Sermão proferido no Priorado de São Pio X de Lisboa por ocasião do II Domingo de Quaresma sobre a meditação da Transfiguração de Nosso Senhor.
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DA DIGNIDADE DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – PARTE I
Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est
Antigo e Novo Testamento segundo a doutrina tradicional
Santo Tomás de Aquino, sempre fiel à doutrina tradicional, divide a Lei divina em Lei Antiga (S. Th., I-II, qq. 98-105) e Lei Nova (qq. 106-108). A Lei Antiga é subdividida em preceitos morais [q. 100], preceitos cerimoniais [qq. 101-103] e preceitos sociais ou judiciais [qq. 104-105].
A Lei de Moisés era boa, mas imperfeita (S. Th., I-II, q. 98, a. 1)
Uma lei é boa se é consoante com a reta razão. A Lei Antiga, reprimindo a concupiscência contrária à razão [Ex. XX, 15] e proibindo todos os pecados, concordava com a razão e por isso era boa. Deve-se notar, porém, que o bem tem diversos graus, como afirma São Dionísio: com efeito, há um bem perfeito e um bem imperfeito. A bondade de um meio ordenado ao fim é perfeita se o meio é tal que por si é suficiente para induzir ao fim. É imperfeito, porém, o bem que faz algo para que se atinja o fim, mas não é suficiente para que se conduza ao fim. (Assim o remédio perfeitamente bom é aquele que cura o homem; o imperfeito ajuda o homem, mas não pode curar). O fim da Lei divina é levar o homem ao fim da felicidade eterna; tal fim é impedido por qualquer pecado, e não só pelos atos exteriores, mas também interiores. E assim aquilo que é suficiente para a perfeição da lei humana, a saber, de modo que proíba os pecados e imponha uma pena, não basta para a perfeição da Lei divina, mas é necessário que torne o homem totalmente idôneo para a perfeição da felicidade eterna. Ora, isso não se pode fazer a não ser pela graça do Espírito Santo. Tal graça a Lei Antiga não pode conferir; reserva-se isso a Cristo, porque, como é dito no Evangelho de São João: “A lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade foram feitas por Jesus Cristo” (Jo. I, 17). E daí é que a Lei Antiga é certamente boa, mas imperfeita, segundo a Carta de São Paulo aos Hebreus: “A Lei não levou nada à perfeição” (Heb. VII, 19).
A Lei do Antigo Testamento traz ao conhecimento aquilo que é bom e aquilo que é mau, mas só a Encarnação, Paixão e Morte de Cristo dão a força ao homem para que ele faça o bem e fuja do mal, ou seja, para que ele observe a Lei. Só a Lei Nova pode conduzir à felicidade eterna, porque ela é a graça do Espírito Santo derramada sobre nós pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Lei Antiga não podia conferir por si a graça santificante; podia só contribuir, de modo extrínseco, para a obtenção do fim último. Continuar lendo
EFEITOS QUE EM NÓS PRODUZ A DIVINA GRAÇA
COMO DEVEMOS PREPARAR-NOS PARA A MORTE
SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA: A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS CRISTO E AS DELÍCIAS DO PARAÍSO
A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – INTRODUÇÃO
Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est
Mosaísmo e talmudismo
Segundo a doutrina católica tradicional, compendiada e sublimada pelo Doutor Comum da Igreja, Santo Tomás de Aquino, a Lei talmúdica é essencialmente má na medida em que é anticristã, enquanto a Lei mosaica é boa, ainda que imperfeita, na medida em que preparava para o Cristo vindouro.
O judaísmo atual é mais herdeiro do Talmud do que da Lei mosaica: «Se ainda os israelitas estivessem na obediência ao mosaísmo puro, […] se eles tivessem como livro sagrado somente a Bíblia [sem o Talmud, n.d.a], talvez eles tivessem se fundido à Igreja nascente[…]. Uma coisa impediu essa fusão, […] foi a elaboração do Talmud, o domínio e a autoridade dos doutores que ensinaram uma pretensa tradição [a falsa Cabala, n.d.a]. O judeu […] se entrincheirou atrás dessas cercas que havia erguido em volta da Torá Esdras e dos primeiros escribas, depois dos fariseus e dos talmudistas herdeiros de Esdras, deformadores do mosaísmo primitivo e inimigos dos profetas» (LAZARE, Bernard. L’Antisemitisme son histoire et ses causes, Documents et temoignages, Vienne, 1969, p.14).
