FESTA DA VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Festa da Visitação de Nossa Senhora - 31 de Maio

Exsurgens Maria, abiit in montana cum festinatione, in civitatem Iuda —“Levantando-se Maria, foi apressadamente às montanhas, a uma cidade de Judá” (Lc 1, 39)

Sumário. Afiguremo-nos ver Maria Santíssima que, partindo de Nazaré, estuga o passo a fim de consolar Isabel, quanto antes, com a sua presença. Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, exalta-a como Mãe de Deus. Mas a divina Mãe humilha-se profundamente, atribuindo a Deus os louvores que lhe são dirigidos. Enchendo toda aquela família dos favores mais assinalados, Maria começa desde então a ser a dispensadora das misericórdias divinas. Ó Virgem Santíssima, dignai-vos de visitar também a minha alma e de a enriquecer com a santa humildade e com um amor ardente para com Deus e o próximo.

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Maria parte de Nazaré para ir à cidade de Hebrom, distante setenta milhas ou pelo menos quatro jornadas, por montanhas ásperas e sem outra companhia senão a de São José, seu Esposo. A santa Donzela apressa os passos, como diz São Lucas: Ela foi apressadamente às montanhas. Dizei-nos, ó Virgem santa, por que é que empreendeis uma viagem tão longa e penosa, e apressais tanto os passos? Eu vou, responde, cumprir o meu ofício de caridade; vou levar consolo a uma família. Ó grande Mãe de Deus, se, pois, o vosso ofício é consolar as almas e dispensar-lhes graças, ah, vinde consolar e visitar também a minha alma. A vossa visita santificou então a casa de Isabel; vinde, ó Maria, e santificai agora a minha alma.

Eis que a santa Virgem chega à casa de Isabel. Ela já é Mãe de Deus, mas, apesar disso, é a primeira a saudar sua parenta: Intravit et salutavit Elisabeth — “Ela entrou e saudou Isabel”. Esta, iluminada pelo Senhor, sabe que o Verbo se fizera carne e filho de Maria; pelo que a chama bendita entre as mulheres e bendiz o fruto das suas entranhas: Benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui. Cheia de confusão, bem como de alegria, exclama Isabel: Como podia esperar a suprema ventura de a Mãe de Deus me vir visitar? Continuar lendo

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS E DIACONAIS EM ÉCÔNE – 2021

 

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O Diaconato e o Sacerdócio foram conferidos durante a Missa Pontifical de ordenação celebrada por D. Bernard Fellay, em 1º de julho de 2021.

Na quinta-feira, 1º de julho de 2021, Festa do Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, 2 sacerdotes e 8 diáconos foram ordenados no Seminário Internacional São Pio X, em Ecône (Valais, Suíça) por D. Bernard Fellay, Bispo Auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Os 2 novos padres – 1 francês e 1 suíço – foram cercados por suas famílias, assim como os 8 diáconos: 6 franceses, 1 inglês e 1 suíço.

Uma centena de padres impuseram as mãos aos novos padres durante a cerimônia no prado de Ecône. Estiveram presentes: o Superior Geral da FSSPX, Pe. Davide Pagliarani, e seus assistentes, D. Alfonso de Galarreta e Pe. Christian Bouchacourt, além de D. Bernard Tissier de Mallerais.

E muitas centenas de fiéis puderam fazer a viagem.

OUTRAS LINDÍSSIMAS FOTOS DA CERIMÔNIA PODEM SER VISTAS CLICANDO AQUI

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Dias atrás houve também as Ordenações no Seminário Santo Tomás de Aquino, nos EUA e no Seminário do Sagrado Coração, na Alemanha.

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Nota do blog 1: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

MÊS DE JULHO, DEDICADO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO

sangueFoste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça” (Ap 5,9).

Fonte: Fojitas de Fe, 203, Seminário Nossa Senhora Corredentora
Tradução: 
Dominus Est

A Igreja dedica todo o mês de julho ao amor e adoração do Preciosíssimo Sangue de nosso Salvador Jesus. É justo que nós adoremos na santa humanidade de Cristo, com um culto especial, aquelas partes que são mais significativas de algum mistério ou perfeição divina; e assim honramos:

• SEU CORAÇÃO: para prestar culto ao seu amor infinito;

• SUAS CHAGAS: para prestar culto a suas dores e sua paixão;

• SEU SANGUE: para prestar culto ao preço de nossa Redenção.

