O CONCEITO MODERNISTA DE EXCOMUNHÃO

Raio atinge Basílica de São Pedro e causa repercussão na internet | GZH

Revista Guarde a Fé, Ano I, nº 4, jul/set, 2019

Pe. Juan María de Montagut Puertollano

A linguagem e os mitos modernistas

Caros fiéis e amigos do Brasil,

Os artigos do presente número da nossa revista Guarde a Fé são densos o bastante para, após uma leitura atenta, entendermos um pouco melhor o mal do modernismo. Esta corrente de pensamento, que começou promovendo um movimento nos ambientes mais acadêmicos da Igreja, passou, do âmbito teórico da filosofia e teologia, a criar uma estratégia capaz de popularizar suas ideologias. Assim, usando de táticas sutis para se infiltrar em todos os âmbitos da vida da Igreja, acabou invadindo a própria alma dos cristãos. Vivemos hoje as consequências: a fé não é mais a fé senão um sentimento; a caridade não é mais a caridade senão a solidariedade filantrópica; a esperança não é mais a esperança senão a confiança nas forças do ‘progresso’… Sem notar, a maioria dos católicos tem trocado a religião divina e sobrenatural por uma religiosidade natural ao serviço do homem.

Por trás dos bastidores do modernismo inicial e da nossa época, aconteceu o triste evento do Concílio Vaticano II, quem permitiu que esta serpente – que os Papas tiveram tão bem presa desde o século XIX – erguesse a cabeça. Ao obter a carta de cidadania, com a benção papal, o modernismo pôde enfim passar dos textos conciliares à prática, usando os meios de apostolado próprios dos ministros da Igreja. Assim, precisava adaptar a liturgia, a pastoral e a pregação como instrumentos privilegiados para atingir o povo católico fiel, que passou a se chamar habilmente de ‘Povo de Deus’ (expressão aduladora para estimular as vaidades…)

Em 1983, um filósofo católico, Rafael Gambra Ciudad, escrevia o livro A linguagem e os mitos. Nesta interessante obra, ele descreve a sutil manipulação que as ideologias modernas fazem das palavras e da linguagem, quer deformando o seu significando genuíno, quer criando novas expressões. O mestre desta estratégia é o comunismo. Porém, o professor constatava, com tristeza, que «a incrível mutação na atitude da Igreja é o maior êxito desta técnica de penetração e inversão mental. A admissão de certos termos na linguagem é a ponta de lança para penetrar os espíritos deste ‘novo catolicismo’ ou ‘religião humanista’».

E, para melhor compreender a gravidade dos erros modernistas na Igreja, é importante localizar essas palavras novas, ou melhor, com significados novos, para desmascará-los. São muitas, porém gostaria de assinalar algumas que considero recorrentes:

• Comunhão: o termo ‘comunhão’, tradicionalmente, se refere à união na caridade, ou seja, na graça de Deus. Daí a lógica que tem a expressão ‘receber a comunhão’, em relação à Sagrada Eucaristia, pois este ato expressa exteriormente a união, na graça, de todos os que recebem Jesus sacramentado.

Desta primeira acepção, derivou-se um significado canônico, referente à pertença visível à Igreja Católica (pela profissão da mesma fé, participação nos mesmos sacramentos e obediência aos legítimos pastores); ora, o termo foi mais usado no sentido negativo: o ‘excomungado’ era aquele católico banido da comunhão dos outros fiéis, por decisão da autoridade eclesiástica.

Sentido modernista: a palavra ‘comunhão’ é usada atualmente de forma ambivalente, e perdeu a clareza do seu significado clássico. É usada como sinônimo de fraternidade e respeito mútuo, de submissão aos pastores (sem referência alguma à fé católica, fundamento dessa união); e como – eis o pior dos sentidos! – uma mera coincidência material entre crenças e práticas comuns a todos os que se denominam ‘cristãos’. Daí a invenção das expressões ‘comunhão plena’ e ‘comunhão parcial’, como reflexo da maior ou menor proximidade (aparente, exterior, diplomática) entre as chamadas ‘confissões cristãs’. Ora, a comunhão expressa um estado da alma, então, ou ela existe ou não existe, assim como a realidade da graça divina ou está ou não está numa alma, independentemente de seus diversos graus. Por acaso se poderia falar de estar ‘parcialmente’ na graça de Deus? De igual modo, a pertença à Igreja Católica, única Igreja de Cristo, ou é plena ou não é: quer se guardem a fé católica, os sacramentos da Igreja e o reconhecimento da autoridade legítima, quer se rejeite algum desses elementos. Neste último caso, falar-se-á de herege ou cismático, nunca de membro da Igreja (aliás, de qual Igreja?) em ‘comunhão parcial’. Não se dão graus na comunhão, e inventá-los é um modo de relativizar a necessidade da graça de Deus, da verdadeira fé e dos sacramentos, e da pertença à Igreja hierárquica. Eis o trabalho do modernismo, manipulando as palavras para favorecer o mito do falso ecumenismo.

• Tradição: como ensina o Catecismo, a Tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nós. Daí que, em sentido estrito, falemos de ‘Tradição apostólica’ e, em sentido amplo, da ‘Tradição’, ao referirmos aos decretos dos Concílios, aos escritos dos Santos Padres, aos atos da Santa Sé, e às palavras e usos da Sagrada Liturgia. Consequentemente, por definição, todo católico deve ser ‘tradicionalista’, pois isso equivale a aceitar a principal fonte da fé revelada.

