Clique na imagem para ler as palavras de D. Lefebvre sobre o assunto
Arquivos da Categoria: Textos e Reflexões
A TRADIÇÃO E O SENSUS FIDEI

Provavelmente, a “evolução” da Tradição é a melhor explicação da colegialidade e do sensus fidei.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
De modo vigoroso, o Concílio Vaticano I afirmou as prerrogativas do Sumo Pontífice: o primado conferido a São Pedro, sua transmissão aos sucessivos bispos de Roma e suas competências magisteriais resultam na definição solene da infalibilidade pontifícia.
Impedidos de prosseguir seus trabalhos pelos acontecimentos políticos, os Padres do Concílio não puderam apresentar uma doutrina comparável sobre o poder dos bispos. É esta lacuna que o segundo Concílio do Vaticano queria preencher. Ora, sabe-se que a franja progressista incitava imperturbavelmente uma mudança da estrutura hierárquica da Igreja, uma aristocracia dos bispos, que teriam governado a Igreja fazendo do papa um simples presidente de honra. Até o Pe. Schillebeeckx, um teólogo pouco suspeito de tendências integristas, se escandalizou com a manobra que consistia em “dizer as coisas diplomaticamente” para se reservar o direito de tirar as consequências mais radicais após o encerramento do Concílio(1). Para aprovar a ideia, a palavra-chave foi “colegialidade”, pela qual se exploraria ao máximo o dado tradicional da solicitude comum dos bispos sobre toda a Igreja(2).
A intervenção in extremis de Paulo VI, via uma nota explicativa prévia à Constituição Lumen Gentium, impediu o pior.
Hoje, o papa Francisco explora o tema do sensus fidei, o instinto da fé que anima todo batizado em estado de graça, para promover a participação de todos os fiéis no governo da Igreja. Lá onde os progressistas do Concílio visavam uma aristocracia episcopal para a Igreja, os de hoje visam a democracia, explorando descaradamente o dado tradicional do sensus fidei. Continuar lendo
CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS: ECLIPSE DA AUTORIDADE APOSTÓLICA NA IGREJA PÓS-MODERNA

por Daniele Trabucco*
Fonte: Blog Duc in Altum – Tradução: Dominus Est
No plano divino revelado por Cristo, a Igreja é uma sociedade sobrenatural fundada sob princípios inegociáveis de ordem e hierarquia, derivados imediatamente da vontade de seu Fundador. Sua estrutura essencial baseia-se em uma tríplice ordem: Cristo, Cabeça, o Romano Pontífice como seu Vigário visível, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos, constituídos pastores das Igrejas particulares “in solidum cum Petro et sub Petro”. Qualquer introdução de estruturas intermediárias que se interponham entre o ofício episcopal e a autoridade suprema do Romano Pontífice, ou que substituam o exercício pessoal e direto do “munus” episcopal, aparece, após cuidadosa reflexão canônica e filosófica, como uma alteração da ordem desejada por Deus e transmitida apostolicamente. As Conferências Episcopais, tal como se desenvolveram especialmente no período pós-guerra — e ainda mais no período pós-conciliar — representam precisamente isso: uma estrutura organizacional e administrativa que, embora carente de fundamento teológico-dogmático e de jurisdição própria (cf. Cânon 455 “Codex iuris canonici” de 1983), adquiriu progressivamente uma proeminência indevida, a ponto de reduzir a responsabilidade pessoal do Bispo em sua própria Diocese. O princípio, em si mesmo admissível, da cooperação entre os bispos para fins pastorais específicos, deu lugar a uma concepção para-sinodal e quase “parlamentar” do episcopado, na qual a deliberação comum é transposta como se fosse dotada de magistério, quando na verdade não faz parte dele, exceto pela unanimidade ou aprovação “ex audientia pontifícia” (cf. a Carta Apostólica em forma de Motu Proprio “Apostolos suos” de 1998 de João Paulo II). A filosofia jurídica da Igreja ensina que a autoridade deriva da natureza e do propósito: “actus sequitur esse”.
Ora, o ser do Bispo é o ser sucessor dos Apóstolos, investido de um “múnus” que deriva não do corpo episcopal como um todo, nem de uma Conferência nacional, mas da atribuição sacramental unida ao mandato canônico. Qualquer realidade que tenda a nivelar essa identidade singular e imediata, em favor de uma “coletividade decisória”, contradiz a ontologia do poder sagrado e introduz um critério de operação que responde mais à lógica das estruturas democrático-funcionais do que à lógica da “potestas sacra”. O que tem valor na Igreja é o que flui da graça e da ordem: não o consenso horizontal, mas a obediência vertical à Tradição, à Sé Apostólica e à Verdade revelada. Continuar lendo
A COVARDIA É UM PECADO E, EM ALGUNS CASOS, MUITO GRAVE.

No quarto domingo depois da Epifania, a Igreja lê, na Missa, a narração da Tempestade no mar, que é contada pelos três Sinópticos, segundo o texto mais breve de todos, que é o de São Mateus: tem apenas quatro versículos, mas a narração é feita com energia tão formidável, que parece um gravado em cobre ou madeira, com quatro traços principais. São Mateus é o mais saboroso e enérgico dos três Sinópticos. A Bíblia de Bover-Cantera diz: “Este Evangelho pertence à literatura escrita; o de Marcos, à oral”. É um erro grave que denota muito atraso em exegese. Com toda certeza, os quatro Evangelhos pertencem ao gênero que hoje lingüistas, etnólogos e psicólogos chamam estilo oral; e foram recitados de memória antes de serem fixados em pergaminho — ao menos os três primeiros — como as rapsódias de Homero, o Vedanta, o Corão, o Poema del Myo Cid e, em realidade, quase todos os monumentos religiosos ou épicos da Antiguidade. Esta noção, que hoje em dia se possui cientificamente, resolve de um golpe a falsa Questão Sinóptica, que preocupou a eruditos durante dois séculos; e que consiste em terem os Evangelhos, por um lado, algumas diferenças entre si e, por outro, uma concordância maciça; como pode se ver neste relato que os três Sinópticos trazem. Isto deu causa a uma confusão enorme na cabeça dos sábios alemães, alguns dois quais chegaram a negar a autenticidade destes três documentos religiosos, até que Marcel Jousse descobriu as admiráveis leis do estilo oral.
Coisa incrível: há uma tempestade tal no Mar de Tiberíades, que as ondas invadem a barca dos pescadores; e Jesus Cristo dorme. Fingiria dormir, como dizem alguns, para “provar seus discípulos”? Não, dorme, com a cabeça apoiada em um banco. Essa maneira de experimentar os outros com coisas fingidas é uma palhaçada inventada por algum mal mestre de noviços: a única coisa que prova verdadeiramente é a vida, a verdade, a realidade; não as ficções. Tampouco é verdade que Deus tenha proibido a Eva o Fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal para prová-la; proibiu-o porque, simplesmente, este fruto não lhe convinha, nem a ela nem a ninguém. Deus não faz tolices, mas há gente inclinada a atribuir-Lhe as tolices próprias. Deus fez o homem a sua imagem e semelhança; mas o homem retribuiu; porque, quantas vezes o homem não refez a Deus à sua imagem e semelhança!
Jesus Cristo é notável: dorme de dia, no meio de uma tormenta; e de noite deixa a cama e sobe até uma colina, para rezar até a madrugada. Não o despertam o bramir do vento, o golpe da água, os gritos dos marinheiros mas, à noite, o desperta um gemido ou uma mulher com hemorragia que lhe toca o vestido. Dona Madalena, minha avó, dizia: “Jesus Cristo é bom, não digo nada, mas, quem O pode entender?” Só uma criança ou uma animal podem dormir nestas condições em que os três Evangelistas dizem que Cristo realmente “dormia“; e também um homem que esteja tão cansado como um animal e que tenha uma natureza tão sã como a de um menino. Sabemos que muitos homens de natureza privilegiadamente robusta podiam dormir quando quisessem; como Napoleão I, por exemplo, do qual se conta que podia fazer isto: dormir quando lhe parecia bem, sobretudo nos sermões; e foi preciso despertá-lo na manhã da batalha de Austerlitz. Ao contrário, Napoleão III, seu sobrinho, não pregou os olhos na noite do golpe de Estado de 1851 e se levantou três vezes para ver se tinha dormido a sentinela. Isso porque Napoleão I foi um herói; mas, Napoleão III, uma imitação de herói: um palhaço. Continuar lendo
ESPECIAIS DO BLOG: CONSERVADORISMO/CONTINUÍSMO/ECCLESIA DEI

