Revmo. Pe. José Maria, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo nono domingo depois de pentecostes, sobre a necessidade de ter almas fortes diante de Deus.
Arquivos da Categoria: Espiritualidade
SOBRE O CÉU – PELO PE. ÁLVARO CALDERÓN, FSSPX

Palestra proferida no Priorado São José, em Mendoza, na Argentina em 18 de setembro de 2026 e publicada pelo excelente site Verbum Fidelis.
CLIQUE AQUI PARA ACESSÁ-LA
SERMÃO DE D. LEFEBVRE — PRIMEIRA MISSA DO PADRE DANIEL MARET — 30 DE JUNHO DE 1979

Para ouvir o sermão, clique aqui.
Caríssimo Padre Maret,
Com que alegria te acompanhamos hoje ao altar de Nosso Senhor. Todos os que te rodeiam, todos os que aqui se encontram e vieram assistir e participar da tua primeira Missa, alegram-se por haver doravante um sacerdote do Valais, saído da nossa casa de Écône e que, estamos persuadidos, fará honra a este Valais católico e às tradições deste cantão. Tradição de fé, tradição de generosidade: tantas vocações saíram desta terra abençoada, tantos missionários, tantos religiosos, tantas religiosas. Não é possível que as graças e as bênçãos que Deus concedeu a este país com tão grande abundância se tenham esgotado. Por isso hoje nos alegramos verdadeiramente e damos graças a Deus por um filho desta terra poder subir ao altar e oferecer o Sacrifício de Nosso Senhor.
Peço-te primeiro, caro amigo, que lances um olhar para o passado, a fim de contemplar e reconhecer todas as graças que Deus te concedeu. Creio que quase todos os presentes nesta cerimônia conhecem tanto as alegrias profundas e espirituais quanto as graças que recolheste no seio da tua família; mas todos conhecem igualmente as provações. Provação cruel que Deus enviou à tua família; é preciso, porém, considerá-la — e, graças a Deus, tua querida mãe e todos os teus irmãos e irmãs a encaram com fé profunda, com fé sobrenatural, de modo que sabem que Deus a quis para que a família recebesse graças particulares, as quais de fato recebeu e continua a receber.
Tu mesmo, caro amigo, recebeste graças particulares e especiais ao longo de todo o seminário, graças à tua família e às orações daqueles que te cercaram na juventude. Agradece hoje a Deus por todas essas graças e peçamos a Ele que alivie as provações da tua família. Continuar lendo
04 DE OUTUBRO – FESTA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
XIX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: A PARÁBOLA DO BANQUETE NUPCIAL E A IGREJA CATÓLICA
Acesse a leitura clicando na imagem.
Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog clicando aqui, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram
BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – OUTUBRO/26

Queridos fiéis,
Neste mês de outubro, mês dedicado especialmente ao Santo Rosário e coroado pela festa de Nossa Senhora do Rosário no dia sete, eu gostaria de elevar algumas reflexões sobre a grandeza desta oração profundamente católica. É uma oração divina pela sua constituição essencialmente bíblica, pela sua origem entregue diretamente pelas mãos de Nossa Senhora e pelos seus efeitos de inúmeros milagres.
“O Rosário é um baluarte de salvação e de paz que Deus, em sua grande misericórdia, quis dar à humanidade na pessoa de sua augusta Mãe.” (Fidentem Piumque Animum, Papa Leão XIII)
O nome do Santo Rosário não deve ser uma simples denominação material, mas uma expressão de nossa vida íntima com Deus, uma expressão de sua graça — desta graça que deve santificar-nos particularmente e ser, ao mesmo tempo, um poderoso socorro em nossos grandes combates. Rezar bem e regularmente o Rosário, todos os dias e com boa vontade, é sempre possível. É preciso, inclusive, chegar ao ponto em que essa recitação diária não seja para a alma apenas um dever que se impõe — e que, por isso mesmo, poderia às vezes parecer pesado e até fastidioso —, mas uma necessidade do nosso coração, da nossa fé e da nossa vida espiritual, que não podem prescindir deste alimento amado, inteiramente consolador e fecundo. Continuar lendo
03 DE OUTUBRO – DIA DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