E ainda: «Pode-se dizer que o verdadeiro mosaísmo […] teria conduzido ao cristianismo, se o farisaísmo e o talmudismo não estivessem lá para manter a massa dos judeus nos vínculos das estritas observâncias e nas práticas rituais estritas» (LAZARE, op. cit. p. 16). Continuar lendo
6000 PADRES ESPANHÓIS RECUSAM A MISSA NOVA
O artigo a seguir foi publicado no nº 140 da revista Itinéraires (1), em fevereiro de 1970, poucas semanas após a celebração da nova Missa ter se tornada obrigatória, em 1º de dezembro de 1969.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O título do artigo, o prólogo e a conclusão são de autoria da Itinéraires.
As notas de rodapé são do La Porte Latine.
Prólogo
A Associação Sacerdotal Espanhola de Santo Antônio Maria Claret conta com 6.000 sacerdotes e religiosos.
Ela deu ao mundo católico um exemplo de fidelidade sacerdotal e intrepidez no dever, dando a conhecer à Santa Sé a impossibilidade moral, intelectual e espiritual de seus membros de celebrar o Santo Sacrifício segundo o novo Ordo Missae.
Temos a autorização de seu presidente, Pe. José Bachs, e de seu secretário, Pe. José Mariné, a reproduzir as duas cartas que enviaram, em 11 de dezembro, a Paulo VI e à Mons. Bugnini(2).
Carta a Paulo VI
Santíssimo Padre,
É com profundo pesar que anexamos uma fotocópia da carta que nossa Associação acaba de enviar ao Secretário da Sagrada Congregação para o Culto Divino, e que desejamos levar ao conhecimento de Vossa Santidade.
A questão do novo Ordo tornou-se uma questão de consciência da maior gravidade para milhões de católicos, padres e leigos. Não falaremos de razões doutrinais católicas, pois não poderíamos melhor explicá-las do que o documento “Breve Exame Crítico do Novo Ordo Missae(3)”, que Vossa Santidade recebeu recentemente acompanhado de uma carta assinada pelos Cardeais Ottaviani e Bacci, e que seria necessário refutar ponto por ponto de acordo com a Doutrina do Concílio de Trento, se quiséssemos provar a ortodoxia do Novus Ordo. Continuar lendo
AS 7 DORES DE SANTO TOMÁS DE AQUINO

Por vezes, acredita-se que a vida de Santo Tomás de Aquino foi de uma doce contemplação. Mas fora exatamente o oposto.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Por vezes, acredita-se que a vida de Santo Tomás foi de uma contínua e doce contemplação, que ele conheceu apenas alegrias espirituais e consolações intelectuais e que morreu cercado pelo afeto dos seus. Mas a verdade é exatamente oposta.
1 – Aos 20 anos, em 1244, quando era noviço dominicano, foi sequestrado por seus irmãos. Sua família queria que ele se tornasse um beneditino, a fim de que pudesse se tornar abade de Monte Cassino, uma posição de prestígio. Mas ele foi chamado a servir a Deus em uma Ordem mendicante. Teve, por conseguinte, que enfrentar a oposição de sua mãe e de seus irmãos. Levado de volta manu militari ao castelo da família, ficou trancado lá por cerca de um ano. Um ano preenchido pela oração e leitura dos Padres da Igreja, mas um ano vivido no sofrimento de não poder continuar seu noviciado em condições normais.
2 – Em 1252, Frei Tomás foi nomeado em Paris para ensinar como bacharel sentenciado. Tinha 27 anos. Foi nessa época que surgiu uma animada disputa entre os seculares e os regulares. Guillaume de Saint-Amour perseguiu os mendicantes para impedi-los de ensinar. Os dominicanos e os franciscanos são expulsos da corporação universitária. O Papa Inocêncio IV pronunciou-se a favor dos seculares. Do ponto de vista acadêmico, a situação dos mendicantes era desesperadora. A perseguição foi até mesmo física, de tal modo que, em janeiro de 1256, o rei São Luís teve que enviar guardas para proteger os conventos parisienses contra ataques. Os frades pregadores estavam dispostos a sofrer o martírio nas mãos dos infiéis, mas não esperavam suportá-lo da parte de seus irmãos católicos.
