Clique na imagem para acessar a CARTA ENCÍCLICA AD CAELI REGINAM, do Sumo Pontífice Papa Pio XII,SOBRE A REALEZA DE MARIA E A INSTITUIÇÃO DA SUA FESTA
Arquivos da Categoria: Fé
SÃO JOÃO BOSCO E A MAÇONARIA
Fonte: Rivista La Tradizione Cattolica (FSSPX Itália) – Tradução: Dominus Est
“O Piemonte, naquela época, era um dos reinos mais católicos do mundo em sua legislação. Os liberais, porém, reivindicavam de tempos em tempos novos direitos do Estado, que prejudicavam a Igreja, na qual, como mãe piedosa, por vezes condescendia em algum ponto disciplinar para prevenir males piores (1)”(2).
Estamos no século XIX, quando os efeitos da Revolução Francesa não apenas sobreviverão na Europa, mas se desenvolverão a ponto de contaminar a cultura cristã do Continente. A “Restauração”, após o Império napoleônico, foi um parênteses histórico ilusório: os soberanos, caídos de seus tronos sob a guilhotina ou levados ao exílio, de fato retornaram aos Estados, mas foram gradualmente encurralados pelo pensamento dominante: o liberalismo, apoiado cada vez mais por intelectuais, políticos, homens de governos constitucionalizados e parlamentarizados. A França de Voltaire e a Inglaterra do maçom Henry John Temple, terceiro visconde Palmerston (1784-1865) impuseram suas ideias a todo o continente, substituindo gradualmente o pensamento católico. E a Igreja se tornou o verdadeiro inimigo a ser abatido.
Do estado confessional à liberdade religiosa
O primeiro artigo do Estatuto Albertino (4 de março de 1848), composto por 84 artigos, dizia: “A Religião Católica, Apostólica e Romana é a única religião do Estado. Os outros cultos já existentes são tolerados”. O sentimento profundamente católico do Rei Carlo Alberto (1798-1849) entrou em conflito com os interesses políticos que o levaram a simpatizar com o Conde Ilarione Petitti di Roreto (1790-1850), Conde Federico Sclopis di Salerano (1798-1878), Conde Stefano Gallina (1802-1867) e o Marquês Roberto Taparelli d’Azeglio (1790-1862), partidários das ideias liberais. Os chefes das sociedades secretas e carbonários da península italiana, ligadas a Paris e Bruxelas, vieram em segredo a Turim para se encontrar com o rei saboiano e lançar as bases da liberdade religiosa.
É de grande interesse o que escreveu o primeiro biógrafo de Dom Bosco (1815-1888), Giovanni Battista Lemoyne, SDB (1839-1916), muito bem informado sobre os fatos de seu tempo:
“O Rei [Carlo Alberto] queria libertar a Itália para fazer florescerem a religião e a justiça por lá; e certamente se tivesse sucesso, após a vitória ele converteria ou extinguiria o liberalismo, que agora ele apreciava como um meio. Continuar lendo
VÍDEOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DE PENTECOSTES (FSSPX) – DE CHARTRES A PARIS – 2024

Cerca de 8000 peregrinos fizeram a caminhada de 3 dias, de Chartres a Paris, na edição 2024 da tradicional Peregrinação de Pentecostes da FSSPX na França.
A reportagem com as fotos de todos os dias podem ser vistas CLICANDO AQUI.
VERBUM FIDELIS: UMA NOVA INICIATIVA NA PRODUÇÃO DE CONTEÚDO CATÓLICO

Um dos nossos amigos frequentadores da Missão de Ribeirão Preto, e ocasional colaborador deste blog, criou uma página no Substack, que é uma plataforma fundada para facilitar a produção e divulgação de textos.
O foco dessa nova página, segundo nosso amigo, será a divulgação de traduções que seriam longas demais para o escopo deste blog. Ocasionalmente, haverá também lá a divulgação de obras completas, postadas em capítulos, para serem apreciadas pelos leitores que pretendem se aprofundar nas mais variadas temáticas que tocam o catolicismo.
Visite e prestigie o site: https://verbumfidelis.substack.com/
A ASSISTÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
OS CATÓLICOS E O MUNDO – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado S. Pio X de Lisboa, no Domingo depois da Ascensão, com uma reflexão sobre a atitude que os Católicos devem ter no Mundo, tão contrário aos valores da Santa Igreja.
FERRERO-ROCHER: UM CHOCOLATE INSPIRADO EM NOSSA SENHORA DE LOURDES

