Sermão proferido por ocasião do XIX Domingo depois de Pentecostes, no Piorado São Pio X de Lisboa (03/10/21)
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JUBILEU SACERDOTAL DE MONS. HUONDER

No dia 25 de setembro de 2021, na festa de São Nicolau de Flüe, padroeiro da Suíça, Mons. Vitus Huonder celebrou seu jubileu sacerdotal na igreja do Priorado de Wil. Ele foi ordenado padre por Mons. Johannes Vonderach, então Bispo de Chur, em 25 de setembro de 1971, na igreja de Thalwil.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
A cerimônia decorreu na igreja dedicada à Santíssima Trindade, perante um grande número de fiéis, alguns dos quais puderam acompanhar a Missa em um telão ao ar livre, a fim de respeitar as condições sanitárias locais.
Cerca de quinze padres estiveram presentes acompanhando esse jubileu, com a participação do segundo assistente da FSSPX, Pe. Christian Bouchacourt e também do Pe. Franz Schmidberger.
O coro, regido pelo Pe. Leonhard Amselgruber, cantou a Primeira Missa Pontifical polifônica, de Lorenzo Perosi, composta em 1897, provavelmente para o futuro Papa São Pio X, enquanto ele ainda era Patriarca de Veneza.
A presença de dois guardas suíços – eméritos – que receberam permissão para se apresentarem uniformizados, foi bastante comentada.
Na recepção que se seguiu, foi lida uma mensagem do Superior Geral da FSSPX, Pe. Pagliarani, que recordou a corajosa escolha de Mons. Huonder ao decidir retirar-se para uma casa da Fraternidade, e o subsequente isolamento, bem como o encorajamento que este gesto tem sido para algumas almas desorientadas ou hesitantes. Continuar lendo
MISSA DO XIX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
A REVELAÇÃO DO MAL DO OUTRO – PELO PE. JEAN-FRANÇOIS MOUROUX, FSSPX
PRÉ-INSCRIÇÃO PARA A FORMAÇÃO MJCB 2021: DIFICULDADES MORAIS DA VIDA MODERNA
PRIMEIRA MISSA PÚBLICA DA FSSPX NA MINORITENKIRCHE, NO CORAÇÃO DE VIENA

Desde 29 de junho de 2021 uma das igrejas mais importantes de Viena tornou-se propriedade da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (leia a matéria aqui). No dia 12 de setembro, a FSSPX celebrou sua primeira Missa pública na Minoritenkirche, no coração de Viena. A procissão que se seguiu contou com cerca de 1000 pessoas.
Vejam como foi nos vídeos abaixo:
O VALOR DA CONFISSÃO – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido por ocasião do XVIII Domingo depois de Pentecostes, no Piorado São Pio X de Lisboa (26/09/21)
RESULTADO FINAL DE NOSSA “AÇÃO ENTRE AMIGOS”
Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Tempos atrás iniciávamos uma Ação entre amigos de um conjunto de oratórios (do Sagrado Coração de Jesus, do Imaculado Coração de Maria e de São José).
Hoje, o Pe. Carlos (responsável pela Missão da FSSPX em Ribeirão) fez o sorteio após a Missa das 11h perante muitos fiéis que estavam no local.
O número sorteado foi o 195 e o ganhador foi o Sr. Fernando … , de Ribeirão Preto, final de telefone 5850.
Parabéns ao nosso amigo.
Ao mesmo tempo agradecemos, de coração, a todos que participaram e nos ajudaram (e ajudam ainda) na Campanha para construção de nossa futura capela (e se Deus permitir, um Priorado e uma escola). Agradecemos também aos que rezam pela intenção de nossa Missão e por toda a obra da FSSPX. Que Nossa Senhora e São José possam os retribuir de alguma forma.
Contem com nossas orações, que é o único meio de retribuir gestos tão caridosos.
MISSA DO XVIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
SEREMOS, EM BREVE, OS NOVOS LEPROSOS?
Qualquer pessoa que, razoavelmente, pretenda fugir das injunções estatais e sanitárias, constantemente variáveis e contraditórias, encontra-se marginalizada como um pária.
