SALVAR O PLANETA OU SALVAR AS ALMAS

A liturgia tradicional das ordenações expressa categoricamente o significado do sacerdócio.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O final de junho trouxe a alegria das ordenações de novos padres (veja aqui, aqui e aqui). No Rito Romano, o cerimonial prevê que a Missa iniciada pelo Bispo seja interrompida para prosseguir com os ritos de ordenação, após os quais os novos padres concelebram com o Bispo que acaba de lhes conferir a Ordem. Então, rezam juntos o que é, de fato, a verdadeira primeira Missa deles.

É notável que a primeira oração que os novos sacerdotes recitam com o Bispo, a primeira oração que eles recitam em virtude de seu ofício como sacerdotes, é a do ofertório:

Recebei, ó Pai Santo, Deus Onipotente e Eterno, esta Hóstia imaculada que eu, vosso indigno servo, vos ofereço, meu Deus vivo e verdadeiro, em reparação aos meus inúmeros pecados, ofensas e negligências, e em favor de todos os aqui presentes e por todos os fiéis cristões, vivos e defuntos, a fim de que seja útil para a salvação minha e deles na vida eterna(1).

Desde o início de sua vida sacerdotal, o novo sacerdote inicia seu ministério com seu ato principal: oferecer um sacrifício propiciatório, ou seja, um sacrifício que satisfaça ou compense os pecados que ofendem a majestade divina. Ao nos privarmos de algo legítimo em honra a Deus, compensamos de alguma forma o que arrogamos indevidamente a nós mesmos por meio do pecado. Continuar lendo →

SÉRIE “CRISE NA IGREJA” – EPISÓDIO 6: CATÓLICOS LIBERAIS NÃO EXISTEM

Estamos conversando com o Pe. Steven Reuter para concluir nosso estudo sobre o Liberalismo, mostrando como é completamente impossível para um católico ser liberal e um liberal ser católico. Sim, existem “católicos liberais”, mas será que eles podem realmente dizer que são católicos, no sentido pleno da palavra? Analisaremos as principais distinções entre essas filosofias opostas. Também nos aprofundaremos na História da Igreja e descobriremos como o Liberalismo chegou à Igreja Católica. A Igreja foi inicialmente enfraquecida por vários eventos importantes. Mesmo assim, ela se opôs ao Liberalismo, até que as janelas do Vaticano foram abertas – propositalmente – para essa suposta “nova primavera”.

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – JULHO/25

Minha Biblioteca Católica

Caros fiéis,

Se Nosso Senhor não é Deus, então, seus ensinamentos não são obrigatórios e a Igreja que Ele fundou não tem mais autoridade do que qualquer outra religião ou seita. Por outro lado, se Nosso Senhor é Deus, mas a Igreja Católica não foi fundada por Ele ou não lhe foi fiel, ela perde sua legitimidade. Temos aqui dois pontos fundamentais (a divindade de Cristo e a instituição divina da Igreja) que são alvo de ataques recorrentes dos inimigos da Igreja; seja por hostilidade direta a Cristo, seja pela rejeição de uma doutrina e de uma moral às quais eles não querem se submeter. Um evento histórico sintetiza esse confronto essencial: o Concílio de Nicéia.

Em 313, o imperador Constantino concedeu aos cristãos liberdade religiosa no Império Romano, através do edito de tolerância promulgado em Milão. O imperador tornou-se o protetor da Igreja, e o cristianismo pôde viver e se desenvolver mais pacificamente. Mas dentro da Igreja começaram grandes lutas doutrinais, que provocaram distúrbios tão profundos quanto os que ela havia conhecido até então pelas perseguições.

