DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO IX

pio xDo oitavo artigo do “Credo”

130)  Que nos ensina o oitavo artigo do Credo: creio no Espírito Santo?

O  oitavo artigo elo Credo ensina-nos que existe o Espírito Santo, terceira Pessoa da Santíssima Trindade, e que Ele é Deus eterno, infinito, onipotente, Criador e Senhor de todas as coisas, como o Pai e o Filho. 

131)     De quem procede o Espírito Santo?

O  Espírito Santo procede do Pai e do Filho como de um só princípio, por via de vontade e de amor. 

132)      Se o Filho procede do Pai, e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, parece que o Pai e o Filho existem antes do Espírito Santo. Como então se diz que são eternas todas as três Pessoas divinas?

Diz-se que são eternas todas as três Pessoas divinas, porque o Pai gerou o Filho desde toda a eternidade, e do Pai e do Filho procede o Espírito Santo, também desde toda a eternidade. 

133)      Por que a terceira Pessoa da Santíssima Trindade se designa particularmente com o nome de Espírito Santo ?
Designa-se a terceira Pessoa da Santíssima Trindade particularmente com o nome de Espírito Santo, porque procede do Pai e do Filho por meio de expiração e de amor. 
Continuar lendo

FOTOS E VÍDEOS DA PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À APARECIDA – 2016

No sábado passado, dia 21/05, a Tradição fez mais uma peregrinação à Aparecida.

O ENCONTRO

Como de costume, fiéis vindos de alguns Priorados, Capelas e Centros de Missa da FSSPX se encontraram em frente a uma igreja (São Benedito) em Pindamonhangaba.

Devido à forte chuva que caía na cidade, tivemos que adentrar à mesma para as primeiras palavras de D. Lourenço e do Pe. Juan María, bem como da palestra inicial realizada pelo Pe. Trejo (Superior do Distrito da FSSPX na América do Sul).

*********************************

SAÍDA

A chuva que caía atrasou um pouco a saída, porém nada que abalasse a alegria das pessoas. Como D. Lourenço disse antes da partida: “É Nossa Senhora quem coloca o tamanho do sacrifício a ser feito, seja em uma chuva como essa, seja em um sol escaldante…”

*********************************

OS PRIMEIROS 09 QUILÔMETROS E A PRIMEIRA PARADA

Rezando o rosário, cantando músicas tradicionais e com a oportunidade da confissão pelo caminho, parte desse primeiro trecho foi embaixo de chuva, diminuindo durante o percurso. Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO VIII

pio xDo sétimo artigo do “Credo”

124)      Que nos ensina o sétimo artigo do Credo: de onde ha de vir a julgar os vivos e os mortos?

O sétimo artigo do Credo ensina-nos que no fim do mundo Jesus Cristo cheio de glória e de majestade, há de vir do Céu para julgar todos os homens, bons e maus, e para dar a cada um o prêmio ou o castigo que tiver merecido. 

125)      Se cada um, logo depois da morte há de ser julgado por Jesus Cristo no juízo particular, por que havemos de ser julgados todos no Juízo universal?

Havemos de ser julgados todos no Juízo universal por várias razões:

1)   para glória de Deus;

2)   para glória de Jesus Cristo;

3)   para glória dos Santos;

4)   para confusão dos maus;

5)   finalmente para que o corpo, depois da ressurreição universal, tenha juntamente com a alma a sua sentença de prêmio ou de castigo. Continuar lendo

A TROCA DE CARTAS ENTRE FRANCISCO E O HERESIARCA HANS KUNG

O teólogo Küng havia escrito a Bergoglio pedindo-lhe uma reflexão: “Ele respondeu-me com uma carta fraterna, apreciando as minhas considerações. Ele não colocou limites à discussão sobre o dogma  sancionado pelo Primeiro Concílio do Vaticano e pelo Papa Pio IX em 18 de julho de 1870”.

Hans Kung

Hans Kung

Por Gian Guido Vecchi, Corriere della Sera | Tradução:FratresInUnum.com –  Hans Küng diz que a carta de Francisco, datada de 20 de Março, foi entregue através da nunciatura em Berlim.  Uma carta “que responde ao meu pedido para uma discussão livre sobre o dogma da infalibilidade” do Papa. “Ele respondeu de um modo muito fraterno, em espanhol, dirigindo-se a mim como Lieber Mitbruder, ou seja, querido irmão, e estas palavras pessoais estão em manuscrito”, disse Küng. O grande teólogo suíço, “pela consideração que tenho ao Papa” não cita frases do pontífice. Mas ele diz que “Francisco não estabelece quaisquer limites para a discussão“, ele “apreciou” suas observações. E com espanto indisfarçável ele aponta como é “importante para mim“, o fato de que ele respondeu pessoalmente, e acima de tudo, “não deixou, por assim dizer, cair no vazio o meu texto.”

Na verdade, o texto, dirigido a um papa, foi imperativo: “Imploro Papa Francisco, que sempre me respondeu de uma forma fraternal: receba essa extensa documentação e consinta em nossa Igreja uma discussão livre, aberta e sem preconceitos sobre todas as questões pendentes e removidas relacionadas com o dogma. Não se trata de um relativismo banal que mina os fundamentos éticos da Igreja e da sociedade. E nem mesmo de um dogmatismo rígido e tolo amarrado a uma interpretação literal. Está em jogo o bem da Igreja e do ecumenismo”.  Küng já tinha tornado esse texto público e traduzido em várias línguas, no dia 9 de Março.  Ao aproximar-se de seus 80 anos de aniversário, “como teólogo e até o final dos meus diasnutro uma profunda simpatia pelo papa e por sua ação pastoral”. O  pensador suíço levantou novamente “um apelo que muitas outras vezes levantei durante um década de longa discussão”. Continuar lendo

A MULHER E O DRAGÃO

(de que lado você quer ficar?)

