Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado de São Pio X de Lisboa, no Domingo de Pentecostes sobre a necessidade de ser dócil e fiel ao Espírito Santo.
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PENTECOSTES: MONS. STRICKLAND DENUNCIA O SILÊNCIO QUE SUFOCA A VERDADE NA IGREJA
Por ocasião do Pentecostes, Mons. Joseph Strickland denunciou o silêncio que atualmente mina a Igreja diante da confusão doutrinal e dos ataques contra a Tradição Católica. Um silêncio de pastores que já não ousam mais falar com clareza. O Bispo Emérito de Tyler menciona, em particular, as crescentes pressões exercidas contra a Fraternidade São Pio X e a missa tradicional, exortando os católicos a reencontrarem a coragem de testemunhar publicamente a verdade.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Existe uma antiga canção de Simon e Garfunkel chamada “The Sound of Silence” (O Som do Silêncio). Muitos de vocês a conhecem. Um trecho diz: “Pessoas falando sem dizer, pessoas ouvindo sem escutar”. Essas palavras ressoam em minha mente com a aproximação do Pentecostes.
Pois vivemos em uma época repleta de ruídos. De palavras sem fim. Comentários sem fim. Pronunciamentos sem fim. Reuniões sem fim. Documentos sem fim. Discussões sem fim. E, no entanto, sob todo esse alvoroço, um silêncio terrível cresce no mundo, e até mesmo em certas partes da Igreja.
Não o silêncio sagrado da oração. Não o silêncio de uma alma ajoelhada diante do Santíssimo Sacramento. Não o silêncio dos monges ou religiosos enclausurados, à escuta do sussurro de Deus. Mas é o silêncio que se instala quando os homens deixam de ouvir o Espírito Santo. Continuar lendo
“SÓ A FSSPX”: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (III) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio
Esse texto é continuação do: “MUNUS ET POTESTAS”: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (II)
1 – O texto aparecido na página de 11 de abril último do síte «Claves» da Fraternidade São Pedro dá citação do nosso propósito: «A situação presente, que é a de uma invasão generalizada e permanente do modernismo no espírito dos homens da Igreja, reclama, para a santificação e a salvação das almas, um episcopado verdadeiramente católico e indemne dos erros do concílio Vaticano II, tal que não poderia de facto encontrar-se fora da obra suscitada por Dom Lefebvre»¹. E de comentar: «É portanto encarado que os futuros bispos da FSSPX sejam sagrados não somente sem jurisdição nem missão recebidas mas também fora da comunhão hierárquica católica, pois somente a FSSPX pode, na sua opinião, transmitir sem alteração o Depósito da f黲.
2 – «Fora da Fraternidade São Pio X não há salvação»: eis o que resume a ideia colocada por este comentário. Ideia de uma censura caricatural lançada contra a iniciativa das sagrações e cujo alcance não ultrapassa a de um simples slogan. A palavra «slogan» designava na sua origem na língua inglesa a «divisa de um grupo». Divisa aqui de todos aqueles que querem manter a hostilidade em relação à iniciativa das sagrações. Para além da manipulação retórica, que joga com as palavras, a extrapolação não aparecerá porém demasiado evidente a quem se der ao trabalho de refletir — e de voltar aos textos. Continuar lendo
A CASA GERAL DA FSSPX ANUNCIA OS NOMES DOS FUTUROS BISPOS

Nesta oitava de Pentecostes, o Padre Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, tem a alegria de anunciar os nomes dos sacerdotes da Fraternidade que foram escolhidos para receber, no dia 1º de julho, em Ecône, a sagração episcopal.
Em sinal de respeito à autoridade suprema da Igreja universal, os dossiês desses sacerdotes foram apresentados ao Santo Padre, acompanhados de algumas explicações necessárias para a boa compreensão deste processo, no contexto muito particular e excepcional dessas sagrações episcopais.
Os quatro sacerdotes são:
- Padre Pascal Schreiber, de nacionalidade suíça;
- Padre Michael Goldade, de nacionalidade americana;
- Padre Michel Poinsinet de Sivry, de nacionalidade francesa;
- Padre Marc Hanappier, de nacionalidade francesa.
O Superior Geral reafirma que a seleção e a sagração desses eleitos não decorrem de qualquer desejo de reivindicar poder jurisdicional ou de estabelecer uma autoridade paralela dentro da Igreja. Elas não constituem, de forma alguma, uma negação, uma recusa ou um desafio ao poder jurisdicional supremo, pleno e imediato do Vigário de Cristo sobre a Igreja universal.
A cerimônia 1º de julho não terá outro objetivo senão manter a administração dos sacramentos da Ordem e da Confirmação, bem como dos sacramentais reservados aos bispos, segundo o rito tradicional da Santa Igreja Romana e a fé de sempre.
O episcopado que esses sacerdotes receberão é, portanto, considerado apenas como um serviço prestado às almas e à Igreja, em meio a esta crise de fé sem precedentes.
Nossa vontade de servir à Santa Igreja Católica permanece inabalável, conscientes do dever imperativo de transmitir fiel e plenamente aquilo que recebemos, ou seja, aquilo em que a Igreja sempre acreditou, ensinou e praticou.
Menzingen, 26 de maio de 2026

