MEDITAÇÕES PARA O TEMPO DO ADVENTO

Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo - Imagens, ícones, fotos, pinturas,  vitrais

Clique nos links abaixo para ler os textos do Pe. D. Mézard, retiradas das obras de Santo Tomás

A IMENSIDÃO DO AMOR DE DEUS

A CONVENIÊNCIA DA ENCARNAÇÃO

DA NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO – PARTE 1

DA NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO – PARTE 2

DA NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO QUANTO À SATISFAÇÃO SUFICIENTE PELO PECADO

TU SERÁS CHAMADO CEFAS, QUE QUER DIZER PEDRA (PEDRO)

André, irmão de Simão Pedro, foi um dos dois que ouviram as palavras de João Batista e o seguiram, de acordo com o Evangelho de São João. E, tendo encontrado primeiro seu irmão Simão, disse-lhe: Encontramos o Messias”. Ele levou-o a Jesus que fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas, que quer dizer, Pedra.”

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

E Simão não diz nada. A cena é impressionante. Foi a graça que acabou de abrir os olhos do seu espírito para torná-lo capaz de ver quem lhe falava naquele momento. Foi a graça que tocou seu coração e o tornou sensível à influência dos maravilhosos encantos da Beleza de Cristo. 

Temos um pouco de dificuldade em imaginar a extraordinária ascendência do divino Mestre: uma espécie de magnetismo que emanava de toda a sua pessoa e que explica tanto a autoridade que mudou o nome de Simão, quanto essa atração que subjuga Pedro (Pedra).

Primeiro, a sua autoridade… Bastou que ele olhasse para Simão. As palavras que se seguem, o novo nome que lhe dá desde o primeiro encontro, implicam um programa definido que Cristo executará… Simão, tu serás a pedra sobre a qual edificarei a minha Igreja. Desde o início Jesus sabia para onde estava indo, sabia o que estava fazendo. Ele não é vítima dos acontecimentos… exceto uma vez, quando Nossa Senhora antecipou sua sua hora em Caná. Mas ela agora é a “Mulher”. Continuar lendo

ÚLTIMO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O FIM DO MUNDO E O PROCEDIMENTO DOS BONS CATÓLICOS EM TEMPO DE PERSEGUIÇÃO

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21 DE NOVEMBRO: 1974 – 2024, PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX

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Fonte: Courrier de Rome n°678 – Tradução: Dominus Est

1. 2024 é o ano do cinquentenário da Declaração de 21 de novembro de 1974, na qual Dom Lefebvre inscrevia em letras douradas as razões profundas da atitude sempre seguida pela Fraternidade São Pio X, no contexto do pós Vaticano II. Estas razões são as seguintes: a obediência aos ensinamentos do Magistério; a rejeição aos erros contrários a estes ensinamentos, tais como vieram à luz no Vaticano II e posteriormente; a resistência aos atos dos representantes da autoridade na Igreja, quando estas impõem estes erros.

2. A razão mais profunda de todas, razão fundamental que se encontra no princípio de todas as demais, é a obediência que os ensinamentos e as diretivas do Magistério eclesiástico prescreve a todo católico, Magistério confiado por Nosso Senhor ao Apóstolo São Pedro e, através dele, a todos aqueles que lhe sucedem na Sé de Roma. “Aderimos”, declara, então, Dom Lefebvre, “de todo o nosso coração, de toda a nossa alma à Roma eterna, mestra de sabedoria e verdade”. Com efeito, essa obediência é a condição absolutamente necessária à profissão da fé salutar. Ora, se a fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infusa e recebida com a graça do batismo, seu exercício depende de seu objeto, e é o Magistério instituído por Cristo que deve nos indicá-lo, em nome de Deus, declarando-nos com autoridade quais são as verdades que se impõem ao ato de nossa fé. Ainda como recorda Pio XII em 1950, “esse Magistério, em matéria de foi e de costumes, deve ser a regra próxima e universal de verdade para todo teólogo, visto que o Senhor lhe confiou o depósito da fé – as Sagradas Escrituras e a divina Tradição – para conservá-lo, defendê-lo e interpretá-lo”(1). Continuar lendo