Os extremos se tocam. O Gênesis se toca com o Apocalipse. No início e no fim da Bíblia encontramos uma mulher (Gn 3,15; Ap 12,1). E em ambos os lugares encontramos o adversário da mulher: no Gênesis, ele é a serpente (Gn 3,1); no Apocalipse, ele é o dragão (Ap 12,3), também identificado com “a antiga serpente, o chamado Diabo ou Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12,9).

Após o pecado original, Deus promete pôr inimizade entre a serpente e a mulher (Gn 3,15). E mais: entre a descendência da serpente e a descendência (ou um descendente) da mulher. Trata-se de uma guerra permanente: entre a raça diabólica e a raça humana.

Deus prevê, porém, a vitória da raça humana (a descendência da mulher) ou de um homem (um descendente da mulher). Na verdade, haverá um membro da raça humana, Jesus, que esmagará a cabeça da serpente. A serpente ferirá o seu calcanhar (alusão à paixão e morte de Jesus), mas acabará sendo esmagada pelo sacrifício redentor do Messias.

O pecado de Adão, que se transmitiu a todos os homens (Rm 5,12), não foi cometido sem a cooperação de uma mulher: Eva. Assim também, a redenção operada por Jesus Cristo, novo Adão, contou com a cooperação de uma mulher: “Perto da cruz de Jesus, permanecia de pé sua mãe” (Jo 19,25). Continuar lendo

A MULHER FORTE E A VIGILÂNCIA NO LAR

mulherConsideravit semitas domus suae,et panem otiosa non comedit.Surrexerunt filie jus et beatissimam praedicaverunt; vir ejus et laudavit eam.

Considerou os corredores de sua casa e não comeu o pão na ociosidade; seus filhos levantaram-se e proclamaram-na feliz; seu marido levantou-se também e cantou-lhe os louvores.

(Prov., XXXI, 27-28)

************************

Uma força misturada de graças, uma dignidade cheia de encantos, são o vestuário da mulher forte. A sua beleza é pedida à alma, impõe respeito e inspira nobres e generosos sentimentos. Nada de lânguido, de afeminado e sensual; é a virtude que se pinta em seus órgãos, e que atrai para elevar mais alto. Ela também não conhece os amargos pesares que se reservam as mulheres, cuja beleza frívola foi a causa de deploráveis desvios.

A sua velhice é cercada de respeito e de afeição, e tem nos lábios, sobre o leito de morte o sorriso da alma predestinada: Et ridebit in die novissimo.

O Espírito Santo ajunta: – “Abriu a boca à sabedoria, e a lei da clemência está em seus lábios.”

Tiramos deste texto vários conselhos relativos à conversação, à oportunidade do discurso, e recomendamos, com instância, a sobriedade e a sabedoria nas palavras: máxima sempre repetida, é, no entanto, quase sempre esquecida na prática. Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO VII

pio xDo sexto artigo do “Credo”

119)      Que nos ensina o sexto artigo do Credo: subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso?

O sexto artigo do Credo ensina-nos que Jesus quarenta dias depois da sua ressurreição na presença dos seus discípulos, subiu por Si mesmo ao Céu e que sendo, enquanto Deus, igual ao Pai Eterno na Glória, enquanto homem, foi elevado acima de todos os Anjos e de todos os Santos, e constituído Senhor de todas as coisas.

120)      Por que Jesus Cristo, depois da sua ressurreição, esteve quarenta dias na terra, antes de subir ao Céu?

Jesus Cristo, depois da sua ressurreição, esteve quarenta dias na terra, antes de subir ao Céu, para provar, com várias aparições, que ressuscitara verdadeiramente, e para instruir melhor os Apóstolos e confirmá-los nas verdades da fé. 

121)     Por que Jesus Cristo subiu ao Céu?

Jesus Cristo subiu tio Céu:

1)   para tomar posse do seu reino, que havia merecido com sua morte;

2)   para preparar o nosso lugar na glória, e para ser nosso Mediador e Advogado junto do Pai Eterno;

3)   para enviar o Espírito Santo aos seus Apóstolos.  Continuar lendo

CARDEAL RATZINGER: NÓS NÃO PUBLICAMOS TODO O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA

Nota do Fratres: embora não seja uma nova revelação, vale a pena recordar a informação outrora já divulgada por diversos especialistas na mensagem de Fátima, como Antonio Socci, Padre Gruner e Padre Kramer. A respeito do fato abaixo relatado, declarou Padre Kramer em uma entrevista:

“Assim sendo, depois que isso aconteceu [o diálogo de pe. Dollinger com Ratzinger], o teólogo alemão a que estou me referindo, voltou para um país da América do Sul onde foi Reitor de um seminário [em Anápolis, GO], onde contou, para um jovem padre o que o Cardeal Ratzinger lhe tinha relatado. E precisamente quando ele relatou que Nossa Senhora alertou contra as mudanças na Missa e que haveria um Concílio diabólico na Igreja, os dois viram um afloramento de fumaça vindo do piso. Porém, era um chão de mármore. Isto não poderia ser de modo algum um fenômeno natural. Ambos, o jovem padre e o velho Reitor alemão, ficaram tão impressionados que escreveram um dossiê, e o enviaram para o Cardeal Ratzinger.”

