A BESTIALIDADE DA “CIVILIZAÇÃO” LAICA

La bestialità della “civiltà” laica

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

O objetivo da revolução é o naturalismo político, que ela entende sob o nome de civilização moderna, de emancipação do Estado em relação à Igreja, da autonomia do poder secular. Ora, o naturalismo político, ao libertar a sociedade dos laços da religião, não reconhece outro fim ao homem senão a bem-aventurança da vida presente no gozo dos bens materiais; e, portanto, não pode ter outro propósito senão o de obter e aumentar a riqueza…

Ao indivíduo transgressor é reservado o inferno; à sociedade, que vive apenas no tempo, é retribuída a pena correspondente na vida presente. Qual será esse castigo? Per quae peccaverit homo, per haec et punietur; é um castigo que afeta não apenas os indivíduos particularmente, mas também os Estados. A sociedade pretendia, por essa via, alcançar uma perfeição muito elevada; e, pelo contrário, precipita-se vertiginosamente, até igualar a condição dos brutos. E, verdadeiramente, o que constitui o bruto? Não ter outra regra em suas ações senão o instinto sensível. A isso se reduz a sociedade, considerando o prazer como o fim supremo do homem. A besta tende ao prazer… o homem social do progresso moderno tende ao prazer. Se há alguma diferença, dada a luz da razão com que o homem é dotado, tal diferença volta-se, na verdade, contra ele. Pois o bruto, incapaz de se controlar, é governado em seus apetites pela arte divina, que estabelece medida e limites aos instintos animais. Mas o homem, que pelo dom celestial do intelecto e da vontade estava destinado a cumprir tal tarefa em si mesmo, torna-se horrivelmente desordenado, caindo a mercê de seus sentidos, totalmente desenfreado. Continuar lendo →

REDENTORISTAS TRADICIONALISTAS EMITEM CARTA ABERTA PARA “REPUDIAR A IGREJA SINODAL”

Imagem em destaque

Fonte: LifeSiteNews – Tradução gentilmente cedida por uma leitora

Os Filhos do Santíssimo Redentor, uma Congregação católica tradicionalista sediada em Papa Stronsay, na Escócia, publicaram uma Carta Aberta “aos Bispos, Padres, Religiosos e Fiéis Católicos” após seu Capítulo Geral.

A comunidade – frequentemente chamada de “Redentoristas Transalpinos” – foi fundada pelo Pe. Michael Mary Sim em 1987, sob os auspícios de D. Marcel Lefebvre e da Fraternidade São Pio X, com o incentivo do Cardeal Édouard Gagnon. Ela reconciliou-se com o Vaticano em 2012 e trabalha nos EUA e na Nova Zelândia.

Em julho de 2024, os Redentoristas foram obrigados por D. Michael Gielen (Bispo local) a deixar a Diocese de Christchurch em 24 horas. A comunidade negou as acusações feitas por Gielen e entrou com medidas canônica contra a ordem de despejo.

A Carta Aberta não indica se eles pretendem retornar ao trabalho com a Fraternidade São Pio X ou se seguirão outro caminho. A declaração e sua introdução estão abaixo.

Esta história ainda está se desenvolvendo… Continuar lendo →

CAIRÁ A MALDIÇÃO DE D. ÁLVARO SOBRE LEÃO XIV?

Fonte: InfoVaticana

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Entre os pedaços singulares da espiritualidade interna do Opus Dei, há uma frase que não procede de “são” Josemaria, mas de seu primeiro sucessor, Álvaro del Portillo. E não se encontra em homilia alguma, nem em texto de governo, mas em uma carta privada de 30 de junho de 1975, apenas quatro dias após a morte do fundador.

