POLÔNIA E HUNGRIA PUNIDAS POR SUAS POLÍTICAS PRÓ-VIDA

Embora a crise humanitária ligada à guerra na Ucrânia tenha provocado uma crise migratória na qual a Polônia e a Hungria foram os primeiros países a suportar as consequências financeiras, a União Europeia (UE) continua a recusar-se a pagar a ajuda votada para restaurar a economia após a Crise sanitária do Covid-19.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Retrospectiva

A Comissão Europeia decidiu reter os fundos de ajuda atribuídos à Polônia e à Hungria no ano passado: um montante de 2 bilhões – sob a forma de dívida comum – foi votado para restaurar as economias.

A razão dada para justificar esta retenção é que a Polônia e a Hungria rejeitaram os “valores fundamentais da União Europeia”, relativos ao Estado de direito e não discriminação. Em termos práticos, é uma sanção pela gestão contra o aborto, questões LGBT e certas reformas jurídicas dos dois países (leia aqui um texto sobre o assunto).

No ano passado, a Hungria aprovou uma lei que proíbe a divulgação de propaganda de transgêneros e homossexuais para crianças. Nos últimos anos, quase 100 municípios na Polônia adotaram resoluções que definem o casamento como a união de um homem e uma mulher. Além disso, a Suprema Corte polonesa proibiu o aborto por razões eugênicas. Continuar lendo

PARA QUE O TEMPERAMENTO SE TORNE CRISTÃO

Jesus foi dotado das mesmas paixões que nós, porém, as dominava.

Revesti-nos de Cristo” para desenvolver a virtude correspondente às nossas fraquezas passionais.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Antigamente a virtude manifestava a eminência humana. Atualmente, a espessura da carteira é o critério de sucesso. Um grande homem tinha, certamente, um temperamento, mas também brilhava por uma ou outra virtude. Os santos, dos quais se diz com demasiada facilidade que são mais admiráveis ​​do que imitáveis, refletiam as virtudes de Nosso Senhor e, acima de tudo, mostravam o poder de Sua graça. Seguiam constantemente a ordem do Apóstolo aos Romanos: “Revesti-vos de Nosso Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências“.

Na medida em que pertencemos ao corpo místico de Nosso Senhor, participamos de sua graça capital. Essa graça não apenas nos cura desses males e fraquezas que carregamos como herdeiros de Adão, mas nos eleva à vida divina. A partir daí somos capazes de feitos grandiosos, de magnanimidade, de heroicidade. Mas é preciso que as nossas paixões sejam harmoniosamente ordenadas,  ou seja, que nossas virtudes venham temperar com a razão nossa vida sensível. E sem a graça este longo e difícil empreendimento seria impossível. Eis porque devemos nos revestir de Nosso Senhor, isto é, nos entregar cada vez mais à sua influência, nos deixar impregnar pelo seu espírito. 

Cremos que Jesus assumiu perfeitamente a nossa condição humana. Ele foi, por conseguinte, como nós, dotado de todas aquelas paixões que são reações às impressões que o mundo sensível provoca em nós. Jesus pôde, então, ter sido voluntariamente provocado, mas sem jamais ser perturbado ou dominado por suas emoções, das quais, no entanto, todas conheceu. O Evangelho nos revela a sua admirável calma, a sua constante quietude, sua imperturbável serenidade. Quer se trate de uma tempestade violenta, um apóstolo recalcitrante ou um adversário injurioso, nada ou ninguém o fez perder esse autodomínio: o de sua personalidade divina, que assume uma natureza humana cuja harmoniosa beleza é extraordinária.

