Enquanto a narrativa oficial da grande mídia (em parte “católica”) retrata um Vaticano misericordioso que tenta uma mediação final com os “rebeldes” de Ecône, os documentos publicados pela Fraternidade São Pio X(FSSPX) contam uma história diametralmente oposta. A recente declaração da Fraternidade, apoiada por uma cronologia documental, revela que o diálogo não está “apenas começando”, mas já foi amplamente experimentado e, na verdade, sabotado por reivindicações romanas teologicamente inaceitáveis. Tudo isso, obviamente, admitindo (e não concedendo) que o diálogo com quem nega os fundamentos da doutrina e da razão seja possível em si mesmo.
O fracasso do “diálogo”: mais do que um encerramento, um ultimato.
A narrativa de um “novo rumo” para o diálogo agora se revela uma operação exploratória. Os documentos revelam que as tentativas de reconciliação fracassaram não por obstinação “lefebvriana”, mas pela imposição de cláusulas que teriam obrigado a FSSPX a renegar os ensinamentos da Igreja e, portanto, sua própria razão de ser.
A carta do Cardeal Müller a D. Fellay (6 de junho de 2017) já havia preparado o terreno para o que se configurava como um verdadeiro ultimato. Nesse texto, o então Prefeito da Doutrina da Fé exigia a plena aceitação do Concílio Vaticano II e a legitimidade da Nova Missa, sem margem para qualquer discussão crítica. A resposta da FSSPX sempre foi clara: a Verdade não pode ser trocada por uma regularização canônica, o que configuraria uma “armadilha” doutrinal, que aliás já mostrou seus frutos desastrosos em outras realidades (ver, por exemplo, o caso de Campos).Continuar lendo →
As contradições inerentes às ameaças de sanções dirigidas pelo Cardeal Fernández à FSSPX
Um excelente e essencial artigo do Aquila Blog aponta a grande ferida que a ameaça de excomunhão à Fraternidade São Pio X está revelando: enquanto as autoridades que atualmente dirigem a Igreja se abrem à comunidade LGBT, elogiam Lutero, declaram todas as religiões como caminhos de salvação desejados por Deus, enviam felicitações à comunidade islâmica pelo Ramadã e aceitam todo desvio doutrinal de bispos, padres e teólogos, parecem querer usar a máxima severidade apenas para sancionar aqueles que rejeitam o circo ecumênico-inter-religioso e se mostram zelosamente ligados ao que a Igreja sempre ensinou, à sua Tradição perene. Essa contradição, infelizmente, soa como uma condenação das autoridades que utilizam um conceito abstrato e puramente jurídico da unidade da Igreja, esquecendo-se de que o fundamento último e mais importante de sua unidade é a verdade. A lei suprema da Igreja é a salvação das almas.
Excomunhão sem condenação: a crise de sentido do catolicismo conciliar
A questão das sagrações anunciadas pela FSSPX e a reação do Dicastério para a Doutrina da Fé revelam um curto-circuito interno que não pode mais ser ignorado: uma Igreja que empunha a arma suprema da disciplina canônica enquanto sistematicamente destrói os pressupostos teológicos que a tornam inteligível. Quando a verdade sobrenatural é substituída por um humanismo “inclusivo”, a excomunhão deixa de ser uma cura para a alma e passa a ser um vestígio de poder. E um poder nu, desprovido de sua finalidade, não gera obediência. Gera apenas ressentimento.Continuar lendo →
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. José Maria, no Priorado de S. Pio X de Lisboa, na quarta-feira de cinzas, sobre a necessidade de preparação para a morte.
Franca e cordial. Com essa frase as duas partes definem o momento que marca o final das considerações e a inviabilidade da argumentação, dando início aos “fatos”. A sorte está lançada.