No dia dessa grandiosa Santa, disponibilizamos abaixo alguns links sobre ela:
A VIA MARIANA DA “PEQUENA TERESA” NO FIM DE SUA VIDA
EDITORIAL DA REVISTA PERMANENCIA NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE SANTA TERESINHA (1973)
SANTA TERESINHA, POR GUSTAVO CORÇÃO
02 DE OUTUBRO – DIA DOS SANTOS ANJOS DA GUARDA

Clique aqui para ler a Meditação de Santo Afonso sobre os Anjos da Guarda.
********************************
- Catecismo em Vídeo: OS ANJOS DA GUARDA
- SOB A PROTEÇÃO DOS ANJOS DA GUARDA
- OS SANTOS ANJOS DA GUARDA – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
********************************
Para um bom entendimento sobre questões referentes aos anjos colocamos abaixo alguns links sobre o assunto:
- Se os homens são guardados pelos anjos
- Se cada homem é guardado por um anjo
- Se guardar os homens pertence só à Ínfima ordem dos anjos
- Se a todos os homens são delegados anjos da guarda
- Se o anjo é delegado para guardar o homem, desde o nascimento deste
- Se o anjo da guarda às vezes abandona o homem para cuja guarda foi deputado
- Se os anjos se contristam com os males dos que guardam
- Se entre os anjos pode haver luta ou discórdia
O SIGNIFICADO DA BLASFÊMIA – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Revmo. Pe. Carlos Mestre, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo oitavo domingo depois de pentecostes, sobre o que significa blasfemar e o que fazer para reparar a honra divina.
DOM LEFEBVRE E SHAKESPEARE

Rei Lear expulsando sua filha Cordélia, de Richard Earlom (Londres, 1743–1822)
Por Andrew J. Clarendon
Fonte: Angelus Press – Tradução: Dominus Est
No livro Ideias Têm Consequências, Richard Weaver escreve: «É evidente que o domínio singular da língua, próprio do poeta, é o que lhe permite enxergar as potências latentes nas circunstâncias. Ninguém ensina melhor do que ele a causa e o efeito nos negócios humanos; […] os poetas são os mais rápidos a apreender a verdade necessária.» Quem lida com «o poder evocativo das palavras […] e a força poderosa do símbolo» não surpreende que ensine verdades profundas mesmo séculos depois da morte. No grau mais alto, a lição poética tem valor perene.
Tão grande é o poder da inspiração que o poeta chega a parecer profeta: pensa-se na famosa Quarta Écloga de Virgílio, dita messiânica porque se lê como anúncio da vinda de Cristo. Em inglês, o maior poeta é, naturalmente, Shakespeare, cujas peças, embora apresentem determinado enredo e determinadas personagens, exprimem temas universais.
As lições que transmitem aplicam-se, por isso, a outras situações e servem para compreender a causa e o efeito nos negócios humanos. Neste ano em que se celebra o cinquentenário da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, reler alguns temas da tragédia Rei Lear e da comédia Como Gostais é um modo poético e conatural de apreciar melhor a defesa da tradição e da ortodoxia feita por Dom Lefebvre. Continuar lendo
O HOMEM E OS ANIMAIS