No entanto, Jesus também experimentou, em certa medida, emoções violentas e dolorosas: a ira, por exemplo, ou a indignação sob o impulso dos quais queria pronunciar palavras veementes ou ameaças terríveis. Haverá algo mais impressionante do que esta série de infortúnios anunciados aos escribas e fariseus (Mt 23)? Mas, acima de tudo, Jesus teve a dolorosa experiência do medo que deprime profundamente a alma, do temor que aperta o coração, da tristeza e do desgosto que se inclinam ao desânimo. Que angústia nesta queixa: “Minha alma está triste até a morte“! Assim, sob o pretexto de que Nosso Senhor constantemente tinha, diante de seus olhos, a ingratidão e a insensibilidade de seu povo, alguns concluíram erroneamente que Nosso Senhor era melancólico. Mas como homem perfeito, Jesus mistura todos os temperamentos e quer mostrar sua riqueza humana. Ele usa como quer, e quando necessário, a variedade e a variação de seus sentimentos para manifestar toda a sua personalidade. São Paulo diz bem: “Não temos um pontífice que possa compadecer-se de nossas enfermidades, mas que foi tentado em tudo à nossa semelhança, exceto no pecado”.

“Cabe a nós desenvolver a virtude que corresponde às nossas fraquezas passionais.”

Jesus é a cabeça do corpo místico e nos conduz em suas pegadas. Ele sempre nos mostra o exemplo e nos dá a ajuda que precisamos para reproduzir sua ação. Continua São Paulo: “Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e de encontrar graça, para sermos socorridos em tempo oportuno”. Portanto, seja qual for nosso temperamento e, portanto, qualquer que seja a paixão que mais ameace perturbar nosso equilíbrio natural ou sobrenatural, cabe-nos desenvolver a virtude que corresponde a essa fragilidade. E para isso temos o modelo, Jesus, que sempre se ajusta ao nosso progresso individual, se estivermos “revestidos de Cristo”. Todos conhecem, por exemplo, a lendária ira de São Francisco de Sales que se tornou um anjo de doçura e benignidade; até mesmo seu fígado mesmo, trazia a marca dos esforços que ele fez para superar aquela paixão que tem alí teve seu lugar! Cabe-nos, então, discernir nosso temperamento, ler o dossiê deste número; mas sobretudo fazer nosso este abandono de São Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Pe. Benoit de Jorna, FSSPX

Retirado do Editorial da Revista Fideliter, nº 264

UMA CONTINUIDADE IMPOSSÍVEL – SOBRE A DIGNITATIS HUMANAE

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Witor Lira

Prólogo

1 – O Blog da revista La Nef publicou em sua página de 5 de julho de 2014 um estudo do Padre Basile Valuet, OSB, intitulado “Os mal-entendidos de Ecône sobre a liberdade religiosa” (abreviado aqui como BV2). Este estudo é uma resposta ao artigo publicado na edição de março de 2014 do Courrier de Rome, intitulado:Dignitatis humanae é contrário à Tradição” (abreviado aqui como CDR).

2 – Não desconhecíamos a personalidade do Padre Basile, nem o respeitável alcance de sua obra. Queríamos apenas dizer o que pensamos do estudo publicado em julho de 2013 no Bulletin de Littérature ecclésiastique (abreviado como BV1) onde o padre Basile tenta responder às “objeções dos lefebvristas” [1] bem como aos “três argumentos principais daqueles que negam a compatibilidade da Dignitatis humanae com a Tradição” [2]. Esta resposta se apresenta como suficiente por si mesma, e por isso a tomamos como tal [3]. Por outro lado, admitimos sem dificuldade (e já sabíamos) que o padre Basile teve a oportunidade de examinar em seu tempo as objeções apresentadas pela Fraternidade São Pio X contra a liberdade religiosa (a Dubia tornada pública em 1987, assim como a resposta à resposta do CDF a estas mesmas), que foram retomadas e esclarecidas durante as últimas discussões doutrinárias de 2009-2011. Mas com isso, permanece o fato de que as três objeções às quais o padre Basile tenta responder no estudo de julho de 2013 “não correspondem de forma alguma àquelas que a Fraternidade São Pio X apresentou até agora à Santa Sé” [4]. É sempre possível estar enganado, mesmo de muita boa fé, e mesmo com a melhor informação; para dissipar o mal-entendido e deixar a luz passar, é preciso começar limpando o vidro, e dos dois lados. É com este espírito que empreendemos aqui uma nova reflexão, para esclarecer o debate levantado pelo Padre Basile. Para isso, voltaremos aos principais pontos da análise publicada no Blog de La Nef. Mas, primeiro, gostaríamos de chamar a atenção do leitor para o ponto preciso que representa o verdadeiro cerne da dificuldade.