TERRIBILIS: ESTA CASA DE DEUS

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Fonte: SSPX Great Britain – Tradução: Dominus Est

No livro de Gênesis, Jacó está fugindo de seu irmão Esaú e tem um sonho maravilhoso de uma escada que se estendia da terra até o céu, com anjos subindo e descendo. Ao acordar, ele pronunciou estas palavras profundas:

Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E cheio de pavor disse: Quão terrível é este lugar! não há aqui outra coisa senão a casa de Deus, e a porta do céu. (Gn 28,17)

Estas são palavras que podem sair dos nossos lábios ao entrarmos em uma igreja majestosa, ao contemplarmos com admiração as colunas imponentes, os vitrais requintados e ​​outros inúmeros e inestimáveis ​​tesouros reservados para o serviço do Deus Todo-Poderoso. São as palavras que a Santa Madre Igreja escolhe para rezar no Intróito da dedicação de uma igreja, para lembrar seus fiéis da dignidade do edifício da igreja.

A igreja não é uma habitação terrena. Ela é verdadeiramente a casa de Deus. É por isso que consagramos igrejas quando podemos – elas são reservadas como algo sagrado, para serem usadas apenas por Deus como Sua morada enquanto o edifício humano estiver de pé. Somos constantemente lembrados do céu quando estamos em uma igreja, seja pela altura do teto, pela grandiosidade das vistas, pelo esplendor dos sons, pelo doce odor do incenso celestial, ou mesmo pelo sabor do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia. Todos os nossos sentidos, por mais enfraquecidos ou reprimidos pelos pecados e maus hábitos, são elevados e nutridos, encorajados e revigorados, preparados e fortificados para retornar à escuridão exterior do mundo e levar a ele um pouco daquela Presença e Luz celestiais. Continuar lendo

OS TRÊS CREDOS

Depois do sermão do domingo, e das grandes solenidades, a Liturgia nos leva a cantar o Credo como conclusão da missa dos catecúmenos, ou Ante Missa. O Credo (creio) é um formulário que resume as principais verdades que se deve crer para ser salvo. A Antiguidade conheceu vários símbolos ou resumos de nossa fé.

Fonte: FSSPX Distrito de Benelux – Tradução: Dominus Est

Os três Credos utilizados na Liturgia

O primeiro é o Símbolo dos Apóstolos que recitamos antes do Terço, por exemplo. Esse símbolo dos apóstolos é o mais antigo e remonta às origens da Igreja. O segundo símbolo é o de Santo Atanásio, que os padres professam na recitação do breviário, no dia da festa da Santíssima Trindade (domingo depois de Pentecostes). Enfim, o terceiro símbolo é o de Niceia-Constantinopla. Para combater a heresia proferida por Arius que negava a divindade de Cristo, o concílio ecumênico de Niceia (325) decretara um símbolo no qual a consubstancialidade do Filho com o Pai fora afirmada. Alguns anos mais tarde, o concílio ecumênico de Constantinopla (381) se reuniu para condenar os erros que negavam a divindade do Espírito Santo.

História da recitação do Credo na Missa

Na Igreja primitiva, após a leitura ou o canto do Evangelho, se concluía a primeira parte da missa, dita “missa dos catecúmenos”, pois estes e alguns penitentes eram convidados a se retirar. Não se recitava, então, o Credo, nem o Gloria in excelsis, e, pouco a pouco, estas duas orações foram dispostas na reza da Missa. No século VIII, o imperador Carlos Magno mandou cantar o Credo na Missa na Gália. Continuar lendo

ONDE HABITAIS, SENHOR?

Esta é a busca de um coração inquieto que não descansa enquanto não encontrar a morada do Senhor para nela descansar.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

João e André seguiam o Mestre em silêncio. Jesus, voltando-se para trás, e vendo que o seguiam, disse-lhes: “Que buscais vós?” Só se procura o que se ama, e só se segue alguém para estabelecer contato com ele… uma atração guiava seus passos. Disseram-lhe: “Mestre, onde habitais?”

