
Fonte: Le Seignadou – Tradução: Dominus Est
“Meu filho não me obedece, o que esperam que eu faça?” Desiludido, esse pai desistiu; não suporta mais os caprichos do filho, seus gritos, suas lágrimas. Prefere deixar os dias passarem sem lutar; há uma certa paz em renunciar à autoridade, a paz de um cão exausto a deriva, a paz do vencido que se submete à tirania do vencedor, a paz da morte quando a vida abandona o corpo sem alma. Amanhã, essa criança se tornará um adolescente, resistente a toda autoridade, incapaz de tolerar um único comentário ou restrição; ele próprio tiranizado por suas paixões, oscilará entre entusiasmos passageiros e desânimos recorrentes.
Finalmente, na vida adulta, pelo menos em termos de idade, esse indivíduo inflexível e caprichoso será, dependendo da escolha, um revolucionário sempre em guerra contra injustiças reais ou presumidas, um adulto instável incapaz de tomar uma decisão a longo prazo, um cônjuge infiel ou egoísta, um zumbi translúcido sem caráter e sem combatividade, uma pessoa ansiosa e depressiva, sempre inquieta, nunca em paz. Continuar lendo











