UMA MENSAGEM DE NATAL

O vídeo abaixo traz uma música muito simples, mas com uma mensagem muito bonita.

Conhecida principalmente nos países de língua espanhola, é chamada “El tamborilero” ou “El niño del tambor“. Conta a história imaginária de um menino pobre, que leva consigo apenas seu tamborzinho. Não tendo nada para presentear ao Menino Jesus na noite do Seu nascimento, o pequeno “tamborilero” decide dar ao Deus Menino uma serenata com seu pequeno instrumento – e, por fim, o Recém-Nascido o olha nos olhos e lhe sorri.

Nesta era neo-pagã e orgulhosa que vivemos – (onde o “naturalismo e o humanismo” já impregnam totalmente a mente do “homem moderno e livre”, tornando-os as “religiões oficiais” daqueles que negam a verdadeira religião, negam a Nosso Senhor e seus verdadeiros ensinamentos, daqueles que “… já não suportam a sã doutrina da salvação e levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades ajustaram mestres para si (2 Tim, 4, 3)) – rezemos para que o Menino Jesus seja o único objeto de nossos pensamentos e do nosso amor. Confiemos o coração à Santíssima Virgem, para que ela, suprindo as falhas de nossa preparação, melhor o disponha para receber todas as graças que o Salvador mereceu com seu nascimento segundo a carne.

Que, pelo exemplo dessa pobre criança, nós pecadores que buscamos sempre algo que possa agradar Nosso Senhor, possamos entregar verdadeiramente a Ele tudo o que temos…tudo o que somos…todas nossas misérias, angústias e sofrimentos… e claro, a alegria em poder amá-Lo e servi-Lo nesse “vale de lágrimas”… e com a pureza de um “tamborilero”, um dia, conseguir contemplar o sorriso de Nosso Senhor, na pátria celeste.

DESEJAMOS A TODOS OS NOSSOS AMIGOS, LEITORES E BENFEITORES UM FELIZ E SANTO NATAL !

TRADUÇÃO:

O caminho que leva a Belém, desce até o vale que a neve cobriu.
Os pastorzinhos querem ver o seu Rei. Lhe trazem presentes em seu humilde alforje.
Ropopopom, ropopopom…
Nasceu na gruta de Belém o Menino Deus!

Eu gostaria colocar aos teus pés algum presente que te agrade, Senhor.
Mas Tu bem sabes que sou pobre também e não possuo nada mais que um velho tambor…
Ropopopom, ropopopom…
Em Tua honra, diante da gruta, tocarei com meu tambor.

O caminho que leva a Belém eu vou marcando com meu velho tambor.
Não há nada melhor que Te possa oferecer… Seu sonzinho rouco é um canto de amor!
Ropopopom, ropopopom…
Quando Deus me viu tocando diante dEle, sorriu para mim!

LETRA ORIGINAL

El camino que lleva a Belén, baja hasta el valle que la nieve cubrió.
Los pastorcillos quieren ver a su Rey. Le traen regalos en su humilde zurrón,
ropopopom, ropopopom.
Ha nacido en el portal de Belén el Niño Dios

Yo quisiera poner a tus pies, algún presente que te agrade, Señor.
Mas Tú ya sabes que soy pobre también, y no poseo más que un viejo tambor,
ropopopom, ropopopom.
En Tu honor, frente al portal tocaré con mi tambor.

El camino que lleva a Belén yo voy marcando con mi viejo tambor:
nada mejor hay que te pueda ofrecer, su ronco acento es un canto de amor,
ropopopom, poroponponpon.
Cuando Dios me vio tocando ante Él, me sonrió.

D. ATHANASIUS SCHNEIDER: “SANTÍSSIMO PADRE, NÃO CONSEGUIREIS DESTRUIR O RITO TRADICIONAL DA MISSA.”

Por ocasião da Conferência sobre a Identidade Católica organizada pela revista The Remnant nos dias 1 e 2 de outubro de 2022, em Pittsburgh (Estados Unidos), D. Athanasius Schneider (que defendeu a FSSPX recentemente) fez várias declarações. Encontraremos aqui as palavras mais significativas do Bispo Auxiliar de Astana (Cazaquistão), sobre a Missa tradicional e as perseguições da qual é submetida em Roma e nas dioceses.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

No LifeSiteNews de 4 de outubro, pode-se ler estas palavras extraídas de sua conferência em Pittsburgh: “As autoridades em exercício odeiam o que é sagrado, e é por isso que eles perseguem a Missa tradicional”. Palavras fortes complementadas por este sábio apelo: “no entanto, não devemos responder com raiva e pusilanimidade, mas com profunda certeza da verdade, paz interior, alegria e confiança na Providência divina.