A mais perigosa das heresias primitivas foi o arianismo, assim chamada por causa do seu autor, Ário, sacerdote de Alexandria. Ele defendia que Jesus Cristo não era igual ao Pai, mas simplesmente uma criatura de Deus, e que houve um tempo em que Ele não existia. Ele explicava que o Filho era a primeira criatura que o Pai havia produzido, que superava em muito todas as outras criaturas, e que o Pai havia criado todos os outros seres por meio dele. Tal doutrina atacava todos os principais dogmas do cristianismo: se Jesus Cristo não é Deus, não há mais Trindade divina, a Encarnação não tem mais sentido, a Redenção se dissolve. Essa heresia destruía, portanto, a religião cristã até os seus fundamentos. Continuar lendo →

DILLWYN: ORDENAÇÕES AO DIACONATO E SACERDÓCIO – 2025

No dia 20 de junho, D. Fellay ordenou 6 seminaristas ao Diaconato (5 membros da FSSPX: 4 americanos e 1 irlandês, e 1 Beneditino do Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe) e outros 6 ao Sacerdócio (5 membros da Fraternidade São Pio X: 1 australiano e 4 americanos, além de 1 irmão beneditino do mesmo mosteiro.

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A FSSPX conta atualmente com (alguns números aproximados):

  • 2 Bispos
  • 707 sacerdotes
  • 137 Irmãos
  • 200 Irmãs em 28 casas [“Relacionadas” à FSSPX: 183 professas e 14 noviças]. As freiras ajudam em 15 escolas e administram outras 4. Estão presentes também em muitos Priorados e em duas residências para idosos em Brémien Notre-Dame, na França, e na Maison Saint-Joseph, na Alemanha.
  • 19 Irmãs Missionárias do Quênia
  • 80 Oblatas
  • 250 Seminaristas e 80 pré-seminaristas

Está presente em 37 países e visita regularmente outros 35.

Mantém:

  • 1 Casa Geral
  • 14 Distritos e 5 Casas Autônomas
  • 4 Conventos Carmelitas
  • 6 Seminários
  • 167 priorados
  • 772 centros de missa
  • Mais de 100 escolas (do Ensino Básico ao Médio),
  • 2 universidades
  • 7 casas de repouso para idosos
  • Numerosas Ordens Latinas e Orientais tradicionais amigas em todo o mundo

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Nota do blog: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

SÉRIE “CRISE NA IGREJA” – EPISÓDIO 5: LIBERALISMO – O QUE É? LEÃO XIII E CARDEAL BILLOT

Esta semana, damos novamente as boas-vindas ao Pe. Steven Reuter. Aprenderemos mais sobre o liberalismo, sob o olhar de um dos maiores pontífices dos últimos dois séculos, o Papa Leão XIII, e sua condenação do liberalismo em sua encíclica “Libertas”. Também aprenderemos mais sobre o Cardeal Billot, que falou abertamente sobre o liberalismo e, até 2020 (ano do vídeo), foi o último cardeal a renunciar ao cargo. Além disso, descobriremos por que 1927 foi um ano tão fascinante na Cidade Eterna de Roma.

O ZELO PELA PLENA COMUNHÃO

Como o rei Ezequias considerou o retorno à plena comunhão. 

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Os livros históricos do Antigo Testamento (especialmente Juízes, os livros de Samuel, Reis e Crônicas) contam a história de Israel como uma sucessão de infidelidades e reformas até o último castigo divino que culminou na queda de Jerusalém diante das tropas de Nabucodonosor. O autor sagrado extrai lições desse fato.

A partir do reinado de Roboão (século X a.C.), filho de Salomão, dez tribos se separaram de Judá e Benjamim para formar o reino de Israel, cuja capital era Samaria. Seu primeiro rei, Jeroboão, acreditava que poderia garantir a unidade de seu reino estabelecendo o culto a vários bezerros de ouro dentro das fronteiras do reino para afastar o povo do Templo em Jerusalém. O cisma conduziu à distorção do verdadeiro culto.

O reinado do rei Ezequias de Judá (final do século VIII a.C.) seguiu-se aos desastrosos reinados da usurpadora Atalia e do rei Acaz, descendentes da funesta Jezabel. Os falsos cultos triunfaram no reino, até mesmo no próprio Templo de Jerusalém, profanado sob Acaz, e Ezequias decidiu erradicá-los. Por ocasião da purificação do Templo, ele considerou celebrar solenemente a festa da Páscoa e convidou as tribos separadas a se juntarem — zelo pela plena comunhão! Continuar lendo →

A IGREJA DA NOVA LITURGIA

“A questão da inserção da liturgia nascida do Concílio em igrejas edificadas antes do referido Concílio ajuda a compreender seus fundamentos, implicações e resultados.”