Sentido modernista: a palavra ‘tradição’ foi, na prática, banida do vocabulário quotidiano, já que se rompeu a continuidade, principalmente, na transmissão do Magistério e do culto católico multissecular. Quando se usa esta palavra, é para exaltar usos e costumes sociais, culturais, ou até religiosos não católicos. Em referência à acepção teológica, a palavra foi substituída pela expressão ‘tradição viva’, o que é uma contradição, e um modo de disfarçar seu abandono: pretende-se que a Tradição é ainda conservada na Igreja, porém ela é algo vivo, enquanto se adapta aos tempos e à sociedade cristã oferecendo novas formas. Ou seja, a tradição é algo evolutivo, e os meios de transmissão da mesma (magistério, liturgia, pastoral…) devem igualmente evoluir, usando novos conceitos, vocabulário e práticas, conforme evoluem as sociedades. É o mito modernista de um progresso sempre superior da humanidade, que superaria o conhecimento e a vida dos cristãos que nos precederam.

• Carisma: nos catecismos clássicos nem aparece esta palavra. Ela se refere, na teologia, aos dons extraordinários concedidos por Deus à algumas almas, capazes assim de realizar milagres, falar línguas, profetizar, ler as consciências, etc. Estes dons foram mais abundantes nos primeiros tempos do cristianismo, em que Deus quis enriquecer a sua Igreja com esses sinais externos. Passada esta primeira época, os carismas não desapareceram, contudo se tornaram mais raros, podendo ser identificados na vida de alguns santos.

Sentido modernista: a palavra carisma é uma das mais usadas atualmente. Fala-se de carisma em referência às características próprias das diversas vocações na Igreja. Fala-se de carismas para se referir à pretensos dons extraordinários com ocasião de sessões de oração ou de cura e libertação, promovidos por movimentos modernos de leigos. E, igualmente, se fala de carisma, para definir a si mesmo, querendo enfatizar alguma preferência pessoal ou algum dom natural. Mais um mito criado e difundido por esta palavra: o ‘carisma’ dá um selo ‘divino’ a uma multidão de inclinações ou preferências mais naturais do que sobrenaturais, quando não chega ao ponto de confundir autossugestão ou hipnose com a ação direta de Deus.

Caros amigos, é necessário permanecer fiéis ao vocabulário católico tradicional, sempre nítido e direto, para expressar a nossa fé e a poder defender melhor. Não é fazer um favor usar os novos termos com católicos ainda mergulhados nos ambientes modernistas. É por caridade, e com paciência, que os devemos ajudar a enxergar as armadilhas e falsas noções que se encerram nas novas palavras inventadas pelo modernismo. Restaurar a linguagem católica é um dos elementos que contribuirá à restauração da fé nas almas.

Com a minha bênção,

† Pe. Juan María de Montagut Puertollano

Superior do Distrito da FSSPX no Brasil

 

CARTA AO SANTO PADRE SOBRE O DECRETO DO DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ

O Superior Geral

À Sua Santidade
o Papa Leão XIV

Écône, 3 de julho de 2026

Entre vós, se o filho pedir pão a um pai, dará ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dará uma cobra em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, dará um escorpião? Ora, se vós, sendo maus, sabeis bem dar aos vossos filhos o que é bom para eles, quanto mais o vosso Pai não está disposto a dar, lá do céu, o seu Espírito de graça àqueles que lho pedirem? (Lc 11, 11-13)

Santíssimo Padre,

A notificação da decisão tomada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade São Pio X, assinada por Sua Eminência o Cardeal Fernández, chegou até nós e agora é de conhecimento público.

Parece-nos que esta decisão traz à luz, mais uma vez, o contexto profundamente trágico em que se encontra a Igreja universal. O que a Fraternidade São Pio X fez, e continuará a fazer, nada mais é do que uma iniciativa extraordinária para a salvação das almas, em meio à confusão doutrinal e moral em que a Igreja está mergulhada. De modo algum pretendemos substituir a Igreja, e não temos outra ambição senão a de permanecermos fiéis a ela. Continuar lendo

CARTA DOS SUPERIORES DA FSSPX AO CARDEAL GANTIN, DE 6 DE JULHO DE 1988

The Sacred Heart: A Collection of Devotions, Histories, and Meditations |  District of Africa

Recordamos essa carta apenas para um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX. 

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CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS – 06  DE JULHO DE 1988

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Eminência,

Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões. Continuar lendo

LEÃO XIV, AS “CHAVES DE SÃO PEDRO” E A FRATERNIDADE SÃO PIO X

La FSSPX ante el abismo del cisma: El biógrafo del Papa San ...

Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade.

Fonte: Vitis Vera – Tradução: Dominus Est

(Vitis Vera, blog de Matteo D’Amico) No dia 29 de junho, durante a missa solene da festa de São Pedro e São Paulo, o Papa proferiu um sermão na qual se deteve no tema da unidade, oferecendo uma interpretação específica da simbologia das “chaves de São Pedro”. Creio que não seja imprudente supor que, implicitamente, ele tenha procurado abordar a situação da Fraternidade São Pio X e as sagrações de 1º de julho:

Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está bem representada no símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19). Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre-as e fecha-as, procurando no seu interior as alavancas certas e acompanhando os seus movimentos, para que os bloqueios desapareçam, os trincos deslizem e as dobradiças girem livremente, unindo os espaços e transformando tantos compartimentos isolados numa única casa acolhedora.”

Essa interpretação nos parece realmente original, mas pouco ligada à Tradição da Igreja. Para Leão, aliás, as chaves servem para abrir portas suavemente, unindo cômodos que, de outra forma, estariam separados e criando a unidade de um único ambiente. É óbvia, creio eu, a alusão à Igreja/casa comum com muitas divisões (muitas diversidades) que o Papa procura fundir em um único “espaço”, no qual, precisamente, todos possam coexistir, apesar da diversidade de ideias. Nada de dramático e tudo muito horizontal, mundano: São Pedro surge como um facilitador de contatos e de amizade entre as diversidades, uma espécie de conciliador dialético das diferenças. Não parece estar em jogo nada que remeta ao drama luminoso da vida eterna, à alternativa entre a salvação e a perdição das almas. Continuar lendo

MÊS DE JULHO, DEDICADO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO

Comemoração do Preciosíssimo Sangue Jesus | Rumo à SantidadeFoste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça” (Ap 5,9).

