PADRE NICOLA BUX AO PAPA LEÃO XIV: FAÇA TODO O POSSÍVEL PARA SUPERAR AS DIVERGÊNCIAS COM A FSSPX

Em uma filial Carta Aberta, porém urgente, o ex-consultor do Vaticano (até ele) pressiona pelo diálogo com a FSSPX, pela liberalização do rito romano tradicional, por respostas às Dubia e por limites ao Caminho Sinodal da Alemanha.

Fonte: Substack de Edward Pentin (*) – Tradução: Dominus Est

(*) apresentamos esse texto apenas como notícia e não como concordância a todos os pontos apresentados, devido a visão conservadora dele. 

Na véspera do Consistório de Cardeais desta semana, o Padre Nicola Bux, um colaborador próximo do falecido Papa Bento XVI, redigiu um apelo filial, porém firme, ao Papa Leão XIV, instando-o a “resolver com celeridade, na verdade – e somente na verdade –, as numerosas ‘polarizações’ que atravessam o corpo eclesial“.

Em uma carta aberta assinada na Festa do nascimento de São João Batista, o padre Bux exorta, em particular, ao Papa, para que construa um diálogo com a Fraternidade São Pio X antes que esta sagre novos bispos sem mandato papal em 1º de julho.

Agora que temos experiência no diálogo com pessoas e grupos fora da Igreja”, escreve ele, “não deveríamos também, e acima de tudo, nos empenhar no diálogo dentro de nossas próprias fileiras, fazendo todo o possível para garantir que nenhum desses irmãos e irmãs que o Senhor nos confiou se perca?”

O padre Bux, sacerdote da Diocese de Bari e ex-consultor do Dicastério para a Doutrina da Fé e do Dicastério para as Causas dos Santos, também insta o Papa Leão XIV a tomar outras três medidas fundamentais: “reavaliar” o motu proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI , que liberalizou a liturgia romana tradicional, mas que o Papa Francisco revogou em 2021; garantir que o “Caminho Sinodal” alemão não decida sobre questões de doutrina, moral e prática sacramental; e dar uma resposta às dubia (questões formais que buscam esclarecimentos) que os cardeais levantaram durante o pontificado do Papa Francisco, mas que Francisco ou não respondeu ou, segundo os cardeais, respondeu de forma insatisfatória. Continuar lendo

PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA DA FRATERNIDADE SÃO PIO X PARA ESCLARECER AS ALMAS CONFRONTADAS COM OS ERROS MODERNOS

Em nome da santa e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.

Preâmbulo

1 – Professo e abraço a inteira verdade da fé católica, tal como foi “recebida pelos Apóstolos dos próprios lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou transmitida como de mão em mão pelos próprios Apóstolos conforme lhes ditava o Espírito Santo” 1, e a seguir conservada fielmente até chegar a nós por uma sucessão ininterrupta na Igreja católica, através da pregação dos papas e dos bispos, dos escritos dos Padres da Igreja e dos teólogos, e das definições dos santos concílios 2.

2 – Recebo firmemente todas e cada uma das verdades que a Igreja infalível propôs como divinamente reveladas e necessárias para a salvação, seja pelas definições do seu Magistério solene, seja pela unanimidade do seu Magistério ordinário e universal 3. Recebo também tudo o que pertence à doutrina católica em razão de uma conexão necessária com o depósito revelado 4, e tenho por certas as verdades que a Igreja ensinou com constância a fim de preservar esse depósito em face dos erros 5.

3 – Rejeito, consequentemente, todos os erros contrários a essa fé, especialmente os do liberalismo, do  indiferentismo, do modernismo, do ecumenismo e do laicismo, condenados pelos papas Pio IX 6 , Leão XIII 7, São Pio X 8, Pio XI 9 e Pio XII 10 Tais erros, com efeito, obscurecem a doutrina revelada, falseiam a Tradição, desfiguram a santa liturgia, corrompem a moral, enfraquecem o espírito missionário e desagregam a ordem social cristã, causando grave prejuízo à salvação das almas.