Muitos conhecem a Ferrero Rocher pelos seus populares chocolates de avelã, mas a ligação da empresa com Nossa Senhora de Lourdes é menos conhecida.
Fonte: Medias-Presse-Info – Tradução: Dominus Est
Michele Ferrero, fundador da empresa e católico devoto, tinha uma profunda devoção à Bem-Aventurada Virgem Maria e queria honrá-la através do seu trabalho. Diz-se que ele chamou seu negócio de “Rocher” em homenagem à gruta rochosa, a Rocher de Massabielle, que marca o local onde a Virgem Maria apareceu a Santa Bernadete, em Lourdes.
“Devemos o sucesso da Ferrero a Nossa Senhora de Lourdes. Sem ela, não podemos fazer muita coisa.”
A cobertura crocante de chocolate e a embalagem dourada irregular são a tentativa da Ferrero de se assemelhar a essa formação rochosa de Lourdes, que tinha um significado especial para o chocolatier.
Por ocasião do 50º aniversário da fundação da empresa, Ferrero declarou: “Devemos o sucesso da Ferrero a Nossa Senhora de Lourdes. Sem ela, não podemos fazer muita coisa.”
Em entrevista datada de 2023, o Pe. Mauricio Elias, capelão do Santuário de Lourdes, confirmou: “O Sr. Ferrero tinha uma grande devoção pela Virgem de Lourdes, ele vinha muito a Lourdes e era um benfeitor.” Continuar lendo
PLENA COMUNHÃO

O conceito de “comunhão” deve ser esclarecido. Celebrar a Pachamama, a Amoris laetitia ou a Fiducia Supplicans é realmente necessário para fazer parte da Igreja?
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Vou começar com uma anedota. No verão passado, um Irmão do Seminário de Zaitzkofen tirou alguns dias de férias em família. Ele quis fazer suas preces na igreja paroquial, na diocese de Aix-la Chapelle. A igreja estava ornamentada com as cores do arco-íris, mas não tinha nada a ver com o arco-íris de Noé…. O Irmão não se sentiu em plena comunhão com a prática eclesial daquela paróquia, e saiu para rezar em outro lugar.
Recentemente, o presidente da Conferência Episcopal Alemã, Mons. Bätzing, Bispo de Limburgo, afirmou publicamente que a homossexualidade ativa não era um pecado. Assim como o Cardeal Marx, Arcebispo de Munique.
Não estamos em plena comunhão doutrinária com eles, e lamentamos este fato, mas lamentamos por eles, porque não há dúvidas de que não podemos aderir a essa opinião.
O conceito de “comunhão“, por mais tradicional que seja, não é, contudo, de uma clareza e distinção evidentes. Sem dúvida, a vida da Igreja é uma ação santificadora comum, unificada por uma direção comum, que é aquela da hierarquia, cujo topo é o Papa – hoje, o Papa Francisco -, e a comunhão designa a integração nessa ação comum. Ela é expressa por vários sinais, desde as antigas cartas de comunhão entre Bispos, e com o Papa, até os atos administrativos de nomeação legítima, passando pelos atos litúrgicos (leituras de dípticos, beijo da paz, participação em cerimônias, etc.): o que se resume à unidade na profissão de fé e no culto divino, e na submissão à hierarquia legítima. Mas não é necessário aprovar ou cooperar com tudo o que todos os membros da Igreja dizem ou fazem. E a nomeação legítima de um clérigo para um cargo eclesiástico, embora lhe assegure as graças do estado e a legitimidade de suas ações, não o torna infalível para tudo isso (1). Podemos resistir à graça… Continuar lendo
SOMOS PEREGRINOS NESSA TERRA – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado S. Pio X de Lisboa, na Festa da Ascensão do Senhor sobre a nossa passagem nesta Terra com destino à nossa Pátria Celeste.
ESPECIAIS DO BLOG: O ERRO SEDEVACANTISTA

