PADRE MURR, ANTIGO COLABORADOR DO CARDEAL GAGNON, TAMBÉM SE PRONUNCIA: “A SAGRAÇÃO DOS BISPOS DA FSSPX ESTÁ TOTALMENTE CORRETA.”

Anche don Murr, già collaboratore del Card. Gagnon, prende posizione: «La consacrazione dei vescovi FSSPX è del tutto corretta»

Fonte: Radio Spada Tradução: Dominus Est

Ontem, observamos como a confusão comunicativa-doutrinária do Vaticano (e de alguns neoconservadores) colocou a FSSPX em uma situação em que ela só tem a ganhar. As confirmações vêm chegando com força há algum tempo e  — embora tenha havido até mesmo o caso recente de um padre italiano que deixou a FSSPX anos atrás e defendeu sua antiga congregação, e também tenhamos visto padres e bispos “não lefebvristas” defendendo abertamente a causa das consagrações — agora é a vez do Padre Murr.

Padre e escritor renomado, colaborador do Cardeal Gagnon (autor do conhecido dossiê sobre a infiltração da Maçonaria no Vaticano), Dom Murr concedeu uma entrevista à revista La Fe de la Iglesia , traduzida por Claudio Forti e editada por Aldo Maria Valli. Trata-se de uma intervenção contundente, da qual reproduzimos alguns trechos, com destaques nossos. Continuar lendo

POR QUE A CONFUSÃO COMUNICATIVA-DOUTRINÁRIA DO VATICANO (E DOS NEOCONSERVADORES) COLOCOU A FSSPX EM UMA SITUAÇÃO EM QUE ELA SÓ TEM A GANHAR?

Perché il pasticcio comunicativo-dottrinale vaticano (e cons-moderato) ha messo la FSSPX in una situazione win-win

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

O Vaticano e seus neoconservadores estão acertando em cheio. Sim, por transformarem as sagrações da FSSPX em uma situação onde qualquer que seja a “jogada”, só ela tem a ganhar (ou seja, “qualquer movimento que se faça acaba fortalecendo-a“), superando até mesmo suas expectativas mais otimistas. Que fique bem claro: aqui, a questão não é tática. Mas isso também importa e é preciso falar sobre o assunto.

Vaticano: Estamos diante de uma combinação perfeita para uma explosão. De um lado, o caos doutrinal, senhoras vestidas como “arcebispas” anglicanas sendo recebidas com grande pompa, concessões às cegas para nomeações diocesanas pelo Partido Comunista Chinês, bispos que inauguram lojas maçônicas, cerimônias semelhantes ao orgulho gay na Basílica de São Pedro, vice-presidentes da CEI aprovando as escolhas LGBT, sem mencionar todo o resto. Do outro lado – em relação à FSSPX – um rigor burocrático com o estilo de um funcionário público às vesperas da aposentadoria no mérito, combinado com poses de guarda de trânsito que se julga o Rambo nos métodos. Note-se: estamos indo além do princípio de “aberto a todos, exceto católicos ” para nos aproximarmos – como já foi observado antes – do modelo Brega-Verdone em Un sacco bello, e talvez até mesmo superá-lo. A segunda e última declaração de Fernández, na qual ele reiterou a ameaça de excomunhão, foi essencialmente uma cópia da primeira. Inútil, repetitiva, vazia, publicada por um negador da Corredenção no aniversário de Fátima. Não acrescentava nada, a não ser problemas para quem a divulgava. Continuar lendo

DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

O EPISCOPADO – SAPIENTIAE CHRISTIANAE

Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio

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Uma censura injustificada

1 – Frei Luís de León, que ensinava na Universidade de Salamanca no século XVI, teve de acertar as contas com a Inquisição¹. Foi lançado à prisão. Quando reapareceu, após vários anos, começou sua aula de retorno com estas palavras: “Dizia-vos eu no outro dia…”.