Finalmente, o novo papa, Alexandre IV, anulou as disposições de seu antecessor. O Frei Tomas, portanto, sofreu perseguição desde o início de sua vida religiosa. Como disse São Paulo, quem quiser viver piedosamente em Cristo Jesus sofrerá perseguição(1).
Por vezes imaginamos Santo Tomás estimado por todos os teólogos, ouvido pelos intelectuais de seu tempo, admirado por seus alunos, louvado pelos papas, honrado pelos cardeais, consultado por todos os grandes deste mundo. Esta visão é parcial e muito incompleta. Como Nosso Senhor durante sua vida pública, Frei Tomas foi odiado por muitos de seus contemporâneos, e sua sensibilidade aguçada sofria com isso. Alguns pequenos intelectuais católicos viram em sua doutrina um perigo mortal para a fé católica. Continuar lendo
“…RECONHECER POR DETRÁS DA MÃO QUE NOS ATINGE O PAI ETERNO QUE NOS PURIFICA…”

Fonte: FSSPX Italia – Tradução: Dominus Est
Editorial
Há muitos anos, os católicos vivem em relativa paz em nossos países europeus. Ainda assim, devemos reduzir essa afirmação à Europa Ocidental, como era chamada até a queda do Muro de Berlim no “distante” 1989. A perseguição é sutil: é a atratividade do mundo. No entanto, quantos fez cair ao nosso redor, ou quantas vezes adormecemos nos “doces braços” da morte do pecado?
Quando lemos os testemunhos dos católicos chineses ou, mais perto de nós, há alguns anos, o perdão, a coragem e a fé viva dos perseguidos pelo ISIS no Oriente Médio, podemos nos perguntar se a perseguição não é um bem que Deus envia para aqueles que ama.
Já no Antigo Testamento, quando Deus havia prometido bênçãos materiais como recompensa pela fidelidade do povo, o Deus Trino ensinou aos seus justos o caminho da cruz: “E, porque tu eras aceito a Deus, por isso foi necessário que a tentação te provasse.” (Tob 12, 13), disse o Arcanjo Rafael ao velho Tobias. E Yahweh disse ao seu povo: “Eis que te acrisolei (no fogo da tribulação), mas não (com tanta intensidade) como a prata” (Is 48,10). No livro dos Macabeus encontramos esta bela proclamação de fé e esperança na boca do penúltimo dos sete irmãos mártires: “Não te enganes vãmente, porque, se nós padecemos isto, é porque o merecemos, tendo pecado contra o nosso Deus, e assim atraímos sobre nós estes tão espantosos fia gelos. Mas não imagines que hás-de ficar sem castigo, depois de teres empreendido combater contra Deus.” (II Mac 7,18-19). E o último acrescenta: “E, se o Senhor nosso Deus se irou um pouco contra nós para nos castigar, e para nos corrigir, ele se tornará a reconciliar outra vez com os seus servos… Quanto a meus irmãos, depois de terem suportado agora uma dor transitória, entraram já na aliança da vida eterna” (Ibidem, 33 e 36). Continuar lendo
O UNIVERSO EM EXPANSÃO
Fonte: SSPX Great Britain and Scandinavia – Tradução: Dominus Est
Caros fiéis,
Os recentes editoriais do Ite Missa Est lamentaram a existência, cada vez mais restrita, de uma monocultura tecnológica, racionalista, ateísta, materialista e cada vez mais autoritária em que nos encontramos (The Shrinking Universe Nov-Dez 2021 e Going Chinese Jan-Fev 2021), e apontaram para a adesão viva ao Corpo Místico de Cristo como o único caminho para a verdadeira liberdade. Este editorial expande o significado dessa participação viva ao Corpo Místico de Cristo como objetivo da vida cristã, como pode ser adquirida, seus graus de perfeição e como ela nos liberta.