ENTREVISTA DE D. MAURO TRANQUILLO, FSSPX: O SEDEVACANTISMO NÃO É A SOLUÇÃO DA CRISE
PEGANDO O TOURO PELOS CHIFRES: O DILEMA SEDEVACANTISTA – ASPECTOS – PARTE 1/2
PEGANDO O TOURO PELOS CHIFRES: O DILEMA SEDEVACANTISTA – ASPECTOS – PARTE 2/2
PEGANDO O TOURO PELOS CHIFRES: O DILEMA SEDEVACANTISTA – REFUTAÇÕES
BREVE CATECISMO SOBRE A IGREJA E O MAGISTÉRIO – INTRODUÇÃO
BREVE CATECISMO SOBRE A IGREJA E O MAGISTÉRIO – O SEDEVACANTISMO
BREVE CATECISMO SOBRE A IGREJA E O MAGISTÉRIO – O CONCILIARISMO E A QUESTÃO DO “PAPA HERÉTICO”
SOBRE O MAGISTÉRIO INFALÍVEL DO PAPA – PARTE 1/3
SOBRE O MAGISTÉRIO INFALÍVEL DO PAPA – PARTE 2/3
SOBRE O MAGISTÉRIO INFALÍVEL DO PAPA – PARTE 3/3
CARTA A UM FIEL SOBRE O SEDEVACANTISMO
O SEDEVACANTISMO, PELO PE. SAMUEL BON, FSSPX
SÃO JOSÉ, PADROEIRO DA BOA MORTE – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. José Maria, no Priorado S. Pio X de Lisboa, na Festa de São José Operário com uma reflexão sobre a importância da devoção a São José.
03 DE MAIO – FESTA DA INVENÇÃO DA SANTA CRUZ
02 DE MAIO – SANTO ATANÁSIO
No dia de Santo Atanásio, Bispo, Confessor e Doutor, um texto que merece um paralelo com nossos dias atuais:

Fonte: FSSPX Distrito do México – Tradução: Dominus Est
“ELES TÊM OS TEMPLOS, VÓS A FÉ APOSTÓLICA”
Carta de São Atanásio, Bispo de Alexandria, aos seus fiéis, onde lhes fala sobre a importância de permanecer dentro da verdadeira fé e adesão à Tradição.
“Que Deus vos conforte! … O que tanto vos entristece é que os inimigos ocuparam vossos templos pela violência, enquanto vós, em todo esse tempo, encontrais-vos fora.
É um fato que eles têm os edifícios, os templos, mas, por outro lado, vós tendes a fé apostólica. Eles conseguiram tirar-nos nossos templos, mas estão fora da verdadeira fé. Vós tendes que permanecer fora dos lugares de culto, mas permaneceis, contudo, dentro da fé.
Reflitamos: o que é mais importante, o lugar ou a fé? Evidentemente, a verdadeira fé. Nesta luta, quem perdeu, quem ganhou: aquele que guardou o lugar ou aquele que guardou a fé?
O lugar, é verdade, é bom, (mas) quando nele se prega a fé apostólica; é santo se tudo o que nele acontece e passa é santo.
Sois afortunados, porque permaneceis na Igreja por vossa fé, que chegou até vós através da Tradição Apostólica e se, sob pressão, um zelo execrável pretendeu quebrantar vossa fé, essa pressão não obteve êxito. São eles os que se separaram, na presente crise da Igreja.
Ninguém jamais prevalecerá contra vossa fé, caríssimos irmãos. E nós sabemos que um dia Deus nos devolverá nossos templos.
Assim, pois, quanto mais eles insistem em tirar nossos lugares de culto, mais eles se separam da Igreja. Eles pretendem representar a Igreja, quando, na realidade, expulsaram-se a si mesmos e se extraviaram.
Os católicos que permanecem leais à Tradição, ainda que reduzidos a um pequeno resto, são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo”.
Santo Atanásio
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SOBRE ESSE GRANDE SANTO, SEGUEM OUTROS DOIS TEXTOS:
SANTO ATANÁSIO: O VERDADEIRO DEFENSOR DA TRADIÇÃO – PARTE I
SANTO ATANÁSIO: O VERDADEIRO DEFENSOR DA TRADIÇÃO – PARTE II
FESTA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO (SÃO JOSÉ ARTESÃO)
Em 1º de maio, a Igreja celebra a festa de São José Artesão, padroeiro dos trabalhadores, coincidindo com o Dia Mundial do Trabalho. Esta celebração litúrgica foi instituída em 1955 pelo Papa Pio XII, diante de um grupo de trabalhadores reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Naquela ocasião, o Santo Padre pediu que “o humilde operário de Nazaré, além de encarnar diante de Deus e da Igreja a dignidade do trabalho manual, seja também o providente guardião de vocês e suas famílias”.
Pio XII desejou que o Santo Custódio da Sagrada Família, “seja para todos os trabalhadores do mundo, especial protetor diante de Deus e escudo para proteger e defender nas penalidades e nos riscos de trabalho”.
Nessa Festa de São José, seguem alguns textos para leitura:
- SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ
- DEVOÇÃO DAS 7 DORES E 7 ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ
- TRÊS GRAÇAS ESPECIAIS QUE NOS ALCANÇA A DEVOÇÃO A SÃO JOSÉ
- A ESPADA DE DOR NAS MÃOS DE SÃO JOSÉ
- A PREDESTINAÇÃO DE SÃO JOSÉ E SUA EMINENTE SANTIDADE
- CONVIVÊNCIA DE SÃO JOSÉ COM JESUS E MARIA
- DA DIGNIDADE DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
- DA GLÓRIA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
- DO AMOR QUE SÃO JOSÉ TEVE A JESUS E MARIA
- FESTA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
- MOTIVOS QUE TEMOS DE HONRAR A SÃO JOSÉ
- NOSSA SENHORA, TESOURO DE SÃO JOSÉ
- O FIEL DEPOSITÁRIO
- ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PELA IGREJA
- SÃO JOSÉ, SEGUNDO SANTA TERESA DE JESUS
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Para acessar todos os posts publicados relacionados ao glorioso São José, clique aqui.
BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – MAIO/24