Fonte: Hojitas de Fe, 203, Seminário Nossa Senhora Corredentora
Tradução: 
Dominus Est

A Igreja dedica todo o mês de julho ao amor e adoração do Preciosíssimo Sangue de nosso Salvador Jesus. É justo que nós adoremos na santa humanidade de Cristo, com um culto especial, aquelas partes que são mais significativas de algum mistério ou perfeição divina; e assim honramos:

• SEU CORAÇÃO: para prestar culto ao seu amor infinito;

• SUAS CHAGAS: para prestar culto a suas dores e sua paixão;

• SEU SANGUE: para prestar culto ao preço de nossa Redenção.

No entanto, esse culto do Sangue do Salvador assume um caráter festivo no mês de julho e na festa com a qual este mês inicia. Já na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia e na Sexta-feira Santa o Sangue de Cristo derramado por nós; mas o acento da celebração centrava-se em sentimentos de dor, de compunção, de contrição. A Igreja volta depois a dar culto à Sagrada Eucaristia na festa de Corpus Christi, e também à Paixão e Sangue do Salvador, mas com maior ênfase nos sentimentos de alegria e triunfo.

Por este culto nós agradecemos a Nosso Senhor a Redenção como uma vitória já obtida, e nos exultamos em tomar parte entre o número dos redimidos, daqueles que foram lavados no Sangue do Cordeiro. E prestamos culto de latria ao Sangue do Redentor, reconhecendo especialmente uma virtude salvadora, como se vê: Continuar lendo

SAGRAÇÕES EPISCOPAIS FSSPX AO VIVO, ÀS 03:15H

Assista ao vivo a cerimônia da Sagração Episcopal de quatro sacerdotes da Fraternidade São Pio X.

A cerimônia será presidida por Sua Excelência Dom Alfonso de Galarreta, bispo consagrante, assistido por Sua Excelência Dom Bernard Fellay como co-consagrante.

Os futuros bispos são:

  • Padre Pascal Schreiber (Suíça),
  • Padre Michael Goldade (Estados Unidos),
  • Padre Michel Poinsinet de Sivry (França)
  • Padre Marc Hanappier (França)

Rezemos pelos novos Bispos!

CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX EM RESPOSTA A SUA SANTIDADE, O PAPA LEÃO XIV

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Do Superior Geral
À Sua Santidade, o Papa Leão XIV

Écône, 30 de junho de 2026

Santíssimo Padre,

Agradeço-lhe muito sinceramente pela Carta que teve a gentileza de me enviar.

Fiquei profundamente comovido com a vossa solicitude paternal.

Há muito tempo que desejo ter a oportunidade de me encontrar convosco para expressar pessoalmente o nosso sincero desejo de servir a Igreja. Infelizmente, essa oportunidade ainda não surgiu.

Peço-vos simplesmente que tenha a bondade de considerar a autenticidade dessa intenção, que não é de modo algum forjada. Paradoxalmente, no contexto atual, parece-nos precisamente o nosso dever fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para remendar a túnica de Cristo, rasgada por forças e pressões incompatíveis com um espírito autenticamente católico. Peço-vos simplesmente que considere a autenticidade desta intenção antes de tomarem uma decisão a respeito da Fraternidade São Pio X. Ainda não é tarde demais. Continuar lendo

COMBO REFUTAÇÕES GERAIS

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Combo com os principais “Especiais” do blog contendo os mais diversos textos, notícias, estudos teológicos, canônicos e filosóficos dos assuntos mais pertinentes:

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ESPECIAIS DO BLOG: A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA

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OUTROS ASSUNTOS

PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA DA FRATERNIDADE SÃO PIO X PARA ESCLARECER AS ALMAS CONFRONTADAS COM OS ERROS MODERNOS

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OS TRADICIONALISTAS SÃO JANSENISTAS? – PARTE 1

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ZAITZKOFEN: ORDENAÇÕES AO DIACONATO E SACERDÓCIO – 2026

No Seminário do Sagrado Coração, em Zaitzkofen, Alemanha, cinco jovens foram ordenados sacerdotes neste sábado, 27 de junho, enquanto outros quatro receberam o diaconato. Entre eles, dois poloneses e um croata.

Mais de 2.000 fiéis de vários continentes participaram desta grande celebração. Em seu sermão, o Bispo Alfonso de Galarreta explicou a profunda transformação que a ordenação sacerdotal opera na alma do candidato.

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Na sexta-feira, 19 de junho, no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn, EUA, Dom Bernard Fellay já havia ordenado outros 5 diáconos ao sacerdócio e 10 seminaristas ao diaconato. Clique aqui e veja.

Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – JULHO/26

Imagem do Pin de história

Caros fiéis,

Este 68º boletim será, para mim, o último. Há sete anos, cheguei à Terra da Santa Cruz a pedido dos meus superiores. Mais uma vez, é a pedido dos meus superiores que deixo o maior país católico do mundo. Gostaria de poder agradecer a cada um dos senhores pessoalmente pelas festas de despedida tão bem preparadas, pelos vossos presentes, pelas vossas cartas carinhosas, pelas vossas orações… mas isso é impossível. Aproveito, portanto, este último boletim para dizer a todos, confrades e fiéis, um imenso obrigado por estes belos anos que passei convosco. 