Doutrina do Corpo Místico de Cristo
A doutrina do Corpo Místico de Cristo é desenvolvida com grande clareza e beleza na encíclica Mystici Corporis (1943) do Papa Pio XII. O termo Corpo Místico de Cristo é uma analogia que serve tanto como definição como descrição da Igreja Católica Romana:
“Ora, para definir e descrever esta verdadeira Igreja de Cristo – que é a santa, católica, apostólica Igreja romana – nada há mais nobre, nem mais excelente, nem mais divino do que o conceito expresso na denominação “corpo místico de Jesus Cristo”; conceito que imediatamente resulta de quanto nas Sagradas Escrituras e dos santos Padres freqüentemente se ensina.” Continuar lendo
A TODAS AS MULHERES…
…que em todos os dias do ano se espelham “na Mulher” abaixo e A tem como exemplo de conduta de vida, nossos sinceros votos de crescimento espiritual e santificação.
Assim, parabenizamos a vocês, mulheres católicas, que no seu dia a dia (todos os dias do ano), como filhas de Nossa Senhora:
- Buscam incansavelmente sua santificação e a santificação de sua família;
- Que não se importam com comemorações liberais e pagãs;
- Não se deixam levar por ideologias feministas, esquerdistas e pela moda reinante;
- Que não querem essa “liberdade” anti-cristã para si e para suas filhas;
- Que não querem outro espaço a conquistar que não seja o coração do marido;
- Que sabem, como católicas, que homens e mulheres não são iguais em direitos e deveres;
- Que sabem, como solteiras, de seus direitos e deveres para com seu estado;
- Que sabem, como casadas, que não tem os mesmos direitos e deveres de seus maridos (e conhecem seus direitos e deveres para com o marido);
- Que sabem, como viúvas, de seus direitos e deveres para com seu estado;
Parabenizamos a vocês, mulheres católicas, que todos os dias, como filhas de Nossa Senhora:
- São virtuosas;
- São humildes;
- São generosas;
- São amáveis;
- São fiéis;
- São exemplo de caridade;
- São benevolentes;
- São exemplo de modéstia e pudor;
- Aceitam santamente o sofrimento;
- Aceitam com paciência todos os filhos que Deus envia;
- Se entregam à Providência;
- Que não colocam os bens materiais acima dos bens espirituais;
- Sabem o que é o verdadeiro amor cristão para com sua família e ao próximo;
- Concedem uma educação sobrenatural a seus filhos;
- São “o sol” de sua casa, iluminando e irradiando alegria, ternura, carinho e amor cristão aos filhos e ao marido;
Façamos hoje pequenos atos de desagravo ao Coração Imaculado de Maria, ao longo do dia. Façamos uma pequena penitência e ofereçamos à Mãe de Deus, pelos muitos membros do clero e pelos muitos católicos leigos que se atrevem a comemorar este dia que é fruto do liberalismo (o tal “Dia internacional da Mulher”).
Doce coração de Maria, sede nossa salvação.
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Para saber mais sobre a origem do Dia Internacional das Mulheres e o Feminismo, clique aqui
ISTO É O MEU CORPO

O novo Missal de Paulo VI é imperfeito a ponto de tornar-se equívoco na expressão da Lei da fé e incorrer no risco de invalidade quanto à eficácia do sacramento.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
1. Em sua 22ª sessão, realizada em 17 de setembro de 1562, o Concílio de Trento afirmou que “neste sacrifício divino que se realiza na Missa, Cristo está contido e imolado de forma incruenta, Ele que se ofereceu de uma vez por todas de forma cruenta no altar da cruz (Hb 9, 14; 27)[1]. E para insistir no valor propiciatório deste sacrifício, o Concílio especifica ainda que “é, com efeito, uma única e a mesma vítima, a mesma que, oferecendo-se agora pelo ministério dos sacerdotes, ofereceu-se então na Cruz, sendo apenas diferente a forma de oferecer a si mesmo. Os frutos desta oblação – que é cruenta – são recebidos abundantemente através desta oblação incruenta; de tal modo que a última não diminui de modo algum a primeira”[2]. A Missa, portanto, não é outro sacrifício senão o sacrifício do Calvário. Ela é esse mesmo sacrifício, realizado de outra forma, já não mais físico, mas sacramental. Isso significa que ela é seu sinal eficaz: a Missa realmente realiza o próprio sacrifício do Calvário na exata medida em que o significa, através de um conjunto de palavras e gestos que constituem precisamente o rito. O missal é a expressão literal (ou a escrita) deste rito. O Missal tradicional dito “de São Pio V” é a expressão mais exata que a Igreja pôde dar aos seus fiéis até hoje, com todo o significado necessário para esta realização sacramental do sacrifício incruento.