Nessa carta, que era o testamento de fidelidade para os membros da Obra, del Portillo escreveu uma súplica que com o tempo se tornaria célebre, e que Opuslibros [1] relembrou num artigo recente, escrito por Darian Veltross:

“E rogo também que se, no decorrer dos séculos, alguém – não ocorrerá, estamos certos – quiser perversamente corromper esse espírito que nosso Padre nos legou, ou desviar a Obra… que o Senhor o confunda e lhe impeça cometer esse crime, causar esse dano à Igreja e às almas.” Continuar lendo →

UMA PANDEMIA DE DESESPERO

Eles não estão brincando, os evangélicos estão de fato partindo para o momento em que a teologia do domínio tentará chegar ao poder político' (João Cezar de Castro Rocha)

Por Dardo Juán Calderón

Fonte: Adelante la Fe

Perante a – em princípio inexplicável e aparentemente surpreendente – condescendência na proliferação de condutas pervertidas em ambientes religiosos, surpreendentemente especial na Igreja Católica, devemos lembrar que uma geração marcada pela falta de compromisso pessoal, pela falta de amor, iria afetar a Igreja desde um mundo corrompido (ao qual o Concílio Vaticano II dá boas vindas e compreensão), degenerando em uma tempestade de sentimentos impuros, que já reinavam gordos nas nações e que hoje mostram, no clero católico, a ponta de um iceberg que vinha congelando há muito tempo.

Os agnósticos estudiosos dos fenômenos sociais já o viam nesse mundo tão louvado pelos padres conciliares, e a definição de desespero, de falta de esperança, era a chave que encontravam. “Se ao menos pudesse sentir algo!”, é a fórmula de Lipovetsky para expressar o que chama de “novo desespero”. E segue desvelando tal desespero como “um mal-estar difuso que tudo invade, um sentimento de vazio interior e de absurdidade da vida”. Agrega Christopher Lasch: “os indivíduos aspiram cada vez mais a um desapego emocional, em razão dos riscos de instabilidade que sofrem, atualmente, as relações pessoais”, o que define como “a fuga ante o sentimento”. Não escapa a esses autores nenhum dos fenômenos que essa personalidade traz consigo, acentuando o lugar que o “sexo” ocupa nesse homem desesperado. “A liberação sexual, o feminismo e a pornografia, apontam ao mesmo fim: levantar barreiras contra as emoções e deixar de lado as intensidades afetivas”: é a aparição do cool sex, das relações livres, a condenação dos ciúmes e da possessividade, “trata-se de fato de esfriar o sexo”, “não somente para proteger-se das decepções, mas também para proteger-se dos próprios impulsos que ameaçam o equilíbrio interior”. O homossexualismo é a realização total desse desprendimento de compromisso afetivo, é em si mesma e conaturalmente uma relação sem futuro possível e até com um enorme dose de desilusão (ou melhor, repugnância) imediata ao ato de prazer, que apenas uma grande intervenção artificial das ciências (medicina, direito positivo, publicidade) consegue ocultar de seu decurso desagradável. “Uma temporada no inferno”, descreverá Rimbaud e “De profundis”, Oscar Wilde. Verlaine sangrará poemas de arrependimento no limite do desespero. Entendemos que como em Judas, possa, para aprofundar a tragédia, coexistir um fio de Fé com o desespero, mas a única explicação para que homens da Igreja amparem – e, por isso, promovam – tal abismo de amargura existencial é produto de eles mesmos sofrerem a mesma deformação por perda das virtudes teologais. E o que expressam é autocompaixão. Continuar lendo →

OPUS SEM ALIADOS, ROMA, E O LEITE DERRAMADO

opus dei

Fonte: Infovaticana

MAIS SOBRE O OPUS DEI, CLIQUE AQUI, AQUI E AQUI.

Já está claro dentro do Opus Dei. Tão claro, que o próprio prelado manda, a seus fiéis, cartas com mensagens cifradas: venha o que vier de Roma, seguirão fazendo o que lhes der gana. Traduzido à linguagem curial, soa piedoso: “Nada muda no espírito, nas normas de piedade e nos costumes de família”. Mas quem sabe ler entrelinhas entende a mensagem: aconteça o que acontecer no Vaticano, continuaremos sendo os mesmos. O que, no fundo, equivale a dizer que farão o que lhes der na telha.