O Padre João Maria Ferreira da Costa é o sucessor ideal: brasileiro, de mãe francesa, conhece bem o apostolado do nosso priorado. A transição é fácil. No entanto, ele terá de manter, pelo menos nos próximos seis meses, a direção do Colégio São José, além do seu novo cargo de prior. Terá, portanto, muito trabalho. Tenhamos, pois, a caridade de não lhe criar preocupações desnecessárias. Que ele possa contar com o apoio das nossas orações e da nossa ajuda nos diversos aspectos do apostolado. Continuar lendo

DOM STRICKLAND: FRATERNIDADE SÃO PIO X, UMA HISTÓRIA DE AMOR

“…E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os misterios e toda a ciencia, e tivesse toda a fe, até ao ponto de transportar montanhas, se nao tivesse caridade, não seria nada..” (1 Coríntios 13, 2) 

Fonte: Pillars of Faith – Tradução: Dominus Est

Em momentos de grande tensão dentro da Igreja, devemos lembrar que todo julgamento proferido deve, em última instância, servir à salvação das almas. A verdade nunca pode ser separada da caridade, nem a caridade da verdade. 

À medida que as discussões sobre a Fraternidade São Pio X continuam, acredito que devemos fazer uma pergunta que vá além dos argumentos canônicos ou das disputas históricas. O que moveu esses sacerdotes e fiéis ao longo dos últimos 50 anos? 

Para compreender a Fraternidade, devemos recordar os seus primórdios. Dom Marcel Lefebvre não trilhou esse caminho porque era fácil, nem porque lhe trouxe honra ou paz. Independentemente do que se pense de cada decisão que ele tomou, poucos negariam que ele suportou um imenso sofrimento pessoal. Ele acreditava que os preciosos tesouros confiados por Cristo à Sua Igreja – o Santo Sacrifício da Missa, a celebração reverente dos mistérios sagrados, a formação de sacerdotes santos e os ensinamentos perenes da fé católica – corriam o risco de serem menosprezados. Sua resposta nasceu de um profundo desejo de preservar e transmitir o que gerações de católicos haviam recebido com gratidão.  

Esse amor pela herança sagrada da Igreja continuou a inspirar muitos sacerdotes, religiosos e famílias fiéis que aceitaram incompreensões e sacrifícios porque acreditavam que valia a pena preservar esses tesouros para as gerações futuras.  Continuar lendo

A FRATERNIDADE SÃO PEDRO CONTRA AS SAGRAÇÕES

Normalmente silenciosa sobre as questões doutrinárias que atualmente dividem a Igreja, a Fraternidade São Pedro acaba de publicar em seu canal do YouTube, Claves, menos de duas semanas antes das sagrações, uma conferência do Padre Hilaire Vernier, proferida, no entanto, há mais de dois meses, em 8 de abril, em Paris —, na qual se questiona a legitimidade das futuras sagrações da FSSPX.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Uma opinião teológica elevada ao status de certeza.

O próprio palestrante observa que expõe ali o resultado de seu próprio estudo teológico sobre uma questão que o magistério nunca decidiu de forma definitiva. A Fraternidade São Pedro, portanto, se dá ao trabalho de intervir em um debate ainda em aberto, ao passo que se ausenta sistematicamente na crítica às opiniões diretamente contrárias à fé, que hoje corroem a Igreja.

A crise na Igreja não é negada pelo Abade Vernier, que reconhece sua existência e gravidade; porém, ela nunca é verdadeiramente definida ou desenvolvida. Permanece uma abstração, o que o abade prontamente admite antes de habilmente descartá-la do debate, levantando a questão do ato intrinsecamente mau: se sagrar sem mandato é intrinsecamente mau, então nem mesmo a crise poderia justificar tal ato. Os fins não justificam os meios. Continuar lendo

OS BRASÕES E LEMAS DOS FUTUROS BISPOS

A poucos dias das sagrações episcopais de 1º de julho de 2026, em Écône, são apresentados os brasões de armas episcopais dos quatro futuros bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, acompanhados do significado de seus principais elementos e de seu lema.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Monsenhor Pascal Schreiber


O Blasonamento (descrição do escudo).

O escudo se apresenta sob a forma de um quartelado (dividido em quatro quartéis distintos):

• Primeiro quartel (no alto, à esquerda): é de sable (preto). Nele se distingue o rosto triunfante de Jesus Cristo, Rei do Universo, coroado com ouro, envolto num nimbo e em raios flamejantes, segundo a visão de São Nicolau de Flüe.

• Segundo e terceiro quartéis (acima, à direita, e embaixo, à esquerda): são idênticos, de goles (vermelho). Cada um é carregado com um leão rampante dourado, segurando em sua pata direita uma pena dourada.

• Quarto quartel (embaixo, à direita) de sable (preto), é carregado com uma estrela com oito raios (oito ramificações) dourada.

Explicação

A divisão do brasão em quatro partes procede de uma longa tradição no espaço germanófono.

No 1º quartel se encontra a parte central do quadro Meditação, de São Nicolau de Flüe, padroeiro da Confederação Suíça; também chamado de “Pai da Pátria” (Martirólogo romano, 21 de março), este santo inspirou a vocação sacerdotal do bispo.

Nesta visão, a cabeça representada simboliza ou a divindade indivisível, ou o Verbo de Deus encarnado, ou um observador humano. O rosto é cercado por seis raios. Três emanam do próprio rosto: um emana da orelha (Deus conhece tudo), o outro, do olho (Deus vê tudo, nada lhe é oculto), o último, da boca (dele jorra toda a sabedoria); os três outros vem de fora e atingem o nimbo, para mostrar que o crente pode, por sua reflexão assídua, alcançar um conhecimento profundo da divindade inaccessível.

Os 2º e 3º quartéis abrigam as armas da família Schreiber. O leão simboliza tradicionalmente a coragem, a força e a realeza, enquanto a pena corresponde ao significado do nome Schreiber (escritor) e valoriza os trabalhos de escrita.

No 4º quartel se encontra uma estrela, que representa ou o Salvador – “uma estrela nascerá de Jacó” (Nm 24, 17), “Sou a estrela resplandescente da manhã” (Ap 22, 16) – ou a Virgem Maria – “Stella Maris”, “Stella Matutina” – que estabelece assim uma conexão com o lema.