2 – A anedota é relatada por Simon Leys, no início dos seus Ensaios sobre a China². Veio-nos à mente quando tomamos conhecimento da recente prosa do Padre Louis-Marie de Blignières³. Nela, o fundador da Fraternidade São Vicente Ferrer evoca certos teólogos que, segundo ele, “há algum tempo”, consideram que a necessidade do mandato pontifício exigido para as consagrações episcopais pertence ao direito eclesiástico. “Há algum tempo”… Por ora, os teólogos da corrente Ecclesia Dei — e o Padre de Blignières faz parte dela — querem fazer-nos crer que a doutrina teológica mais segura e mais conforme com os dados tradicionais do Magistério seria uma novidade recente, forjada “do zero” pelos discípulos de Dom Lefebvre, para servir aos fins da própria causa. As falsas explicações do Padre de Blignières tentam inutilmente aprisionar, à sombra de uma desqualificação injusta, a sã teologia do episcopado. Mas elas passarão, assim como passaram os anos de prisão que Frei Luís de León teve de suportar. Quanto à verdadeira teologia, essa não passa. Finalmente liberta de todos os sofismas que grassam aqui e acolá, neste período de neo-modernismo, que esperamos tão cedo encerrado, ela poderá impor-se sem se deparar com certos obstáculos nas almas: “Dizia-vos eu no outro dia…”.

3 – Mais recentemente ainda, o sítio “Claves” da Fraternidade São Pedro, no estudo assinado por “Theologus”, publicado na página de 11 de abril⁴, pretende validar esta falsa interpretação. “Infelizmente”, escreve, “cada vez mais claramente a FSSPX forja uma noção de episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”. Na realidade, são precisamente as comunidades da corrente Ecclesia Dei — dentre as quais, aqui, a Fraternidade São Pedro, através do texto que publica em seu sítio — que se entregam a tal “falsificação”, em consonância com uma nova eclesiologia inventada, “do zero”, durante o último concílio Vaticano II. Vejamos um pouco. Continuar lendo

O QUE ACONTECERÁ EM 1º DE JULHO DE 2026?

SAGRAÇÕES EPISCOPAIS NA FSSPX? APRENDENDO COM O PASSADO | DOMINUS EST

Mesmo nas colunas “moderadas” da Paix Liturgique, há uma posição claramente a favor das sagrações.

Uma análise de Philippe de Labriolle

Fonte: Paix Liturgique – Tradução: Dominus Est

O prazo de 1º de julho de 2026, estabelecido pela FSSPX para proceder com a sagração de bispos inegavelmente fiéis à Tradição da Igreja e à Fé Católica recebida dos Apóstolos, é um prenúncio bem-vindo de um dia de alegria. Aqueles que lamentam a política de autoafirmação de Ecône, mesmo compartilhando a Fé imutável e sendo adeptos do vetus ordo, se deparam com a ambiguidade de sua posição. Seus antecessores, tendo lamentado em 1988 as sagrações que Roma não desejava, deixaram a FSSPX na esperança de que a Santa Sé lhes agradeceria. O grupo Ecclesia Dei (1988/2019), formado para dar essa impressão, jamais serviu de baluarte, muito menos de um refúgio, contra a fúria dos Ordinários que, vangloriando-se no púlpito de estarem abertos a todos, reservavam sua ira apenas para os católicos tradicionalistas, salvo raras exceções.

O que acontecerá, de uma perspectiva humana, após essas novas sagrações? A priori, nada, a não ser incluir os novos bispos sagrados no próximo dia 2 de julho na situação geral da FSSPX, a qual, ao longo de 30 anos, passou de uma excomunhão de grande proporção à validação de suas confissões pelo Papa e de seus casamentos pelos Ordinários por ordem papal. Mas não entremos em detalhes. Em resumo, as sagrações de 1988, uma vez passado o choque inicial, foram assimiladas. O mesmo ocorrerá com as seguintes, em virtude da jurisprudência, e porque a Igreja não pode renunciar formalmente à sua Tradição sem assumir a responsabilidade por heresias cuja acumulação equivale a um cisma. Os conciliaristas estão no poder: o cisma emocional e cognitivo mascara, cada vez menos, o cisma real. Continuar lendo

DOM SCHNEIDER, MAIS UMA VEZ SOBRE AS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO: “NÃO CONCORDO QUE CONSTITUA UM CISMA.”