TRADICIONALISTA E CONSERVADORES
A GRANDE LACUNA DOS CONSERVADORES
O TRADICIONALISMO “RECONHECIDO”: O FALSO DILEMA DA OBEDIÊNCIA
A FRATERNIDADE SÃO PIO X: SOB ARTILHARIA DE SEIS OBJEÇÕES
UMA TRIPLA E ESPANTOSA CONFUSÃO
O EPISCOPADO NA ENCRUZILHADA – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX
QUAL RUPTURA? ANÁLISE DO LIVRO DO PE. ALBERT JAQUEMIN – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX
A FRATERNIDADE SÃO PEDRO CONTRA AS SAGRAÇÕES
SEJAM RACIONAIS: TORNEM-SE PROTESTANTES!
A “EXCOMUNHÃO” DO ABSURDO (E O RIDÍCULO DOS “CONSERVADORES DE INTERNET”)
QUANDO LE BARROUX TENTA CORRIGIR MONS. SCHNEIDER
O PRINCÍPIO DE GAMALIEL E A FSSPX
AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI
AS COMUNIDADES ECCLESIA DEI, 30 ANOS DEPOIS
LEI DA ORAÇÃO OU LEI DA FÉ/CRENÇA? O MOVIMENTO ECCLESIA DEI
AS PIRUETAS DAS COMUNIDADES ECCLESIA DEI
A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES
CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO
(NEO)CONSERVADORISMO – UMA IDEOLOGIA ATEU-REVOLUCIONÁRIA CAPAZ DE SEDUZIR OS CATÓLICOS
A MISSA DE SÃO PIO V, A MISSA DE PAULO VI E OS CONSERVADORES
ONDE O SEDEVACANTISMO E NEOCONSERVADORISMO SE ENCONTRAM
OPUS DEI: LIBERAL OU CONSERVADOR? CATECISMO DE ADULTOS
OPUS DEI: UM ESTRANHO FENÔMENO PASTORAL
A OPUS DEI, NA VISÃO DE RUBÉN CALDERÓN BOUCHET
AS RAÍZES PURITANAS DO ESPÍRITO AMERICANISTA
É IMPOSSÍVEL CONCILIAR LIBERALISMO E CATOLICISMO
D. LEFEBVRE, CAUSA DA CRISE NA IGREJA? – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX
LEÃO XIV E AS ANDORINHAS

A recente nomeação de um bispo revela as aplicações das aproximações do Vaticano II.
Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O cardeal Robert Francis Prevost tornou-se o Papa Leão XIV em 8 de maio desse ano de 2025. No dia 22 de maio seguinte, o novo Vigário de Cristo confirmou a eleição do padre Beat Grögli, pároco da catedral da diocese de St. Gallen, na Suíça(1). De acordo com os termos de uma concordata assinada em 1845 entre a Santa Sé e a Igreja Católica no estado suíço, o Bispo de St. Gallen é escolhido pelo Capítulo da catedral com a participação do colégio católico local, uma espécie de parlamento eclesiástico eleito pelos católicos da diocese e também composto por leigos. A Santa Sé pode então confirmar ou invalidar a eleição do bispo, o que, segundo a eclesiologia do Código de 1917, equivale a investir este bispo eleito com seu poder de jurisdição, mesmo antes de receber a sagração episcopal. O mesmo acontece com o bispo de uma igreja particular, seguindo o exemplo do Papa: o bispo recém-eleito, designado como tal para ser investido de seu poder, recebe seu poder diretamente de Cristo pelo próprio fato de aceitar sua eleição, no caso do Papa, e o recebe diretamente do Papa pelo próprio fato de que este último confirma sua eleição, no caso do bispo diocesano de uma igreja particular. Em ambos os casos, a atribuição do poder de jurisdição permanece independente da atribuição do poder de ordem, que ocorre com a consagração episcopal.
Um exemplo histórico atesta esse fato: o cardeal Ottobone Fieschi, sobrinho do Papa Inocêncio IV, foi eleito 186º sucessor de Pedro em 11 de julho de 1276, para substituir o beato Inocêncio V. Ele seria Papa somente até 18 de agosto, data de seu falecimento. E fez isso sem ter recebido a sagração episcopal e nem mesmo a ordenação sacerdotal, permanecendo como um simples diácono durante os 39 dias de seu pontificado. Continuar lendo
BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – JUNHO/25

Caros fiéis,
Há 350 anos, em 13 de junho de 1675, uma das grandes aparições de Cristo ocorreu a uma freira da Visitação de Paray-Le-Monial. Essas aparições haviam começado em 27 de dezembro de 1673. Em 13 de junho, Cristo revelou o seu coração divino à sua serva e queixou se a ela: “Este é o coração que amou tanto os homens, que não poupou nada a ponto de ser exaurido e consumido para mostrar-lhes o seu amor”.
A irmã Margarida-Maria Alacoque foi escolhida para transmitir o desejo do Sagrado Coração de ser honrado com esse título e de reinar sobre as almas e as sociedades por meio de seu coração adorável e misericordioso. A devoção ao Sagrado Coração já existia na Igreja, mas a partir de então se espalhou por todo o mundo, incentivada pelos papas. Em agosto de 1856, Pio IX instituiu a festa do Sagrado Coração para toda Igreja.
Para entender melhor essa devoção, vamos relembrar os diferentes significados da palavra coração, e que nos leva a distinguir em Jesus: o coração de carne, que é o órgão em si; o coração simbólico, o órgão emblemático do amor; o coração metafórico, expressão para designar o amor, que é o amor sem nenhuma ligação com o órgão material. Continuar lendo
ESPECIAL DOS ESPECIAIS DO BLOG: VATICANO II