Além do mais, a estrela simboliza também São Nicolau. O santo ermita confessou que, enquanto ainda se encontrava no seio de sua mãe, ele tinha visto no céu uma estrela que iluminava o mundo todo. Também do seu eremitério em Ranft, ele via constantemente uma estrela no céu que se parecia com ele.

Enfim, o brasão utiliza as três cores da bandeira alemã: preto, vermelho e dourado, evocando o país onde se localiza o seminário de Zaitzkofen.

O Lema: VIRGO FIDELIS

O lema é de inspiração mariana, e retirado das Ladainhas de Loreto: “Virgo fidelis”, ó Virgem fiel.

Maria é a filha fiel do Pai celeste, a mãe fiel do Filho divino, e a esposa fiel do Espírito Santo. Ela também deve nos ajudar a permanecermos fiéis a Deus.

Este título da Santíssima Virgem Maria é muito caro ao nosso fundador, Dom Marcel Lefebvre. Ele o incluiu nos Estatutos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X:

“Os compromissos são renovados anualmente por todos os membros na festa da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro. […] Neste dia de bênção, que todos os membros […] solicitem à Virgem fiel a graça da fidelidade aos seus compromissos e a graça da perfeita unidade na caridade para toda a Fraternidade.”
Enfim, a referência à Virgem Maria valoriza as virtudes da força e da pureza, numa época em que elas são tão atacadas.

“Bem-aventurados os puros de coração, pois verão Deus!” (Mt 5, 8).

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Monsenhor Michael Goldade

O Blasonamento (descrição do escudo).

• O campo (o fundo): de azure (azul).

• A bordadura: ornada com um motivo vegetal composto por doze espigas de trigo de ouro (6 de cada lado) unidas por caules entrelaçados.

• O coração (o emblema central): um emblema dourado (amarelo) carregado de um Coração da Vendeia de golas (vermelho). Esse motivo é composto por dois corações entrelaçados, encimados por uma coroa e uma cruz.

Explicação

As doze espigas de trigo são cheias de significado e simbolismo.

Num plano pessoal, as espigas evocam ao mesmo tempo o lugar de origem do bispo – Notre-Dame des Prairies, na Dacota do Norte – e o lugar em que ele cresceu – St. Marys, no Kansas -, dois Estados conhecidos por sua agricultura, porque são os dois maiores produtores de trigo dos Estados Unidos. E o número remete aos doze membros da sua família.

Tanto esse número quanto as espigas são frequentemente utilizados nas Sagradas Escrituras. Recordam-nos a história do Patriarca José, no Antigo Testamento, um dos doze filhos de Jacó, que foi o guardião do trigo do Egito. Ele representa assim a figura profética de São José, pai adotivo do Menino Jesus, o Pão da vida. O mesmo São José também sendo o Padroeiro da Igreja universal e o guardião das vocações.

O trigo também é o símbolo da santa Eucaristia e do santo sacrifício da Missa, que constituem o coração da Fraternidade São Pio X. O número doze, número da plenitude, corresponde ao número de cestos que recolhem as sobras da multiplicação dos pães, e remete igualmente aos Apóstolos, colunas da Igreja.

O fundo azul, no interior do qual se encontra o emblema dourado é uma homenagem à Santa Virgem, campo virginal de onde brota o Pão da Vida; o ouro do emblema designa a divindade do menino que Nossa Senhora carrega. É também uma alusão ao ouro que o nome Goldade evoca.

O símbolo dos dois Corações coroados corresponde à principal devoção da família Goldade aos santos corações de Jesus e de Maria, e representa, certamente, as armas da Fraternidade São Pio X. Esse símbolo está ligado ao lema.

O Lema: ADEAMUS CUM FIDUCIA

Este lema é tirado de São Paulo: “Aproximemo-nos com confiança do trono da graça, a fim de obter misericórdia e encontrar graça para sermos socorridos em tempo oportuno” (Hb 4, 16). São também as primeiras palavras do Introito da missa do Coração Imaculado de Maria (22 de agosto).

Trata-se de um ato de fé e de confiança absoluta na Santíssima Virgem Maria, Medianeira de todas as graças, a quem seu Filho não recusa nada. “A razão da minha esperança é Maria!” (São Bernardo).

A Virgem é designada sob seu título de “Trono da graça”, pois a Sabedoria eterna, fonte de toda graça, quis descansar nela e reinar por meio dela.

Além do mais, esta oração ecoa o início da Santa Missa, evocada pelas espigas: “Subirei ao altar de Deus…” (Sl 42).

Pelos Corações unidos de Jesus e de Maria, por todas as graças que nos advém do santo sacrifício da Missa, temos a certeza do socorro divino em todas as circunstâncias da nossa vida.

“É na esperança que somos salvos!” (Rm 8, 24).

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Monsenhor Michel Poinsinet de Sivry

O Blasonamento (descrição do escudo).

O escudo é “cortado” (dividido horizontalmente em duas partes iguais):

• O chefe (parte superior): de goelas (vermelho), carregado com uma espada prateada guarnecida de ouro, colocada de banda (em diagonal, de baixo, à esquerda, para o alto, à direita), sobre a qual é colocada uma palma de ouro em barra (diagonal inversa).

• A ponta (parte inferior): de azure (azul), carregada com um cisne prateado (branco) com bico dourado, nadando sobre ondas do mesmo metal (representadas por linhas brancas abaixo).

Explicação

Na parte superior, dois emblemas ilustram o lema:

• A espada significa o combate que a Igreja, através dos seus membros, deve conduzir para alcançar o triunfo de Nosso Senhor sobre o Mundo e o pecado, pela aplicação dos frutos da sua Redenção. A espada também é a palavra de Deus: “Tomai também o elmo da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6, 17). Esta palavra cortante é a resposta às máximas do mundo.

