
DEVIDO AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS EM ÉCÔNE, A MISSÃO FOI ANTECIPADA!
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DEVIDO AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS EM ÉCÔNE, A MISSÃO FOI ANTECIPADA!
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O católico espera que o Papa lhe explique em que aspectos o uso da inteligência artificial é moralmente bom e em que aspectos não o é, à luz de uma moral que se define com referência à Lei de Deus.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
É a primeira Carta Encíclica do Papa Leão XIV data de 15 de maio de 2026, um ano após a eleição de Robert Francis Prevost para a Santa Sé. Com um total de 245 parágrafos, o texto do novo Papa não é nem mais nem menos extenso do que as Encíclicas de seu predecessor imediato. Conforme explica no § 3 do capítulo 1, Leão XIV quis aproveitar a ocasião do 135° aniversário da Encíclica Rerum novarum de Leão XIII, publicada em 1891, para dar continuidade, por sua vez, a “essa reflexão sobre a sociedade, a economia e a política que hoje chamamos de Doutrina Social da Igreja”. E isso, por si só, já deveria ser suficiente para causar consternação entre os católicos, ou pelo menos agravar ainda mais a perplexidade em que se encontram os pobres fiéis há mais de 60 anos, desde que se realizou o Concílio Vaticano II.
Uma nova concepção de doutrina social
De fato, o objetivo de um documento do Magistério eclesiástico, como é o caso de uma encíclica papal, não é conduzir “uma reflexão”, mas transmitir, com a própria autoridade de Deus, um ensinamento, a fim de declarar e explicar o sentido da verdade revelada por Deus. E a Doutrina Social da Igreja não é, pelo menos em primeiro lugar e acima de tudo, uma reflexão “sobre a sociedade, a economia e a política”. Ela é parte da doutrina moral que a Igreja ensina aos seus fiéis em nome de Deus, ou seja, a doutrina que deve indicar-nos como orientar as nossas ações com vista à salvação eterna das nossas almas. Continuar lendo
…de como as coisas funcionam, na prática”

Por Robert Morrison
Fonte: The Remnant – Tradução: Dominus Est
A Magnifica Humanitas, de Leão XIV, exorta a Igreja a rejeitar os “abusos de consciência”, a acolher as diversas sensibilidades e a praticar a escuta sinodal — princípios que podem comprometer qualquer tentativa de censura à Fraternidade São Pio X.
Dos 245 parágrafos da encíclica de Leão XIV “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial (IA)”, Magnifica Humanitas, quatro deles (86 a 89) referem-se a um “exame de consciência para a Igreja”:
“Para concluir, gostaria de abordar um ponto que me é particularmente caro. A Doutrina social não é apenas uma palavra dirigida à sociedade: é também um exame de consciência para a Igreja, casa e escola de comunhão, chamada sempre a averiguar se os princípios evocados neste capítulo são vividos, em primeiro lugar, dentro de si mesma.”(86)
Embora o “exame de consciência” descrito na encíclica se refira principalmente a questões de doutrina social, podemos aplicar os mesmos princípios delineados por Leão XIV a questões mais especificamente relacionadas ao tratamento dado pela Igreja aos católicos. Assim, a análise que se segue aplica o exame de consciência da Magnifica Humanitas à situação da Fraternidade São Pio X (FSSPX). Continuar lendo
Um cônego de Shaftesbury, canonista inglês, não hesitou em publicar “uma defesa canônica, teológica e pastoral contra a excomunhão prevista da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X”.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Segundo o site kath.net, de 29 de abril de 2026, o Vaticano declarará a Fraternidade São Pio X excomungada e cismática após as sagrações episcopais agendadas para 1º de julho em Écône, na Suíça. O site em alemão cita as palavras do jornalista italiano Nico Spuntoni à vaticanista americana, Diane Montagna: “Fontes bem informadas me confirmaram que o Dicastério para a Doutrina da Fé já se preprara para um cisma após as novas sagrações episcopais”. E, segundo as mesmas fontes, Nico Spuntoni afirma que o dicastério do Cardeal Víctor Manuel Fernández prevê oferecer “apoio pastoral aos membros do clero pertencentes à Fraternidade que não desejam permanecer nela, após uma nova ruptura com Roma“.
Isso faz lembrar a Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, estrutura criada por Roma para acolher os sacerdotes que se recusaram a aceitar as ordenações de 1988, com o “sucesso” que todos conhecem! Essa comissão foi integrada à Congregação para a Doutrina da Fé em 2009 e, em seguida, simplesmente dissolvida em 2019, deixando as antigas comunidades da Ecclesia Dei à mercê dos caprichos dos bispos. Foi assim que a Fraternidade São Pedro foi brutalmente extinta em 2024 por D. Laurent Dognin, Bispo de Quimper e Léon.
A respeito dessa possível excomunhão, é sempre útil mencionar a tese do padre Jaime Mercant Simó, canonista espanhol, que declarou em 21 de fevereiro que não haveria “nem cisma nem pecado” em virtude das sagrações em Écône. Na mesma linha, o site americano Rorate Coeli publicou, em 6 de maio, o parecer de um cônego de Shaftesbury, que, ao que parece, deseja permanecer anônimo nestes tempos conturbados. Este canonista de língua inglesa não hesitou em publicar “uma defesa canônica, teológica e pastoral contra a proposta de excomunhão da Fraternidade São Pio X”. Continuar lendo

