Sermão proferido por ocasião do XXV Domingo depois de Pentecostes (VI depois da Epifania – Trasnferido) no Priorado São Pio X de Lisboa (14/11/21)
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MISSA DO XXV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES (VI DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA – TRANSFERIDO), DIRETO DA FORMAÇÃO MJCB 2021
FORMAÇÃO PARA AS FAMÍLIAS 2022
11/11/2013 – HÁ 8 ANOS, A PRIMEIRA MISSA DA FSSPX EM RIBEIRÃO

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Hoje comemoramos 8 anos da primeira Missa rezada pela FSSPX em Ribeirão.
Uma história que começou com um grupo de alguns amigos estudando sobre a Tradição lá em 2005 e que, por desígnios de Deus, apenas em 2013 chegou à FSSPX, após o desastre da experiência das Missas Summorum Pontificum na cidade. Quanta história, quanto aprendizado….!!!
Naquela data, uma segunda feira, recebíamos o Pe. Rodolfo (autorizado pelo Pe. Maret, Prior de São Paulo, na época) para nossa primeira Missa da Missão da FSSPX em Ribeirão Preto.
Agradecemos a Deus por tantos benefícios que nos tem dado nesses anos e pedimos a todos que puderem, que rezem 3 Ave-Marias com as seguintes intenções: 1 pela Missão e fiéis da FSSPX em Ribeirão, 1 por toda a obra da FSSPX, e 1 por todos os sacerdotes da FSSPX, que sabemos não medirem esforços para atender a quem os procuram.
ATENÇÃO!!! TRANSMISSÃO AO VIVO FORMAÇÃO 2021: DIFICULDADES MORAIS DA VIDA MODERNA
A Formação é uma jornada de palestras realizada uma vez por ano, presencialmente. Nela, são tratados temas de doutrina e espiritualidade – por exemplo, sobre a Missa Nova (2019), a vida espiritual (2018), as seitas no Brasil (2017), etc. Este ano tem como tema: Dificuldades Morais da Vida Moderna.
Devido às restrições atuais, o número de vagas para a participação presencial na Formação de 2021 ficou bastante reduzido. Além disso, todos os anos muitas pessoas deixam de participar por conta da distância e dos custos de viagem envolvidos.
Pensando nisso, tal como no ano anterior, ofereceremos a oportunidade de participação a distância da Formação, com transmissão ao vivo de todas as conferências durante os três dias de evento.
Como funciona o acesso?
Quando seu pagamento for confirmado, você receberá instruções de acesso por e-mail.
Importante:
- O acesso ao evento é pessoal e intransferível. Não é permitido compartilhar seus dados de acesso com terceiros (o sistema bloqueia)
- Uma família pode assistir, junta, ao evento usando o mesmo login, desde que no mesmo computador
- Se você não puder assistir ao vivo, não se preocupe: a gravação de cada conferência ficará disponível para assistir assim que cada transmissão for encerrada.
A MISSA NOVA DE PAULO VI É UM SACRIFÍCIO? PARTE 2

Afirmar – como fizeram os promotores da Missa Nova – que a liturgia do Ofertório é uma adição inútil, imputável a uma certa teologia pós-tridentina, é não compreender nada da profunda realidade da Missa Católica.
Fonte: Courrier de Rome n ° 645 – Tradução: Dominus Est
A definição de sacrifício está indicada no seu devido lugar(1) por Santo Tomás, de acordo com as quatro causas: a causa material é a oferta de uma coisa sensível; a causa final é que esta oferta é feita somente a Deus para expressar sua soberania absoluta e nossa sujeição como criaturas, uma expressão que, por sua vez, é concretizada de acordo com os quatro fins particulares, que são: adoração, ação de graças, impetração e satisfação. A causa formal é que esse reconhecimento da soberania divina é significado na medida em que a coisa oferecida é submetida a uma certa transformação; a causa eficiente é um ministro legítimo mandatado por Deus e que é sacerdote no sentido próprio.
2 – De fato, só há um sacrifício aceito por Deus, que é o ato da Paixão de Cristo. De tal modo que este não foi apenas um sacrifício real, mas também o único sacrifício, o único que Deus quis e tal como Ele o quis segundo uma livre vontade que só a Revelação nos dá a conhecer. Os demais sacrifícios são apenas análogos, quer para simbolizar antecipadamente segundo o modo figurativo, como os da antiga Aliança, ou para torná-lo novamente presente segundo o modo sacramental, como o da Missa. O sacrifício da Missa, entendido como sacrifício no sentido próprio é, portanto, a oferta de Cristo imolado. Deve ser definido: 1) primeiramente, como uma oferta, e uma oferta agradável a Deus; 2) segundo, como uma imolação, a de Cristo oferecida a Deus neste estado de imolação. Aqui examinaremos a questão de saber se a Nova Missa de Paulo VI pode ser definida como uma oferta agradável a Deus. Examinaremos mais tarde, em outro artigo, a questão de saber se a Nova Missa de Paulo VI pode ser definida como o ato de uma imolação.
A importância do Ofertório de Missa(2)
3 – “Em suas características específicas”, comenta Da Silveira, “o ofertório da Missa de São Pio V sempre foi um dos principais elementos para distinguir a Missa Católica da Ceia Protestante”(3). É por isso que a supressão das orações do Ofertório, no Novus Ordo, é muito grave, uma vez que é esta supressão que representa uma das partes principais, senão a principal deste distanciamento apontado pela Breve Exame Crítico. Continuar lendo
A QUESTÃO DO MAL – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido no Priorado São Pio X de Lisboa em 07/11/21.