Pelo Pe. Gregoire Célier, FSSPX

A reforma litúrgica foi um dos elementos mais importantes das evoluções decorrentes do Concílio Vaticano II, talvez o mais significativo. Uma citação de Paulo VI, em 13 de janeiro de 1965, entre muitas outras possíveis, recorda-o oportunamente: “A nova pedagogia religiosa que quer instaurar a presente renovação litúrgica se insere, para ocupar quase que o lugar de motor central, no grande movimento inscrito nos princípios constitucionais da Igreja de Deus,  tornado mais fácil e mais imperioso pelo progresso da cultura humana.”

Logo, é conveniente se voltar a essa reforma litúrgica para compreender melhor os seus fundamentos, implicações e resultados. 

Aqui, propomos fazê-lo por meio do “edifício igreja”. A questão da inserção da liturgia nascida do Concílio em igrejas edificadas antes do referido Concílio é, com efeito, particularmente característica para a apreciação da mudança operada pela reforma. Continuar lendo →

SÉRIE “CRISE NA IGREJA” – EPISÓDIO 4: LIBERALISMO: INTRODUÇÃO – OS ERROS

Esta semana, damos as boas-vindas ao Pe. Steven Reuter, Prior de St. Dennis, em Calgary (Canadá). Ele será nosso guia nos próximos episódios, enquanto mergulhamos nos erros do Liberalismo, algo que infectou todos nossos contemporâneos, e até mesmo aqueles que viveram no início do século XX, incluindo D. Lefebvre. Esta semana, descobriremos como isso aconteceu e como o Arcebispo, em seus anos de seminário, aprendeu a combater essa heresia. Também exploraremos o que é o Liberalismo e como podemos evitar de cair nele.

CARTA DO SUPERIOR GERAL AOS AMIGOS E BENFEITORES N° 94 – O PAPEL DO PAI DE FAMÍLIA NO SURGIMENTO DAS VOCAÇÕES

Prezados fiéis e, em particular, queridos pais de família,

Como sabem, quisemos dedicar este Ano Santo às orações e aos esforços necessários para atrair as vocações. Ora, não se pode falar do nascimento de uma vocação sem falar da família. Mesmo Nosso Senhor, sacerdote por excelência desde o momento de sua encarnação, quis crescer no seio de uma família para santificá-la de um modo particular e exemplar. Evidentemente, o exemplo das virtudes domésticas é, de certa forma, o primeiro seminário e noviciado de toda alma a quem Deus chama ao seu serviço.

Gostaríamos de dedicar essas poucas reflexões ao papel mais específico do pai de família. No mundo moderno, tudo contribui para a destruição de sua autoridade. Contudo, ainda mais hoje, sua responsabilidade e sua missão são cada vez mais distorcidas devido ao que denominam, para simplificar, de “wokismo” contemporâneo. Homens e mulheres, maridos e esposas parecem agora ter papéis idênticos e responsabilidades equivalentes, o que cria uma confusão total e uma atmosfera envenenada. As primeiras vítimas dessa terrível confusão são aquelas que deveriam ser educados para se tornarem adultos e assumirem eles mesmos, um dia, suas próprias responsabilidades. Aqui, novamente, somente o Evangelho pode restaurar a ordem que a modernidade destruiu. Continuar lendo →

A TRADIÇÃO E O SENSUS FIDEI

Provavelmente, a “evolução” da Tradição é a melhor explicação da colegialidade e do sensus fidei.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

De modo vigoroso, o Concílio Vaticano I afirmou as prerrogativas do Sumo Pontífice: o primado conferido a São Pedro, sua transmissão aos sucessivos bispos de Roma e suas competências magisteriais resultam na definição solene da infalibilidade pontifícia.