Padre Pascal Schreiber
Com 53 anos de idade, o Reverendo Padre Pascal Schreiber nasceu numa família católica de cinco filhos originária do cantão de Argóvia, na Suíça. Em 1992, ingressa no seminário Herz Jesu de Zaitzkofen, na Alemanha, antes de prosseguir com os estudos em Écône, na Suíça, onde recebe a ordenação sacerdotal no verão de 1998.
Depois de cinco anos de ministério na Alemanha e na Suíça francesa, recebe, em 2003, o encargo de dirigir uma escola secundária para meninos, em Mels, na Suíça alemã.
Dois anos mais tarde, torna-se responsável pela escola primária e secundária para meninas na comuna de Wil, ministério que exerce durante nove anos.
Chamado em 2014 a Rickenbach, sede do distrito da Suíça, exerce ali primeiro a função de ecônomo por dois anos, antes de ser nomeado superior do distrito.
Desde 15 de agosto de 2020, é diretor do seminário Herz Jesu de Zaitzkofen, na Alemanha, onde se dedica à formação de mais de 50 futuros sacerdotes e irmãos oriundos de 16 países. É fluente em alemão e francês, e fala também inglês.

Padre Michael Goldade
Originário de Dakota do Norte, e criado em St. Marys, no Kansas, Estados Unidos, o Reverendo Padre Michael Goldade vem de uma família católica de dez filhos, entre os quais se contam três Irmãs da Fraternidade São Pio X. Aos 18 anos de idade, ingressa no seminário de Winona, onde é ordenado sacerdote em 2004.
Exerce o ministério em Armada, estado de Michigan, durante cinco anos, antes de ser chamado para dirigir a casa de retiros de Ridgefield.
Em 2014, é nomeado prior na Cidade do Kansas, onde se ocupa ao mesmo tempo de um priorado, de uma importante paróquia, de uma escola e de uma comunidade de religiosas. A estes encargos vem-se juntar, em 2021, a função de assistente do Superior do Distrito. Nomeado no verão de 2023 como diretor do seminário Santo Tomás de Aquino, na Virgínia, cuida hoje da formação de cerca de 100 seminaristas. Tem 45 anos, fala inglês, estudou francês e possui também algumas noções de espanhol.

Padre Michel Poinsinet de Sivry
De nacionalidade francesa e oriundo de uma família católica de sete filhos, o Reverendo Padre Michel de Poinsinet de Sivry tem 42 anos. Realizou a sua formação sacerdotal no seminário de Flavigny, na França, e a seguir em Écône, onde recebeu a ordenação sacerdotal em 2008.
Tendo iniciado o seu ministério na escola Saint- Joseph-des-Carmes, no sul da França, recebeu, em 2011, o encargo de dirigir a escola primária Saint- Louis, em Paris. Exerceu essa função ao longo de cinco anos, ao mesmo tempo em que atendia uma capela em Seine-Saint-Denis e colaborava no apostolado da igreja de Saint-Nicolas-du-Chardonnet, em Paris.
Torna-se, depois, diretor do ginásio e colégio Saint-Jean-Baptiste-de-La-Salle, em Camblain-l’Abbé, perto de Arras, e ali permanece por seis anos, antes de ser nomeado superior do distrito de Benelux, em 2022, função esta que exerce atualmente. Além de francês, fala também inglês e está aprendendo alemão e holandês.

Padre Marc Hanappier
O Reverendo Padre Hanappier, de nacionalidade francesa, nasceu em 1990, numa família católica de dez filhos, de onde provieram muitas vocações: um dos seus irmãos é sacerdote da Fraternidade, outro, sacerdote dos capuchinhos de Morgon, e uma de suas irmãs é dominicana professora em Saint-Pré.
Formado nos seminários de Flavigny e Écône, recebe a ordenação sacerdotal em 2013. Inicia o seu ministério em França no ensino, primeiro na escola l’Étoile-du-Matin, perto de Bitche, depois na escola Saint-Michel, não longe de Châteauroux.
Em 2020, nomeado professor no seminário de Dillwyn, na Virgínia, antes vai aperfeiçoar o seu domínio do inglês, passando um ano na Escócia, enquanto colabora com o ministério paroquial.
No seminário, ensina principalmente metafísica e dogma, além de, aos domingos, ocupar- se do ministério pastoral em diversas capelas. Fala fluentemente francês e inglês, estudou alemão e tem noções de espanhol.
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SHIFT + DOUTRINA

A tecla Shift altera o caractere impresso por outra tecla. No Sínodo, a tecla Shift transforma uma doutrina em seu oposto.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O famoso relatório do 9º grupo de estudo do Sínodo sobre problemas doutrinários, éticos e pastorais “emergentes“(1), reivindica uma “mudança de paradigma” (paradigm shift na versão em inglês), que supostamente remete à “experiência libertadora do Evangelho” apresentada originalmente por Jesus.
Essa mudança permite renunciar a “proclamação abstrata e a aplicação dedutiva de princípios estabelecidos de forma imutável e rígida”, “contra a tentação da fossilização estéril e regressiva de princípios e afirmações, normas e regras, sem levar em conta a experiência dos indivíduos e das comunidades (2)”. O texto faz referência a um discurso do Papa Leão XIV afirmando que a doutrina social da Igreja é, acima de tudo, uma busca coletiva da verdade e, certamente, não um doutrinamento (3). No final, compreende-se que é preciso renunciar a declarar pecaminosas as relações contra a natureza e encorajar a Igreja a aceitar as uniões baseadas nessas relações. Continuar lendo
MISSA TRIDENTINA EM CRAVINHOS – 29, 30 E 31 DE MAIO