4 – Professo essa fé e rejeito todos os erros que lhe sejam contrários, porque quero permanecer fielmente submisso à santa Igreja católica, apostólica e romana, Mestra da verdade, bem como ao Papa, Vigário de Cristo, na fidelidade à Roma eterna que recebeu a missão de guardar santamente e de expor fielmente o depósito revelado até o fim dos séculos. Continuar lendo

CARTA ABERTA A SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV E AOS CARDEAIS DA SANTA IGREJA

Santo Padre,

Eminências Reverendíssimas,

Às vésperas do Consistório que haverá no fim deste mês, e a poucos dias das consagrações episcopais previstas para 1º de julho próximo em Écône, parece-nos ter chegado o momento oportuno para a Fraternidade São Pio X formular uma profissão integral da fé católica, que gostaríamos de entregar nas mãos de Vossa Santidade e de cada um dos Cardeais.

A Igreja sofre hoje em dia, pressionada por novas forças, vindas tanto de dentro quanto de fora, que a impelem em todas as direções possíveis, à exceção, segundo nos parece, da direção certa. Diante de tal sofrimento, não podemos ficar indiferentes.

Não é à Fraternidade São Pio X que cabe indicar o caminho a ser seguido, mas sim à Tradição bimilenar da Igreja, fielmente guardada e transmitida pela Sé Apostólica ao longo dos séculos, e que muitos hoje consideram, na prática, uma realidade ultrapassada, sujeita a uma evolução permanente. Continuar lendo

O VÉU USADO PELAS MULHERES NA MISSA: SIGNIFICADO E HISTÓRIA DE UMA TRADIÇÃO CATÓLICA

O véu das mulheres cristãs é a antítese do véu islâmico, com o qual alguns críticos o comparam.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Discutir o véu feminino não é apenas uma questão feminina. Os homens também podem ler estas linhas, pois essa questão também lhes diz respeito.

Queremos aqui traçar a história do véu feminino, uma tradição extremamente forte na Igreja por quase dois mil anos, e mostrar como ela foi abandonada com uma facilidade surpreendente.

Muitos já devem saber disso, mas o primeiro vestígio do uso do véu feminino nas comunidades cristãs encontra-se no Novo Testamento. Continuar lendo

DILLWYN: ORDENAÇÕES AO DIACONATO E SACERDÓCIO – 2026

Na sexta-feira, 19 de junho, no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn, EUA, Dom Bernard Fellay ordenou 5 diáconos ao sacerdócio, sendo 2 beneditinos — 1 irlandês e 1 americano — enquanto 10 seminaristas receberam o diaconato — 1 brasileiro (Gabriel Murai), 1 singapuriano, 1 nigeriano e 7 americanos.

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Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

TRADITIO: PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

OU CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR A PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

🌐 As legendas estão disponíveis em vários idiomas. Clique em ⚙️ e depois em “Legendas” para selecionar o seu idioma.

O terceiro episódio da série documental TRADITIO – Pelo amor à Igreja é dedicado ao ministério sacramental da Igreja. Por meio da distribuição dos santos óleos e da celebração da Semana Santa, ele destaca a vida litúrgica que santifica as almas, transmite a graça divina e prolonga a obra redentora de Cristo em todo o mundo.

Realizada ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha, em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, esta produção de mais de quatro horas constitui um dos projetos cinematográficos mais ambiciosos já empreendidos pela Fraternidade.

Esse episódio é continuação da Parte2:MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA

ITÁLIA – ULTIMATO DO RABINO CHEFE DE ROMA: “OU OS LEFEBVRISTAS OU NÓS”

Rabbi Riccardo Di Segni – Portraits in Faith

O aviso foi dado em 2010, mas diante de toda similaridade nos discursos e nas ações de Roma em relação à FSSPX, alguém duvida da contemporaneidade dela e qual a decisão tomada?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

 “Se a paz com os ‘lefebvristas’ significa renunciar às aberturas do Concílio (Vaticano II, nota do editor), a Igreja terá que decidir: ou eles ou nós!, declarou o Rabino Chefe de Roma, Riccardo Di Segni, em 26 de janeiro (2010), poucos dias após a visita de Bento XVI à sinagoga de Roma, e na véspera do Dia da Lembrança dedicado às vítimas do Holocausto.