Impedidos de prosseguir seus trabalhos pelos acontecimentos políticos, os Padres do Concílio não puderam apresentar uma doutrina comparável sobre o poder dos bispos. É esta lacuna que o segundo Concílio do Vaticano queria preencher. Ora, sabe-se que a franja progressista incitava imperturbavelmente uma mudança da estrutura hierárquica da Igreja, uma aristocracia dos bispos, que teriam governado a Igreja fazendo do papa um simples presidente de honra. Até o Pe. Schillebeeckx, um teólogo pouco suspeito de tendências integristas, se escandalizou com a manobra que consistia em “dizer as coisas diplomaticamente” para se reservar o direito de tirar as consequências mais radicais após o encerramento do Concílio(1). Para aprovar a ideia, a palavra-chave foi “colegialidade”, pela qual se exploraria ao máximo o dado tradicional da solicitude comum dos bispos sobre toda a Igreja(2).

A intervenção in extremis de Paulo VI, via uma nota explicativa prévia à Constituição Lumen Gentium, impediu o pior.

Hoje, o papa Francisco explora o tema do sensus fidei, o instinto da fé que anima todo batizado em estado de graça, para promover a participação de todos os fiéis no governo da Igreja. Lá onde os progressistas do Concílio visavam uma aristocracia episcopal para a Igreja, os de hoje visam a democracia, explorando descaradamente o dado tradicional do sensus fidei. Continuar lendo →

SÉRIE “CRISE NA IGREJA” – EPISÓDIO 3: ORIGENS – DESCARTES E KANT

Nesta semana, continuaremos com o Pe. Alexander Wiseman, analisando mais detalhadamente o contexto remoto da Crise, explorando as filosofias de Immanuel Kant e René Descartes, bem como seus erros. O padre discutirá como essas ideias de alguns séculos atrás não apenas influenciaram a Igreja, mas também lançaram as bases para quase todo o nosso pensamento atual.

REZAR O ROSÁRIO FAZ BEM À SAÚDE?

Um estudo realizado em dezembro de 2024, com base em observações clínicas e conhecimento espiritual, mostrou que o rosário pode ser benéfico como remédio para a alma e o corpo.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O estudo destaca, em primeiro lugar, um primeiro elemento: as repetições “litânicas” do rosário parecem ter um efeito benéfico sobre as tensões. Elas também promovem a estabilidade emocional e geram uma sensação de paz geral.

Ao contrário de muitas técnicas de “atenção plena” que enfatizam a neutralidade e o desapego, o rosário se baseia em um compromisso pessoal, em um relacionamento. Em outras palavras, não se trata de um mantra encantatório, mas um diálogo.

Christian Spaemann, um renomado psiquiatra austríaco, procura demonstrar essas diferenças. Em uma entrevista recente à jornalista Barbara Wenz, Spaemann explica que o rosário abre não apenas a mente, mas também o coração, para uma presença maternal, tangível e duradoura. Continuar lendo →

LEÃO XIV E AS ANDORINHAS

A recente nomeação de um bispo revela as aplicações das aproximações do Vaticano II.

Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O cardeal Robert Francis Prevost tornou-se o Papa Leão XIV em 8 de maio desse ano de 2025. No dia 22 de maio seguinte, o novo Vigário de Cristo confirmou a eleição do padre Beat Grögli, pároco da catedral da diocese de St. Gallen, na Suíça(1). De acordo com os termos de uma concordata assinada em 1845 entre a Santa Sé e a Igreja Católica no estado suíço, o Bispo de St. Gallen é escolhido pelo Capítulo da catedral com a participação do colégio católico local, uma espécie de parlamento eclesiástico eleito pelos católicos da diocese e também composto por leigos. A Santa Sé pode então confirmar ou invalidar a eleição do bispo, o que, segundo a eclesiologia do Código de 1917, equivale a investir este bispo eleito com seu poder de jurisdição, mesmo antes de receber a sagração episcopal. O mesmo acontece com o bispo de uma igreja particular, seguindo o exemplo do Papa: o bispo recém-eleito, designado como tal para ser investido de seu poder, recebe seu poder diretamente de Cristo pelo próprio fato de aceitar sua eleição, no caso do Papa, e o recebe diretamente do Papa pelo próprio fato de que este último confirma sua eleição, no caso do bispo diocesano de uma igreja particular. Em ambos os casos, a atribuição do poder de jurisdição permanece independente da atribuição do poder de ordem, que ocorre com a consagração episcopal.