Caros fiéis,
O desejo de saber é, em si, uma coisa boa, mas pode ser viciado por más intenções, o que São Bernardo resume perfeitamente: “Há alguns que querem saber só por saber, e isso é uma curiosidade vergonhosa. E há outros que querem saber para serem chamados de eruditos, e isso é uma vaidade vergonhosa. Há outros que querem saber para vender seu conhecimento, para adquirir riqueza e honra, e isso é ganho vergonhoso; mas há também aqueles que aspiram saber para edificar, e isso é caridade. Finalmente, há aqueles que querem saber para edificar a si mesmos, e isso é prudência” (Sermão sobre o Cântico dos Cânticos, 36, 3). Portanto, precisamos saber para edificar e para edificar a nós mesmos. Após esse lembrete das boas disposições do aluno, precisamos nos lembrar das qualidades do professor.
15 padres da Fraternidade São Pio X para o Brasil não é muito. Isso lhes deixa pouco tempo para dar conferências de formação aos fiéis. Então, muitos recorrem à Internet. Isso não é isento de riscos. Na Internet, pode-se encontrar o melhor e o pior, e geralmente muita mediocridade.
Um dia, em uma confissão, alguém me confessou um pecado venial como sendo um pecado mortal. Eu lhe perguntei por quê. Resposta: “Alguém disse isso na Internet!” Cuidado: o simples fato de se expressar na Internet não confere um diploma em teologia, filosofia ou qualquer outra ciência. Portanto, é importante saber como selecionar suas fontes antes de se colocar, mais ou menos passivamente, na posição de ser ensinado por um professor que não se conhece. Vários pontos precisam ser verificados: competência, convicções e disposições. Aqui estão alguns exemplos. Esse professor de geografia, que é muito bom em sua matéria, é competente para dar aulas de inglês? Não necessariamente! Esse renomado professor de filosofia é ateu. É sensato entrar em sua escola? Não! Este professor é competente e católico, mas é orgulhoso e imprudente em seus julgamentos. Devemos segui-lo? Não! Continuar lendo
TRADIÇÃO, TRADIÇÃO CATÓLICA E FALSA TRADIÇÃO
Sumário:
1. A noção de tradição.
2. Tradição cristã e não “judaico-cristã”.
3. Definição da Tradição católica.
4. A Tradição católica não contém nada de secreto, ela não é esotérica.
5. A noção esotérica da tradição é irracional e falsa.
5a. A inversão do significado da Cruz por René Guénon.
Em geral, todos consideram bem conhecido o sentido da palavra “tradição”. Nós, todavia, julgamos importante defini-lo corretamente. É o que faremos neste artigo.
- A noção de tradição.
Antes de tudo, a idéia de tradição compreende a de certos valores transmitidos e preservados ao longo de gerações. Transmitidos e preservados, ou seja, ensinados e apresentados como valores a se respeitar, visto que constituem o fundamento inalterável de uma determinada concepção de mundo e, conseqüentemente, do modo de viver de uma sociedade — compreendida globalmente enquanto povo. Com efeito, a tradição se materializa nos costumes. A idéia de tradição está, portanto, ligada à de valor e costume. Não há aqui lugar para uma definição subjetiva do que é o valor: o valor preservado pela Tradição é precisamente aquele que se impõe pelo fato de fundar essa mesma tradição e de pertencer-lhe, a despeito do que pensam os indivíduos, que devem reconhecê-la e obedecê-la. Leia mais
Os valores expressos na tradição constituem a verdade da própria tradição. São compreendidos como dignos de pertencer à tradição porque são verdadeiros, porque se considera que nesses valores estão expressas verdades. Verdades de caráter religioso e moral, ou apenas religioso, ou apenas moral, ou moral e político, ou apenas político, ou enfim, provindo apenas dos costumes: uma verdade que é, seja o que for, objetiva, que pertence à coisa enquanto tal, independentemente do fluxo e refluxo de opiniões e acontecimentos.
A verdade que se compreende nos valores da tradição equivale à conformidade desses valores com a idéia de justiça: os valores da tradição são justos, esta é a sua verdade; e é justo observá-los e conservá-los.
A tradição é, portanto, um sistema coerente de princípios e comportamentos que constituem as normas, escritas ou não, das quais o indivíduo não pode se afastar no plano dos costumes ou das leis. Quando ligada a uma instituição ou a uma nação, a Tradição aparece com um componente épico: atos gloriosos e empresas memoráveis — batalhas, guerras. Continuar lendo
EIS QUE VOS DEIXO