“O único crime que é punido em nosso tempo é a fidelidade à fé e às tradições de nossos pais, enquanto toda blasfêmia tem rédea solta na Igreja.”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O bispo auxiliar de Astana, Dom Athanasius Schneider, convidado do programa de Raymond Arroyo, concedeu uma entrevista em 15 de maio à EWTN, a maior rede de televisão católica do mundo, com transmissão em mais de 160 países e alcance de mais de 435 milhões de lares. Além da parte referente a FSSPX, o bispo também fez uma crítica contundente ao relatório do Grupo de Estudos nº 9 do Sínodo sobre a Sinodalidade, que ele acusa abertamente de promover a ideologia homossexual no próprio âmago das estruturas oficiais do Vaticano.

[…]

A entrevista passa então a abordar as futuras sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X. O jornalista lembra que o cardeal Víctor Manuel Fernández declarou oficialmente que as sagrações previstas para 1º de julho constituiriam um ato cismático passível de excomunhão.

Dom Schneider respondeu imediatamente: “Acredito que eles [FSSPX] levarão adiante o projeto de sagração. Mas não concordo com a afirmação de que seria cismático.”

O bispo então se referiu à recente declaração doutrinal publicada pelo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X: “Ao lê-la, percebe-se que é inteiramente católica. Foi escrita com tamanha devoção ao Santo Padre. Eles dizem: ‘Santo Padre, queremos apenas ser seus bons filhos da Igreja Católica Romana’”.

Ele continua: “Eles reconhecem a plena autoridade do Papa, sua jurisdição, seu magistério e lhe pedem: ‘Por favor, fortaleça-nos nesta fé católica que professamos.’ E o que eles professam é a doutrina constante da Igreja. Todos os pontos que eles enumeram nesta declaração nada mais são do que aquilo que a Igreja sempre professou, desde sempre.” Continuar lendo

A RODA DOS ESCARNECEDORES

(Uma postagem muito triste)

Por Sidney Silveira

Independentemente da posição canônica ou prudencial que alguém tenha acerca da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, transformar uma possível excomunhão – sobretudo envolvendo bispos, sacerdotes e fiéis – em matéria de chiste público é algo profundamente impróprio para um sacerdote.

Na tradição católica, a excomunhão nunca foi entendida como troféu ideológico nem como ocasião para sarcasmo. Trata-se da pena canônica mais grave da Igreja, porque toca a comunhão eclesial. Quando aplicada, portanto, deveria suscitar dor, temor, oração e desejo de reconciliação.

Há uma diferença enorme entre sustentar que determinado ato é ilícito ou cismático (não entro aqui neste mérito) e zombar publicamente da possibilidade de almas verem-se separadas da plena comunhão visível com a Igreja hierárquica.

Além disso, o tom desta publicação do Padre José Eduardo revela algo típico de certos meios “neocons”: uma espécie de espírito faccional, quase partidário, em que a tragédia eclesial passa a ser tratada como munição de disputa intra-católica. E isto é especialmente grave quando parte de um sacerdote, cujo “munus” inclui também ser ministro da reconciliação e homem de gravidade sobrenatural. Continuar lendo

DECLARAÇÃO DE FÉ CATÓLICA ENDEREÇADA AO PAPA LEÃO XIV

Declaração de Fé católica endereçada a Sua Santidade, o papa Leão XIV, pelo Padre Davide Pagliarani Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio.

Santíssimo Padre,

Há mais de cinquenta anos, a Fraternidade São Pio X se esforça por expor à Santa Sé o seu caso de consciência diante dos erros que destroem a fé e a moral católicas. Infelizmente, todas as discussões iniciadas permaneceram sem resultado, e todas as preocupações expressas não receberam nenhuma resposta verdadeiramente satisfatória.

Há mais de cinquenta anos, a única solução realmente considerada pela Santa Sé parece ser a das sanções canônicas. Para nosso grande pesar, parece-nos que o direito canônico é utilizado não para confirmar na fé, mas para afastar dela.

Pelo texto que se segue, a Fraternidade São Pio X tem a alegria de expressar a Vossa Santidade, de modo filial e sincero, nas circunstâncias presentes, o seu apego à fé católica, sem nada ocultar, nem a Vossa Santidade, nem à Igreja universal. Continuar lendo

CARTA DOS SUPERIORES DA FSSPX AO CARDEAL GANTIN, DE 6 DE JULHO DE 1988 – QUE PODE SER ATUALIZADA PARA CARD. FERNANDEZ EM 13 DE MAIO DE 2026 (*)

Cardeal Victor Manuel Fernandez

(*) Essa título foi colocado de forma ilustrativa, apenas como um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX. 