Um exemplo histórico atesta esse fato: o cardeal Ottobone Fieschi, sobrinho do Papa Inocêncio IV, foi eleito 186º sucessor de Pedro em 11 de julho de 1276, para substituir o beato Inocêncio V. Ele seria Papa somente até 18 de agosto, data de seu falecimento. E fez isso sem ter recebido a sagração episcopal e nem mesmo a ordenação sacerdotal, permanecendo como um simples diácono durante os 39 dias de seu pontificado. Continuar lendo →

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – JUNHO/25

Sagrado Coração de Jesus « Apostolado da Oração Brasil - MEJ

Caros fiéis,

Há 350 anos, em 13 de junho de 1675, uma das grandes aparições de Cristo ocorreu a uma freira da Visitação de Paray-Le-Monial. Essas aparições haviam começado em 27 de dezembro de 1673. Em 13 de junho, Cristo revelou o seu coração divino à sua serva e queixou se a ela: “Este é o coração que amou tanto os homens, que não poupou nada a ponto de ser exaurido e consumido para mostrar-lhes o seu amor”.

A irmã Margarida-Maria Alacoque foi escolhida para transmitir o desejo do Sagrado Coração de ser honrado com esse título e de reinar sobre as almas e as sociedades por meio de seu coração adorável e misericordioso. A devoção ao Sagrado Coração já existia na Igreja, mas a partir de então se espalhou por todo o mundo, incentivada pelos papas. Em agosto de 1856, Pio IX instituiu a festa do Sagrado Coração para toda Igreja.

Para entender melhor essa devoção, vamos relembrar os diferentes significados da palavra coração, e que nos leva a distinguir em Jesus: o coração de carne, que é o órgão em si; o coração simbólico, o órgão emblemático do amor; o coração metafórico, expressão para designar o amor, que é o amor sem nenhuma ligação com o órgão material. Continuar lendo →

ESPECIAL DO BLOG: AS SAGRAÇÕES DA FSSPX

AS SAGRAÇÕES NA FSSPX – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX | DOMINUS EST

Em mais uma Operação Memória de nosso blog, colocamos alguns textos sobre as Sagrações Episcopais da FSSPX.

D. LEFEBVRE: UM BISPO NA TORMENTA – Documentário obrigatório para entender os acontecimentos da época e também os atuais

ESTUDOS TEOLÓGICOS E CANÔNICOS

AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?

AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988 PREJUDICARAM UM ELEMENTO ESSENCIAL DA FÉ CATÓLICA: A UNIDADE DA IGREJA?

AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI

UMA LEITURA CUIDADOSA? SOBRE AS FUTURAS SAGRAÇÕES NA FSSPX

COM OU SEM MANDATO? SOBRE AS FUTURAS SAGRAÇÕES NA FSSPX

AS SAGRAÇÕES NA FSSPX

AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1° DE JULHO DE 2026 – PELO PE. GLEIZE

ESTUDO TEOLÓGICO DAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988

O ESTADO DE NECESSIDADE

ESTUDO TEOLÓGICO DO JORNAL SI SI NO NO – Parte I, Parte II – ESTUDO CANÔNICO – Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5

ANÁLISE CANÔNICA: O DECRETO DDF DE 2026 SOBRE A FSSPX

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OS NÚMEROS DAS SAGRAÇOES EM ÉCÔNE

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PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA DA FRATERNIDADE SÃO PIO X PARA ESCLARECER AS ALMAS CONFRONTADAS COM OS ERROS MODERNOS

SERMÃO DO PE. PAGLIARANI NAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DA FSSPX

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A “EXCOMUNHÃO” DO ABSURDO (E O RIDÍCULO DOS “CONSERVADORES DE INTERNET”)

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APÓS AS SAGRAÇÕES, D. GÄNSWEIN ACUSA A FSSPX DE PROTESTANTISMO: UMA RESPOSTA PONTO A PONTO.

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ISSO É MUITO DOLOROSO PARA NÓS…

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AMANHÃ, EXCOMUNHÃO!

