Outras causas
A esses conflitos afetivos prendem-se os furtos por inveja e ciúme, e principalmente por vingança: crianças que querem privar os pais de objetos que lhe são úteis ou queridos, ou querem desgostá-los, sabendo o desagrado que lhes causam seus furtos. Então, procuram, às vezes, inutilizar os objetos furtados, com evidente desejo de vingar-se.
Relacionemos igualmente aqui o chamado furto generoso ou altruístico, que se encontra também nos adultos, mas que na criança representa mais freqüentemente a compensação pela falta de afeto: ela, com presentes, procura entre colegas, a estima que julga lhe negarem seus pais e mestres. Alguns o praticam por vaidade, ou também compensando-se de uma situação de inferioridade.
Por sugestão
Depois dos conflitos íntimos, creio que a causa mais constante dos furtos infantis é a sugestão. O ambiente é contagioso. Raríssimos, em toda a humanidade, lhe escapam ao influxo. Mais que os adultos, cedem facilmente as crianças à força do exemplo, das palavras, da vida doméstica. Desgraçadas daquelas que não têm no lar sadia atmosfera moral.
Se não é muito alto o padrão de honestidade dos pais, instala-se nos filhos uma deformação que só a muito custo se corrigirá. Raros mandarão, expressamente, os filhos roubarem; muitos, porém, o farão de outras maneiras: Continuar lendo
De todas as faltas infantis é talvez o furto a que mais profunda e desagradável impressão produz aos pais.


























Por 


























Ite ad Ioseph, et quidquid ipse vobis dixerit, facite — “Ide a José e fazei tudo que ele vos disser” (Gen. 41, 55).