No entanto, esse culto do Sangue do Salvador assume um caráter festivo no mês de julho e na festa com a qual este mês inicia. Já na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia e na Sexta-feira Santa o Sangue de Cristo derramado por nós; mas o acento da celebração centrava-se em sentimentos de dor, de compunção, de contrição. A Igreja volta depois a dar culto à Sagrada Eucaristia na festa de Corpus Christi, e também à Paixão e Sangue do Salvador, mas com maior ênfase nos sentimentos de alegria e triunfo.

Por este culto nós agradecemos a Nosso Senhor a Redenção como uma vitória já obtida, e nos exultamos em tomar parte entre o número dos redimidos, daqueles que foram lavados no Sangue do Cordeiro. E prestamos culto de latria ao Sangue do Redentor, reconhecendo especialmente uma virtude salvadora, como se vê: Continuar lendo

30/06/21 – 33 ANOS DAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS EM ÉCÔNE

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Preferimos continuar na Tradição, esperando que essa Tradição reencontre seu lugar em Roma, esperando que ela reassuma seu lugar entre as autoridades romanas, em suas mentes” — Mons. Marcel Lefebvre

Introdução de Michael J. Matt (editor de Remnant) – Tradução Dominus Est

Em 1976, quando eu tinha dez anos, fui crismado pelo Arcebispo Marcel Lefebvre. Lembro-me de um homem bondoso e santo, de fala suave e verdadeiramente humilde. Mesmo ainda sendo crianças, meus irmãos e eu entendemos que ali estava um verdadeiro soldado de Cristo, que assumira uma posição corajosa e solitária em defesa da sagrada Tradição, em um momento em que não havia nada mais “hip” do que novidade e inovação. Nosso pai estava junto a ele, e esses homens eram “traddies” muito bem antes de “traddy” ser algo legal.

Lembrem-se que o mundo inteiro estava passando por um revolução na época — sexual, política, litúrgica, cultural — e “não havia nada mais antiquado do que o passado“. A resistência solitária dos primeiros tradicionalistas pôde, então, ser comparada a algo tão absurdo (aos olhos do mundo na época) como um homem na lama em Woodstock que insistisse para que os hippies colocassem suas roupas de volta e parassem de tomar ácido e fumar maconha. Ninguém se importava. Eram zombados, riam deles e, por fim, mandados que saíssem da Igreja.

Os tempos estavam realmente ‘mudando’, e com poucas exceções, o elemento humano da Igreja de Cristo acompanhou a loucura — com efeito, poder-se-ia dizer, liderando o caminho.

Quando nos lembramos do motivo desses homens terem resistido à loucura dos anos 60, lembremo-nos de que eles não foram motivados principalmente pela ideia de salvaguardar suas próprias circunstâncias. O Arcebispo Lefebvre, por exemplo, estava aposentado antes que o mundo descobrisse quem ele era. Ele foi persuadido a sair de sua aposentadoria por seminaristas que, de repente, viram-se cercados por lobos em pele de cordeito, nos próprios seminários. Os modernistas estavam, literalmente, em toda parte. Continuar lendo

FINALIZANDO O MÊS, UMA SELETA DE NOSSOS POSTS DE JUNHO

CATECISMO EM VÍDEO – AULA 47: A REDENÇÃO OFERECIDA POR UM HOMEM-DEUS

QUANDO DOIS APÓSTOLOS DA MISSA, D. LEFEBVRE E PADRE PIO, SE ENCONTRAM

NUNCA MAIS A GUERRA?

O ARCO-IRIS AMERICANO DESAFIA O VATICANO

UM PADRE ENTRE OS VIAJANTES

MENSAGEM DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX PELA MORTE DO PE. DANIEL YAGAN

ONDE ESTÁ A TRADIÇÃO, ALÍ ESTÁ A IGREJA” – SERMÃO DE MONS. LEFEBVRE

A SANTA MISSA DO PADRE PIO

ALGO ALÉM DA COMPREENSÃO, POR D. LEFEBVRE

TOMADAS DE HÁBITO E PRIMEIROS VOTOS DAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO

ENTREVISTA DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX POR OCASIÃO DO 25º ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO

NOVIDADE: LANÇAMENTO DA RÁDIO DOMINUS EST

RAÍZES…PARA QUE FIM?