Fonte: Fideliter n ° 260 – Tradução: Dominus Est
É surpreendente que a própria palavra contágio só tenha surgido no século XIV. Obviamente, bem antes, doenças graves já se transmitiam por aproximação e precisavam de medidas de proteção. O dicionário nos mostra que contágio é um “substantivo feminino que data de 1375, e que vem do latim tangere, tocar”. E se formos um pouco mais a fundo, descobrimos que a ideia de transmissão de uma doença por contato não teve origem na ciência da medicina. Não, não teve! Desde a antiguidade cristã, sempre houve um grande medo da propagação do mal.
Em primeiro lugar, o primeiro e pior dos males, aquele que é transmitido a todos de geração em geração e priva a natureza de sua ordenação, é o pecado original. Ele desordena todas as nossas faculdades entregues à própria vontade, em detrimento do governo da razão. É, até mesmo, a razão de nossa vida mortal e de todos os nossos males. O único remédio é a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo sacrifício se renova no altar, na Missa, que é um verdadeiro sacrifício propiciatório (que já não se manifesta na nova e atualizada Missa de Paulo VI). “Quem me livrará deste corpo (em que habita o pecado, que é causa de morte espiritual)?” pergunta o Apóstolo.
Outrora, o pecado original e a heresia eram estigmatizados
Mas, além dessa corrupção natural, qual é esse mal que todos os Padres da Igreja combateram, tão justamente, porque era tão contagioso? É a heresia. O caridoso Agostinho é cruel quando se trata de deter este flagelo, em particular, o dos donatistas . E por que, se não porque os hereges de todos os matizes rejeitam os cânones da fé e dissolvem a unidade política e social à imagem dos efeitos do pecado original? Por recusarem as regras de crença e ação que vinculam todos os membros de um corpo social organizado, eles devem ser excluídos. Continuar lendo
CATECISMO EM VÍDEO – AULA 49: CONSEQÜÊNCIAS DO SACRIFÍCIO DE CRISTO
MISSA TRIDENTINA EM RIBEIRÃO PRETO – 25 E 26 DE SETEMBRO
PARA MAIS INFORMAÇÕES, CLIQUE AQUI
INDIFERENTES À MISSA NOVA?

Dois ritos diferentes coexistindo para a celebração da Missa. Realmente devemos considerá-los como duas expressões de uma mesma coisa? Certamente isso não é uma questão de gosto: é a fé católica que está em jogo. Lembremo-nos de como devemos julgar a missa reformada de 1969.
Fonte: FSSPX/Distrito da América do Sul – Tradução: Dominus Est
Muitos problemas seriam resolvidos se fossemos ao menos indiferentes à Nova Missa. De Roma não nos pedem outra coisa. De tantos católicos perplexos com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, muitos acreditaram que o mal do novo rito viria apenas da maneira de celebrá-lo e os peregrinam pelas paróquias buscando padres, sempre poucos, que celebrem com piedade e não deem a comunhão nas mãos. Outros, melhor informados, sabem que a diferença não está nos modos do sacerdote, senão no próprio rito e reivindicam a Missa tradicional argumentando, com alguma hipocrisia, o enriquecimento que implica a pluralidade de ritos: o novo é bom, mas o antigo também, melhor então ficar com os dois!
Embora não haja tolos em Roma, toleraram essa conversa nos grupos tradicionais que se amparam (1) na Comissão “Ecclesia Dei”. Além disso permitiram aos Padres tradicionalistas da diocese de Campos, no Brasil, que ficassem com seu rito tradicional mesmo dizendo que a Nova Missa é “menos boa”. Mas em Roma nossa Fraternidade porque causa incômodo, porque não só não diz que a missa nova é boa, mas a combate como perversa, incomodando a perplexidade que mesmodepois de quarenta anos de Concílio tantos católicos não deixam de padecer. Se, ao menos, fôssemos indiferentes – que os outros rezem como queiram – Roma nos deixaria em paz.
Podemos ser indiferentes à Nova Missa?
Na véspera de sua Paixão, havendo chegado a hora de oferecer seu sacrifício redentor a seu Pai, Nosso Senhor fez uma aliança com Sua Igreja: Hæc quotiescumque feceritis, em mei memoriam facietis (Lembre-se de que morri por vossos pecados, que me lembrarei de vós na presença do Pai). E, sendo Deus, nos deixou o imenso mistério da Missa, pelo qual seu Sacrifício permanece sempre vivo, sempre novo, permitindo-nos assistir como ladrões arrependidos: Memento Domine, famulorum famularumque tuarum (Lembra-te, Senhor, de nós agora que estais em seu Reino).