Popularizada por Karl Popper e adotada por George Soros através de sua Open Society, a ideia de uma sociedade aberta sempre revela seus inimigos. O que dizer, então, da “Igreja aberta” nascida do Vaticano II e do lugar que ela reserva para a Tradição?
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Frequentemente denuncia-se Georges Soros e sua Open Society Foundation pelo papel subversivo que desempenham nas sociedades ocidentais. O próprio título dessa fundação advém de uma obra escrita pelo famoso filósofo Karl Popper, A sociedade aberta e seus inimigos (The Open Society and Its Enemies), publicada em 1945. Nesse título, Popper fazia uma referência direta a Henri Bergson, de quem admirava o pensamento, e a uma de suas últimas obras, As duas fontes da moral e da religião, publicada em 1932.
Essa obra de primorosa literatura (seu ator recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1927) coloca em oposição a sociedade aberta e a sociedade fechada, que vivem de dois princípios morais distintos: uma aberta até a mística e a outra curvada em obrigações limitantes. O corolário dessas duas morais são evidentemente duas religiões diferentes, uma religião dinâmica e uma religião estática. Bergson evita utilizar o termo religião aberta.
Bergson pensava que o cristianismo seria a religião mais aberta. Frédéric Worms, professor de filosofia no ENS, sintetizava em um programa da RCF, em 2021[1], o que se poderia deduzir disso: Continuar lendo

Desde o Concílio Vaticano II, não se é mais excomungado. Atualmente, não se está “em plena comunhão”.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
De fato, na abertura do Concílio, em 1962, João XXIII havia expressado seu desejo de uma Igreja nova, sem condenações nem anátemas. Apenas os canonistas que não assimilaram plenamente o espírito do Concílio Vaticano II – e os jornalistas que apreciam expressões simplistas – ainda podem brandir a excomunhão como um absoluto pré-conciliar, um “ukase” tridentino.
Em sua defesa, a noção “comunhão parcial”, que pretende ser generosa, levanta dificuldades reais. É possível estar em comunhão pela metade ou em três quartos? Nesse caso, está-se meio excomungado e meio em comunhão, ou excomungado em três quartos e em comunhão em um quarto? De fato, a excomunhão torna-se uma noção relativa, uma excomunhão de geometria variável. Continuar lendo
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Conforme anunciado dias atrás em um Trailer oficial, este primeiro episódio da série documental TRADITIO – Por amor à Igreja é dedicado ao sacerdócio católico, à história da FSSPX e à formação sacerdotal nos seus seminários internacionais. Realizada ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, esta produção de mais de quatro horas é um dos projetos cinematográficos mais ambiciosos alguma vez realizados pela Fraternidade.
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“Em sua essência, o conflito gira em torno da questão da verdade.”
Fonte: Substack de Diane Montagna – Tradução: Dominus Est
ROMA, 4 de junho de 2026 — Com a Fraternidade São Pio X prestes a realizar as sagrações episcopais em 1º de julho, Mons. Athanasius Schneider publicou uma nova declaração argumentando que a controvérsia vai além das questões de disciplina eclesiástica e reflete disputas doutrinárias e litúrgicas que persistem na Igreja Católica desde o Concílio Vaticano II.
Intitulado “A Questão Central relativa a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X” e publicado na íntegra abaixo, o documento está estruturado em torno de 5 argumentos principais e levanta diversas questões-chave, incluindo:
Monsenhor Schneider afirmou que está publicando este texto porque as discussões sobre a Fraternidade São Pio X (FSSPX) e as sagrações episcopais planejadas permaneceram, em grande parte, superficiais, particularmente entre o clero e os fiéis de mentalidade tradicional, sem abordar o que ele considera as questões fundamentais envolvidas. Continuar lendo