Em mais uma Operação Memória de nosso Blog, colocamos abaixo alguns links sobre o Vaticano II:
OS ENSINAMENTOS DO CONCÍLIO VATICANO II FAZEM PROPRIAMENTE PARTE DO MAGISTÉRIO?
POR UMA JUSTA REAVALIAÇÃO DO VATICANO II
DO MAGISTÉRIO VIVO E DA TRADIÇÃO – PARA UMA “RECEPÇÃO TOMISTA” DO VATICANO II?
A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA
VATICANO II: INTRODUÇÃO A UMA NOVA RELIGIÃO
SINOPSE DOS ERROS IMPUTADOS AO CONCÍLIO VATICANO II
PODE-SE FALAR DE UMA IGREJA CONCILIAR?
O “SUBSISTIT IN” E A NOVA CONCEPÇÃO DE IGREJA
A LINGUAGEM OPACA DA IGREJA CONCILIAR
A IGREJA CONCILIAR E AS 4 NOTAS
PALAVRAS DE BENTO XVI: “O PAPA NÃO É UM SOBERANO ABSOLUTO, CUJOS PENSAMENTOS E VONTADES SÃO LEI”.
A PROTESTANTIZAÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II – PARTE 1
A PROTESTANTIZAÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II – PARTE 2
A PROTESTANTIZAÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II – PARTE 3
PRINCIPAIS ERROS DO VATICANO II
O ESPÍRITO SANTO E O ESPÍRITO DO VATICANO II
A LIBERDADE RELIGIOSA DO VATICANO II
VÍDEO: A HISTÓRIA DO VATICANO II
ITÁLIA – ULTIMATO DO RABINO CHEFE DE ROMA: “OU OS LEFEBVRISTAS OU NÓS”
ESPECIAL DO BLOG: AS SAGRAÇÕES DA FSSPX

Em mais uma Operação Memória de nosso blog, colocamos alguns textos sobre as Sagrações Episcopais da FSSPX.
D. LEFEBVRE: UM BISPO NA TORMENTA – Documentário obrigatório para entender os acontecimentos da época e também os atuais
ESTUDOS TEOLÓGICOS E CANÔNICOS
AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?
AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI
UMA LEITURA CUIDADOSA? SOBRE AS FUTURAS SAGRAÇÕES NA FSSPX
COM OU SEM MANDATO? SOBRE AS FUTURAS SAGRAÇÕES NA FSSPX
AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1° DE JULHO DE 2026 – PELO PE. GLEIZE
ESTUDO TEOLÓGICO DAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988
ESTUDO TEOLÓGICO DO JORNAL SI SI NO NO – Parte I, Parte II – ESTUDO CANÔNICO – Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5
ANÁLISE CANÔNICA: O DECRETO DDF DE 2026 SOBRE A FSSPX
POSTS RELACIONADOS AO TEMA
CARTA ABERTA A SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV E AOS CARDEAIS DA SANTA IGREJA
OS NÚMEROS DAS SAGRAÇOES EM ÉCÔNE
VÍDEO:RESISTIR A UM PAPA INFALÍVEL?
SERMÃO DO PE. PAGLIARANI NAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DA FSSPX
A FRATERNIDADE SÃO PEDRO CONTRA AS SAGRAÇÕES
A “EXCOMUNHÃO” DO ABSURDO (E O RIDÍCULO DOS “CONSERVADORES DE INTERNET”)
O CONCEITO MODERNISTA DE EXCOMUNHÃO
CARTA AO SANTO PADRE SOBRE O DECRETO DO DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ
APÓS AS SAGRAÇÕES, D. GÄNSWEIN ACUSA A FSSPX DE PROTESTANTISMO: UMA RESPOSTA PONTO A PONTO.
ROMA CONDENA CANONICAMENTE, MAS SE CALA DOUTRINALMENTE
LEÃO XIV, AS “CHAVES DE SÃO PEDRO” E A FRATERNIDADE SÃO PIO X
LEÃO XIV À FSSPX: “SE ELES FIZEREM ESSA ESCOLHA, LAMENTO, MAS PRECISAMOS SEGUIR EM FRENTE.”
ISSO É MUITO DOLOROSO PARA NÓS…
D. LEFEBVRE, CAUSA DA CRISE NA IGREJA? – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX
O EPISCOPADO NA ENCRUZILHADA – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX
QUAL RUPTURA? ANÁLISE DO LIVRO DO PE. ALBERT JAQUEMIN – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX
É POSSÍVEL IGNORAR O ESTADO DE NECESSIDADE DA IGREJA?
EXCOMUNGADOS POR UMA IGREJA QUE JÁ NÃO EXCOMUNGA NINGUÉM?
SAGRAÇÕES EPISCOPAIS: O QUE O PADRE PAGLIARANI DISSE AOS MEMBROS DA FRATERNIDADE SÃO PIO X
“QUEM É QUE RASGA A TÚNICA DE CRISTO?” – ENTREVISTA COM O SUPERIOR-GERAL DA FRATERNIDADE SÃO PIO X
VÍDEO: GERAÇÃO Z QUESTIONA TEÓLOGO DA FSSPX SOBRE AS SAGRAÇÕES
DECLARAÇÃO DE FÉ CATÓLICA ENDEREÇADA AO PAPA LEÃO XIV
BISPOS DEVEM GARANTIR A VIDA CRISTÃ
ORDEM E JURISDIÇÃO: O VATICANO NA ENCRUZILHADA – PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX
ESTEJAMOS PREPARADOS – A VIRTUDE DA FORTALEZA NAS FUTURAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DA FSSPX
SAGRAÇÕES EPISCOPAIS NA FSSPX? APRENDENDO COM O PASSADO
PE. PAGLIARANI: SAGRAÇÕES, POR FIDELIDADE À IGREJA E ÀS ALMAS
SERMÃO ÉPICO DO PE. DE LACOSTE – SAGRAÇÕES POR UM ESTADO DE NECESSIDADE
PUNIÇÕES INVÁLIDAS, SACRAMENTOS VÁLIDOS
PROFESSOR DA DIOCESE DE MAIORCA SOBRE O TEMA DAS SAGRAÇÕES: “NEM CISMA, NEM PECADO”
D. ATHANASIUS SCHNEIDER REVELA DETALHES DE SUA AUDIÊNCIA COM LEÃO XIV E FALA SOBRE A FSSPX
O ERRO DO CARDEAL SARAH CONTRA A FRATERNIDADE SÃO PIO X – PELO PROF. MATTEO D’AMICO
UMA CARTA DE DOM JOSEPH STRICKLAND
VÍDEO DO SERMÃO DE D. LEFEBVE NAS SAGRAÇÕES DE 1988
TRADIÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA FORMIDÁVEL E TEMIDA
O QUE ACONTECERÁ EM 1º DE JULHO DE 2026?
MONS. SCHNEIDER EXPÕE A “QUESTÃO CENTRAL” NO DEBATE SOBRE AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DA FSSPX
O PARECER DE MAIS UM CANONISTA SOBRE A POSSÍVEL EXCOMUNHÃO APÓS AS SAGRAÇÕES
O PRINCÍPIO DE GAMALIEL E A FSSPX
EXCOMUNGADOS POR UMA IGREJA QUE JÁ NÃO EXCOMUNGA NINGUÉM?
PADRE NICOLA BUX AO PAPA LEÃO XIV: FAÇA TODO O POSSÍVEL PARA SUPERAR AS DIVERGÊNCIAS COM A FSSPX
OS BRASÕES E LEMAS DOS FUTUROS BISPOS
EXCOMUNHÃO NUCLEAR – SERMÃO DO PE. PAUL ROBINSON, FSSPX
VÍDEO/CURSO 13 – AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS
O ARCEBISPO DE BOURGES DIANTE DAS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO – PELO PE. JEAN MICHEL GLEIZE, FSSPX – PARTE 1 E PARTE 2
ROMA CONDENA CANONICAMENTE, MAS SE CALA DOUTRINALMENTE
QUAL A CREDIBILIDADE DOUTRINAL E A AUTORIDADE MORAL DO CARDEAL FERNÁNDEZ?
A IMPORTÂNCIA DO CATECISMO