MISSA DO XXIV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES (V DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA – TRANSFERIDO), DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
A MISSA NOVA DE PAULO VI É UM SACRIFÍCIO? PARTE 1
Os protestantes negam, e esta é sua heresia nessa matéria, que a Missa constitui um sacrifício propiciatório. Por conseguinte, é da maior importância verificar se a Institutio generalis enfatiza suficientemente a noção de propiciação.
Fonte: Courrier de Rome n ° 645 – Tradução: Dominus Est
Segundo os ensinamentos do Concílio de Trento (1), a Missa deve ser definida:
- em sua causa final segundo os quatro fins de qualquer ato religioso: louvor ou adoração; ação de graças; propiciação ou valor satisfatório; impetração ou petição.
- em sua causa eficiente segundo o ministro que age “in persona Christi”, que é o sacerdote que recebeu a consagração do sacramento da Ordem.
- em sua essência como sacrifício, isto é, como oferta da imolação incruenta de Cristo realmente presente:
– a causa material é a presença real de Cristo, resultante da dupla transubstanciação;
– a causa formal é a oferta de uma imolação.
2 – Conforme já explicamos(2), esta definição segundo as quatro causas não é negada diretamente pelo Novus Ordo Missae de Paulo VI. É negado indiretamente, através de repetidas omissões que dão lugar a uma mudança de eixo. Por esta razão, a expressão que designa adequadamente essa negação específica é a de um “distanciamento”. Não devemos esquecer que a liturgia, a Missa, é antes de mais nada uma obra de arte, que deve ser julgada e apreciada de acordo com a sua conformidade ou não ao espírito do autor da obra. E para julgar a obra, há de se julgar primeiro uma prática. Podemos sempre alterar as definições, mas não alteramos a prática, a ação (o Ofertório, etc.). É a obra tal como é, mesmo se a definição é alterada, é a obra que deve ser julgada. Ora, essa obra é deficiente, como mostra o Breve Exame Crítico dos Cardeais Ottaviani e Bacci, porque oblitera a essência do que a obra supostamente deveria alcançar: a adesão a Jesus Cristo Salvador e Redentor. Como todas as outras elaborações escritas post-eventum (o Novo Catecismo de 1992 e o Compêndio de 2005, as atualizações de João Paulo II com a Encíclica Ecclesia de eucharistia de 2003 ou de Bento XVI com a Exortação Sacramentum caritatis de 2007), o Preâmbulo da Institutio generalis revisada em 1970 e depois em 2002 foi escrita após a elaboração da Missa, para justificar a Nova Missa, mas ela própria continua a ser uma obra deficiente.
3 – Examinemos aqui o ponto de vista da causa final: o Novus Ordo corresponde à definição católica da Missa, no sentido de que esta definição deve incluir a ideia de um sacrifício que é propiciatório no seu fim? Em outras palavras, o Novus Ordo define a Missa como um “sacrifício”, como entendido pelo Concílio de Trento, do ponto de vista de seu fim? Continuar lendo
“TRADITIONIS CUSTODES”, EM NOME DO CONCÍLIO VATICANO II

Em 8 de setembro de 2021, numerosas personalidades leigas vinculadas à Missa Tradicional redigiram uma Carta aos fiéis de todo o mundo, na qual pedem “ao Papa Francisco que reconsidere sua decisão, revogando a Traditionis custodes e restaurando a plena liberdade de se rezar a Missa Tridentina.”, citando o versículo do Evangelho segundo São Mateus: “Qual de vós dará uma pedra a seu filho, quando este lhe pede pão? “(Mt 7,9)
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Nesta carta, podemos ler: A vontade manifestamente afirmada no Motu Proprio Traditionis Custodes, de 16 de julho de 2021, é a de ver desaparecer da Igreja a celebração da Missa da Tradição da Igreja. Esta decisão enche-nos de consternação.
“Como entender essa ruptura com o Missal tradicional, obra “venerável e ancestral” da “lei da fé”, que santificou tantos povos, tantos missionários e ajudou a fazer tantos santos? Que mal fazem os fiéis que simplesmente desejam rezar como os seus pais e avós o fizeram durante séculos?
“Acaso se pode hoje ignorar que a Missa Tridentina converte muitas almas, atrai grandes assembleias, jovens e fervorosas, suscita muitas vocações, deu origem a seminários, comunidades religiosas, mosteiros, e é a coluna vertebral de inúmeras escolas, obras juvenis, catequeses, retiros espirituais e peregrinações?”
Todas essas considerações espirituais e pastorais são muito corretas, mas é possível evitar a questão doutrinal? A Missa Tridentina pertence à teologia tradicional expressa pelo Concílio de Trento, como escreveram os Cardeais Alfredo Ottaviani e Antonio Bacci em seu Breve Exame Crítico de 1969, denunciando a ambigüidade heterodoxa da Missa Nova:
“O Novus Ordo Missae – considerando-se os novos elementos amplamente suscetíveis a muitas interpretações diferentes que estão nela implícitos ou são tomados como certos – representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão XXII do Concílio de Trento. Os “cânones” do rito definitivamente fixado naquele tempo constituíam uma barreira intransponível contra qualquer tipo de heresia que pudesse atacar a integridade do Mistério.“ Continuar lendo
PADRE PIO E AS ALMAS DO PURGATÓRIO
Na vida do Padre Pio, as manifestações de almas do purgatório eram bastante frequentes. Abaixo encontram-se relatos de dois desses surpreendentes encontros.