No fundo, não há nada de novo, pois esta análise se limita a reproduzir os pontos essenciais do Motu próprio Ecclesia Dei afflicta de João Paulo II. A oposição, se é que existe, situa-se entre duas concepções da Tradição e do Magistério: a concepção católica, herdada dos concílios de Trento e do Vaticano I, defendida por Dom Lefebvre, e a concepção neomodernista, herdada do Vaticano II e de Francisco, passando por João Paulo II e Bento XVI, que o padre Jaquemin pretenderia defender.
Fonte: Courrier de Rome n°697 – Tradução: Dominus Est
O Pe. Albert Jaquemin e suas obras
Localizada no 19º distrito de Paris, a igreja de Santa Clara foi construída entre 1956 e 1958 pelo arquiteto André le Donné, aluno de Auguste Perret. Ela foi erigida como paróquia em 1963.
Desde 2020, seu pároco é o padre Mathias Sütterlin e aí reside o cônego Albert Jaquemin, oficial do Tribunal Penal Canônico da Conferência Episcopal da França, professor adjunto da Faculdade de Direito Canônico do Instituto Católico de Paris e juiz da Oficialidade de Paris. Albert Jaquemin foi ordenado sacerdote por Dom Lefebvre, em 29 de junho de 1987, em Ecône. Não reconhecendo a legitimidade das sagrações episcopais de 30 de junho de 1988, deixa a Fraternidade Sacerdotal São Pio X nessa data.
Tendo em seu histórico cerca de quarenta publicações no site do Instituto Católico de Paris, o padre Jaquemin acaba de escrever uma nova obra, publicada neste mês de maio pela Editions du Cerf: A Escolha da Ruptura. Dom Lefebvre, Roma, as sagrações. 1974-2026. 152 páginas de texto, distribuídas em sete capítulos e um epílogo, seguidas por cerca de sessenta páginas de anexos, onde estão reproduzidos 17 documentos importantes sobre o assunto, incluindo as últimas declarações do atual superior-geral da Fraternidade São Pio X, relativas às futuras sagrações episcopais anunciadas para o próximo dia 1º de julho. Continuar lendo

Fonte: Courrier de Rome n°697 – Tradução gentilmente cedida pelo André Abdelnor Sampaio
Toda a ofensiva travada há alguns meses contra a legitimidade das sagrações episcopais previstas na Fraternidade São Pio X para o próximo 1º de julho provém da corrente Ecclesia Dei, principalmente com estudos publicados na revista Sedes sapientiae da Fraternidade São Vicente Ferrer ou no site Claves da Fraternidade São Pedro(1). Falamos deliberadamente de uma «ofensiva travada contra», pois a questão que nos ocupa não é uma questão puramente teológica, suscitada apenas no plano das ideias puras, no âmbito de um debate que pretendesse apenas confrontar hipóteses e que por isso pudesse permanecer pacífico. A questão que nos ocupa diz respeito precisamente à legitimidade de uma ação — as consagrações de 2026 como as de 1988 — que não é moralmente indiferente e que deve ser objeto não de uma hipótese, mas de uma decisão carregada de consequências. Trata-se, pois, de uma questão de prudência, e a solução que ela exige diz respeito à conduta a adotar no plano da ação moral. A prudência pressupõe sem dúvida a consideração dos princípios dogmáticos ou teológicos, mas distingue-se da ciência (ou da sabedoria especulativa) por preocupar-se em evidenciar não o que convém conhecer, mas o que convém pôr em prática para agir da melhor forma. E aqui, a aposta da ação a realizar é considerável, pois esta visa responder a uma necessidade grave. E é isso que importa: não é primeiramente o simples fato de consagrar bispos apesar da oposição explícita de Roma, mas precisamente o fato de dar assim aos fiéis católicos o meio extraordinário de assegurar a sua salvação, numa situação em que o recurso ao meio ordinário se torna moralmente, senão impossível, ao menos demasiado difícil.
2. Repitamo-lo uma vez mais(2): o desacordo não versa sobre algo facultativo, que pudesse admitir uma diversidade legítima de opiniões. Pois, se a salvação das almas está em causa num estado de necessidade grave, só se pode recusar a possibilidade de recorrer, para suprir essa necessidade, a meios extraordinários proporcionados, se e somente se se tiver a certeza de fé divina e católica — e não apenas teológica — de que o recurso a tais meios seria ilegítimo. É essa certeza que nos é oposta — e que contestamos. Continuar lendo
Para assistir a Santa Missa clique na imagem acima.