1 – A raiz do problema

3 – Devemos ler o Concílio à luz da Tradição ou a Tradição à luz do Concílio? Essa é a questão. Esta é uma questão fundamental, porque é a do método a ser seguido. E esta é a questão que ainda permanece pendente, entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, desde a famosa Declaração de 21 de novembro de 1974 Aparece regularmente na ordem do dia, e é por falta de resposta suficiente que o acordo, tão esperado de ambas as partes, se revela impossível. Sem falar que, recusar-se a fazer a pergunta é já tê-la respondido, porque é postular que a única leitura possível é aquela dada pelo magistério atual. Continuar lendo

FINALIZANDO O MÊS, UMA SELETA DE NOSSOS POSTS DE MARÇO/22

ESTE É O MEU CORPO

A TODAS AS MULHERES…

O UNIVERSO EM EXPANSÃO

“…RECONHECER POR DETRÁS DA MÃO QUE NOS ATINGE O PAI ETERNO QUE NOS PURIFICA…”

AS 7 DORES DE SANTO TOMÁS DE AQUINO

6000 PADRES ESPANHÓIS RECUSAM A MISSA NOVA

TONSURAS E PRIMEIRAS ORDENS MENORES NO SEMINÁRIO SÃO PIO X DE ÉCÔNE – 2022

19 DE MARÇO – FESTA DE SÃO JOSÉ

DEVOÇÃO DAS 7 DORES E 7 ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ

TRÊS GRAÇAS ESPECIAIS QUE NOS ALCANÇA A INTERCESSÃO DE SÃO JOSÉ

INÍCIO DO ANO LETIVO DE 2022 NO SEMINÁRIO DA FSSPX EM LA REJA

POR UM JEJUM PUJANTE

A SITUAÇÃO DA MISSA TRADICIONAL DESDE A REFORMA LITÚRGICA

PONTO DE VISTA: QUAIS SÃO OS “VALORES DO OCIDENTE” A SE SUSTENTAR CONTRA A RÚSSIA?

31 ANOS DA MORTE DE D. LEFEBVRE

ENCONTRO DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX COM O PAPA FRANCISCO

ESPECIAIS DO BLOG: A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA

COMO MANTER A PACIÊNCIA?

COMO MANTER A PACIÊNCIA?

Teresa de Lisieux – Wikipédia, a enciclopédia livre

Fonte: Le Sainte-Anne n ° 336 – Tradução: Dominus Est

Já perto do final de sua vida, Santa Teresa do Menino Jesus admitiu ter recebido percepções (inspirações) particulares sobre a caridade fraterna. Três meses antes de sua morte, ela escreveu: “Este ano, minha Mãe querida, o bom Deus me concedeu a graça de compreender o que é a caridade; antes a compreendia, é verdade, mas de forma imperfeita” (manuscrito C, 11v). Não devemos nos surpreender com este aprofundamento de uma noção que é tão fundamental, nem pensar que Santa Teresa só descobriu ou começou a praticar a caridade fraterna no último ano de sua vida! Mas, como observa o Padre Philipon O.P.: “Os santos estão sujeitos à lei do progresso, personificam até mesmo sua realização mais viva; sua vida é uma ascensão contínua.”