A memória viva da Paixão que se renova pela dupla consagração graças aos poderes do Sacerdócio, a união misteriosa com a Vítima Divina que se realiza pela comunhão é a única maneira que tem o coração duro do homem para retornar ao amor de Deus, porque nada chama tanto ao amor como conhecer-se muito amado, e a Paixão de Nosso Senhor foi a maior demonstração de amor: ninguém ama mais do que aquele que dá a vida por seu amigo. É por isso que a obra da Redenção que Cristo realizada na Cruz não se faz eficaz para nós senão graças ao Sacrifício da Missa. Continuar lendo
O SORTEIO É NO PRÓXIMO DOMINGO!!! PARTICIPEM: “AÇÃO ENTRE AMIGOS” DE UM BELÍSSIMO ORATÓRIO – 2021
Prezados amigos, fiéis, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ajudem-nos participando de mais uma Ação em prol da “Campanha de nossa Capela (FSSPX Ribeirão Preto)”, para honra e glória de Nosso Senhor e de Sua Santa Igreja, e por isso contamos com sua generosidade.
Trata-se de uma “Ação entre amigos, fiéis, leitores e benfeitores”, onde sortearemos esse belíssimo conjunto de oratórios (do Sagrado Coração de Jesus, do Imaculado Coração de Maria e de São José – fabricados pelo Ateliê São José) aos que quiserem e puderem nos ajudar.
Cada oratório mede 40cm de altura x 14cm de largura x 5cm de profundidade. Um trabalho incrível!
O VALOR DE CADA NÚMERO É DE R$20,00.
Para isso, é necessário que:
1 – Escolham o(s) número(s) desejado(s) entre 1 e 1000 (que estão disponíveis NESSA PLANILHA);
2 – Façam o depósito/transferência (não há PIX) do valor correspondente à quantidade de números que estão comprando na conta abaixo (também pode ser feito nas lotéricas):
ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA E CULTURAL SÃO PIO X
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência. 1374
Conta Poupança: 401124-3 (Operação: 013)
CNPJ: 09.385.198/0001-43
3 – Enviem o comprovante, os dados do benfeitor (Nome, Cidade e Telefone) junto com o(s) número(s) escolhido(s) para o email: capela@catolicosribeiraopreto.com
4- Aguarde a confirmação.
O sorteio será após a Missa do dia 26/09 e será feito pelo padre responsável pela nossa Missão.
Se quiserem saber mais sobre a Campanha de nossa capela, clique aqui.
Os que, por ventura, não puderem adquirir seu(s) número(s), pedimos que, por caridade, rezem por nós, pela intercessão de São José e Nossa Senhora, a quem tanto pedimos.
Aproveitamos esse post para agradecer a todos que sempre colaboram generosamente conosco nessa Campanha, muitos até anônimos. Que Nossa Senhora e São José possam os recompensar de alguma forma.
MISSA DO XVII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
18 DE SETEMBRO: ANIVERSÁRIO DA SAGRAÇÃO EPISCOPAL DE MONS. LEFEBVRE
Sagração em 18 de setembro de 1947.
Clique aqui e veja a igreja que D. Lefebvre foi sagrado bispo.
CONFERÊNCIA DE MONS. LEFEBVRE EM ANNECY (1987): EU VI PADRES CHORAREM”
Em uma conferência realizada em Annecy em 1987, Mons. Lefebvre expõe a terrível situação em que se encontraram, após o Concílio, “as cabeças mais fiéis à Tradição“, aqueles que guardaram a antiga missa, a batina, etc. Ele afirma que houve perseguições reais e que alguns bispos e padres morreram de tristeza e até nos dá exemplos.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
TRECHOS
Como eles (os liberais) venceram o Concílio (Vaticano II) – é preciso dizer: eles venceram – eles assumiram os lugares imediatamente. Como em um Estado: quando os socialistas assumem o governo, imediatamente demitem todos aqueles que não são a favor do socialismo e outros socialistas são colocados nesses lugares, é claro. Isso é o que foi feito no Vaticano.
