo que (a necrofilia e o incesto) podem ser vistos como incomuns e repugnantes, mas a legislação não pode basear-se em algo desagradável ou não”, disse Cecilia Johnson, presidenta de LUF em Estocolmo, durante a reunião anual que aconteceu durante o último fim de semana nessa cidade.

Johnson assegurou: “Não gosto das leis morais em geral” porque “a atual legislação não protege ninguém”.

A respeito da proposta de permitir o incesto, a presidente deste grupo comentou que a moção somente diz respeito aos irmãos e não para pais e filhos.

Achamos que deveria ser correto permitir que os irmãos, maiores de 15 anos, possam ter relações sexuais entre eles”, assinalou.

A respeito da necrofilia (relações sexuais com mortos), a líder de LUF explicou que isto pode acontecer caso exista uma permissão por escrito desta pessoa antes de morrer e, portanto, “deve ser sua decisão o que acontece com seu corpo depois da morte: se deseja deixar seus restos em um museu ou permitir que alguém tenha relação com eles”.

Em uma entrevista para o jornal local ‘Göteborgs-Posten’, foi perguntado à Johnson por que foi aprovada esta moção no LUF e ela respondeu: “A lei não deve moralizar o fato de que duas pessoas queiram ter relações sexuais entre elas”.

Todos devem ter controle sobre seu corpo, inclusive quando estão mortos. Além disso, outras pessoas devem ter também a oportunidade de ter relações sexuais com o corpo de um falecido”, disse.

Adam Alfredsson, secretário de imprensa do Partido Popular Liberal Sueco, disse que não está de acordo com o plano da Juventude Liberal da Suécia.