15 DE AGOSTO – ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

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Para ler a Meditação de Santo Afonso para essa data, clique aqui.

Para ler e ouvir um Sermão de D. Lefebvre, de 1990, sobre a Festa da Assunção, clique aqui.

Para ler e ouvir um Sermão de D. Lefebvre, de 1975, sobre a Festa da Assunção, clique aqui.

Para ler um Sermão de São Tomás de Villanueva sobre a Festa, clique aqui.

Para ler a belíssima Encíclica MUNIFICENTISSIMUS DEUS, de Pio XII, que define o Dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu em Corpo e Alma, clique aqui.

Abaixo colocamos o momento da proclamação do dogma pelo Papa Pio XII

13 DE AGOSTO EM FÁTIMA: A APARIÇÃO QUE A MAÇONARIA QUERIA EVITAR

Pastorinhos de Fátima – Wikipédia, a enciclopédia livre

Durante a sua primeira aparição às três crianças de Fátima, no domingo, 13 de maio de 1917, a Virgem pediu-lhes que viessem todos os dias 13 dos meses seguintes. Mas em 13 de agosto, quando uma multidão de 20.000 pessoas já lotava a Cova da Iria, nenhum dos três pastores esteve presente.

CLIQUE NA IMAGEM PARA LER O TEXTO COMPLETO

 

COMPREENDER O AMOR DE DEUS POR NÓS NO EVANGELHO

“O que Deus quis ao vir entre nós, senão nos mostrar o seu Amor? Se até agora não nos apressamos em amá-Lo, pelo menos não demoremos mais em retribuir-Lhe amor por amor.”

Fonte: Le Seignadou – Tradução: Dominus Est

O que não tem valor aparente atrai pouca atenção. Esse é o destino reservado, com demasiada frequência, ao Evangelho. O fiel católico ouve e lê trechos da Sagrada Escritura todos os domingos na missa. O hábito se instala e, com ele, a falta de atenção. Tal descuido é profundamente prejudicial. Pois o que é a Sagrada Escritura, senão uma sucessão de cartas inspiradas pelo coração de Deus, nas quais Ele se revela às suas criaturas? Para ler essas cartas, é preciso, antes de tudo, possuir o espírito que as inspirou. “A letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Cor 3, 6). Sem a fé e a humildade, o texto sagrado permanece mal compreendido, ou carece da atenção necessária. Torna-se, então, letra morta para a alma.

Para evitar essa armadilha, é essencial lembrar um fato singular acima de todos os outros: Deus escreve ao homem. O Deus Trino digna-se a adaptar-se aos modos de agir do homem, sua criatura, para se dar a conhecer a ele. A simples constatação desse fato mostra até que ponto a Sagrada Escritura é importante em toda vida cristã. Oprimida pelas múltiplas preocupações do dia a dia, provada pelas dificuldades da existência ou simplesmente entorpecida pela rotina ou pela mundanidade, a alma fiel chega, às vezes, a esquecer uma verdade que, no entanto, é primordial e fundamental: Deus nos ama, Ele se importa conosco. Continuar lendo

ORDEM E DESORDEM

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Fonte: Le Parvis nº 168 – Tradução: Dominus Est

Um provérbio conhecido afirma que a ordem exterior reflete a ordem interior. Essa verdade, embora às vezes incômoda, não deixa de ser uma realidade profunda. Quem já visitou conventos de freiras pôde observar uma ordem e uma limpeza notáveis, frutos de um espírito de disciplina, pobreza e recolhimento, que geram paz, tranquilidade e alegria interior.

Esse espírito de disciplina e pobreza deveria permear todas as instituições, comunidades e famílias. Trata-se de uma virtude que se adquire desde a mais tenra infância, mas que, infelizmente, se perde cada vez mais em nossos tempos.

Existe uma estreita ligação entre a ordem e a nossa vida espiritual. De fato, toda a obra da nossa vida espiritual consiste em restaurar em nossa alma a ordem que o pecado destruiu na natureza e, particularmente, em nossa alma. Por causa do pecado original, as paixões dominam a vontade e o intelecto, e, portanto, devemos restaurar a ordem, isto é, que o intelecto, iluminado pela Fé, busque a verdade, que a vontade se oriente para o bem e que o intelecto e a vontade controlem as nossas paixões (ordem material; ordem da disciplina na vida; ordem da vida espiritual; ordem da organização; ordem da realização de projetos; ordem da obediência a princípios, regulamentos, estatutos, leis, etc.). Continuar lendo

A RELIGIOSIDADE SINCERA – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX

Revmo. Pe. Carlos Mestre, na igreja Nossa Senhora Rainha de Portugal, em Lisboa, no décimo Domingo depois de Pentecostes, sobre o que é a verdadeira religiosidade, por oposição às observância das meras práticas exteriores, conforme demonstra a bela passagem do Evangelho deste dia sobre o fariseu e o publicano.