Também é hora de voltar às aulas… do catecismo!
Fonte: FSSPX
A Sra. Márcia, uma conselheira municipal de educação, esquerdista obviamente, analisa o último boletim escolar de seu Jonathan, aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Paulo Freire: ufa! Seu filho mais velho tem uma boa média em matemática, então podemos esperar que opte pelo ramo de exatas e, por que não, que consiga entrar em uma universidade publica de matemática… E sonha com Jonathan assumindo um cargo de prestígio e bem remunerado em uma grande empresa… Que mãe não tem grandes ambições para o filho?
A Sra. Joana, que é mãe e dona de casa, abre o envelope com o boletim escolar de Manoel, aluno do nono ano do Colégio Sagrado Coração de Jesus. À frente das outras matérias, ela lê: “Catecismo: primeiro lugar com 09”. A avaliação da disciplina é muito elogiosa: Manoel tem um espírito muito bom, cuida bem dos pequenos de sua equipe, sabe como ser útil. E a mamãe sonha um pouco: como será o filho dela no futuro? Um pai forte com uma família grande? Um padre, talvez? Que mãe não tem grandes ambições para seu filho?
Sim, toda uma concepção de vida é revelado na maneira como os pais analisam os boletins escolares de seus filhos. O que eles esperam de sua escola? Que seus filhos aprendam equações de segundo grau? É claro, mas “os pagãos não fazem o mesmo”? Eles matricularam seus filhos em escolas tradicionais só porque a disciplina é melhor, os deploráveis métodos modernos não são aplicados e os resultados no vestibular são espetaculares? Essas são razões boas e louváveis, é claro, mas isso não é o principal: “Era necessário praticar estas coisas, mas não omitir aquelas”, sem esquecer que uma escola católica é, antes de tudo, católica! Continuar lendo
“LEÃO”MANIA? NA VERDADE, NÃO É BEM ASSIM. PALAVRA DE UM “VILÃO TRADICIONALISTA”

O site Radio Spada extraiu do Duc in altum essa intervenção de um “sacerdote anônimo”, cuja visão compartilhamos em grande parte.
Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est
Caro Valli,
Sou sacerdote e li, vi e ouvi (artigos, podcasts, blogs, Twitter etc.) expressões de um irreprimível e irrefreável tripúdio pela eleição do novo Papa, qualquer outro Papa que não fosse um Francisco II (melhor dizendo Desmanzelado II), que fosse pelo menos um pouco decente e que, pelo simples fato de ser outro alguém, sancionasse a saída do pesadelo distópico que durou cerca de duas décadas.
A exultação e o desejo de voltar (de voltar a poder dizer “viva o Papa“) transbordaram em projeções entusiasmadas, imaginativas e, por vezes, segundo alguns comentários, até mesmo infantis e grotescas, sobre as expectativas em relação ao Eleito.
Cada gesto seu se torna épico, cada movimento deve forçosamente indicar uma mudança de ritmo, cada palavra um marco na qual a História nunca mais será a mesma. E quando não há nada marcante, se inventa.
Agora, me permita observar que essa maneira de tratar os gestos e as palavras do Santo Padre é parte fundamental de um problema estrutural e grave de um certo catolicismo alterado que faz da Igreja o Corpo Místico não de Cristo, mas do Papa e que, entre outras coisas, contribuiu para aquela síndrome hipodoutrinária de imunodeficiência à heterodoxia que permitiu que o Papa Francisco dissesse e fizesse as mais escabrosas atrocidades em meio aos aplausos constrangidos de um Colégio Episcopal reduzido a uma claque da parterre norte-coreana. Continuar lendo
SE DEUS É A CAUSA DE TUDO, COMO PODEMOS SER LIVRES?
Por Prof. Felix Otten, O.P., e C.F. Pauwels
Nota do editor: este artigo é o segundo de uma série de respostas concisas a perguntas e objeções contrárias à fé católica frequentemente encontradas. As perguntas e respostas foram adaptadas da obra “As Dificuldades Mais Frequentemente Encontadas” (em inglês: “The Most Frequently Encountered Difficulties”), do Prof. Felix Otten, O.P., e C.F. Pauwels, O.P., publicada originalmente em holandês em 1939.
Pergunta: A Igreja Católica ensina que o homem é livre e, ao mesmo tempo, que Deus é a causa de tudo. Se é assim, então não seria Deus a causa de nossa vontade? E, se Deus sabe, de antemão, o que vamos fazer e até mesmo causa o que vamos fazer, então como podemos ser livres?
Resposta: Pessoas que fazem perguntas dessa natureza, normalmente, estão equivocadas quanto ao conceito de “causa”. Um tratamento científico completo dessa pergunta demandaria treinamento filosófico profundo; portanto apenas alguns comentários serão feitos aqui. Continuar lendo
A OCIOSIDADE É INIMIGA DA ALMA

