ENTREVISTA COM O SUPERIOR GERAL DA FSSPX – “SUPREMA LEX, SALUS ANIMARUM”

Fonte: FSSPX

Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa terá lugar na quinta feira, 12 de fevereiro. Convidamos os membros e fiéis da Fraternidade a oferecerem suas orações pelo bom desenvolvimento deste encontro.

“‘A lei suprema é a salvação das almas.’ É deste princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado.”

1. FSSPX.News: Senhor Superior-Geral, o senhor acaba de anunciar publicamente a sua intenção de realizar as sagrações episcopais para a Fraternidade São Pio X no próximo dia 1° de julho. Por que fazer esse anúncio hoje, 2 de fevereiro?

Padre Davi Pagliarani: A festa da Purificação da Santíssima Virgem é muito significativa dentro da Fraternidade. É o dia em que os candidatos ao sacerdócio vestem a batina. A Apresentação de Nosso Senhor no Templo, que hoje celebramos, lembra aos candidatos que a chave da sua formação e da sua preparação para as ordens está no dom de si mesmo, que passa pelas mãos de Maria. Trata-se de uma festa mariana de extrema importância, pois, ao anunciar uma espada de dor a Nossa Senhora, Simeão manifesta claramente o papel que ela tem de corredentora ao lado de seu divino Filho. Vemo-la associar-se a Nosso Senhor desde o início da sua vida terrena até a consumação do seu sacrifício no Calvário. Assim também, Nossa Senhora acompanha o futuro sacerdote durante a sua formação e ao longo de toda a vida: é ela quem continua a formar Nosso Senhor em sua alma.

2. Esse anúncio vinha sendo objeto de vários rumores nos últimos meses, especialmente desde o falecimento de Dom Tissier de Mallerais, em outubro de 2024. Por que o senhor esperou até agora? Continuar lendo

CRETINOS OU CANALHAS?

Por que as cobras mostram a língua?

Acessem nosso “Especial dos Especiais” sobre obediência, missa nova, ecumenismo, sagrações, Vaticano II, conservadorismo, pós conciliarismo, etc. clicando aqui.

Texto escrito pelo nosso amigo Robson Carvalho

Confesso que ao intentar escrever estas linhas, não pude deixar de pensar em dois adjetivos que calham muito bem para a maioria das pessoas de nossos tempos. Não falo das pessoas honestas, que buscam a verdade e a prática das virtudes sem se esconder atrás de estereótipos ou se agarrar à ignorância ou maledicência dos doutos de internet. Falo justamente dos “doutores” de nossos tempos, destes que se arrogam um conhecimento que não possuem, ou que deturpam aquilo que aprenderam de correto a fim de garantir benefícios ou privilégios. Falo principalmente daqueles que fazem, cinicamente, aquilo que condenam, que negam a realidade, a situação objetiva de nossos dias, fingindo que estamos em um país das maravilhas, que a situação atual é corriqueira, comum, normal da história da Igreja.

Eles são um pouco como aqueles que, na política, dos mais variados espectros, com base em fantasmas, em ideologias utópicas, são intolerantes em nome da tolerância, que, em nome da paz e da emancipação dos dogmas, pregam o assassinato de todos aqueles que vão contra suas cartilhas dogmáticas, que, em suma, praticam o que andam chamando de “discriminação positiva”.

No fundo, é tudo hipocrisia. Usam termos e malabarismos intelectuais para justificar o injustificado, para esconder propósitos e intenções nada virtuosas. Mostram os dentes para aqueles que defendem o que sempre foi crido, enquanto abrem as portas e se sentam à mesa com os inimigos da fé, chamando-os de amigos ou dissimulando as verdades católicas para não incomodar os invasores.

É o paradoxo do modernismo – basta ler a Encíclica Pascendi para ver que a maioria dos católicos de hoje são modernistas, inclusive a maioria do clero. Continuar lendo

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – FEVEREIRO/26

A apresentação do Senhor (Lc 2,21-40) - Locus Mariologicus

Caros fiéis,

No boletim anterior, adotando uma perspectiva materialista, fizemos uma pergunta provocativa: “Quem é mais inútil do que uma criança?” Da mesma perspectiva, poderíamos responder: “Um idoso”. De fato, uma criança tem todo o futuro pela frente. Ela é muitas coisas em potência. Ela personifica a esperança. O idoso não tem futuro. Ele consome, não contribui e nunca mais produzirá nada. Aos olhos do mundo, ele é um fardo a ser eliminado. Assim, surge a eutanásia. Eufemisticamente chamada de Assistência Médica para Morrer, ela é, na realidade, mais do que isso: causa a morte, contradizendo diretamente o Quinto Mandamento.