A ironia é que tudo o que acontece agora – a iminente mutilação jurídica, a perda de poder interno, a indiferença de Roma – é o preço de décadas de docilidade, de prudência malcompreendida, de confundir fidelidade com submissão e fé com comodidade [nota do editor: e de achar que o Papa Francisco gostava de bajuladores]. O Opus Dei prestou, talvez sem saber, um serviço monumental ao progressismo eclesial: o de anestesiar boa parte dos católicos fiéis em uma obediência sem alma, em uma espiritualidade burguesa, em um cristianismo burocrático, perfeitamente domesticado. Continuar lendo →

O OPUS DEI, PRESTES A DEIXAR DE EXISTIR?

propuesta de nuevos Estatutos del Opus Dei

Fernando Ocáriz entrega ao Papa Leão XIV a proposta de novos Estatutos do Opus Dei.

Fonte: Infovaticana

Em Roma e na sede do Opus Dei ninguém nega mais: os novos estatutos, cuja aprovação por parte da Santa Sé estima-se iminente, presumem a ruptura definitiva da estrutura original concebida por “São” Josemaria. As fontes consultadas dentro da Cúria e da própria Obra dizem que o texto está fechado e que sua promulgação é questão de semanas.

Uma divisão em três partes

Os novos estatutos, elaborados após a entrada em vigor do motu próprio Ad charisma tuendum (2022) e adaptados à nova versão do Código de Direito Canônico, dividirão o Opus Dei em três realidades jurídicas distintas:

  • Uma prelatura clerical, que agrupará unicamente os sacerdotes numerários nela incardinados, conforme o novo marco canônico.
  • A Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, reformulada para integrar os sacerdotes diocesanos que desejem associar-se espiritualmente com o carisma fundacional.
  • Uma associação pública de fieis, que reunirá os laicos – numerários, agregados, supernumerários e cooperadores – até agora vinculados à prelatura.

Na prática, isso implica que o Opus Dei deixará de existir como unidade jurídica e espiritual. O nome pode continuar a ser usado por conveniência, mas já não designará um único corpo orgânico, e sim três entidades autônomas com personalidade e governo próprios. Continuar lendo →

TONSURA, ORDENS MENORES E SUBDIACONATO NO SEMINÁRIO DE LA REJA – 2025

No sábado, 11 de outubro de 2025, Festa da Maternidade da Santíssima Virgem, D. Bernard Fellay conferiu diversas Ordens no Seminário Nossaa Senhora Corredentora: Tonsura, as quatro Ordens menores e o Subdiaconato, para um total de 17 seminaristas.

É muito raro encontrar tantas ordens conferidas juntas em uma única cerimônia. D. Fellay conferiu a Tonsura pela primeira vez a 8 seminaristas do segundo ano: 3 argentinos, 2 brasileiros, 1 mexicano e um dominicano (da República Dominicana).

Em seguida, ele ordenou as quatro Ordens menores. Dois seminaristas do terceiro ano foram ordenados às “primeiras” Ordens menores: as Ordens de Porteiro e Leitor: 1 do Chile e 1do México.

Dois outros seminaristas, no primeiro ano de teologia, foram ordenados às “segundas” Ordens menores, as Ordens de Exorcista e Acólito. Ambos são argentinos.

Por fim, o D. Fellay ordenou 5 seminaristas do quinto ano à primeira grande Ordem, o Subdiaconato — 1 argentino, 1 australiano e 3 mexicanos — uma Ordem que marca o ponto sem retorno no caminho para o altar. O Subdiácono se compromete com a castidade perpétua e, a partir de então, será encarregado de recitar o breviário, a oração contínua de Cristo na Terra.

Esses 5 seminaristas já haviam assumido um compromisso definitivo com a Fraternidade São Pio X na manhã da cerimônia de ordenação.

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A FSSPX conta atualmente com (alguns números aproximados):

  • 2 Bispos
  • 707 sacerdotes
  • 137 Irmãos
  • 200 Irmãs em 28 casas [“Relacionadas” à FSSPX: 183 professas e 14 noviças]. As freiras ajudam em 15 escolas e administram outras 4. Estão presentes também em muitos Priorados e em duas residências para idosos em Brémien Notre-Dame, na França, e na Maison Saint-Joseph, na Alemanha.
  • 19 Irmãs Missionárias do Quênia
  • 80 Oblatas
  • 250 Seminaristas e 80 pré-seminaristas

Está presente em 37 países e visita regularmente outros 35.

