MÜLLER, CURA TE IPSUM!

Müller, cura te ipsum!

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Entre os críticos mais severos das sagrações episcopais da FSSPX destaca-se o Cardeal Müller (que acabou de ordenar padres para o IBP), um dos principais expoentes do “conservadorismo”, que comparou os continuadores da obra de D. Lefebvre ao herege Lutero e ao cismático Henrique VIII(1).

Bem, a ambas as acusações pode-se responder tranquilamente: “Médico, cura-te a ti mesmo!”

Quanto a Henrique VIII, que, como é sabido, deu origem a um cisma e a uma hierarquia antirromana para que seu adultério e concubinato fossem legitimados, lembramos que o Eminentíssimo esteve entre os defensores da ortodoxia da Amoris laetitia (aprovação prática do concubinato(2) e entre os críticos das modalidades de apresentação das infames dubia(3). Continuar lendo

ANÁLISE CANÔNICA: O DECRETO DDF DE 2026 SOBRE A FSSPX

Pelo Cônego de Shaftesbury, vigário judicial (não pertencente à FSSPX)

Fonte: Rorate Caeli – Tradução: Domimus Est

A questão é se o Decreto e a Nota Explicativa emitidos pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF) em 2 de julho de 2026 de fato concretizaram o que muitos afirmam, a saber, a excomunhão de seis bispos, mais de setecentos sacerdotes e um número não especificado de fiéis. A resposta sucinta, ao ler os documentos à luz do Código de Direito Canônico, é que não, não se concretizaram..

O próprio Decreto nomeia seis indivíduos: quatro bispos recém-sagrados, o sagrante principal (D. de Galarreta) e um co-sagrante (D. Fellay). A acusação contra os cinco primeiros baseia-se no cânon 1387 CDC, que impõe uma excomunhão latae sententiae a qualquer bispo que sagre sem mandato pontifício, e também àquele que recebe tal sagração.

É importante notar que D.Fellay não é acusado com base no cânon 1387, mas sim no cânon 1364 §1, a disposição geral sobre cisma. Esta é uma divergência juridicamente significativa. O Código não trata automaticamente a sagração episcopal não autorizada como cisma. A invocação da Ecclesia Dei Adflicta (1988) pelo Cardeal Fernández para caracterizar o ato como cismático baseia-se num salto lógico (de um ato de desobediência para uma rejeição total da primazia papal, mas não se trata de um salto verdadeiro, visto que reafirmaram a sua fidelidade ao Santo Padre) que o texto do cânon 751 não sustenta. O cânon 751 define cisma como uma retirada da submissão: um repudio total e deliberado da autoridade, não um único ato de desobediência. Desobediência e cisma são ofensas distintas. Pode-se dizer “Não posso fazer isto” e ainda assim reconhecer uma autoridade. Isso não é o mesmo que dizer “Você não tem autoridade sobre mim”. Continuar lendo

A “EXCOMUNHÃO” DO ABSURDO (E O RIDÍCULO DOS “CONSERVADORES DE INTERNET”)

La “scomunica” dell’assurdo (e il ridicolo dei “conservatori da tastiera”)

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Em 1º de julho de 2026, Écône reafirmou sua missão: não um ato de rebeldia, mas um ato de suprema fidelidade. Enquanto a tempestade do Concílio continua a dilacerar o Corpo Místico, a sagração de quatro novos bispos representa uma tábua de salvação. Representa a continuidade da ordenação, a sobrevivência do Rito Romano — aquele rito que uma hierarquia desorientada tentou, em vão, relegar ao esquecimento — e a garantia, segundo as promessas divinas, de que a missão católica não se extinga sob o peso do modernismo.

Por essa razão, ler os delírios publicados por certos círculos que se autodenominam “conservadores” — os fariseus de sempre — é um exercício, árduo, de piedade. Eles tentam se agarrar a pretextos da liturgia e do direito canônico para jogar lama sobre a Fraternidade São Pio X, mas acabam apenas expondo sua pobreza espiritual.

O espanto deles diante da não leitura de um mandato apostólico é sinal de que não compreenderam nada do que está acontecendo. A Igreja não é uma sociedade anônima onde tudo se resolve com uma delegação assinada. Quando a Sé Apostólica é ocupada por aqueles que minam a Fé, a autoridade não desaparece, e a necessidade exige que o essencial seja preservado. Ler a declaração do Padre Pagliarani não é um “abuso”, mas sim o ato de um pastor explicando ao seu rebanho por que, em tempos de naufrágio, não se espera pela ordem de um capitão que está afundando o navio. Continuar lendo

PALAVRAS DE BENTO XVI: “O PAPA NÃO É UM SOBERANO ABSOLUTO, CUJOS PENSAMENTOS E VONTADES SÃO LEI”.

Aos 13:29min

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
DURANTE A CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
COMO BISPO DE ROMA NA BASÍLICA
DE SÃO JOÃO DE LATRÃO

Sábado, 7 de Maio de 2005

Assim, mais uma vez, é resumido o significado do mandato conferido a Pedro até ao fim dos tempos: ser testemunha de Cristo ressuscitado.