A proximidade – e o afeto que o homem por vezes nutre pelos animais – constitui algo bom, desde que se mantenha a ordem inerente à definição, ou seja, a diferença essencial que é a razão.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O Senhor Deus trouxe todos os animais diante de Adão, para que ele pudesse nomeá-los. Adão deu a cada um dos animais um nome próprio. E o nome que Adão deu a cada um dos animais é o seu verdadeiro nome”(1) .
Adão, com isso, exerceu uma autoridade recebida de Deus; e Deus manifestou assim o lugar único que o homem ocupa na Criação. Pois o homem não é um ser vivo como qualquer outro: ele foi criado para conhecer, ordenar e governar. Nomear os animais, portanto, consistia não apenas em designá-los, mas também em reconhecer sua natureza e manifestar a ordem que a rege.
Essa superioridade do homem sobre os animais não elimina, no entanto, a proximidade que une ambos. Aliás, foi no contexto da busca por uma “ajuda semelhante a ele” que Deus conduziu os animais até Adão, precisamente porque o homem, formado do limo da terra, é ele próprio um animal. Continuar lendo
XVIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: A CURA DO PARALÍTICO E A CAUSA DAS TRIBULAÇÕES
Acesse a leitura clicando na imagem.
Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog clicando aqui, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram
A VIRTUDE DA FORTALEZA EM TEMPOS DE CRISE

Fonte: Le Parvis nº 169 – Tradução: Dominus Est
O martírio é o principal ato da virtude da fortaleza.
A crise atual na Igreja pode-nos levar a várias perguntas e, entre elas: Quanto tempo irá durar? Parece haver muitas opções para lidar com o sofrimento e as inquietações que ela provoca. Tanto a precipitação quanto a hesitação prolongada, mesmo que com boas ações, nos conduzem pelo caminho errado e nos levam a tomar decisões equivocadas.
Nestes tempos marcados por incertezas, sofrimentos e provações, a doutrina católica oferece uma perspectiva especial por meio da virtude da fortaleza, uma das quatro virtudes cardeais. Ela pode ser definida da seguinte forma: “A fortaleza é a virtude moral que assegura, diante das dificuldades, firmeza e constância na busca do bem. Ela fortalece a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza nos capacita a vencer o medo, inclusive da morte, e a enfrentar provações e perseguições. Ela nos dispõe a chegar até a abnegação e ao sacrifício da própria vida para defender uma causa justa.” Essa virtude não é uma simples resistência estoica ou uma coragem puramente natural. É uma disposição habitual da alma, aperfeiçoada pela graça, que ordena o apetite irascível — aquela parte de nós que reage às dificuldades e ameaças — segundo a razão iluminada pela fé. Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica (I-II, q. 123), esclarece que a fortaleza tem como principal objeto o medo e a ousadia, particularmente diante dos perigos da marte. Consiste em dois movimentos complementares: “aggredi” (enfrentar, atacar o mal) e “sustinere” (suportar; perseverar). Em tempos de crise, é frequentemente o segundo que prevalece: a paciência e a constância diante daquilo que não pode ser mudado imediatamente. Continuar lendo
A FSSPX AINDA PODERIA ESPERAR ALGO DE ROMA?
Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 14 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco explica as necessidades práticas que impossibilitaram o adiamento das sagrações episcopais, apesar dos esforços empreendidos junto a Roma. Ele também aborda a profissão de fé publicada pela Fraternidade e os obstáculos doutrinais que, até o momento, impediram qualquer acordo verdadeiro.
FSSPX Itália — Voltando especificamente às sagrações, elas poderiam ter sido evitadas?
Alguns defendem que a Fraternidade poderia ter esperado mais um pouco, construído um relacionamento com Leão XIV, tentado obter um mandato pontifício ou aguardado uma mudança na liderança do Dicastério para a Doutrina da Fé.
A Fraternidade realmente tentou todas as vias possíveis antes de chegar a essa decisão?
Por que o senhor considera que era o momento oportuno para sagrar os novos bispos?
Padre Di Sorco — A Fraternidade decidiu prosseguir agora com as sagrações episcopais por uma razão eminentemente prática.
Na Fraternidade, restavam apenas dois bispos em atividade. Esses dois bispos estão envelhecendo e enfrentavam dificuldades para atender a todas as necessidades dos fiéis e dos sacerdotes. Continuar lendo
XVII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O COMPÊNDIO DA LEI É O PRECEITO DA CARIDADE
Acesse a leitura clicando na imagem.
Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog clique aqui, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram
CRISE DE AUTORIDADE: QUANDO UM ÓDIO INCONSCIENTE PARALISA A AUTORIDADE