Fonte: Le Sainte-Anne n ° 337 – Tradução: Dominus Est
Um morador de rua
Em maio de 1922, estava Padre Pio em seu convento numa noite de inverno, após uma forte nevasca, sentado junto à lareira do salão comunitário, absorto em suas orações, quando um homem idoso, vestindo um casaco antiquado, mas ainda usado pelos camponeses do sul da Itália (na época), sentou-se ao seu lado. Deste homem, Padre Pio declarou: “Eu não conseguia imaginar como ele pôde ter adentrado no convento àquela hora da noite, porque todas as portas estavam fechadas. Eu perguntei a ele: “Quem sois vós? O que o quereis? “
O velho respondeu: “Padre Pio, sou Pietro Di Mauro, filho de Nicola Precoco.” E prosseguiu dizendo: “Morri neste convento em 18 de setembro de 1908, na cela número 4, quando ainda era um hospício. Uma noite, enquanto estava na cama, adormeci com um charuto aceso, que incendiou o colchão e acabei morrendo sufocado e queimado. Ainda estou no purgatório e preciso de uma Santa Missa para ser libertado. Deus me permitiu vir até vós e pedir ajuda”. Continuar lendo
MISSA CANTADA DE TODOS OS SANTOS, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
51 ANOS DA FSSPX

Em 1 de Novembro de 1970, o Bispo de Lausana, Genebra e Friburgo, D. Charrière, reconhece oficialmente a Fraternidade São Pio X, que constitui assim um novo e pequeno ramo alimentado pela Igreja.
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[…]
Reconhecida pela Igreja como Sociedade de vida comum sem votos e como Fraternidade Sacerdotal, nossa Fraternidade está enxertada no tronco da Igreja e toma sua seiva de santificação na mais autêntica tradição da Igreja e nas fontes vivas e puras de sua santidade, de modo parecido a tantas sociedades reconhecidas pela Igreja ao longo dos séculos, e que fizeram crescer e florescer novos ramos, e produzido frutos de santidade que são a honra da Igreja militante e triunfante.
A luta selvagem e injusta levada a cabo contra a Fraternidade por aqueles que se esforçam em corromper as fontes de santificação da Igreja, não faz senão confirmar sua autenticidade. São os sucessores de Caim que querem novamente matar Abel, cujas orações são agradáveis a Deus.
Em tempos normais, a fundação e o desenvolvimento de nossa Fraternidade teriam passado despercebidos em meio de inúmeras sociedades florescentes e fecundas com frutos maravilhosos. Continuar lendo
MISSA DA FESTA DE CRISTO REI, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
MISSA TRIDENTINA EM RIBEIRÃO PRETO – 30 E 31 DE OUTUBRO (FESTA DE CRISTO REI)
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A IMPORTÂNCIA DAS BOAS LEITURAS
OS ERROS DO LAICISMO – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido por ocasião do XXII Domingo depois de Pentecostes, no Priorado São Pio X de Lisboa (24/10/21).
MISSA DO XXII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
SEMINÁRIOS DA FRATERNIDADE SÃO PIO X: ENTRADA DE 118 JOVENS EM 2021

NOVOS SEMINARISTAS EM FLAVIGNY (FRA)
As entradas na Fraternidade São Pio X foram muito animadoras neste ano de 2021. Veja como foram distribuídas nas diversas casas de formação.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Zaitzkofen (Alemanha)
No sábado, 9 de outubro, 9 seminaristas ingressaram no Seminário do Sagrado Coração de Zaitzkofen: 3 do distrito da Alemanha, 1 da Holanda e 5 da Polônia. Nas próximas semanas, outro candidato ingressará no Seminário, vindo da Fraternidade São Josafá (Ucrânia), que será ordenado diácono em Zaitzkofen no verão de 2022, e 1 australiano vindo do seminário de Goulburn.
No dia 28 de setembro 2 irmãos postulantes já haviam entrado, 1 alemão e 1 suíço.
Além disso, 17 candidatos se preparam para entrar no Seminário em 2022: 13 poloneses no Pré-Seminário em Varsóvia, 1 húngaro e 1 letão no Priorado de Jaidhof, 1 dinamarquês em Saarbrücken e 1 alemão em Wangs.
Flavigny (França)
No sábado, 9 de outubro, em Flavigny, entraram 14 seminaristas: 7 franceses, 2 italianos, 2 quenianos, 1 luxemburguês, 1 polonês e 1 suíço.
Além disso, 5 franceses ingressaram no postulado dos Irmãos, um deles vindo do Canadá, e onde é nativo.
Dillwyn – Winona (Estados Unidos)
Em Dillwyn, 25 seminaristas ingressaram no ano de Espiritualidade, enquanto 36 jovens chegaram ao Pré-Seminário e 2 irmãos postulantes ingressaram em Winona.
Salvan – Davao (Suíça – Filipinas)
Cada uma dessas duas casas de formação viu entrar 1 postulante.
Hemisfério sul
Na primavera de 2021, houve 1 entrada no ano de Espiritualidade em Goulburn, enquanto à La Reja chegaram 14 seminaristas, 6 pré-seminaristas e 2 postulantes.