Falar que foi franca e cordial não é, de modo algum, hipocrisia diplomática. De um lado e do outro as posições estão marcadas claramente; e sem as ambiguidades a que nos acostumamos até agora, “não pensamos discutir nem o concílio, nem a reforma litúrgica” diz um lado; e o outro “não pensamos aceitar nem o concílio, nem a reforma litúrgica” – mas além desses pontos que documentam e demarcam a liça, ambos sabem que há um abismo espiritual entre os dois, e por isso não cabe irritar-se com uma ninharia. Quiçá me digam que não há “cordialidade” uma vez que há ameaças, mas insisto que a declaração não é mendaz – quem declara sua posição abertamente, abre seu coração. Os anúncios de sanções expressas e definidas não excluem nem a franqueza, nem a cordialidade. Quando a arma não se oculta, todo homem viril agradece a possibilidade de uma boa luta cara a cara, e com coração aberto.
Progressismo e tradicionalismo colocaram as cartas na mesa – e toda a escória que criou o Conservadorismo, de boa ou má fé, para ganhar tempo na esperança de que a confusão permita certa subsistência de meias-verdades, murmuradas por bocas tapadas, em cargos vazios de função mas com algo de prestígio, aguardando que o tempo – um velho traidor – faça o trabalho de que suas vontades fogem.Continuar lendo →
Infelizmente, o cardeal caiu no “sirismo” (*), o erro do arcebispo de Gênova de uma obediência excessiva que impediu a maioria dos católicos de se opor à ocupação modernista da Igreja.
Clique aquie assista a um vídeo com uma Carta Aberta de John-Henry Westen ao Cardeal Sarah.
O jornal Il Foglio, notoriamente pró-Israel e pró-americano (para dizer o mínimo), publicou um texto do Cardeal Sarah no qual o cardeal lançava uma espécie de apelo à Fraternidade São Pio X para que renunciasse à sagração de novos bispos. É interessante que um jornal ultra-sionista se preocupe com uma questão eclesiológica complexa e se posicione contra a Fraternidade. Mas, além desse aspecto, que merece uma análise mais aprofundada, um ponto no raciocínio de Sarah é interessante: o cardeal se baseia no exemplo batido do Padre Pio que, injustamente suspeito e combatido (entre outros, pelo Pe. Agostino Gemelli), foi proibido de ouvir confissões de penitentes por 12 anos, ordem que respeitou fielmente. A Fraternidade hoje, segundo ele, deveria fazer o mesmo.
No entanto, Sarah desenvolve um raciocínio falho por quatro razões:Continuar lendo →
ROMA, 24 de fevereiro de 2026 — D. Athanasius lançou hoje um apelo ao Papa Leão XIV, após o anúncio da Fraternidade São Pio X (FSSPX) de que prosseguirá com as sagrações episcopais, apesar das advertências do Vaticano de que tal ato “constituiria uma ruptura decisiva da comunhão eclesial (cisma)”.
Intitulado “Um apelo fraterno ao Papa Leão XIV para a construção de uma ponte com a FSSPX”, e publicado exclusivamente abaixo, o bispo auxiliar de Astana apela à generosidade pastoral e à unidade eclesial num momento que ele descreve como decisivo para o futuro da relação entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal tradicional.
D. Athanasius já atuou como visitador do Vaticano aos seminários da FSSPX, o que lhe proporcionou uma visão em primeira mão das estruturas, da liderança e dos fiéis da Fraternidade. Seu apelo surge em meio a um intenso debate no mundo católico, com reações que variam de uma esperança cautelosa de reconciliação a renovados apelos por medidas disciplinares.
D. Athanasius adverte o Papa Leão XIV para que não deixe passar este “momento verdadeiramente providencial” sem uma ação decisiva. Ele alerta que renunciar à oportunidade de conceder o mandato apostólico correria o risco de consolidar o que ele chama de uma divisão “verdadeiramente desnecessária e dolorosa” com a FSSPX — uma ruptura que a história não ignoraria facilmente.Continuar lendo →
O professor Jaime Mercant Simó(*), sacerdote diocesano de Maiorca — doutor em filosofia e direito tomista, professor do Centro de Estudos Teológicos e diretor da biblioteca diocesana — não é membro da FSSPX. Embora não concordemos com todos os pontos de sua declaração divulgada em X, reproduzimo-la abaixo, pois ela demonstra que as futuras ordenações da FSSPX suscitam, além de suas fileiras, reflexões sérias e fundamentadas.