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O CORAÇÃO DE UMA MÃE….E A HISTÓRIA DE DOIS SACERDOTES

“Quem diria à sua mãe que o bebê que ela salvou, um dia ajudaria a salvar sua alma?”
Fonte: Nieves’s Substack – Tradução: Dominus Est
Esta história tem início em dezembro de 2023, no dia em que minha mãe, de 86 anos,recebeu o diagnóstico de câncer de pâncreas. Mas, na verdade, tudo começou muito antes disso, e é difícil para mim dizer exatamente quando. Um dos nossos padres disse certa vez que Deus olha para o tempo à distância. Ele olha para a grande tapeçaria de nossas vidas e diz: “Dê-me tempo, dê-me 20, 30 ou 50 anos e eu realizarei”. Poderíamos dizer que esta história começou quando nossa família decidiu se mudar do Velho Mundo para o Novo, em 2018. Ou talvez tenha começado quando meu marido americano decidiu se mudar para a Espanha em 2001 a trabalho e acabou ficando lá por 18 anos – depois de me conhecer, casar e ter três filhos. Ou talvez tenha começado quando meus pais, originários da Espanha, decidiram na juventude que queriam uma vida melhor e se mudaram para a Alemanha, onde passariam a maior parte de suas vidas até a aposentadoria… Mas gosto de pensar que tudo começou no dia em que minha mãe soube, por meio de uma colega de trabalho, que estava grávida novamente e que não queria ficar com o bebê, considerando a possibilidade de fazer um aborto. Minha mãe, uma boa mulher que, na década de 60, havia se afastado da fé católica tradicional em que fora criada e se convertido ao protestantismo, nunca deixou, porém, de rezar a Deus nem de distinguir o certo do errado, como a Santa Igreja Católica lhe ensinara. Ela sabia que o aborto era errado, sabia que significaria a morte de um bebê e não podia permitir que isso acontecesse. Além disso, meus pais, que tentavam ter um filho desde quando se casaram, muitos anos antes, não tinham conseguido engravidar. Minha mãe pediu à colega de trabalho que esperasse, que ela falaria com o marido e pediria que ele concordasse em adotar o bebê. Meu pai, muitas vezes um homem difícil, em parte devido à sua infância difícil, não teve dúvidas: eles acolheriam essa criança e a criariam como se fosse sua. Continuar lendo
MISSA DO DOMINGO DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
“MUNUS ET POTESTAS”: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (II) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio
Esse texto é continuação do: DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I)
1 – A constituição dogmática Lumen gentium sobre a Igreja é um dos textos maiores do concílio Vaticano II. É também um dos documentos mais problemáticos deste Concílio, tendo dado lugar ao que se concorda em designar como uma “nova eclesiologia”. O número 8 desta constituição no capítulo I apresenta, com efeito, a controversa expressão do “Subsistit”, que abriu a porta a um ecumenismo indiferentista. Uma das outras novidades introduzidas pela nova eclesiologia do Vaticano II diz respeito à definição do episcopado, e desemboca numa definição equívoca da colegialidade, ao ponto de pôr em dúvida a natureza monárquica da constituição divina da Igreja.
2 – Esta nova definição do episcopado toma o seu ponto de partida na maneira pela qual o poder ao qual corresponde é comunicado àquele que o recebe. O episcopado diz-se, com efeito, ao mesmo tempo, de um poder de ordem e de um poder de jurisdição. O poder de ordem episcopal é o poder de conferir o sacramento da confirmação assim como o poder de ordem (presbiterado, diaconado, subdiaconado, ordens menores). O poder de jurisdição episcopal é o poder de governar e de ensinar em nome do próprio Cristo. Cada um destes dois poderes é formalmente independente do outro na sua própria essência de poder. E cada um deles é comunicado àquele que o recebe de uma maneira formalmente diferente do outro: o poder de ordem é comunicado pelo rito de uma sagração ao passo que o poder de jurisdição é comunicado por um ato da vontade do Papa. Os dois devem, contudo, exercer-se em dependência: o exercício do poder de ordem é o fim, a razão de ser, do poder de jurisdição, pois o governo e o ensinamento, na Igreja, estão ordenados à santificação e à salvação das almas; o exercício do poder de jurisdição é, na Igreja, um poder sagrado — (tal é, aliás, o sentido do adjetivo “hierárquico”: o que corresponde a um poder (archê) sagrado (hierâ)) — e é por isso que aquele que, na Igreja, detém e exerce o poder de jurisdição deve ser consagrado e revestido para tal do poder de ordem. Por outras palavras, o poder de jurisdição depende do poder de ordem segundo os dois pontos de vista da causa final e da causa material. A consequência que daí decorre é a seguinte: o poder de jurisdição deve normalmente ser detido e exercido por um sujeito que possui, por outro lado, o poder de ordem, e que deve, portanto, receber a sagração episcopal (se ainda não a recebeu) o mais cedo possível; ao contrário, o poder de ordem pode muito bem ser detido e exercido por um sujeito que não recebeu e não receberá nunca o poder de jurisdição. Mesmo que esta segunda situação seja relativamente rara na Igreja, ela não é extraordinária, ao passo que a situação de um bispo provido do poder de jurisdição e desprovido do poder de ordem permaneceria sempre extraordinária, mesmo que não fosse rara. Continuar lendo
SAGRAÇÕES EPISCOPAIS: O QUE O PADRE PAGLIARANI DISSE AOS MEMBROS DA FRATERNIDADE SÃO PIO X