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Após uma declaração lacônica datada de hoje, 13 de maio de 2026, o Vaticano, por meio do Cardeal Victor Manuel Fernandez (foto), declara mais uma vez que as futuras sagrações episcopais anunciadas por D. Davide Pagliarani para 1º de julho (1) constituirão um “ato cismático e levarão à excomunhão“.

Neste aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, convidamos todos os fiéis a rezar ao Espírito Santo para que ilumine as mais altas autoridades romanas, a fim de que revertam os seus passos nocivos e anticatólicos resultantes do desastroso Concílio Vaticano II.

Confiando na oração preparada para este fim, que Nossa Senhora apoie a corajosa decisão de D. Davide – e de seu Conselho – de restaurar tudo em Cristo, como fizeram seus predecessores na atualíssima Carta Aberta abaixo, enviada ao Cardeal Gantin, Prefeito da Congregação para os Bispos, e datada de 6 de julho de 1988.

LEIAM COM EXTREMA ATENÇÃO

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CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS – 06  DE JULHO DE 1988

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Eminência,

Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões. Continuar lendo

VÍDEO: GERAÇÃO Z QUESTIONA TEÓLOGO DA FSSPX SOBRE AS SAGRAÇÕES

Com a aproximação das sagrações episcopais de 1º de julho em Écône, muitos fiéis católicos se perguntam: por que esse ato é considerado legítimo? O que a teologia católica realmente diz sobre a Igreja, a autoridade, a unidade e o estado de necessidade? Para responder a essas questões cruciais com clareza, o Pe. Jean-Michel Gleize, professor de eclesiologia, responde às perguntas de quatro jovens fiéis.

CLIQUE AQUI E ACESSE O VÍDEO COMPLETO

Capítulos

A importância dos sacramentos

00:44 Por que essas sagrações são tão importantes para a Fraternidade?

01:40 Como podem dizer que é para a Igreja, se agem contra Roma?

02:40 A FSSPX costume falar sobre “Operação Sobrevivência”. O que essa sobrevivência implica ?

03:40 A Igreja ainda se encontra em estado de “sobrevivência” hoje?

O estado de necessidade

05:42 O Estado de Necessidade: o que significa realmente esse argumento da Fraternidade?

06:55 A Fraternidade corre o risco de se desviar para o protestantismo?

07:57 Por que a Fraternidade rejeita o caminho “Ecclesia Dei”, apesar de sua aparente segurança?

08:45 Sacerdotes ordenados sem bispos próprios: por que isso não é suficiente, segundo a Fraternidade ?

Os erros do Vaticano II

09:40 Os erros do Vaticano II são realmente decisivos para a sobrevivência da fé?

11:20 Existem, para os fieis, sinais concretos desse Estado de Necessidade?

12:29 Indefectibilidade da Igreja: A Fraternidade questiona esse dogma?

Quais leis estão sujeitas a exceções?

14:24 O Estado de Necessidade justifica tudo? Quais são os seus verdadeiros limites?

17:02 Sagrações sem mandato pontifício: oposição ao direito divino ou simplesmente à lei eclesiástica?

Cisma ou desobediência?

19:00 Desobediência grave ou cisma? Compreendendo a diferença essencial

20:47 As sagrações de 1º de Julho são intrinsicamente más?

21:22 O que realmente tornaria uma sagração episcopal cismática?

21:57 A Fraternidade já age como se tivesse jurisdição?

24:20 Resistir sem deixar a Igreja: Como distinguir os Bispos da FSSPX dos verdadeiros cismáticos?

Fé e obediência

26:26 Fé e Obediência: Em que se baseia, antes de tudo, a verdadeira unidade da Igreja?

27:30 Uma Igreja sobrenatural, mas visível: como podemos compreender essa unidade?

28:49 É possível obedecer em detrimento da fé?

29:56 O Papa como princípio visível da unidade: Como podemos conciliar a autoridade com a fidelidade à fé?