Nossa vida espiritual é composta pela graça de Deus e nossa disposição para com sua graça. Tudo é dom de Deus, mas devemos fazer todo o possível para dispor nossa alma para recebê-Lo sem obstáculos em nossos corações. O maior obstáculo que se opõe à livre ação de Deus em nossas almas é uma má atitude, uma disposição que afaste nossos corações de Deus e de Sua vontade. São Bento em sua regra para monges define essa atitude como ociosidade. A ociosidade é uma inimiga para nossa alma porque é o primeiro passo para formar maus hábitos.
Ociosidade ou indolência é um tipo de negligência intencional em relação ao nosso dever de estado. A alma torna-se lenta para realizar a vontade de Deus por causa de uma crescente repugnância pelo esforço de vencer obstáculos que são difíceis de superar. Quando a alma foge do esforço, procura substituir o plano de Deus por uma opção mais fácil, recompensada por uma satisfação imediata. Todos os tipos de desordens e pecados rastejam para dentro da vida do homem indolente. A vida familiar se torna um fardo terrível; todos parecem ser um obstáculo à sua recém-descoberta “liberdade”. Um tipo de aversão geral invade sua a vida e tudo o que antes era considerado sagrado por ele, agora é como uma pedra de moinho que o puxa para baixo. Um tipo problemático de ansiedade apodera-se lentamente de sua personalidade e aqueles que mais o amam se tornam seus piores inimigos. Ele começa a sentir que eles o acusam à luz dos bons exemplos deles. Sua vida de trevas não pode suportar a luz das virtudes. Continuar lendo
“DES”ORDEM SACRAMENTAL

A ordem dos sacramentos entre si é muitas vezes ignorada na prática contemporânea.
Fonte: Apostol, maio 2025 – Tradução: Dominus Est
Na Páscoa deste ano, novamente, os batismos de adultos e adolescentes aumentaram de forma exponencial. Essa é, sem dúvida, uma boa notícia, mas também reflete (como não é novidade) uma profunda descristianização do país (e, correlativamente, uma queda não menos espetacular no número de batismos de bebês), mas que também mostra que a graça de Jesus Cristo continua a trabalhar nos corações e que a fé católica não disse a sua última palavra, especialmente porque precisamos acrescentar a esses recém-batizados aqueles que, embora já batizados, estão agora chegando à fé e à Igreja porque não foram ensinados por suas famílias e/ou paróquias. A Igreja Católica na França poderia, portanto, encontrar um novo impulso se esses batismos fossem suficientemente bem-preparados e acompanhados.
Mas nada é menos certo: alguns tipos de relatórios (que, reconhecidamente, não têm a precisão e o rigor das estatísticas) mostram que o sacramento do batismo, às vezes, é conferido fora de qualquer lógica sacramental. Por exemplo: o matrimônio católico nem sempre é exigido daqueles que, embora já vivam como casal, solicitam o batismo ou a crisma. Muito frequentemente, a participação na Missa dominical não é condição sine qua non para quem pede o batismo, como se a lei da Igreja – ainda em vigor – não expressasse o vínculo essencial entre o batismo e a Eucaristia, com o batismo encontrando sua realização na comunhão na Missa e a Missa dominical fornecendo o alimento indispensável que permite que o batismo se fortaleça, floresça e dê frutos. Continuar lendo
O ENCONTRO DE DUAS GERAÇÕES

O encontro entre o menino Jesus, com 40 dias de vida, e o velho Simeão no Templo de Jerusalém é, provavelmente, o único encontro no Evangelho que reúne duas idades tão extremas.
Fonte: Apostolo n°192 – Tradução: Dominus Est
A liturgia de 2 de fevereiro, que comemora esse evento, reflete sobre ele da seguinte forma: “O santo velho carregava o Menino, mas o Menino dirigia o ancião”. O velho concentra e resume em si a Lei e os Profetas: é um homem justo, fiel aos mandamentos de Deus; vive na expectativa do Salvador de Israel e, sob a inspiração do Espírito, anuncia o Salvador prometido. Quando Simeão carrega o Menino nos braços, acolhe o Messias, há muito aguardado e esperado, por milhares de anos, por todo um povo. E se o Menino, por sua vez, conduz o ancião, é por meio da Vida de Deus, como uma fonte jorrante, que o Menino Jesus traz consigo.
Embora esse encontro no Templo de Jerusalém represente a passagem da Antiga Aliança para a Nova, ela também representa a transição de uma geração para a seguinte. O ancião acolhe o recém-nascido e carrega-o, nos braços e em seu coração, com vistas ao futuro; a criança, com o frescor e a esperança de uma nova vida que carrega dentro de si, dá uma segunda juventude aos mais velhos. Continuar lendo
A IGREJA É SEMPRE BELA AOS OLHOS DE QUEM A AMA

Como a Igreja é bela e digna de ser amada! A Igreja brota de uma eternidade de glória em Deus para aí retornar e reencontrar uma glória que não tinha e que adquiriu em Jesus Cristo ao morrer em obediência à caridade.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Ela é bela e gloriosa como Maria e digna de ser amada como ela. É por meio dela que somos salvos. Foi sua obediência à caridade que nos abriu as portas da salvação. É a obediência a Maria, ecoando a de Jesus Cristo, é a obediência de toda a Igreja que nos abre as portas da glória.
Devemos amar a Igreja, sempre bela e gloriosa por trás das desfigurações que a malícia ou a fraqueza de seus filhos lhe infligem. Devemos amá-la com o mesmo amor que nos atrai a Jesus Cristo, pois ela é seu Corpo: sem dúvida, somos comovidos pelos sofrimentos de Jesus Cristo, como a Paixão da Igreja não poderia nos comover? Como a Paixão da Igreja poderia nos distanciar dela? Pelo contrário, devemos amá-la ainda mais porque ela sofre e está desfigurada, porque parece perdida, porque não podemos mais ouvir sua voz eterna, não podemos mais ver seu brilho reconfortante, ela parece adormecida, invadida pela morte, entregue ao príncipe deste mundo.
Devemos amar e acreditar na Igreja, aprender a ver sua face divina e imutável por trás dos pecadores que a compõem. Creiam na Igreja e façam-na viver, orgulhosos e felizes por serem seus filhos. Continuar lendo
UM PADRE MORREU

Alguns vão chorar… mas, eu invejo esse padre que acaba de celebrar sua última Missa.
Fonte: La Part des Anges – Tradução: Dominus Est
Ao visitar um cemitério antigo, aproxime-se da grande cruz no centro. Olhe ao seu redor. O túmulo mais mal-cuidado, aquele que não tem flores e parece esquecido, é o de um padre. No dia de seu funeral, o número de pessoas presentes era inversamente proporcional ao número de anos que ele havia passado nesta terra.
Ontem, um padre morreu. O Pe. Simoulin morreu (*). Ele foi nosso capelão em Romagne por vários anos, há muito tempo, e o pastor de nossas almas.
Alguns vão chorar… mas eu invejo esse padre que acabou de celebrar sua última Missa. Noli tangere Christos meos… Christos meos, o sacerdote é o ungido de Jesus, ele pertence a Ele, sua vida pertence a Ele. Ele é seu ungido por toda a eternidade.
A grande ideia que explica e domina a vida de um sacerdote é ser para Jesus uma humanidade além para continuar a obra redentora. Para esse homem, a ação sacerdotal foi uma longa morte para si mesmo, e sua morte foi, muito mais do que sua própria vida, uma ação sacerdotal, um sacrifício, a consumação de todos os seus sonhos, a doação total de si mesmo, superior à santidade e ao valor redentor de sua vida. Continuar lendo
NIILISMO ECLESIÁSTICO