A preparação dos corações às sagrações episcopais
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Caros fiéis e amigos,
No contexto da preparação às sagrações episcopais previstas em Écône, em 1º de julho próximo, excepcionalmente desejamos colocar à vossa disposição um editorial que o Reverendíssimo Superior Geral dirigiu, no último dia 7 de março, aos membros da Fraternidade.
Este texto não reconsidera a questão das sagrações em si, mas concentra-se em recordar o espírito no qual elas devem ser preparadas e vividas: espírito de fé, de caridade, de confiança sobrenatural e de amor pela Igreja. Porque não basta esclarecer vossa inteligência, se, ao mesmo tempo, não prepareis o coração.
Além disso, a algumas semanas desta cerimônia tão importante para toda a Igreja, parece-nos conveniente compartilhar estas reflexões com os fiéis e os amigos da Fraternidade, afim que todos possamos nos unir mais profundamente a esta preparação, na oração, sacrifício e paz interior. Continuar lendo
PADRE MURR, ANTIGO COLABORADOR DO CARDEAL GAGNON, TAMBÉM SE PRONUNCIA: “A SAGRAÇÃO DOS BISPOS DA FSSPX ESTÁ TOTALMENTE CORRETA.”

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est
Ontem, observamos como a confusão comunicativa-doutrinária do Vaticano (e de alguns neoconservadores) colocou a FSSPX em uma situação em que ela só tem a ganhar. As confirmações vêm chegando com força há algum tempo e — embora tenha havido até mesmo o caso recente de um padre italiano que deixou a FSSPX anos atrás e defendeu sua antiga congregação, e também tenhamos visto padres e bispos “não lefebvristas” defendendo abertamente a causa das consagrações — agora é a vez do Padre Murr.
Padre e escritor renomado, colaborador do Cardeal Gagnon (autor do conhecido dossiê sobre a infiltração da Maçonaria no Vaticano), Dom Murr concedeu uma entrevista à revista La Fe de la Iglesia , traduzida por Claudio Forti e editada por Aldo Maria Valli. Trata-se de uma intervenção contundente, da qual reproduzimos alguns trechos, com destaques nossos. Continuar lendo
POR QUE A CONFUSÃO COMUNICATIVA-DOUTRINÁRIA DO VATICANO (E DOS NEOCONSERVADORES) COLOCOU A FSSPX EM UMA SITUAÇÃO EM QUE ELA SÓ TEM A GANHAR?