31:19 Como podemos amar verdadeiramente o Papa em tempos de crise na Igreja?

32:19 Resistir sem se desviar: Como podemos evitar a armadilha do sedevacantismo?

Poder de ordem e poder de jurisdição

34:18 O Poder da Ordem e o Poder da Jurisdição: A distinção fundamental para compreender as sagrações

37:23 O Poder da Ordem e da Jurisdição: por que podem ser distintos apesar de sua união habitual?

39:32 Sagração e missão canônica: por que essa distinção é teologicamente decisiva?

40:41 O Vaticano II objetificou a distinção entre o Poder da Ordem e a Jurisdição?

42:20 A crescente autoridade dos leigos na Igreja confirma a distinção entre Ordem e Jurisdição?

43:16 Ordem e Jurisdição: Os elementos essenciais para a compreensão simples dos fiéis

Objeções de círculos conservadores e da Ecclesia Dei

43:59 Cardeal Sarah: qual é o limite fundamental de sua posição?

44:50 Um bispo é definido, antes de tudo, pelo seu poder de jurisdição?

47:11 Padre de Blignières: seu erro diz respeito ao estado de necessidade ou à unidade da Igreja?

51:41 A liturgia da sagração une intrinsecamente ordem e jurisdição?

Apoio externo

54:38 D. Strickland e Mons. Schneider confirmam a análise da Fraternidade?

55:53 Apoio externo: reforçam o argumento… ou apenas aumenta sua visibilidade?

Excomunhão

56:25 Ameaça de excomunhão: automática, válida… sem alcance real?

1988 e 2026

58:17 1988 e 2026: O que realmente mudou?

1:01:04 1988 e 2026: O mesmo princípio de transmissão sem jurisdição?

1:01:47 O “cisma de Econe” veiculado pela mídia mascara o verdadeiro debate teológico?

O que um fiel deve lembrar?

1:03:07 Às vésperas de 1º de julho: o essencial que cada fiel deve lembrar.

1:04:05 Às vésperas de 1º de julho: que perigo ameaça os fiéis?

1:04:43 Que ato concreto de fé é necessário para permanecer verdadeiramente católico hoje?

1:06:26 O ato de inteligência: que distinção essencial deve ser compreendida para manter a fé?

1:07:23 Em 30 segundos: Por que as consagrações de 2026 são necessárias?

ORAÇÃO PELOS FUTUROS BISPOS PARA SER RECITADA DE 8 DE MAIO A 1º DE JULHO

De 8 de maio, festa de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, até 1º de julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X convida os fiéis a unirem-se numa mesma súplica pelos futuros bispos. Esta oração pede a Deus que suscite pastores cheios de fé, caridade, verdade e zelo apostólico, capazes de conduzir as almas na fidelidade à Igreja e à Tradição católica.
 

ORAÇÃO PELOS FUTUROS BISPOS

Para ser rezada diariamente de 8 de maio, festa de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, até 1º de julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de Jesus.

“Deus eterno e todo-poderoso, que quereis que todos os homens alcancem a salvação e o conhecimento da verdade, a Vós, cujo Espírito santifica e dirige todo o Corpo da Igreja, humildemente rogamos, pela intercessão de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, que atendais às necessidades da vossa Igreja, derramando sobre os vossos escolhidos a abundância da vossa graça.

Fazei que brilhe neles a constância da fé, a pureza da caridade, a sinceridade da paz.

Que a sua palavra e a sua pregação se apoiem não em persuasivas palavras de sabedoria humana, mas no Espírito e na virtude de Deus.

Que, incansáveis por fora, conservem dentro de si o fervor do Espírito; que tenham em ódio o orgulho, que tenham amor à humildade e à verdade, e não a desertem jamais, vencidos pela lisonja ou pelo medo.

Não façam da luz trevas, nem das trevas luz; não chamem de bom o que é mau, nem de mau o que é bom.

Sintam-se obrigados para com os sábios e os insensatos, para com os letrados e os ignorantes, a fim de que tirem fruto do aproveitamento de todos.

Multiplicai sobre eles a vossa bênção e a vossa graça, de tal sorte que, cheios de piedade graças ao vosso dom, sejam sempre capazes de alcançar pelos seus rogos a vossa divina misericórdia.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina con’Vosco na unidade do mesmo Espírito Santo, e é Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.”