* * *

Cardeal Joseph Ratzinger disse a Pe. Dollinger, durante uma conversa pessoal, que ainda há uma parte do Terceiro Segredo que eles não publicaram! “Há mais do que nós publicamos”, disse Ratzinger

tsr

Maike Hickson – OnePeterFive | Tradução Sensus fidei: Hoje, na festa de Pentecostes, liguei para o Pe. Ingo Dollinger, um padre alemão e antigo professor de teologia no Brasil, que está agora bastante idoso e fisicamente fraco. Ele tem sido um amigo pessoal do Papa Emérito Bento XVI por muitos anos. Pe. Dollinger inesperadamente confirmou por telefone os seguintes fatos:

Não muito tempo depois da publicação do Terceiro Segredo de Fátima, em junho de 2000, pela Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger disse a Pe. Dollinger, durante uma conversa pessoal, que ainda há uma parte do Terceiro Segredo que eles não publicaram! “Há mais do que nós publicamos”, disse Ratzinger. Ele também contou a Dollinger que a parte publicada do Segredo é autêntica e que a parte inédita do Segredo fala sobre “um mau Concílio e uma má Missa” que estavam por vir num futuro próximo. Continuar lendo

A INFILTRAÇÃO DO MODERNISMO NA IGREJA – PARTE 5

5A influência dos comunistas em Roma

É preciso ler o livro Moscou e o Vaticano, do padre jesuíta Lepidi. É extraordinário. Ele mostra a influência que têm os comunistas em Roma e como eles chegam a fazer nomear bispos e até dois cardeais: o Cardeal Lekaï e o Cardeal Tomaseck. O primeiro, sucessor do Cardeal Mindszenty. O segundo, sucessor do Cardeal Beran, que foram heróis e mártires da Fé. Em seus lugares puseram os padres da Pax, ou seja, pessoas decididas, antes de mais nada, a se entenderem com os governos comunistas e que perseguem os padres tradicionais. Os padres que vão secretamente batizar alguém no interior ou fazer o catecismo escondido para continuar sua obra de pastores da Igreja Católica, são perseguidos por estes bispos que lhes diz: vocês não têm o direito de não respeitar as ordens dos governos comunistas. Vocês nos atrapalham agindo assim.

Esses padres estão prontos a dar suas vidas para preservar a fé de seus filhos, para preservar a fé das famílias, para dar os sacramentos aos que têm necessidade. É claro que nestes países é preciso sempre pedir autorizações, quando vão levar o Santíssimo Sacramento nos hospitais ou para qualquer outra coisa. Se eles saem de suas sacristias têm de perguntar ao P.C. se lhes autoriza. É impossível. As pessoas morrem sem sacramentos; as crianças não são mais educadas de modo cristão. Por isso eles fazem escondido. E quando eles são presos, são os próprios bispos que os perseguem. É assustador.

Não seriam o Cardeal Wyszynski, nem o Cardeal Slipyi, nem o Cardeal Mindszenty, nem o Cardeal Béran que fariam algo parecido. Eles, ao contrário, empurravam seus bons padres dizendo: vamos, partam. Se forem para a prisão terão feito seu dever de padre. Se for para serem mártires, sejam mártires.

Isso mostra a influência exercida sobre Roma e que temos dificuldade de imaginar. É difícil de acreditar. Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO VI

pio xDo quinto artigo do “Credo”

114) Que nos ensina o quinto artigo do Credo: desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos?

O quinto artigo do Credo ensina-nos que a alma de Jesus Cristo, assim que se separou do corpo, foi ao Limbo e que, ao terceiro dia, se uniu de novo ao corpo, para nunca mais dele se separar.

115)     Que se entende aqui por inferno?

Por inferno entende-se aqui o Limbo, isto é, aquele lugar onde estavam as almas dos justos, esperando a redenção de Jesus Cristo. 

116) Por que as almas dos justos não foram introduzidas no Paraíso antes da morte de Jesus Cristo?

As almas dos justos não foram introduzidas no Paraíso antes da morte de Jesus Cristo, porque pelo pecado de Adão o Paraíso estava fechado; e convinha que Jesus Cristo, cuja morte o reabriu, fosse o primeiro a entrar nele.  Continuar lendo

BELÍSSIMA REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DE PENTECOSTES DA FSSPX – DE CHARTRES À PARIS – 2016

Mais de 3000 peregrinos partiram para uma caminhada de 100 km em 3 dias (14, 15 e 16 de maio) oferecendo penitência pela Igreja e para a França

1 – MISSA DA SEXTA CELEBRADA PELO PE. CASTELAIN

2 – SAÍDA E CAMINHADA NO SÁBADO

3 – PARADA PARA O ALMOÇO DE ADULTOS E CRIANÇAS Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO V

pio xDo quarto artigo do “Credo”

95) Que nos ensina o quarto artigo do Credo: padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado?

O quarto artigo do Credo ensina-nos que Jesus Cristo, para remir o mundo com o seu precioso Sangue, padeceu sob Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e morreu no madeiro da Cruz, da qual foi descido, e no fim sepultado. 

96) Que quer dizer a palavra padeceu?

A palavra padeceu exprime todos os sofrimentos suportados por Jesus Cristo na sua Paixão. 

97) Padeceu Jesus Cristo enquanto Deus ou enquanto homem?

Jesus Cristo padeceu enquanto homem somente, porque enquanto Deus não podia padecer nem morrer. 

98) Que espécie de suplício era o da cruz? 

O suplício da cruz era, naqueles tempos, o mais cruel e ignominioso de todos os suplícios.

99) Quem foi que condenou Jesus Cristo a ser crucificado?