O Bispo de Roma senta-se na Cátedra para dar testemunho de Cristo. É o símbolo da potestas docendi, aquele poder de ensinar que faz parte essencial do mandato de ligar e desligar conferido pelo Senhor a Pedro e, depois dele, aos Doze. Na Igreja, a Sagrada Escritura, cuja compreensão aumenta sob a inspiração do Espírito Santo, e o ministério da interpretação autêntica, conferido aos apóstolos, pertencem um ao outro de modo indissolúvel. Onde a Sagrada Escritura é separada da voz viva da Igreja, torna-se vítima das controvérsias dos peritos. Sem dúvida, tudo o que eles têm para nos dizer é importante e precioso; o trabalho dos sábios é para nós um grande contributo para poder compreender aquele processo vivo com o qual a Escritura cresceu e para compreender a sua riqueza histórica. Mas a ciência sozinha não nos pode fornecer uma interpretação definitiva e vinculante; não é capaz de nos fornecer, na interpretação, aquela certeza com a qual podemos viver e pela qual podemos até morrer. Por isso é necessário um mandato maior, que não pode surgir unicamente das capacidades humanas. Por isso é necessária a voz da Igreja viva, daquela Igreja confiada a Pedro e ao colégio dos apóstolos até ao fim dos tempos.

Este poder de ensinamento assusta muitos homens dentro e fora da Igreja. Perguntam-se se ela não ameaça a liberdade de consciência, se não é uma soberba em oposição à liberdade de pensamento. Não é assim. O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo. O Papa João Paulo II fez isto quando, perante todas as tentativas, aparentemente benévolas para com o homem, perante as erradas interpretações da liberdade, realçou de maneira inequivocável a inviolabilidade do ser humano, a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural. A liberdade de matar não é uma liberdade, mas é uma tirania que reduz o ser humano à escravidão. O Papa tem a consciência de que está, nas suas grandes decisões, ligado à grande comunidade da fé de todos os tempos, às interpretações vinculantes que cresceram ao longo do caminho peregrinante da Igreja. Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.

A Cátedra é repetimos mais uma vez símbolo do poder de ensinamento, que é um poder de obediência e de serviço, para que a Palavra de Deus a verdade! possa resplandecer entre nós, indicando-nos o caminho da vida. Mas, falando da Cátedra do Bispo de Roma, como não recordar as palavras que Santo Inácio de Antioquia escreveu aos Romanos? Pedro, vindo de Antioquia, a sua primeira sede, dirigiu-se para Roma, sua sede definitiva. Uma sede que se tornou definitiva através do martírio com o qual ligou para sempre a sua sucessão em Roma. Inácio, por seu lado, permanecendo Bispo de Antioquia, estava destinado ao martírio que teria que sofrer em Roma. Na sua carta aos Romanos refere-se à Igreja de Roma como “Àquela que preside no amor”, expressão muito significativa. Não sabemos com certeza o que Inácio pensava exactamente quando usou estas palavras. Mas na Igreja antiga, a palavra amor, agape, referia-se ao mistério da Eucaristia. Neste mistério o amor de Cristo torna-se sempre tangível entre nós. Nele, Ele oferece-se sempre de novo. Nele, Ele deixa que trespassem o seu coração sempre de novo; nele, Ele mantém a sua promessa, a promessa que, da Cruz, teria arrebatado tudo a si. Na Eucaristia, nós próprios aprendemos o amor de Cristo. Foi graças a este centro e coração, graças à Eucaristia, que os santos viveram, levando o amor de Deus ao mundo de maneiras e formas sempre novas. Graças à Eucaristia a Igreja renasce sempre de novo! A Igreja mais não é do que aquela rede a comunidade eucarística! na qual todos, recebendo o mesmo Senhor, nos tornamos um só corpo e abraçamos o mundo inteiro. Presidir na doutrina e presidir no amor, no final, devem ser uma só coisa: toda a doutrina da Igreja, no final, conduz ao amor. E a Eucaristia, enquanto amor presente de Jesus Cristo, é o critério de qualquer doutrina. Do amor dependem a Lei e os Profetas (Mt 22, 40). O amor é o cumprimento da lei, escrevia São Paulo aos Romanos (13, 10).

O CONCEITO MODERNISTA DE EXCOMUNHÃO

Raio atinge Basílica de São Pedro e causa repercussão na internet | GZH

Revista Guarde a Fé, Ano I, nº 4, jul/set, 2019

Pe. Juan María de Montagut Puertollano

A linguagem e os mitos modernistas

Caros fiéis e amigos do Brasil,

Os artigos do presente número da nossa revista Guarde a Fé são densos o bastante para, após uma leitura atenta, entendermos um pouco melhor o mal do modernismo. Esta corrente de pensamento, que começou promovendo um movimento nos ambientes mais acadêmicos da Igreja, passou, do âmbito teórico da filosofia e teologia, a criar uma estratégia capaz de popularizar suas ideologias. Assim, usando de táticas sutis para se infiltrar em todos os âmbitos da vida da Igreja, acabou invadindo a própria alma dos cristãos. Vivemos hoje as consequências: a fé não é mais a fé senão um sentimento; a caridade não é mais a caridade senão a solidariedade filantrópica; a esperança não é mais a esperança senão a confiança nas forças do ‘progresso’… Sem notar, a maioria dos católicos tem trocado a religião divina e sobrenatural por uma religiosidade natural ao serviço do homem.