℟. São Pio X.
℣. Rogai por nós.

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É POSSÍVEL IGNORAR O ESTADO DE NECESSIDADE DA IGREJA?

Raio atinge Basílica de São Pedro e causa repercussão na internet | GZH

Desde o anúncio das sagrações que ocorrerão em Ecône em 1º de julho de 2026, D.Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, tem se destacado por assumir diversas posições em favor da Fraternidade São Pio X.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Novamente, no final de março, ele lamentou os ataques de que a obra de Dom Marcel Lefebvre é alvo por parte de comunidades ex-Ecclesia Dei. Ele declarou que essa atitude maliciosa lhe lembrava a “situação que São Basílio, o Grande, descreve – no século IV, durante a crise ariana – como uma batalha naval noturna, na neblina, em que, em vez de atacar os navios inimigos, os bons acabam atacando uns aos outros”.

Ele acrescentou: “Considero que nossa situação é a mesma. Por que a Fraternidade de São Pedro ou outros atacariam publicamente a Fraternidade São Pio X, a ameaçariam e a chamariam de cismática?

Segundo ele, as ex-comunidades Ecclesia Dei deveriam, em vez disso, pedir ao Papa que concedesse o mandato apostólico para essas sagrações episcopais, “mas, em vez disso, atacam. E correm o risco de entrar para a história como São Basílio descreveu aqueles que, em meio a uma crise, atacaram seus próprios irmãos.” Continuar lendo

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – MAIO/26

Junior Generalissimos - Nine of History's Youngest Military ...Caros fiéis,

Após uma Missa, um confrade encontrou uma pessoa em lágrimas: “Quero continuar sendo católico, não quero ser excomungado”. Por outro lado, ele compreendia que havia um problema na Igreja e a necessidade de defender a Tradição. Ser católico ou ser excomungado? Ser ou não ser…

O Superior Geral da Fraternidade São Pio X apresenta a solução para esse aparente dilema (Entrevista “Quem rasga a túnica de Cristo?”, 19 de abril de 2026).

“… o fato é que esses cardeais ou bispos [conservadores] padecem de um mal-estar mais profundo e tipicamente moderno: o de se ver incapaz de conciliar as exigências da fé com as do direito canônico. A fé requer de nós que façamos tudo o que for possível para professá-la, preservá-la e transmiti-la. Por outro lado, se interpretarmos o direito ao pé da letra, passando ao largo das circunstâncias atuais, uma consagração episcopal sem o aval do papa parece impossível. Que fazer então? Esses cardeais, como tantos outros, vivem numa espécie de permanente dicotomia, que encerra o risco de serem frustradas as suas boas intenções: eles colocam essas duas exigências uma ao lado da outra, à maneira cartesiana, e ficam como esmagados ou submersos na contradição aparente.” Continuar lendo

JESUS CONHECE O CORAÇÃO DE SEUS AMIGOS

Enquanto Ele estava em Jerusalém durante as festas da Páscoa, muitos creram nEle ao ver os milagres que realizava. 

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Nosso Senhor havia começado Seu ministério divino no Templo com um ato de suprema autoridade. A atenção foi atraída para Ele. Os discípulos acorreram a Ele imediatamente. O que Ele havia negado aos sumos sacerdotes do Templo, multiplicou na Cidade; confirmou Sua palavra com sinais. Assim, satisfez as exigências dos judeus e, indiretamente, colocou as autoridades em seus devidos lugares, as quais certamente estavam cientes dos milagres do Senhor. 

Entre esses novos discípulos, muitos eram, na verdade, curiosos atraídos por qualquer novidade, mas em quem dificilmente se podia confiar. Eles ficavam impressionados com os milagres realizados por Jesus; ouviam suas palavras, ficavam comovidos e se misturavam facilmente à multidão que o cercava. Mas, no fundo, seus corações ainda estavam longe das profundas transformações que a verdadeira fé exige dos verdadeiros discípulos do Mestre. 