Quem condenou Jesus Cristo a ser crucificado foi Pôncio Pilatos, governador da Judéia, o qual no entanto reconhecera a sua inocência; mas cedeu covardemente às ameaças dos judeus. Continuar lendo

FOTOS DA MISSA DE PENTECOSTES NA IGREJA DA TRANSFIGURAÇÃO (FSSPX) – CANADÁ

Crédito das fotos à nossa amiga Gercione Lima

A INFILTRAÇÃO DO MODERNISMO NA IGREJA – PARTE 4

4Infiltrados na Igreja para destruí-la

Sim, eu sou um rebelde. Sim, eu sou um dissidente. Sim, eu sou um desobediente dessa gente, dos Bugnini. Porque são eles que se infiltraram na Igreja para destruí-la. Não é possível fazer de outro modo.

Então, vamos contribuir para a destruição da Igreja? Vamos dizer: sim, sim, amém, mesmo se é o inimigo que penetrou até junto do Santo Padre e que pode fazê-lo assinar o que ele quer? Sob quais pressões? Não sabemos. Existem coisas escondidas que nos escapam, evidentemente. Alguns dizem que é a maçonaria. É possível, eu não sei. Em todo caso, há um mistério. Como um padre que não é cardeal nem mesmo bispo, um padre ainda jovem naquela época, que subiu contra a vontade do Papa João XXIII, que o tinha expulsado da Universidade do Latrão, que subiu, subiu e que chegou ao topo que se ri do Cardeal Secretário de Estado, que se ri do Cardeal Prefeito da Congregação do Culto, que vai diretamente ao Santo Padre e lhe faz assinar o que ele quer. Nunca se viu nada de parecido na Santa Igreja. Tudo passa sempre pelas autoridades. Faz-se Comissões. Estuda-se os documentos. Mas esse rapaz era todo poderoso!

Foi ele que trouxe esses pastores protestantes para mudar nossa Missa. Não foi o Cardeal Guth. Não foi o Cardeal Secretário de Estado, talvez nem mesmo o Papa. Foi ele. Que tipo de homem era esse Bugnini?

Um dia o Abade de São Paulo fora dos Muros, beneditino que precedeu Bugnini na Comissão de Liturgia, me disse: «Monsenhor, não me fale do Pe. Bugnini; eu sei muito sobre ele. Não me pergunte quem ele é». Eu retomei: «Mas diga-me, porque é necessário que as pessoas saibam, é necessário que as coisas apareçam» «Eu não posso lhe falar do Pe. Bugnini». Logo, ele o conhecia bem. É provável que tenha sido ele que tenha pedido a João XXIII de sair da Universidade do Latrão.

Este conjunto de coisas nos mostra que o inimigo penetrou no interior da Igreja, como já dizia São Pio X; ele está no mais alto cume, como anunciou Nossa Senhora de La Salette, e como está, sem dúvida, no terceiro segredo de Fátima. Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO IV

pio xDo terceiro artigo do “Credo”

82) Que nos ensina o terceiro artigo do Credo: o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria?

O terceiro artigo do Credo ensinam-nos que o Filho de Deus tomou um corpo e uma alma, como nós temos, no seio puríssimo de Maria Santíssima, Pelo poder do Espírito Santo, e que nasceu desta Virgem.

83) Concorreram o Pai e o Filho também para formar o corpo e para criar a alma de Jesus Cristo?

Sim, para formar o corpo e para criar a alma de Jesus Cristo, concorreram todas as três Pessoas divinas.

84) Por que se diz só: foi concebido pelo poder do Espírito Santo?

Diz-se só: foi concebido pelo poder do Espírito Santo, porque a Encarnação do Filho de Deus é obra de bondade e de amor, e as obras de bondade e de amor atribuem-se ao Espírito Santo.

85) Fazendo-se homem, deixou o Filho de ser Deus?

O Filho de Deus, fazendo-se homem, não deixou de ser Deus.
Continuar lendo

O DOM DE LINGUAS, OS PADRES DA IGREJA E OS SANTOS

pentA virgem Santíssima e o dom das línguas

Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.

a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia de Pentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente,Suarezjulga provável que ainda antes de Pentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Maria entendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351)

Padres da Igreja e o dom das línguas

No séculos II, Santo Irineu (c.115-200) se refere a uma fala extática não-idiomática, do tipo que os pentecostais praticam hoje. Descreve e condena as ações de um certo Marcos que “profetizava”, sob influência “demoníaca”. Marcos compartilhava o seu “dom” e outros também “profetizavam”. Seduzia mulheres e lhes prometia o carisma. Quando a recebiam, falavam algo sem sentido:

“Então ela, de maneira vã, imobilizada e exaltada por estas palavras e grandemente excitada… seu coração começa a bater violentamente, alcança o requisito, cai em audácia e futilidade, tanto quanto pronuncia algo sem sentido, assim como lhe ocorre”. (Contra Heresias I, XIII, 3)Irineu também se refere ao dom de línguas dos apóstolos e da época em que vivia. Cita II Cor. 2:6, explicando que “os perfeitos” falam em “todos os tipos” as línguas: Continuar lendo

COMO EDUCAR OS FILHOS MEDROSOS

medoHá medos instintivos: como a galinha foge ao ver pela primeira vez a raposa, o homem recua diante do que lhe representa perigo. Quando o perigo é determinado e conhecido, o medo revigora o homem para a luta ou para a fuga. Quando, porém, a pessoa teme sem saber ao certo o que nem porque, não tendo para onde fugir, toma o tormentoso caminho da angústia.