O olhar do Senhor desencadeara uma impressão profunda na alma do discípulo bem-amado, e a Luz sobrenatural que trouxera essa graça levo-o a responder apenas um “onde habitais, Senhor?” Uma questão aparentemente desinteressada. Ele ouvira a pregação do Batista, e encontrara no deserto o anúncio daquilo que a sua alma ansiava, e que o excedia. Ao seguir Jesus, [João] oferece o seu ser a Cristo, para que Ele o preencha. Ele sabe, sem perceber. Certamente, ele lhe ofereceu muito mais do que podemos imaginar: a Luz fez brilhar a plenitude em sua alma jovem e pura… Mestre, gostaríamos de ver onde habitais. Tudo estava incluso nesta resposta. Continuar lendo

VI DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA (TRANSFERIDO): O GRÃO DE MOSTARDA E A IGREJA CATÓLICA

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A SOCIEDADE CRISTÃ – PELO CARDEAL PIE DE POITIERS – CAPÍTULO 1

Nota da tradução: Hoje começamos uma série de doze capítulos da coletânea “A sociedade cristã”, publicada no tomo II de “Pages choisies du Cardial Pie”, Librairie H. Oudin, 1916, pp. 195-261”. Esta coletânea, a partir de agora publicada, comporta excertos sobre temas sociais e políticos extraídos das obras completas do Cardeal Pie de Poitiers. Para conhecer a vida deste eminente cardeal, autor deste e dos próximos textos, recomendamos ler nossa postagem contendo um breve apanhado de sua vida.

Contra ti só pequei” (Sl. L, 6)

Carta pastoral do então Monsenhor Louis-Edouard Pie, na ocasião da sua tomada de posse da Sé de Poitiers, 25 de novembro de 1849.

Não estamos suficientemente familiarizados com a observação das coisas para nos determos em algumas superficialidades que podem ainda deslumbrar; não podemos ignorar o fato de que a sociedade humana é presa de um mal mais íntimo, mais profundo e mais devorador do que é possível dizer. A lógica das paixões, longamente suspensa e retardada no seu progresso, produziu finalmente as conclusões inevitáveis dos princípios estabelecidos pelos séculos anteriores. Estamos vivendo no fatal período das consequências, das consequências extremas. Todos os dias, as últimas esperanças se desvanecem; os terríveis problemas, por um momento postos de lado, voltam a confrontar-nos; qualquer solução humana é agora impossível. Só há uma alternativa: submeter-se a Deus ou perecer.

Sim, caríssimos irmãos, submeter-se a Deus. Permiti, pois, que vos revelemos a grande praga a grande praga da sociedade e que vos falemos um pouco da natureza particular dos tempos que Deus nos reservou. O que caracteriza essencialmente a época moderna é que, por uma divisão e uma oposição mais acentuadas do que noutras épocas, o mundo foi separado em dois partidos: o partido de Deus e o partido do homem, ou, se preferirem, do gênio orgulhoso que o inspira. Nunca a luta foi mais aberta e mais direta entre o homem e Deus; nunca uma geração rompeu mais absolutamente todos os pactos com o céu; nunca uma sociedade se dirigiu mais resolutamente a Deus com as audaciosas palavras: “Retira-te de nós”; nunca o homem agiu mais insolentemente como deus na Terra. Já se acreditava vencedor. Ele havia banido a divindade do domínio de todas as coisas aqui embaixo; ele reinava supremo; e, longe de qualquer mal que lhe acontecesse, tudo prosperava. O velho sonho do orgulho humano estava prestes a tornar-se realidade: o homem seria o seu próprio deus……..

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A LEITURA ESPIRITUAL

Moça lendo Paul Barthel (Alemanha, 1862-1933) óleo sobre tela | Художники,  Чтение, Книги

Pe. Reid Hennick, FSSPX

Se há uma coisa cuja especial necessidade as condições modernas geraram, é a prática frequente da leitura espiritual

Assim escreveu o abade cisterciense Eugene Boylan em 1946, em This Tremendous Lover, ao analisar o colapso da infraestrutura espiritual do mundo. Embora ler ou outra forma de instrução sempre ter sido necessário, ele prossegue:

a instrução oral, a opinião comum dos homens, o exemplo do próximo e as tendências da vida em geral têm um papel menor na formação e instrução dos católicos que em épocas passadas. As pessoas não vão mais ouvir sermões como antigamente; não se fala mais sobre religião, ao menos não com seriedade; nossos próximos, frequentemente, têm ideais longe de serem católicos – se é que eles têm algum ideal; e há pouco ao nosso redor que seja de auxílio direto para nos incitar ou nos ajudar a encontrar Deus