Assim que os liberais venceram, todos os conservadores foram imediatamente eliminados da cúria romana e, em todos os bispados onde havia cabeças mais fiéis à tradição, todos eles foram eliminados; muitos deles se demitiram. Vendo o que estava acontecendo na Igreja, eles ficaram tão perturbados, tão agoniados, que pediram demissão.
Uma verdadeira guerra contra todos os bispos tradicionais
Dou-lhes um exemplo: o do Arcebispo de Dublin, que conheci muito bem, que era meu amigo porque também era membro da Congregação dos Padres do Espírito Santo, da qual fui superior geral durante 6 anos: Mons. McQuaid[1] . Ele renunciou e quinze dias depois, morreu. Ele morreu de tristeza, este Arcebispo! Eu o conhecia bem: ele morreu de desgosto. Ele estava ligado a Roma, ao Santo Padre, com todas as fibras de sua alma. Recusar que pudesse ver o Santo Padre, sentir-se de certa forma como se tivesse sido expulso de Roma…ele não pôde suportar, sua saúde não resistiu. E quantos, quantos e quantos bispos como este!
Posso citar um outro caso, o de Mons. Morcillo[2], Arcebispo de Madrid. Mons. Morcillo era um dos secretários do Concilio (não eram numerosos, eram 5 ou 6 secretários ao todo). Todos esses secretários foram feitos cardeais depois do Concílio, exceto Mons. Morcillo, Arcebispo de Madri. Ele também poderia ter sido nomeado cardeal, por que não foi? Porque era conservador, porque era muito firme em suas idéias. Bem, ele morreu de tristeza também, por sentir que havia se tornado persona non grata, que ele havia se tornado uma pessoa repudiada e rejeitada, e que ele não poderia ser cardeal enquanto os outros todos já haviam sido feitos. Não que ele estivesse interessado em ter o chapéu cardinalício, ele era um homem muito humilde – mas isso tudo é inadmissível! Então a resposta a isso (às pessoas que levantaram objeções, aos espanhóis que não entenderam por que todos os secretários do Concílio foram nomeados cardeais e seu Arcebispo de Madri não foi, por quê?) foi: “Ah, mas Madrid é não uma cidade cardinalícia. A primazia da Espanha é Toledo, não Madrid!” Continuar lendo
EM BUSCA DA VERDADEIRA ARCA DA ALIANÇA
A Arca da Aliança é – entre outras coisas – uma figura da Santíssima Virgem Maria.
Fonte: Le Chardonnet n ° 367 – Tradução: Dominus Est
Esta relicário misterioso nunca deixou de nutrir a imaginação, especialmente desde seu desaparecimento. Romances, lendas, mitos e filmes giram em torno de uma questão aparentemente sem resposta: o que aconteceu com a Arca da Aliança? Mas esta não é uma questão inútil? Todos esses exploradores não estão a procura de algo sem valor? Eles não deveriam se concentrar na pessoa figurada e não na figura?
O que era a Arca da Aliança?
No Sinai, Deus havia dado a Moisés todas as prescrições relativas ao culto divino, com uma grande riqueza de detalhes, impressionantemente precisos. No meio do santuário, deveria estar o tabernáculo, uma espécie de grande e bela tenda retangular. E no interior deste tabernáculo, entronizado um baú (caixa) de madeira de acácia, revestido com ouro por dentro e por fora, com 2,5 côvados de comprimento, 1,5 côvado de largura e essa mesma altura (ou seja, cerca de 1,3m x 0,8m x 0,8m). Esse baú era chamado de Arca da Aliança e continha as duas tábuas da lei, uma medida de maná (que foi milagrosamente preservada) e a haste florida de Aarão. A tampa, chamada propiciatório, consistia em uma placa de ouro puro e sustentava dois querubins com asas estendidas, também de ouro. O conjunto era transportado por meio de duas barras que passavam por quatro anéis.
Após a construção do templo por Salomão, a arca foi colocada no Santo dos Santos, um lugar temido que era visitado apenas uma vez por ano, e apenas pelo sumo sacerdote. Esta arca, assim colocada no centro de todo aparato litúrgico, era considerado o objeto mais sagrado, e ninguém podia olhá-la diretamente e muito menos tocá-la, a não ser alguns poucos privilegiados. Continuar lendo
CARAPAÇA E COLUNA VERTEBRAL
O globalismo está na pauta do dia, e entre as projeções publicadas aqui e ali por inquestionáveis especialistas[1], podemos antever um futuro sombrio. Como viver na cova do leão e ainda permanecer íntegro?