A justificativa para essa intervenção humana é sutil: a dignidade humana. É verdade que a velhice traz declínios que podem ser humilhantes: perda de memória, perda da razão, da mobilidade e da autonomia em geral. Essas provações são difíceis para o indivíduo e para aqueles que o cercam. Mas será que causam uma perda de dignidade? Continuar lendo

SER “JULGADO”

Cabe a Deus julgar as intenções, pois só Ele conhece o coração dos homens.

Fonte: Apostol nº202 – Tradução: Dominus Est

Tenho a impressão de estar sendo julgado”; essa pessoa “está sendo julgada”. Expressões negativas e duras que talvez possamos ouvir – ou usar – em relação a certas pessoas. A questão que queremos levantar aqui é a da avaliação justa que podemos fazer do próximo e o risco de desprezo – ou equívoco – em relação a ele devido a julgamentos pouco fundamentados ou precipitados.

Antes de discutirmos especificamente o julgamento precipitado – que é o assunto em questão – convém demonstrar que julgar é bom, já que é humano, e que é preciso saber usá-lo [o julgamento] bem, com sabedoria, para que seja razoável e virtuoso.

Do que estamos falando quando falamos de julgamento?

Julgamento” vem do latim “judicium”, que por sua vez deriva de “jus dicere”: dizer o que é certo, o que é verdadeiro. A palavra “julgamento” pode ser entendida de três maneiras. Continuar lendo

SABEDORIA DA IDADE E RESPEITO DA JUVENTUDE

indefinido - Fonte: Pixabay.  Livre de royalties.

A reverência que devemos aos mais velhos mantém a memória de que precisamos para agir com prudência.

Fonte: Fideliter nº 265 – Tradução: Dominus Est

Tradidi quod et accepi, Transmiti o que recebi”. Consideramos quase banal essa frase, pois convivemos com ela cotidiamente. Preparando-se para sua sucessão, D. Marcel Lefebvre repetiu-a muitas vezes e quis que fosse gravado em seu túmulo. Retomou estas palavras que São Paulo escreveu aos Coríntios: “Foi do Senhor que aprendi o que vos ensinei.” Não podemos deixar de dar graças por tal gesto de heróica prudência, em um momento em que a chamada Missa de São Pio V tendia a desaparecer. Sem a sabedoria prática deste Bispo, esta Missa simplesmente teria desaparecido. Com efeito, desde o Vaticano II, tem sido afirmado e constantemente repetido que a única liturgia conforme à doutrina deste Concílio é a chamada missa de Paulo VI. 

Assim, contra todas as probabilidades, mesmo romanas, D. Lefebvre forneceu aos católicos os meios para preservar, para manter e fortalecer sua fé, sem a qual é impossível agradar a Deus. As sagrações de 1988, essa “operação sobrevivência“, como ele a chamava, salvou a Tradição de seu desaparecimento, ou mais precisamente, mantiveram-na. Desta forma, outros Bispos poderiam assegurar futuras ordenações sacerdotais tradicionais para que outros sacerdotes continuassem a dispensar os sacramentos que são os meios ordinários de nossa Salvação. Continuar lendo

O QUE É A CONSCIÊNCIA?

Caim e a desconstrução paródica da Bíblia: Redenção do homem e condenação  de Deus | Conciliação

A consciência é a manifestação da vontade de Deus que é transmitida aos homens pela voz da razão, pelos ditames do seu intelecto

Fonte: Bulletin Hostia ( SSPX Great Britain & Ireland) – Tradução: Dominus Est

1. A consciência é frequentemente chamada de “voz da razão” ou “voz de Deus“, porque nos exorta a fazer o bem e evitar o mal. Caim, que viveu muito antes de Moisés, sabia que havia cometido um mal ao matar Abel. Ainda hoje, em países pagãos que nunca ouviram falar dos mandamentos, os homens distinguem o bem do mal pela sua consciência. Por meio dela, conhecem a Deus; ela os exorta a obedecer.