Isso eleva o número de admissões às nossas casas de formação para 118 em 2021.
Deo gratias!
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“Senhor, dai-nos sacerdotes,
Senhor, dai-nos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,
Senhor, dai-nos famílias católicas,
São Pio X, rogai por nós”
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A FSSPX conta atualmente com:
- 3 Bispos
- 684 sacerdotes
- 137 Irmãos
- 200 Irmãs em 28 casas [“Relacionadas” à FSSPX: 183 professas e 14 noviças]. As freiras ajudam em 15 escolas e administram outras 4. Estão presentes também em muitos priorados e em duas residências para idosos em Brémien Notre-Dame, na França, e na Maison Saint-Joseph, na Alemanha.
- 19 Irmãs Missionárias do Quênia
- 80 Oblatas
- 217 Seminaristas e 56 pré-seminaristas
Está presente em 37 países e visita regularmente outros 35.
Mantém:
- 1 Casa Geral
- 14 Distritos e 5 Casas Autônomas
- 4 Conventos Carmelitas
- 6 Seminários
- 167 priorados
- 772 centros de missa
- Mais de 100 escolas (do Ensino Básico ao Médio),
- 2 universidades
- 7 casas de repouso para idosos
- Numerosas Ordens Latinas e Orientais tradicionais amigas em todo o mundo
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Nota do blog 1: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:
- A VOCAÇÃO SACERDOTAL
- TENHO VOCAÇÃO?
- A FORMAÇÃO DE FUTUROS SACERDOTES
- ENQUETE: O QUE MOTIVA OS JOVENS A ENTRAR EM UM SEMINÁRIO DA FSSPX
- SEMINÁRIOS: FORMAÇÃO DE FUTUROS LÍDERES PARA A IGREJA
- NO CORAÇÃO DE UM SEMINÁRIO CATÓLICO
Nota do blog 2: Mais números sobre a FSSPX podem ser vistos clicando aqui.
Nota do blog 3: Mais sobre as Ordens sagradas (maiores e menores) podem ser visto clicando aqui.
Nota do blog 4: Mais sobre os Seminários da FSSPX podem ser vistos clicando aqui.
OS FILHOS DO VATICANO II JÁ NÃO CRÊEM MAIS
Essa é a conclusão do jornal La Croix à leitura de uma pesquisa sobre a relação dos franceses com a religião.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Pela primeira vez, aqueles que respondem positivamente à questão “Você acredita em Deus?” são a minoria. Somente os maiores de 65 anos afirmam, em sua maioria, acreditar em Deus (58%). Nas faixas etárias mais jovens, formadas após a década de 1960, a resposta negativa é que domina. Contudo, a questão era mais ampla, e incluía todas as religiões (54% dos entrevistados acreditam que todas as religiões são iguais).
Não somente a prática, mas o pequeno interesse religioso ainda existente tende a desaparecer: enquanto 38% dos entrevistados mencionam Deus na família, 30% nunca o fazem.
Embora a pesquisa não faça distinção entre religiões, esses números revelam, no entanto, uma profunda tendência que confirma o título dado ao último livro do acadêmico Guillaume Cuchet: O catolicismo ainda tem futuro na França? Esta coleção de artigos fornece outros elementos de análise muito interessantes. Continuar lendo
O NOVO ORDO MISSÆ DE PAULO VI É MAU EM SI MESMO?
O Missal de Paulo VI tornou obscuro e ambíguo o que o Missal de São Pio V havia tornado explícito e esclarecido.
Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX
Fonte: Courrier de Rome n ° 645 – Tradução: Dominus Est
Estado da questão
1 – A avaliação do Novus Ordo Missae feita pela Fraternidade São Pio X retoma as bases do Breve Exame Crítico apresentado ao Papa Paulo VI pelos Cardeais Ottaviani e Bacci. No Prefácio que precede e introduz este Breve Exame, os dois cardeais observam que o novo rito reformado por Paulo VI “representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão 22 do Concílio de Trento. Os “cânones” do rito definitivamente fixado naquele tempo constituíam uma barreira intransponível contra qualquer tipo de heresia que pudesse atacar a integridade do Mistério.” (1).
O Breve Exame Crítico observa esse afastamento do ponto de vista das quatro causas:
- Causa material (a Presença real),
- Causa formal (a natureza sacrificial),
- Causa final (o fim propiciatório)
- Causa eficiente (o sacerdócio do padre).
Esta grave falha obriga-nos a concluir que o novo rito é “mau em si mesmo” e proíbe-nos considerá-lo legítimo e até permite duvidar da validade das celebrações em vários casos.
Objeções em sentido oposto
2 – Esta constatação é negada por todos aqueles que afirmam que o Missal de Paulo VI contém, suficientemente, a expressão da fé católica no que se refere ao mistério da Eucaristia e que o celebrante e os fiéis podem, portanto, adotá-lo não somente de maneira válida, mas também com piedade e proveito espiritual. Continuar lendo
O DEVER DE PERDOAR – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
Sermão proferido por ocasião do XXI Domingo depois de Pentecostes, no Priorado São Pio X de Lisboa.