Fonte: Le Chardonnet n° 367 – Tradução: Dominus Est
Sua descrição costumava ser, em parte, ficção científica, e em parte testemunhos sobre países totalitários: uma sociedade coletivista monitorada nos mínimos detalhes por uma inteligência artificial implacável, uma pressão social perniciosa para estabelecer a imoralidade na sociedade, etc. O mais preocupante é que não se trata de nos deixar uma escolha. Alguns estão até mesmo considerando abolir as eleições, visto hoje temos os meios para saber mais rapidamente o que a população[2] “deseja” as máquinas decidirão, sem nós, qual é a “nossa” vontade geral, e seremos fortemente convidados a obedecê-las para “obedecermos a nós mesmos” de uma forma mais espontânea e unânime… Um tanto abalados por estes projetos filantrópicos excessivamente invasivos, perguntamo-nos o que fazer. A sociedade reinicializada que querem nos impor apenas remotamente se assemelhará ao cristianismo, e poderíamos muito bem encontrar-nos como cristãos no ainda pagão Império Romano, forçados a viver à parte da imoralidade pública e dos falsos cultos. Mas em tal sociedade a jurisprudência acaba por se afirmar: christianum esse non licet. Então, como viver na cova do leão e ainda permanecer íntegro?
Onde está o limite?
Mais precisamente, até que ponto podemos ou devemos entrar no sistema, sob o risco de participar formalmente do pecado? A polêmica atual sobre a moralidade das vacinas é testemunha disso. Como saber em que momento permanecer no sistema é aceitar a Marca da Besta? E se permanecermos, quem nos garante que teremos força para parar no limite? A experiência das práticas revolucionárias já mostrou como é possível fazer com que almas zelosas abandonem sua fé, envolvendo-as cada vez mais em ações ambíguas. Se deixarmos nos levar por essa engrenagem, tudo se seguirá[3] .
Risco zero?
Uma primeira atitude para resistir consiste em recusar tudo. Não só o pecado, mas também tudo o que se assemelha à sua sombra, porque isso seria cooperar com o projeto globalista, e recusa-se “custe o que custar” [4]. Isso equivale a ver o pecado onde ele não existe. Ao não saber reconhecê-lo onde realmente está, determina-se um curso de ação que parece ainda mais seguro, visto ser mais difícil e exigente. E, no entanto, engana e dispensa a necessidade de formar um juízo para apreciar o bem e o mal (certo e errado). Supondo que um dia não possamos mais suportar tal disciplina, demasiadamente estrita e mal fundamentada, tudo sucumbirá. Há almas escrupulosas que acabam abandonando tudo por não poderem suportar as limitações que impuseram a sim mesmas. Continuar lendo
NOTA DE FALECIMENTO DO PE. JULIANO DE SOUZA, FSSPX
Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ontem, por volta das 21:55h, faleceu o padre brasileiro Juliano de Souza, FSSPX, Brasileiro, natural do Paraná, ordenado em 2017, em La Reja, por D. Tissier de Mallerais (veja aqui as fotos).
Pe. Juliano estava internado com meningite e teve uma complicação cardíaca. Ontem, não resistiu a uma cirurgia. Pela graça de Deus foi assistido pelos padres da FSSPX durante o período e recebeu todos os sacramentos para uma morte santa.
Eis a mensagem do Pe. Javier Conte, Prior da Colombia, onde o Pe. Juliano exercia seu apostolado:
Queridos Fieles:
Con una tristeza profunda pero con gran fe, les comunicamos que la Virgencita se llevó al Padre Juliano hoy a las 7:55 pm hora de Colombia. La dolorosa, de la que él había sido tan devoto se lo llevó a la eternidad en la víspera de su fiesta.
Queremos aplicarle las palabras que San Bernardo (su santo predilecto) pronunció ante la muerte de su hermano:
“Sabéis, hijos míos, qué profundo es mi dolor, qué dolorosa mi herida. Os percatáis claramente qué compañero tan fiel me ha abandonado en el camino por el que avanzaba, qué administrador tan sagaz, tan entregado a su trabajo y tan agradable en el trato. ¿No era él mi amigo más íntimo y yo su predilecto? Era hermano de sangre, pero más aún como monje. Lamentad, por favor, mi suerte, vosotros que sabéis todo esto. En mi debilidad él me llevaba; en mis cobardía, él me animaba; en mi dejadez y negligencia, él me estimulaba; en mis descuidos y olvidos, él me advertía.