As autoridades da Igreja trabalham por sua vida ou pelo seu desaparecimento?
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O Superior de uma comunidade contemplativa em declínio, convidado para o aniversário do abade de um de seus confrades, vendo quão jovem e numerosa a comunidade era, ironizou: “Nós somos velhos e vocês são jovens; nós somos poucos e vocês são muitos; o que há de errado com vocês?” É verdade que esta comunidade está adotando cada vez mais práticas tradicionais. A comunidade em questão se ofereceu para ajudar a revitalizar uma comunidade que estava prestes a fechar. A resposta: “Prefiro morrer a pedir ajuda a vocês!”
Um Bispo explicou aos seus diocesanos suas diretrizes para organizar a vida paroquial na ausência de um padre. Descrevendo os encontros dominicais entre leigos, ele acrescentou: “E se, por acaso, um padre estiver presente, seria melhor que ele não se manifestasse.”
Outro Bispo, ao confiar a um de seus sacerdotes o cuidado de assegurar a missa no rito tradicional em uma capela de sua diocese, acrescentou: “Acima de tudo, garanta que a comunidade não se desenvolva”. Continuar lendo
O QUE DEVE FAZER UM PAPA, SEGUNDO SANTO AFONSO

Fonte: Cordialiter – Tradução: Dominus Est
Nota de Cordialiter: Quando o conclave de 1774 estava prestes a se reunir, o Cardeal Castelli pediu a Monsenhor Afonso Maria de Ligório que escrevesse uma carta sobre as medidas que o novo Papa deveria tomar para reformar a Igreja afligida pelo relaxamento geral. Cito as principais passagens da carta de Afonso.
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Meu amigo e senhor, sobre o sentimento que o senhor deseja de mim em relação aos assuntos atuais da Igreja e à eleição do Papa, qual sentir eu, miserável ignorante e de tão pouco espírito como sou, desejo demonstrar?
Digo apenas que é preciso oração, mas muita oração; considerando que, para tirar a Igreja do estado de relaxamento e confusão em que todas as camadas sociais se encontram universalmente, nem toda ciência e prudência humanas podem remediar, mas o braço todo-poderoso de Deus é necessário.
Entre os bispos, poucos são aqueles que têm verdadeiro zelo pelas almas. Continuar lendo
BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – MAIO/25
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Caros fiéis,
Deus nos enviou seu Filho para redimir nossas almas por meio de seu sacrifício e para se tornar a pedra angular da humanidade regenerada pela graça. Essa pedra foi rejeitada pelos construtores (Salmo 118; Mat. 21,42). Eles mataram Nosso Senhor e o enterraram atrás da pesada pedra do túmulo, símbolo da sua perfídia, que tornaria possível o esquecimento daquele Messias perturbador. Apesar de todos os obstáculos, o divino Salvador triunfou sobre a morte, o pecado, o demônio e o mundo por meio de sua gloriosa ressurreição, que se tornou alicerce de esperança para todos os seus discípulos.
Antes de deixar esta terra, Nosso Senhor queria dar à sua Igreja um chefe visível, uma pedra fundamental. Por incrível que pareça, ele escolheu o único apóstolo que o havia negado. Os outros haviam fugido, mas Simão o havia negado – três vezes. No entanto, não houve intervalo entre sua falha e seu arrependimento. Ele havia respondido prontamente à graça da vocação: ele respondeu novamente com prontidão à graça da conversão. Para a primeira, bastou uma palavra do Mestre; para a segunda, bastou um de seus olhares. Lágrimas felizes, que tinham a virtude do batismo para purificá-lo, pois vinham de seu coração, pressionado até o extremo pela violência do amor por seu Mestre. Nosso Senhor reparou seu pecado com uma tríplice demonstração de amor: “Simão, amas me? Após três respostas afirmativas, Ele lhe confiou o cuidado do rebanho: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo. 21,15). São Pedro foi digno disso. Ele morreu como mártir, encorajando os outros 33 papas que tiveram que oferecer suas vidas por Cristo.
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mat. 16, 18). Com essas palavras, Nosso Senhor ensinou que o poder dos demônios não poderia derrubar a Igreja, mas não disse que ela não seria abalada. Conhecemos o poder devastador dos terremotos. Isso dá uma ideia dos desastres nas almas quando a pedra fundamental da Igreja é abalada. Continuar lendo
TÚ VERÁS COISAS MAIORES QUE ESTA

“Porque eu te disse que te vi debaixo da figueira, crês; verás coisas maiores que esta.” (Jo 1, 50)
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O que esses homens que o Senhor chamou tinham em comum? Eles formavam uma verdadeira comunidade de espírito: a mesma expectativa, o mesmo desejo, a mesma linguagem. Conduzir-vos-ei ao deserto, falarei ao vosso coração: a mesma busca de Deus conduziu-os ao deserto, não ao lugar físico, mas ao lugar onde a alma se encontra, o lugar anunciado nas sagradas escrituras.
Mas o que é que diferenciava esses homens, então? Eram animados por uma autêntica vida espiritual: uma vida que os liberta e que os fará abandonar tudo para seguir o Senhor que se manifesta. Se muitas almas não encontram Deus, é porque a religião que desejam é, como a dos fariseus e de outros, uma religião que refaz a sociedade sem refazê-las elas próprias. Estas almas buscam a sabedoria sem coroa de espinhos e sem cruz, preferem a sua própria imagem à de Deus.
Natanael já não especula sobre um anúncio ou uma ideia de Deus. Ele se submete. Como os outros que o precederam, ele já não se preocupa com os seus “porquês”, mas com os deveres que a revelação do Senhor lhe impõe. Já não quer simplesmente analisar a divindade, mas satisfazê-la. Continuar lendo
O SACRIFÍCIO DA CRUZ TORNADO VISÍVEL – UMA DAS MISSÕES DO PE. PIO
Uma das missões do Padre Pio foi “tornar a Cruz de Jesus Cristo visível”. Cristo assumiu forma humana para tornar o invisível visível. Essa revelação de Deus não terminou com Sua Ascensão, pois, quando retornou a Seu Pai, Nosso Senhor enviou o Espírito de Santidade. Desde então, cada século teve seus santos, cujas vidas perfeitas, em imitação de Cristo, parecem renovar sua Encarnação. A vida exterior de alguns Santos, às vezes, conforma-se a de Cristo com tamanha perfeição que eles revivem sua Paixão no seu próprio corpo.
São Francisco de Assis é o mais conhecido de todos eles, e vários artistas ilustraram o Poverello recebendo os estigmas. Outros Santos também experimentaram esse fenômeno extraordinário: Santa Catarina de Sena, ou a Madame Acarie (Beata Maria da Encarnação), cujos estigmas eram invisíveis.
O Sacrifício da Cruz tornado visível
Mas, até 20 de setembro de 1918, nenhum Padre, apesar de sua união sacramental com Cristo, o Sumo Sacerdote, havia sido escolhido ainda para renovar na sua carne o mistério do Sacrifício da Cruz.
No dia 20 de setembro de 1918, enquanto ele rezava em frente a um crucifixo pendurado em frente ao coro dos monges, raios de luz vindos do crucifixo perfuraram suas mãos, pés e seu lado como flechas. O jovem Capuchinho de 31 anos não sabia ainda, mas, pelos próximos 50 anos, até o dai 20 de setembro de 1968, ele traria visíveis as marcas da Paixão de Cristo, que ele revivia todos os dias.
Uma das missões do Padre Pio havia começado: a de tornar a Cruz de Jesus Cristo visível, de iluminar as almas para a realidade do sacrifício renovado no altar e de relembrar Padres e fiéis da vocação do Padre como vítima: “Se o grão de mostarda não morrer, não dará fruto.” “Fazei como me vistes fazer”
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PENTECOSTALISMO TRADICIONALISTA