ONDE COMEÇA A CIDADE CATÓLICA?

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS E DIACONAIS EM ZAITZKOFEN – 2021

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS E DIACONAIS EM ZAITZKOFEN – 2021

Em 26 de junho de 2021, festa dos mártires São João e São Paulo, 5 candidatos foram ordenados ao sacerdócio e 2 ao diaconato no Seminário do Sagrado Coração de Zaitzkofen.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Como você descreveria este dia?” pergunta um seminarista mais velho a um dos seminaristas do primeiro ano na mesa do jantar. “Bem, em relação à cerimônia: impressionante. Quanto ao trabalho: exaustivo. E em geral: inesquecível.

Este 26 de junho de 2021 foi um dia inesquecível, pois 5 candidatos foram ordenados ao sacerdócio e 2 ao diaconato, no Seminário do Sagrado Coração. Na festa dos irmãos mártires São João e São Paulo, nos sentimos ligados às origens da Igreja de Roma e cantamos: “Haec est vera fraternitas – Eis a verdadeira fraternidade”.

Uma declaração que também podemos aplicar à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de acordo com o sermão de Mons. Tissier de Mallerais. Por meio dela, seu fundador, Mons. Marcel Lefebvre, quis levar às almas a tradição católica que, como dizia Padre Pio, “não se ganha, mas se adquire com sacrifício”.

Os numerosos fiéis ficaram felizes em poder, novamente, participar publicamente da cerimônia de ordenação.

Também é importante para os sacerdotes ver que não recebem o sacerdócio apenas para si, mas para os fiéis, especialmente levando suas intenções a Deus no altar sagrado.

Haec est vera fraternitas” – Passados ​​50 anos, percebemos que o zelo não é algo que se possa dar como certo.

Que os novos sacerdotes conservem sempre o zelo sacerdotal dos primeiros dias e o levem para onde o bom Deus os tenha designado por decisão dos superiores.

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Dias atrás houve também as Ordenações no Seminário Santo Tomás de Aquino, nos EUA.

No dia 1º de Julho as ordenações ocorrerão no Seminário São Pio X, em Écône.

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Nota do blog 1: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

Nota do blog 2: Mais números sobre a FSSPX podem ser vistos clicando aqui.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

ONDE COMEÇA A CIDADE CATÓLICA?

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“Noblesse oblige”, dizemos. Mas a quê? A uma coerência entre o que dizemos e o que fazemos.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A Cidade Católica é uma sociedade cujas instituições não vão contra os preceitos de Deus, uma cidade cuja lei não é contra a fé. Famílias e escolas, oficinas e escritórios, hospitais e tribunais constituem essa cristandade temporal que nos prepara para obter a bem-aventurança eterna. É a cidade terrestre que nos prepara para a cidade celestial. Mas o padre Calmel nos avisa:

Só podemos falar proveitosamente do Cristianismo para aqueles que estão dispostos a admitir que as atuais instituições, pelo menos alguma delas, representam uma antessala mais ou menos climatizada do Inferno, porque são instituições contrárias à lei natural. Legitimam, autorizam, encobrem com sua autoridade atos e atitudes que são uma ofensa ao Criador e Redentor da natureza humana. Considerando que uma cidade que merece o nome de cristã, uma cristandade, deve estar em conformidade com a lei natural, digna de Deus e digna do homem, inspirada pelos ensinamentos da Igreja, e permitindo que o homem conquiste o céu.

(Escola Cristã Renovada, cap. XXVII, “A cristandade deve continuar”, Téqui, pág.166)

É por isso que a Cidade Católica começa dentro nós: com a consciência lúcida desta “antessala mais ou menos climatizada do Inferno”, acompanhada de resoluções práticas para “ganhar o Paraíso”. A luta pelas instituições cristãs começa em cada um de nós, com humildade, mas com eficácia.

É sobre isso que cantamos:

Queremos Deus na família,
Na alma dos nossos queridos filhos …

Queremos Deus! Sua santa imagem deve presidir aos julgamentos;
Queremo-lo no matrimônio
Como à beira de nossa morte …

Queremos Deus! nossa pátria
Deve ser colocado em primeiro lugar…

A questão é saber se este é apenas um hino, uma canção piedosa cujas palavras desaparecem ou são um roteiro cujos passos são seguidos fielmente, dia após dia.