Em suma, ao deixar Deus de fora, nosso novo ambiente não é capaz de nada além de nos afastar dEle. Ele é positivamente inóspito ao crescimento espiritual. De nossa parte, portanto, “há uma necessidade urgente de fazer esforço pessoal para restaurar o equilíbrio, mantendo as realidades da eternidade em nossas mentes” (Boylan)

A leitura espiritual é o corretivo requerido. Na verdade, para o católico educado, Continuar lendo

PEQUENO CATECISMO SOBRE A EUTANÁSIA

Médico católico sobre a eutanásia: entendimento errôneo sobre compaixão

Fonte: SSPX Great Britain – Tradução: Dominus Est

PERGUNTA. O que é eutanásia?(1)

RESPOSTA. Eutanásia, por vezes chamada de “suicídio assistido” ou “homicídio misericordioso”, é uma ação ou omissão que, por si só ou intencionalmente, causa a morte, com o propósito de eliminar o sofrimento. 

P. Por que a Igreja Católica proíbe a eutanásia?

R. A Igreja Católica proíbe a eutanásia porque é um ato de assassinato. A Igreja, o Corpo de Cristo, tem o dever de esclarecer e proteger a Lei Natural, que está resumida nos Dez Mandamentos. 

P. A eutanásia é um pecado? 

R. Sim, a eutanásia, ou suicídio assistido, é um pecado mortal contra o Quinto Mandamento, que obriga o homem a proteger e preservar sua vida, não prejudicá-la ou destruí-la.

P. O que se entende por “intrinsecamente mau“?

R. Algumas coisas que são pecados não são más em si mesmas, mas por causa de alguma circunstância. Não é mau comer pizza e beber cerveja, mas se eu fizesse isso em uma igreja, seria um pecado por causa dessa circunstância de eu estar em um lugar sagrado. Outras coisas são más em si mesmas, ‘intrinsecamente’, o que significa que nada pode justificá-las. Matar uma pessoa inocente é uma dessas coisas. Continuar lendo

GUIDO VIGNELLI – CARDEAL PIE DE POITIERS, APÓSTOLO DA REALEZA SOCIAL DE JESUS CRISTO

Uma breve abordagem sobre um grande bispo francês do século XIX, um dos principais inspiradores das encíclicas sociais e políticas da segunda metade do século XIX e começo do XX.

  • Quem foi o Cardeal Louis Edouard Pie?
  • Quais eram suas relações com os católicos liberais da época e com o imperador Napoleão III?
  • Por que um simples bispo de Poitiers tinha tanta influência na Europa?
  • Podemos definir o Cardeal Pie como um mestre da doutrina social da Igreja?

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QUARTO DOMINGO QUE SOBROU DA EPIFANIA: A BARCA NA TEMPESTADE E O GRANDE MEIO PARA NÃO NAUFRAGAR

Resultado de imagem para BARCA NA TEMPESTADE

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BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – NOVEMBRO/24

O que dizer a pessoas de outras religiões? - Dom Marcel Lefebvre - Arsenal  Católico - Blog          Sel. Clemens August Graf von Galen - Paulusdom

Caros fiéis,

Em 10 de outubro de 1943, a cidade de Münster sofreu um dos mais violentos bombardeios de sua história. Seu bispo sobreviveu milagrosamente. Os colegas o encontraram preso em uma porta onde ele havia se abrigado. Os dois andares de cada lado haviam desmoronado. Uma escada teve de ser levada até ele. Esse episódio ilustra o perigoso apostolado de seu episcopado de 1933 a 1946. Clemens August Von Galen estava preparado para isso por tradição familiar. A família Von Galen pertencia à antiga aristocracia da Vestfália. Como tal, seus membros estavam envolvidos no governo e na defesa da Alemanha dentro das instituições imperiais. Essa família profundamente católica estava, portanto, acostumada a conciliar, sem concessões, sua lealdade à religião com sua lealdade a um soberano protestante.