MISSA DO XXI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
NOSSOS DEVERES PARA COM OS MORIBUNDOS
“Cumprir nossos deveres para com nossos pais e mães é, para nós, uma obrigação constante, mas principalmente em suas doenças graves e perigosas. É então que devemos fazer tudo quanto necessário para que não sejam privados da confissão e dos outros sacramentos que os cristãos são obrigados a receber na aproximação da morte” (Catecismo de Trento, sobre o 4 e mandamento).
Fonte: Le Carillon n° 200 – Tradução: Dominus Est
É, portanto, natural para um cristão se preocupar em garantir a seus próximos a assistência dos sacramentos durante toda a vida, especialmente na proximidade da morte. Infelizmente, em nossa sociedade dominada pela onda da secularização, não há família que não se preocupe com um de seus membros, ou mesmo com um amigo, que persiste na descrença. Mas, felizmente, quantos sacerdotes puderam testemunhar que, chamados à cabeceira de um moribundo por familiares preocupados, conseguiram reconciliar o pecador com Deus e ver o bom ladrão adormecer no Senhor!
Contudo, não se deve permitir que uma má compreensão do modo como agem os sacramentos prive dos seus frutos esta considerável boa vontade. O catecismo nos ensina isso: os sacramentos sempre concedem a graça, conquanto que os recebamos com as disposições necessárias. Não digamos a nós mesmos: Padre pode tudo, uma vez que se encontre ao lado do irmão que sofre, tudo está garantido! Não, ele só poderá administrar os sacramentos se se apresentar as disposições necessárias, que o padre pode tentar suscitar com a sua palavra, com sua oração, mas que não pode suprir se aquele a quem foi chamado não as quiser. Continuar lendo
OS “GUARDIÕES DA TRADIÇÃO” E A “ALEGRIA DO AMOR”

Em 2016, o Papa Francisco publicou a Exortação pós-sinodal Amoris lætitia na qual concedeu – caso a caso – o acesso à comunhão eucarística aos divorciados “recasados”, que não têm direito a ela segundo a imutável moral da Igreja Católica.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Em 2021, ele [Papa Francisco] publicou o Motu proprio Traditionis custodes, cujas condições draconianas visam restringir, ao máximo, o direito dos fiéis à Missa de sempre, na esperança de que um dia esse direito seja extinto por completo.
De um lado, existe um pseudo-direito à comunhão garantido pela “misericórdia pastoral”; de outro, um verdadeiro direito à Missa de sempre, reduzida e praticamente negada em nome da “unidade da Igreja“, comprometida pela falta de submissão ao magistério conciliar cuja Nova Missa afirma pertencer.
De um lado, uma extrema solicitude para com as “periferias da Igreja”; de outro, uma severidade absoluta em relação aos que estão ligados ao Santo Sacrifício da Missa, e que, seguindo os cardeais Ottaviani e Bacci – em seu Breve exame crítico do Novus Ordo Missæ (1969) – afirmam que a Missa de Paulo VI “representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um impressionante afastamento da teologia católica da santa missa, conforme formulada na Sessão XXII do Concílio de Trento. Os “Canones” do rito, definitivamente fixados naquele tempo, proporcionavam uma intransponível barreira contra qualquer heresia dirigida contra a integridade do Mistério”. Continuar lendo
TONSURA, ORDENS MENORES E SUBDIACONATO EM LA REJA (2021)
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Em 9 de outubro de 2021, D. Bernard Fellay celebrou a Missa Pontifícal durante a qual conferiu a Tonsura, bem como as ordenações às Ordens Menores e ao Subdiaconato.
Neste belo dia 9 de outubro, o Seminário Nuestra Señora Corredentora de La Reja recebeu uma rica cerimônia: 13 seminaristas de quatro anos diferentes receberam ordens de S.E.R. D. Bernard Fellay.
A Tonsura foi conferida a 4 seminaristas do 2º ano: 3 argentinos e 1 nicaraguense.
As primeiras Ordens Menores – Porteiro e Leitor – foram conferidas a 4 seminaristas do 3º ano: 1 argentino, 2 mexicanos e 1 paraguaio.
As segundas Ordens Menores – Exorcista e Acolito – foram conferidas a 3 seminaristas do 4º ano: 2 argentinos e 1 brasileiro.
Por fim, o Subdiaconato foi conferido a 2 seminaristas de 5º ano: 1 argentino e 1 mexicano.
Em sua homilia, o Bispo falou da importância e da antiguidade das Ordens Menores, documentadas desde o ano 250, e que podem, portanto, ser consideradas como de origem apostólica, embora tenham sido eliminadas na prática da Igreja moderna!
Que Deus assegure a perseverança de todos esses jovens levitas e conceda muitas vocações para sua messe.
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“Senhor, dai-nos sacerdotes,
Senhor, dai-nos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,
Senhor, dai-nos famílias católicas,
São Pio X, rogai por nós”
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A FSSPX conta atualmente com:
- 3 Bispos
- 684 sacerdotes
- 137 Irmãos
- 200 Irmãs em 28 casas [“Relacionadas” à FSSPX: 183 professas e 14 noviças]. As freiras ajudam em 15 escolas e administram outras 4. Estão presentes também em muitos priorados e em duas residências para idosos em Brémien Notre-Dame, na França, e na Maison Saint-Joseph, na Alemanha.
- 19 Irmãs Missionárias do Quênia
- 80 Oblatas
- 217 Seminaristas e 56 pré-seminaristas
Está presente em 37 países e visita regularmente outros 35.