06 DE AGOSTO: TRANSFIGURAÇÃO DE NOSSO SENHOR

A Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo não é propriamente um milagre, mas a cessação momentânea de um milagre: o da Encarnação do Verbo. Durante algum tempo, Jesus abdica dos direitos e prerrogativas da Sua divindade; a Sua pessoa divina esconde a Sua glória e faz-Se voluntariamente, durante toda a Sua vida terrena, um mortal. Esconde a Sua divindade para preparar a Sua Paixão. A Sua Transfiguração, ao mostrar-nos por um momento no estado glorioso em que devia ter estado durante toda a Sua vida, mostra-nos ainda mais claramente o Seu Amor por nós, o Seu ardente desejo de sofrer pelos nossos pecados e, consequentemente, o mérito infinito de tantas humilhações, ignomínias e sofrimentos assim aceites, desejados e preferidos por Sua livre vontade.A iluminação do monte Tabor antecipa o escândalo do monte Gólgota. Aquele que seguiremos com lágrimas através de todas as fases dolorosas da Paixão é verdadeiramente, pela Sua natureza consubstancial a Deus Pai, coroado de glória e de honra, o Rei do Céu, a alegria dos Anjos, o soberano Juiz que virá um dia, em todo o esplendor da Sua majestade, julgar todos os homens…

Este rosto, que será profanado por golpes e saliva, desfigurado, torna-se mais brilhante do que o sol do monte Tabor, transfigurado: Continuar lendo

UMA VESTIMENTA CATÓLICA?

As roupas dizem algo sobre nós mesmos.

Fonte: Le Saint Vincent n°42 – Tradução: Dominus Est

Em ocasiões importantes, é fácil perceber que a roupa é importante: um desfile de militares sem uniforme, um diretor-geral sem paletó nem gravata ou uma noiva sem seu vestido nos parecem improváveis.

Gostemos ou não, a roupa importa. Ela diz algo sobre nós, revela quem somos e como queremos ser vistos. Para se convencer disso, basta observar o cuidado que uma mãe dedica ao vestir toda a sua família e perceber o quanto ela fica constrangida ao ver seus queridos filhos voltarem da escola com roupas manchadas ou rasgadas. No teatro, fica claro que o traje desempenha seu papel e define um personagem.

Qual é o nosso papel? … não no teatro, mas na vida real, no nosso dia a dia, para nós que somos batizados? Que vestimenta corresponde a esse papel?

Sem entrar em muitos detalhes, estas poucas linhas visam proporcionar alguns pontos de reflexão sobre a elegância católica. Continuar lendo

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – AGOSTO/26

Caros fiéis, 

Não podemos iniciar este 69º boletim sem manifestar, primeiramente, nossa profunda gratidão a Deus, nosso Senhor, que nos concede a graça de sermos membros da grande obra da Tradição, que é a Fraternidade São Pio X, autênticos filhos de Mons. Marcel Lefebvre, em tempos nos quais as almas se encontram tão perdidas, desamparadas e enganadas. Impõe-se, naturalmente, agradecer a nossos superiores, em particular ao Superior Geral, com o seu conselho, que nos guia neste caminho de fidelidade. 

Manifestamos nossa gratidão igualmente ao estimado e querido Padre Francisco Mouroux, que dedicou sete incansáveis anos de seu sacerdócio, em terras estrangeiras, para nos guiar, santificar e instruir na Verdade, no amor à Igreja e à sua Tradição — em uma palavra, no caminho da salvação. Trata-se de uma tarefa que nos compete continuar com fidelidade, sob o manto e a guia de Nossa Senhora das Dores, Mãe do Divino Sacerdote. 

Há exatamente um mês que vivenciamos as sagrações episcopais: momento em que se experimentou um sopro de cristandade em seu maior esplendor. Contudo, uma ponta de tristeza pairava sobre todos. Não tanto pelas ameaças concretizadas por parte do Santo Padre, o Papa, mas pela incompreensão, oposição e negação do Vigário de Cristo a respeito da Tradição. Nisto, paradoxalmente, manifestava-se aquela nota própria e essencial da Igreja que nunca deixa de brilhar em nossa querida Fraternidade, que não é outra coisa senão uma obra da Igreja: a sua romanidade. Continuar lendo

A INDISPENSÁVEL ORAÇÃO EM FAMÍLIA

“Uma família que reza é uma família que vive.”