POR QUE A CONFUSÃO COMUNICATIVA-DOUTRINÁRIA DO VATICANO (E DOS NEOCONSERVADORES) COLOCOU A FSSPX EM UMA SITUAÇÃO EM QUE ELA SÓ TEM A GANHAR?

PADRE MURR, ANTIGO COLABORADOR DO CARDEAL GAGNON, TAMBÉM SE PRONUNCIA: “A SAGRAÇÃO DOS BISPOS DA FSSPX ESTÁ TOTALMENTE CORRETA.”

MONS. SCHNEIDER EXPÕE A “QUESTÃO CENTRAL” NO DEBATE SOBRE AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DA FSSPX

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OS BRASÕES E LEMAS DOS FUTUROS BISPOS

EXCOMUNHÃO NUCLEAR – SERMÃO DO PE. PAUL ROBINSON, FSSPX

VÍDEO/CURSO 13 – AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS

O ARCEBISPO DE BOURGES DIANTE DAS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO – PELO PE. JEAN MICHEL GLEIZE, FSSPX – PARTE 1 E PARTE 2

ROMA CONDENA CANONICAMENTE, MAS SE CALA DOUTRINALMENTE 

NÃO HÁ UNIDADE NA AMBIGUIDADE 

QUAL A CREDIBILIDADE DOUTRINAL E A AUTORIDADE MORAL DO CARDEAL FERNÁNDEZ?

SÉRIE “CRISE NA IGREJA” – EPISÓDIO 2: ORIGENS – NOMINALISMO E LUTERO

Nesse segundo episódio, o Pe. Wiseman analisa o “Contexto Remoto” da Crise – ou seja, as próprias origens da Crise na Igreja. Começaremos no século XIV com o Nominalismo e, em seguida, passaremos para os erros de Martinho Lutero, como esses dois tópicos estão conectados e qual foi a resposta da Igreja naquela época.

SÉRIE “CRISE NA IGREJA” – EPISÓDIO 1: HÁ UMA CRISE NA IGREJA?

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Iniciam-se hoje as publicações da Série “Crise na Igreja”, que será disponibilizada no Canal da FSSPX no Youtube.

Obra da FSSPX americana, a série “Crisis” trata da atual crise de fé na Igreja. São dezenas de episódio que analisam a história, os antecedentes, os fato e as consequências do caos que a Igreja enfrente no século XXI.

Nesse primeiro episódio, o Pe. McFarland, FSSPX discorre que não podemos falar sobre essa crise a menos que determinemos exatamente se há ou não uma crise de fato. E, embora isso possa ser bastante óbvio, analisaremos maneiras específicas e sintomas distintos dessa crise que é o maior desafio que a Igreja Católica já enfrentou.

ESSES CATÓLICOS QUERIAM UMA RELIGIÃO, ENTÃO SE TORNARAM PROTESTANTES

À luz da doutrina de Leão XIII, faz-se urgente o retorno ao objetivo principal da Igreja, a salvação das almas. 

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Os acontecimentos atuais na Igreja convidam-nos a refletir a figura e o ensinamento do Papa Leão XIII, cuja solicitude em questões sociais, ilustrada pela Encíclica Rerum novarum (1891), é frequentemente evocada por seu atual sucessor. No entanto, o rico ensinamento doutrinário do predecessor direto de São Pio X diz respeito a muitas outras áreas da doutrina católica, em particular sobre a questão da Igreja, conforme discutido na Encíclica Satis cognitum (29 de junho de 1896) sobre a unidade da Igreja.

Ora, sendo a Igreja a extensão da obra do Salvador, a melhor maneira de explicar sua unidade é especificar seu propósito:

Como a missão divina [de Jesus Cristo] deveria ser duradoura e perpétua, fez discípulos aos quais transmitiu Seu poder e, tendo enviado sobre eles do céu “o Espírito da verdade”, ordenou-lhes que fossem por toda a Terra e pregassem fielmente a todas as nações o que Ele mesmo havia ensinado e prescrito, para que, professando Sua doutrina e obedecendo a Suas leis, a humanidade pudesse adquirir santidade na Terra e, no céu, felicidade eterna.

Este é o plano segundo o qual a Igreja foi constituída, estes são os princípios que presidiram ao seu nascimento.