Em entrevista à revista mensal católica italiana online Il Consulente Re, Riccardo Di Segni acrescentou ainda que a expressão usada por João Paulo II durante sua visita à sinagoga em Roma, em 1986, para descrever os judeus como “irmãos mais velhos“, era “muito ambígua do ponto de vista teológico, porque os irmãos mais velhos na Bíblia são os ímpios”

Aos olhos do rabino-chefe, falar de “irmãos mais velhos” significa: “Vocês estavam lá, agora não tem mais relevância!” 

Por fim, Riccardo Di Segni considerou que a Comunidade de Santo Egídio (movimento leigo fundado em Roma em 1968, responsável por encontros inter-religiosos como o de Assis em 1986) era “um belo exemplo de colaboração” entre judeus e católicos.

Outras fontes:

https://www.internetica.it/PapaSinagoga010.htm?utm_source=chatgpt.com

https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/01/continua-il-gioco-delle-parti-e-la.html?utm_source=chatgpt.com&m=1

 

 

PRIMEIRAS PROFISSÕES E VOTOS NAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO – 2026

Na sexta-feira, 12 de junho, Festa do Sagrado Coração, 18 noviças fizeram seus primeiros votos de pobreza, castidade e obediência pelas mãos do Padre Davide Pagliarani. Elas se comprometeram, assim, a seguir Cristo na vida religiosa, segundo as constituições das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração.

A Congregação está vivenciando um crescimento excepcional. Nos últimos seis anos, 90 jovens mulheres ingressaram no noviciado em Narni, um sinal particularmente encorajador no contexto atual de declínio das vocações religiosas.

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CLIQUE AQUI para ver a nova igreja das Irmãs que está em construção.

CLIQUE AQUI e veja o belíssimo vídeo da Tomada de Hábito e Primeiros Votos das Irmãs Consoladoras nessa ano de 2025.

CLIQUE AQUI para ver o belo convento adquirido pelas Irmãs

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 “Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas”

Sobre as Irmãs da FSSPX e a vocação religiosa feminina pode ser visto clicando aquiaquiaquiaquiaqui e aqui.

E para acessar as várias publicações das Irmãs da FSSPX aqui no blog, clique aqui

ISSO É MUITO DOLOROSO PARA NÓS…

Excerto do sermão proferido por D. Marcel Lefebvre, em 29 de junho de 1976, em Écône, há 50 anos.

Relembramos essas palavras de Dom Lefebvre, proferidas durante o sermão das ordenações de 1976, pelas quais ele foi ameaçado de condenação. Essa dor continua sendo a nossa.

Meus queridos amigos, meus queridos confrades, meus queridos irmãos, que vieram de todos os países, dos mais diversos lugares, é uma alegria para nós recebê-los e senti-los tão próximos de nós neste momento, tão importante para nossa Fraternidade e também para a Igreja. Penso, de fato, que se alguns peregrinos se dispuseram a fazer o sacrifício de viajar dia e noite, vindo de regiões muito distantes para participar desta cerimônia, é porque tinham a convicção de que vinham assistir a uma cerimônia da Igreja, pois assim terão a certeza, ao retornarem para casa, de que a Igreja Católica continua.

Dizem-nos que estamos num impasse. Por quê? Porque de Roma nos chegaram, sobretudo nos últimos três meses, repreensões, súplicas, ordens e ameaças, para nos dizer que cessássemos nossa atividade, para nos dizer que não realizássemos essas ordenações. Continuar lendo

OS TRADICIONALISTAS SÃO JANSENISTAS: UMA ACUSAÇÃO ERRÔNEA

DA SÉRIE: ASSUNTOS BATIDOS QUE FORAM REQUENTADOS COM AR DE NOVIDADE….

Acusar católicos tradicionalistas de serem “jansenistas” é um tropo desgastado que persiste há décadas. Essa acusação mal formulada geralmente não tem nada a ver com os enigmáticos debates sobre graça e predestinação que definiram o jansenismo histórico do século XVII. Em vez disso, o “jansenismo” é usado como sinônimo pejorativo de rigorismo estéril, frieza espiritual e desobediência eclesiástica. Embora avanços significativos tenham sido feitos nos últimos anos para esclarecer a real história do jansenismo e dos movimentos adjacentes que ele inspirou, é irônico que dois acadêmicos que tem procurado atualizar a compreensão pública sobre o jansenismo tenham voltado a comparar os tradicionalistas católicos a esse movimento condenado pelo Papa.