Mantém:

  • 1 Casa Geral
  • 14 Distritos e 5 Casas Autônomas
  • 4 Conventos Carmelitas
  • 6 Seminários
  • 167 priorados
  • 772 centros de missa
  • Mais de 100 escolas (do Ensino Básico ao Médio),
  • 2 universidades
  • 7 casas de repouso para idosos
  • Numerosas Ordens Latinas e Orientais tradicionais amigas em todo o mundo

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Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

FOLHEANDO UM LIVRO DE 60 ANOS ATRÁS

A Declaração do Vaticano II sobre Liberdade Religiosa está em continuidade com o Magistério anterior? Eis a opinião de um teólogo favorável à época do Concílio. 

Fonte: Lettre à nos Frères Prêtres, n°107 – Tradução: Dominus Est

O Pe. Guy de Broglie (1889-1983) foi um sacerdote da Companhia de Jesus, autodeclarado discípulo de Santo Tomás e professor de teologia no Instituto Católico de Paris e na Universidade Gregoriana de Roma. Em 1964 e 1965, quando se discutia a Declaração do Concílio Vaticano II sobre a Liberdade Religiosa (promulgada em 7 de dezembro de 1965), ele publicou duas obras sobre o assunto, das quais se mostra um fervoroso defensor. É, portanto, ainda mais interessante reler, 60 anos depois, algumas passagens de sua segunda obra, intitulada Questões cristãs sobre a liberdade religiosa (1). Continuar lendo →

AS ORAÇÕES DAS MÃES

Uma pequena cidade italiana deu, em 50 anos, 500 vocações à Igreja. Graças a uma prática muito simples… 

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O que Nosso Senhor Jesus Cristo pode recusar a Maria, sua mãe? Absolutamente nada. Porque, precisamente, ela é sua mãe, de pureza imaculada. Ele não pode recusar nada a ela porque Ela própria nada recusou ao seu divino filho. Ela se uniu ao seu sacerdócio e ao seu sacrifício desde a Anunciação até os pés do Calvário. Virgem fiel, ela se uniu à sua oração de adoração e expiação.

Sem dúvida, a Santíssima Virgem Maria apressou a vinda do Messias. Imaculada em sua fé e em seu amor, ela possuía uma acuidade muito particular das Escrituras. Ela sabia que o Messias não demoraria a chegar, agora que o cetro de Judá havia sido tirado dos descendentes do rei Davi, agora que as 70 semanas de anos anunciadas pelo profeta Daniel antes da chegada do Salvador haviam sido cumpridas. Maria, em sua oração, implorava a Deus que enviasse urgentemente aquele que salvaria os homens do pecado. As súplicas da Santíssima Virgem foram ouvidas. Elas tocaram o coração de Deus: o Salvador então encarnava-se no ventre desta Virgem. Ele é sacerdote e rei. É ele que sela uma nova aliança em seu sangue para a remissão dos pecados.

A oração de uma mãe acelerou os decretos do Céu. Continuar lendo →

UM ANO DA MORTE DE D. TISSIER

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Nesse aniversário de falecimento, colocamos aqui alguns excelentes textos de, e sobre, nosso querido Bispo S. E. R. D. Tissier de Mallerais.

COMUNICADO OFICIAL DOS SUPERIORES DA FSSPX SOBRE O FALECIMENTO DE D. BERNARD TISSIER DE MALLERAIS

BELÍSSIMO SERMÃO DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX NO FUNERAL DE D. TISSIER

D. TISSIER DE MALLERAIS, OU, A CONFIANÇA DE UM FILHO

POR QUE AMO A FSSPX? – POR D. TISSIER DE MALLERAIS

D. TISSIER DE MALLERAIS: CONTRA A HERMENÊUTICA DA CONTINUIDADE NA DIGNITATIS HUMANAE

SERMÃO DE D. TISSIER DE MALLERAIS

A IGREJA CONCILIAR SUBSISTE

ESTO VIR

ROMANOS ATÉ O PESCOÇO 

A LEGITIMIDADE E O ESTATUTO DE NOSSOS TRIBUNAIS 

RELEMBRANDO A PEREGRINAÇÃO DA FSSPX A ROMA PELO ANO JUBILAR – 2025

Com 8.000 peregrinos em 2025, a terceira Peregrinação Jubilar a Roma pelo Ano Santo, organizada pela FSSPX, de 19 a 21 de agosto, testemunhou, assim como as anteriores, a mesma rejeição da Roma de tendência neomodernista e o mesmo amor inabalável pela Roma eterna (Igreja Católica).