O 70º bispo de Münster precisaria do senso de nuança. Quando ele subiu a catedra de São Ludgero¹, Hitler tinha acabado de chegar ao poder e seu partido, o NSDAP, tinha se tornado partido único. Humilhados pela derrota de 1918 e abalados pela crise econômica, muitos alemães depositavam suas esperanças nesse novo governo. No entanto, as convicções de sua família, fortalecidas pela formação que recebeu dos jesuítas, permitiram que o novo bispo olhasse os princípios além das seduções. O risco de vida e as divergências com amigos de longa data não o impediram. Em uma época em que o Reich pretendia se estabelecer por mil anos e nada parecia ser capaz de detê- lo, foi preciso grande coragem para se colocar em seu caminho! Continuar lendo

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

purgAcesse a Meditação de Santo Afonso sobre essa data clicando na imagem acima.

Veja também: 

INDULGÊNCIAS PELOS DEFUNTOS EM NOVEMBRO

NESTE MÊS DE NOVEMBRO, REZEMOS PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO

DESFRAUDANDO AS ALMAS DO PURGATÓRIO

COMO AJUDAR OS DEFUNTOS

PADRE PIO E AS ALMAS DO PURGATÓRIO 

O SEPULTAMENTO, UM RITO DESEJADO POR NOSSO SENHOR

O QUE DIZER DA CREMAÇÃO DOS CORPOS

SEPULTURA CATÓLICA: QUANDO CONCEDÊ-LA OU NEGÁ-LA?

DO SUFRÁGIO PELOS MORTOS

ATENÇÃO: INDULGÊNCIAS PELOS DEFUNTOS EM NOVEMBRO

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Tradução: Dominus Est

De 1 à 8 de novembro, os fiéis podem lucrar, em qualquer dia, uma indulgência plenária aplicável às almas do purgatório:

  • De 1 à 8: nas condições usuais, visita a um cemitério rezando pelos defuntos.
  • No dia 2 de novembro: nas condições usuais, visita a uma igreja recitando um Pater e um Credo e rezando pelos mortos.

Condições usuais:

1 – Estar na graça de Deus (estado de graça), desapegado de qualquer afeição ao pecado, mesmo venial;

2 – Confissão (8 dias antes ou depois);

3 – Comunhão sacramental;

4 – Oração (por exemplo: um Pater e uma Ave Maria) segundo as intenções do Sumo Pontífice (que são: a exaltação da Igreja, a propagação da fé, a extirpação das heresias, a conversão dos pecadores, a concórdia entre os príncipes – países – cristãos)

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– É conveniente fazer a comunhão e a oração segundo a intenção do Papa no mesmo dia. Todavia, as condições 2, 3 e 4 podem ser cumpridas alguns dias antes ou depois.

– A comunhão e a oração, segundo as intenções do Papa, devem ser feitas para a indulgência completa.

– Se faltar uma das condições, a indulgência será somente parcial

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Sobre o que Santo Tomás ensina sobre os Sufrágios pelos Mortos, clique aqui.

SATANÁS, ONDE TE ESCONDES?

Demónio – Wikipédia, a enciclopédia livre

Pe. Gabriel Billecocq, FSSPX

No alvorecer do dia 13 de outubro de 1884, enquanto fazia a sua ação de graças, Leão XIII viu o diabo sendo desacorrentado no nosso mundo contemporâneo. Como age hoje em dia o anjo caído para atrair as almas? É o que veremos no presente artigo.

Por modo de ausência

Um espião invisível é bem mais poderoso do que um inimigo descoberto. Eis a razão do demônio gostar de ser esquecido: quanto menos se fala dele, menos é notado e denunciado, tornando-se mais poderoso e satisfeito. Pois, desse modo, os homens não se previnem.

É o que ocorreu no fim do século XX. O diabo se esconde por detrás de todos os erros que promovem o homem. Poderíamos pensar, inicialmente, no ceticismo. Realmente, o racionalismo e, sobretudo, o cientificismo, são engenhosos esconderijos para o príncipe deste mundo. O cientismo particularmente, que busca demonstrar tudo por meio da ciência moderna postulando a inutilidade de Deus, o poderio do homem e, portanto, a ausência do demônio. Auguste Comte o formulou muito bem, ele, que chegou a inventar a religião cientista, na qual o gênero humano seria o sacerdote da natureza.