Mantém:
- 1 Casa Geral
- 14 Distritos e 5 Casas Autônomas
- 4 Conventos Carmelitas
- 6 Seminários
- 167 priorados
- 772 centros de missa
- Mais de 100 escolas (do Ensino Básico ao Médio),
- 2 universidades
- 7 casas de repouso para idosos
- Numerosas Ordens Latinas e Orientais tradicionais amigas em todo o mundo
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Nota do blog 1: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:
- A VOCAÇÃO SACERDOTAL
- TENHO VOCAÇÃO?
- A FORMAÇÃO DE FUTUROS SACERDOTES
- ENQUETE: O QUE MOTIVA OS JOVENS A ENTRAR EM UM SEMINÁRIO DA FSSPX
- SEMINÁRIOS: FORMAÇÃO DE FUTUROS LÍDERES PARA A IGREJA
- NO CORAÇÃO DE UM SEMINÁRIO CATÓLICO
Nota do blog 2: Mais números sobre a FSSPX podem ser vistos clicando aqui.
Nota do blog 3: Mais sobre as Ordens sagradas (maiores e menores) podem ser visto clicando aqui.
Nota do blog 4: Mais sobre os Seminários da FSSPX podem ser vistos clicando aqui.
INÍCIO DO ANO LETIVO 2021 NOS SEMINÁRIOS DE FLAVIGNY (FRA) E ZAITZKOFEN (ALE)

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
No sábado, 2 de outubro, o Seminário Santo Cura d’Ars de Flavigny acolheu os novos aspirantes ao sacerdócio, que seguirão sua formação em língua francesa. Ao final do curso de 6 anos – de oração e estudo – serão eles, um dia, ordenados sacerdotes para a eternidade – se Deus quiser. Alguns postulantes também entraram no noviciado dos Irmãos para 3 anos de formação para a vida religiosa.
Diversas nacionalidades estão representadas entre os 19 jovens francófonos que ingressaram em 2021.
Para o Seminário, em vista do sacerdócio:
- 7 franceses
- 2 italianos
- 2 quenianos
- 1 Suíça
- 1 polonês
- 1 luxemburguês
Para o noviciado dos Irmãos:
- 4 franceses
- 1 canadense (Quebec)
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Fonte: FSSPX Alemanha – Tradução: Dominus Est
No sábado, 9 de outubro, 9 seminaristas ingressaram no Seminário do Sagrado Coração de Zaitzkofen: 3 do Distrito alemão, 1 da Holanda e 5 da Polônia. Nas próximas semanas, 1 candidato da Fraternidade de São Josafá, da Ucrânia, se juntará a nós. Ele receberá a ordenação diaconal conosco no verão de 2022 junto a 1 australiano, que será transferido de Goulburn para o seminário de Zaitzkofen.
Em 28 de setembro, ingressaram 2 Irmãos postulantes: 1 alemão e 1 suíço.
Além disso, um total de 17 candidatos estão se preparando para entrar no Seminário em 2022: 13 poloneses no pré-seminário em Varsóvia, 1 húngaro e 1 letão em Jaidhof, 1 dinamarquês em Saarbrücken e 1 alemão em Wangs.
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“Senhor, dai-nos sacerdotes,
Senhor, dai-nos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,
Senhor, dai-nos famílias católicas,
São Pio X, rogai por nós”
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A FSSPX conta atualmente com:
- 3 Bispos
- 684 sacerdotes
- 137 Irmãos
- 200 Irmãs em 28 casas [“Relacionadas” à FSSPX: 183 professas e 14 noviças]. As freiras ajudam em 15 escolas e administram outras 4. Estão presentes também em muitos priorados e em duas residências para idosos em Brémien Notre-Dame, na França, e na Maison Saint-Joseph, na Alemanha.
- 19 Irmãs Missionárias do Quênia
- 80 Oblatas
- 217 Seminaristas e 56 pré-seminaristas
Está presente em 37 países e visita regularmente outros 35.
Mantém:
- 1 Casa Geral
- 14 Distritos e 5 Casas Autônomas
- 4 Conventos Carmelitas
- 6 Seminários
- 167 priorados
- 772 centros de missa
- Mais de 100 escolas (do Ensino Básico ao Médio),
- 2 universidades
- 7 casas de repouso para idosos
- Numerosas Ordens Latinas e Orientais tradicionais amigas em todo o mundo
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Nota do blog 1: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:
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MISSA DA FESTA DE NOSSA SENHORA APARECIDA, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
MISSA DO XX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
A NOVA DEFINIÇÃO DA MISSA SEGUNDO PAULO VI
A forma da Missa nova é a reunião do “povo de Deus”, de modo que a Missa em si passa a ser apenas um acontecimento menor se dando no mesmo local. Esta é a essência da reforma desejada pelo Vaticano II.
Fonte: Courrier de Rome n ° 645 – Tradução: Dominus Est
1 – Em 3 de Abril de 1969, o Papa Paulo VI assinou a Constituição Apostólica Missale Romanum, promulgando o Missal Romano restaurado por decreto do Concílio Vaticano II. Este documento apresenta o Novus Ordo Missæ (abreviado como NOM) acompanhado de uma importante “Apresentação geral” ou Institutio generalis, compreendendo 341 artigos. Em 26 de março de 1970, este novo Missal foi objeto de uma segunda edição, compreendendo em sua “Apresentação Geral” um Preâmbulo e numerosas modificações(1).. A terceira edição deste novo Missal reformado, apresentado em Roma em 22 de março de 2002 e aprovado pelo Papa João Paulo II, é acompanhada por uma nova versão revisada da Apresentação Geral, a Institutio generalis missalis romani, que contém 399 artigos.