“…não contribuirei para a injusta e desproporcional “demonização” pública. [da FSSPX]”
Vários dos meus leitores me questionaram sobre as próximas ordenações episcopais da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Aqui está a minha posição, expressa de forma pedagógica na forma de perguntas e respostas:
Os “lefebvristas” cometerão um pecado mortal com essas sagrações episcopais?
— Não, absolutamente não.
Não seria um ato cismático?
— Não, formalmente não é.
Por que formalmente não é?
— Porque, para que ocorra um “cisma perfeito”, deve haver uma clara intenção de cometer um ato cismático e de constituir, com os novos bispos, uma jurisdição hierárquica paralela à existente na Igreja Católica Romana. Ora, neste caso, nenhuma dessas coisas ocorrerá.Continuar lendo →
O site InfoVaticana fornece detalhes da audiência privada de D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, com o Papa Leão XIV, ocorrida em 18 de dezembro de 2025. Em entrevista a Robert Moynihan, divulgada pela Urbi et Orbi Communications, D. Athanasius Schneider (*) revelou parte da conversa que teve com o Sumo Pontífice.
(*) A pedido da Santa Sé, D. Athanasius Schneider visitou os Seminários da FSSPX dos EUA e da Europa há alguns anos atrás apresentando um relatório favorável ao Papa.
Nessa ocasião, ele aprofundou o diagnóstico apresentado ao Papa sobre a situação da Igreja, retomando alguns pontos que já havia destacado em janeiro, quando aludiu à necessidade de uma Constituição Apostólica para garantir a paz litúrgica.
O bispo explicou que a conversa foi “aberta e cordial” e destacou, entre os temas abordados, tanto as feridas que percebe na Igreja quanto o impacto espiritual que a forma extraordinária do rito romano teve em muitos fiéis, especialmente entre os jovens.
As cinco feridas que enfraquecem a Igreja
Assim, D. Athanasius apresentou ao Papa uma lista do que ele definiu como as cinco principais feridas que afetam a Igreja hoje e que, em sua opinião, exigem atenção urgente:Continuar lendo →
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Resposta do Conselho Geral da Fraternidade São Pio X ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé.
Menzingen, 18 de fevereiro de 2026 Quarta-feira de Cinzas
Eminência Reverendíssima,
Antes de tudo, agradeço-lhe por me ter recebido no último 12 de fevereiro, e também por ter tornado público o conteúdo de nosso encontro, o que contribui para uma perfeita transparência na comunicação.
Não posso deixar de acolher favoravelmente a abertura a uma discussão doutrinal, manifestada agora pela Santa Sé, pela simples razão de que fui eu mesmo quem a propôs há exatos sete anos, em carta datada de 17 de janeiro de 2019. Naquela altura, o Dicastério não expressou nenhum interesse real por esse tipo de discussão, com o motivo – exposto oralmente – de que um acordo doutrinal entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X era impossível.
De parte da Fraternidade, uma discussão doutrinal era – e ainda hoje o é – coisa desejável e útil. Com efeito, ainda quando não se chegue a um entendimento comum, intercâmbios fraternos permitem a ambas as partes conhecerem-se melhor mutuamente, aprimorarem e aprofundarem os próprios argumentos, aquilatarem melhor o espírito e as intenções que motivam as posições do interlocutor, e sobretudo o seu amor real pela Verdade, pelas almas e pela Igreja. Isto vale, em qualquer tempo, para ambas as partes.Continuar lendo →
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A Fraternidade defende-se de qualquer acusação de cisma e considera, apoiando-se em toda a teologia tradicional e no ensinamento constante da Igreja, que uma consagração episcopal não autorizada pela Santa Sé, quando não é acompanhada nem de uma intenção cismática, nem da colação da jurisdição, não constitui uma ruptura da comunhão da Igreja.