ACESSE AQUI:

PARTE 1

PARTE 2

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AS COMUNIDADES TRADICIONAIS AMIGAS DA FSSPX: UMA FECUNDIDADE EVANGÉLICA

Em torno da Fraternidade São Pio X, uma verdadeira constelação de vida religiosa se manteve ou foi reformada: mais de 20 ramos tradicionais de Ordens e Congregações históricas conservam suas antigas Constituições em todo o seu rigor e beleza, atraindo centenas de jovens, homens e mulheres.

Fonte: DICI – Tradução: Domimus Est

Longe de ser um instituto de retraimento, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X define-se, acima de tudo, como uma obra de reconstrução católica. Em um mundo marcado por constantes turbulências e por uma aceleração das reformas modernistas que abalam os fundamentos da fé, ela ergue-se como um baluarte de estabilidade. Sua ambição não é uma luta em si mesma, mas a zelosamente zelada preservação do depósito da fé, para permitir que a Igreja permaneça firme em sua própria identidade. Apoiando-se na liturgia milenar e na doutrina imutável, ela permite que os fiéis se elevem acima das modas passageiras para se unirem à Tradição viva.

Junto aos nossos 738 sacerdotes, 268 seminaristas, 145 irmãos e 87 irmãs oblatas(1), eis um panorama das comunidades religiosas que trabalham conosco na luta pela Igreja, seguindo os passos de Dom Lefebvre.

OS PRIMEIROS COMPANHEIROS

Em sua maioria, forçados a deixar suas comunidades diante da revolução que se seguiu ao Concílio, esses pioneiros fundaram um ramo tradicional de sua Congregação: Continuar lendo

TRADITIO: PARTE 2 – MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA

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O segundo episódio da série documental Traditio: Pelo Amor da Igreja concentra-se nos missionários católicos, na propagação do Evangelho e na administração dos sacramentos na África, Ásia e Caribe. Produzida ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, esta produção de mais de quatro horas é um dos projetos cinematográficos mais ambiciosos já realizados pela Fraternidade.

 Esse episódio é continuação da Parte1:Tornar-se sacerdote

JUNHO, MÊS PARA HONRAR O SAGRADO CORAÇÃO E FAZER REPARAÇÕES

Ora, se também por causa também dos nossos pecados futuros, por Ele previstos, a alma de Cristo esteve triste até a morte, sem dúvida, algum consolo Cristo receberia também de nossa reparação futura, que foi prevista quando o anjo do céu Lhe apareceu (Lc 22, 43) para consolar seu Coração oprimido de tristeza e angústias. 

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

Estas palavras, extraídas da Encíclica Miserentissimus Redemptor, escrita em 1928 pelo Papa Pio XI, convidam os fiéis a cultivar um espírito de reparação ao Sagrado Coração de Nosso Senhor. O mês de junho, que a Santa Madre Igreja designou como o mês em que se celebra a Festa do Sagrado Coração, é um tempo para os católicos fazerem visitas regulares ao Santíssimo Sacramento, oferecendo orações e sacrifícios pelos seus pecados e os de toda a humanidade.

Embora honrar o Sagrado Coração tenha raízes que remontam à Igreja primitiva, esta devoção especial ao amor ardente de Cristo pela humanidade está intimamente associada a Santa Margarida Maria Alacoque, uma freira Visitandina do século XVII no convento de Paray-le-Monial. Foi a esta humilde freira que Cristo revelou Seu desejo de que uma festa especial de reparação ao Seu Sagrado Coração fosse estabelecida na sexta-feira após a oitava de Corpus Christi (ou terceira sexta-feira depois de Pentecostes). É a partir das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida que surgiu a Devoção das Primeiras Sextas-feiras, prática que garante que as reparações ao Sagrado Coração sejam feitas ao longo de todos ano litúrgico.