Esse pequeno vídeo apresenta uma visão geral de toda essa Peregrinação e permitirá aos que o assistem compreender, em apenas alguns minutos, o poder e a graça do ano jubilar.

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Para assistir e ler o Sermão de D. Davide Pagliarani durante a Peregrinação, clique aqui.

Aqui estão muitas fotos do

QUEM VAI ARRUMAR A MESA?

A MESA DA FAMÍLIA: AUTORIDADE E AMOR | DOMINUS EST

Irmãs da FSSPX

Em uma família, as crianças não são como hóspedes de um hotel onde tudo lhes é servido. É essencial que participem das tarefas da família, e a primeira que vem à mente, por ser uma atividade diária simples, é pôr a mesa. Essa é até uma das primeiras tarefas que as crianças podem cumprir e terão orgulho de que as julguemos capazes de pôr a mesa.

Talvez os pais temam que os mais pequenos acabem por quebrar a louça. O risco não é tão grande. Veja como estão ansiosos para provar-lhes que são dignos da confiança que lhes foi dada. As crianças sabem como prestar atenção e ter cuidado quando necessário. Não é melhor correr esse risco mínimo de um vidro quebrado do que arriscar transformar os filhos em criaturas egoístas, pouco dispostas a prestar serviços? Se necessário, é possível utilizar pratos de plástico no início de seu aprendizado. Continuar lendo →

ATO HERÓICO DE CARIDADE

O maior cemitério do Rio de Janeiro tem a extensão de 3 Maracanãs – Diário  da Guanabara

Fonte: Bulletin Hostia (SSPX Great Britain) – Tradução: Dominus Est

O Ato Heroico de Caridade é uma oferta, um oferecimento voluntário de todas as obras pessoais de satisfação que possamos realizar durante nossas vidas, e de todos os sufrágios que possamos receber após nossa morte, para serem aplicados ao alívio das almas do Purgatório. Colocamos tudo nas mãos da Bem Aventurada Virgem, rogando-lhe que as disponha como lhe aprouver em favor dos fiéis defuntos. Embora esta oferta tenha sido aprovada por vários Papas e enriquecida por muitas indulgências, algumas objeções foram feitas a ela, conforme considerado nos parágrafos a seguir.

Alguns relutam em abrir mão de todo o controle de suas riquezas espirituais, dispondo tudo às almas sofredoras, e imaginam que chegarão ao seu julgamento de mãos vazias. Mas esse raciocínio é falso. Uma simples explicação do ensinamento da teologia sobre este ponto será suficiente para nos assegurar que nada perderemos, mas, na realidade, muito ganharemos com esta prática sagrada. Cada uma de nossas boas obras, realizada em estado de graça, normalmente possui um triplo valor aos olhos de Deus: Continuar lendo →

AS DUAS DEMOCRACIAS

Democracia: conceito, tipos, exemplos e origem - Brasil Escola

Jean Madiran

Fonte: Permanencia

A clássica e a moderna

Existem duas democracias, uma que nós designamos como clássica, outra moderna. Desta distinção reivindiquei, há mais de vinte anos, não tanto a propriedade, pois as idéias são de quem as adota e ninguém é dono delas, mas a responsabilidade inicial. Essa distinção foi proposta em nossos escritos anteriores, mas queremos completar alguns pormenores e retificá-la aqui e ali. 

A reflexão sobre esse tema tem nos acompanhado desde a mocidade, como também o tem a todos os da nossa geração que, se por um lado conheceram a democracia desde o berço, nunca a consideraram um fenômeno natural, um imperativo categórico, um fato definitivamente encerrado, mas antes como um estímulo incômodo ao pensamento político e à reação. Essa reflexão não ficou inerte, mas, desde o momento em que começamos a expô-la, as sucessivas modificações que sofreu não consistiram em variações doutrinais no tocante aos princípios, mas em desenvolvimentos mais ou menos empíricos quanto à sua formulação. 