Deus, ao fazer-se homem, veio para nos fornecer uma admirável soma de benefícios e tesouros. Os homens estão muito mais ricos desde que Cristo ressuscitou e ascendeu ao céu.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
A Encarnação do Filho de Deus consistiu em um depósito sagrado de formas variadas. Deus, ao tornar-se homem, veio nos dar uma soma admirável de benefícios e tesouros, de modo que os homens estão muito mais ricos desde que sua presença aqui na Terra findou com a Ascensão. Além disso, não será possível elencar perfeitamente nestas linhas todos os benefícios com os quais o Senhor Jesus nos agraciou antes de ascender ao Pai. Antes de entrar em alguns detalhes de sua vida em si, que nos é conhecida por meio da pregação dos apóstolos, e do que relataram os evangelistas, traz-nos um conhecimento maior de Deus que, nas palavras de São João “revelou-se por meio do Filho.”
Um legado vivo
“Deixo-vos a minha paz”
“Deixo-vos a minha paz”, disse Nosso Senhor aos Seus discípulos na Última Ceia. A humanidade havia perdido este tesouro de paz interior quando o pecado entrou no mundo. O Salvador veio para restaurar essa verdadeira paz, a paz do coração, a paz do homem com Deus. Consciente de nossa fragilidade, Jesus também deixa claro que não nos dá a paz “como o mundo a dá.” Ele não quer que as nossas almas se iludam e esqueçam o antagonismo que permanece, apesar da Redenção, apesar da sua morte pelos pecadores: por meio da sua morte Ele veio para mudar os corações, e o mundo (incluindo a sociedade) só mudará se as almas se beneficiarem dos frutos de sua morte. Jesus veio a este mundo “para resgatar o que estava perdido” e, como diz em Zaqueu, “a salvação entrou nesta casa” porque Ele levou a uma conversão do coração: o Salvador disse essas palavras somente depois que Zaqueu anunciou sua resolução de pagar suas dívidas e dar grandes somas de esmolas. Nosso Senhor, confrontado com contradições antes da sua Paixão, recorda as suas obras e exorta seus interlocutores a reconhecerem que “o Reino de Deus chegou” entre eles. Continuar lendo
GUIA PARA UMA BOA CONFISSÃO – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX
COMEMORAÇÃO DOS 50 ANOS DAS IRMÃS DA FSSPX

No sábado, 13 de abril de 2024, Pe. David Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, rezou uma Missa de Ação de Graças pelo cinquentenário da fundação das Irmãs da Fraternidade, no Seminário de Écone.