“É preciso dizer que, em um bom número de regiões, há uma espécie de pentecostalismo tradicionalista”, lamentou D. Lefebvre em uma conferência dirigida aos seminaristas em junho de 1978.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O movimento pentecostal, nascido em círculos evangélicos protestantes, inspirou a Renovação Carismática entre os católicos – o que Dom Lefebvre chama de pentecostalismo progressista – que supõe invocar o Espírito Santo, sem passar pelos sacramentos: trata-se, portanto, de obter a graça por meios que não são os da Igreja.
Dom Lefebvre observa, embora seja de um tipo diferente, a mesma tendência entre os fiéis da Tradição: alguns tendem a buscar, não o aprofundamento da Tradição, os meios ordinários de santificação dispensados pela Igreja, mas meios extraordinários, mensagens, comunicações, por pessoas que têm “relações com o Céu“. Ele mesmo conheceu pessoas que usavam um distintivo especial, comunicavam-se de forma extraordinária, espalhando por toda parte as mensagens que uma alma “privilegiada” havia recebido; ou mesmo pessoas que tinham que lhe transmitir mensagens que lhe diziam respeito pessoalmente.
O fundador da Fraternidade São Pio X continua: “Sim, Nosso Senhor, a Santíssima Virgem podem falar, isso já aconteceu, em revelações privadas, mas, atualmente, não é possível que todas sejam verdadeiras.” E conclui: “Devemos ser muito, muito, muito cuidadosos em relação a isso.” Continuar lendo
O QUE VIA NOSSO SENHOR DESDE A CRUZ

Fonte: FSSPX – Distrito da Espanha e Portugal
Elevado no alto do Calvário, pregado no madeiro entre o Céu e a terra, Nosso Senhor não sofria apenas no corpo, mas contemplava com os olhos da alma tudo o que se passava à Sua volta… e muito mais além. Desde a Cruz, Jesus via.
Via os Seus, via os inimigos, via os que choravam, os que fugiam, a Sua Mãe…
E também te via a ti.
Esta meditação convida-nos a entrar nesse momento sagrado, a olhar o mundo e a nossa própria vida com os olhos de Cristo crucificado, e a deixarmo-nos olhar por Ele com ternura e verdade.
Porque o Seu olhar não foi de acusação, mas de redenção.
Não foi de condenação, mas de compaixão.
E esse olhar… ainda hoje te procura.
1 – Via a cegueira do seu povo
Do alto da Cruz, Jesus não via apenas as pedras de Jerusalém… via os corações endurecidos do seu povo.
O povo eleito… aquele que Ele próprio alimentara no deserto, instruíra através dos profetas, libertara tantas vezes… agora gritava: “Crucifica-O!”
Via os fariseus, orgulhosos por O terem silenciado.
Via os escribas, convencidos da sua própria justiça.
Via o Sinédrio, satisfeito por tê-Lo condenado.
Via aquelas bocas que, dias antes, O aclamavam como Rei e agora pediam a Sua morte. Continuar lendo
A AGONIA DE JESUS, PELO PADRE PIO
O COMBATE DO GETSÊMANI

Meditemos um pouco sobre a agonia de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras onde, “triste até a morte”, aceitou o cálice de sua Paixão para a salvação de nossas almas.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
A nossa redenção dependeu de dois fiat: o de Maria, na Anunciação, quando aceitou tornar-se mãe do Salvador, e o de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras, quando a sua vontade humana se submeteu à vontade do Pai. “Não a minha vontade, mas a sua (1)”. Por três vezes repetiu esta oração em um lugar que nunca mereceu tanto o nome de Getsêmani”, o “lagar” de olivas. Alí, a alma do Salvador sofreu uma agonia (αγωνία, combate em grego), uma tristeza, uma angústia tão extrema que, segundo suas próprias palavras, poderia ter causado sua morte. São Lucas nos dá uma ideia da violência desta luta, dessa luta, ao descrever o suor de sangue que provocou(2). O Coração de Jesus foi prensado, esmagado como uma oliva para que nossas almas pudessem ser ungidas com o óleo da graça.
Nunca Nosso Senhor pareceu tão humano, pedindo a Pedro para vigiar, mesmo que por apenas uma hora, com Ele(3) e implorando a seu Pai que removesse este cálice de tão horrível amargura. Qual é a natureza deste cálice? Quais são os sofrimentos apresentados a Jesus? Continuar lendo
JUDAS, A DERROTA DO ESPÍRITO

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
“Seria melhor que nunca tivesse nascido…”
Esta frase, esta sentença terrível, não temos o direito de dizê-la a mais ninguém. A exemplo de Jesus, se podemos e se devemos amaldiçoar o crime, se podemos e devemos qualificar os atos dos homens, sob pena de abolir a lei moral, cabe somente a Deus o julgamento definitivo das consciências. E este permanecerá em segredo até o Juízo Final. Exceto para Judas, para ele, seria melhor que nunca tivesse nascido.
Esse discípulo de Jesus, formado e amado com paciência assim como os outros, entregou seu Mestre a aqueles que queriam sua morte, por meio de um beijo… Ele matou Jesus. A traição foi sua única resposta à amizade divina. Ele vendeu o Filho do homem, por algumas moedas à vista, como um objeto, como uma cabeça de gado.
Estais limpos, mas não todos…
Em verdade, em verdade vos digo, um dentre vós me trairá… Aquele que põe comigo a mão no prato… Infeliz deste homem por quem o Filho do homem é entregue. Seria melhor que nunca tivesse nascido. – Sou eu, Mestre? Sim, tu o disseste.
Judas ouviu este último apelo à sua consciência: ele sabe que Jesus sabe o que ele vai fazer. De fato, ele o sabe há muito tempo. Mas esta resposta murmurada, este olhar do Amor eterno não penetra mais em sua consciência obscurecida, impermeável. A resposta do Mestre é compreendida apenas por ele e João, que sentiu o frêmito angustiante do Sagrado Coração. Continuar lendo
A OBEDIÊNCIA E O CADÁVER