O prelado também afirmou: “O fato de declarar que o Rito reformado do Papa Paulo VI é a única expressão da lex orandi  do Rito Romano – como faz o Papa Francisco – é uma violação da tradição bimilenar respeitada por todos os pontífices romanos que nunca mostraram uma intolerância tão rígida.

Ele acrescentou: “Não se pode criar, de repente, um novo rito, como fez Paulo VI, e declarar que esse rito é a expressão exclusiva do Espírito Santo em nosso tempo e, ao mesmo tempo, retratar o rito anterior – que praticamente não mudou no espaço de pelo menos mil anos – como deficiente e prejudicial à vida espiritual dos fiéis”. E deixa bem claro que tal argumento “inevitavelmente conduz à conclusão de que o Espírito Santo contradiz a si mesmo”. Continuar lendo

SERMÃO DE D. LEFEBVRE EM BOURGET (1989) NA FESTA DOS 60 ANOS DE SEU SACERDÓCIO

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Em 19 de novembro de 1989, em Le Bourget, em um galpão de metal transformado em uma nave de luz, 20 mil pessoas se reuniram em torno de D. Lefebvre, que oferecia a Deus os 60 anos de sacerdócio a que ele havia se dedicado. No coro provisório estão os 4 bispos e o Superior Geral. “Vindos de todos os continentes e de muitos países, povos e línguas, cercaram o altar do sacrifício e o Cordeiro imolado”, escreve na Carta aos Amigos e Benfeitores de 15 de fevereiro de 1990. Vinte anos antes, na primeira Carta aos Amigos datada da Festa de Todos os Santos de 1971, D. Lefebvre escrevia: “O que será desta modesta correspondência no futuro, deixemos a Deus saber… Não temos outra ambição senão fazer sacerdotes santos, da maneira como Nosso Senhor os fez.” 

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CLIQUE NA IMAGEM PARA OUVIR O SERMÃO

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, assim seja.

Monsenhores, meus caros confrades, caros seminaristas, minhas queridas Irmãs, meus muito queridos Irmãos,

Profunda ação de graças

Não é sem uma profunda emoção que vos vejo, hoje, reunidos em tão grande número por ocasião deste aniversário sacerdotal. Muitos de vós suportaram o cansaço da viagem e alguns de vós vieram de continentes distantes. Mas penso que esse cansaço valeu a viagem. Por que estamos reunidos hoje, meus queridos irmãos? Para celebrar o sacerdócio católico. Acho que esse é o motivo mais profundo pela qual viestes aqui hoje. Ah sim, nunca poderemos agradecer suficientemente à Santíssima Trindade e a Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus feito homem, por ter instituído o sacerdócio eterno. 

Sim, Nosso Senhor é essencialmente O mediador, O sacerdote. E Deus, que se fez sacerdote por nós, para oferecer o Seu sacrifício, um sacrifício digno ao seu Pai, quis na sua sabedoria divina, fazer participar do seu sacerdócio os homens por Ele escolhidos. Que grande mistério da caridade divina, de amor de Deus por nós! Como nos sentimos indignos de carregar esta imensa graça do sacerdócio. Sim, bendito seja Deus! Bendito seja nosso Senhor Jesus Cristo! Bendita seja também a Virgem Maria, porque sem Maria não teríamos o Sumo Sacerdote de cujo sacerdócio participamos. Maria é mãe do sacerdote, mãe do sacerdócio. Sim, ela é, de fato, nossa mãe, mãe de nós sacerdotes. Que Deus seja louvado e bendito pelo sacerdócio que teve a bondade de me dar, de me conferir; por esses anos, esses 60 anos de sacerdócio, esses 42 anos de episcopado durante os quais, por sua santa graça, eu, indigno, pude conferir sagrações episcopais e pude conferir numerosas ordenações sacerdotais. Penso eu que cerca de 500. Pude celebrar a Santa Missa, o santo sacrifício da Missa diariamente. Pude dar o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo às almas através dos sacramentos e, particularmente, através do sacramento da Eucaristia. Através do santo sacramento da Eucaristia, quantas graças, quantos dons! E gostaria de acrescentar a este hino de ação de graças com o qual quereis associar-vos, meus caríssimos irmãos, gostaria de acrescentar a tradução da palavra do ofertório que me parece perfeitamente adequada a esta ocasião, que o padre recita todos os dias: Continuar lendo

BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – DEZEMBRO/22

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De acordo com alguns relatos, certos Padres impedem que seus fiéis se ajoelhem durante o cânon da Missa. O pretexto invocado: “Cristo ressuscitou”. Não se entende por que a realidade da Ressurreição deveria impedir a adoração eucarística. A menos que não se tenha mais fé na Presença Real.

A genuflexão, seja de um ou dois joelhos, acompanhada ou não da inclinação da cabeça ou do corpo, seja ela anterior à prostração parcial ou total, é um sinal de adoração que tem sido onipresente através dos séculos, civilizações e religiões em geral. Genufletir diante do Santíssimo Sacramento é uma confissão inequívoca de nossa fé na presença de Cristo nas Espécies Eucarísticas.

Recordemos o famoso milagre de Santo Antônio de Pádua. Um herege que se recusou a acreditar na presença de Jesus na Eucaristia lhe ofereceu o seguinte desafio: Depois de fazer jejuar sua mula por três dias, ele lhe apresentaria uma pilha de forragem de um lado e o Padre franciscano apresentaria a Hóstia do outro lado. No dia, na praça principal da cidade, uma grande multidão pôde ver a mula afastar-se da comida desejada e ir prostrar-se diante do Santíssimo Sacramento. E o herege se converteu.

Não esqueçamos que a atitude do povo nas igrejas é uma pregação silenciosa que ensina o visitante antes mesmo de ele ter aberto um catecismo. Continuar lendo

ALEGRIA DE SER FILHO DE DEUS

Artigo - Um Padre Rezando - D.A Online

Garrigou-Lagrange, O.P.

[Nota da Permanência] Quando Garrigou-Lagrange escreveu estas linhas sobre a alegria que é preciso conservar no meio das tribulações, a sua França, “la douce France”, havia sido derrotada e ocupada pelos nazistas. Também a nós se aplicam estas reflexões, que vemos nossa Pátria na iminência de ser saqueada por revolucionários bolivarianos e nossa Igreja invadida por modernistas.

“Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós,
e para que a vossa alegria seja completa” (Jo 15, 11)

As Sagradas Escrituras dizem-nos insistentemente que, nos tempos de provação, o verdadeiro católico deve tanto quanto possível confortar os aflitos, levar-lhes a paz e algo desta alegria divina que ergue os corações e lhes permite seguir viagem contra ventos e marés até o porto da salvação.

Convém, portanto, nas tristezas presentes, falar da alegria de sermos filhos de Deus e do dever de transmitir algo desta alegria aos que não a possuem.

Se, na tristeza comum, a alegria superficial é importuna, irritante, quando não exasperante, a alegria cristã, ao contrário, consola. Esta deveria ser a alegria do domingo, e o domingo a produz de fato quando, pela Missa, pela oração, torna-se verdadeiramente o dia do Senhor; ao contrário, para muitos, pela cessação do trabalho, torna-se o mais triste dos dias, porque não é santificado, porque não passa de um dia de distrações, dedicado a uma alegria puramente exterior, vazia e imbecil, da qual muitos não podem fazer parte, e que fatiga ao invés de repousar. Não sabem mais o que fazer de seu tempo, porque não o dão a Deus; eis uma prova pelo vazio ou em baixo relevo da necessidade de santificar o domingo.