O anseio por um maior sentido do sagrado foi qualificado como patológico por um liturgista.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O crescente interesse pela liturgia tradicional entre os jovens suscita reações mais ou menos ponderadas. Na linha do Papa Francisco, que suspeita de um desequilíbrio entre os padres envolvidos[1], é um estudioso da Diocese de Estrasburgo, professor da Universidade “Miséricordia” de Friburgo, que qualifica esse movimento de patológico[2].
Como seria de esperar, ele vê nisto um “recuo de identidade” motivado pelo “medo[3] do que está por vir” e baseado numa “profunda subjetividade”, uma vez que estes jovens têm a audácia de decidir por si próprios o que satisfaz as suas aspirações, em vez de ouvir os sábios. As antigas práticas litúrgicas fazem-lhe lembrar os encantamentos dos profetas de Baal.
O artigo faz referência ao padre Congar[4], que, na esteira do Concílio, considerava necessário esclarecer o conceito de sagrado, afirmando que o Novo Testamento declara sagrado “tudo o que é santificado pelo uso do homem”. Ao fazê-lo, ele aboliu o sagrado do Antigo Testamento; a antiga Lei, de fato, separa rigorosamente os lugares, os objetos e o próprio povo — seres sagrados — do profano e do impuro; por sua vez, Jesus libertou do Templo[5], dos rituais de purificação e dos rigores do sábado; em seu seguimento, os Apóstolos triunfarão sobre os judaizantes que querem impor os costumes judaicos aos pagãos batizados: doravante, nada está excluído da presença de Deus. O Concílio, por sua vez, falava do papel dos leigos na “consagração do mundo[6]” na sequência do Salvador que “de certa forma se uniu a todo homem[7]” (n.º 22, §2). Continuar lendo
Legendas disponíveis em francês, inglês, alemão, espanhol, italiano, português, polonês e holandês. Clique em ⚙️ e depois em «Legendas» para escolher o seu idioma.
TRADITIO – POR AMOR À IGREJA é uma série documental em três partes dedicada à vida e ao apostolado dos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em todo o mundo. Produzida ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, a série totaliza mais de quatro horas de filmagem e constitui um dos projetos cinematográficos mais extensos e ambiciosos já realizados pela Fraternidade.
📅 Datas de lançamento:
• Uma obra de fé – 7 de junho de 2026
• Uma obra de esperança – 14 de junho de 2026
• Uma obra de caridade – 21 de junho de 2026 Descubra o apostolado mundial da
FSSPX e o ministério do sacerdote católico ao serviço da Igreja.

“Não posso, em sã consciência, deixar estes seminaristas órfãos. Tampouco posso deixá-los órfãos, morrendo sem providenciar o futuro.”
D. Lefebvre, Sermão de 30 de junho de 1988, em Écône.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
O episcopado, princípio de vida: o papel do bispo na Igreja
O propósito da sagração episcopal é transmitir, dentro da Igreja, o poder de que as almas tanto necessitam; e esse poder é descrito por D. Lefebvre, seguindo São Paulo, como o de um pai. É à imagem do poder de Deus, que conduz as almas à vida da graça. É o poder de transmitir a vida, e é por isso que privar a Igreja desse poder equivale a secar as próprias fontes de vida dentro dela, privando-a da paternidade. Uma Igreja sem bispos é uma Igreja sem pais, uma Igreja de órfãos, uma Igreja sem futuro, uma Igreja incapaz de se reproduzir e condenada a desaparecer. Assim como a sociedade precisa de pais de família, a Igreja também precisa.
Compreende-se, então, por que as sagrações de 30 de junho de 1988 foi a “Operação Sobrevivência” da Tradição. É a operação que impede que o princípio da vida desapareça.
Duas fontes de vida: jurisdição e ordem.
A palavra “bispo” pode ser entendida em dois sentidos: como alguém que possui o poder da ordem ou como alguém que possui o poder de jurisdição. O poder da Ordem é o poder de santificar, ou seja, o poder de celebrar a Missa, administrar os sacramentos e dar bênçãos. O poder de jurisdição é o poder de governar e ensinar com autoridade. A Igreja é composta por uma única hierarquia, um único conjunto de líderes, mas cujos membros são investidos de dois poderes distintos. O Código de Direito Canônico de 1917 afirma isso claramente no parágrafo 3 do cânon 108: Continuar lendo