A festa e mês do Sagrado Coração não são apenas um tempo de oração “simples” ou passageira. Pelo contrário, está ligada aos sacrifícios, com a reparação feita pelas ofensas contra Nosso Senhor. Os fiéis católicos devem se preparar para participar plenamente esse mês, com suas ações externas, penitências e horas santas desempenhando um papel vital, conforme desejado por Pio XI. Continuar lendo

A MISSA DE SEMPRE: QUANDO UM ARQUIDUQUE DÁ RAZÃO A DOM LEFEBVRE

Édouard de Habsburgo-Lorena é descendente de uma das maiores dinastias católicas da Europa. Ex-embaixador da Hungria junto à Santa Sé, o arquiduque acaba de publicar uma obra em defesa da Missa tradicional, demonstrando indiretamente a relevância da luta de Dom Lefebvre e sua repercussão muito além dos círculos da Tradição.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em um pequeno guia prático intitulado Descobrindo a Missa em Latim, publicado pela Sophia Institute Press, o Arquiduque relata como ele e sua família descobriram a Missa Tradicional em Latim há cinco ou seis anos — e como essa descoberta mudou tudo. “Toda a família iniciou uma jornada inteiramente nova de aprofundamento da fé, de aprofundamento de nossa relação com Cristo”, confidencia ele. Ele observa em seus filhos uma maior fidelidade à oração diária, ao Rosário e às novenas. “Isso transforma a sua vida”, diz ele simplesmente.

É isso que Dom Marcel Lefebvre não cessou de repetir durante quarenta anos, à custa da incompreensão, de humilhações canônicas e de um doloroso isolamento. Continuar lendo

FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

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Festa do Sagrado Coração de Jesus

O Sagrado Coração de Jesus

O Sagrado Coração de Jesus – pelo Pe. Pe. Patrick de La Rocque, FSSPX

O lugar do Sagrado Coração nas famílias católicas – pelo Pe. Carlos Mestre

As promessas do Sagrado Coração De Jesus

O Sagrado Coração – reservatório de graças

Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

Exortação à prática mais pura e mais extensa do culto ao Sagrado Coração de Jesus

Nascimento e desenvolvimento progressivo do culto ao Sagrado Coração de Jesus

Participação ativa e profunda que teve o Sagrado Coração de Jesus na missão salvadora do Redentor

Legitimidade do Culto ao Santíssimo Coração de Jesus segundo a doutrina do Novo Testamento e da Tradição

Fundamentos e prefigurações do culto ao Sagrado Coração de Jesus no Antigo Testamento

Encíclica Miserentissimus Redemptor

MONS. STAGLIANÒ: “EU, BISPO DA IGREJA CATÓLICA, DIGO-VOS: JOHN LENNON TEM RAZÃO.”

Mons.Antonio Staglianò, presidente da Pontifícia Academia de Teologia, apresentou a famosa canção Imagine, de John Lennon — que nos convida a imaginar um mundo sem paraíso, sem religião e, em última instância, sem Deus — como “a canção mais bela do mundo”, chegando a afirmar: “Eu, bispo da Igreja Católica, digo-vos: John Lennon tem razão.”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O prelado italiano, nomeado chefe da Pontifícia Academia de Teologia pelo Papa Francisco em 6 de agosto de 2022, lidera esta venerável instituição do Vaticano, fundada em 1718 pelo Papa Clemente XI com o objetivo de formar teólogos competentes e promover o estudo da teologia católica. 

Considerada uma das mais antigas academias da Santa Sé, ela deveria ser um local eminente de defesa e transmissão da ortodoxia doutrinária, mas desde o Concílio Vaticano II, e ainda mais desde as reformas de João Paulo II (1999) e depois de Francisco (2023), ela passou por uma profunda reorientação, sendo agora chamada a tornar-se um fórum de discussão para os principais temas conciliares: diálogo com os não crentes, ecumenismo, diálogo inter-religioso, envolvimento em questões sociais e culturais contemporâneas e a ampla participação do “povo de Deus” na reflexão teológica.