Clássica é a democracia que sempre ou quase sempre existiu, e que igualmente poderíamos chamar, num sentido relativo, de eterna: ela é um modo de designação dos governantes. A designação dos governantes pelos governados, segundo diversos sistemas eleitorais, é algo que figura em todas as épocas da histórica, com maior ou menor extensão. Variam os tempos e os lugares, e sempre se elegeram bispos, reis, magistrados, presidentes, ditadores. O número e a qualidade dos eleitores variavam, pois sempre existiram regimes “mistos”, combinando em proporções diversas o sistema democrático com o sistema aristocrático. Quando aparece sem mistura, a democracia clássica consiste em não haver nenhuma autoridade política na cidade cujo titular não seja, direta ou indiretamente, designado por um tempo limitado pelos cidadãos, que são os eleitores. 

A democracia moderna funciona como a democracia clássica. Aparenta ser a mesma coisa, mas não é: Continuar lendo →

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – OUTUBRO/25

Novena de Nossa Senhora do Rosário - Instituto Santo Atanásio

 Caros fiéis,

Quando os portugueses partiram pelos oceanos para explorar o mundo, não se deixaram levar pelos ventos nem pelo movimento das ondas; definiram as suas viagens de acordo com dados objetivos: a sua bússola e as estrelas. Da mesma forma, na jornada da sua existência, os católicos não podem deixar-se levar pelas modas mundanas ou pelas tendências da internet. Devem definir a sua atitude de acordo com a bússola da fé e os exemplos dos santos, que são estrelas no seu caminho. Este critério objetivo é a Tradição Católica, um conjunto de textos e práticas cuja unidade pode ser apreendida pelo estudo da história da Igreja.

Considerando essa harmonia ao longo dos séculos, não se pode deixar de admitir, sem cegueira ou má-fé, que o Concílio Vaticano II foi uma ruptura. Em 2000 anos de cristianismo, a Igreja nunca experimentou tantas reformas, tão profundas e tão distantes da Tradição. Vemos isso todos os dias; às vezes de forma particularmente escandalosa, como em 6 de setembro. Naquele dia, uma peregrinação LGBTQ+ pôde oficialmente entrar na Basílica de São Pedro. Antes, seus participantes haviam assistido a uma missa celebrada por um dos vice-presidentes da Conferência Episcopal Italiana. Este bispo dirigiu-se aos participantes: “Irmãos e irmãs, digo isto com emoção: é hora de restituir a dignidade a todos, especialmente àqueles a quem ela foi negada“. Uma declaração que foi recebida com longos aplausos. Em seguida, todos os participantes foram convidados a receber a comunhão. É interessante notar que o próprio bispo reconheceu a ruptura com a Tradição. O que era condenado torna-se permitido. O que era pecado torna-se virtude. Uma inversão verdadeiramente diabólica!

Nenhuma reação do Vaticano. Mas algumas reações notáveis de prelados honestos. Para o Cardeal Müller: “Eles profanaram o templo de Deus… abusaram da fé católica, da graça e do símbolo da Porta Santa para fins de propaganda, vivendo em aberta contradição com a vontade do Criador”. Continuar lendo →

01 DE OUTUBR0 – NOSSA SENHORA MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS

O que significa dizer que Maria é “corredentora” e “medianeira de todas as  graças”?

É festa instituída em 1921 pelo Papa Bento XV e que satisfaz sumamente a piedade mariana de nossos tempos em que, com insistência, vai-se considerando a estreita participação da Virgem Mãe de Deus no mistério de nossa redenção. Como consequência  de sua íntima associação à obra salvador, Ela é honrada e invocada como Medianeira de reparação entre a humanidade pecadora e o Divino Redentor, e a Medianeira das graças que nos foram merecidas com a Paixão de seu divino Filho.

Enquanto derramava seu Sangue por nós no alto do Calvário, Cristo nos deu Maria por Mãe, e se os tesouros da divina bondade se acham recolhidos no coração maternal de Maria Santíssima, aproximemo-nos confiadamente de seu trono, para que Ela obtenha copiosos para nossa vida, os dons divinos.

