A IMACULADA CORREDENTORA, EM UMA PASSAGEM DE ALFONSO SALMERON, COMPANHEIRO DE SANTO INÁCIO E TEÓLOGO DO CONCÍLIO DE TRENTO

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Alfonso Salmeron (Toledo, 8 de setembro de 1515 – Nápoles, 13 de fevereiro de 1585) foi um dos primeiros seis companheiros de Santo Inácio de Loyola. Foi um pregador muito talentoso e frutuoso, legado dos Pontífices Romanos junto aos príncipes, professor de teologia, mas, sobretudo, teólogo de Paulo III, Júlio III e Pio IV no Concílio de Trento.

Sua profunda familiaridade com as Sagradas Escrituras é evidenciada por seus 16 volumes de comentários sobre os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as Epístolas Paulinas e católicas. Desta magnífica obra encontramos a seguinte passagem, que comenta as palavras “Ave, cheia de graça“, que manifestam a realidade da imunidade de Maria ao pecado original: Continuar lendo

POR QUE DEUS TAMBÉM SE USA DE NOSSA PACIÊNCIA PARA NOS CONCEDER GRAÇAS?

Fonte: Il Cammino dei Tre Sentieri – Tradução: Dominus Est

1. Por que o Senhor demora em nos responder quando Lhe pedimos graças? Por que às vezes parece quase “rejeitar” nossos pedidos? A resposta está no fato de que o Senhor quer que sejamos confiantes e pacientes. De fato, será justamente essa confiança e essa paciência ao pedir que nos darão méritos pela nossa fé… e, se for da vontade de Deus, também as graças de que precisamos, mas de acordo com o Seu tempo.

2. Leiamos um trecho da inestimável obra Confiança na Divina Providência, do Pe. Jean-Baptiste Saint Jure: 

“Nunca se cansem de pedir, sejam constantes, sejam incansáveis em seus pedidos. Se hoje lhes forem negado o que pedem, amanhã obterão tudo; se este ano não conseguirem nada, o próximo ano lhes será mais favorável; não pensem, entretanto, que suas dores são inúteis: todos os seus suspiros são levados em conta; encontrarão proporcionalmente ao tempo que empregarem a pedir; estão acumulando um tesouro que os satisfarão de uma só vez, que superará todos os seus desejos. (…) a recusa que lhes é dada agora não é mais do que uma máscara que Deus usa para inflamar ainda mais o seu fervor. Continuar lendo

REGULAMENTO DE VIDA DO PROF. GIUSEPPE TONIOLO

Giuseppe Toniolo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Trecho da “Opera Omnia Di Giuseppe Toniolo”  Volume I, Cidade do Vaticano 1952, págs. 16-23

Tradução: Gederson Falcometa


Na Ordem Espiritual Interior

1. Minhas orações de manhã e à noite: com a leitura em família (quando oportuno e não tarde) de um livro espiritual por poucos minutos – a recitação do viva do terço. O rosário inteiro, a cada sábado e a cada véspera das festas de Maria.

2. Todos os dias (se possível) ouvir a santíssima missa.

3. Frequentar o máximo possível a santíssima comunhão, mesmo várias vezes por semana, conforme o conselho do meu confessor. A confissão toda semana.

4. Todos os dias vinte minutos no máximo (incluindo a preparação e o agradecimento) de meditação, esta última possivelmente após a comunhão e antes de começar o estudo, a fim de colher os frutos da visita de Jesus e renovar os bons propósitos. Transcorrida, porém, a hora habitual para tal fim, e chegada a hora das ocupações ordinárias, renunciar à meditação, suprindo-a naquele dia com aspirações e jaculatórias mais frequentes. Continuar lendo

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO: O TESTEMUNHO DE SÃO JOÃO BATISTA E A MODÉSTIA CRISTÃ

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ÚLTIMO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O FIM DO MUNDO E O PROCEDIMENTO DOS BONS CATÓLICOS EM TEMPO DE PERSEGUIÇÃO

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XXIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: A FILHA DE JAIRO, A HEMORROÍSSA E A ALMA PECADORA

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A MEDIAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM

VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM | DOMINUS EST

Maria, Mater divinæ gratiæ

Maria, Mãe da graça divina.

Meus caríssimos irmãos, há dezoito séculos, em todos os cantos do universo, quantos lábios repetiram essa doce fórmula da liturgia sagrada! Por ela, quantas almas alcançaram a confiança e o arrependimento! Este título tão consolador, tão frequentemente reproduzido nos fulgores da piedade católica, revela-nos outro fundamento da devoção à Bem-Aventurada Mãe de Deus. Maria, Mater divinæ gratiæ.

A salvação do homem, o seu destino final, sobrenatural, só é possível pelo socorro divino da graça. Sem a graça, não há arrependimento, não há conversão, não há vitória sobre as nossas paixões, sobre o mundo e os demônios. Sem a graça, não há méritos, não há virtudes cristãs e, consequentemente, não há beatitude eterna. “Fostes salvos, diz São Paulo, pela graça, mediante a fé” (Ef 2, 8). Ao falar dos dons por excelência do divino Redentor, Davi dizia: “O Senhor vos dará a graça e a glória” (Sl 83, 12).