¡Ojalá no te haya perdido, sino que simplemente te hayas adelantado! ¡Ojalá aunque sea tarde, pueda seguirte a donde quiera que vayas!”
Roguemos por el descanso eterno de su alma, y por el consuelo de sus familiares.
Que la Virgen Dolorosa lo cubra con su manto.Que Dios los bendiga
Padre Javier Conte +
Prior
Nossos mais sinceros pêsames à toda família, aos padres da FSSPX, fiéis e amigos que conviveram com ele. Agradecemos também todas as orações que foram feitas pelos que acompanhavam as notícias pelo nosso Canal no Telegram.
A Missa de Requiem poderá ser assistida aqui:
Que o Pe. Juliano possa interceder por todos nós e, junto a D. Lefebvre, por toda a FSSPX.
O VALOR DA SANTA MISSA – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido por ocasião do 16º Domingo depois de Pentecostes, no Priorado São Pio X de Lisboa.
AJUDEM-NOS, PARTICIPEM, O SORTEIO É NESSE MÊS: “AÇÃO ENTRE AMIGOS” DE UM BELÍSSIMO ORATÓRIO – 2021
Prezados amigos, fiéis, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ajudem-nos participando de mais uma Ação em prol da “Campanha de nossa Capela (FSSPX Ribeirão Preto)”, para honra e glória de Nosso Senhor e de Sua Santa Igreja, e por isso contamos com sua generosidade.
Trata-se de uma “Ação entre amigos, fiéis, leitores e benfeitores”, onde sortearemos esse belíssimo conjunto de oratórios (do Sagrado Coração de Jesus, do Imaculado Coração de Maria e de São José – fabricados pelo Ateliê São José) aos que quiserem e puderem nos ajudar.
Cada oratório mede 40cm de altura x 14cm de largura x 5cm de profundidade. Um trabalho incrível!
O VALOR DE CADA NÚMERO É DE R$20,00.
Para isso, é necessário que:
1 – Escolham o(s) número(s) desejado(s) entre 1 e 1000 (que estão disponíveis NESSA PLANILHA);
2 – Façam o depósito/transferência (não há PIX) do valor correspondente à quantidade de números que estão comprando na conta abaixo (também pode ser feito nas lotéricas):
ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA E CULTURAL SÃO PIO X
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência. 1374
Conta Poupança: 401124-3 (Operação: 013)
CNPJ: 09.385.198/0001-43
3 – Enviem o comprovante, os dados do benfeitor (Nome, Cidade e Telefone) junto com o(s) número(s) escolhido(s) para o email: capela@catolicosribeiraopreto.com
4- Aguarde a confirmação.
O sorteio será após a Missa do dia 26/09 e será feito pelo padre responsável pela nossa Missão.
Se quiserem saber mais sobre a Campanha de nossa capela, clique aqui.
Os que, por ventura, não puderem adquirir seu(s) número(s), pedimos que, por caridade, rezem por nós, pela intercessão de São José e Nossa Senhora, a quem tanto pedimos.
Aproveitamos esse post para agradecer a todos que sempre colaboram generosamente conosco nessa Campanha, muitos até anônimos. Que Nossa Senhora e São José possam os recompensar de alguma forma.
MISSA DO XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
A IDÉIA É SUPERIOR À REALIDADE?
“Todos iremos para o céu, quer sejamos ladrões, assassinos, mentirosos, etc.” Tal conceito de santidade ou santificação é um verdadeiro afronta a Deus. É querer fazer de Deus cúmplice das injustiças.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
De um lado, os idealistas respondem afirmativamente. Para eles – quer dizer, infelizmente para um bom número de nossos contemporâneos – a ideia (o conceito) prevalece sobre a realidade (o fato, a verdade). É necessário, portanto, submeter a realidade à ideia concebida ou preconcebida. Do outro lado, os realistas respondem negativamente. Isso, dizem eles, é uma questão de simples bom senso, a realidade tem uma preeminência sobre a ideia, que dela deriva sua origem. O que devemos pensar sobre isso? Qual é a consequência em nossa vida espiritual?