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est
O Vaticano e seus neoconservadores estão acertando em cheio. Sim, por transformarem as sagrações da FSSPX em uma situação onde qualquer que seja a “jogada”, só ela tem a ganhar (ou seja, “qualquer movimento que se faça acaba fortalecendo-a“), superando até mesmo suas expectativas mais otimistas. Que fique bem claro: aqui, a questão não é tática. Mas isso também importa e é preciso falar sobre o assunto.
Vaticano: Estamos diante de uma combinação perfeita para uma explosão. De um lado, o caos doutrinal, senhoras vestidas como “arcebispas” anglicanas sendo recebidas com grande pompa, concessões às cegas para nomeações diocesanas pelo Partido Comunista Chinês, bispos que inauguram lojas maçônicas, cerimônias semelhantes ao orgulho gay na Basílica de São Pedro, vice-presidentes da CEI aprovando as escolhas LGBT, sem mencionar todo o resto. Do outro lado – em relação à FSSPX – um rigor burocrático com o estilo de um funcionário público às vesperas da aposentadoria no mérito, combinado com poses de guarda de trânsito que se julga o Rambo nos métodos. Note-se: estamos indo além do princípio de “aberto a todos, exceto católicos ” para nos aproximarmos – como já foi observado antes – do modelo Brega-Verdone em Un sacco bello, e talvez até mesmo superá-lo. A segunda e última declaração de Fernández, na qual ele reiterou a ameaça de excomunhão, foi essencialmente uma cópia da primeira. Inútil, repetitiva, vazia, publicada por um negador da Corredenção no aniversário de Fátima. Não acrescentava nada, a não ser problemas para quem a divulgava. Continuar lendo
A FÉ VERDADEIRA – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. José Maria, no Priorado de São Pio X de Lisboa, no Domingo depois da ascensão, sobre a necessidade de nos mantermos fiéis à verdadeira igreja.
DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio
— 1 —
Uma censura injustificada
1 – Frei Luís de León, que ensinava na Universidade de Salamanca no século XVI, teve de acertar as contas com a Inquisição¹. Foi lançado à prisão. Quando reapareceu, após vários anos, começou sua aula de retorno com estas palavras: “Dizia-vos eu no outro dia…”.
2 – A anedota é relatada por Simon Leys, no início dos seus Ensaios sobre a China². Veio-nos à mente quando tomamos conhecimento da recente prosa do Padre Louis-Marie de Blignières³. Nela, o fundador da Fraternidade São Vicente Ferrer evoca certos teólogos que, segundo ele, “há algum tempo”, consideram que a necessidade do mandato pontifício exigido para as consagrações episcopais pertence ao direito eclesiástico. “Há algum tempo”… Por ora, os teólogos da corrente Ecclesia Dei — e o Padre de Blignières faz parte dela — querem fazer-nos crer que a doutrina teológica mais segura e mais conforme com os dados tradicionais do Magistério seria uma novidade recente, forjada “do zero” pelos discípulos de Dom Lefebvre, para servir aos fins da própria causa. As falsas explicações do Padre de Blignières tentam inutilmente aprisionar, à sombra de uma desqualificação injusta, a sã teologia do episcopado. Mas elas passarão, assim como passaram os anos de prisão que Frei Luís de León teve de suportar. Quanto à verdadeira teologia, essa não passa. Finalmente liberta de todos os sofismas que grassam aqui e acolá, neste período de neo-modernismo, que esperamos tão cedo encerrado, ela poderá impor-se sem se deparar com certos obstáculos nas almas: “Dizia-vos eu no outro dia…”.
3 – Mais recentemente ainda, o sítio “Claves” da Fraternidade São Pedro, no estudo assinado por “Theologus”, publicado na página de 11 de abril⁴, pretende validar esta falsa interpretação. “Infelizmente”, escreve, “cada vez mais claramente a FSSPX forja uma noção de episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”. Na realidade, são precisamente as comunidades da corrente Ecclesia Dei — dentre as quais, aqui, a Fraternidade São Pedro, através do texto que publica em seu sítio — que se entregam a tal “falsificação”, em consonância com uma nova eclesiologia inventada, “do zero”, durante o último concílio Vaticano II. Vejamos um pouco. Continuar lendo
O QUE ACONTECERÁ EM 1º DE JULHO DE 2026?
Mesmo nas colunas “moderadas” da Paix Liturgique, há uma posição claramente a favor das sagrações.
Uma análise de Philippe de Labriolle
Fonte: Paix Liturgique – Tradução: Dominus Est
O prazo de 1º de julho de 2026, estabelecido pela FSSPX para proceder com a sagração de bispos inegavelmente fiéis à Tradição da Igreja e à Fé Católica recebida dos Apóstolos, é um prenúncio bem-vindo de um dia de alegria. Aqueles que lamentam a política de autoafirmação de Ecône, mesmo compartilhando a Fé imutável e sendo adeptos do vetus ordo, se deparam com a ambiguidade de sua posição. Seus antecessores, tendo lamentado em 1988 as sagrações que Roma não desejava, deixaram a FSSPX na esperança de que a Santa Sé lhes agradeceria. O grupo Ecclesia Dei (1988/2019), formado para dar essa impressão, jamais serviu de baluarte, muito menos de um refúgio, contra a fúria dos Ordinários que, vangloriando-se no púlpito de estarem abertos a todos, reservavam sua ira apenas para os católicos tradicionalistas, salvo raras exceções.
O que acontecerá, de uma perspectiva humana, após essas novas sagrações? A priori, nada, a não ser incluir os novos bispos sagrados no próximo dia 2 de julho na situação geral da FSSPX, a qual, ao longo de 30 anos, passou de uma excomunhão de grande proporção à validação de suas confissões pelo Papa e de seus casamentos pelos Ordinários por ordem papal. Mas não entremos em detalhes. Em resumo, as sagrações de 1988, uma vez passado o choque inicial, foram assimiladas. O mesmo ocorrerá com as seguintes, em virtude da jurisprudência, e porque a Igreja não pode renunciar formalmente à sua Tradição sem assumir a responsabilidade por heresias cuja acumulação equivale a um cisma. Os conciliaristas estão no poder: o cisma emocional e cognitivo mascara, cada vez menos, o cisma real. Continuar lendo
DOM SCHNEIDER, MAIS UMA VEZ SOBRE AS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO: “NÃO CONCORDO QUE CONSTITUA UM CISMA.”
“O único crime que é punido em nosso tempo é a fidelidade à fé e às tradições de nossos pais, enquanto toda blasfêmia tem rédea solta na Igreja.”
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
O bispo auxiliar de Astana, Dom Athanasius Schneider, convidado do programa de Raymond Arroyo, concedeu uma entrevista em 15 de maio à EWTN, a maior rede de televisão católica do mundo, com transmissão em mais de 160 países e alcance de mais de 435 milhões de lares. Além da parte referente a FSSPX, o bispo também fez uma crítica contundente ao relatório do Grupo de Estudos nº 9 do Sínodo sobre a Sinodalidade, que ele acusa abertamente de promover a ideologia homossexual no próprio âmago das estruturas oficiais do Vaticano.
[…]
A entrevista passa então a abordar as futuras sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X. O jornalista lembra que o cardeal Víctor Manuel Fernández declarou oficialmente que as sagrações previstas para 1º de julho constituiriam um ato cismático passível de excomunhão.
Dom Schneider respondeu imediatamente: “Acredito que eles [FSSPX] levarão adiante o projeto de sagração. Mas não concordo com a afirmação de que seria cismático.”
O bispo então se referiu à recente declaração doutrinal publicada pelo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X: “Ao lê-la, percebe-se que é inteiramente católica. Foi escrita com tamanha devoção ao Santo Padre. Eles dizem: ‘Santo Padre, queremos apenas ser seus bons filhos da Igreja Católica Romana’”.
Ele continua: “Eles reconhecem a plena autoridade do Papa, sua jurisdição, seu magistério e lhe pedem: ‘Por favor, fortaleça-nos nesta fé católica que professamos.’ E o que eles professam é a doutrina constante da Igreja. Todos os pontos que eles enumeram nesta declaração nada mais são do que aquilo que a Igreja sempre professou, desde sempre.” Continuar lendo
AS DISTRAÇÕES NA ORAÇÃO – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado São Pio X de Lisboa, no quinto Domingo depois da Páscoa, sobre as distrações na oração.
MISSA DO DOMINGO DEPOIS DA ASCENSÃO, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
A RODA DOS ESCARNECEDORES
(Uma postagem muito triste)
Independentemente da posição canônica ou prudencial que alguém tenha acerca da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, transformar uma possível excomunhão – sobretudo envolvendo bispos, sacerdotes e fiéis – em matéria de chiste público é algo profundamente impróprio para um sacerdote.
Na tradição católica, a excomunhão nunca foi entendida como troféu ideológico nem como ocasião para sarcasmo. Trata-se da pena canônica mais grave da Igreja, porque toca a comunhão eclesial. Quando aplicada, portanto, deveria suscitar dor, temor, oração e desejo de reconciliação.
Há uma diferença enorme entre sustentar que determinado ato é ilícito ou cismático (não entro aqui neste mérito) e zombar publicamente da possibilidade de almas verem-se separadas da plena comunhão visível com a Igreja hierárquica.
Além disso, o tom desta publicação do Padre José Eduardo revela algo típico de certos meios “neocons”: uma espécie de espírito faccional, quase partidário, em que a tragédia eclesial passa a ser tratada como munição de disputa intra-católica. E isto é especialmente grave quando parte de um sacerdote, cujo “munus” inclui também ser ministro da reconciliação e homem de gravidade sobrenatural. Continuar lendo
MISSA DA FESTA DA ASCENSÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
DECLARAÇÃO DE FÉ CATÓLICA ENDEREÇADA AO PAPA LEÃO XIV