Como disse São Paulo, falando dos gentios que não conheciam a lei judaica: “Com efeito quando os gentios, que não têm lei (escrita), fazem naturalmente as coisas que são da lei, esses, não tendo lei, a si mesmos servem de lei, e mostram que o que a lei ordena está escrito nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua própria consciência e os pensamentos de dentro que os acusam, se fizerem o mal, ou também os defendem, se fizerem o bem.” (Rom 2, 14-15).

2. Se sempre obedecermos aos ditames da nossa consciência, jamais ofenderemos a Deus. Ela é um guia que Ele espera que sigamos. Surge do conhecimento da lei, seja ela natural ou revelada. Antes de qualquer ação, a consciência se manifesta a favor ou contra. Após a ação, conforme a tenhamos seguido ou ignorado, a consciência nos enche de paz ou inquietação.

Se uma pessoa é tentada a roubar, parece ouvir uma voz interior dizendo: “Não roube. Você sabe que roubar é errado.” Essa voz interior é a consciência. A consciência nos diz que Deus é nosso Legislador, nosso Juiz, nosso Recompensador e nosso Vingador.

A IMORTALIDADE

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Gustavo Corção

A imortalidade de que se fala nas academias, ou nos comentários tecidos em torno de um grande morto, como acontece agora com Hemingway, é aquela que Augusto Comte chamava de imortalidade subjetiva, e que consiste na sobrevivência, não da pessoa, mas das obras e dos passos. Essa imortalidade comporta graus, conforme seja maior ou menor o rumor que o finado tenha feito em torno de si. Há nomes sonoros que ficam na lembrança dos povos por séculos e séculos, enquanto outras vidas mais leves, mais silenciosas e cinzentas logo se apagam, às vezes no próprio mundo familiar. Lembra-me aqui um amigo que morreu deixando um magro legado de ressonâncias. Tão obscuro, tão pouco conseqüente fora que até um dia aconteceu-me, encontrando a viúva, abrir a boca para perguntar notícias do Belmiro, já morto, mais morto do que um prego de caixão de defunto como dizia Dickens. Calei-me a tempo quando recapitulei rapidamente a história póstuma do amigo. Deixara filhos e viúva, mas por uma ironia da sorte a viúva recebeu uma herança, empregou-se num desses cargos em que se ganha muito e pouco se faz, como tantos há nesta República, e assim a família conheceu melhor padrão nos dias de luto. Um ano depois a viúva namorava um guapo peruano que acabou de apagar na memória de todos a lembrança fugaz do pobre Belmiro. Lembro-me de um pormenor curioso da história do apagamento do Belmiro: um dia, trazendo os filhos para o colégio, de automóvel, entrou de mau jeito, como aliás freqüentemente o fazia, e tirou um pedaço, um pequeno pedaço do pilar do portão. Ficou aquela marca discreta, de que, ao cabo de algum tempo, suponho, só eu conhecia a causa. E sempre que passava por ali, e que via o arranhão na alvenaria, evocava a figura de Belmiro. Um dia, veio um pedreiro, recompôs o pilar, e com essa pá de cal desapareceu o último vestígio interessante de uma vida vivida meio século.

Creio que a ninguém escapa o ridículo que sempre acompanha esta tal imortalidade subjetiva, mesmo quando a figura imortalizada é imponente e o traço deixado na casca do planeta é um pouco maior do que um risco na cal. Ainda outro dia estive a ruminar meditações deste tipo diante de uma estátua que o escultor concebera e realizara em atitude oratória e que, exposta ao aguaceiro, tinha um aspecto lamentável.

Entretanto, apesar dessa carga de ridículo, a humanidade se obstina em guardar as lembranças dos mortos, e nós mesmos, se nos sondarmos com lealdade, descobriremos um esquisito desejo de sobrevivência na memória dos outros. De que nos vale isto? De que me vale meu nome pronunciado aqui ou acolá, com tais ou quais atributos, se eu não estou aqui ou acolá, pessoalmente, sobrevivente? Continuar lendo

A IMACULADA CORREDENTORA, EM UMA PASSAGEM DE ALFONSO SALMERON, COMPANHEIRO DE SANTO INÁCIO E TEÓLOGO DO CONCÍLIO DE TRENTO

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Alfonso Salmeron (Toledo, 8 de setembro de 1515 – Nápoles, 13 de fevereiro de 1585) foi um dos primeiros seis companheiros de Santo Inácio de Loyola. Foi um pregador muito talentoso e frutuoso, legado dos Pontífices Romanos junto aos príncipes, professor de teologia, mas, sobretudo, teólogo de Paulo III, Júlio III e Pio IV no Concílio de Trento.