• A palma simboliza a vitória da Igreja aqui na terra, personificada pelas testemunhas da fé, seus mártires. Ela expressa a alegria e o triunfo que resultam desta vitória.
Na parte inferior se encontra o cisne, tirado das armas familiares, que é um símbolo de fidelidade (o cisne permanece sempre com o seu parceiro) e de pureza (por sua cor branca), duas qualidades inerentes à virtude da fé.

O Lema: FIDES VINCIT MUNDUM

Estas palavras são trechos da 1ª Epístola de São João: “Tudo o que nasceu de Deus, vence o mundo; a vitória que venceu o mundo é a nossa fé” (1 Jo 5, 4). São uma recordação do triunfo de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre este mundo que não quis recebê-lo. “Venci o mundo” (Jo 16, 33). É a fé em Nosso Senhor que nos associa a essa vitória.

Também nos recordam que a Igreja sobre a terra é militante: “A vida do homem sobre a terra é um combate” (Jó 7, 1).

Neste lema encontramos expressa, então, a luta entre as “Duas Cidades” (Santo Agostinho) ou os “Dois Estandartes” (Santo Inácio), e a certeza da vitória de Nosso Senhor.

Logo, é um apelo à esperança nos tempos perturbados que vive a Igreja, eco à história particular da Fraternidade e à sua missão providencial.

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Monsenhor Marc Hanappier

O Blasonamento (descrição do escudo).

O campo do escudo é constituído de um único bloco:

• O campo (o fundo): de azure (azul).
• O móvel central: um cordeiro pascal (o Agnus Dei) de prata (branco). O cordeiro é representado passante, a cabeça envolta por um nimbo dourado e marcada por uma cruz de goelas (vermelho). Carrega um bastão cruzado dourado, preso a um estandarte prateado carregado com uma cruz de goelas (a oriflama da Ressurreição). Do seu peito jorra um fluxo de sangue de goelas que se derrama num cálice de ouro colocado aos seus pés.
• O acompanhamento: o cordeiro é circundado por três flores de lírio prateadas, dispostas duas em chefe (no alto) e uma na ponta (embaixo).

Explicação

O Cordeiro vitorioso é aquele do Apocalipse, cujo os anjos e os santos cantam a vitória no Céu: “O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força, honra, a glória e a benção!” (Ap 5, 12).

É também o Introito da Missa de Cristo Rei. Glorificar o Cordeiro imolado para a nossa salvação, cujo sangue é a nossa vida, tal é o propósito da Igreja. Este sangue é recolhido no cálice da salvação, e comunicado às almas como uma verdadeira bebida para purificá-las e fortalecê-las.

Os lírios são um símbolo da realeza e circundam o Cordeiro.

Representam também a pureza imaculada da Virgem Maria: “Como um lírio entre os espinhos, tal é minha bem-amada entre as donzelas” (Ct 2, 2).
No fundo azul elas também constituem um símbolo francês. Há três delas, como nas armas da cidade de Versalhes, onde reside a família Hanappier.

A Divisa: DIGNUS EST AGNUS

São João Batista testemunhou: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1, 36), e esse testemunho suscitou as vocações dos dois primeiros Apóstolos, João e André. O Cordeiro de Deus atrai as vocações.

No Apocalipse, o Cordeiro aparece “de pé, como imolado” (Ap 5, 6): Nosso Senhor Jesus Cristo é ao mesmo tempo o Sumo Sacerdote do Novo Testamento e a Vítima de agradável odor oferecida ao Pai. Esse símbolo evoca o sacerdócio e o santo sacrifício da Missa, onde é implorado a esse Cordeiro para que “tire os pecados do mundo”, para que “tende piedade de nós” e “nos dê a paz”.

No versículo seguinte do mesmo capítulo, o Cordeiro recebe o livro “escrito por dentro e por fora, selado com sete selos” que somente ele pode abrir. Aqui está a chave de toda a história do Mundo: Nosso Senhor Jesus Cristo é o centro da história, “a ele pertencem os tempos” (bênção do círio pascal); nada, nem ninguém, nem nenhum grupo humano, em nenhum tempo, pode se dizer independente dele, e o mistério do mal em toda a história do mundo só pode ser compreendido à luz da Cruz, do sacrifício do Cordeiro, fora do qual não há salvação.

Sim, ele é realmente “digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força, a honra, a glória e a bênção!” (Ap 5, 12).

PADRE NICOLA BUX AO PAPA LEÃO XIV: FAÇA TODO O POSSÍVEL PARA SUPERAR AS DIVERGÊNCIAS COM A FSSPX

Em uma filial Carta Aberta, porém urgente, o ex-consultor do Vaticano (até ele) pressiona pelo diálogo com a FSSPX, pela liberalização do rito romano tradicional, por respostas às Dubia e por limites ao Caminho Sinodal da Alemanha.

Fonte: Substack de Edward Pentin (*) – Tradução: Dominus Est

(*) apresentamos esse texto apenas como notícia e não como concordância a todos os pontos apresentados, devido a visão conservadora dele. 

Na véspera do Consistório de Cardeais desta semana, o Padre Nicola Bux, um colaborador próximo do falecido Papa Bento XVI, redigiu um apelo filial, porém firme, ao Papa Leão XIV, instando-o a “resolver com celeridade, na verdade – e somente na verdade –, as numerosas ‘polarizações’ que atravessam o corpo eclesial“.

Em uma carta aberta assinada na Festa do nascimento de São João Batista, o padre Bux exorta, em particular, ao Papa, para que construa um diálogo com a Fraternidade São Pio X antes que esta sagre novos bispos sem mandato papal em 1º de julho.

Agora que temos experiência no diálogo com pessoas e grupos fora da Igreja”, escreve ele, “não deveríamos também, e acima de tudo, nos empenhar no diálogo dentro de nossas próprias fileiras, fazendo todo o possível para garantir que nenhum desses irmãos e irmãs que o Senhor nos confiou se perca?”