Declaração de Fé católica endereçada a Sua Santidade, o papa Leão XIV, pelo Padre Davide Pagliarani Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio.
Santíssimo Padre,
Há mais de cinquenta anos, a Fraternidade São Pio X se esforça por expor à Santa Sé o seu caso de consciência diante dos erros que destroem a fé e a moral católicas. Infelizmente, todas as discussões iniciadas permaneceram sem resultado, e todas as preocupações expressas não receberam nenhuma resposta verdadeiramente satisfatória.
Há mais de cinquenta anos, a única solução realmente considerada pela Santa Sé parece ser a das sanções canônicas. Para nosso grande pesar, parece-nos que o direito canônico é utilizado não para confirmar na fé, mas para afastar dela.
Pelo texto que se segue, a Fraternidade São Pio X tem a alegria de expressar a Vossa Santidade, de modo filial e sincero, nas circunstâncias presentes, o seu apego à fé católica, sem nada ocultar, nem a Vossa Santidade, nem à Igreja universal. Continuar lendo
CARTA DOS SUPERIORES DA FSSPX AO CARDEAL GANTIN, DE 6 DE JULHO DE 1988 – QUE PODE SER ATUALIZADA PARA CARD. FERNANDEZ EM 13 DE MAIO DE 2026 (*)

Cardeal Victor Manuel Fernandez
(*) Essa título foi colocado de forma ilustrativa, apenas como um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX.
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Após uma declaração lacônica datada de hoje, 13 de maio de 2026, o Vaticano, por meio do Cardeal Victor Manuel Fernandez (foto), declara mais uma vez que as futuras sagrações episcopais anunciadas por D. Davide Pagliarani para 1º de julho (1) constituirão um “ato cismático e levarão à excomunhão“.
Neste aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, convidamos todos os fiéis a rezar ao Espírito Santo para que ilumine as mais altas autoridades romanas, a fim de que revertam os seus passos nocivos e anticatólicos resultantes do desastroso Concílio Vaticano II.
Confiando na oração preparada para este fim, que Nossa Senhora apoie a corajosa decisão de D. Davide – e de seu Conselho – de restaurar tudo em Cristo, como fizeram seus predecessores na atualíssima Carta Aberta abaixo, enviada ao Cardeal Gantin, Prefeito da Congregação para os Bispos, e datada de 6 de julho de 1988.
LEIAM COM EXTREMA ATENÇÃO
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CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS – 06 DE JULHO DE 1988
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Eminência,
Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões. Continuar lendo
MISSA DO QUINTO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
VÍDEO: GERAÇÃO Z QUESTIONA TEÓLOGO DA FSSPX SOBRE AS SAGRAÇÕES