MARIA SANTÍSSIMA É A MEDIANEIRA DOS PECADORES PARA COM DEUS

MARIA MEDIANEIRA, CORREDENTORA E DISPENSADORA DE TODAS AS GRAÇAS – PARTE 1

MARIA MEDIANEIRA, CORREDENTORA E DISPENSADORA DE TODAS AS GRAÇAS – PARTE 2

NOSSA SENHORA: MEDIANEIRA JUNTO AO MEDIADOR

TOMADA DOS HÁBITOS E OBLAÇÃO NAS OBLATAS DA FSSPX, ENTRE ELAS UMA BRASILEIRA

Na Festa das Sete Dores de Nossa Senhora, Festa patronal das Oblatas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, ocorreu a cerimônia de tomada de hábito e primeira oblação na igreja de Saint-Antoine, em Monthey (Suiça).

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O dia 15 de setembro de 2025 foi um dia de grande alegria para o Noviciado de Santa Teresa de Lavey: uma noviça brasileira (Irmã Maria Paloma) fez sua primeira oblação, uma religiosa austríaca recebeu o hábito e outras oblatas renovaram suas oblações. Muitos convidados estiveram presentes na ocasião.

O segundo assistente da Sociedade, Pe. Christian Bouchacourt, responável pelas Oblatas, assitiu a cerimônia celebrada pelo Pe. Johannes Regele, Superior do Distrito da Áustria, assistido pelos Padres Michael Weigl e Emmerich Jeindl. Vários outros padres, irmãos, Oblatas da Polônia, Áustria e Suíça, bem como Irmãs da FSSPX também estiveram presentes.

Em seu sermão, o Pe. Johannes Regele evocou a bela vocação das Oblatas, que são particularmente ligadas à Mater Dolorosa e muito próximos da Cruz e, portanto, do Santo Sacrifício da Missa e dos sacerdotes. Esta é a sua grande missão para a Igreja. As Oblatas são chamados por Deus para serem uma bênção para toda a Igreja, a serviço da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

O pregador comparou a maneira como as candidatas respondem à sua vocação com a história de Abraão, explicando que o chamado de Deus é sempre um teste de confiança, humildade e também de coragem. Abrão teve que se entregar completamente à graça e à orientação de Deus. Ele foi chamado a permanecer aberto ao que Deus desejava lhe mostrar.

Ele concluiu com estas palavras: “Vocês podem ser instrumentos fracos, mas Deus é infinitamente forte, e isso é suficiente. Todos nós, inclusive os sacerdotes, devemos ser instrumentos de Deus, não obstáculos ou impedimentos. Caminhemos em sintonia com Deus e, acima de tudo, permaneçamos sempre fiéis à nossa vocação. Assim, como Abraão, seremos uma verdadeira bênção.”

Após a Missa, um almoço festivo foi oferecido aos convidados e familiares das Irmãs. Uma apresentação fotográfica apresentou a vida das Oblatas. O dia terminou com o canto das Vésperas e a Bênção do Santíssimo Sacramento.

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Sobre as Irmãs da FSSPX e a vocação religiosa feminina pode ser visto clicando aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

CONTRADIÇÕES MÚLTIPLAS

Um católico não tem saída: ou ele aceita o que a Igreja sempre ensinou e rejeita as novidades contrárias, ou aceita as novidades e rejeita o Magistério da Igreja.

Fonte: Courrier de Rome nº 689 – Tradução: Dominus Est

Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto. Em outras palavras, se uma proposição é verdadeira, então a proposição contraria é necessariamente falsa, e vice-versa. Isso é evidente. Se uma pessoa nega tal princípio, então ela afirma algo, a saber, que esse princípio é falso. Mas ao afirmar isso, ela rejeita a proposição contrária, ou seja, que esse princípio não é falso. Ela admite, portanto, que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo (1).

É em virtude desse princípio que todo católico é capaz de rejeitar certas proposições que contrariam o que é ensinado pelo Magistério da Igreja. Ora, acontece que, desde o Concílio Vaticano II, vemos contradições entre o que a Igreja sempre ensinou como pertencente à doutrina católica e o que os homens da Igreja ensinam hoje. Acabaremos por ter de negar o princípio da não contradição?

Aqui estão seis contradições. Continuar lendo →

AO TRABALHO!