A constituição Lumen gentium sobre a Igreja enuncia no capítulo III, no n.º 21, que o poder de jurisdição é conferido pela consagração episcopal ao mesmo tempo que o poder de ordem. O decreto Christus Dominus, sobre a função pastoral dos bispos na Igreja, enuncia o mesmo, em seu Preâmbulo, no n.º 3. A mesma afirmação é retomada pelo Código de Direito Canônico de 1983, no cânon 375, § 2. Ora, na Igreja, a recepção do poder episcopal de jurisdição depende, de direito divino, da vontade do Papa, sendo que o cisma se define precisamente como o ato daquele que se arroga uma jurisdição de maneira autônoma e sem levar em conta a vontade do Papa. Daí que, segundo esses documentos, uma consagração episcopal realizada contra a vontade do Papa seria necessariamente um ato cismático.
Tal argumentação, que pretende se conclua serem cismáticas as consagrações episcopais a serem realizadas dentro da Fraternidade, repousa toda ela no postulado do Concílio Vaticano II, segundo o qual a consagração episcopal confere a um só tempo o poder de ordem e o de jurisdição.Continuar lendo →
Esta é a Igreja Católica da Santa Cruz. A única igreja no Quênia que oferece a Missa tradicional em latim, sob o cuidado da FSSPX. E, nos últimos 22 anos, a Santa Cruz tem levado a Missa tridentina não apenas para centenas de fiéis quenianos, mas também para milhares em todo o mundo. Bem-vindos ao novo projeto da igreja Santa Cruz, FSSPX, aqui em Nairóbi, Quênia.
Desde 2005, a Igreja Católica da Santa Cruz continua a servir diferentes classes sociais, desde as mais abastadas até às áreas mais densamente povoadas, em comunidades mais marginalizadas. O caráter missionário único desta igreja permite que todas as famílias, independentemente de sua condição social, venham adorar o Deus Todo-Poderoso da forma como os santos sempre adoraram.
A Igreja Católica da Santa Cruz não apenas promove a Missa tradicional em latim, preservando-a e celebrando-a fielmente, como também avança em sua missão, proporcionando uma sólida educação católica para centenas de crianças no Quênia e em alguns outros países.
Com uma população estudantil crescente, a Escola Internacional Católica da Santa Cruz acolhe alunos brilhantes e talentosos de todas as classes sociais. Isso demonstra verdadeiramente a missão da FSSPX de proporcionar uma educação católica sólida e de qualidade a todos os alunos, integrando o currículo internacional ao catecismo da Igreja Católica. Ao final, essas crianças se tornam católicas devotas, cruzados da Eucaristia e discernem suas vocações desde muito jovens.
Paralelamente à sua missão de construir uma nova igreja da Santa Cruz, FSSPX aqui em Nairóbi, Quênia, ela continua a difundir a verdade por meio de boa literatura católica, sacramentais, devocionais e muitos outros artigos católicos que você pode encontrar na única livraria tradicional do Quênia, a Livraria Católica da Santa Cruz. Parte da missão da FSSPX é a formação de sacerdotes santos. E nas últimas duas décadas, aqui na Paróquia da Santa Cruz, temos visto um aumento tremendo no número de vocações. E à medida que essas vocações para o sacerdócio continuam a aumentar, torna-se imprescindível que construamos um novo Priorado ao lado da nova capela da Santa Cruz, FSSPX para podermos atender a todas essas vocações que recebemos para a vida religiosa e o sacerdócio.
Dito isso, precisamos da sua ajuda para construir esta nova igreja da Santa Cruz, FSSPX, que será a única paróquia tradicional da FSSPX aqui no Quênia. Nossa comunidade está crescendo, desde os fiéis da igreja até nossos alunos, passando pelas jovens famílias católicas e pelas gerações futuras. Portanto, apelamos a você para que doe para este projeto. Cada tijolo, cada banco, cada pedra, cada doação, grande ou pequena, nos ajudará a alcançar o maior número possível de almas, oferecendo esta Missa de sempre e proporcionando uma comunidade onde as almas são verdadeiramente salvas ao participar da missa dos santos. Você pode encontrar todos os detalhes sobre doações em nossas páginas, na descrição, nas legendas e, claro, no site da Fraternidade São Pio X da Santa Cruz Católica. Sinta-se à vontade para compartilhar esta informação com suas paróquias, seus amigos e familiares, e doar para esta nobre causa, à medida que promovemos a missão da Fraternidade São Pio X de restaurar todas as coisas em Cristo – Instaurare omnia in Christo. Para a Immaculata TV, meu nome é Esther.