Por isso, São João, que os conhecia e que talvez tivesse notado muitas deserções em suas fileiras, escreveu sobre eles: Continuar lendo

“QUEM É QUE RASGA A TÚNICA DE CRISTO?” – ENTREVISTA COM O SUPERIOR-GERAL DA FRATERNIDADE SÃO PIO X

“Quem é que rasga a túnica de Cristo?”

“A ruptura não vem da parte da Fraternidade São Pio X, mas da divergência flagrante entre os ensinamentos oficiais e a Tradição e o Magistério constante da Igreja.”

Fonte: FSSPX

FSSPX.Actualités: Senhor Superior-Geral, o anúncio feito pelo senhor, em 2 de fevereiro passado, sobre as futuras sagrações episcopais, causou uma série de reações especialmente fortes. Que acha o senhor disso?

Padre David Pagliarani(1): Entende-se que tenha sido assim, pois trata-se de questão muito sensível para a vida da Igreja. Além disso, os motivos dessa decisão são objetivamente graves: o que está em jogo – o bem das almas – é uma questão capital. É natural, pois, que o debate desencadeado pelo anúncio tenha tido tanta ressonância. No fundo, ninguém ficou indiferente. É este um fator objetivamente positivo, e acho que, providencialmente, corresponde a uma necessidade muito atual. 

Nestes últimos anos, o campo conservador e tradicionalista – no sentido mais amplo – tem por vezes dado a impressão de se reduzir a um ambiente de comentadores, onde são expressas análises, expectativas e frustrações, muitas vezes legítimas, mas que dificilmente se traduzem em posicionamentos realistas e consequentes. Entre eles, há quem ainda aguarde uma resposta da Santa Sé aos dubia formulados dez anos atrás por quatro cardeais – dos quais dois já faleceram – acerca de Amoris lætitia, ou que aguardam a eventual publicação de um novo motu proprio tratando da missa tridentina. Continuar lendo

CARTA A UM BISPO DIOCESANO SOBRE VOCAÇÕES

A perspectiva que a Fraternidade São Pio X pode oferecer à Igreja universal no que diz respeito às vocações sacerdotais.

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Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Monsenhor,

Uma vez que nossa última conversa versou sobre as vocações sacerdotais, permita-me partilhar fraternalmente com o Sr. minha visão sobre o futuro das vocações nas dioceses.

Parece-me que os responsáveis ​​pela pastoral vocacional muito se beneficiariam se meditassem sobre as grandes lições que as comunidades tradicionais extraíram de sua experiência atual: o florescimento das vocações é, antes de tudo, fruto de uma vida de fé coerente, não apenas individual, mas familiar e social, de uma sólida cultura cristã, e não de uma estratégia de comunicação.

Nossa experiência com vocações

Observamos que as vocações surgem onde o sacerdócio é vivenciado como algo elevado e edificante, não como uma mera função, onde sua missão é vista claramente como sobrenatural e necessária — como um instrumento insubstituível da graça de Deus — e não como uma espécie de assistente social ou administrador. Um pároco da diocese me dizia recentemente:  “Nós nos dedicamos à presença e ao encontro. Vemos coisas belas.” Claramente, ele não inspirará nenhuma vocação. Continuar lendo

“E VÓS, NÃO TENHAIS MEDO!”

Ao chegarem ao túmulo onde o corpo de Jesus havia sido depositado, as santas mulheres — Maria Madalena e a outra Maria — ouviram, na manhã da Páscoa e por duas vezes, primeiro do anjo que rolou a pedra e depois do Cristo ressuscitado: “Não tenhais medo!”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

A expressão, porém, não é nova nas Escrituras: pelo contrário, ela permeia todo o texto sagrado, a ponto de alguns terem encontrado até 365 vezes! Mas ela ganha todo o seu sentido na Páscoa, à luz da Ressurreição: se Jesus Cristo venceu o pecado com sua consequência, a morte, o que bem podem temer todos aqueles que depositaram nele sua fé e sua esperança?

Mais do que imaginamos, o medo — em todas as suas formas, fracas ou fortes — determina, ou pelo menos modifica, nossas ações, pensamentos, reações e planos. Como qualquer outra emoção, o medo não deve ser negado, nem mesmo rejeitado de forma absoluta: ele sinaliza àquele que o sente uma ameaça real ou imaginária; cabe a cada um, então, avaliar a realidade, a gravidade e a iminência do perigo para saber até que ponto é importante deixar o medo prosperar ou não no coração. Continuar lendo

POR QUE ADMIRAMOS GRANDES HOMENS?