Devemos obedecer Perinde ac cadaver (como um cadáver)?
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Durante o Processo do Ordinário de Nevers, em preparação para a beatificação de Santa Bernadette Soubirous, uma irmã contou que a santa, já doente e sendo tratada na enfermaria de seu convento em Nevers, um dia foi proibida pela Superiora Geral de comparecer à Missa no domingo seguinte. A Superiora queria poupar a doente do cansaço. Bernadette, religiosamente chamada Marie-Bernard, foi para lá mesmo assim. Tudo o que ela precisava fazer era se levantar e atravessar o corredor para aparecer na tribuna da capela. Ao vê-la, a Superiora a repreendeu duramente, ao que a irmã se humilhou. Então ela disse: “O que você quer? Eu cumpri o preceito [1].”
Nas Notas das Carmelitas de Lisieux, preparatórias ao Processo Apostólico, Madre Inês de Jesus, irmã de sangue de Santa Teresa de Lisieux (sua irmã Paulina), relatou o seguinte fato: o padre franciscano Alexis Prou veio pregar o retiro comunitário do Carmelo de Lisieux. Suas pregações e conselhos particulares fizeram muito bem à Irmã Teresa do Menino Jesus. Madre Marie de Gonzague, Prioresa, no entanto, proibiu a irmã de voltar a vê-lo. Porém, no final do retiro, ela foi se confessar com ele, como era costume. Isso aconteceu durante a refeição das 11 horas, e sua ausência foi notada pela Prioresa, que expressou sua raiva à Madre Inês de Jesus. “Ela tomou a iniciativa de ir bater na porta do confessionário. Teresa escapou. Ela me respondeu com calma e determinação: “Não, eu não vou sair, o bom Deus quer que eu esteja aqui neste momento, devo aproveitar suas graças e sua luz. Então suportarei todas as dores que ele me enviar”. E ela voltou ao confessionário. O que eu havia previsto aconteceu [2]…” ” Continuar lendo
DEUS ESCUTA AS ORAÇÕES DE UM PECADOR?

A doutrina católica nos ensina que uma das primeiras condições para nossas orações serem eficazes – ou seja, para obterem aquilo que pedem – é que a pessoa que reza deve estar em estado de graça.
Por outro lado, o Evangelho nos fala de pecadores cujas orações com certeza foram atendidas por Deus – o bom ladrão no Calvário, Maria Madalena, Zaqueu, o publicano da parábola… Na verdade, ao longo da Sagrada Escritura, o pecador é quem é mais insistentemente encorajado a rezar, porque ele é o mais miserável perante Deus e só pode recorrer à misericórdia divina, não a algum mérito dele mesmo.
Portanto, sim, podemos estar certos de que Deus ouve essas orações – mas, também como lemos nos Evangelhos, apenas se essa oração for acompanhada pelo desejo e a intenção de arrependimento.
Deus não ouve o pecador quando ele pede algo enquanto pecador, p. ex., algo de acordo com um desejo pecaminoso, ou permanece obstinado no seu estado pecaminoso, sem disposição de abandonar o pecado e suas ocasiões (cf. Summa, IIae IIa, q. 83, a. 16). O pecador que, após ofender Deus, persiste no estado de inimizade com Ele, não pedirá aqueles bens que levam ao perdão e ao estado de amizade com Deus. Ainda assim, ele, às vezes, pode obter o que pede [a Deus], mas essa resposta favorável não é um ato de misericórdia ou de recompensa, mas de punição. Santo Agostinho nos diz que há coisas que Deus, em sua misericórdia, nos recusa, mas que, em sua ira, nos concede… (Trat. João 73).
A oração do pecador, para ser ouvida, deve partir do reconhecimento da sua própria miséria, que o leva a pedir a liberação do seu estado de pecado, ou seja, ser afastado do pecado.
O pecador será ouvido se requerer para si, piedosa e perseverantemente, aquelas coisas que são necessárias para sua salvação. Ele será ouvido se pedir a força e a coragem de amar o verdadeiro bem. Ele será ouvido se aceitar os sacrifícios que tornarão o seu arrependimento eficaz. Ele pode até mesmo pedir bens temporais, desde que eles não sejam obstáculo ou sejam conducentes à sua conversão e salvação final.
E Deus atenderá o que essas orações pedem, não por justiça, pois o pecador não merece ser ouvido, mas por pura misericórdia.
BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – ABRIL/25

Caros fiéis,
A colheita é abundante. Nossas capelas estão crescendo em número. Também esperamos que em santidade. Mas os trabalhadores da colheita são poucos. É por isso que nosso Superior Geral quis concentrar nossas orações e esforços no tema das vocações durante este Ano Santo de 2025. Mas, em termos práticos, o que os fiéis podem fazer para ajudar os sacerdotes a lidar com o aumento do número de seu rebanho?
Em primeiro lugar e acima de tudo, o apostolado. Nossa fé é nosso tesouro mais precioso. Temos o dever de compartilhá-la. Alguns fazem isso com zelo e levam os recém-chegados à missa. Isso é bom, mas não é o suficiente. Os senhores não podem simplesmente jogar seus amigos no confessionário e deixar que o padre lide com um caso especial entre as confissões. Cabe a cada um preparar seus amigos: dê a eles o catecismo (São Pio X ou do Concílio de Trento) e explique-o, fale sobre o curso de catecismo para adultos, recomende o Catecismo da Crise na Igreja e explique brevemente a situação (veja o documentário Um Bispo na Tormenta), apresente a Missa Tridentina e acompanhe a pessoa na missa, depois de explicar como ela deve se comportar. Se seu amigo não for católico ou tiver uma situação conjugal que precise ser resolvida, convide-o a marcar uma consulta com um padre. Isso é feito depois que a pessoa vem regularmente há algum tempo e tem a vontade de perseverar na prática religiosa com a Fraternidade. Os sacerdotes não conseguem lidar com todos os casos de parentes e amigos. Eles se dedicam aos fiéis que desejam o apostolado tradicional proposto pela Fraternidade. Se seu amigo não se confessa há muito tempo, os senhores devem ajudá-lo a fazer um bom exame de consciência e explicar-lhe como se confessar. Quando ele estiver pronto, poderá marcar um horário para fazer sua confissão geral.
Nossas capelas estão abertas a todas as pessoas de boa vontade. Isso significa que novas pessoas estão chegando constantemente. Elas precisam conhecer, entender e colocar em prática os hábitos e costumes dos católicos tradicionais. Precisamos ser pacientes e caridosos em nossas boas-vindas. Exceto no caso de comportamento escandaloso que exija intervenção imediata, os comentários são reservados ao padre. Se o padre não estiver ciente de um detalhe que mereça uma observação de sua parte, os fiéis devem apontá-lo para ele. Continuar lendo