2 – Longe de ter sido imposta da noite para o dia na Igreja, o NOM de Paulo VI é fruto de uma longa elaboração. A constituição Sacrosanctum conciliumsobre a liturgia do Concílio Vaticano II pedia por uma reforma no seu nº 50, inspirada numa lógica profunda, claramente afirmada no nº 21: “Nesta reforma, proceda-se quanto aos textos e ritos, de tal modo que eles exprimam com mais clareza as coisas santas que significam, e, quanto possível, o povo cristão possa mais facilmente apreender-lhes o sentido e participar neles por meio de uma celebração plena, ativa e comunitária”. O número 14 já especificava: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Baptismo, um direito e um dever do povo cristão, «raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido» (1 Ped. 2,9; cfr. 2, 4-5)”.
3 – O resultado deste desejo de reforma encontra-se no número 16 da Institutio generalis(2002) do NOM, que define a Missa como “a ação de Cristo e do Povo de Deus hierarquicamente organizado”.
4 – A fim de fornecer uma apreciação, apoiar-nos-emos no Breve Exame Crítico apresentado pelo Cardeal Ottaviani em seu nome e em nome do Cardeal Bacci ao Papa Paulo VI em 3 de setembro de 1969 (abreviado como BEC).
I – A versão de 1969
5 – A definição da Missa encontra-se na primeira edição da Institutio generalis, de 18 de novembro de 1969:
- no nº 2 é definido como o memorial da paixão e ressurreição de Cristo.
- no nº 7: “A Ceia do Senhor, também conhecida como Missa, é uma sinaxe sagrada, ou seja, a reunião do povo de Deus, sob a presidência do sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor. É por isso que a reunião local da Santa Igreja cumpre de modo eminente a promessa de Cristo: “Quando dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu aí estou, no meio deles” (Mt, XVIII, 20).
6 – A missa é formalmente definida como tal. Ela é:
- a reunião dos fiéis (causa formal)
- para celebrar a memória ou a recordação do fato passado da Primeira Ceia (objetivo ou causa final)
- sob a presidência do sacerdote (causa eficiente).
7 – Notemos que é o povo de Deus reunido que celebra; o povo é o agente da celebração: “congregatio populi Dei ad celebrandum”. A presença de Cristo provém (“quare”) desta reunião: é, portanto, a presença espiritual daquele que recordamos, sendo esta memória precisamente a ação do povo que constitui a causa final da reunião. Parece então que o pão e o vinho não são mais do que os símbolos usados por esta reunião para representar aquele de quem nos recordamos.
8 – O BEC dá a seguinte avaliação, em primeiro lugar no que diz respeito à primeira parte: “A definição da Missa é, portanto, reduzida à de uma “ceia”: e reaparece continuamente (nos números 8, 48, 55, 56 do IG). Esta “ceia” é ainda caracterizada como sendo a da assembleia presidida pelo sacerdote; a da assembleia reunida para realizar “o memorial do Senhor”, que recorda o que fez na Quinta-feira Santa. Tudo isso não implica nem a presença real, nem a realidade do sacrifício, nem o caráter sacramental do sacerdote que consagra, nem o valor intrínseco do sacrifício eucarístico independentemente da presença da assembleia”. Do ponto de vista lógico, esta definição que se supõe ser a da Missa não contém nenhum dos elementos essenciais ao definido, como já foi objeto de definição do Magistério. “A omissão, em tal lugar, desses dados dogmáticos, só pode ser voluntária. Tal omissão voluntária significa sua “superação” e, pelo menos na prática, sua negação”.
9 – O BEC assinala que esta nova definição do nº 7 é imediatamente seguida, no nº 8, pela divisão da Missa em duas partes: Liturgia da palavra e Liturgia eucarística. O significado profundo desta divisão é indicado pelo próprio texto da IG, que nos diz que a Missa envolve assim uma dupla preparação: a preparação da “mesa da palavra de Deus” e da “mesa do Corpo de Cristo”, para que os fiéis possam ser “ensinados e restaurados”. “Há aqui”, observa a BEC, “uma assimilação das duas partes da liturgia, como se fossem dois sinais de igual valor simbólico. Assimilação essa que é absolutamente ilegítima”. A divisão da Missa confirma assim a definição da Missa, onde a presença de Cristo já não é a presença real sacramental, mas uma presença espiritual.
10 – Após a definição e divisão, a denominação. “A IG, que constitui a introdução do novo Ordo Missæ, utiliza numerosas expressões para designar a Missa, todas relativamente aceitáveis. Todas devem ser rejeitadas se utilizadas como são, separadamente e em termos absolutos, cada um adquirindo um significado absoluto pelo fato de serem usadas separadamente:
- ação de Cristo e do povo de Deus;
- Ceia do senhor;
- refeição pascal;
- participação comum na mesa do Senhor;
- Oração eucarística;
- Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística.