Fonte: Apostol n°207 – Tradução: Dominus Est

Rezar em família significa formar, na alegria dos filhos de Deus, uma pequena comunidade cristã que se torna uma célula da Igreja.

É no seio da família que as crianças aprendem a rezar e a perseverar na oração. Para as crianças pequenas, em particular, a oração diária em família é o primeiro testemunho da presença viva do Espírito Santo no lar. A família cristã é o primeiro e principal lugar de educação para a oração!

O que rezar, senão elevar a alma a Deus? O batismo nos torna filhos de Deus e nos permite estabelecer uma relação amorosa e filial com nosso Pai Celestial. A oração é esse elo essencial com o Pai para a vida da nossa alma: ela é o oxigênio da nossa alma! Se não falarmos com Deus, a caridade e a fé gradualmente se dissiparão, e Deus desaparecerá dos nossos corações. Continuar lendo

CARTA AO SANTO PADRE SOBRE O DECRETO DO DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ

O Superior Geral

À Sua Santidade
o Papa Leão XIV

Écône, 3 de julho de 2026

Entre vós, se o filho pedir pão a um pai, dará ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dará uma cobra em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, dará um escorpião? Ora, se vós, sendo maus, sabeis bem dar aos vossos filhos o que é bom para eles, quanto mais o vosso Pai não está disposto a dar, lá do céu, o seu Espírito de graça àqueles que lho pedirem? (Lc 11, 11-13)

Santíssimo Padre,

A notificação da decisão tomada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade São Pio X, assinada por Sua Eminência o Cardeal Fernández, chegou até nós e agora é de conhecimento público.

Parece-nos que esta decisão traz à luz, mais uma vez, o contexto profundamente trágico em que se encontra a Igreja universal. O que a Fraternidade São Pio X fez, e continuará a fazer, nada mais é do que uma iniciativa extraordinária para a salvação das almas, em meio à confusão doutrinal e moral em que a Igreja está mergulhada. De modo algum pretendemos substituir a Igreja, e não temos outra ambição senão a de permanecermos fiéis a ela. Continuar lendo

LEÃO XIV, AS “CHAVES DE SÃO PEDRO” E A FRATERNIDADE SÃO PIO X

La FSSPX ante el abismo del cisma: El biógrafo del Papa San ...

Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade.

Fonte: Vitis Vera – Tradução: Dominus Est

(Vitis Vera, blog de Matteo D’Amico) No dia 29 de junho, durante a missa solene da festa de São Pedro e São Paulo, o Papa proferiu um sermão na qual se deteve no tema da unidade, oferecendo uma interpretação específica da simbologia das “chaves de São Pedro”. Creio que não seja imprudente supor que, implicitamente, ele tenha procurado abordar a situação da Fraternidade São Pio X e as sagrações de 1º de julho:

Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está bem representada no símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19). Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre-as e fecha-as, procurando no seu interior as alavancas certas e acompanhando os seus movimentos, para que os bloqueios desapareçam, os trincos deslizem e as dobradiças girem livremente, unindo os espaços e transformando tantos compartimentos isolados numa única casa acolhedora.”

Essa interpretação nos parece realmente original, mas pouco ligada à Tradição da Igreja. Para Leão, aliás, as chaves servem para abrir portas suavemente, unindo cômodos que, de outra forma, estariam separados e criando a unidade de um único ambiente. É óbvia, creio eu, a alusão à Igreja/casa comum com muitas divisões (muitas diversidades) que o Papa procura fundir em um único “espaço”, no qual, precisamente, todos possam coexistir, apesar da diversidade de ideias. Nada de dramático e tudo muito horizontal, mundano: São Pedro surge como um facilitador de contatos e de amizade entre as diversidades, uma espécie de conciliador dialético das diferenças. Não parece estar em jogo nada que remeta ao drama luminoso da vida eterna, à alternativa entre a salvação e a perdição das almas. Continuar lendo

DOM STRICKLAND: FRATERNIDADE SÃO PIO X, UMA HISTÓRIA DE AMOR

“…E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os misterios e toda a ciencia, e tivesse toda a fe, até ao ponto de transportar montanhas, se nao tivesse caridade, não seria nada..” (1 Coríntios 13, 2) 

Fonte: Pillars of Faith – Tradução: Dominus Est

Em momentos de grande tensão dentro da Igreja, devemos lembrar que todo julgamento proferido deve, em última instância, servir à salvação das almas. A verdade nunca pode ser separada da caridade, nem a caridade da verdade. 