O padre Bux, sacerdote da Diocese de Bari e ex-consultor do Dicastério para a Doutrina da Fé e do Dicastério para as Causas dos Santos, também insta o Papa Leão XIV a tomar outras três medidas fundamentais: “reavaliar” o motu proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI , que liberalizou a liturgia romana tradicional, mas que o Papa Francisco revogou em 2021; garantir que o “Caminho Sinodal” alemão não decida sobre questões de doutrina, moral e prática sacramental; e dar uma resposta às dubia (questões formais que buscam esclarecimentos) que os cardeais levantaram durante o pontificado do Papa Francisco, mas que Francisco ou não respondeu ou, segundo os cardeais, respondeu de forma insatisfatória. Continuar lendo

PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA DA FRATERNIDADE SÃO PIO X PARA ESCLARECER AS ALMAS CONFRONTADAS COM OS ERROS MODERNOS

Em nome da santa e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.

Preâmbulo

1 – Professo e abraço a inteira verdade da fé católica, tal como foi “recebida pelos Apóstolos dos próprios lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou transmitida como de mão em mão pelos próprios Apóstolos conforme lhes ditava o Espírito Santo” 1, e a seguir conservada fielmente até chegar a nós por uma sucessão ininterrupta na Igreja católica, através da pregação dos papas e dos bispos, dos escritos dos Padres da Igreja e dos teólogos, e das definições dos santos concílios 2.

2 – Recebo firmemente todas e cada uma das verdades que a Igreja infalível propôs como divinamente reveladas e necessárias para a salvação, seja pelas definições do seu Magistério solene, seja pela unanimidade do seu Magistério ordinário e universal 3. Recebo também tudo o que pertence à doutrina católica em razão de uma conexão necessária com o depósito revelado 4, e tenho por certas as verdades que a Igreja ensinou com constância a fim de preservar esse depósito em face dos erros 5.

3 – Rejeito, consequentemente, todos os erros contrários a essa fé, especialmente os do liberalismo, do  indiferentismo, do modernismo, do ecumenismo e do laicismo, condenados pelos papas Pio IX 6 , Leão XIII 7, São Pio X 8, Pio XI 9 e Pio XII 10 Tais erros, com efeito, obscurecem a doutrina revelada, falseiam a Tradição, desfiguram a santa liturgia, corrompem a moral, enfraquecem o espírito missionário e desagregam a ordem social cristã, causando grave prejuízo à salvação das almas.

4 – Professo essa fé e rejeito todos os erros que lhe sejam contrários, porque quero permanecer fielmente submisso à santa Igreja católica, apostólica e romana, Mestra da verdade, bem como ao Papa, Vigário de Cristo, na fidelidade à Roma eterna que recebeu a missão de guardar santamente e de expor fielmente o depósito revelado até o fim dos séculos. Continuar lendo

CARTA ABERTA A SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV E AOS CARDEAIS DA SANTA IGREJA

Santo Padre,

Eminências Reverendíssimas,

Às vésperas do Consistório que haverá no fim deste mês, e a poucos dias das consagrações episcopais previstas para 1º de julho próximo em Écône, parece-nos ter chegado o momento oportuno para a Fraternidade São Pio X formular uma profissão integral da fé católica, que gostaríamos de entregar nas mãos de Vossa Santidade e de cada um dos Cardeais.

A Igreja sofre hoje em dia, pressionada por novas forças, vindas tanto de dentro quanto de fora, que a impelem em todas as direções possíveis, à exceção, segundo nos parece, da direção certa. Diante de tal sofrimento, não podemos ficar indiferentes.

Não é à Fraternidade São Pio X que cabe indicar o caminho a ser seguido, mas sim à Tradição bimilenar da Igreja, fielmente guardada e transmitida pela Sé Apostólica ao longo dos séculos, e que muitos hoje consideram, na prática, uma realidade ultrapassada, sujeita a uma evolução permanente. Continuar lendo

DILLWYN: ORDENAÇÕES AO DIACONATO E SACERDÓCIO – 2026

Na sexta-feira, 19 de junho, no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn, EUA, Dom Bernard Fellay ordenou 5 diáconos ao sacerdócio, sendo 2 beneditinos — 1 irlandês e 1 americano — enquanto 10 seminaristas receberam o diaconato — 1 brasileiro (Gabriel Murai), 1 singapuriano, 1 nigeriano e 7 americanos.

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Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

TRADITIO: PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

OU CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR A PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE

🌐 As legendas estão disponíveis em vários idiomas. Clique em ⚙️ e depois em “Legendas” para selecionar o seu idioma.

O terceiro episódio da série documental TRADITIO – Pelo amor à Igreja é dedicado ao ministério sacramental da Igreja. Por meio da distribuição dos santos óleos e da celebração da Semana Santa, ele destaca a vida litúrgica que santifica as almas, transmite a graça divina e prolonga a obra redentora de Cristo em todo o mundo.

Realizada ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha, em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, esta produção de mais de quatro horas constitui um dos projetos cinematográficos mais ambiciosos já empreendidos pela Fraternidade.

Esse episódio é continuação da Parte2:MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA

PRIMEIRAS PROFISSÕES E VOTOS NAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO – 2026

Na sexta-feira, 12 de junho, Festa do Sagrado Coração, 18 noviças fizeram seus primeiros votos de pobreza, castidade e obediência pelas mãos do Padre Davide Pagliarani. Elas se comprometeram, assim, a seguir Cristo na vida religiosa, segundo as constituições das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração.

A Congregação está vivenciando um crescimento excepcional. Nos últimos seis anos, 90 jovens mulheres ingressaram no noviciado em Narni, um sinal particularmente encorajador no contexto atual de declínio das vocações religiosas.

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CLIQUE AQUI para ver a nova igreja das Irmãs que está em construção.

CLIQUE AQUI e veja o belíssimo vídeo da Tomada de Hábito e Primeiros Votos das Irmãs Consoladoras nessa ano de 2025.