É instintivamente que as crianças de dois meses estremecem com ruídos súbitos ou com uma luz mais viva que de repente se acende. E mais tarde choram em face de um desconhecido, correm de animais, recuam ante o fogo, gritam quando as suspendem bruscamente ou as giram, etc.

Medo ao desconhecido

Tudo o que é súbito, intenso ou desconhecido produz medo à criança. É por isso que seus terrores são tanto mais numerosos quanto maior é sua ignorância das coisas. Vejam como se apavora facilmente um pequenino de dois a quatro anos. À medida que ele for tomando conhecimento da vida, vai perdendo muitos medos, a menos que uma errada educação os agrave e multiplique.

Ensina-se o medo

A criança é extremamente sugestionável: aprende com facilidade o que vê e escuta.

Se vê a mãe subir à cadeira por causa de uma barata, o pai espavorido com o número 13, as irmãs apavoradas com o trovão, etc., é natural que tome as mesmas ridículas atitudes. Assim se explicam os idiotas pavores de escuro, máscaras, cor preta, soldado, velho mendigo, sangue, etc. Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO III

pio xDo segundo artigo do “Credo”

68) Que nos ensina o segundo artigo do Credo: e em Jesus Cristo, Seu único Filho, Nosso Senhor?

O segundo artigo do Credo ensina-nos que o Filho de Deus é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade; que Ele é Deus eterno, todo-poderoso, Criador e Senhor, como o Pai; que se fez homem par nos salvar; e que o Filho, de Deus feito homem se chama Jesus Cristo.

 69) Por que se chama Filho a segunda Pessoa?

A segunda Pessoa chama-se Filho porque é gerada pelo Pai por via de inteligência, desde toda a eternidade; e por este motivo se chama também Verbo eterno do Pai.

70) Sendo também nós filhos de Deus, por que Jesus Cristo se chama Filho único de Deus Pai?

Jesus Cristo chama-se Filho único de Deus porque só Ele é por natureza seu Filho, e nós seus filhos por criação e por adoção.

71) Por que Jesus Cristo se chama Nosso Senhor?

Chama-se Jesus Cristo Nosso Senhor não se porque, enquanto Deus, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, nos criou, como também porque, em enquanto Deus e homem nos remiu com seu Sangue.
Continuar lendo

AS SETE IGREJAS E AS SETE IDADES

seteO Apocalipse relata o estado das sete igrejas da Ásia, para as quais São João teve de escrever, com o fim de lhes comunicar advertências para sua salvação. Ora, as sete igrejas figuram as sete épocas ou sete idades da Igreja universal, desde a Ascensão do Senhor até o Segundo Advento. Todas se denominam por nomes místicos que designam profeticamente o traço característico de cada uma das épocas.

A primeira igreja é a de EFÉSIO (2, 1-7). Em grego, Efésio significa impulso, o princípio da expansão ou do direcionamento a uma finalidade. Esse nome convém à idade apostólica, pois que os apóstolos pregaram por todo o mundo, com crescente êxito, após receberem o sopro impetuoso do Espírito Santo; Deus os ajudava, confirmando suas palavras com sinais. Mas a advertência epistolar convém igualmente, nesta época de que falamos, aos falsos apóstolos mencionados amiúde por São Paulo, e à seita dos nicolaítas, fonte primeva do gnosticismo impuro, criada por um dos sete primeiros diáconos.Escrito ao anjo a Igreja de Éfeso: Conheço tuas obras e teu trabalho… tu provaste os que se declaravam apóstolos e não o eram, apanhaste-os em mentira… Contudo, tens em testemunho de teu fervor o ódio pela obras dos Nicolaítas, obras que eu também odeio etc.

A segunda igreja é a de ESMIRNA (2, 8-11). Este termo designa a mirra, e também a idade durante a qual, em razão da crueldade das perseguições e da grande amargura das tribulações, se cumpriu na Igreja o que predissera a boca profética: a mirra caiu gota a gota de minhas mãos, e meus dedos estão cheios da mais excelente mirra (Ct 5, 5). Por isso, afirma o anjo à igreja de Esmirna: Eis que o diabo vai lançar alguns dentre vós no cárcere, para vos pôr à prova, e vossa aflição durará dez dias, significando claramente as dez perseguições gerais. Continuar lendo

A INFILTRAÇÃO DO MODERNISMO NA IGREJA – PARTE 3

3A Revolução na Igreja

Assim se passou o Concílio. É evidente que todos as teses, todos os textos do Concílio foram influenciados pelos cardeais liberais e as comissões liberais. Não devemos nos espantar que tenhamos tido textos ambíguos, favoráveis a mudanças, a uma verdadeira revolução na Igreja.

Será que nós poderíamos ter feito alguma coisa, nós que representávamos a facção tradicional dos bispos e cardeais? Pouca coisa, em definitivo. Éramos duzentos e cinqüenta favoráveis à permanência da Tradição e desfavoráveis a mudanças de vulto na Igreja: falsa renovação, falso ecumenismo, falsa colegialidade. Nós éramos opostos a essas coisas. Esses duzentos e cinqüenta bispos, evidentemente, tiveram algum peso e, em certas ocasiões, os textos foram modificados. O mal foi um pouco limitado. Mas nós não conseguimos impedir certas teses de passar, particularmente a da liberdade religiosa, cujo texto foi refeito cinco vezes. Cinco vezes a mesma tese voltava. Nós nos opusemos sempre. Havia sempre duzentos e cinqüenta vozes contra. Então o Papa Paulo VI fez adicionar duas pequenas frases no texto, dizendo: «não há nada nesse texto que seja contrário à doutrina tradicional da Igreja» e «a Igreja permanece sempre a verdadeira e única Igreja de Cristo».