2. O novo Missal de Paulo VI, por sua vez, “representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão 22 do Concílio de Trento”. Tal é o veredicto do Breve Exame Crítico, apresentado ao Papa Paulo VI pelos Cardeais Ottaviani e Bacci. Para ilustrar seu fundamento, demos como exemplo a impressionante redução dos sinais da cruz neste Novus Ordo Missaede Paulo VI. A Institutio Generalis, em sua última versão revisada de 2002, prevê apenas dois fora do Cânon: um primeiro no início da Missa (n.º 124) como rito de entrada quando o celebrante se assinala ao mesmo tempo que os fiéis, e um segundo no final (n.º 167) como rito de conclusão, quando o celebrante dá a bênção aos fiéis. No Cânon (isto é, naquilo que o Missal de Paulo VI doravante designa por “Oração Eucarística”) resta apenas um, logo no início, quando o sacerdote faz o sinal da cruz tanto no pão como no cálice (“Ut benedicas + haec dona” na Oração Eucarística I; “ut nobis Corpus et + Sanguis fiant Domini nostri Jesu Christi” na Oração Eucarística II; “ut Corpus et + Sanguis fiant Filii tui Domini nostri Jesu Christi” na Oração Eucarística III; “ut Corpus et + Sanguis fiant Domini nostri Jesu Christi” na Oração Eucarística IV).
3. Só no Cânon do Missal dito “de São Pio V”, havia 26 sinais da cruz. A razão destes sinais da cruz é única e representativa: “O sacerdote”, explica São Tomás, “durante a celebração da Missa, faz os sinais da cruz para evocar a Paixão de Cristo, que o levou à Cruz”[3]. Segundo a explicação dada pelo Doutor Comum da Igreja, os vários sinais da cruz feitos pelo celebrante durante a Missa correspondem a uma progressão lógica de significado, para representar as nove etapas da Paixão, ou seja, deixando evidente que a Missa é idêntica ao sacrifício do Calvário. Continuar lendo
POR QUE A CONSAGRAÇÃO DA RUSSIA TORNA-SE CADA VEZ MAIS DIFÍCIL?
Por que essa consagração, tão simples em si mesma, é tão difícil de se realizar na prática? Resposta: Vaticano II
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Nossa Senhora pediu que a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração fosse realizada pelo papa e pelos Bispos de todo o mundo(1). Ela explicou que, se isso fosse feito, haveria paz no mundo; caso contrário, a Rússia espalharia seus erros, ou seja, o comunismo, pelo mundo. Esta consagração não foi realizada como pedidda. É por isso que o comunismo se espalhou por toda a terra. Por que essa consagração, tão simples em si mesma, é tão difícil de ser realizada na prática?
Primeira razão. A consagração ao Imaculado Coração de Maria é um ato religioso que incide sobre toda a uma nação, isto é, sobre uma realidade política. É, portanto, contrário ao liberalismo político dos Estados, defendido pelo Vaticano II na Dignitatis humanae.
Segunda razão. Além disso, uma consagração a Maria nada mais é do que uma “preparação para o Reino de Jesus Cristo”(2). No entanto, desde o Concílio, a Roma modernista nunca deixou de desencorajar socialmente Jesus Cristo. De fato, foi ela mesma que sistematicamente organizou a apostasia das nações católicas em nome do Vaticano II(3).