Quase todas as Irmãs estiveram presentes neste evento histórico.













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O SAGRADO CORAÇÃO, RESERVATÓRIO DE GRAÇAS
Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris – “Tirareis com alegria águas das fontes do Salvador” (Is 12, 3)
Sumário. O Coração de Jesus é verdadeiramente o reservatório de todos os favores divinos. Podemos considerar quatro fontes no Coração de Jesus: a primeira de misericórdia; a segunda de paz e consolação; a terceira de devoção; e a quarta de amor. Aquele que vai haurir nestas felizes fontes que temos no Coração de Jesus terá sempre águas de alegria e de salvação. Se não recebeste, até agora, graças mais copiosas, é porque te descuidaste de vir tomá-las no Coração de Jesus.
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Achamos no Coração de Jesus todos os bens e socorros que podemos desejar. Nele, diz São Paulo, sois ricos em toda a sorte de bens; de modo que não vos pode faltar graça alguma (1). Este Coração é, pois, verdadeiramente o reservatório de todos os favores divinos; deste Coração generoso é que correm esses rios inexauríveis de graças de que fala o profeta Isaías: Vos tirareis com alegria aguas das fontes do Salvador.
A primeira é uma fonte de misericórdia, na qual nos podemos purificar de todas as manchas dos nossos pecados. Esta fonte foi formada para nós com as lágrimas e o sangue do nosso divino Redentor. Dilexit nos, et lavit nos a peccatis nostris in sanguine suo — “Ele nos amou e lavou os nossos pecados com o seu sangue” (2) Eis ai até onde chegou o amor de Jesus para conosco. A segunda é uma fonte de paz e consolação nas nossas penas. Se alguém tem sede das verdadeiras consolações, ainda nesta vida, diz Jesus Cristo, venha ao meu Coração, e receberá o que deseja (3). Aquele que prova das águas do meu amor, desprezará para sempre as delícias passageiras do mundo, e será plenamente satisfeito, quando entrar na morada dos eleitos; porque a água da minha graça o fará subir da terra para o céu (4). A paz que o Senhor dá às almas de que Ele é amado, não é a alegria que o mundo promete nos prazeres sensuais, os quais deixam após si mais amargura do que felicidade; a paz que Deus dá, excede todos os prazeres dos sentidos (5). Bem-aventurados aqueles que tem sede dessa fonte divina (6). A terceira é uma fonte de devoção. Oh! Como se torna piedoso e pronto a obedecer a Deus, como se cresce sem cessar de virtudes em virtudes, quando se medita muitas vezes o que o Coração de Jesus fez por amor de nós. Aquele que segue esta prática, tornar-se-á semelhante a uma arvore plantada junto da corrente das águas (7). Continuar lendo
D. VITAL E O TRIBUNAL DO BOM SENSO

O BISPO DE OLINDA
E OS
SEUS ACUSADORES
NO TRIBUNAL DO BOM SENSO
OU EXAME DO AVISO DE 27 DE SETEMBRO E DA DENÚNCIA DE 10 DE OUTUBRO, E REFLEXÕES ACERCA DAS RELAÇÕES ENTRE A IGREJA E O ESTADO.
DOMINGO DE RAMOS – GLORIA, LAUS ET HONOR
HINO PROCESSIONAL DO DOMINGO DE RAMOS
TOMADAS DE HÁBITO E PROFISSÕES RELIGIOSAS DAS IRMÃS DA FSSPX EM RUFFEC (FRANÇA) -2024

No domingo, 7 de abril de 2024, domingo in Albis ou domingo de Quasimodo, D. Alfonso de Galarreta celebrou uma Missa pontifical na igreja do convento de Saint-Martial, em Ruffec (FRA), durante a qual as Irmãs da Fraternindade São Pio X receberam o hábito e fizeram suas profissões religiosas.
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
O convento de Saint-Martial, localizado em Ruffec-le-Château, no Indre, é atualmente a sede do noviciado de língua francesa das Irmãs da Fraternidade São Pio X.