O homem inteligente
O homem não nasce com suas idéias/conceitos infusos. Ao nascer, seu espírito é virginal, tabula rasa (literalmente: uma folha de papel em branco). No decorrer de sua vida, seu espírito será marcado, moldado, “instruído” (no sentido de uma “impressão sensível”) apenas pela experiência. Graças ao seu poder cognitivo, o homem compreende a natureza das realidades que o cercam: seja pela abstração, seja pelo raciocínio (julgamento), ou finalmente pela simples adesão da inteligência.
A inteligência humana compreende a natureza das coisas através de uma operação que lhe é própria, a abstração. Ela desenvolve, em seguida, um conceito, uma ideia da realidade (coisa) considerada. Por ideia ou conceito nos referimos à realidade (a coisa) como é conhecida pela inteligência. A inteligência, portanto, capta as realidades externas por meio de conceitos ou idéias. Também pode passar de uma ideia para outra, graças ao raciocínio. A ideia tem sua origem na realidade, na experiência. A verdadeira ideia é aquela que está de acordo com a natureza da coisa. É por esta razão que a verdade é definida, por Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, como sendo a adequação da inteligência à realidade, isto é, a conformidade do conceito, da ideia à realidade, à natureza das coisas. Para ser verdadeira ou objetiva, a inteligência humana deve estar submissa à realidade e não o contrário: humildade, essa é verdade! Continuar lendo
CATECISMO EM VÍDEO – AULA 48: NOSSO SENHOR SOFREU EM TODOS OS SEUS BENS
A BARBA E OS JOELHOS


O capitão Haddock não consegue pregar os olhos de noite. Foi-lhe feita uma pergunta embaraçosa: ele dorme com a barba abaixo ou acima do cobertor? Uma comparação com a saia: acima ou abaixo do joelho?
Fonte: Le Parvis n ° 112 – Tradução: Dominus Est
A barba pode levantar sérias questões. Na Coke en stock (As aventuras de Tintim), o capitão Haddock não consegue pregar os olhos de noite. Foi-lhe feita uma pergunta embaraçosa: ele dorme com a barba abaixo ou acima do cobertor? O joelho é uma articulação maravilhosa e muito útil, embora sem nenhuma beleza especial. Felizmente, as moças não têm barba, o que lhes permite dormir tranquilamente sem estas considerações. Mas elas têm joelhos. E é pela manhã que surge o dilema: saia acima ou abaixo do joelho? O joelho, como já dissemos, nada tem de estético. Mas a voz do mundo e a voz da Igreja discordam sobre o que é conveniente sobre tal assunto. Saber onde está o bem não basta para vencer a batalha.
Tudo isso para apresentar este pequeno testemunho: Continuar lendo
A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES

Se a nova missa é “fecunda” e “legítima”, por que recusar seu uso exclusivo? Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja…
Fonte: La Porte Latine – Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues da Cunha
Amicus Plato, sed magis amica veritas. “Sou amigo de Platão, mas mais amigo da verdade”. Se por um lado lastimamos sinceramente um motu proprio que revoga quase todo direito de cidadania à liturgia tradicional, por outro lado não podemos deixar de notar o caráter paradoxal das reações dos institutos “ex-Ecclesia Dei”.
A reação mais emblemática é, sem dúvida, a do padre Paul-Joseph, Superior do Distrito francês da Fraternidade São Pedro. Numa entrevista à Famille Chrétienne, ele disse que “a Fraternidade São Pedro nunca rejeitou o Concílio Vaticano II. Para nós, ele não contém dificuldades fundamentais, mas unicamente demanda esclarecimentos acerca de determinados pontos, que nós interpretamos à luz da tradição da Igreja tal como preconiza Bento XVI”. Disse também que “jamais colocamos em dúvida a validade e a fecundidade do missal de Paulo VI”.
Essas palavras nos lembram que, diferentemente do que alguns pensam, as posições da Fraternidade São Pedro sobre o Concílio e a missa nova são completamente diferentes das posições da Fraternidade São Pio X.