Fonte: Le Seignadou – Tradução: Dominus Est
Nenhuma sociedade humana pode subsistir sem autoridade. Eis uma verdade fundamental da ordem natural e política: a partir do momento que as pessoas se unem para formar uma comunidade, uma família, uma cidade ou mesmo a Igreja, a existência de um princípio de ordem e direção torna-se absolutamente imprescindível. A autoridade é, portanto, o poder moral conferido a um superior para compelir seus inferiores a agirem em prol do bem comum da sociedade. Ela não pode ser concebida e não tem sentido senão no âmbito social. Sem uma orientação clara, sem uma direção firme em direção a esse bem comum para todo o corpo social, e sem a posse de uma força coercitiva legítima capaz de assumir e impor essa direção, a comunidade se dissolve imediatamente no caos da anarquia ou no choque de interesses particulares.
A origem divina e a natureza paternal do poder
As Sagradas Escrituras afirmam isso sem ambiguidade: toda autoridade vem de Deus. São Pedro ensina isso explicitamente aos primeiros fiéis: “Sêde, pois, submissos a toda a instituição humana, por amor de Deus: quer ao rei, como a soberano, quer aos governadores, como enviados por ele” (1 Pedro 2, 13-14). E quando a autoridade humana falha em sua missão suprema, os Apóstolos recordam simultaneamente sua origem e seus limites: ”Deve-se obedecer a Deus antes do que aos homens” (Atos 5, 29). Da mesma forma, diante do poder temporal personificado por Pôncio Pilatos, Nosso Senhor Jesus Cristo já havia declarado: “Tu não terias poder algum sobre mim, se te não fosse dado do alto.” (João 19, 11). Portanto, se toda autoridade vem de Deus, então ela não deriva seu princípio fundamental de um contrato social arbitrário ou da mera vontade da maioria. Continuar lendo
OS CÁTAROS MODERNOS – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
Revmo. Pe. José Maria, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo sexto Domingo depois de Pentecostes, sobre a necessidade de evitarmos um rigorismo excessivo para com o próximo.
O DINHEIRO DA INIQUIDADE – PE. ÁLVARO CALDERÓN, FSSPX
Pode um cristão viver com dinheiro sujo?
Sermão do VIII Domingo depois de Pentecostes
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Celebramos o oitavo domingo depois de Pentecostes. O Evangelho nos apresenta uma parábola singular de Nosso Senhor, na qual Ele louva o administrador infiel: aquele que, fraudando ainda mais o patrão, faz esmola com bens que não são seus. E, no entanto, o Senhor louva a sua astúcia — uma “misericórdia”, diríamos entre aspas — e dá um conselho que também soa estranho:
Fazei-vos amigos com o dinheiro da iniquidade — mammona iniquitatis —, para que, quando morrerdes, vos recebam nas moradas eternas.
Mammon é uma palavra de origem semítica para designar o dinheiro. Era costume acrescentar-lhe esse adjetivo — dinheiro da iniquidade —, precisamente neste contexto evangélico.
O dinheiro como “dinheiro da iniquidade”
Alguém poderia pensar que Nosso Senhor, ao pôr o exemplo de um administrador desonesto, quer nos dizer: com maior razão fazei esmola com dinheiro honesto, bem ganho, que seja verdadeiramente vosso. Mas o adjetivo de iniquidade, se se reflete um pouco, corresponde a todo dinheiro. Sempre foi assim; mais ainda em tempos em que as sociedades se desordenam e se afastam da justiça ao se afastarem de Deus. Continuar lendo
15 DE SETEMBRO – COMEMORAÇÃO DAS SETE DORES DE MARIA SANTÍSSIMA
Clique aqui ou na imagem para acessar a Meditação de Santo Afonso para essa data, e clique aqui para ler o excelente texto do Pe. Patrick de La Rocque nos exortando a seguir os passos de Nossa Senhora das 7 dores.
14 DE SETEMBRO – FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
Para acessar a Meditação de Santo Afonso para essa Festa, clique na imagem acima.
E para acessar um Sermão do Pe. Emmanuel André, clique aqui
OUTRA MEDITAÇÃO PARA O XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O HOMEM HIDRÓPICO E O VÍCIO DE IMPUREZA
Acesse a leitura clicando na imagem.
Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog clique aqui, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram
XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O HOMEM HIDRÓPICO E O CRISTÃO AMBICIOSO
Acesse a leitura clicando na imagem.
Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog clique aqui, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram
12 DE SETEMBRO – FESTA DO SANTÍSSIMO NOME DE MARIA
NÃO FOMOS FEITOS PARA ESSE MUNDO – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
Revmo. Sr. Pe. José Maria, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo quinto Domingo de Pentecostes, sobre o homem não ter sido criado para este mundo, pelo que todos os bens terrenos são de segunda importância.
FESTA DA NATIVIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA
DE NADA SERVE A ANSIEDADE – POR SÃO JOÃO CRISÓSTOMO
Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est
Não nos deixemos, portanto, dominar pelas preocupações, pois nenhum fruto colheremos senão apenas o de destruir-nos com nossas aflições. Com efeito, quer nos preocupemos ou não — ou melhor, extamente por não nos preocuparmos — Deus nos provê todas as necessidades. Que restará, então, da tua ansiedade senão ter imposto a ti mesmo sofrimentos inúteis? Quem está prestes a participar de um farto banquete jamais se angustiará por causa a comida, nem quem se aproxima de uma fonte se afligirá por causa da bebida. Nós, portanto, que temos à nossa disposição uma abundância de bens incomparavelmente maior do que a de mil fontes ou banquetes — isto é, a providência de Deus — não nos comportemos como pobres pusilânimes.
Em Matthaeum Homiliae XXII, 3, PG 57, col. 302-303
XV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O MOÇO DE NAIM E A LEMBRANÇA DA MORTE
Acesse a leitura clicando na imagem.
Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog clique aqui, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram
A MARCHA DE SÃO PIO X – HINO DA FSSPX