“Noblesse oblige”, dizemos. Mas a quê? A uma coerência entre o que dizemos e o que fazemos. É esta coerência que transforma as nossas provações diárias em provas de amor a Deus e às almas.

Pe. Alain Lorans, FSSPX

Famille d’abord, Carta do Movimento da Família Católica n° 45 – junho de 2021

DIVAGAÇÕES A RESPEITO DOS JOVENS

Jovens | DOMINUS EST

Gustavo Corção

Modéstia à parte, tenho sido ultimamente entrevistado, mas permanece inevitavelmente a mesma indagação fundamental: o que penso eu da juventude. Ora, devo confessar que não penso absolutamente nada da juventude. Por mais que me esforce e que esmiúce a pergunta, por mais que analise os conceitos envolvidos no inquérito, só consigo pensar que a juventude é a juventude. Que outro juízo esperam os colegas de mim? Não consigo, sinceramente, descobrir nenhum predicado que convenha a todos os jovens, a não ser a própria juventude. O jovem é jovem, eis aí o pensamento profundo atual, avançado, audacioso, que ofereço a todos os jornais e revistas. E desde já lanço o repto: a quem me provar que o jovem não é jovem entregarei minha casa e meus livros.

Outro dia, entretanto, ouvi alguém dizer, aliás pela milésima vez, que o “jovem é autêntico”, e que o jovem, pelo fato de ser jovem, sofre a pressão ou a colisão das inautenticidades dos velhos. O que quererá dizer isto? Receio que o pressuposto de tal afirmação, se algum existe, é o de só existir, em toda a vida humana, uma estreita faixa etária, como diria o Dr. Alceu Amoroso Lima, em que o mísero bípede implume se encontra consigo mesmo. Eu poderia invocar a longa experiência de vida e contestar o fenômeno. Sim, posso assegurar que já encontrei muitos jovens com todas as características do canalhismo; e até poderia acrescentar, com robusta convicção, que essa peculiaridade da alma humana está equitativamente distribuída por todas as idades.

Lembro-me por exemplo dos moços da extinta UNE, ou entidade máxima estudantil: quase todos os dirigentes que conheci eram canalhas e demonstraram uma virtuosidade capaz de causar inveja a um velho crápula aposentado. Por dois desses fui enrolado apesar de toda a experiência da vida de que me gabei pouco atrás. Mas talvez esteja enganado: os sagazes observadores da eclesialização do mundo ou da secularização da Igreja, e sobretudo os sociólogos dessa índole dirão que observei mal e que confundi canalhismo com atitudes de protesto. Os jovens que praticam atos de canalhice, segundo os padrões tradicionais, não são canalhas porque são jovens e não são canalhas porque estão apenas replicando à deixa da falida geração que só legou taras e misérias. Sim. Um dos postulados que parece presente na base de tudo o que se diz hoje dos jovens é o da total falência do mundo anterior. E aí temos um estranho conflito e até se duvidarem uma estranha revolta: a de um ente de razão contra outro ente de razão, a de um ser abstrato contra outro ser abstrato. Continuar lendo

RAÍZES…PARA QUE FIM?

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Quanto mais um homem nutre suas raízes naturais e sobrenaturais, mais frutuoso se torna, e quanto mais frutuoso se torna, mais suas raízes se fortalecem.

Fonte: Bulletín Apostol  – Tradução: Dominus Est

Em tempos de crise, o equilíbrio humano e sobrenatural é o que enfraquece o apego aos ofícios. Certamente mais difícil de manter. O homem em crise é frequentemente um homem fascinado, emocionalmente perturbado, pronto para todos os excessos e todos os erros. Mas não é nada catastrófico: a crise, seja pessoal, familiar ou social, também pode ser uma oportunidade de crescimento. No entanto, nessa crise sem precedentes que a Igreja e a sociedade atravessam há várias décadas, surgiu um problema de equilíbrio entre os católicos. 

Como assim? 

É um cabo de guerra: de um lado, o dever de resistir aos desvios doutrinários e morais, e de outro, a necessidade de não se fechar em si mesmo. Essa tensão pode levar a duas atitudes opostas:

  • uma que consiste, em prol de uma autopreservação, a se fechar e recuar; 
  • a outra que, no desejo de agradar, quer ser “como todo mundo” e seguir a direção do vento (neste caso um vendaval muito desagradável). 