CLIQUE AQUIe conheça o Colegio Internacional da Santa Cruz, no Quênia.
Para apoiar o projeto de construção da igreja, CLIQUE AQUI.
A questão surge na mente de muitos fiéis católicos em todo o mundo. Como entender que Roma possa considerar com severidade as consagrações episcopais na FSSPX que ocorrerão no próximo dia 1º de julho, ao mesmo tempo em que reconhece, tolera ou ratifica a posteriori as nomeações impostas pelo Partido Comunista Chinês?
Não se trata de um paralelo artificial. Os fatos são públicos, repetidos, documentados. Há anos, o poder comunista chinês — oficialmente ateu, doutrinariamente materialista, estruturalmente hostil à realeza social de Cristo — intervém diretamente na nomeação dos bispos. Não o faz para servir a Igreja, mas para controlá-la. Não o faz para proteger a fé, mas para a supervisionar, vigiar e orientar de acordo com os interesses de um Estado ideológico.
No entanto, diante dessas graves interferências na constituição divina da Igreja, Roma dialoga, negocia, concilia. Chega a reconhecer certas nomeações realizadas sem mandato pontifício, unilateralmente, em nome de um pragmatismo diplomático apresentado como necessário para o bem das almas, a fim de preservar o acordo assinado desde 2018 entre o governo de Pequim e a Santa Sé.Continuar lendo →
Hoje, 12 de fevereiro de 2026, o Rev. Pe. Davi Pagliarani, Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi recebido no Palácio do Santo Ofício por Sua Eminência, o cardeal Víctor Manuel Fernández, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé. O encontro lhe fora proposto pelo Cardeal na sequência do anúncio público, feito no último dia 2 de fevereiro, de futuras sagrações episcopais dentro da Fraternidade São Pio X.
A conversa, de caráter privado, como era de desejo do Cardeal, durou uma hora e meia, e transcorreu numa atmosfera cordial e franca ao mesmo tempo. Deu ao Pe. Pagliarani o ensejo de ouvir atentamente o Prefeito, e de explicar o alcance do anúncio de 2 de fevereiro, bem como o sentido das gestões feitas junto à Santa Sé nestes últimos meses.
O Superior-Geral pôde assim apresentar de viva voz a situação atual da Fraternidade São Pio X e o seu dever, diante da necessidade espiritual em que se encontram as almas, de garantir a continuação do ministério de seus bispos.Continuar lendo →
O momento presente é um instante no tempo. Mas o tempo nos é dado, não de uma só vez, mas gota a gota, a cada instante. Como, então, podemos viver o momento presente enquanto pensamos em Deus?
Antes de tudo, recebendo-o como um dom de Deus. Devemos, portanto, acolhê-lo, recebê-lo como um dom e desejar serenamente a ação que lhe está associado, sem sermos passivos, sem sofrermos nossa vida. Nossa alma poderá então oferecer mais facilmente a Deus as ações que realizamos, por meio de um ato voluntário de caridade. Ela deve primeiro ser receptiva, antes de se lançar em múltiplas atividades. Se nossa mente está ocupada com muitas outras coisas — julgamentos, murmurações, modos de pensar mais ou menos deficientes, etc. — ela não pode estar na atitude de quem recebe, de quem acolhe. A constante fixação no passado, a recusa em desapegar-se de certas coisas, as intermináveis projeções para o futuro, o medo do que pode acontecer nele — tudo isso esgota a pessoa. O Bom Deus nos dá a vida no presente, não para nos esgotar. Devemos, portanto, saber acolher este momento presente com humildade e gratidão.Continuar lendo →
Nesse sermão, o Pe. de Lacoste prega sobre a necessidade das próximas sagrações, anunciadas em 2 de fevereiro pelo Superior Geral da FSSPX, Pe. Davide Pagliarani, e agendadas para 1º de julho. Apesar da ausência de um mandato papal, essas sagrações são consideradas necessárias para a continuidade da Tradição e, portanto, da fé “em toda a sua pureza doutrinal e caridade missionária“
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No seminário da FSSPX em Dillwyn (Estados Unidos) em 2 de fevereiro de 2026, 31 seminaristas receberam a batina e a tonsura, durante uma Missa pontifícal rezada por D. Bernard Fellay: 19 seminaristas do primeiro ano (17 americanos, 1 canadense e 1 indiano) receberam suas batinas e 12 seminaristas do segundo ano (10 americanos, 1 canadense e 1 escocês) receberam a tonsura.