Então, os bispos espanhóis, em particular, disseram: «bem, já que o Papa adicionou isso, agora não há mais problema, já que não há nada contra a tradição». Se as coisas são contraditórias, essa pequena frase contradiz tudo o que está no interior do texto. É um esquema contraditório. Não se pode aceitar isso. Então sobraram somente, se eu me lembro bem, setenta e quatro bispos que permaneceram contra. É o único esquema que encontrou uma tal oposição: 74 sobre 2.500, é pouca coisa !

Então terminou o Concílio, não podemos nos espantar com as reformas que foram feitas. Depois de toda a história do liberalismo, os liberais saindo vitoriosos no interior do Concílio, exigiram do Papa Paulo VI lugares nas Congregações romanas. E, de fato, os lugares importantes foram dados aos progressistas. Quando morria um Cardeal, ou numa ocasião qualquer que permitisse ao Papa Paulo VI afastar um cardeal tradicionalista, ele colocava imediatamente um cardeal liberal no seu lugar. Continuar lendo

FIDELIDADE À IGREJA

mons.-lefebvre-disant-la-messe_0Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

 

Se temos de sofrer, pois bem, soframos por nossa fé! Não somos os primeiros: quantos mártires antes de nós sofreram por guardar a fé! Se temos que sofrer o martírio moral que supõe ser, de certa forma, desprezados e repreendidos por aqueles que deveriam ser nossos pais na fé, bem, enfrentemos o sofrimento e acima de tudo guardemos a fé. Deus o quer e também a Santíssima Virgem, que é nossa mãe. Como somos da família da Virgem, queremos guardar a fé que Ela sempre professou. Existe no coração da Virgem algo que não seja o nome de nosso Senhor Jesus Cristo? Pois bem, nós também queremos ter em nossos corações um só nome, o nome de Jesus, assim como a Santíssima Virgem.

 

Estamos confiantes de que um dia a verdade voltará. Não pode ser de outro modo, porque Deus não abandona a sua Igreja.

 

Portanto, sem nenhuma rebelião, nem amargura ou ressentimento, prosseguimos nosso trabalho de formação sacerdotal à luz do Magistério de sempre, convencidos de que não podemos prestar serviço maior à Santa Igreja Católica, ao Sumo Pontífice e às gerações futuras.

 

Trabalhando assim, com a graça de Deus, o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convencidos de que seguimos sendo fiéis à Igreja Católica e Romana e a todos os sucessores de Pedro, e que somos os fiéis dispensadores dos mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo pelo Espírito Santo “.

 

+ Dom Marcel Lefebvre

NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – NONO DIA

EspO amor é um tesouro que encerra todos os bens.

Infinitus thesaurus est hominibus; quo qui usi sunt, participes facti sunt amicitiae Dei – “Ela é um tesouro infinito para os homens; do qual os que usaram têm sido feitos participantes da amizade de Deus” (Sap. 7, 14).

Sumário. O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, acha logo a felicidade, porque o Senhor lhe satisfará todos os desejos e o fará contente mesmo no meio das maiores tribulações. Felizes de nós, se conhecemos o grande tesouro do amor divino e procuramos obtê-lo a todo custo, desapegando-nos das coisas criadas!

*************************

O amor é o tesouro de que fala o Evangelho, o qual nos cumpre adquirir a custo de tudo mais. A razão é porque ele é realmente aquele bem infinito que nos faz participante da amizade de Deus. Aquele que acha Deus, acha tudo que pode desejar: Delectare in Domino, et dabit tibi petitiones cordis tui (1) – “Deleita-te no Senhor, e Ele te concederá as petições do teu coração”. O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, Deus lhe satisfará todos os desejos. Quais são com efeito os homens mais felizes da terra, senão os santos? E porque? Porque só querem e buscam a Deus.

Estando um príncipe a caçar, vi um solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia nesse deserto. Mas vós, Senhor, retorquiu logo o anacoreta, que vindes buscar aqui? – Eu, acudiu o príncipe, ando em busca de caças – E eu, tornou o solitário, busco a Deus. Continuar lendo

A INFILTRAÇÃO DO MODERNISMO NA IGREJA – PARTE 2

2À deriva com o Concílio

A mesma coisa para o Concílio. «Tenho a intenção de fazer um Concílio». Já o Papa Pio XII tinha sido solicitado por certos cardeais para reunir um Concílio. Mas ele recusou, estimando que isso seria impossível. Não se pode, dizia ele, na nossa época, fazer um Concílio com 2.500 bispos. As pressões que se pode sofrer do fato dos meios de comunicação social são muito perigosas para que se possa reunir um Concílio. Corre-se o risco de perder o controle. E ele não fez o Concílio.

Mas o Papa João XXIII disse: não se pode ser pessimista; é preciso ver as coisas com confiança. Vamos nos reunir durante três meses, com todos os bispos do mundo inteiro. Começamos em 13 de outubro e entre 8 de dezembro e 25 de janeiro, tudo terminado, todo mundo vai embora e volta para suas casas e acaba-se o Concílio.