Infelizmente, a igreja conciliar tomou a frente desse mecanismo diabólico. O ecumenismo, cujo fundamento é a relativização de toda verdade, tem por sucedâneo uma tamanha tolerância que tudo se torna verdadeiro desde que os homens assim o pretendam. O mal não existe mais, as forças diabólicas não têm razão de ser. Como disse recentemente o Papa Francisco a propósito do vírus universal: o homem agrediu a natureza e ela lhe deu o troco com esta doença.

Exit Deus da vida do homem. Exit portanto o demônio, que reina melhor quanto mais escondido está. Continuar lendo

“MEU DEUS, EU ESPERO…”

Nossos filhos podem se sentirem esmagados pela quantidade de informações deprimentes que matam toda a Esperança. Como podemos fazer crescer neles essa bela virtude?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A água escorre pela testa da pequena Éléonore, enquanto o padre pronuncia as palavras sacramentais que a tornam filha do bom Deus. A Santíssima Trindade habita agora na alma dessa linda menina que, depois das emoções da cerimônia, retomou o seu doce sono! Com a sua vida, Deus deu-lhe também três grandes virtudes, as virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. Se a Fé e a Caridade nos são bem familiares, a Esperança é, muitas vezes, esquecida. No entanto, devemos nos preparar para o crescimento de Deus através dos atos da nossa vida diária.

O ato de Esperança, que as crianças vão aprendendo à medida que crescem e que é bom repetir todos os dias, ensina-nos isto: esperamos de Deus, com uma Esperança firme, o Céu e a sua graça nessa terra para alcançá-Lo. É essa a atitude de uma criança: confiar em Deus para ir até ele e receber dele o que necessitamos. Para a criança educada numa família cristã autêntica, essa virtude será mais facilmente compreendida: não se apoia no pai e na mãe para progredir em todos os domínios e assim agradar-lhes? Não precisa deles para tudo? Continuar lendo

A MISSA E O SINAI

No ofertório, o sacerdote, como um novo Moisés, sobe à temível montanha para ali conversar com Deus e apresentar-lhe a sua oferta, em união com os fiéis.

Fonte: Apostol n° 171 – Tradução: Dominus Est

A partir do lavabo, o rito da missa entra numa fase solene, marcada por um certo silêncio nas palavras e nos gestos cuja cronologia descreveremos a seguir. Inclinado no meio do altar, com as mãos unidas, o sacerdote recita, em voz baixa, uma grande oração que resume tudo o que ele realiza: “Recebei, Santíssima Trindade, esta oblação que vos oferecemos…” São Pio V escolheu esta oração como sendo a melhor entre todas as fórmulas muito semelhantes usadas nas diferentes igrejas para renovar o recolhimento do celebrante. Mencionando também os Santos, cujas relíquias estão incrustadas no altar, o sacerdote as beija e, voltando-se para os fiéis, diz “Orate fratres”.

D. Gaume comenta: “O sacerdote deixará os fiéis para adentrar no segredo do santuário. Como um novo Moisés, ele vai subir a formidável montanha para ali conversar com Deus. Mas não se esquece, antes de dar este grande passo, que carrega consigo as inseparáveis fraquezas da humanidade e que precisa, nesta terrível ocasião, ser ajudado pelas orações do povo, e diz: ‘Orai irmãos’“. Esta expressão certamente remonta aos próprios apóstolos. O rito cartuxo diz: “Orai por mim, pobre pecador”. Ao resto da fórmula, enquanto o sacerdote se voltava para o altar, foi acrescentado posteriormente: “o meu sacrifício que também é vosso…”. Os fiéis respondem: “Receba, o Senhor, de vossas mãos este sacrifício…”. O padre, como que reconfortado e aliviado, responde em silêncio: Amém, isto é: “assim seja”! Continuar lendo

REZAR O TERÇO EM FAMÍLIA

Respostas a duas objeções comuns: Por que repetir a Ave Maria 50 vezes? E é realmente possível recitar e meditar o Terço ao mesmo tempo?