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Ela apareceu na Basílica de São Pedro, vestida com uma batina púrpura, uma cruz peitoral, um anel episcopal e os sinais exteriores da autoridade apostólica. Foi recebida com todas as honras da pompa romana. Abençoou os bispos católicos na Capela Clementina. E, durante sua audiência com o Papa Leão XIV, foi possível ver duas figuras vestidas da mesma maneira, sentadas na mesma altura, conversando de igual para igual.
Ela é Sarah Mullally, a “arcebispa” de Canterbury, primaz da Comunhão Anglicana. Aos olhos da Igreja Católica, ela não é nem bispa nem sacerdotisa. E mesmo seus correligionários da Federação das Igrejas Anglicanas do Sul (GSFA) – que abrange mais de 10 províncias e aproximadamente 35 milhões de membros, em sua maioria africanos — não a reconhecem como sua líder espiritual, a exemplo do primaz do Sudão do Sul e atual presidente da GSFA, Justin Badi Arama.
No entanto, Leão XIV a recebeu no Vaticano, estendendo o tapete vermelho, assim como Paulo VI havia oferecido e colocado um anel episcopal no dedo de Michael Ramsey, como João Paulo II havia concedido uma bênção conjunta com George Carey, como Bento XVI havia abraçado Rowan Williams e como Francisco havia recebido pessoalmente a bênção de Justin Welby. Todos esses primazes anglicanos que Sarah Mullally sucede, e aos quais ela supera com seu apoio militante ao sacerdócio feminino, à bênção de uniões homossexuais, à posição pró-escolha sobre o aborto, até a afirmação pastoral da ideologia de gênero… Continuar lendo
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Caros fiéis,
A Fraternidade São Pio X não busca seu próprio bem, mas o bem da Igreja. É por isso que sempre recusou uma regularização canônica em detrimento da defesa integral da fé. Até o momento, o reconhecimento oficial da Fraternidade por Roma está condicionado à aceitação das novidades do Concílio Vaticano II e das reformas que se seguiram; em particular, o novo rito da missa. Como a Fraternidade recusa essas reformas, ela continua, portanto, a não estar “em plena comunhão”.
No entanto, desde 1988, houve avanços. Ao revogar a injusta excomunhão, o Papa Bento XVI explicou esse gesto aos bispos de todo o mundo: o problema da Fraternidade não é um problema disciplinar, mas sim doutrinário. Também não é, antes de tudo, um problema litúrgico. Assim, o mesmo papa concedeu faculdades especiais aos bispos para permitir maior liberdade da missa tridentina. Esse outro gesto atendeu a um pedido da Fraternidade. Por fim, o Papa Francisco concedeu à Fraternidade a jurisdição para as confissões e os casamentos. Esses poucos anos de quase regularização permitiram que muitas almas conhecessem a Tradição católica. Eles mostraram que era possível oferecer um quadro de referência para aqueles que desejam permanecer-lhe fiéis. Uma única coisa é necessária: a boa vontade das autoridades. Continuar lendo
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado de São Pio X de Lisboa, no Domingo de Pentecostes sobre a necessidade de ser dócil e fiel ao Espírito Santo.
Por ocasião do Pentecostes, Mons. Joseph Strickland denunciou o silêncio que atualmente mina a Igreja diante da confusão doutrinal e dos ataques contra a Tradição Católica. Um silêncio de pastores que já não ousam mais falar com clareza. O Bispo Emérito de Tyler menciona, em particular, as crescentes pressões exercidas contra a Fraternidade São Pio X e a missa tradicional, exortando os católicos a reencontrarem a coragem de testemunhar publicamente a verdade.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Existe uma antiga canção de Simon e Garfunkel chamada “The Sound of Silence” (O Som do Silêncio). Muitos de vocês a conhecem. Um trecho diz: “Pessoas falando sem dizer, pessoas ouvindo sem escutar”. Essas palavras ressoam em minha mente com a aproximação do Pentecostes.
Pois vivemos em uma época repleta de ruídos. De palavras sem fim. Comentários sem fim. Pronunciamentos sem fim. Reuniões sem fim. Documentos sem fim. Discussões sem fim. E, no entanto, sob todo esse alvoroço, um silêncio terrível cresce no mundo, e até mesmo em certas partes da Igreja.
Não o silêncio sagrado da oração. Não o silêncio de uma alma ajoelhada diante do Santíssimo Sacramento. Não o silêncio dos monges ou religiosos enclausurados, à escuta do sussurro de Deus. Mas é o silêncio que se instala quando os homens deixam de ouvir o Espírito Santo. Continuar lendo

Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio
Esse texto é continuação do: “MUNUS ET POTESTAS”: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (II)
1 – O texto aparecido na página de 11 de abril último do síte «Claves» da Fraternidade São Pedro dá citação do nosso propósito: «A situação presente, que é a de uma invasão generalizada e permanente do modernismo no espírito dos homens da Igreja, reclama, para a santificação e a salvação das almas, um episcopado verdadeiramente católico e indemne dos erros do concílio Vaticano II, tal que não poderia de facto encontrar-se fora da obra suscitada por Dom Lefebvre»¹. E de comentar: «É portanto encarado que os futuros bispos da FSSPX sejam sagrados não somente sem jurisdição nem missão recebidas mas também fora da comunhão hierárquica católica, pois somente a FSSPX pode, na sua opinião, transmitir sem alteração o Depósito da f黲.
2 – «Fora da Fraternidade São Pio X não há salvação»: eis o que resume a ideia colocada por este comentário. Ideia de uma censura caricatural lançada contra a iniciativa das sagrações e cujo alcance não ultrapassa a de um simples slogan. A palavra «slogan» designava na sua origem na língua inglesa a «divisa de um grupo». Divisa aqui de todos aqueles que querem manter a hostilidade em relação à iniciativa das sagrações. Para além da manipulação retórica, que joga com as palavras, a extrapolação não aparecerá porém demasiado evidente a quem se der ao trabalho de refletir — e de voltar aos textos. Continuar lendo

Nesta oitava de Pentecostes, o Padre Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, tem a alegria de anunciar os nomes dos sacerdotes da Fraternidade que foram escolhidos para receber, no dia 1º de julho, em Ecône, a sagração episcopal.
Em sinal de respeito à autoridade suprema da Igreja universal, os dossiês desses sacerdotes foram apresentados ao Santo Padre, acompanhados de algumas explicações necessárias para a boa compreensão deste processo, no contexto muito particular e excepcional dessas sagrações episcopais.
Os quatro sacerdotes são:
O Superior Geral reafirma que a seleção e a sagração desses eleitos não decorrem de qualquer desejo de reivindicar poder jurisdicional ou de estabelecer uma autoridade paralela dentro da Igreja. Elas não constituem, de forma alguma, uma negação, uma recusa ou um desafio ao poder jurisdicional supremo, pleno e imediato do Vigário de Cristo sobre a Igreja universal.
A cerimônia 1º de julho não terá outro objetivo senão manter a administração dos sacramentos da Ordem e da Confirmação, bem como dos sacramentais reservados aos bispos, segundo o rito tradicional da Santa Igreja Romana e a fé de sempre.
O episcopado que esses sacerdotes receberão é, portanto, considerado apenas como um serviço prestado às almas e à Igreja, em meio a esta crise de fé sem precedentes.
Nossa vontade de servir à Santa Igreja Católica permanece inabalável, conscientes do dever imperativo de transmitir fiel e plenamente aquilo que recebemos, ou seja, aquilo em que a Igreja sempre acreditou, ensinou e praticou.
Menzingen, 26 de maio de 2026

Padre Pascal Schreiber
Com 53 anos de idade, o Reverendo Padre Pascal Schreiber nasceu numa família católica de cinco filhos originária do cantão de Argóvia, na Suíça. Em 1992, ingressa no seminário Herz Jesu de Zaitzkofen, na Alemanha, antes de prosseguir com os estudos em Écône, na Suíça, onde recebe a ordenação sacerdotal no verão de 1998.
Depois de cinco anos de ministério na Alemanha e na Suíça francesa, recebe, em 2003, o encargo de dirigir uma escola secundária para meninos, em Mels, na Suíça alemã.
Dois anos mais tarde, torna-se responsável pela escola primária e secundária para meninas na comuna de Wil, ministério que exerce durante nove anos.
Chamado em 2014 a Rickenbach, sede do distrito da Suíça, exerce ali primeiro a função de ecônomo por dois anos, antes de ser nomeado superior do distrito.
Desde 15 de agosto de 2020, é diretor do seminário Herz Jesu de Zaitzkofen, na Alemanha, onde se dedica à formação de mais de 50 futuros sacerdotes e irmãos oriundos de 16 países. É fluente em alemão e francês, e fala também inglês.