É interessante notar que basicamente essas duas atitudes procedem de um medo. A primeira atitude origina-se do medo de ser arrastado pela corrente dominante e a segunda do medo de ser marginalizado. Qual a solução então? O enraizamento, precisamente, que deve ser feito em dois níveis: natural e sobrenatural.

O enraizamento natural é composto por três elementos: o país, a família, a profissão. Quando o homem tem laços fortes nessas três áreas, ele tem o terreno fértil para seu desenvolvimento natural: Continuar lendo

QUEM SERÃO OS ACUSADORES EM NOSSO JUÍZO PARTICULAR?

Imagem relacionadaLogo que o homem expira, assentar-se-á contra ele o juízo e serão abertos os livros (1). Esses livros serão dois: o Evangelho e a consciência.

No Evangelho se lerá o que o culpado devia fazer; na consciência, o que tiver feito. – Na balança da divina justiça, não se pesarão as riquezas, nem a dignidade, nem a nobreza das pessoas, mas tão somente as obras.

Pelo que Daniel disse ao rei Baltazar: Appensus es in statera, et inventus es minus habens (2) – “Foste pesado na balança e achou-se que tinhas menos do peso”. Notai bem, comenta o Padre Alvarez: não é o ouro, nem o poder de rei que está na balança, mas unicamente a sua pessoa.

Virão depois os acusadores e EM PRIMEIRO LUGAR O DEMÔNIO. O espírito maligno agora engana-nos com mil astúcias; mas ali, diz Santo Agostinho, perante o tribunal de Jesus Cristo: recitabit verba professionis nostrae, representará todas as obrigações que havíamos assumido e deixado de cumprir. Obiciet in faciem nostram, denunciar-nos-á todas as faltas, marcando o dia e a hora em que as cometemos. Depois, segundo diz o mesmo Santo, dirá ao Juiz: Senhor, por este culpado eu não sofri bofetadas como Vós, nem açoites, nem qualquer outro castigo e contudo ele Vos virou as costas, a Vós que morrestes pela sua salvação, para se fazer meu escravo; é, pois, justo que seja meu. Ordenais, pois, que seja todo meu, já que não quis ser vosso: Iudica esse meum qui tuus esse noluit.

VIRÁ EM SEGUIDA COMO ACUSADOR O ANJO DA GUARDA, que, na palavra de Orígenes, dirá: Senhor, durante tantos anos me empenhei junto dele, mas desprezou todas as minhas admoestações. Então sucederá o que diz Jeremias; os próprios amigos serão contra a alma culpada: Omnes amici eius spreverunt eum (3). Continuar lendo

NOVIDADE: LANÇAMENTO DA RADIO DOMINUS EST

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

É com imensa alegria que lançamos, oficialmente, nosso novo projeto: o da RÁDIO DOMINUS EST.

Na programação teremos o melhor da música católica, rosários, orações, etc.

É o início! Por isso, para melhorarmos a cada dia, pedimos a gentileza de nos enviarem sugestões, arquivos e dicas, seja por email (gespiox@yahoo.com.br), pela nossa página no Facebook ou nosso Canal no Telegram. Tudo será sempre muito bem vindo.

Contamos com a colaboração de todos na divulgação e na sintonia.

PARA ACESSAR PELA WEB, clique na imagem abaixo:

WEB

PARA BAIXAR O APLICATIVO, clique na imagem abaixo:

APLIC

A MISSÃO EDUCATIVA DA IGREJA CONCORDA ADMIRAVELMENTE A MISSÃO EDUCATIVA DA FAMÍLIA

Resultado de imagem para la reja fsspx hermanasEm primeiro lugar, com a missão educativa da Igreja concorda admiravelmente a missão educativa da família, porque de Deus procedem ambas, de maneira muito semelhante. À família, de facto, na ordem natural, Deus comunica imediatamente a fecundidade, que é princípio de vida, e por isso princípio de educação para a vida, simultaneamente com a autoridade que é princípio de ordem.

a) Direito anterior ao do Estado

Diz o Doutor Angélico com a sua costumada clareza de pensamento e precisão de estilo: « O pai segundo a carne participa dum modo particular da razão de principio que, dum modo universal se encontra em Deus… O pai é princípio da geração, da educação e da disciplina, de tudo o que se refere ao aperfeiçoamento da vida humana » (20).