As percepções (inspirações) que o bom Deus concede às almas generosas não são, aliás, meramente especulativas. Os conselhos que Santa Teresa dava às noviças sob sua tutela incluem considerações muito práticas, que se beneficiam de uma experiência e de uma sabedoria crescentes. Como, então, podemos mostrar-nos sempre caridoso? Que “táticas” adotar? Na verdade, não é difícil imaginar que a paciência, por vezes, seja duramente testada em uma comunidade fechada de cerca de vinte mulheres! Como manter a calma ou evitar um comentário provocativo que tanto contribuiria para uma turbulência interna diante das repetidas indelicadezas de uma ou de outra?

Santa Teresa procurava primeiro mostrar como eram frágeis os julgamentos humanos. Ela mesma tinha sido objeto de “correções fraternas” por atos muito delicados de caridade mas que haviam sido mal interpretados. Era fácil mostrar que as intenções mais profundas de uma alma estavam escondidas de outros, e que os atos externos não permitiam medir os esforços feitos, nem mesmo notar todas as vitórias obtidas contra uma natureza rebelde ou a luta contra as circunstâncias, por vezes complexas – e mesmo dolorosas. Quantas situações dolorosas são ignoradas até mesmo pelos mais próximos! Se o bom Deus quis um julgamento geral(final), foi para revelar todas as coisas e demonstrar a justeza de seu governo providencial, perfeitamente medido pelas disposições e méritos de cada um. Entretanto, a palavra de ordem de Nosso Senhor é bem conhecida: “Quero sempre ter pensamentos caritativos, porque Jesus disse: Não julgueis e não sereis julgado” (C 13v). Além disso, é muito mais encorajador ir além da amargura que cega para perceber as qualidades e os bons exemplos que nunca faltam ao nosso redor! Continuar lendo

ESPECIAIS DO BLOG: A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA

Concílio trouxe maior participação dos leigos na missão de evangelizar -  Vatican News

Qual é a posição tradicional da Igreja em relação ao povo judeu e qual foi a posição que os homens da Igreja adotaram a partir do Concílio Vaticano II?

Para responder a esta questão, o autor deste estudo primeiro mostra a posição adotada pelos homens da Igreja desde o Concílio Vaticano II (1962-1965) e depois a contrasta com o ensinamento tradicional de Santo Tomás de Aquino em sua Suma Teológica, percorrendo os trechos da Ia-IIa que vão desde a questão 98 até a 107, que corresponde ao Tratado da lei; segundo o célebre dominicano tomista Thomas Pégues (1866-1936), sob certo aspecto este tratado é o mais teológico de toda a Suma. E para arrematar o assunto, adicionamos como apêndice um texto já publicado de outro autor que aborda de maneira mais resumida o mesmo assunto.

Introdução

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Apêndice A revolução realizada pela declaração “Nostra Aetate”: “A Antiga Aliança nunca foi revogada” (por Agobardo)

A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – PARTE IV (FINAL)

Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est

A Nova Lei cumpre a Antiga, porque cumpre tudo que a Lei Antiga prometia e realiza suas figuras (S. Th., I-II, q. 107, a. 2)

Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas; não vim (para os) abolir, mas sim (para os) cumprir” (Mt. V, 17). Santo Tomás explica que por tal afirmação a Nova Lei está para a Antiga como o perfeito para o imperfeito. Agora, o que é perfeito completa o que está faltando no imperfeito. Nesse sentido, a Nova Lei completa a Antiga, pois preenche aquilo que faltava à Antiga. Ora, na Lei Antiga duas coisas podem ser consideradas:

1°) o fim, que é tornar os homens justos e virtuosos para que possam obter a Bem-aventurança (e este é o objetivo de toda lei). Portanto, a finalidade da Lei Antiga era a santificação dos homens, que, no entanto, excede as capacidades da Lei mosaica, enquanto a Lei Evangélica aperfeiçoa e cumpre a Lei Antiga, porque justifica em virtude da Paixão de Cristo. São Paulo, inspirado por Deus, escreve: “O que era impossível à Lei [Antiga], porque se achava sem força por causa da carne, Deus o realizou, enviando seu Filho em carne semelhante à do pecado, por causa do pecado condenou o pecado na carne, para que a justiça prescrita pela Lei [Nova] fosse cumprida em nós” (Rom. VIII, 3). Por este lado, a Nova Lei dá aquilo que a Antiga Lei apenas prometia e ainda não podia conferir: a graça do Espírito Santo pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo;

2°) os preceitos que Cristo cumpriu com sua obra e doutrina. Com a obra sendo circuncidado e observando todas as práticas legais até então em vigor. Com seus ensinamentos completou a Lei Antiga de três maneiras: a) explicando seu verdadeiro “significado” (o “espírito” que vivifica); isso fica claro quanto ao assassinato e adultério, para dar um exemplo; segundo os escribas e fariseus, com efeito, bastava não cometer o ato externo para não pecar, mas esse não era o verdadeiro sentido da Lei Antiga e Jesus Cristo lembra disso ensinando que mesmo o único ato interno, o pensamento consentido, já é pecado para a Lei de Moisés, então distorcida pela lei rabínica; b) indicando uma forma mais eficaz e segura de observar as regras da Lei Antiga. Por exemplo, a Lei Antiga ordenava o não perjúrio e Nosso Senhor nos ensina que para ter mais certeza de observar este preceito (que Ele não veio abolir), devemos abster-nos completamente de jurar, exceto em casos de necessidade (por exemplo, no Tribunal); c) acrescentando à Lei Antiga alguns conselhos de perfeição que facilitem o cumprimento dos Dez Mandamentos. Portanto, a Nova Lei abole a observância da Antiga Lei apenas em seus preceitos cerimoniais, que prefiguravam o Cristo vindouro (ad 1um), mas não em seus preceitos morais, que são completados nas três maneiras mencionadas acima, e portanto não foram ab-rogados. Continuar lendo

ENCONTRO DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX COM O PAPA FRANCISCO

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

Declaração oficial

Na terça-feira, 8 de fevereiro de 2022, o Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X (FSSPX), foi a Roma. Nesta ocasião, houve um encontro pessoal com o Papa Francisco, que o recebeu em audiência privada por cerca de meia hora.

A conversa, informal, foi muito educada e deu ao Superior Geral a oportunidade de se apresentar ao Santo Padre, com quem se encontrava pela primeira vez. Este encontro permitiu mostrar que a FSSPX não tem outro objetivo senão servir a Igreja em meio à crise atual. O Pe. Pagliarani teve a oportunidade de deixar claro ao Papa que tudo o que a FSSPX faz tem apenas este serviço em mente. Boas lembranças mútuas da Argentina também foram trocadas.

Esta visita do Superior Geral ao Santo Padre correspondia a um desejo que vinha sendo acalentado há algum tempo, mas que infelizmente não pôde ser realizado por muito tempo devido às circunstâncias dos últimos meses.

Não deixemos de rezar pelas autoridades eclesiásticas e, especialmente, pelo Papa Francisco. Por meio dessas orações, que a Tradição Católica recupere todos os seus direitos na Igreja, para que o maior número possível de almas possa se beneficiar e realizar sua salvação eterna.

31 ANOS DA MORTE DE D. LEFEBVRE

Pale Ideas - Tradição Católica!: Dom Marcel Lefebvre fala

“Se minha obra é de Deus, Ele saberá mantê-la e fazê-la servir ao bem da Igreja. Nosso Senhor no-lo prometeu: as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

É por isso que eu me obstino, e se quereis conhecer a razão profunda desta obstinação, ei-la. Eu não quero, na hora de minha morte, quando Nosso Senhor me perguntar: “Que fizeste de teu episcopado, da tua graça episcopal e sacerdotal?” ouvir de sua boca estas palavras terríveis: “Tu contribuíste para destruir a Igreja com os outros.”