Por trás dos bastidores do modernismo inicial e da nossa época, aconteceu o triste evento do Concílio Vaticano II, quem permitiu que esta serpente – que os Papas tiveram tão bem presa desde o século XIX – erguesse a cabeça. Ao obter a carta de cidadania, com a benção papal, o modernismo pôde enfim passar dos textos conciliares à prática, usando os meios de apostolado próprios dos ministros da Igreja. Assim, precisava adaptar a liturgia, a pastoral e a pregação como instrumentos privilegiados para atingir o povo católico fiel, que passou a se chamar habilmente de ‘Povo de Deus’ (expressão aduladora para estimular as vaidades…)

Em 1983, um filósofo católico, Rafael Gambra Ciudad, escrevia o livro A linguagem e os mitos. Nesta interessante obra, ele descreve a sutil manipulação que as ideologias modernas fazem das palavras e da linguagem, quer deformando o seu significando genuíno, quer criando novas expressões. O mestre desta estratégia é o comunismo. Porém, o professor constatava, com tristeza, que «a incrível mutação na atitude da Igreja é o maior êxito desta técnica de penetração e inversão mental. A admissão de certos termos na linguagem é a ponta de lança para penetrar os espíritos deste ‘novo catolicismo’ ou ‘religião humanista’».

E, para melhor compreender a gravidade dos erros modernistas na Igreja, é importante localizar essas palavras novas, ou melhor, com significados novos, para desmascará-los. São muitas, porém gostaria de assinalar algumas que considero recorrentes:

• Comunhão: o termo ‘comunhão’, tradicionalmente, se refere à união na caridade, ou seja, na graça de Deus. Daí a lógica que tem a expressão ‘receber a comunhão’, em relação à Sagrada Eucaristia, pois este ato expressa exteriormente a união, na graça, de todos os que recebem Jesus sacramentado.

Desta primeira acepção, derivou-se um significado canônico, referente à pertença visível à Igreja Católica (pela profissão da mesma fé, participação nos mesmos sacramentos e obediência aos legítimos pastores); ora, o termo foi mais usado no sentido negativo: o ‘excomungado’ era aquele católico banido da comunhão dos outros fiéis, por decisão da autoridade eclesiástica.

Sentido modernista: a palavra ‘comunhão’ é usada atualmente de forma ambivalente, e perdeu a clareza do seu significado clássico. É usada como sinônimo de fraternidade e respeito mútuo, de submissão aos pastores (sem referência alguma à fé católica, fundamento dessa união); e como – eis o pior dos sentidos! – uma mera coincidência material entre crenças e práticas comuns a todos os que se denominam ‘cristãos’. Daí a invenção das expressões ‘comunhão plena’ e ‘comunhão parcial’, como reflexo da maior ou menor proximidade (aparente, exterior, diplomática) entre as chamadas ‘confissões cristãs’. Ora, a comunhão expressa um estado da alma, então, ou ela existe ou não existe, assim como a realidade da graça divina ou está ou não está numa alma, independentemente de seus diversos graus. Por acaso se poderia falar de estar ‘parcialmente’ na graça de Deus? De igual modo, a pertença à Igreja Católica, única Igreja de Cristo, ou é plena ou não é: quer se guardem a fé católica, os sacramentos da Igreja e o reconhecimento da autoridade legítima, quer se rejeite algum desses elementos. Neste último caso, falar-se-á de herege ou cismático, nunca de membro da Igreja (aliás, de qual Igreja?) em ‘comunhão parcial’. Não se dão graus na comunhão, e inventá-los é um modo de relativizar a necessidade da graça de Deus, da verdadeira fé e dos sacramentos, e da pertença à Igreja hierárquica. Eis o trabalho do modernismo, manipulando as palavras para favorecer o mito do falso ecumenismo.

• Tradição: como ensina o Catecismo, a Tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nós. Daí que, em sentido estrito, falemos de ‘Tradição apostólica’ e, em sentido amplo, da ‘Tradição’, ao referirmos aos decretos dos Concílios, aos escritos dos Santos Padres, aos atos da Santa Sé, e às palavras e usos da Sagrada Liturgia. Consequentemente, por definição, todo católico deve ser ‘tradicionalista’, pois isso equivale a aceitar a principal fonte da fé revelada.

Sentido modernista: a palavra ‘tradição’ foi, na prática, banida do vocabulário quotidiano, já que se rompeu a continuidade, principalmente, na transmissão do Magistério e do culto católico multissecular. Quando se usa esta palavra, é para exaltar usos e costumes sociais, culturais, ou até religiosos não católicos. Em referência à acepção teológica, a palavra foi substituída pela expressão ‘tradição viva’, o que é uma contradição, e um modo de disfarçar seu abandono: pretende-se que a Tradição é ainda conservada na Igreja, porém ela é algo vivo, enquanto se adapta aos tempos e à sociedade cristã oferecendo novas formas. Ou seja, a tradição é algo evolutivo, e os meios de transmissão da mesma (magistério, liturgia, pastoral…) devem igualmente evoluir, usando novos conceitos, vocabulário e práticas, conforme evoluem as sociedades. É o mito modernista de um progresso sempre superior da humanidade, que superaria o conhecimento e a vida dos cristãos que nos precederam.