E o papa lançou o Concílio! Era preciso prepará-lo. Não se faz um Concílio como um sínodo. Foi preciso prepará-lo dois anos antes. Fui nomeado pessoalmente membro da Comissão Central Preparatória, sendo arcebispo de Dakar e presidente da Conferência Episcopal do Oeste Africano. Eu vim, então, a Roma, durante dois anos, ao menos umas dez vezes, para participar das reuniões dessa Comissão Central Preparatória que era, de fato, muito importante porque para ela todos os documentos das comissões secundárias eram enviados, para serem estudados e submetidos ao Concílio. Havia nessa comissão setenta cardeais e uns vinte arcebispos e bispos, além dos peritos. Mas estes não eram membros da comissão. Estavam lá somente para serem eventualmente consultados pelos membros. Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO II

Do primeiro artigo do “Credo”

§ 1o – De Deus Pai e da Criação

22) Que nos ensina o primeiro artigo do Credo: creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra?

O primeiro artigo do Credo ensina-nos que há um só Deus, o qual é todo-poderoso, e criou o céu e a terra e todas as coisas que no céu e na terra se contêm, isto é, todo o universo.

23) O Como sabemos nós que há Deus?

Sabemos que há Deus, porque a nossa razão no-lo demonstra, e a fé no-lo confirma.

24) Por que se dá a Deus o nome de Pai?

Dá-se a Deus o nome de Pai:

1)    porque é Pai, por natureza, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, do Filho por Ele gerado;

 2)    porque Deus é Pai de todos os homens, que Ele criou, conserva e governa;

 3)    porque, finalmente, é Pai, pela graça, de todos os cristãos, os quais por isso se chamam filhos adotivos de Deus. Continuar lendo

NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – OITAVO DIA

EspO amor é um vínculo.

Super omnia autem caritatem habete, quod est vinculum perfectionis – “Acima de tudo, tende e caridade, que é o vínculo da perfeição” (Col. 3, 14).

Sumário. Antes da vinda de Jesus Cristo, os homens afastavam-se de Deus, e aferrados à terra, recusavam unir-se ao seu Criador. Mas nosso amável Senhor enviou-nos o Espírito Santo, afim de que, assim como Ele é o vínculo indissolúvel que une o Pai ao Verbo Eterno, assim una nossas almas a Deus pelo amor. Procuremos, pois, estar fortemente ligados por este vínculo de perfeição, e não correremos mais risco de nos afastar de Deus. Antes de tudo, porém, é necessário que livremos nosso coração de todos os laços que o prendem ao mundo.

*************************

Assim como o Espírito Santo, amor incriado, é o laço indissolúvel que une o Pai e o Verbo Eterno, assim é este mesmo Espírito que une nossas almas a Deus. A caridade, diz Santo Agostinho, é uma virtude que nos une a Deus: Caritas est virtus coniungens nos Deo. Daí este grito de alegria de São Lourenço Justiniano: Ó Amor, tu és então um vínculo de tal maneira forte, que pudeste encadear um Deus e uni-Lo a nossas almas! O caritas, quam magnum est vinculum tuum, quo Deus ligari potuit! – Os laços do mundo são laços de morte, mas os de Deus são laços de vida e salvação: Vincula illius alligatura salutares (1). Porquanto são vínculos de amor, e o amor nos une a Deus, nossa única e verdadeira vida. Continuar lendo

SOIS CRISTÃ: TENDES, POIS, UMA FÉ QUE DEVE IRRADIAR

meninaveuEsplêndido é o vosso papel, com a condição, todavia, de não figurardes entre as “flores artificiais” , mas sim entre as verdadeiras florinhas de Deus. As flores artificiais apenas encantam os olhos, não têm nenhum perfume; não vivem, são inertes. Vós, sede flores bem vivas e espalhai em torno de vós o bom odor de Jesus Cristo.
Isso, aliás, é fácil para quem tem uma fé viva e compreende as obrigações que ela impõe. O título de cristã acrescenta à donzela o que a luz do dia acrescenta à flor: fá-la resplandecer. Tirai Deus do coração da donzela, e ela ainda será bela, mas de uma beleza toda profana; não terá essa candura, esse brilho particular, essa virtude que emana dela e que desarma o vício e a impiedade, clamando-lhe: Alto lá! Jesus está aqui! Em vez de levar ao bem, será ela singularmente pertubadora! Não tendo a Deus no coração, não pode comunicá-Lo! E no entanto, diz um grande orador, “a mulher deve dar a Deus a todos os que dela se aproximam“.

***

… E vós, “Filha de Deus”, haveriéis de cer que nada podeis fazer, e que não tendes de defender essa Religião que tão bem vos defendeu? Se ainda hoje o catolicismo precisa de vós, vós precisais dele!

O vosso papel não é ensinar, não é elevar vossa voz no meio do século, não! mas é fazer passar a verdade ao coração convertendo-a em amor.
Como diz Mons. Gerbet: Continuar lendo

DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS, CHAMADO VULGARMENTE O CREDO – CAPÍTULO I

pio x“A fé é o fundamento do que se espera e a convicção das realida­des que não se vêem. Foi a fé que fez a glória dos antigos. Pela fé sabemos que o universo foi criado pela palavra de Deus, de sorte que do invisível teve origem o visível. Pela fé Abel ofereceu a Deus sacrifício melhor do que Caim e por ela foi declarado justo, tendo Deus aprovado as suas ofe­rendas, e é pela fé que depois de morto Abel continua a falar.” (Heb 4,14)

Do Credo em geral

15) Qual é a primeira parte da Doutrina Cristã?

A primeira parte da Doutrina Cristã é o Símbolo dos Apóstolos, chamado vulgarmente Credo.

16) Por que chamamos ao Credo Símbolo dos Apóstolos?

O Credo chama-se Símbolo dos Apóstolos, porque é um compêndio das verdades da Fé, ensinadas pelos Apóstolos.