O grande Apóstolo pede incessantemente pelos povos dos quais a salvação lhe é confiada “a graça e a paz de Deus, o Pai, e de Nosso Senhor Jesus Cristo[1].” A Igreja, em suas súplicas, em sua liturgia sagrada, clama obstinadamente duas coisas ao seu celeste Esposo. “A graça para a vida presente e a glória para a vida eterna[2].” Ora, diuturnamente, é a Igreja que invoca a bem-aventurada Mãe do Salvador sob esse título consolador: “Maria, Mãe da graça divina.”  Maria, Mater divinæ gratiæ. Esse comovente atributo da Rainha dos Anjos não é desprovido de sentido. E quando a Igreja invoca a Santíssima Virgem como Mãe da graça divina, ela não faz subir ao trono de Maria louvores exagerados, não lhe dirige votos supérfluos e impotentes. Continuar lendo

A CORREDENTORA – PELO PADRE ÁLVARO CALDERÓN, FSSPX

FRANCISCO E NOSSA SENHORA CORREDENTORA | DOMINUS EST

[Trecho retirado do livro La Santa Misa y la Vida Cristiana, pgs. 64-72]

“Depois apareceu no céu um grande sinal: Uma mulher vestida de sol, e a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre sua cabeça” [1]. A Mulher foi anunciada desde o princípio, associada ao Homem Deus, como projeto último na obra da criação, de que os anjos conheciam a intenção mas não a sabedoria que acompanhava a como que uma inversão da ordem natural das coisas. “O senhor me possui no princípio de seus caminhos, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. Desde a eternidade fui constituída, e desde o princípio, antes que a terra fosse criada.” [2]

A liturgia aplica à Santíssima Virgem esses textos que falam da Sabedoria de Deus. Se Deus criou o mundo, foi com a ideia da Encanação, e nesse grande projeto foi determinado, desde o princípio, que o Verbo recebesse sua natureza humana de uma Mulher, que por isso seria coroada como Rainha-Mãe de todo universo. Contra Ela pecou Lúcifer, criando inimizade que em seguida seria consolidada por Nosso Senhor; por Ela combateu São Miguel como cabeça dos santos anjos. Somente a obra da redenção do gênero humano justificou o mistério da Encarnação, pois era a única maneira com que o homem poderia reparar plenamente seu pecado. E a única que poderia fazer do Verbo Encarnado um de nós era a Virgem Mãe.

A execução desse projeto começou com o privilégio único da Imaculada Conceição: “Declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis.” [3] Esse dogma foi definido dogmaticamente em 1854. Embora os Santos Padres nunca aceitassem que se falasse em pecado na Santa Mãe de Deus, os grandes teólogos escolásticos tiveram dificuldade em aceitar o privilégio da isenção do pecado original, em primeiro lugar por um motivo teológico: a universalidade do dogma da Redenção. Pois alguns queriam eximir de tal maneira à Santíssima Virgem do pecado original a ponto de não precisar de Cristo Salvador. Continuar lendo

A BESTIALIDADE DA “CIVILIZAÇÃO” LAICA

La bestialità della “civiltà” laica

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

O objetivo da revolução é o naturalismo político, que ela entende sob o nome de civilização moderna, de emancipação do Estado em relação à Igreja, da autonomia do poder secular. Ora, o naturalismo político, ao libertar a sociedade dos laços da religião, não reconhece outro fim ao homem senão a bem-aventurança da vida presente no gozo dos bens materiais; e, portanto, não pode ter outro propósito senão o de obter e aumentar a riqueza

Ao indivíduo transgressor é reservado o inferno; à sociedade, que vive apenas no tempo, é retribuída a pena correspondente na vida presente. Qual será esse castigo? Per quae peccaverit homo, per haec et punietur; é um castigo que afeta não apenas os indivíduos particularmente, mas também os Estados. A sociedade pretendia, por essa via, alcançar uma perfeição muito elevada; e, pelo contrário, precipita-se vertiginosamente, até igualar a condição dos brutos. E, verdadeiramente, o que constitui o bruto? Não ter outra regra em suas ações senão o instinto sensível. A isso se reduz a sociedade, considerando o prazer como o fim supremo do homem. A besta tende ao prazer… o homem social do progresso moderno tende ao prazer. Se há alguma diferença, dada a luz da razão com que o homem é dotado, tal diferença volta-se, na verdade, contra ele. Pois o bruto, incapaz de se controlar, é governado em seus apetites pela arte divina, que estabelece medida e limites aos instintos animais. Mas o homem, que pelo dom celestial do intelecto e da vontade estava destinado a cumprir tal tarefa em si mesmo, torna-se horrivelmente desordenado, caindo a mercê de seus sentidos, totalmente desenfreado. Continuar lendo

XVIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: A CURA DO PARALÍTICO E A CAUSA DAS TRIBULAÇÕES

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OUTRA MEDITAÇÃO PARA O XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O HOMEM HIDRÓPICO E O VÍCIO DE IMPUREZA

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