Fonte: Lou Pescadou n° 247 – Tradução: Dominus Est

Um dia, uma jovem chegou a Le Pointet para um Retiro de Santo Inácio. Ela não era uma de nossas fiéis. Era, como se diz, uma conciliar. No entanto, ela seguiu os exercícios espirituais corretamente. Ela disse que ficou “encantada” com esses cinco dias. Mas o que a levou ao Retiro? Talvez… o terço: ela explicou aos pregadores que o recita todos os dias há dez anos! Ao iniciarmos o mês do Terço, estejamos cada vez mais conscientes do poder dessa oração e decidamos ser fiéis a ela. Para isso, precisamos responder a duas objeções clássicas ao Terço: por que repetir a Ave Maria 50 vezes? E podemos realmente recitar e meditar o Terço ao mesmo tempo?

Quanto à primeira objeção, é preciso dizer que a qualidade da oração é melhor do que a quantidade.  São Luís-Maria Grignion de Montfort, na sua obra O Admirável Segredo do Terço, escreve: “Uma única Ave-Maria bem rezada tem maior mérito do que cento e cinquenta mal rezadas. (…) Muitos rezam o terço, mas por que tão poucos corrigem os seus pecados e avançam na virtude, senão porque não rezam estas orações adequadamente.” Mas este método de oração, que pode até nos fazer repetir a Ave Maria 153 vezes, vem da Santíssima Virgem Maria, que inspirou a São Domingos. E há uma boa razão para essas repetições.

Se pensarmos bem, perceberemos que a vida é feita de repetições. Todos os dias fazemos as mesmas ações, as mesmas saudações com as mesmas fórmulas. Há ainda a mesma repetição de batimentos cardíacos nos seres humanos, sem a qual não haveria vida… Portanto, é precisamente a repetição das Ave-Marias que dá vida e atmosfera à oração. Esta repetição criará um hábito, uma facilidade, um ritmo também, que nos permitirá nos elevar em direção a Deus. Assim, naturalmente, depois de estarmos atentos às palavras durante um certo tempo, estaremos atentos aos mistérios, depois a Deus. Santo Tomás de Aquino fala destes três graus da oração: atenção às palavras, depois aos mistérios, finalmente a Deus. É como um violino de três cordas: você começa usando apenas uma corda. Mas o ideal é tocar as três ao mesmo tempo. Chegamos lá com o tempo. É isso que a repetição das Ave-Marias traz: um meio de unir-se mais intimamente a Deus por pelo menos 20 minutos. Continuar lendo

BELÍSSIMO SERMÃO DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX NO FUNERAL DE D. TISSIER

Em seu sermão (a partir dos 24:57min), D. Davide Pagliarani destacou a fidelidade exemplar de D. Tissier à FSSPX e à Santa Igreja.

Homem simples, constante e fervoroso, serviu uma com dedicação incansável, apesar das provações.

Toda a sua vida foi centrada na defesa da Missa tradicional e do reinado de Cristo Rei.

A Fraternidade, embora entristecida, encontra conforto no exemplo deixado por ele, e continua a confiar na Providência quanto ao futuro.

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Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, amém.

Excelências reverendíssimas, queridos confrades, queridas irmãs, queridos fiéis, 

Em primeiro lugar, gostaria de expressar as nossas sinceras condolências à família de D. Tissier, aos membros aqui presentes. Nós, como família espiritual de D. Tissier, compartilhamos vossas dores.

Sim, hoje a Fraternidade está verdadeiramente em luto. É uma perda muito importante: é a perda de um Bispo. É a perda, por assim dizer, de uma página da nossa história. Uma lindíssima página de nossa história.

Mas essa perda e o luto no qual hoje nos encontramos são compensados pela consolação do exemplo que ele nos deixou. Nosso Senhor, que sempre cumpre a sua palavra, veio buscá-lo “como um ladrão“: não estávamos preparados para uma morte tão repentina. Mas, em Sua delicadeza, Nosso Senhor quis buscá-lo justamente no momento em que ele celebraria a Missa. Foi nesse momento que Monsenhor perdeu a consciência. Seu último ato foi se dirigir para celebrar a Missa, e ele morreu poucos dias depois.  Continuar lendo