QUAIS SÃO OS MAUS ESCRUPULOSOS
Digamos uma palavra deste gênero de escrupulosos, a fim de completar a matéria e estabelecer as distinções necessárias.
Embora a maioria dos escrúpulos provenham do demônio, pode-se dizer que os maus escrupulosos são mais particularmente obra dele. São todos aqueles que fazem da piedade uma idéia falsa, ou que dela se servem para ocultar aos outros e a si mesmos vícios grosseiros de que não se querem corrigir. Consoante os autores da Ciência do confessor, podem-se reduzir a duas espécies de escrupulosos todos esses de que queremos falar: uns, que não passam lá muito da linha do pecado venial; outros, que engolem a iniquidade como água, e que merecem antes o nome de hipócritas do que o de escrupulosos.
Os primeiros não passam, ordinariamente, de gente que, seja por ignorância dos seus deveres, seja por cegueira voluntária ou por amor-próprio, formam uma falsa consciência, e são escrupulosos em excesso sobre certos pontos, ao passo que sobre outras importantíssimos, como paixões, inveja, vingança, ódio, maledicência, etc., não se fazem censura alguma e não sentem nenhum remorso.
Os segundos são os que, como os Fariseus de que fala o Evangelho, fazem escrúpulo de cometer pequenas faltas ou de faltar a certas práticas de pura devoção, ao passo que não fazem nenhum escrúpulo de viver em pecado mortal, e abandonam-se mesmo aos desregramentos mais vergonhosos. Continuar lendo












“Sou religioso, sinceramente religioso; todavia, o que se passa entre Deus e mim, não o revelo aos outros. Isso não é da conta de ninguém! A vida religiosa é manifestação tão delicada da alma humana, que não se deve pô-la à mostra; cada um resolva o assunto consigo mesmo, em segredo, no seu íntimo. O principal é ser interiormente religioso; tudo o mais, exterioridades, formas, cerimônias, é de somenos importância…”
A)“Bem-aventurados os corações puros!”