Com a aproximação das sagrações episcopais de 1º de julho em Écône, muitos fiéis católicos se perguntam: por que esse ato é considerado legítimo? O que a teologia católica realmente diz sobre a Igreja, a autoridade, a unidade e o estado de necessidade? Para responder a essas questões cruciais com clareza, o Pe. Jean-Michel Gleize, professor de eclesiologia, responde às perguntas de quatro jovens fiéis.
CLIQUE AQUI E ACESSE O VÍDEO COMPLETO
Capítulos
A importância dos sacramentos
00:44 Por que essas sagrações são tão importantes para a Fraternidade?
01:40 Como podem dizer que é para a Igreja, se agem contra Roma?
02:40 A FSSPX costume falar sobre “Operação Sobrevivência”. O que essa sobrevivência implica ?
03:40 A Igreja ainda se encontra em estado de “sobrevivência” hoje?
O estado de necessidade
05:42 O Estado de Necessidade: o que significa realmente esse argumento da Fraternidade?
06:55 A Fraternidade corre o risco de se desviar para o protestantismo?
07:57 Por que a Fraternidade rejeita o caminho “Ecclesia Dei”, apesar de sua aparente segurança?
08:45 Sacerdotes ordenados sem bispos próprios: por que isso não é suficiente, segundo a Fraternidade ?
Os erros do Vaticano II
09:40 Os erros do Vaticano II são realmente decisivos para a sobrevivência da fé?
11:20 Existem, para os fieis, sinais concretos desse Estado de Necessidade?
12:29 Indefectibilidade da Igreja: A Fraternidade questiona esse dogma?
Quais leis estão sujeitas a exceções?
14:24 O Estado de Necessidade justifica tudo? Quais são os seus verdadeiros limites?
17:02 Sagrações sem mandato pontifício: oposição ao direito divino ou simplesmente à lei eclesiástica?
Cisma ou desobediência?
19:00 Desobediência grave ou cisma? Compreendendo a diferença essencial
20:47 As sagrações de 1º de Julho são intrinsicamente más?
21:22 O que realmente tornaria uma sagração episcopal cismática?
21:57 A Fraternidade já age como se tivesse jurisdição?
24:20 Resistir sem deixar a Igreja: Como distinguir os Bispos da FSSPX dos verdadeiros cismáticos?
Fé e obediência
26:26 Fé e Obediência: Em que se baseia, antes de tudo, a verdadeira unidade da Igreja?
27:30 Uma Igreja sobrenatural, mas visível: como podemos compreender essa unidade?
28:49 É possível obedecer em detrimento da fé?
29:56 O Papa como princípio visível da unidade: Como podemos conciliar a autoridade com a fidelidade à fé?
31:19 Como podemos amar verdadeiramente o Papa em tempos de crise na Igreja?
32:19 Resistir sem se desviar: Como podemos evitar a armadilha do sedevacantismo?
Poder de ordem e poder de jurisdição
34:18 O Poder da Ordem e o Poder da Jurisdição: A distinção fundamental para compreender as sagrações
37:23 O Poder da Ordem e da Jurisdição: por que podem ser distintos apesar de sua união habitual?
39:32 Sagração e missão canônica: por que essa distinção é teologicamente decisiva?
40:41 O Vaticano II objetificou a distinção entre o Poder da Ordem e a Jurisdição?
42:20 A crescente autoridade dos leigos na Igreja confirma a distinção entre Ordem e Jurisdição?
43:16 Ordem e Jurisdição: Os elementos essenciais para a compreensão simples dos fiéis
Objeções de círculos conservadores e da Ecclesia Dei
43:59 Cardeal Sarah: qual é o limite fundamental de sua posição?
44:50 Um bispo é definido, antes de tudo, pelo seu poder de jurisdição?
47:11 Padre de Blignières: seu erro diz respeito ao estado de necessidade ou à unidade da Igreja?
51:41 A liturgia da sagração une intrinsecamente ordem e jurisdição?
Apoio externo
54:38 D. Strickland e Mons. Schneider confirmam a análise da Fraternidade?
55:53 Apoio externo: reforçam o argumento… ou apenas aumenta sua visibilidade?
Excomunhão
56:25 Ameaça de excomunhão: automática, válida… sem alcance real?
1988 e 2026
58:17 1988 e 2026: O que realmente mudou?
1:01:04 1988 e 2026: O mesmo princípio de transmissão sem jurisdição?
1:01:47 O “cisma de Econe” veiculado pela mídia mascara o verdadeiro debate teológico?
O que um fiel deve lembrar?
1:03:07 Às vésperas de 1º de julho: o essencial que cada fiel deve lembrar.
1:04:05 Às vésperas de 1º de julho: que perigo ameaça os fiéis?
1:04:43 Que ato concreto de fé é necessário para permanecer verdadeiramente católico hoje?
1:06:26 O ato de inteligência: que distinção essencial deve ser compreendida para manter a fé?
1:07:23 Em 30 segundos: Por que as consagrações de 2026 são necessárias?
ORAÇÃO PELOS FUTUROS BISPOS PARA SER RECITADA DE 8 DE MAIO A 1º DE JULHO