À medida que as discussões sobre a Fraternidade São Pio X continuam, acredito que devemos fazer uma pergunta que vá além dos argumentos canônicos ou das disputas históricas. O que moveu esses sacerdotes e fiéis ao longo dos últimos 50 anos? 

Para compreender a Fraternidade, devemos recordar os seus primórdios. Dom Marcel Lefebvre não trilhou esse caminho porque era fácil, nem porque lhe trouxe honra ou paz. Independentemente do que se pense de cada decisão que ele tomou, poucos negariam que ele suportou um imenso sofrimento pessoal. Ele acreditava que os preciosos tesouros confiados por Cristo à Sua Igreja – o Santo Sacrifício da Missa, a celebração reverente dos mistérios sagrados, a formação de sacerdotes santos e os ensinamentos perenes da fé católica – corriam o risco de serem menosprezados. Sua resposta nasceu de um profundo desejo de preservar e transmitir o que gerações de católicos haviam recebido com gratidão.  

Esse amor pela herança sagrada da Igreja continuou a inspirar muitos sacerdotes, religiosos e famílias fiéis que aceitaram incompreensões e sacrifícios porque acreditavam que valia a pena preservar esses tesouros para as gerações futuras.  Continuar lendo

PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA DA FRATERNIDADE SÃO PIO X PARA ESCLARECER AS ALMAS CONFRONTADAS COM OS ERROS MODERNOS

Em nome da santa e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.

Preâmbulo

1 – Professo e abraço a inteira verdade da fé católica, tal como foi “recebida pelos Apóstolos dos próprios lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou transmitida como de mão em mão pelos próprios Apóstolos conforme lhes ditava o Espírito Santo” 1, e a seguir conservada fielmente até chegar a nós por uma sucessão ininterrupta na Igreja católica, através da pregação dos papas e dos bispos, dos escritos dos Padres da Igreja e dos teólogos, e das definições dos santos concílios 2.

2 – Recebo firmemente todas e cada uma das verdades que a Igreja infalível propôs como divinamente reveladas e necessárias para a salvação, seja pelas definições do seu Magistério solene, seja pela unanimidade do seu Magistério ordinário e universal 3. Recebo também tudo o que pertence à doutrina católica em razão de uma conexão necessária com o depósito revelado 4, e tenho por certas as verdades que a Igreja ensinou com constância a fim de preservar esse depósito em face dos erros 5.

3 – Rejeito, consequentemente, todos os erros contrários a essa fé, especialmente os do liberalismo, do  indiferentismo, do modernismo, do ecumenismo e do laicismo, condenados pelos papas Pio IX 6 , Leão XIII 7, São Pio X 8, Pio XI 9 e Pio XII 10 Tais erros, com efeito, obscurecem a doutrina revelada, falseiam a Tradição, desfiguram a santa liturgia, corrompem a moral, enfraquecem o espírito missionário e desagregam a ordem social cristã, causando grave prejuízo à salvação das almas.

4 – Professo essa fé e rejeito todos os erros que lhe sejam contrários, porque quero permanecer fielmente submisso à santa Igreja católica, apostólica e romana, Mestra da verdade, bem como ao Papa, Vigário de Cristo, na fidelidade à Roma eterna que recebeu a missão de guardar santamente e de expor fielmente o depósito revelado até o fim dos séculos. Continuar lendo

O VÉU USADO PELAS MULHERES NA MISSA: SIGNIFICADO E HISTÓRIA DE UMA TRADIÇÃO CATÓLICA

O véu das mulheres cristãs é a antítese do véu islâmico, com o qual alguns críticos o comparam.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Discutir o véu feminino não é apenas uma questão feminina. Os homens também podem ler estas linhas, pois essa questão também lhes diz respeito.

Queremos aqui traçar a história do véu feminino, uma tradição extremamente forte na Igreja por quase dois mil anos, e mostrar como ela foi abandonada com uma facilidade surpreendente.

Muitos já devem saber disso, mas o primeiro vestígio do uso do véu feminino nas comunidades cristãs encontra-se no Novo Testamento. Continuar lendo