CLIQUE AQUI para ver o belo convento adquirido pelas Irmãs

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 “Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas”

Sobre as Irmãs da FSSPX e a vocação religiosa feminina pode ser visto clicando aquiaquiaquiaquiaqui e aqui.

E para acessar as várias publicações das Irmãs da FSSPX aqui no blog, clique aqui

LEÃO XIV À FSSPX: “SE ELES FIZEREM ESSA ESCOLHA, LAMENTO, MAS PRECISAMOS SEGUIR EM FRENTE.”

Papa Leão XIV inaugura a Conferência Raising Hope: o que ainda falta fazer  depois da Laudato Si'? - Movimento dei Focolari

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Há pouco tempo (terça-feira, 16 de junho), em Castelgandolfo, Leão XIV respondeu a uma pergunta de um jornalista sobre a FSSPX: “Nós os convidamos, e ainda estou avaliando se devo fazer outro apelo, dizendo: ‘Não façam isso. Tentemos viver em comunhão dentro da Igreja.’ Mas a escolha cabe a eles. É preciso ter consciência do que isso implica para eles e para a Igreja. Certamente, a divisão entre os cristãos é sempre algo doloroso. No entanto, eles se recusam a aceitar alguns elementos fundamentais da Igreja, a começar por diversos pontos do Concílio Vaticano II. Se fizerem essa escolha, lamento, mas temos que seguir em frente.”

Haveria uma página inteira de perguntas a serem feitas nessas poucas linhas.

Convidados para quê?

Para a reunião do penúltimo ultimato com Fernández?

Para outra coisa?

Para a divisão entre os cristãos?

Eles se recusam a aceitar alguns elementos fundamentais da Igreja? Quais? O Vaticano II? Um Concílio que se apresenta como não dogmático passa agora a ser portador de elementos fundamentais da Igreja?

Mas então: será que aquela mulher vestida de arcebispa anglicana, a quem ele acabou de prestar homenagem, aceita esses elementos fundamentais?

E os bispos aliados do Partido Comunista Chinês?

Os elementos fundamentais são os do catolicismo ou de outra religião?

E, novamente: devemos seguir em frente? Para onde, exatamente?

Eis os “elementos fundamentais” da Igreja (conciliar) que deverão ser aceitos:

Pode ser uma imagem de texto que diz "OIMAAN lova Missa Novo Rito de Batismo Novo Rito de Matrimônio Novo Rito de Confirmação + Νονο Rito de Extrema Unção Novo Rito de Penitência + Νονο Rito de Ordenação Νονο Breviário + Novo Calendário Novo CDC + Νονο Catecismo Νονο Rito de Exorcismo Novo Martirológio Νονο Rosário Νονο processo de Beatificação Νονα Teologia Nova Filosofia Ecumenismo Liberdade Religiosa Colegialidade Caminho Sinodal ssis Abu Dhabi Traditionis Custodes populi fidelis"

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ACESSE NOSSO “ESPECIAL DOS ESPECIAIS” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., CLICANDO AQUI.

AS COMUNIDADES TRADICIONAIS AMIGAS DA FSSPX: UMA FECUNDIDADE EVANGÉLICA

Em torno da Fraternidade São Pio X, uma verdadeira constelação de vida religiosa se manteve ou foi reformada: mais de 20 ramos tradicionais de Ordens e Congregações históricas conservam suas antigas Constituições em todo o seu rigor e beleza, atraindo centenas de jovens, homens e mulheres.

Fonte: DICI – Tradução: Domimus Est

Longe de ser um instituto de retraimento, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X define-se, acima de tudo, como uma obra de reconstrução católica. Em um mundo marcado por constantes turbulências e por uma aceleração das reformas modernistas que abalam os fundamentos da fé, ela ergue-se como um baluarte de estabilidade. Sua ambição não é uma luta em si mesma, mas a zelosamente zelada preservação do depósito da fé, para permitir que a Igreja permaneça firme em sua própria identidade. Apoiando-se na liturgia milenar e na doutrina imutável, ela permite que os fiéis se elevem acima das modas passageiras para se unirem à Tradição viva.

Junto aos nossos 738 sacerdotes, 268 seminaristas, 145 irmãos e 87 irmãs oblatas(1), eis um panorama das comunidades religiosas que trabalham conosco na luta pela Igreja, seguindo os passos de Dom Lefebvre.

OS PRIMEIROS COMPANHEIROS

Em sua maioria, forçados a deixar suas comunidades diante da revolução que se seguiu ao Concílio, esses pioneiros fundaram um ramo tradicional de sua Congregação: Continuar lendo

HOMENS E MULHERES: O QUE VESTIR PARA IR À IGREJA?

Durante um sermão proferido no Domingo da Santíssima Trindade em Écône, o Pe. Bernard de Lacoste, diretor do Seminário São Pio X, lembrou aos cristãos que, como templos da Santíssima Trindade pela graça, devemos honrar a Deus até mesmo em nossas vestimentas, particularmente durante a Missa dominical.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Certa vez, um menino na catequese perguntou:

— Padre, onde está a Santíssima Trindade?

E o padre respondeu:

— Meu filho, a Santíssima Trindade está no céu, na terra, em toda parte, mas especialmente na sua alma desde o seu batismo. Ela está na sua alma.

Então, o menino perguntou:

— Como assim? Na minha alma há o Pai, o Filho e o Espírito Santo?

E o padre:

— Sim, na sua alma vivem o Pai, o Filho e o Espírito Santo, desde que você esteja em estado de graça.

Essa é uma realidade muito importante sobre a qual devemos refletir. E São Paulo tira disso uma conclusão muito concreta e prática: devemos respeitar nosso corpo, porque nossos corpos são os templos da Santíssima Trindade.

Podemos até ir mais longe e dizer que, uma vez que devemos respeitar nossos corpos, devemos cuidar para vesti-los adequadamente. Sim, as roupas são um sinal de respeito. Continuar lendo