O papel da Igreja é, portanto, conduzir as almas à santidade aqui na terra e ao céu no futuro. Essa é a tarefa principal, e o trabalho de civilização, pacificação e preocupação com os problemas terrenos decorrem espontaneamente dela, embora sejam tarefas secundárias. A missão principal é evangelizar, transmitir a fé, porque “quem crer e for batizado será salvo; quem não crer será condenado” (1). Continuar lendo →

IGREJAS A VENDA NA FRANÇA

Todos os anos, na França, de 10 a 15 igrejas são desconsagradas e colocadas à venda. Este ano, as pessoas podem adquirir uma igreja neogótica perto de Clermont-Ferrand por € 380.000, uma antiga basílica listada como Monumento Histórico, a 15 minutos de Poitiers por € 950.000, uma igreja do século XVII – também listada – em uma ilha no Loire por € 100.000, uma igreja do início do século XX na Bretanha por € 330.000 e a capela do antigo convento carmelita em Niort por € 220.000.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

E a diocese de Nancy-Toul colocou à venda a igreja de Notre-Dame-de-Franchepré em Joeuf, onde o prefeito planeja transformar em um museu do futebol, em homenagem a Michel Platini, famoso ex-jogador de futebol local.

A diocese de Arras está vendendo a igreja de Saint-Edouard, em Lens, e a imobiliária responsável pela transação publicou um anúncio no site Leboncoin. Construída no início do século 20 para uma população de mineiros, a igreja está listada como Monumento Histórico desde 2009, mas é apresentada como uma propriedade comum: “Casa à venda, 4 cômodos, 539 m2 – €362.500. Igreja com uma localização ideal, oferecendo uma série de possibilidades.” “Deixe sua imaginação correr solta com esta propriedade raríssima à venda.” 

O bispado está tentando tranquilizar os católicos que estão legitimamente chocados com a venda de uma igreja: será proibido realizar qualquer atividade contrária à moralidade no local, como uma casa de espetáculos, uma discoteca ou um salão de jogos… A igreja de Saint-Edouard agora tem apenas um punhado de fiéis e sua manutenção é muito cara. Continuar lendo →

“DES”ORDEM SACRAMENTAL

A ordem dos sacramentos entre si é muitas vezes ignorada na prática contemporânea. 

Fonte: Apostol, maio 2025 – Tradução: Dominus Est

Na Páscoa deste ano, novamente, os batismos de adultos e adolescentes aumentaram de forma exponencial. Essa é, sem dúvida, uma boa notícia, mas também reflete (como não é novidade) uma profunda descristianização do país (e, correlativamente, uma queda não menos espetacular no número de batismos de bebês), mas que também mostra que a graça de Jesus Cristo continua a trabalhar nos corações e que a fé católica não disse a sua última palavra, especialmente porque precisamos acrescentar a esses recém-batizados aqueles que, embora já batizados, estão agora chegando à fé e à Igreja porque não foram ensinados por suas famílias e/ou paróquias. A Igreja Católica na França poderia, portanto, encontrar um novo impulso se esses batismos fossem suficientemente bem-preparados e acompanhados.

Mas nada é menos certo: alguns tipos de relatórios (que, reconhecidamente, não têm a precisão e o rigor das estatísticas) mostram que o sacramento do batismo, às vezes, é conferido fora de qualquer lógica sacramental. Por exemplo: o matrimônio católico nem sempre é exigido daqueles que, embora já vivam como casal, solicitam o batismo ou a crisma. Muito frequentemente, a participação na Missa dominical não é condição sine qua non para quem pede o batismo, como se a lei da Igreja – ainda em vigor – não expressasse o vínculo essencial entre o batismo e a Eucaristia, com o batismo encontrando sua realização na comunhão na Missa e a Missa dominical fornecendo o alimento indispensável que permite que o batismo se fortaleça, floresça e dê frutos. Continuar lendo →

O ENCONTRO DE DUAS GERAÇÕES

O encontro entre o menino Jesus, com 40 dias de vida, e o velho Simeão no Templo de Jerusalém é, provavelmente, o único encontro no Evangelho que reúne duas idades tão extremas.