A família recebe portanto imediatamente do Criador a missão e consequentemente o direito de educar a prole, direito inalienável porque inseparavelmente unido com a obrigação rigorosa, direito anterior a qualquer direito da sociedade civil e do Estado, e por isso inviolável da parte de todo e qualquer poder terreno.

b) Direito inviolável, mas não despótico

A razão da inviolabilidade deste direito é-nos dada pelo Angélico: « De facto o filho é naturalmente alguma coisa do pai… daí o ser de direito natural que o filho antes do uso da razão esteja sob os cuidados do pai. Seria portanto contra a justiça natural subtrair a criança antes do uso da razão ao cuidado dos pais, ou de algum modo dispor dela contra a sua vontade » (21).

E porque a obrigação do cuidado da parte dos pais continua até que a prole esteja em condições de cuidar de si, também o mesmo inviolável direito educativo dos pais perdura. « Pois que a natureza não tem em vista somente a geração da prole, mas também o seu desenvolvimento e progresso até ao perfeito estado de homem, enquanto homem, isto é, até ao estado de virtude »,. diz o mesmo Doutor Angélico (22). Portanto a sabedoria jurídica da Igreja, assim se exprime, tratando desta matéria com precisão e clareza sintética no Código de Direito Canônico, cân. 1113: « os pais são gravemente obrigados a cuidar por todos os meios possíveis da educação, quer religiosa e moral quer física e civil, da prole, e também a prover ao bem temporal da mesma » (23). Continuar lendo

ENTREVISTA DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX POR OCASIÃO DO SEU 25º ANIVERSÁRIO DE SACERDÓCIO

Por ocasião do seu 25º aniversário de sacerdócio, o Distrito italiano entrevistou o Superior Geral da FSSPX, Pe. Davide Pagliarani, que estava de passagem por Albano Laziale.

Ele nos deixa um interessante testemunho sobre o valor do sacerdócio e de sua experiência pessoal.

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O senhor está celebrando seu 25º aniversário de sacerdócio. Como o senhor está vivenciando isso?

Certamente é o presente mais belo que Deus pode dar a um homem e a vida mais bela que um homem pode ter. Após 25 anos, percebe-se isso cada dia mais, especialmente fazendo uma retrospectiva de sua própria vida. Tudo o que já aconteceu. Um sacerdote percebe que Deus não só o chama ao Seu serviço, mas continua a guiá-lo, como uma Providência muito particular. Senti isso imediatamente e sinto cada vez mais.

A vocação é um chamado do Alto. Como podemos ouvir e responder a isso?

O Senhor chama sempre – e chamará até ao fim dos tempos – almas ao Seu serviço, na vida sacerdotal, na vida religiosa. Ele chama de uma maneira diferente, a vocação não é necessariamente algo que se ouve, como uma voz, como um sentimento. Certamente, Deus faz sentir atração pelo Seu serviço, por tudo o que é Sagrado. É através deste modo particular que Deus chama as almas. E como escutamos? Eu diria, antes de tudo, tentando viver em estado de graça e depois, acima de tudo, estando disposto a fazer a Sua vontade, seja ela qual for. No fundo, estas são as disposições fundamentais básicas para sermos capazes de discernir se Deus está nos chamando para Seu serviço.

O senhor se imaginava como Superior Geral da FSSPX?

Alguns meses antes do Capítulo Geral de 2018, obviamente alguns rumores haviam chegado aos meus ouvidos. Anteriormente, devo dizer, nunca pensei nisso. Lembro-me, particularmente, da alegria de trabalhar durante 3 anos na Ásia, em Cingapura. Viajando muito pela Ásia, lembro-me do desejo de permanecer naqueles países pelo resto da vida. Lembro-me muito bem de uma vez que visitei um cemitério, com todos os túmulos dos missionários. Um cemitério cristão em um país muçulmano. E quando vi esses túmulos de missionários, recordo-me muito bem do desejo de passar minha vida naqueles países até o fim. De ser enterrado um dia também, longe da minha terra. O Senhor então mudou as cartas na mesa. Continuar lendo