• Carisma: nos catecismos clássicos nem aparece esta palavra. Ela se refere, na teologia, aos dons extraordinários concedidos por Deus à algumas almas, capazes assim de realizar milagres, falar línguas, profetizar, ler as consciências, etc. Estes dons foram mais abundantes nos primeiros tempos do cristianismo, em que Deus quis enriquecer a sua Igreja com esses sinais externos. Passada esta primeira época, os carismas não desapareceram, contudo se tornaram mais raros, podendo ser identificados na vida de alguns santos.

Sentido modernista: a palavra carisma é uma das mais usadas atualmente. Fala-se de carisma em referência às características próprias das diversas vocações na Igreja. Fala-se de carismas para se referir à pretensos dons extraordinários com ocasião de sessões de oração ou de cura e libertação, promovidos por movimentos modernos de leigos. E, igualmente, se fala de carisma, para definir a si mesmo, querendo enfatizar alguma preferência pessoal ou algum dom natural. Mais um mito criado e difundido por esta palavra: o ‘carisma’ dá um selo ‘divino’ a uma multidão de inclinações ou preferências mais naturais do que sobrenaturais, quando não chega ao ponto de confundir autossugestão ou hipnose com a ação direta de Deus.

Caros amigos, é necessário permanecer fiéis ao vocabulário católico tradicional, sempre nítido e direto, para expressar a nossa fé e a poder defender melhor. Não é fazer um favor usar os novos termos com católicos ainda mergulhados nos ambientes modernistas. É por caridade, e com paciência, que os devemos ajudar a enxergar as armadilhas e falsas noções que se encerram nas novas palavras inventadas pelo modernismo. Restaurar a linguagem católica é um dos elementos que contribuirá à restauração da fé nas almas.

Com a minha bênção,

† Pe. Juan María de Montagut Puertollano

Superior do Distrito da FSSPX no Brasil

 

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CARTA DOS SUPERIORES DA FSSPX AO CARDEAL GANTIN, DE 6 DE JULHO DE 1988

The Sacred Heart: A Collection of Devotions, Histories, and Meditations |  District of Africa

Recordamos essa carta apenas para um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX. 

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CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS – 06  DE JULHO DE 1988

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Eminência,

Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões. Continuar lendo

LEÃO XIV, AS “CHAVES DE SÃO PEDRO” E A FRATERNIDADE SÃO PIO X

La FSSPX ante el abismo del cisma: El biógrafo del Papa San ...

Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade.

Fonte: Vitis Vera – Tradução: Dominus Est

(Vitis Vera, blog de Matteo D’Amico) No dia 29 de junho, durante a missa solene da festa de São Pedro e São Paulo, o Papa proferiu um sermão na qual se deteve no tema da unidade, oferecendo uma interpretação específica da simbologia das “chaves de São Pedro”. Creio que não seja imprudente supor que, implicitamente, ele tenha procurado abordar a situação da Fraternidade São Pio X e as sagrações de 1º de julho:

Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está bem representada no símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19). Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre-as e fecha-as, procurando no seu interior as alavancas certas e acompanhando os seus movimentos, para que os bloqueios desapareçam, os trincos deslizem e as dobradiças girem livremente, unindo os espaços e transformando tantos compartimentos isolados numa única casa acolhedora.”

Essa interpretação nos parece realmente original, mas pouco ligada à Tradição da Igreja. Para Leão, aliás, as chaves servem para abrir portas suavemente, unindo cômodos que, de outra forma, estariam separados e criando a unidade de um único ambiente. É óbvia, creio eu, a alusão à Igreja/casa comum com muitas divisões (muitas diversidades) que o Papa procura fundir em um único “espaço”, no qual, precisamente, todos possam coexistir, apesar da diversidade de ideias. Nada de dramático e tudo muito horizontal, mundano: São Pedro surge como um facilitador de contatos e de amizade entre as diversidades, uma espécie de conciliador dialético das diferenças. Não parece estar em jogo nada que remeta ao drama luminoso da vida eterna, à alternativa entre a salvação e a perdição das almas. Continuar lendo

MÊS DE JULHO, DEDICADO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO

Comemoração do Preciosíssimo Sangue Jesus | Rumo à SantidadeFoste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça” (Ap 5,9).

Fonte: Hojitas de Fe, 203, Seminário Nossa Senhora Corredentora
Tradução: 
Dominus Est

A Igreja dedica todo o mês de julho ao amor e adoração do Preciosíssimo Sangue de nosso Salvador Jesus. É justo que nós adoremos na santa humanidade de Cristo, com um culto especial, aquelas partes que são mais significativas de algum mistério ou perfeição divina; e assim honramos:

• SEU CORAÇÃO: para prestar culto ao seu amor infinito;

• SUAS CHAGAS: para prestar culto a suas dores e sua paixão;

• SEU SANGUE: para prestar culto ao preço de nossa Redenção.

No entanto, esse culto do Sangue do Salvador assume um caráter festivo no mês de julho e na festa com a qual este mês inicia. Já na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia e na Sexta-feira Santa o Sangue de Cristo derramado por nós; mas o acento da celebração centrava-se em sentimentos de dor, de compunção, de contrição. A Igreja volta depois a dar culto à Sagrada Eucaristia na festa de Corpus Christi, e também à Paixão e Sangue do Salvador, mas com maior ênfase nos sentimentos de alegria e triunfo.