Padre Michael Goldade
Originário de Dakota do Norte, e criado em St. Marys, no Kansas, Estados Unidos, o Reverendo Padre Michael Goldade vem de uma família católica de dez filhos, entre os quais se contam três Irmãs da Fraternidade São Pio X. Aos 18 anos de idade, ingressa no seminário de Winona, onde é ordenado sacerdote em 2004.
Exerce o ministério em Armada, estado de Michigan, durante cinco anos, antes de ser chamado para dirigir a casa de retiros de Ridgefield.
Em 2014, é nomeado prior na Cidade do Kansas, onde se ocupa ao mesmo tempo de um priorado, de uma importante paróquia, de uma escola e de uma comunidade de religiosas. A estes encargos vem-se juntar, em 2021, a função de assistente do Superior do Distrito. Nomeado no verão de 2023 como diretor do seminário Santo Tomás de Aquino, na Virgínia, cuida hoje da formação de cerca de 100 seminaristas. Tem 45 anos, fala inglês, estudou francês e possui também algumas noções de espanhol.

Padre Michel Poinsinet de Sivry
De nacionalidade francesa e oriundo de uma família católica de sete filhos, o Reverendo Padre Michel de Poinsinet de Sivry tem 42 anos. Realizou a sua formação sacerdotal no seminário de Flavigny, na França, e a seguir em Écône, onde recebeu a ordenação sacerdotal em 2008.
Tendo iniciado o seu ministério na escola Saint- Joseph-des-Carmes, no sul da França, recebeu, em 2011, o encargo de dirigir a escola primária Saint- Louis, em Paris. Exerceu essa função ao longo de cinco anos, ao mesmo tempo em que atendia uma capela em Seine-Saint-Denis e colaborava no apostolado da igreja de Saint-Nicolas-du-Chardonnet, em Paris.
Torna-se, depois, diretor do ginásio e colégio Saint-Jean-Baptiste-de-La-Salle, em Camblain-l’Abbé, perto de Arras, e ali permanece por seis anos, antes de ser nomeado superior do distrito de Benelux, em 2022, função esta que exerce atualmente. Além de francês, fala também inglês e está aprendendo alemão e holandês.

Padre Marc Hanappier
O Reverendo Padre Hanappier, de nacionalidade francesa, nasceu em 1990, numa família católica de dez filhos, de onde provieram muitas vocações: um dos seus irmãos é sacerdote da Fraternidade, outro, sacerdote dos capuchinhos de Morgon, e uma de suas irmãs é dominicana professora em Saint-Pré.
Formado nos seminários de Flavigny e Écône, recebe a ordenação sacerdotal em 2013. Inicia o seu ministério em França no ensino, primeiro na escola l’Étoile-du-Matin, perto de Bitche, depois na escola Saint-Michel, não longe de Châteauroux.
Em 2020, nomeado professor no seminário de Dillwyn, na Virgínia, antes vai aperfeiçoar o seu domínio do inglês, passando um ano na Escócia, enquanto colabora com o ministério paroquial.
No seminário, ensina principalmente metafísica e dogma, além de, aos domingos, ocupar- se do ministério pastoral em diversas capelas. Fala fluentemente francês e inglês, estudou alemão e tem noções de espanhol.
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A tecla Shift altera o caractere impresso por outra tecla. No Sínodo, a tecla Shift transforma uma doutrina em seu oposto.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O famoso relatório do 9º grupo de estudo do Sínodo sobre problemas doutrinários, éticos e pastorais “emergentes“(1), reivindica uma “mudança de paradigma” (paradigm shift na versão em inglês), que supostamente remete à “experiência libertadora do Evangelho” apresentada originalmente por Jesus.
Essa mudança permite renunciar a “proclamação abstrata e a aplicação dedutiva de princípios estabelecidos de forma imutável e rígida”, “contra a tentação da fossilização estéril e regressiva de princípios e afirmações, normas e regras, sem levar em conta a experiência dos indivíduos e das comunidades (2)”. O texto faz referência a um discurso do Papa Leão XIV afirmando que a doutrina social da Igreja é, acima de tudo, uma busca coletiva da verdade e, certamente, não um doutrinamento (3). No final, compreende-se que é preciso renunciar a declarar pecaminosas as relações contra a natureza e encorajar a Igreja a aceitar as uniões baseadas nessas relações. Continuar lendo