O objetivo da Congregação das Irmãs da FSSPX é apoiar o apostolado dos padres da Fraternindade. Seus dois fundadores, Mons. Marcel Lefebvre e Madre Marie-Gabriel Lefebvre, sua irmã, eram membros da Congregação Missionária do Espírito Santo.
Religiosas, consagram-se a Deus através dos três votos de pobreza, castidade e obediência após dois anos e meio de formação em um dos quatro noviciados (locais de formação de freiras) estabelecidos na França, Alemanha, Estados Unidos e Argentina.
Em 2024, a Congregação das Irmãs da Fraternidade São Pio X terá 209 freiras professas em 30 comunidades espalhadas por 10 países: França, Bélgica, Suíça, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Argentina, Gabão, República Dominicana e Austrália.
Durante a cerimônia, cinco postulantes receberam o hábito religioso e ingressaram no noviciado propriamente dito após os seis meses de postulado. Três noviças, depois de concluída a sua formação, emitiram os primeiros votos religiosos. Finalmente, cinco professas emitiram os votos perpétuos.
Apenas uma parte, do grande número de fiéis presentes, conseguiu ser acomodado na igreja, mas um telão instalado no pátio facilitou a visualização da cerimônia pelos demais.
As Irmãs da Fraternidade São Pio X comemoram seu 50º aniversário
Foi em setembro de 1974 que a primeira Irmã ingressou na nascente Sociedade religiosa. No próximo sábado, 13 de abril, a Congregação celebrará seu 50º aniversário no Seminário São Pio X em Ecône, no Valais, Suíça, berço da Fraternidade, na igreja dedicada ao Imaculado Coração de Maria. Todas as freiras devem se reunir para esse jubileu.
Será uma oportunidade para dar graças a Deus e à Providência pelo desenvolvimento deste ramo religioso. Também será uma oportunidade de visitar o túmulo do fundador, Mons. Marcel Lefebvre, que agora repousa na cripta da igreja do seminário.
As religiosas santificam-se e rezam pelas almas: rezemos por elas, especialmente nesta ocasião.
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SERMÃO DE D. LEFEBVRE PARA A PÁSCOA – 11 DE ABRIL DE 1982
Clique na imagem acima para ouvir o Sermão
Caríssimos amigos,
Caríssimos irmãos,
Cristo Ressuscitou. Nós cremo-lo de toda nossa alma e todo nosso coração. E como dizia o padre ontem, ao dispor os grãos de incenso em forma de Cruz sobre o Círio pascal, repetimos hoje, com ele:
Christus heri et hodie: Cristo ontem e hoje.
Principium et finis alpha et oméga: Jesus Cristo é o Princípio e o fim de todas as coisas.
Ipsius sunt tempora et scæula: A Ele todo os tempos e todos os séculos.
Ipsius sunt gloria et imperium per omnia sæcula: A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos.
Gloriosa vulnera custodiant nos: Que suas chagas gloriosas nos conservem na fé.
Sabeis, meus caríssimos irmãos, infelizmente, existe hoje, entre os católicos, um grande número que hesita sobre a realidade da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso Senhor não teria reavido seu Corpo. Esse Corpo que ele recebeu da Virgem Maria. Mas teria retomado um corpo espiritual, e não aquele que foi crucificado sobre a Cruz. Ora, Nosso Senhor mesmo quis, para combater esses erros, que houvesse, entre os apóstolos, um incrédulo, São Tomé, que não quis acreditar na realidade da Ressurreição de Nosso Senhor. E, então, Nosso Senhor se apresentou em pessoa, quando Tomé estava presente. Ele lhe disse: “Tomé, vejas, coloques teus dedos em minhas feridas”. Continuar lendo
A VERDADEIRA DEVOÇÃO A MARIA – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado S. Pio X de Lisboa, na Festa da Anunciação de Nossa Senhora, com uma breve exposição da escravidão de amor a Maria.
A MISERICÓRDIA DIVINA – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado S. Pio X de Lisboa, no Domingo in Albis, com uma comparação entre a Justiça Divina e a justiça dos homens.
FESTA DA ANUNCIAÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA (TRANSFERIDA)
VÍDEO DA VIGÍLIA PASCAL EM UMA DAS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX
A Minoritenkirche, em Viena.
A INEXCEDÍVEL FORMOSURA DE MARIA, SENHORA NOSSA
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Escreve o Padre Euzébio de Nieremberg, referindo-se a outros autores, o seguinte caso admirável.
Um clérigo, devotíssimo de Nossa Senhora, considerando quanta seria a formosura daquela soberana Virgem, que excede incomparavelmente a todas as formosuras que Deus criou no Céu e na terra, se ascendeu em fervorosos desejos de a ver. E como os que nascem do amor santo e sincero tem seus atrevimentos e confianças pias, fez instante e continuada petição à mesma Senhora que o deixasse ver sua formosura, para mais a venerar e estimar.
Foi-lhe revelado por um anjo, que não se podia ver tão grande Majestade sem que perdesse a vista, por quanto não era decente que olhos que viram a Senhora se empregassem em outros objetos da terra. O clérigo respondeu, como animoso e namorado, que não importava que ficasse cego, contanto que lograsse tal excessiva dita. Mas, advertindo depois que, perdendo a vista, ficava reduzido a pedir esmola de porta em porta para sustento da vida, lhe pareceu que seria conveniente abrir um só dos olhos, para lograr o favor e reservar outro para a sua necessidade.
Assim se fez quando a Senhora se dignou aparecer-lhe: e vendo, ainda que só por um relâmpago, tanta graça e tão aprazível beleza; quis mui depressa abrir ambos os olhos, para melhor lográ-la. E já no mesmo instante, tinha a Virgem desaparecido. E o seu devoto, ainda que se achasse meio cego, dizia consigo, com grande mágoa e sentimento: Que teria importado se eu perdesse mil olhos, se mil tivesse? Ó, se durasse mais aquele favor! Assim vos ausentastes, ó Mãe amabilíssima; vi-vos, e não vos vi, ó beleza incrível: com este pinguinho de orvalho me acendestes mais a sede. Ó, já que não ceguei totalmente de ver, cegue eu agora de chorar! Mas vós, ó Sacratíssima Virgem, mais piedosa sois do que eu posso imaginar. Ora, Senhora, vinde ainda outra vez; vinde, ó formosíssima: eu de boa vontade quero cegar de todo; antes o terei por grande interesse.
Estes, e outros semelhantes requerimentos fazia aquele devoto: e é tão pia e benigna a Senhora, que admitiu a petição, e a despachou melhoradamente. Porque a mesma luz excessiva, que no primeiro relâmpago o deslumbrou, e lhe cegou um dos olhos, no segundo lhe deixou a vista restituída e clara.
A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Meditada pelo Padre Leonardo Castellani
“Ao terceiro dia ressurgiu dos mortos”: não significa dizer que Cristo Nosso Senhor tenha estado três dias no sepulcro, senão que, morto na Sexta-feira, ressuscitou e saiu do sepulcro no Domingo de manhã. Esteve no sepulcro por mais de 30 e menos de 40 horas.
A Ressurreição de Nosso Senhor é um acontecimento histórico, o evento sustentado com maior peso de testemunho histórico do que qualquer outro evento no mundo.
Os quatro evangelhistas narram os fatos do Domingo de Páscoa de forma totalmente impessoal, assim como o resto da vida de Cristo; não há exclamações, comentários, afetos, espantos ou gritos de triunfo. Os Evangelhos são quatro crônicas inteiramente excepcionais: o cronista registra uma série de eventos de maneira inteiramente enxuta e concisa. Aqui, os fatos são as aparições de Cristo revivido, as quais viram, ouviram e tocaram aqueles que iriam dar testemunho.
Este testemunho pode ser resumido brevemente pelas seguintes circunstâncias:
1° – São quatro documentos distintos, escritos em momentos diferentes e sem conivência mútua, cujos autores não tinham o menor interesse em fabricar uma enorme e incrível impostura, mas, pelo contrário, arriscaram a própria vida ao escrevê-los.
2° – Os Fariseus e Pôncio Pilatos não fizeram nada. Eles teriam que ter feito alguma coisa para criar uma impostura, e seria uma impostura facilíma de se inventar: bastava mostrar o cadáver. Depois julgar e condenar os impostores. Mas, ao invés disso, mentiram e usaram de violência para fazê-los calar. Continuar lendo


Paolo Pasqualucci