Por este culto nós agradecemos a Nosso Senhor a Redenção como uma vitória já obtida, e nos exultamos em tomar parte entre o número dos redimidos, daqueles que foram lavados no Sangue do Cordeiro. E prestamos culto de latria ao Sangue do Redentor, reconhecendo especialmente uma virtude salvadora, como se vê: Continuar lendo

CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX EM RESPOSTA A SUA SANTIDADE, O PAPA LEÃO XIV

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Do Superior Geral
À Sua Santidade, o Papa Leão XIV

Écône, 30 de junho de 2026

Santíssimo Padre,

Agradeço-lhe muito sinceramente pela Carta que teve a gentileza de me enviar.

Fiquei profundamente comovido com a vossa solicitude paternal.

Há muito tempo que desejo ter a oportunidade de me encontrar convosco para expressar pessoalmente o nosso sincero desejo de servir a Igreja. Infelizmente, essa oportunidade ainda não surgiu.

Peço-vos simplesmente que tenha a bondade de considerar a autenticidade dessa intenção, que não é de modo algum forjada. Paradoxalmente, no contexto atual, parece-nos precisamente o nosso dever fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para remendar a túnica de Cristo, rasgada por forças e pressões incompatíveis com um espírito autenticamente católico. Peço-vos simplesmente que considere a autenticidade desta intenção antes de tomarem uma decisão a respeito da Fraternidade São Pio X. Ainda não é tarde demais. Continuar lendo

COMBO REFUTAÇÕES GERAIS

Sites oficiais da FSSPX em Portugal | Distrito de Espanha e Portugal

Combo com os principais “Especiais” do blog contendo os mais diversos textos, notícias, estudos teológicos, canônicos e filosóficos dos assuntos mais pertinentes:

ESPECIAIS DO BLOG: OBEDIÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA

ESPECIAIS DO BLOG: AS SAGRAÇÕES NA FSSPX

ESPECIAIS DO BLOG: CISMA???

ESPECIAIS DO BLOG: A MISSA NOVA

ESPECIAIS DO BLOG: ALGUMAS RESPOSTAS A ARGUMENTOS CONSERVADORES

ESPECIAIS DO BLOG: VATICANO II

ESPECIAIS DO BLOG: A LIBERDADE RELIGIOSA

ESPECIAIS DO BLOG: O ECUMENISMO

ESPECIAIS DO BLOG: BREVE CATECISMO SOBRE A IGREJA E O MAGISTÉRIO

ESPECIAIS DO BLOG: PAPAS JOÃO PAULO II, PAULO VI E JOÃO XXIII

ESPECIAIS DO BLOG: A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA

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OUTROS ASSUNTOS

PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA DA FRATERNIDADE SÃO PIO X PARA ESCLARECER AS ALMAS CONFRONTADAS COM OS ERROS MODERNOS

ESPECIAIS DO BLOG: MARIA MEDIANEIRA E CORREDENTORA

TRADITIO: PARTE 1 – TORNAR-SE SACERDOTE – UMA OBRA DE FÉ

TRADITIO: PARTE 2 – MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA

TRADITIO: PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

BREVE CRÔNICA DA OCUPAÇÃO NEO-MODERNISTA NA IGREJA CATÓLICA

D. LEFEBVRE, CAUSA DA CRISE NA IGREJA? – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

SEJAM RACIONAIS: TORNEM-SE PROTESTANTES!

CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS

DO LIBERALISMO A APOSTASIA

OS TRADICIONALISTAS SÃO JANSENISTAS? – PARTE 1

OS TRADICIONALISTAS SÃO JANSENISTAS? – PARTE 2

ZAITZKOFEN: ORDENAÇÕES AO DIACONATO E SACERDÓCIO – 2026

No Seminário do Sagrado Coração, em Zaitzkofen, Alemanha, cinco jovens foram ordenados sacerdotes neste sábado, 27 de junho, enquanto outros quatro receberam o diaconato. Entre eles, dois poloneses e um croata.

Mais de 2.000 fiéis de vários continentes participaram desta grande celebração. Em seu sermão, o Bispo Alfonso de Galarreta explicou a profunda transformação que a ordenação sacerdotal opera na alma do candidato.

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Na sexta-feira, 19 de junho, no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn, EUA, Dom Bernard Fellay já havia ordenado outros 5 diáconos ao sacerdócio e 10 seminaristas ao diaconato. Clique aqui e veja.

Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

O INIMIGO E O PROVOCADOR

Imagem do Pin de história

por Dardo Juan Calderón

Tradução gentilmente cedida por Carlos Nougué

Caros perplexos, o problema não é o que fazer diante da dúvida (o que justifica qualquer decisão), mas o que fazer diante da CERTEZA, coisa que compromete e faz perigar até a vida.

Um dos piores males desta farsa modernista é que, assim como não há demônios nem condenados, assim, por conseguinte, tampouco há inimigos. Mesmo entre católicos corretos, costuma-se entender que os inimigos da alma são o Demônio, o Mundo e a Carne, sim, lindíssimo, mas estes inimigos um tanto abstratos se tornam concretos em pessoas. A carne não é algo abstrato, normalmente tem nome e sobrenome, tentadoras formas de encanto. O mundo são instituições e grupos de interesses que nos rodeiam e que nos convocam através de pessoas que têm nome e sobrenome, as quais costumam ser muito agradáveis com gratificações suculentas. E, quanto ao demônio, costuma-se esquecer que há pessoas concretas, “um terço da humanidade”, dirá Monléon (que não é numérico), que trabalham concretamente para o maldito, e estas não nos assaltam pelo lado de amar as coisas, com o pouco bem que trazem em seu ser, mas lá dos abismos do ressentimento, do mal sem bem. 