Sua profunda familiaridade com as Sagradas Escrituras é evidenciada por seus 16 volumes de comentários sobre os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as Epístolas Paulinas e católicas. Desta magnífica obra encontramos a seguinte passagem, que comenta as palavras “Ave, cheia de graça“, que manifestam a realidade da imunidade de Maria ao pecado original: Continuar lendo

SEDE POIS PERFEITOS, COMO TAMBÉM VOSSO PAI CELESTIAL É PERFEITO

Aproveitemos, portanto, este início de ano para tomar resoluções com determinação.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Deus é imutável. “Em Deus, não há vicissitudes, nem sombra de mudança”(1). Deus não muda, não progride, não evolui, porque é perfeito. Ele “É aquele que é”. Ele tem a Si mesmo perfeitamente; Ele é ato puro; Ele é infinito em Suas perfeições. Ele não tem nada a adquirir; Ele não pode perder nada. Deus é, portanto, estável, e contemplaremos essa imobilidade no Céu com admiração.

Para alcançar essa visão beatífica do Céu, Nosso Senhor é muito claro: “Sede pois perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito”(2).  Em outras palavras, para sermos salvos, devemos nos assemelhar a Deus em suas perfeições. Se Deus é inabalável, então devemos nos esforçar para alcançar essa estabilidade em nossa vida espiritual e temporal.

Primeiro, porque é o fundamento de toda virtude. De fato, a virtude é o hábito de fazer o bem. Ora, não pode haver hábito sem estabilidade, sem regularidade, pois isso consiste precisamente em realizar as mesmas ações, as mesmas boas obras, regularmente e com perseverança. Assim como um edifício será tanto mais sólido quanto mais profundas forem seus alicerces e mais regular seu projeto, da mesma forma a repetição de nossas boas ações moldará a beleza de nossa alma. Continuar lendo

POR QUE DEUS TAMBÉM SE USA DE NOSSA PACIÊNCIA PARA NOS CONCEDER GRAÇAS?

Fonte: Il Cammino dei Tre Sentieri – Tradução: Dominus Est

1. Por que o Senhor demora em nos responder quando Lhe pedimos graças? Por que às vezes parece quase “rejeitar” nossos pedidos? A resposta está no fato de que o Senhor quer que sejamos confiantes e pacientes. De fato, será justamente essa confiança e essa paciência ao pedir que nos darão méritos pela nossa fé… e, se for da vontade de Deus, também as graças de que precisamos, mas de acordo com o Seu tempo.

2. Leiamos um trecho da inestimável obra Confiança na Divina Providência, do Pe. Jean-Baptiste Saint Jure: 

“Nunca se cansem de pedir, sejam constantes, sejam incansáveis em seus pedidos. Se hoje lhes forem negado o que pedem, amanhã obterão tudo; se este ano não conseguirem nada, o próximo ano lhes será mais favorável; não pensem, entretanto, que suas dores são inúteis: todos os seus suspiros são levados em conta; encontrarão proporcionalmente ao tempo que empregarem a pedir; estão acumulando um tesouro que os satisfarão de uma só vez, que superará todos os seus desejos. (…) a recusa que lhes é dada agora não é mais do que uma máscara que Deus usa para inflamar ainda mais o seu fervor. Continuar lendo

FRUTOS SEM A ÁRVORE?

Nesse inicio de 2026, enquanto as sociedades ocidentais buscam orientação para enfrentar o futuro, tornou-se comum ouvir elogios aos frutos históricos do cristianismo.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Celebra-se com entusiasmo o que o catolicismo produziu: civilização, ordem social, patrimônio artístico, coesão dos povos, senso de beleza e justiça. Muitos líderes políticos e intelectuais reconhecem hoje que o catolicismo moldou a Europa e permanece um alicerce cultural precioso.

Esse reconhecimento, por si só, merece ser ouvido. Mas torna-se insuficiente — e até perigoso — quando pretende preservar os frutos rejeitando a árvore da qual eles provêm.