Por ocasião da festa de seu patrono, convidamos nosso leitores a ouvir a Marcha de São Pio X. Criada para as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026, ela retoma o refrão histórico do Hino da Fraternidade, ao qual foram acrescentados novos versos.
A Fraternidade São Pio X celebra hoje a festa de seu Santo padroeiro, escolhido por D. Marcel Lefebvre como modelo e protetor de sua obra sacerdotal.
Papa da Eucaristia e do catecismo, defensor destemido da fé contra o modernismo, São Pio X dedicou seu pontificado à restauração de todas as coisas em Cristo, segundo o lema que escolheu: Instaurare omnia in Christo.
Os novos versos desta marcha foram cantados pela primeira vez em Écône, durante as sagrações episcopais de 1º de julho. Até então, a Marcha de São Pio X podia ser ouvida na transmissão ao vivo daquele dia histórico. Agora, ela é publicada e tem sua letra abaixo.
São Pio X, rogai pela Igreja e pela Fraternidade que leva o vosso nome.
Texto: H. Le Roux e padre L. Le Roux
Música: Padre M.-A. Moulin
Letra/Tradução:
1 – Ó São Pio X, Pastor zeloso,
Que inflama nosso coração fervoroso;
Reunidos sob o vosso pendão,
Marchamos sob a vossa proteção.
Refrão
Cantando: “Sancte Pie Decime, gloriose patrone, ora, ora pro nobis.”
2 – A Santa Liturgia restaurastes
E sua antiga harmonia recuperastes;
Nossas vozes, em santo ardor
Se elevam ao Eterno Senhor.
Refrão
3 – Pontífice santo e vigilante,
Reformastes o clero triunfante;
Vosso filho, nosso fundador,
Seguirá vossos passos com fervor.
Refrão
4 – Da verdadeira fé, baluarte sagrado,
O erro se dissipa ao vosso chamado;
Pelo fulgor que de vossa cátedra reluz,
Nossas almas se enchem de luz.
Refrão
5 – Chefe soberano, ante os malfeitores,
Convosco a Igreja caminha sem temores,
Imitando a vossa santa humildade,
Ela triunfa sobre a iniquidade.
Refrão
6 – Aos vossos filhos ofereceis a Hóstia sagrada
Pelo Cordeiro nossa alma é purificada;
O Pão dos fortes nos traz fortaleza,
E a chama da nossa fé recupera a certeza.
Refrão
7 – Em Jesus Cristo tudo enfim restaurar,
Do seu Amor tudo esperar;
Confiamos esta humilde oração
Ao nosso Deus, à nossa Mãe da salvação.
Refrão
8 – Protejais a nossa santa Fraternidade,
Guiai-nos à eterna felicidade;
Sede para nós a luz providencial,
E nos encontraremos no Paraíso celestial.
Refrão
3 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X

Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo:
- 03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X
- SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS
- A MARCHA DE SÃO PIO X – HINO DA FSSPX
- DIA DE SÃO PIO X – SOBRE O SANTO
- HOMENAGEM A SÃO PIO X POR OCASIÃO DO 65º ANIVERSÁRIO DE SUA CANONIZAÇÃO
- JURAMENTO ANTI-MODERNISTA
- A PASCENDI EXPLICADA
- SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU”
- ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA
- CARTA ENCÍCLICA ACERBO NIMIS: SOBRE O ENSINO DO CATECISMO
- SANCTE PIE DÉCIME (MÚSICA)
- MOTU PROPRIO FIN DALLA PRIMA, DE SÃO PIO X, SOBRE O REGIME DA AÇÃO CATOLICA POPULAR
- SANTIDADE E ACÇÃO SOBRENATURAL DE SÃO PIO X
- SÃO PIO X, MODELO DE SANTIDADE (SERMÃO)
UM GRAVE EQUÍVOCO SOBRE A CULTURA CATÓLICA

Por Dardo Juan Calderón
Fonte: Revista Ultramontano
Por ocasião da publicação do livro “O nascimento da Cultura Cristã” de Rubén Peretó Rivas, publicou-se no site Infocatólica uma entrevista com o autor em que, para além daqueles primeiros tempos da cristandade que a obra percorre, tenta-se uma definição sobre “em que consiste essa cultura” e “quais são os seus momentos mais altos”, partindo do pressuposto de que o entrevistado é um “especialista”. No meio da entrevista, e a modo de conclusão, recorrendo à obra de John Senior, responde à pergunta fazendo um panorama descritivo de todos aqueles fenômenos que constituem essa cultura nos âmbitos artísticos e intelectuais; arquitetura, literatura, pensamento filosófico e teológico de vários autores durante a idade média e, em concordância com a ideia de Senior, dois pontos centrais: primeiro, “a ideia de justiça, de perdão e de humildade, todos derivados do mandamento de amor ao próximo que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo” e “Em segundo lugar, uma série de tradições e rituais… sobretudo o tesouro enorme da Santa Missa. Todos eles formam parte da cultura cristã e nos identificam como herdeiros e membros dessa cultura. John Senior com acerto afirma que a missa é o centro e o coração da cultura cristã, já que foi em torno da celebração da santa missa onde e como se formou a nossa cultura”.
Tudo muito lindo, sim, sim. Mas não.
Tratando de sair do ambiente esteticista e emotivo em que estes dois autores se instalam, para gozo de seu frívolo mundinho católico, ensaiemos uma resposta mais adequada: a cultura cristã forma-se na consideração e adoção espiritual da Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos, guardada e interpretada pelo Magistério da Igreja – para isso instituída pelo próprio Cristo – que se encarna numa sociedade política que busca o cumprimento das promessas evangélicas, produzindo com este sentido tudo o que é relacionado à vida de uma sociedade concreta na história. Transformando sob uma nova luz todos os elementos culturais positivos das culturas humanas anteriores. Continuar lendo