17) Quantos artigos tem o Credo?

O Credo tem doze artigos. Continuar lendo

NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – SÉTIMO DIA

EspPelo amor a alma torna-se morada de Deus.

Ego rogabo Patrem, et alium Paraclitum dabit vobis, ut maneat vobiscum in aeternum – “Rogarei a meu Pai, e ele vos enviará outro Consolador, afim de que more sempre convosco” (Io. 14, 16).

Sumário. É esta a magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que O ama: Se me amais, rogarei ao Pai, e ele vos enviará o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco. Deus, portanto, habita na alma que O ama. Lembremo-nos, porém, de que Deus é cheio de zelos. Quer habitar só na alma, e não está contente, se não o amamos de todo o coração e queremos dividir o nosso amor entre ele e as criaturas.

*************************

O Espírito Santo é chamado Hóspede das almas: “Dulcis hospes animae”. É o efeito da magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que O ama: “Se me amais, guardai os meus mandamentos; e rogarei ao Meu Pai, e Ele vos enviará outro consolador, o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco: “Ut maneat vobiscum in aeternum”. Sim, sempre, porque o Espírito Santo não desampara nunca uma alma, a não ser que seja expulso por ela: “Non deserit, nisi deseratur”.

Deus portanto, habita em toda a alma de que é amado; mas declara não ficar satisfeito, se não o amamos de todo o nosso coração. Escreve Santo Agostinho, que o senado romano se recusou a admitir Jesus Cristo no número dos deuses, dizendo que Ele é um Deus soberbo que quer ser adorado com exclusividade. Isto é verdade: Nosso Senhor não aceita rival num coração que O ama; quer habitar nele só e ser amado mais que todos. Se Ele não se vê amado acima só, tem, por assim dizer, segundo a expressão de São Tiago, zelos das criaturas com que é dividido esse coração, que ele deseja só para si: “Ad invidiam concupiscit vos Spiritus qui habitat in vobis” (1). Numa palavra, como diz São Jerônimo: Jesus é um Deus cheio de zelos: Zelotypus est Iesus. Continuar lendo

BENÇÃO DA NOVA ESCOLA DA FSSPX NOS EUA – ST. JOSEPH’S ACADEMY

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est 

No domingo, 1º de maio, 2016, festa de São José Operário, a nova escola adquirida em Michigan (EUA) foi abençoada pelo Pe. Steven McDonald.

Depois de anos de trabalho duro e sacrifício, o sonho de ter edifícios próprios para abrigar a igreja e escola se tornou realidade, com prédios semi-novos de tijolos, comprados em Ray Township, em Michigan. As Missas tem sido celebradas no novo local desde 08 de dezembro de 2015, mas os estudantes e professores do instituto tiveram de esperar pacientemente enquanto reformas eram feitas para adaptar os novos edifícios às necessidades de uma escola católica.

Pe. Steven McDonald, Segundo Assistente do Distrito dos Estados Unidos e antigo pároco e diretor da St. Joseph, presidiu as cerimônias de bênção da escola que ocorreu no domingo, 1º de maio. Quem também se juntou à celebração foram o Pe.Michael McMahon, diretor da Notre Dame de La Salette Boys Academy (anteriormente instalada na St. Joseph); Pe. Kenneth Dean, originalmente da St. Joseph Church; Rev. Sr. Brandon Haenny, ex-cuidador da St. Joseph’s Academy; bem como um irmão da FSSPX e três seminaristas de paróquia St. Joseph.

As cerimônias começaram com uma procissão pelo estacionamento, parando às portas do novo edifício do instituto. Depois das orações e de uma benção com água benta, a procissão continuou dentro do Instituto, em uma grande sala multi-funcional, onde um crucifixo com mais de um metro e meio foi abençoado e instalado em uma proeminente parede com orações, incluindo a seguinte:

Abençoai, ó Senhor, este edifício, e que haja aqui saúde e santidade, virtude e glória, humildade, bondade, brandura, mansidão, docilidade e fidelidade à lei, obediência e ação de graças a Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Que esta bênção esteja sobre este lugar e que as dádivas dos sete dons do Espírito Santo desçam sobre professores e alunos. Pelo mesmo Cristo nosso Senhor. Amém.”

Esta bonita imagem de nosso Senhor crucificado será uma inspiração para muitas crianças ao longo dos anos à medida que passarem pelos corredores da nova St. Joseph’s Academy.

Depois da bênção, todos os presentes entraram na igreja para uma Missa solene que começou, muito apropriadamente, com a coroação de Nossa Senhora pelos Cruzados Eucarísticos. Pe. McDonald foi o celebrante com o Pe. McMahon e o atual pároco e diretor, Pe. Richard Boyle, como diácono e subdiácono, respectivamente. Outra notável melhoria para esta alegre ocasião foram as 14 estações da cruz adornando as paredes da capela. Estas antigas estações tinham sido retiradas do prédio da velha igreja em novembro de 2015, e depois de uma meticulosa restauração feita por um talentoso paroquiano, foram penduradas na nova capela a tempo para a Missa especial.

Após as cerimônias, todos os presentes se foram para a grande sala multi-funcional onde foi servido um banquete, com abundância de deliciosas comidas, flores nas mesas, e um grande bolo decorado com o brasão da St. Joseph’s Academy. Os alunos do Instituto cantaram músicas para os seus convidados de honra e o evento foi concluído com a abertura de uma “cápsula do tempo” que tinha sido enterrada por alunos e professores da St. Joseph’s Academy, em 2005.

Mais sobre a St. Joseph’s Academy pode ser lido aqui.