Há inimigos, concretos, com nome e sobrenome, e o católico durante sua existência trava uma batalha contra essas forças, sim, mas também contra essas pessoas concretas que têm nome e sobrenome. E esta civilização afeminada (sem tomar isto como um insulto, mas como um simples diagnóstico, civilização que premia os temperamentos femininos e reprime as reações viris), que entende mal isto de “amar o inimigo”, de que “há que atacar o pecado e não o pecador”, e perdeu a necessária ferocidade, dentro da serenidade, com que há de enfrentá-los. A Cristandade vituperou muitos inimigos designados coletivamente, mas que se encarnavam em homens singulares que havia que enfrentar e derrubar, aos quais, dando-lhes previamente a possibilidade de conversão, havia que mandar para o outro mundo. Continuar lendo

DOM STRICKLAND: FRATERNIDADE SÃO PIO X, UMA HISTÓRIA DE AMOR

“…E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os misterios e toda a ciencia, e tivesse toda a fe, até ao ponto de transportar montanhas, se nao tivesse caridade, não seria nada..” (1 Coríntios 13, 2) 

Fonte: Pillars of Faith – Tradução: Dominus Est

Em momentos de grande tensão dentro da Igreja, devemos lembrar que todo julgamento proferido deve, em última instância, servir à salvação das almas. A verdade nunca pode ser separada da caridade, nem a caridade da verdade. 

À medida que as discussões sobre a Fraternidade São Pio X continuam, acredito que devemos fazer uma pergunta que vá além dos argumentos canônicos ou das disputas históricas. O que moveu esses sacerdotes e fiéis ao longo dos últimos 50 anos? 

Para compreender a Fraternidade, devemos recordar os seus primórdios. Dom Marcel Lefebvre não trilhou esse caminho porque era fácil, nem porque lhe trouxe honra ou paz. Independentemente do que se pense de cada decisão que ele tomou, poucos negariam que ele suportou um imenso sofrimento pessoal. Ele acreditava que os preciosos tesouros confiados por Cristo à Sua Igreja – o Santo Sacrifício da Missa, a celebração reverente dos mistérios sagrados, a formação de sacerdotes santos e os ensinamentos perenes da fé católica – corriam o risco de serem menosprezados. Sua resposta nasceu de um profundo desejo de preservar e transmitir o que gerações de católicos haviam recebido com gratidão.  

Esse amor pela herança sagrada da Igreja continuou a inspirar muitos sacerdotes, religiosos e famílias fiéis que aceitaram incompreensões e sacrifícios porque acreditavam que valia a pena preservar esses tesouros para as gerações futuras.  Continuar lendo

A FRATERNIDADE SÃO PEDRO CONTRA AS SAGRAÇÕES

Normalmente silenciosa sobre as questões doutrinárias que atualmente dividem a Igreja, a Fraternidade São Pedro acaba de publicar em seu canal do YouTube, Claves, menos de duas semanas antes das sagrações, uma conferência do Padre Hilaire Vernier, proferida, no entanto, há mais de dois meses, em 8 de abril, em Paris —, na qual se questiona a legitimidade das futuras sagrações da FSSPX.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Uma opinião teológica elevada ao status de certeza.

O próprio palestrante observa que expõe ali o resultado de seu próprio estudo teológico sobre uma questão que o magistério nunca decidiu de forma definitiva. A Fraternidade São Pedro, portanto, se dá ao trabalho de intervir em um debate ainda em aberto, ao passo que se ausenta sistematicamente na crítica às opiniões diretamente contrárias à fé, que hoje corroem a Igreja.

A crise na Igreja não é negada pelo Abade Vernier, que reconhece sua existência e gravidade; porém, ela nunca é verdadeiramente definida ou desenvolvida. Permanece uma abstração, o que o abade prontamente admite antes de habilmente descartá-la do debate, levantando a questão do ato intrinsecamente mau: se sagrar sem mandato é intrinsecamente mau, então nem mesmo a crise poderia justificar tal ato. Os fins não justificam os meios. Continuar lendo

PADRE NICOLA BUX AO PAPA LEÃO XIV: FAÇA TODO O POSSÍVEL PARA SUPERAR AS DIVERGÊNCIAS COM A FSSPX

Em uma filial Carta Aberta, porém urgente, o ex-consultor do Vaticano (até ele) pressiona pelo diálogo com a FSSPX, pela liberalização do rito romano tradicional, por respostas às Dubia e por limites ao Caminho Sinodal da Alemanha.

Fonte: Substack de Edward Pentin (*) – Tradução: Dominus Est

(*) apresentamos esse texto apenas como notícia e não como concordância a todos os pontos apresentados, devido a visão conservadora dele. 

Na véspera do Consistório de Cardeais desta semana, o Padre Nicola Bux, um colaborador próximo do falecido Papa Bento XVI, redigiu um apelo filial, porém firme, ao Papa Leão XIV, instando-o a “resolver com celeridade, na verdade – e somente na verdade –, as numerosas ‘polarizações’ que atravessam o corpo eclesial“.