A Fraternidade São Pio X afirma que no Concílio e no ensinamento dos papas pós-conciliares há erros, que se colocam em descontinuidade em relação à doutrina católica de sempre. Por exemplo, a liberdade religiosa, o ecumenismo, a colegialidade, citando apenas os pontos mais importantes. A Fraternidade São Pedro reduz tudo isso a um problema de interpretação e de esclarecimentos a serem dados. Continuar lendo
MISSA PONTIFICAL PELA FESTA DE SÃO PIO X, REZADA POR S.E.R D. FELLAY, EM SUMARÉ/SP
MORTE DO PADRE DOMINIQUE BOURMAUD, FSSPX

Confiamos vossas orações pelo repouso da alma do
Padre Dominique BOURMAUD
falecido piedosamente aos 62 anos e em seu 41º ano de sacerdócio, neste sábado, 4 de setembro de 2021, primeiro sábado do mês, assistido pelos sacramentos de nossa Santa Madre Igreja.

Nascido em 10 de outubro de 1958, foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1981 por Mons. Marcel Lefebvre.
Foi nomeado primeiramente para Madrid, onde trabalhou até 1983.
Foi então professor em Ridgefield, depois em Winona (Estados Unidos). Em 1993, trabalhou alguns meses na escola Sainte-Marie (Saint-Malo), antes de ser novamente nomeado professor do Seminário, primeiro em La Reja, de 1994 a 1997, depois em Goulburn, até 2009.
Em seguida, retornou aos Estados Unidos: colaborador de longa data em Kansas City (Missouri), tornou-se prior de Saint Louis (Missouri) em 2018, antes de colaborar novamente no apostolado do Priorado de Kansas City, a partir de 2020.
Ardente pregador dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, tanto em espanhol como em inglês, Pe. Bourmaud é também autor da obra Cem anos do Modernismo, genealogia do Concílio Vaticano II, publicada pelas Edições Clovis em 2003.
R.I.P.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO
Reunidos no dia 31 de agosto passado em Courtalain, doze superiores das comunidades Ecclesia Dei assinaram uma carta na qual manifestaram suas reações ao recente motu proprio Traditionis Custodes, do Papa Francisco. Muito obrigado, Santo Padre?…
Fonte: La Porte Latine – Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues da Cunha
Inquietos com a ideia de que seus Institutos estejam sujeitos a visitas apostólicas disciplinares, que poderão chegar a lhes retirar a possibilidade de celebrar a missa segundo o rito de São Pio V, os signatários da cartaafirmam sua adesão ao Magistério do Vaticano II e subsequente, e se voltam aos bispos da França, para implorar por paciência e ouvidos, por compreensão e por misericórdia – num diálogo verdadeiramente humano. Nenhuma palavra acerca da nocividade intrínseca da nova missa de Paulo VI. Nenhuma palavra acerca dos frutos amargos do Concílio. Nenhuma palavra acerca da aceleração lamentável da crise da Igreja sob o Papa Francisco. E a comunhão aos divorciados recasados? E o escândalo da Pachamama? Essa diplomacia, se considerarmos tal carta como diplomacia,está muito próxima da ingenuidade ou da inconsequência, quando não da hipocrisia. O que dirão os pobres e bravos fieis que frequentam tais Institutos?…
Que pedem, de fato, todos esses superiores gerais? Pedem a liberdade, a liberdade de continuar celebrando o rito da missa antiga, no meio de todos aqueles que celebram o rito da missa nova. Ora, tal liberdade é impossível. E o que é chocante, ao se ler essa carta, é a ausência de qualquer referência à verdade subjacente: a oposição essencial que impede o novo rito da missa de Paulo VI de coabitar pacificamente com a missa de sempre.
Por que tal oposição? Repitamos a evidência: a lei da oração é expressão da lei da fé. Ora, o novo rito da missa de Paulo VI é a expressão de uma nova fé, em oposição à antiga. Dom Lefebvre apontou isso várias vezes, notavelmente em sua homilia nas ordenações sacerdotais de 29 de junho de 1976: “Temos a convicção que esse rito novo da missa exprime uma nova fé, uma fé que não é a nossa, uma fé que não é a católica. Essa nova missa é um símbolo, uma expressão, uma imagem de uma fé nova, de uma fé modernista. Esse rito novo, subentende – se posso dizer – supõe uma outra concepção da religião católica, uma outra religião”. Continuar lendo