De 8 de maio, festa de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, até 1º de julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X convida os fiéis a unirem-se numa mesma súplica pelos futuros bispos. Esta oração pede a Deus que suscite pastores cheios de fé, caridade, verdade e zelo apostólico, capazes de conduzir as almas na fidelidade à Igreja e à Tradição católica.
Para ser rezada diariamente de 8 de maio, festa de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, até 1º de julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de Jesus.
“Deus eterno e todo-poderoso, que quereis que todos os homens alcancem a salvação e o conhecimento da verdade, a Vós, cujo Espírito santifica e dirige todo o Corpo da Igreja, humildemente rogamos, pela intercessão de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, que atendais às necessidades da vossa Igreja, derramando sobre os vossos escolhidos a abundância da vossa graça.
Fazei que brilhe neles a constância da fé, a pureza da caridade, a sinceridade da paz.
Que a sua palavra e a sua pregação se apoiem não em persuasivas palavras de sabedoria humana, mas no Espírito e na virtude de Deus.
Que, incansáveis por fora, conservem dentro de si o fervor do Espírito; que tenham em ódio o orgulho, que tenham amor à humildade e à verdade, e não a desertem jamais, vencidos pela lisonja ou pelo medo.
Não façam da luz trevas, nem das trevas luz; não chamem de bom o que é mau, nem de mau o que é bom.
Sintam-se obrigados para com os sábios e os insensatos, para com os letrados e os ignorantes, a fim de que tirem fruto do aproveitamento de todos.
Multiplicai sobre eles a vossa bênção e a vossa graça, de tal sorte que, cheios de piedade graças ao vosso dom, sejam sempre capazes de alcançar pelos seus rogos a vossa divina misericórdia.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina con’Vosco na unidade do mesmo Espírito Santo, e é Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.”
℟. São Pio X.
℣. Rogai por nós.
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É POSSÍVEL IGNORAR O ESTADO DE NECESSIDADE DA IGREJA?

Desde o anúncio das sagrações que ocorrerão em Ecône em 1º de julho de 2026, D.Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, tem se destacado por assumir diversas posições em favor da Fraternidade São Pio X.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Novamente, no final de março, ele lamentou os ataques de que a obra de Dom Marcel Lefebvre é alvo por parte de comunidades ex-Ecclesia Dei. Ele declarou que essa atitude maliciosa lhe lembrava a “situação que São Basílio, o Grande, descreve – no século IV, durante a crise ariana – como uma batalha naval noturna, na neblina, em que, em vez de atacar os navios inimigos, os bons acabam atacando uns aos outros”.
Ele acrescentou: “Considero que nossa situação é a mesma. Por que a Fraternidade de São Pedro ou outros atacariam publicamente a Fraternidade São Pio X, a ameaçariam e a chamariam de cismática?“
Segundo ele, as ex-comunidades Ecclesia Dei deveriam, em vez disso, pedir ao Papa que concedesse o mandato apostólico para essas sagrações episcopais, “mas, em vez disso, atacam. E correm o risco de entrar para a história como São Basílio descreveu aqueles que, em meio a uma crise, atacaram seus próprios irmãos.” Continuar lendo
MISSA DO QUARTO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – MAIO/26
Caros fiéis,
Após uma Missa, um confrade encontrou uma pessoa em lágrimas: “Quero continuar sendo católico, não quero ser excomungado”. Por outro lado, ele compreendia que havia um problema na Igreja e a necessidade de defender a Tradição. Ser católico ou ser excomungado? Ser ou não ser…
O Superior Geral da Fraternidade São Pio X apresenta a solução para esse aparente dilema (Entrevista “Quem rasga a túnica de Cristo?”, 19 de abril de 2026).
“… o fato é que esses cardeais ou bispos [conservadores] padecem de um mal-estar mais profundo e tipicamente moderno: o de se ver incapaz de conciliar as exigências da fé com as do direito canônico. A fé requer de nós que façamos tudo o que for possível para professá-la, preservá-la e transmiti-la. Por outro lado, se interpretarmos o direito ao pé da letra, passando ao largo das circunstâncias atuais, uma consagração episcopal sem o aval do papa parece impossível. Que fazer então? Esses cardeais, como tantos outros, vivem numa espécie de permanente dicotomia, que encerra o risco de serem frustradas as suas boas intenções: eles colocam essas duas exigências uma ao lado da outra, à maneira cartesiana, e ficam como esmagados ou submersos na contradição aparente.” Continuar lendo
MISSA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
COMO SUPERAR A ARIDEZ – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado de São Pio X de Lisboa, no terceiro Domingo de Páscoa, sobre como superar a aridez.