Em uma carta aberta assinada na Festa do nascimento de São João Batista, o padre Bux exorta, em particular, ao Papa, para que construa um diálogo com a Fraternidade São Pio X antes que esta sagre novos bispos sem mandato papal em 1º de julho.

Agora que temos experiência no diálogo com pessoas e grupos fora da Igreja”, escreve ele, “não deveríamos também, e acima de tudo, nos empenhar no diálogo dentro de nossas próprias fileiras, fazendo todo o possível para garantir que nenhum desses irmãos e irmãs que o Senhor nos confiou se perca?”

O padre Bux, sacerdote da Diocese de Bari e ex-consultor do Dicastério para a Doutrina da Fé e do Dicastério para as Causas dos Santos, também insta o Papa Leão XIV a tomar outras três medidas fundamentais: “reavaliar” o motu proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI , que liberalizou a liturgia romana tradicional, mas que o Papa Francisco revogou em 2021; garantir que o “Caminho Sinodal” alemão não decida sobre questões de doutrina, moral e prática sacramental; e dar uma resposta às dubia (questões formais que buscam esclarecimentos) que os cardeais levantaram durante o pontificado do Papa Francisco, mas que Francisco ou não respondeu ou, segundo os cardeais, respondeu de forma insatisfatória. Continuar lendo

PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA DA FRATERNIDADE SÃO PIO X PARA ESCLARECER AS ALMAS CONFRONTADAS COM OS ERROS MODERNOS

Em nome da santa e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.

Preâmbulo

1 – Professo e abraço a inteira verdade da fé católica, tal como foi “recebida pelos Apóstolos dos próprios lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou transmitida como de mão em mão pelos próprios Apóstolos conforme lhes ditava o Espírito Santo” 1, e a seguir conservada fielmente até chegar a nós por uma sucessão ininterrupta na Igreja católica, através da pregação dos papas e dos bispos, dos escritos dos Padres da Igreja e dos teólogos, e das definições dos santos concílios 2.

2 – Recebo firmemente todas e cada uma das verdades que a Igreja infalível propôs como divinamente reveladas e necessárias para a salvação, seja pelas definições do seu Magistério solene, seja pela unanimidade do seu Magistério ordinário e universal 3. Recebo também tudo o que pertence à doutrina católica em razão de uma conexão necessária com o depósito revelado 4, e tenho por certas as verdades que a Igreja ensinou com constância a fim de preservar esse depósito em face dos erros 5.

3 – Rejeito, consequentemente, todos os erros contrários a essa fé, especialmente os do liberalismo, do  indiferentismo, do modernismo, do ecumenismo e do laicismo, condenados pelos papas Pio IX 6 , Leão XIII 7, São Pio X 8, Pio XI 9 e Pio XII 10 Tais erros, com efeito, obscurecem a doutrina revelada, falseiam a Tradição, desfiguram a santa liturgia, corrompem a moral, enfraquecem o espírito missionário e desagregam a ordem social cristã, causando grave prejuízo à salvação das almas.

4 – Professo essa fé e rejeito todos os erros que lhe sejam contrários, porque quero permanecer fielmente submisso à santa Igreja católica, apostólica e romana, Mestra da verdade, bem como ao Papa, Vigário de Cristo, na fidelidade à Roma eterna que recebeu a missão de guardar santamente e de expor fielmente o depósito revelado até o fim dos séculos. Continuar lendo

CARTA ABERTA A SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV E AOS CARDEAIS DA SANTA IGREJA

Santo Padre,

Eminências Reverendíssimas,

Às vésperas do Consistório que haverá no fim deste mês, e a poucos dias das consagrações episcopais previstas para 1º de julho próximo em Écône, parece-nos ter chegado o momento oportuno para a Fraternidade São Pio X formular uma profissão integral da fé católica, que gostaríamos de entregar nas mãos de Vossa Santidade e de cada um dos Cardeais.

A Igreja sofre hoje em dia, pressionada por novas forças, vindas tanto de dentro quanto de fora, que a impelem em todas as direções possíveis, à exceção, segundo nos parece, da direção certa. Diante de tal sofrimento, não podemos ficar indiferentes.

Não é à Fraternidade São Pio X que cabe indicar o caminho a ser seguido, mas sim à Tradição bimilenar da Igreja, fielmente guardada e transmitida pela Sé Apostólica ao longo dos séculos, e que muitos hoje consideram, na prática, uma realidade ultrapassada, sujeita a uma evolução permanente. Continuar lendo

O VÉU USADO PELAS MULHERES NA MISSA: SIGNIFICADO E HISTÓRIA DE UMA TRADIÇÃO CATÓLICA

O véu das mulheres cristãs é a antítese do véu islâmico, com o qual alguns críticos o comparam.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Discutir o véu feminino não é apenas uma questão feminina. Os homens também podem ler estas linhas, pois essa questão também lhes diz respeito.

Queremos aqui traçar a história do véu feminino, uma tradição extremamente forte na Igreja por quase dois mil anos, e mostrar como ela foi abandonada com uma facilidade surpreendente.

Muitos já devem saber disso, mas o primeiro vestígio do uso do véu feminino nas comunidades cristãs encontra-se no Novo Testamento. Continuar lendo

DILLWYN: ORDENAÇÕES AO DIACONATO E SACERDÓCIO – 2026

Na sexta-feira, 19 de junho, no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn, EUA, Dom Bernard Fellay ordenou 5 diáconos ao sacerdócio, sendo 2 beneditinos — 1 irlandês e 1 americano — enquanto 10 seminaristas receberam o diaconato — 1 brasileiro (Gabriel Murai), 1 singapuriano, 1 nigeriano e 7 americanos.