Terceira razão. Esta consagração conduziria ao retorno dos cismáticos à Igreja Católica(4). É, portanto, contrário à teoria conciliar das “igrejas irmãs” (o subsistit in da Lumen gentium), segundo a qual as igrejas católica, ortodoxa e protestante são três partes da Igreja de Cristo. Continuar lendo
COMEMORAÇÃO DA COROA DE ESPINHOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
A CONTRIÇÃO DO REI DAVID – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido no Priorado de São Pio X, Lisboa, na Quarta-feira de Cinzas sobre o episódio bíblico sobre o Rei David e Urias.
BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – MARCO/22
SERMÃO DAS CINZAS – PE. MANUEL BERNARDES
QUARTA FEIRA DE CINZAS: A LEMBRANÇA DA MORTE E O JEJUM QUARESMAL
AMANHÃ, JEJUM E ABSTINÊNCIA

Lembrando que qualquer outro tipo de jejum mais rigoroso deve ter sempre a orientação e acompanhamento de um padre prudente.
COMUNICADO DA CASA GERAL DA FSSPX PEDINDO ORAÇÕES PELA UCRÂNIA

A pedido do Pe. Basile, Superior da Fraternidade São Josafá, de seus sacerdotes e fiéis, o Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da FSSPX, convida todos os membros da Fraternidade, bem como seus fiéis, a rezar pela Ucrânia.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Peçamos a Deus, por intercessão da Virgem Maria, venerada na Ucrânia especialmente a título de sua gloriosa Assunção, um socorro espiritual aos fiéis ucranianos, bem como a proteção dos locais de culto, igrejas e capelas, sobretudo as localizadas no leste do país.
O Pe. Basile e os sacerdotes da Fraternidade São Josafá agradecem antecipadamente a caridade que demonstrarão, rezando por aqueles que estão angustiados pela guerra e por um futuro incerto.
A Fraternidade São Josafá
A Santa Fraternidade do Hieromártir São Josafá Koncévitch, mais conhecida como Fraternidade São Josafá, é uma sociedade de sacerdotes católicos ucranianos de rito oriental eslavo. Está unida à FSSPX desde sua fundação, em 2000.
Colocada sob o patrocínio de São Josafá Koncévitch (1584-1623), a Fraternidade foi fundada pelo Pe. Basílio Kovpak. Tem como finalidade a formação dos sacerdotes e o apostolado paroquial. A comunidade tem um seminário e um ramo religioso feminino. Os sacerdotes da FSSJK alcançam milhares de fiéis.
O PREÇO DO SILÊNCIO
Em 11 de fevereiro, o Papa Francisco assinou um decreto no qual concede o uso dos livros litúrgicos de 1962 para a Fraternidade São Pedro. Mais um passo no impasse do privilégio especial.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Num decreto datado de 11 de Fevereiro de 2022, o Papa Francisco concedeu permissão à Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP) para celebrar a Missa e os sacramentos de acordo com o Rito Tridentino. Este decreto, portanto, concede uma isenção particular à FSSP das disposições do motu proprio Traditionis custodes, publicado em 16 de julho de 2021. Seguiu-se uma audiência privada em 4 de fevereiro entre o Papa Francisco e dois membros do FSSP, os padres Benoît Paul-Joseph, Superior do Distrito da França, e Vincent Ribeton, Reitor do Seminário São Pedro de Wigratzbad. O documento especifica que embora “possam utilizar esta faculdade em suas próprias igrejas e oratórios; em qualquer outro lugar, só a utilizarão com o consentimento do Ordinário local, exceto para a celebração da Missa privada.” E acrescenta: “Sem prejuízo do que foi dito acima, o Santo Padre sugere que, na medida do possível, as disposições do motu proprio Traditionis custodes também devem ser levadas em consideração.”
Até que ponto? O futuro dirá.
COMENTÁRIO DO PE. BENOÎT-PAUL JOSEPH (FSSP)
Na sequência deste decreto, o Pe. Benoît-Paul Joseph recordou, em 23 de fevereiro no canal KTO, que “a Fraternidade São Pedro, que fez escolhas em sua fundação (esta antiga liturgia), nunca questionou a legitimidade, a fecundidade, a validade , da liturgia atual.” Aliviado, ele explica que o motu proprio Traditionis custodes “causou preocupação quanto a vida geral de nosso Instituto, não somente a paz entre nós, mas também a continuidade de nossa Fraternidade.”