“John Lennon tem razão”

Em um breve vídeo publicado em 18 de maio e compartilhado nas redes sociais, Mons. Staglianò declarou: “Vamos abolir a religião, abolir Deus, abolir o paraiso. Quem diz isso? Hum… John Lennon, na canção mais linda do mundo, Imagine, o hino à paz, um hino universal à paz. Ele está certo ou errado? Eu, bispo da Igreja Católica, digo a vocês: John Lennon está certo.” Continuar lendo

MAGNIFICA HUMANITAS – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

O católico espera que o Papa lhe explique em que aspectos o uso da inteligência artificial é moralmente bom e em que aspectos não o é, à luz de uma moral que se define com referência à Lei de Deus.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É a primeira Carta Encíclica do Papa Leão XIV data de 15 de maio de 2026, um ano após a eleição de Robert Francis Prevost para a Santa Sé. Com um total de 245 parágrafos, o texto do novo Papa não é nem mais nem menos extenso do que as Encíclicas de seu predecessor imediato. Conforme explica no § 3 do capítulo 1, Leão XIV quis aproveitar a ocasião do 135° aniversário da Encíclica Rerum novarum de Leão XIII, publicada em 1891, para dar continuidade, por sua vez, a “essa reflexão sobre a sociedade, a economia e a política que hoje chamamos de Doutrina Social da Igreja”. E isso, por si só, já deveria ser suficiente para causar consternação entre os católicos, ou pelo menos agravar ainda mais a perplexidade em que se encontram os pobres fiéis há mais de 60 anos, desde que se realizou o Concílio Vaticano II.

Uma nova concepção de doutrina social

De fato, o objetivo de um documento do Magistério eclesiástico, como é o caso de uma encíclica papal, não é conduzir “uma reflexão”, mas transmitir, com a própria autoridade de Deus, um ensinamento, a fim de declarar e explicar o sentido da verdade revelada por Deus. E a Doutrina Social da Igreja não é, pelo menos em primeiro lugar e acima de tudo, uma reflexão “sobre a sociedade, a economia e a política”. Ela é parte da doutrina moral que a Igreja ensina aos seus fiéis em nome de Deus, ou seja, a doutrina que deve indicar-nos como orientar as nossas ações com vista à salvação eterna das nossas almas. Continuar lendo

O “EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA A IGREJA” DE LEÃO XIV SE VOLTA CONTRA ELE PRÓPRIO NO TRATAMENTO DADO POR ROMA À FSSPX

Por Robert Morrison

Fonte: The Remnant – Tradução: Dominus Est

A Magnifica Humanitas, de Leão XIV, exorta a Igreja a rejeitar os “abusos de consciência”, a acolher as diversas sensibilidades e a praticar a escuta sinodal — princípios que podem comprometer qualquer tentativa de censura à Fraternidade São Pio X.

Dos 245 parágrafos da encíclica de Leão XIV “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial (IA)”, Magnifica Humanitas, quatro deles (86 a 89) referem-se a um “exame de consciência para a Igreja”:

“Para concluir, gostaria de abordar um ponto que me é particularmente caro. A Doutrina social não é apenas uma palavra dirigida à sociedade: é também um exame de consciência para a Igreja, casa e escola de comunhão, chamada sempre a averiguar se os princípios evocados neste capítulo são vividos, em primeiro lugar, dentro de si mesma.”(86)

Embora o “exame de consciência” descrito na encíclica se refira principalmente a questões de doutrina social, podemos aplicar os mesmos princípios delineados por Leão XIV a questões mais especificamente relacionadas ao tratamento dado pela Igreja aos católicos. Assim, a análise que se segue aplica o exame de consciência da Magnifica Humanitas à situação da Fraternidade São Pio X (FSSPX). Continuar lendo

A IGREJA ABERTA E SEU INIMIGO

Popularizada por Karl Popper e adotada por George Soros através de sua Open Society, a ideia de uma sociedade aberta sempre revela seus inimigos. O que dizer, então, da “Igreja aberta” nascida do Vaticano II e do lugar que ela reserva para a Tradição?

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Frequentemente denuncia-se Georges Soros e sua Open Society Foundation pelo papel subversivo que desempenham nas sociedades ocidentais. O próprio título dessa fundação advém de uma obra escrita pelo famoso filósofo Karl Popper, A sociedade aberta e seus inimigos (The Open Society and Its Enemies), publicada em 1945. Nesse título, Popper fazia uma referência direta a Henri Bergson, de quem admirava o pensamento, e a uma de suas últimas obras, As duas fontes da moral e da religião, publicada em 1932.