Em todo retorno de férias, lembremo-nos de que o trabalho traz, junto com os frutos e lucros que dele se obtêm, a felicidade: um sinal de que Deus assim assim o deseja e traz a sua bênção.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Sabemos que o trabalho corresponde à vontade de Deus para o homem: Adão, o primeiro deles, é conduzido pelo Senhor Deus “ao jardim do Éden para o cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15). Assim como comer e beber, o trabalho traz, junto com os frutos e o lucro que dele se obtêm, a felicidade: um sinal de que Deus assim o deseja e traz a sua bênção.

No Antigo Testamento, os livros sapienciais frequentemente afirmam: “E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.“, diz Eclesiastes (3, 13). “Porque comerás do trabalho das tuas mãos: bem-aventurado és! E te irá bem”, diz o Salmo 127 ao pai de família. E no livro de Provérbios (cap. 31), a mulher forte — modelo da mulher judia, fiel a Deus e sábia no governo da sua casa — é elogiada pelo trabalho das suas mãos, desde o preparo das refeições até o governo das criadas, desde os negócios até as obras de misericórdia: “Dai-lhe graças pelo fruto do seu trabalho“! Continuar lendo →

A PSICOLOGIA ANALÍTICA DE JUNG É MAIS PERIGOSA QUE A PSICANÁLISE DE FREUD?

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Introdução

Carl Gustav Jung (1875-1961) demonstrou um grande interesse pela religião em geral, tanto a ocidental mas especialmente a oriental 1. Certamente, ele está longe do ateísmo de Freud e da sua opinião negativa sobre todas as religiões.

Contudo, se examinarmos atentamente o pensamento junguiano, encontramos aqui um espiritualismo gnóstico, alquímico e esotérico muito mais perigoso do que o pansexualismo freudiano, porque é mais dissimulado e pode se tornar mais facilmente uma armadilha para os católicos 2.

É preciso ter em mente que, se Jung, como Hegel, lança mão de conceitos cristãos, no entanto, dá a eles um significado substancialmente diferente da teologia católica 3.

Simbolismo e relativismo religioso de Jung

É um fato objetivamente constatável que Jung, embora dizendo-se cristão/protestante, relativiza todos os conceitos e dogmas cristãos em um conceito muito abrangente do “religioso”, no qual todas as religiões se equivalem.

Ademais, ele estuda as religiões na sua relação com a psique humana, que para ele é a consciência humana mais o inconsciente, não as estuda como uma doutrina dogmático-moral objetiva porque, no tocante ao problema da sua objetividade e realidade, ele se declara agnóstico.

Ele justifica o seu agnosticismo relativista servindo-se da filosofia kantiana, segundo a qual o homem não pode conhecer a coisa em si, mas apenas como ela lhe aparece depois de lhe ter aplicado as suas categorias subjetivas — o a priori de Kant ou, para Jung, a nossa estrutura psíquica. Assim, supondo-se que Deus exista, sem poder prová-lo, não podemos conhecer a sua existência objetiva, mas apenas como o representamos graças aos símbolos que a psique humana forma dele. Continuar lendo →

“NÓS O INCITAREMOS AO CISMA!”

Tal como a Revolução, o pós-Concílio redefine o bom cidadão da Igreja.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em um testemunho publicado em 2009, pouco antes da sua morte, D. Jacques Masson(1) (1937–2010) relatou que o seu bispo, D. Jacques Ménager, furioso com a sua colaboração à obra de D. Lefebvre, exclamou durante uma entrevista acalorada com ele em 1971: “D. Lefebvre é um integrista, fez de tudo para sabotar o Concílio. Diz que é fiel ao Papa, mas desobedece a Paulo VI: recusa-se a celebrar a missa nova. Pois bem! Veremos até onde irá a sua fidelidade ao Papa: faremos com que o Papa Paulo VI proíba a Missa de São Pio V: ou ele obedecerá ao Papa celebrando a missa nova, ou nós o incitaremos ao cisma(2)!”

D. Ménager foi bispo auxiliar de Versalhes, bispo de Meaux, depois arcebispo de Reims, presidente da Comissão Francesa “Justiça e Paz” (!) do episcopado francês quando esta foi criada em 1967.

O episódio tem o mérito de mostrar que quanto mais se prega a abertura e o diálogo, mais se abrem as hostilidades. Continuar lendo →