
A foto de um crucifixo viralizou rapidamente após sua publicação em 26 de julho. Essa cruz estava localizada no epicentro de um incêndio que devastou as florestas da Gironda. Intacta em meio às árvores carbonizadas, esse belo crucifixo foi preservado, gerando comentários espontâneos sobre um “milagre” nas redes sociais e na imprensa.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Tirada em 26 de julho pelo fotojornalista Patrick Bernard, essa foto do crucifixo em Saumos despertou entusiasmo imediato. Muitos a viram como um milagre, um sinal do Céu e um sinal de esperança, e recordaram a vitória de Cristo sobre o inferno.
Esse entusiasmo e fervor de fé não foram bem recebidos pelo clero de Bordéus. O site da Diocese de Bordéus publicou um artigo do Padre Clément Barré, que se opôs à descrição do evento como um milagre. Ele escreveu:
“Se afirmarmos que Deus interveio para poupar esse crucifixo, estamos simultaneamente afirmando que Ele não interveio pelas casas, pelas florestas, pelos animais, pelos bombeiros mortos ou feridos e por aqueles que perderam tudo. Um Deus que salvasse a sua imagem e deixasse as suas criaturas queimarem não seria o Pai de Jesus Cristo. Seria um ídolo, zeloso da sua madeira e indiferente à carne.”
Essa é uma linha de raciocínio estranha. Deduzir, a partir de um ato milagroso, uma vontade divina — ou, pelo menos, uma passividade — de Deus em relação a outras criaturas é, no mínimo, estranho. Para demonstrar isso, vamos citar alguns exemplos que falarão mais alto do que uma refutação lógica em boa e devida forma. Continuar lendo




