Essa obra de primorosa literatura (seu ator recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1927) coloca em oposição a sociedade aberta e a sociedade fechada, que vivem de dois princípios morais distintos: uma aberta até a mística e a outra curvada em obrigações limitantes. O corolário dessas duas morais são evidentemente duas religiões diferentes, uma religião dinâmica e uma religião estática. Bergson evita utilizar o termo religião aberta.

Bergson pensava que o cristianismo seria a religião mais aberta. Frédéric Worms, professor de filosofia no ENS, sintetizava em um programa da RCF, em 2021[1], o que se poderia deduzir disso: Continuar lendo

O PRINCÍPIO DE GAMALIEL E A FSSPX

D. Lefebvre com o cardeal Thiandoum, em Écone.

Por que 18 anos de investigações não conseguiram descobrir um erro?

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em 1988, o motu próprio Ecclesia Dei Adflicta (2 de julho de 1988), publicado pelo papa João Paulo II após as sagrações episcopais de 30 de junho de 1988, assim identificava a causa do ato de D. Lefebvre:

“A raiz deste ato cismático pode localizar-se numa incompleta e contraditória noção de Tradição.”

Tais sagrações foram consideradas como um ato cismático, supostamente causado por uma compreensão não católica da noção de Tradição. Em outros termos, D. Lefebvre foi acusado de sustentar uma concepção de Tradição contrária à fé católica?

Uma simples questão

Isso levanta uma questão tão simples quanto fundamental: de 1970, data da fundação da FSSPX, até 1988, data da “excomunhão”, de onde Roma tirou tal “incompleta e contraditória noção de Tradição” que o Arcebispo teria professado?

Em realidade, Roma fez três investigações oficiais entre 1970 e 1988. A primeira foi a visita canônica do seminário de Écône (1974); a segunda foi o encontre com os cardeais em Roma que resultou na “supressão” da FSSPX (1975); a terceira foi a visita apostólica do cardeal Gagnon (1987).

Se D. Lefebvre e a FSSPX fossem julgados culpados de uma “noção incompleta e contraditória da Tradição” durante esses 18 anos, isso seria constatado e apontado nessas três investigações. Vejamos como foram. Continuar lendo

EXCOMUNGADOS POR UMA IGREJA QUE JÁ NÃO EXCOMUNGA NINGUÉM?

Desde o Concílio Vaticano II, não se é mais excomungado. Atualmente, não se está “em plena comunhão”.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

De fato, na abertura do Concílio, em 1962, João XXIII havia expressado seu desejo de uma Igreja nova, sem condenações nem anátemas. Apenas os canonistas que não assimilaram plenamente o espírito do Concílio Vaticano II – e os jornalistas que apreciam expressões simplistas – ainda podem brandir a excomunhão como um absoluto pré-conciliar, um “ukase” tridentino.

Em sua defesa, a noção “comunhão parcial”, que pretende ser generosa, levanta dificuldades reais. É possível estar em comunhão pela metade ou em três quartos? Nesse caso, está-se meio excomungado e meio em comunhão, ou excomungado em três quartos e em comunhão em um quarto? De fato, a excomunhão torna-se uma noção relativa, uma excomunhão de geometria variável. Continuar lendo

TRADITIO: PARTE 1 – TORNAR-SE SACERDOTE – UMA OBRA DE FÉ

OU CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR A  PARTE 1 – TORNAR-SE SACERDOTE – UMA OBRA DE FÉ

As legendas estão disponíveis em vários idiomas. Clique em ⚙️ e depois em “Legendas” para selecionar o seu idioma.

Conforme anunciado dias atrás em um Trailer oficial, este primeiro episódio da série documental TRADITIO – Por amor à Igreja é dedicado ao sacerdócio católico, à história da FSSPX e à formação sacerdotal nos seus seminários internacionais. Realizada ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, esta produção de mais de quatro horas é um dos projetos cinematográficos mais ambiciosos alguma vez realizados pela Fraternidade.

CLIQUE AQUI e veja todos os post publicados sobre as vocações e como discerni-las.

Continua na Parte 2: Missionários católicos ao redor do mundo – Uma obra de esperança