No mesmo dia, no Seminário Santo Cura d’Ars, em Flavigny-sur-Ozerain,França, 22 seminaristas receberam suas batinas das mãos do Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da FSSPX: 15 franceses, 5 italianos, 1 belga e 1 queniano.
No Seminário do Sagrado Coração, em Zaitzkofen, na Alemanha, 9 tomaram suas batinas das mãos de D. Alfonso de Galarreta: 4 alemães, 2 poloneses, 1 esloveno e 2 suíços e outros 10 a tonsura:1 austríaco, 2 belgas, 5 poloneses, 1 esloveno e 1 eslovaco.
Rezemos pelas vocações.
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Nota do blog:Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:
Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa terá lugar na quinta feira, 12 de fevereiro. Convidamos os membros e fiéis da Fraternidade a oferecerem suas orações pelo bom desenvolvimento deste encontro.
“‘A lei suprema é a salvação das almas.’ É deste princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado.”
1. FSSPX.News: Senhor Superior-Geral, o senhor acaba de anunciar publicamente a sua intenção de realizar as sagrações episcopais para a Fraternidade São Pio X no próximo dia 1° de julho. Por que fazer esse anúncio hoje, 2 de fevereiro?
Padre Davi Pagliarani: A festa da Purificação da Santíssima Virgem é muito significativa dentro da Fraternidade. É o dia em que os candidatos ao sacerdócio vestem a batina. A Apresentação de Nosso Senhor no Templo, que hoje celebramos, lembra aos candidatos que a chave da sua formação e da sua preparaçãoparaasordensestánodomdesimesmo,quepassapelasmãosdeMaria.Trata-sedeumafesta marianade extrema importância,pois,aoanunciar uma espada de dor a Nossa Senhora,Simeãomanifesta claramente o papel que ela tem de corredentora ao lado de seu divino Filho. Vemo-la associar-se a Nosso Senhor desde o início da sua vida terrena até a consumação do seu sacrifício no Calvário. Assim também, NossaSenhoraacompanhaofuturosacerdoteduranteasuaformaçãoeaolongodetodaavida:éelaquem continua a formar Nosso Senhor em sua alma.
2. Esse anúncio vinha sendo objeto de vários rumores nos últimos meses, especialmente desde o falecimentodeDomTissierdeMallerais,emoutubrode2024.Porqueosenhoresperouatéagora?Continuar lendo →
O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, o Concílio Vaticano II, a fundação da Fraternidade S. Pio X, a crise da Igreja contra a Fraternidade; não houve cisma e a excomunhão não foi válida. Os fundamentos da formação sacerdotal na Fraternidade. A solução para a crise da Igreja.