D. Marcel Lefebvre

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PARA SABER MAIS SOBRE D. MARCEL LEFEBVRE, CLIQUE AQUI  PARA ACESSAR A TAG DE NOSSO BLOG DESTINADA A ELE.

 

PONTO DE VISTA: QUAIS SÃO OS “VALORES DO OCIDENTE” A SE SUSTENTAR CONTRA A RÚSSIA?

O conflito entre Rússia e Ucrânia é apresentado pela grande mídia como uma cruzada pela defesa dos “valores ocidentais”, pela liberdade e pela democracia. Seria o caso então de se perguntar qual a natureza exata desses valores.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É assim que antes de se unir — eventualmente — a todos os seus contemporâneos, numa vasta unanimidade consensual, Davide Lovat, um leitor do blog do vaticanista Aldo Maria Valli, prefere — de maneira sensata — refletir sobre quais são os valores do Ocidente hoje. Eis as partes principais da sua resposta, tais como elas foram relatadas pelo vaticanista italiano em 1 de março de 2022:

“Quais são os valores do Ocidente hoje? Houve um tempo em que eles consistiam em valores cristãos, mas hoje esses valores foram totalmente deixados de lado e são combatidos sem descanso. Então quais são eles? Tentarei listá-los aqui, adicionando um breve comentário, mas não necessariamente por ordem de importância.

“Então comecemos: há a celebração da memória da Shoah [nota do blog: o holocausto judeu da segunda guerra], o orgulho gay para afirmar socialmente a teoria de gênero, o cientificismo, o positivismo jurídico, o sincretismo religioso, o ecologismo, o imigracionismo para nutrir o multiculturalismo, a libertinagem (isto é, a pornografia, a prostituição, o aborto, a eutanásia, os “baseados” e as drogas), o estatismo elevado à dimensão continental e a cultura do cancelamento ligada ao progressismo ideológico. Continuar lendo

A SITUAÇÃO DA MISSA TRADICIONAL DESDE A REFORMA LITÚRGICA

Qual é a situação “jurídica” do Missal de São Pio V desde a promulgação da reforma de Paulo VI e do Novus Ordo Missae? Como, e sob quais condições, podemos utilizar esse rito imemorial? Por quais meios ele se manteve e se desenvolveu? O mais recente motu proprio do Papa Francisco, Traditionis Custodes, nos dá a oportunidade de analisar esses pontos.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Não é difícil descobrir cinco etapas entre 1970, data da promulgação do novo rito, e 2021 que testemunhou a publicação de Traditionis Custodes.

1970-1984: O novo missal da nova Igreja

A entrada em vigor do missal de Paulo VI em 1970 congelou a celebração segundo o rito tridentino. Sacerdotes e leigos foram testemunhas da aparição do Novus Ordo Missae (NOM) em substituição ao antigo rito. Em 14 de junho de 1971, a Congregação para o Culto Divino publicou uma nota indicando que, depois da aprovação das traduções do NOM, todos deveriam usar “unicamente a forma renovada da Missa”.

O uso do rito antigo só era concedido aos sacerdotes de idade avançada ou doentes, em privado e com permissão do Ordinário, até sua extinção. Durante essa época, os sacerdotes fiéis tomaram uma posição aparentemente “contra a lei”. Até pelo menos 1988, os únicos sacerdotes ordenados para celebrar a Missa Tridentina eram os de Monsenhor Lefebvre.

A tomada de posição de Paulo VI durante o consistório de 24 de maio de 1976 é inequívoca: “A adoção do NOM certamente não está relegada à discrição dos sacerdotes ou dos fiéis”, e a Instrução de 14 de junho de 1971 previa a celebração da Missa segundo o rito antigo, com a autorização do Ordinário, unicamente para os sacerdotes de idade avançada ou doentes, que oferecem o Divino Sacrifício sine populo. Continuar lendo