À pergunta: “como a Fraternidade São Pedro se enquadra no motu proprio?” ele responde: “O Santo Padre, é verdade, limita muito fortemente uma forma de universalização da antiga liturgia romana para qualquer sacerdote de rito latino. O Santo Padre, por razões que explica, não deseja mais que isso continue porque considera que, por vezes, tem sido fator de divisão.” Continuar lendo
AS COMUNIDADES ECCLESIA DEI, 30 ANOS DEPOIS

Um dos efeitos do motu proprio Traditionis custodes foi produzir, por parte das comunidades Ecclesia Dei, um acordo de adesão ao Concílio Vaticano II e o reconhecimento da benignidade do Novus Ordo. Essa aprovação enfraquece ainda mais a situação dessas comunidades.
Fonte: La Couronne de Marie n°103 – Tradução: Dominus Est
Criada em 1988 pelo Papa João Paulo II na sequencia da sagração de quatro bispos por D. Lefebvre, a Comissão Ecclesia Dei tinha como missão oficial de “facilitar a plena comunhão eclesial” daqueles que então se separaram da Fraternidade fundada por Dom Lefebvre, ao mesmo tempo que ” preservavam suas tradições espirituais e litúrgicas “.
Sua missão “oficiosa”, havia sido revelada por D. Lefebvre: a Comissão Ecclesia Dei, explicou ele com clarividência, “é responsável pela recuperação dos tradicionalistas a fim de submetê-los ao Concílio” (1). O tempo provou que ele verdadeiramente tinha razão.
A fim de obter o reconhecimento canônico da Igreja Conciliar, as comunidades Ecclesia Dei concordaram em se calar sobre os erros e escândalos doutrinários da hierarquia eclesiástica, ou mesmo em justificá-los. Não denunciam a nocividade da missa nova, do novo código de direito canônico, do diálogo inter-religioso, da liberdade religiosa etc., e sua contradição com o ensinamento tradicional da Igreja. Este silêncio é o preço a pagar para ser oficialmente reconhecido e poder exercer um ministério nas dioceses.
De forma privada, alguns membros dessas comunidades reconhecem os estragos do modernismo triunfante na Igreja. Mas, em público, silenciam-se sobre as causas da destruição da fé nas almas, que eles, como qualquer sacerdote, têm o dever de denunciar e combater. Continuar lendo
A AÇÃO DE GRAÇAS DEPOIS DA COMUNHÃO

Jesus fala apenas com aqueles que O ouvem. Não negligenciemos o dever de ação de graças. Que frutos podem dar comunhões feitas com tanto descuido?
Fonte: Le Seigndou – Tradução: Dominus Est
Este artigo é inspirado nas notas de direção espiritual do Pe. Garrigou-Lagrange, A Vida espiritual, de setembro de 1935: As Comunhões sem ação de graças.
Se há um dom que exige uma ação de graças especial, é a instituição da Eucaristia e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo à nossa alma a fim de nela habitar, de a tomar posse e a conduzir ao paraíso. Recebemos, neste sacramento, o próprio Autor da salvação e um crescimento na vida da graça, que é a semente da glória, ou o princípio da vida eterna; recebemos uma elevação na caridade, a mais alta das virtudes, que vivifica e anima todas as outras. É, certamente, o maior dom que podemos receber.
Então, quão dolorosa é, para Nosso Senhor Jesus Cristo, a ingratidão daqueles que não sabem conversar com Ele e agradecer-Lhe por Sua vinda depois da Comunhão! Nosso Senhor já havia expressado Sua surpresa quando apenas um dos dez leprosos curados veio agradecer-Lhe. Quão indignado Ele fica diante de todas aquelas almas que não Lhe prestam a devida atenção e não Lhe agradecem quando as enche com Sua presença divina!