Uma ideia amplamente difundida hoje defende uma forma de laicismo “benevolente” ou “positivo”. Segundo essa concepção, o Estado não é hostil ao cristianismo: ele o aceita, às vezes até o incentiva, desde que se limite a uma função cultural, patrimonial ou identitária. O catolicismo é então tolerado não por sua verdade, mas por sua utilidade social. Torna-se uma herança, um marco civilizacional, um baluarte simbólico contra o vazio espiritual ou a desordem moral. Continuar lendo

UMA VIDA EQUILIBRADA

Para uma vida espiritual fervorosa, é necessário garantir que nossa vida natural seja equilibrada. Aqui estão algumas reflexões apresentadas pelo diretor de uma instituição educacional.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus est

Vivemos num mundo cada vez mais desordenado. E todos percebem, ainda que vagamente, que é necessário recuperar uma vida equilibrada se quisermos progredir na vida cristã, ou mesmo simplesmente levar uma boa vida cristã. Temos diante de nossos olhos as consequências desastrosas do modo de vida atual: depressões, separações ou divórcios, ansiedade crescente, desordens familiares, instabilidade e fraqueza de caráter, tibieza espiritual, vulnerabilidade de espírito…

Todos queremos evitar isso, para nós e para nossos filhos. É por isso que é necessário “começar pelo começo”, ou seja, impor a nós mesmos condições de vida saudáveis e equilibradas. Continuar lendo

OS TRÊS REIS MAGOS AOS PÉS DE JESUS


Por que os reis abandonaram seus tronos e atravessavam o deserto em busca de um recém-nascido?

Para oferecer-lhe ouro, incenso e mirra.

Esses não são meros presentes de cortesia, mas uma profissão de fé.

Ouro por sua realeza,

Incenso por sua divindade,

Mirra por sua humanidade sofredora.

A Epifania não é apenas a festa dos Reis Magos,

é a manifestação da realeza social de Cristo.

Se os poderosos se curvam, por que nós não deveríamos?

Feliz Epifania a todos.

REGULAMENTO DE VIDA DO PROF. GIUSEPPE TONIOLO

Giuseppe Toniolo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Trecho da “Opera Omnia Di Giuseppe Toniolo”  Volume I, Cidade do Vaticano 1952, págs. 16-23

Tradução: Gederson Falcometa


Na Ordem Espiritual Interior

1. Minhas orações de manhã e à noite: com a leitura em família (quando oportuno e não tarde) de um livro espiritual por poucos minutos – a recitação do viva do terço. O rosário inteiro, a cada sábado e a cada véspera das festas de Maria.

2. Todos os dias (se possível) ouvir a santíssima missa.

3. Frequentar o máximo possível a santíssima comunhão, mesmo várias vezes por semana, conforme o conselho do meu confessor. A confissão toda semana.

4. Todos os dias vinte minutos no máximo (incluindo a preparação e o agradecimento) de meditação, esta última possivelmente após a comunhão e antes de começar o estudo, a fim de colher os frutos da visita de Jesus e renovar os bons propósitos. Transcorrida, porém, a hora habitual para tal fim, e chegada a hora das ocupações ordinárias, renunciar à meditação, suprindo-a naquele dia com aspirações e jaculatórias mais frequentes. Continuar lendo

SACERDOTES QUE CONDUZEM À VITÓRIA

“Sede fiel até a morte, e te darei a coroa de vida” (Apoc. 2, 10)

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É necessário participar do combate de Cristo para compartilhar sua vitória. Para isso, os cristãos precisam de sacerdotes que os guiem com segurança nestes tempos confusos, e, com coragem e realismo, tomem as decisões salutares, sem se esconder no silêncio.

Espera-se dos líderes da Igreja um ensino claro e sólido

Em um contexto de perda total de referências e da civilização cristã, os homens precisam, antes de qualquer coisa, possuir, de modo firme, as bases da fé católica. Esse será o ponto de partida da renovação. Logo, é preciso ensinar o catecismo, de um modo evangélico, claro e preciso. Contudo, para isso, os próprios sacerdotes devem possuir o tesouro da Tradição multissecular.

