UMA ESPIRITUALIDADE SALESIANA?

Une spiritualité salésienne ? • La Porte Latine

Na escola de São Francisco de Sales, a alma cristã possui um guia seguro, cheio de equilíbrio e bondade.

Fonte: Apostolo nº 159 – Tradução: Dominus Est

Muito acima de um simples humanismo, a espiritualidade salesiana é inteiramente católica, baseada na caridade e equilíbrio. Devemos reconhecer em São Francisco de Sales essa característica de temperar as exigências da ascese com uma nota de doçura e amor que torna sua espiritualidade especialmente atraente. Ele sempre retrata Deus na forma de um Pai que nos quer bem, ao contrário dos jansenistas e calvinistas que gostavam de apresentá-Lo como um juiz distante e implacável. Assim, São Francisco de Sales coloca o amor de Deus no centro da espiritualidade que ensina às almas: “Para o amor, no amor e do amor na Santa Igreja.”

E ele desenvolve esse pensamento no Tratado do Amor de Deus (compre aqui), sua obra-prima, na qual trabalhou durante 9 anos. Ele ensina, por exemplo, que, segundo sua atração, os santos deram mais importância a esta ou aquela virtude, como por exemplo São Francisco de Assis à pobreza ou São Bento à piedade litúrgica, mas que, no fundo, é o amor que anima tudo, que é o fim a qual devemos chegar e o meio para alcançar Deus. “Não é pela grandeza de nossas ações que agradamos a Deus, mas pelo amor com que as fazemos. Continuar lendo

RAÍZES…PARA QUE FIM?

rai

Quanto mais um homem nutre suas raízes naturais e sobrenaturais, mais frutuoso se torna, e quanto mais frutuoso se torna, mais suas raízes se fortalecem.

Fonte: Bulletín Apostol  – Tradução: Dominus Est

Em tempos de crise, o equilíbrio humano e sobrenatural é o que enfraquece o apego aos ofícios. Certamente mais difícil de manter. O homem em crise é frequentemente um homem fascinado, emocionalmente perturbado, pronto para todos os excessos e todos os erros. Mas não é nada catastrófico: a crise, seja pessoal, familiar ou social, também pode ser uma oportunidade de crescimento. No entanto, nessa crise sem precedentes que a Igreja e a sociedade atravessam há várias décadas, surgiu um problema de equilíbrio entre os católicos. 

Como assim? 

É um cabo de guerra: de um lado, o dever de resistir aos desvios doutrinários e morais, e de outro, a necessidade de não se fechar em si mesmo. Essa tensão pode levar a duas atitudes opostas:

  • uma que consiste, em prol de uma autopreservação, a se fechar e recuar; 
  • a outra que, no desejo de agradar, quer ser “como todo mundo” e seguir a direção do vento (neste caso um vendaval muito desagradável). 

É interessante notar que basicamente essas duas atitudes procedem de um medo. A primeira atitude origina-se do medo de ser arrastado pela corrente dominante e a segunda do medo de ser marginalizado. Qual a solução então? O enraizamento, precisamente, que deve ser feito em dois níveis: natural e sobrenatural.

O enraizamento natural é composto por três elementos: o país, a família, a profissão. Quando o homem tem laços fortes nessas três áreas, ele tem o terreno fértil para seu desenvolvimento natural: Continuar lendo