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“Quem diria à sua mãe que o bebê que ela salvou, um dia ajudaria a salvar sua alma?”
Fonte: Nieves’s Substack – Tradução: Dominus Est
Esta história tem início em dezembro de 2023, no dia em que minha mãe, de 86 anos,recebeu o diagnóstico de câncer de pâncreas. Mas, na verdade, tudo começou muito antes disso, e é difícil para mim dizer exatamente quando. Um dos nossos padres disse certa vez que Deus olha para o tempo à distância. Ele olha para a grande tapeçaria de nossas vidas e diz: “Dê-me tempo, dê-me 20, 30 ou 50 anos e eu realizarei”. Poderíamos dizer que esta história começou quando nossa família decidiu se mudar do Velho Mundo para o Novo, em 2018. Ou talvez tenha começado quando meu marido americano decidiu se mudar para a Espanha em 2001 a trabalho e acabou ficando lá por 18 anos – depois de me conhecer, casar e ter três filhos. Ou talvez tenha começado quando meus pais, originários da Espanha, decidiram na juventude que queriam uma vida melhor e se mudaram para a Alemanha, onde passariam a maior parte de suas vidas até a aposentadoria… Mas gosto de pensar que tudo começou no dia em que minha mãe soube, por meio de uma colega de trabalho, que estava grávida novamente e que não queria ficar com o bebê, considerando a possibilidade de fazer um aborto. Minha mãe, uma boa mulher que, na década de 60, havia se afastado da fé católica tradicional em que fora criada e se convertido ao protestantismo, nunca deixou, porém, de rezar a Deus nem de distinguir o certo do errado, como a Santa Igreja Católica lhe ensinara. Ela sabia que o aborto era errado, sabia que significaria a morte de um bebê e não podia permitir que isso acontecesse. Além disso, meus pais, que tentavam ter um filho desde quando se casaram, muitos anos antes, não tinham conseguido engravidar. Minha mãe pediu à colega de trabalho que esperasse, que ela falaria com o marido e pediria que ele concordasse em adotar o bebê. Meu pai, muitas vezes um homem difícil, em parte devido à sua infância difícil, não teve dúvidas: eles acolheriam essa criança e a criariam como se fosse sua. Continuar lendo

Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio
Esse texto é continuação do: DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I)
1 – A constituição dogmática Lumen gentium sobre a Igreja é um dos textos maiores do concílio Vaticano II. É também um dos documentos mais problemáticos deste Concílio, tendo dado lugar ao que se concorda em designar como uma “nova eclesiologia”. O número 8 desta constituição no capítulo I apresenta, com efeito, a controversa expressão do “Subsistit”, que abriu a porta a um ecumenismo indiferentista. Uma das outras novidades introduzidas pela nova eclesiologia do Vaticano II diz respeito à definição do episcopado, e desemboca numa definição equívoca da colegialidade, ao ponto de pôr em dúvida a natureza monárquica da constituição divina da Igreja.
2 – Esta nova definição do episcopado toma o seu ponto de partida na maneira pela qual o poder ao qual corresponde é comunicado àquele que o recebe. O episcopado diz-se, com efeito, ao mesmo tempo, de um poder de ordem e de um poder de jurisdição. O poder de ordem episcopal é o poder de conferir o sacramento da confirmação assim como o poder de ordem (presbiterado, diaconado, subdiaconado, ordens menores). O poder de jurisdição episcopal é o poder de governar e de ensinar em nome do próprio Cristo. Cada um destes dois poderes é formalmente independente do outro na sua própria essência de poder. E cada um deles é comunicado àquele que o recebe de uma maneira formalmente diferente do outro: o poder de ordem é comunicado pelo rito de uma sagração ao passo que o poder de jurisdição é comunicado por um ato da vontade do Papa. Os dois devem, contudo, exercer-se em dependência: o exercício do poder de ordem é o fim, a razão de ser, do poder de jurisdição, pois o governo e o ensinamento, na Igreja, estão ordenados à santificação e à salvação das almas; o exercício do poder de jurisdição é, na Igreja, um poder sagrado — (tal é, aliás, o sentido do adjetivo “hierárquico”: o que corresponde a um poder (archê) sagrado (hierâ)) — e é por isso que aquele que, na Igreja, detém e exerce o poder de jurisdição deve ser consagrado e revestido para tal do poder de ordem. Por outras palavras, o poder de jurisdição depende do poder de ordem segundo os dois pontos de vista da causa final e da causa material. A consequência que daí decorre é a seguinte: o poder de jurisdição deve normalmente ser detido e exercido por um sujeito que possui, por outro lado, o poder de ordem, e que deve, portanto, receber a sagração episcopal (se ainda não a recebeu) o mais cedo possível; ao contrário, o poder de ordem pode muito bem ser detido e exercido por um sujeito que não recebeu e não receberá nunca o poder de jurisdição. Mesmo que esta segunda situação seja relativamente rara na Igreja, ela não é extraordinária, ao passo que a situação de um bispo provido do poder de jurisdição e desprovido do poder de ordem permaneceria sempre extraordinária, mesmo que não fosse rara. Continuar lendo