11 – Podemos concluir: “É evidente que os autores do NOM enfatizaram obsessivamente a Ceia e o memorial que dela é feita, e não a renovação (incruenta) do sacrifício da Cruz. Devemos inclusive observar que a fórmula: “Memorial da Paixão e da Ressurreição do Senhor” não é exata. A missa se refere formalmente apenas ao sacrifício, que é, em si mesmo, redentor; a ressurreição é o seu fruto”. Santo Tomás diz no Adoro Te: “O memoriale mortis Domini”.
II – A versão de 1970
12 – Essa definição foi revisada na segunda edição da Institutio generalis, aquela de 26 de março de 1970. As modificações nela introduzidas “não impõem uma mudança substancial nas observações que fizemos anteriormente sobre a Nova Missa”(2). Não devemos esquecer, de fato, que a Missa é, antes de mais nada, o equivalente a uma obra de arte, ou seja, a uma prática. Sempre podemos mudar a definição sem mudar a prática correspondente. No entanto, é a obra enquanto tal que deve ser julgada, mesmo que sua definição seja alterada. E esta obra é deficiente, como mostra o Breve Exame Crítico dos Cardeais Ottaviani e Bacci, porque oblitera a essência do que a obra pretende alcançar: a adesão a Jesus Cristo Salvador e Redentor. Como todas as outras elaborações escritas pós-evento, o Preâmbulo da IG revisada de 1970 foi escrito após a elaboração da nova Missa, a fim de justificá-la, mas ela própria continua a ser uma obra deficiente. Corrigir o IG não significa que se corrigiu a Missa: corrigir a definição deixando o definido como está não corrige nada.
13 – A definição corrigida da Missa aparece no n ° 7:
“Na Missa ou Ceia do Senhor, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo, para celebrar o memorial do Senhor, ou sacrifício eucarístico. Portanto, esse encontro local da Santa Igreja cumpre de modo eminente a promessa de Cristo: «Quando dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei lá no meio deles» (Mt 18, 20). Com efeito, na celebração da Missa, onde se perpetua o sacrifício da cruz (Concílio de Trento, Sessão XXII, cap. 1; DS 1740; cf. Paulo VI, Profissão de fé, n. 24), Cristo está realmente presente na própria assembleia reunida em seu nome, na pessoa do ministro, em sua palavra e também, substancial e continuamente, sob as espécies eucarísticas (Paulo VI, Mysterium fidei)”.
14 – Essa nova definição é menos abertamente modernista. Mas a parte ortodoxa nesta definição não consegue eliminar o modernismo que se aproveita do equívoco(3). “Sempre há ambiguidades e desvios que não são pequenos”(4).
15 – A definição diz que “Na Missa ou Ceia do Senhor, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do sacerdote que representa a pessoa de Cristo, para celebrar o memorial do Senhor ou o sacrifício eucarístico”. Existem cinco coisas a distinguir nesta frase.
- O sujeito lógico do qual falamos e ao qual atribuiremos o predicado é o “povo de Deus”;
- O que é dito sobre este povo de Deus? O povo de Deus é “convocado e reunido“.
- A causa final desta forma: “celebrar a memória do Senhor ou o sacrifício eucarístico”.
- A causa eficiente que conforma esta questão: “sob a presidência do sacerdote que representa a pessoa de Cristo”.
- Por fim, ao dizer “na missa”, é enunciada uma circunstância de acordo com o lugar.
16 – A forma da Missa nova é a reunião do “povo de Deus”, de modo que a Missa em si passa a ser apenas um acontecimento menor se dando no mesmo local. Aquilo de que se fala, aquilo que será informado e determinado por um predicável não é a Missa, mas ocorre no que é chamado de Missa. A Missa é o lugar apropriado para a reunião do povo de Deus. A primeira versão de 1969 afirmava essa heresia de forma muito mais clara. Nesta segunda versão de 1970 a heresia é mais ambígua. Passou de “Missa é a reunião do povo de Deus” para “na Missa, o povo de Deus está reunido”.
17 – O erro mais grave consiste em manter aqui a afirmação inalterada da primeira versão de 1969, segundo a qual é precisamente o povo como um todo que celebra o memorial do Senhor ou o sacrifício eucarístico. Porque é o que sempre se diz, sem qualquer modificação: “In Missa […] populus Deiin unum convocatur […] ad memoriale Domini seu sacrificium eucharisticum celebrandum”. A palavra “celebrandum” tem aqui, como em 1969, sempre o “populus Dei” por sujeito e, portanto, por agente. E aí reside a essência da reforma desejada pelo Concílio Vaticano II.
Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX
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INDICAMOS TAMBÉM A LEITURA DO TEXTO MISSA NOVA: UM CASO DE CONSCIÊNCIA
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Notas:
- Estas foram analisadas no capítulo IV do livro de Arnaldo Xavier da Silveira, “La Nouvelle Messe de Paul VI, qu’en penser?”Editions de Chiré, Diffusion de la Pensée Française, 1975, p. 99 e seguintes.
- Arnaldo Xavier Da Silveira, “La Nouvelle Messe de Paul VI, qu’en penser?”Editions de Chiré, Diffusion de la Pensée Française, 1975, p. 100-101.
- Mons. Lefebvre, A Missa de sempre, textos compilados pelo Pe. Troadec, Clovis, 2005, p. 318-319. Publicado no Brasil pela Editora São Pio X, 2019.
- Arnaldo Xavier Da Silveira, “La Nouvelle Messe de Paul VI, qu’en penser?”Editions de Chiré, Diffusion de la Pensée Française, 1975, p. 117.