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Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

TRADITIO: PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

OU CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR A PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

🌐 As legendas estão disponíveis em vários idiomas. Clique em ⚙️ e depois em “Legendas” para selecionar o seu idioma.

O terceiro episódio da série documental TRADITIO – Pelo amor à Igreja é dedicado ao ministério sacramental da Igreja. Por meio da distribuição dos santos óleos e da celebração da Semana Santa, ele destaca a vida litúrgica que santifica as almas, transmite a graça divina e prolonga a obra redentora de Cristo em todo o mundo.

Realizada ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha, em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, esta produção de mais de quatro horas constitui um dos projetos cinematográficos mais ambiciosos já empreendidos pela Fraternidade.

Esse episódio é continuação da Parte2:MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA

ITÁLIA – ULTIMATO DO RABINO CHEFE DE ROMA: “OU OS LEFEBVRISTAS OU NÓS”

Rabbi Riccardo Di Segni – Portraits in Faith

O aviso foi dado em 2010, mas diante de toda similaridade nos discursos e nas ações de Roma em relação à FSSPX, alguém duvida da contemporaneidade dela e qual a decisão tomada?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

 “Se a paz com os ‘lefebvristas’ significa renunciar às aberturas do Concílio (Vaticano II, nota do editor), a Igreja terá que decidir: ou eles ou nós!, declarou o Rabino Chefe de Roma, Riccardo Di Segni, em 26 de janeiro (2010), poucos dias após a visita de Bento XVI à sinagoga de Roma, e na véspera do Dia da Lembrança dedicado às vítimas do Holocausto.

Em entrevista à revista mensal católica italiana online Il Consulente Re, Riccardo Di Segni acrescentou ainda que a expressão usada por João Paulo II durante sua visita à sinagoga em Roma, em 1986, para descrever os judeus como “irmãos mais velhos“, era “muito ambígua do ponto de vista teológico, porque os irmãos mais velhos na Bíblia são os ímpios”

Aos olhos do rabino-chefe, falar de “irmãos mais velhos” significa: “Vocês estavam lá, agora não tem mais relevância!” 

Por fim, Riccardo Di Segni considerou que a Comunidade de Santo Egídio (movimento leigo fundado em Roma em 1968, responsável por encontros inter-religiosos como o de Assis em 1986) era “um belo exemplo de colaboração” entre judeus e católicos.

Outras fontes:

https://www.internetica.it/PapaSinagoga010.htm?utm_source=chatgpt.com

https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/01/continua-il-gioco-delle-parti-e-la.html?utm_source=chatgpt.com&m=1

 

 

PRIMEIRAS PROFISSÕES E VOTOS NAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO – 2026

Na sexta-feira, 12 de junho, Festa do Sagrado Coração, 18 noviças fizeram seus primeiros votos de pobreza, castidade e obediência pelas mãos do Padre Davide Pagliarani. Elas se comprometeram, assim, a seguir Cristo na vida religiosa, segundo as constituições das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração.

A Congregação está vivenciando um crescimento excepcional. Nos últimos seis anos, 90 jovens mulheres ingressaram no noviciado em Narni, um sinal particularmente encorajador no contexto atual de declínio das vocações religiosas.

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CLIQUE AQUI para ver a nova igreja das Irmãs que está em construção.

CLIQUE AQUI e veja o belíssimo vídeo da Tomada de Hábito e Primeiros Votos das Irmãs Consoladoras nessa ano de 2025.

CLIQUE AQUI para ver o belo convento adquirido pelas Irmãs

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 “Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas”

Sobre as Irmãs da FSSPX e a vocação religiosa feminina pode ser visto clicando aquiaquiaquiaquiaqui e aqui.

E para acessar as várias publicações das Irmãs da FSSPX aqui no blog, clique aqui

ISSO É MUITO DOLOROSO PARA NÓS…

Excerto do sermão proferido por D. Marcel Lefebvre, em 29 de junho de 1976, em Écône, há 50 anos.

Relembramos essas palavras de Dom Lefebvre, proferidas durante o sermão das ordenações de 1976, pelas quais ele foi ameaçado de condenação. Essa dor continua sendo a nossa.

Meus queridos amigos, meus queridos confrades, meus queridos irmãos, que vieram de todos os países, dos mais diversos lugares, é uma alegria para nós recebê-los e senti-los tão próximos de nós neste momento, tão importante para nossa Fraternidade e também para a Igreja. Penso, de fato, que se alguns peregrinos se dispuseram a fazer o sacrifício de viajar dia e noite, vindo de regiões muito distantes para participar desta cerimônia, é porque tinham a convicção de que vinham assistir a uma cerimônia da Igreja, pois assim terão a certeza, ao retornarem para casa, de que a Igreja Católica continua.

Dizem-nos que estamos num impasse. Por quê? Porque de Roma nos chegaram, sobretudo nos últimos três meses, repreensões, súplicas, ordens e ameaças, para nos dizer que cessássemos nossa atividade, para nos dizer que não realizássemos essas ordenações. Continuar lendo