Que alegria poder abençoar o hábito de vinte e dois novos seminaristas, neste dia no qual Nosso Senhor, pela primeira vez, vai ao Templo para apresentar-se a si mesmo diante de seu Pai, para manifestar exteriormente a oferta de si mesmo, de sua vida. “Eis-me aqui para fazer tua vontade”. “É a razão pela qual encarnei-me e, hoje, manifesto-a”. Tanto quanto possível, estas disposições perfeitas de Nosso Senhor devem ser as disposições de um rapaz que quer dar sua vida a Nosso Senhor para subir, um dia, ao altar. Que belo exemplo! É o modelo a ser seguido durante toda a nossa vida. E isto ocorre na humildade: a humildade de Nossa Senhora e a humildade de Nosso Senhor; Nossa Senhora, a Imaculada, a Virgem perpétua, aceita o rito da purificação conforme a lei de Moisés. Nunca nenhuma criatura foi ou será tão pura quanto a Virgem. Contudo, por humildade, ela aceita este ritual. E, por meio da oferta de duas rolinhas, uma em holocausto e uma pelos pecados, ela é purificada.
Era a oferta dos pobres. E Nosso Senhor, em si, é resgatado, pois, enquanto primogênito, ele pertence a Deus, e é resgatado ao pagar uma pequena soma de cinco siclos, cinco peças de moeda. Ele que era em si o Redentor, ele que era em si o preço de nosso resgate, aceita ser resgatado por algumas peças de moeda. Que humildade! Não estavam estritamente obrigados a ir a Jerusalém para esse ritual. Os judeus que habitavam muito longe podiam fazê-lo por procuração. Mas eles querem, a Santa Família quer cumprir a Lei por obediência.Continuar lendo →
Neste dia 2 de fevereiro de 2026, Festa da Purificação da Bem-Aventurada Virgem Maria, o Revmo. Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, durante a cerimônia de tomada da batina que presidiu no Seminário Internacional Saint-Curé-d’Ars, em Flavigny-sur-Ozerain, França, anunciou publicamente sua decisão de confiar aos Bispos da Fraternidade a tarefa de realizar novas sagrações episcopais, no próximo dia 1º de julho.
Em agosto passado, ele solicitou uma audiência com o Santo Padre, dando-lhe a conhecer seu desejo de expor filialmente a situação atual da Fraternidade São Pio X. Em uma segunda carta, ele falou explicitamente sobre a necessidade particular da Fraternidade de assegurar a continuidade do ministério de seus bispos, que há quase 40 anos viajam pelo mundo para atender aos numerosos fiéis ligados à Tradição da Igreja e desejosos de receber os sacramentos da Ordem e da Confirmação, para o bem de suas almas.Continuar lendo →
No boletim anterior, adotando uma perspectiva materialista, fizemos uma pergunta provocativa: “Quem é mais inútil do que uma criança?” Da mesma perspectiva, poderíamos responder: “Um idoso”. De fato, uma criança tem todo o futuro pela frente. Ela é muitas coisas em potência. Ela personifica a esperança. O idoso não tem futuro. Ele consome, não contribui e nunca mais produzirá nada. Aos olhos do mundo, ele é um fardo a ser eliminado. Assim, surge a eutanásia. Eufemisticamente chamada de Assistência Médica para Morrer, ela é, na realidade, mais do que isso: causa a morte, contradizendo diretamente o Quinto Mandamento.
A justificativa para essa intervenção humana é sutil: a dignidade humana. É verdade que a velhice traz declínios que podem ser humilhantes: perda de memória, perda da razão, da mobilidade e da autonomia em geral. Essas provações são difíceis para o indivíduo e para aqueles que o cercam. Mas será que causam uma perda de dignidade?Continuar lendo →
A Escola Saint-Joseph-des-Carmes, do Priorado de Montréal-de-l’Aude, na França, acaba de lançar seu mais recente CD, produzido pelo Coral dos Pequenos Cantores de São José (Les Petits Chanteurs de Saint-Joseph), formado e dirigido ao longo do ano pelo Pe. Éric Peron, FSSPX.
Este CD foi gravado e dirigido profissionalmente por Jean-François Sciau. O álbum consiste em uma Via Sacra, com meditações alternadas em forma de sonetos escritos pelo Pe. Foucauld le Roux, Secretário Geral da FSSPX, e polifonia sacra correspondente a cada uma das Estações da Via Sacra.
O CD físico está disponível apenas em francês, mas uma versão digital, incluindo as meditações em espanhol, pode ser baixada online.