Nos seminários, a insistência sobre o rigor doutrinal e a espiritualidade sacerdotal autêntica visa nos tornar, humildemente, porém firmemente, soldados da fé, capazes de assegurar a transmissão da fé católica em toda sua pureza, de resistir aos desvios modernos e ao relativismo moral sob o pretexto de compaixão. Continuar lendo

TEMPO, UM PRESENTE DE DEUS

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Enquanto Deus parece nos conceder mais tempo, peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a usar sabiamente os dias desse novo ano, segundo o conselho de São Paulo: “Façamos o bem enquanto temos tempo” (Gal 6, 10). A vida na terra prepara para a eternidade. Longe de desperdiçar nosso tempo, é importante que façamos bom uso dele para crescer em Cristo.

Dois olhares no tempo

As Sagradas Escrituras dissertam com lucidez sobre a brevidade da vida. O homem apenas passa pela terra, onde as provas o aguardam. “O homem nascido de mulher vive pouco tempo e está cheio de misérias. Como uma flor nasce e é logo cortada e foge como uma sombra e jamais permanece num mesmo estado” (Jó 14, 1-2).

Na realidade, como explica Bossuet, o tempo pode ser considerado de duas maneiras [1] . Em si mesmo, o tempo “não é nada, porque não tem forma nem substância “. Ele “desvanece em um movimento sempre progressivo, que nunca regride“. Ele não faz nada além de “passar” e ” perecer “. Mas se o homem prende ao tempo “algo mais imutável do que ele mesmo “, então esse tempo se torna “uma passagem para a eternidade que permanece “.

Além disso, continua o Bispo de Meaux, um “homem que teria envelhecido nas vaidades da terra ” não viveu realmente, porque “todos os seus anos foram perdidos“. Mas uma vida cheia de boas obras, por mais curta que seja, é eternamente benéfica. A riqueza de uma vida é medida não por sua longevidade, mas pelo valor de suas ações. A Igreja que honra a virtude do velho Simeão celebra também o martírio dos santos inocentes.

O tempo é precioso, conclui Bourdaloue, porque “é o preço da eternidade”. A salvação depende do tempo. Além disso, “não é somente para nós, mas ainda mais para Ele mesmo e para Sua glória, que Deus nos deu o tempo. Ele quer que o usemos para servi-lo e glorificá-lo” [2] . Continuar lendo

ORAÇÃO PARA A PASSAGEM DO ANO

Resultado de imagem para rezando joelhoMeu Jesus  adorado, queremos vos oferecer nesta hora em que o tempo vira uma página da história dos homens, nosso olhar e nossas orações, contemplando o Mistério do Natal, do Vosso Presépio, onde nascestes para nos salvar.

E assim como fostes não mais do que uma frágil criança, dependendo em tudo de Vossa Mãe Santíssima e de S. José, Vosso Pai adotivo, assim queremos ser, diante de Vós e de Vosso Pai.

Antes  de tudo, queremos agradecer por todas as graças que recebemos ao longo deste último ano, graças de perdão, graças de amor, vindo em nossos corações pela Santa Comunhão. Também por todas as forças e ajudas que recebemos de Vós para bem realizar nossas obrigações e deveres, tanto materiais quanto espirituais.

Nós sabemos, ó Bom Jesus, que por causa do abandono em que vos deixamos por nossos pecados, tudo o que temos nos vem da pobreza da gruta em que nascestes, da Cruz que  aceitastes por nossa causa. E que, pela gloriosa Ressurreição alcançaremos, nós também, o Céu onde habitais.

Hoje o mundo se prepara para festejar um ano que termina, outro que começa. Nós queremos nos lembrar, antes de tudo, que foi o Vosso nascimento em Belém que deu origem a todos os séculos. Ali, naquela hora sublime,  o tempo parou de contar para dar início a uma nova era, marcada por Vossa presença sobre a Terra.

É assim que queremos viver todos os dias, lembrando que um dia, estivestes pisando o pó das nossas estradas, falando com nossa gente, morrendo sobre uma Cruz para  mostrar o caminho do Céu. Dessa lembrança virá nossa felicidade neste novo ano.

Que este ano bom seja para nós e para todos os nossos queridos pais, parentes e amigos, de verdadeira felicidade e sincera paz, e que os fogos e festejos dessa hora só nos faça estar mais próximos do tempo sem fim da Vossa Eternidade.

Pode-se ganhar uma indulgência plenária pela oração pública do Te Deum, na noite do dia 31 de dezembro e pelo canto público do Veni Creator no dia 1° de janeiro.