Os fiéis que deixam a igreja quase imediatamente após a comunhão, então, esquecem que a Presença Real permanece neles, bem como as espécies sacramentais, durante cerca de um quarto de hora após a comunhão, e não podem fazer companhia à Hóstia Divina durante este curto período de tempo? Como podem não compreender sua irreverência? Nosso Senhor nos chama, Ele se entrega a nós com tanto amor, e nós, não temos nada a Lhe dizer e não queremos ouvi-lo por alguns instantes. Continuar lendo
O PECADO RENOVA A PAIXÃO DE JESUS CRISTO
D. LEFEBVRE: A BENÉFICA INDEPENDÊNCIA DA FSSPX DAS DIOCESES

A Providência preparou esta situação única na Igreja que permite que a doutrina e a liturgia sejam protegidas das ameaças modernistas.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Excerto de uma conferência proferida em um retiro para os seminaristas de Ecône, em 10 de abril de 1990. D. Lefebvre agradece à Providência por ter proporcionado à Fraternidade São Pio X uma situação viável que lhe permite continuar a viver de acordo com a Tradição Católica.
Texto
O Bom Deus assim o quis, não o posso negar pois os fatos estão aí, eles existem. Penso que a Fraternidade teve essa graça particular de, praticamente, não depender de nenhum Bispo diocesano. Os senhores me dirão: “existem as congregações religiosas”, mas as congregações religiosas ainda dependem, em certa medida, dos Bispos diocesanos.
A ideia inicial: colaborar com as dioceses
E não é por culpa nossa porque minha primeira ideia era formar seminaristas como o Pe. Aulagnier: ele, simplesmente, havia sido incardinado na diocese de Clermont-Ferrant para retornar à sua diocese.
Fui visitar D. de La Chanonie, que eu conhecia bem, ex-membro do Seminário Francês de Roma, e disse-lhe: “Tenho aqui um seminarista que veio me procurar, estuda na ‘Universidade de Friburgo, está aqui comigo, tenho vários como ele, mas uma vez que é de vossa diocese, peço a gentileza de incardiná-lo e, assim que terminar, espero que o aceitem de volta para lhe conferir uma função em vossa diocese.” Continuar lendo
MARIA MEDIANEIRA, CORREDENTORA E DISPENSADORA DE TODAS AS GRAÇAS – PARTE 2/2

MARIA DISPENSADORA DE TODAS AS GRAÇAS
Fonte: SI SI NO NO – Tradução: Dominus Est
Prólogo
Maria, cooperando na distribuição e aplicação de todos os frutos da Redenção, é Dispensadora, ou seja, dispensa todas as graças, a todos os homens que as querem receber(1).
Podemos dividir a Redenção em dois atos:
1°) aquele pela qual foi operada;
2°) aquele pelo qual é continuamente aplicada aos homens “todos os dias até ao fim do mundo” (Mt. 28, 20).
A) A existência ou fato da Dispensação de toda graça
Explicação dos termos
Maria coopera na aplicação dos frutos da Redenção, ou seja, exerce uma certa causalidade (veremos mais adiante que tipo de causalidade é) na distribuição de todas e cada uma das graças divinas e a todos e cada um dos homens em particular.
Trata-se de uma cooperação ou causalidade universal, pois:
1°) estende-se a todas e cada uma das graças divinas (graça habitual/atual, virtudes infusas, dons do Espírito Santo, dons temporais ordenados ao bem espiritual de quem os recebe e também carismas ou “gratiae gratis datae”);
2°) estende-se a todos os homens de todos os tempos a modo de causa eficiente instrumental, na medida em que Deus lhes dá graça mediante a cooperação atual de Maria (mesmo àqueles que viveram antes de Maria e de Cristo e isto em virtude da fé no Messias vindouro e da fé na existência do Deus que recompensa os bons que observam a Lei natural e divina inscrita em suas almas, e pune os maus). Continuar lendo
CORAÇÃO DE JESUS, AFLITO PELO PECADO DE ESCÂNDALO
VÍDEOS HISTÓRICOS DE D. LEFEBVRE NA AUSTRÁLIA (1985)
Nestes vídeos, D. Lefebvre confere o Sacramento da Confirmação em um hotel de Rockdale (Sydney) e, em seguida, celebra a Santa Missa (22/12/1985).