Fonte: Apostolo n°192 – Tradução: Dominus Est

A liturgia de 2 de fevereiro, que comemora esse evento, reflete sobre ele da seguinte forma: “O santo velho carregava o Menino, mas o Menino dirigia o ancião”. O velho concentra e resume em si a Lei e os Profetas: é um homem justo, fiel aos mandamentos de Deus; vive na expectativa do Salvador de Israel e, sob a inspiração do Espírito, anuncia o Salvador prometido. Quando Simeão carrega o Menino nos braços, acolhe o Messias, há muito aguardado e esperado, por milhares de anos, por todo um povo. E se o Menino, por sua vez, conduz o ancião, é por meio da Vida de Deus, como uma fonte jorrante, que o Menino Jesus traz consigo.

Embora esse encontro no Templo de Jerusalém represente a passagem da Antiga Aliança para a Nova, ela também representa a transição de uma geração para a seguinte. O ancião acolhe o recém-nascido e carrega-o, nos braços e em seu coração, com vistas ao futuro; a criança, com o frescor e a esperança de uma nova vida que carrega dentro de si, dá uma segunda juventude aos mais velhos. Continuar lendo →

A IGREJA É SEMPRE BELA AOS OLHOS DE QUEM A AMA

Como a Igreja é bela e digna de ser amada! A Igreja brota de uma eternidade de glória em Deus para aí retornar e reencontrar uma glória que não tinha e que adquiriu em Jesus Cristo ao morrer em obediência à caridade. 

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Ela é bela e gloriosa como Maria e digna de ser amada como ela. É por meio dela que somos salvos. Foi sua obediência à caridade que nos abriu as portas da salvação. É a obediência a Maria, ecoando a de Jesus Cristo, é a obediência de toda a Igreja que nos abre as portas da glória. 

Devemos amar a Igreja, sempre bela e gloriosa por trás das desfigurações que a malícia ou a fraqueza de seus filhos lhe infligem. Devemos amá-la com o mesmo amor que nos atrai a Jesus Cristo, pois ela é seu Corpo: sem dúvida, somos comovidos pelos sofrimentos de Jesus Cristo, como a Paixão da Igreja não poderia nos comover? Como a Paixão da Igreja poderia nos distanciar dela? Pelo contrário, devemos amá-la ainda mais porque ela sofre e está desfigurada, porque parece perdida, porque não podemos mais ouvir sua voz eterna, não podemos mais ver seu brilho reconfortante, ela parece adormecida, invadida pela morte, entregue ao príncipe deste mundo. 

Devemos amar e acreditar na Igreja, aprender a ver sua face divina e imutável por trás dos pecadores que a compõem. Creiam na Igreja e façam-na viver, orgulhosos e felizes por serem seus filhos. Continuar lendo →

UM PADRE MORREU

Alguns vão chorar… mas, eu invejo esse padre que acaba de celebrar sua última Missa.

Fonte: La Part des Anges – Tradução: Dominus Est

Ao visitar um cemitério antigo, aproxime-se da grande cruz no centro. Olhe ao seu redor. O túmulo mais mal-cuidado, aquele que não tem flores e parece esquecido, é o de um padre. No dia de seu funeral, o número de pessoas presentes era inversamente proporcional ao número de anos que ele havia passado nesta terra.

Ontem, um padre morreu. O Pe. Simoulin morreu (*). Ele foi nosso capelão em Romagne por vários anos, há muito tempo, e o pastor de nossas almas.

Alguns vão chorar… mas eu invejo esse padre que acabou de celebrar sua última Missa. Noli tangere Christos meos… Christos meos, o sacerdote é o ungido de Jesus, ele pertence a Ele, sua vida pertence a Ele. Ele é seu ungido por toda a eternidade.

A grande ideia que explica e domina a vida de um sacerdote é ser para Jesus uma humanidade além para continuar a obra redentora. Para esse homem, a ação sacerdotal foi uma longa morte para si mesmo, e sua morte foi, muito mais do que sua própria vida, uma ação sacerdotal, um sacrifício, a consumação de todos os seus sonhos, a doação total de si mesmo, superior à santidade e ao valor redentor de sua vida. Continuar lendo →