Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est
“O próprio Deus, diz São Paulo, lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro” (2 Tes 2, 10-11) Que castigo mais terrível pode haver que uma hierarquia desorientada? Isso é precisamente o que nossa Senhora anunciou na terceira parte do Segredo de Fátima: a Igreja e sua hierarquia sofrerão uma desorientação diabólica e corresponde ao que Apocalipse nos fala sobre o combate da mulher contra o dragão. Mas, a Santíssima Virgem nos assegura que no final desta luta seu Imaculado Coração triunfará.
Ela vencerá a grande apostasia, fruto do liberalismo. Uma razão para não ficarmos de braços cruzados! Devemos lutar mais do que nunca pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nesse combate, não estamos sós, temos conosco todos os papas, até Pio XII inclusive.
Todos eles lutaram contra o liberalismo para proteger a Igreja. Deus não permitiu que conseguissem, mas isso não é motivo para render as armas! É necessário resistir. É necessário construir enquanto outros destroem. É necessário reconstruir as cidadelas em ruínas, reconstruir os bastiões da fé. Primeiro, o Santo Sacrifício da Missa de sempre, formador de santos. Depois, nossas capelas, que são verdadeiramente nossas paróquias, os mosteiros, as famílias numerosas, as escolas católicas, as empresas fiéis à doutrina social da Igreja, os políticos determinados a fazer política por Jesus Cristo. Devemos restaurar um conjunto de costumes, a vida social e os reflexos cristãos, com a amplitude de vida que Deus disponha. A única coisa que sei, a fé nos ensina, é que o Nosso Senhor deve reinar neste mundo, agora, e não apenas ao fim dele, tal como querem os liberais!
Enquanto eles destroem, temos a felicidade de construir. “
+ Dom Marcel Lefebvre
Tendo o Reitor do Seminário de Ecône, Padre Lorans, pedido que eu colaborasse na redação deste número da “Lettre aux Anciens”, pareceu-me útil relembrar o que escrevi em 20 de janeiro de 1978 sobre algumas objeções que nos fizeram, relativas à nossa atitude face aos problemas que a atual situação da Igreja levanta.
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Um fato sem dúvida não deixou de surpreender-vos: em nenhum momento desta questão se tratou da missa, a qual, não obstante, está no coração do conflito. Este silêncio forçado constitui a confissão de que o rito chamado de São Pio V continua bem autorizado.