Se o mundo mergulha no marasmo, é porque está à altura dos “heróis” que escolheu a si próprios: homens inúteis cuja fama assenta unicamente na cobertura midiática e não mais na verdadeira virtude.

Fonte: Editorial da revista Fideliter n°263 – Tradução: Dominus Est

A admiração instiga a reflexão. Um acontecimento inusitado, uma atitude inapropriada, uma resposta absurda, surpreende-nos. Todos os sentidos despertados nos incitam a encontrar a razão dessas manifestações inusitadas. E então, com mais ou menos cuidado, nos preocupamos em descobrir o porquê. Alguns se cansarão rapidamente da busca, mas outros, mais perseverantes, irão querer fugir dessa ignorância que os atormenta. Sabemos que os grandes pensadores foram todos pessoas obstinadas que viraram e reviraram, em todos os sentidos, estas observações iniciais para finalmente descobrir o segredo escondido sob a aparência inicialmente desoladora. Conhecemos, por exemplo, o grito de vitória de Arquimedes em sua banheira: eureka, encontrei; e conhecemos o pessimismo de Blaise Pascal, inquieto, que admitiu: “O que mais me surpreende é o fato que nem todos estão surpreendidos com sua fraqueza.” Mas o exemplo mais tocante e mais divino de admiração continua sendo o da Bem-Aventurada Virgem Maria quando o anjo lhe anuncia o privilégio de se tornar a mãe de Deus: “Como se fará isso, eu que não conheço homem algum?

“O extraordinário provoca admiração e emoção.”

O inusitado, por definição, como o extraordinário, o incomum, o raro, efetivamente provoca admiração; é uma emoção que pode lançar uma vida inteira na busca de uma certeza. O nosso tempo, por mais rico que seja em descobertas científicas, não vê apaziguar esta furiosa paixão pelas novas descobertas, sob o risco de abolir não só toda a moral, mas também as leis naturais sobre as quais não pode deixar de se apoiar. Mas, paradoxalmente, os meios eletrônicos atuais tendem a abafar qualquer admiração: a facilidade que oferecem para possuir tudo e rapidamente gera, em muitos, desencanto e decepção. Mentes desiludidas e cansadas tornam-se incapazes de admirar; o virtual destrói o inusitado.

E, no entanto, a natureza, sua flora e fauna criadas pelo bom Deus, nunca deixará de nos surpreender no pouco que lhe prestamos atenção. “Que Deus me conceda o dom de ouvir sempre… a imensa música das coisas…de descobrir os maravilhosos bordados da vida”, disse um jesuíta inclinado ao Ômega. Continuar lendo

TRADIÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA FORMIDÁVEL E TEMIDA

Entre os benefícios espirituais das sagrações episcopais que ocorrerão em Écône em 1º de julho de 2026, estará o de permitir que todos aqueles que assim o desejarem vivenciem a Tradição, tal como pretendia Dom Marcel Lefebvre.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É precisamente essa experiência que os progressistas temem, como afirmou inequivocamente o jesuíta Thomas Reese no Religion News Service, em 13 de abril de 2021: “A Igreja deve deixar claro que deseja o desaparecimento da liturgia não reformada [destaque nosso] e que só a autorizará por bondade pastoral para com os idosos que não compreendem a necessidade de mudança. Crianças e jovens não deveriam ser autorizados a assistir a essas missas [sic]..” – Em outras palavras, a Missa Tridentina é proibida para menores de 18 anos e reservada para maiores de 98 anos.

Esse é o objetivo do Motu proprio Traditionis custodes de 16 de julho de 2021, que reduz drasticamente a possibilidade de celebração da Missa Tridentina. Trata-se de confinar a Tradição, de confiná-la a uma reserva para uso de padres e fiéis que se espera que estejam em vias de extinção. E essas medidas profiláticas têm como objetivo proteger a “Igreja conciliar” – como a chamava Dom Giovanni Benelli, em 1976 – do “contágio” da Tradição. Continuar lendo