Ao buscarmos tão-somente uma alegria inferior, nos privamos de outra singularmente mais preciosa. Continuar lendo

DEDICAÇÃO, UMA VIRTUDE AO SERVIÇO DO BEM COMUM

Os Priorados e as Capelas precisam da presença e da ação de todos os seus membros e da dedicação entusiasta de cada um.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Caros amigos e benfeitores,

Os economistas modernos, em sua maioria, consideram que o homem, em sua ação, é movido apenas por interesses egoístas e cálculos de eficiência em seu benefício próprio. Mesmo a realização de uma ação altruísta seria apenas um anteparo à busca de um bem individual, por exemplo, no fato de que uma boa ação procura a satisfação do amor próprio.

Esta é uma visão simplista do homem: pode revelar-se pertinente saber quantos clientes irão a um supermercado num determinado dia (porque os seres humanos parecerão corresponder pontualmente, em sua ação, a esta definição colocada pelos economistas), mas é falso se alguém pretende aceitá-lo na realidade da vida.

A primeira pergunta da Suma Teológica de Santo Tomás sobre a caridade, a mais sublime e sobrenatural das virtudes, poderá parecer surpreendente a um espírito imbuído dessas “concepções econômicas” de um homem exclusivamente egoísta. O Doutor Angélico começa por se perguntar, com efeito, se a caridade é uma amizade. A amizade é algo tão natural, tão trivial em alguns aspectos, que seria surpreendente vê-la conciliar-se com aquela virtude propriamente divina que é a caridade, que nos faz amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus. Continuar lendo

FINALIZANDO O MÊS, UMA SELETA DE NOSSOS POSTS DE NOVEMBRO/22

52 ANOS DA FSSPX

SERMÃO DE D. LEFEBVRE PELA FESTA DE TODOS OS SANTOS – 1976

UM ALENTO ÀS NOSSAS ALMAS NESSE PERÍODO TÃO TURBULENTO

O “SIM” CUBANO AO CASAMENTO PARA TODOS

ESPANHA: CLÍNICAS DE ABORTO CONDENADAS POR “PROPAGANDA ENGANOSA”

11/11/2013 – HÁ 9 ANOS, A PRIMEIRA MISSA DA FSSPX EM RIBEIRÃO

LÍBANO: RECITAR O ROSÁRIO NO MAIOR TERÇO DO MUNDO

O MAGNÍFICO CONCERTO DO CORAL ESTUDANTIL DA IGREJA SAINT NICOLAS DU CHARDONNET

D. ATHANASIUS SCHNEIDER VOLTA A DEFENDER A FSSPX

G7 SEM DEUS EM MÜNSTER: UM CRICIFIXO DE 482 ANOS REMOVIDO DURANTE ENCONTRO

JOÃO PAULO II, O PAPA DO HOMEM

EM 21 DE NOVEMBRO….HÁ 48 ANOS…

O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II – PARTE 1/3 – A IMANÊNCIA VITAL EM JOÃO PAULO II

O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II – PARTE 2/3 – A ENCARNAÇÃO NA PERSPECTIVA DE JOÃO PAULO II

O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II – PARTE 3/3 – A REDENÇÃO EM JOÃO PAULO II

NESSE ADVENTO, UMA BELÍSSIMA MÚSICA, NA PREPARAÇÃO PARA O NATAL DE NOSSO SENHOR

REZEMOS PELA ALMA DO PADRE EUDES-ETIENNE PEIGNOT, FSSPX

29 DE NOVEMBRO: ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE MONS. MARCEL LEFEBVRE

29 DE NOVEMBRO: ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE MONS. MARCEL LEFEBVRE

Resultado de imagem para MARCEL LEFEBVRE"Na quarta-feira, 29 de novembro de 1905, nasceu em Tourcoing Marcel Lefebvre, terceiro filho de René Lefebvre e Gabrielle. Já era muito tarde para batizar o recém-nascido. Assim, foi no dia seguinte, na festa do apóstolo Santo André, que Marcel, François, Marie e Joseph foram levados à fonte batismal da igreja de Notre-Dame.

D. Tissier de Mallerais escreve:

A mãe nunca esperou estar de pé para ter seus filhos batizados. A família foi sem ela à igreja, e foi apenas em seu retorno que ela consentiu em beijar o bebê, renascido para a vida divina e adornado a com graça santificante. Ao abraçar Marcel, a quem sua empregada Louise lhe apresentou, ela foi iluminada por uma daquelas intuições que lhe eram habituais e disse: “Este terá um grande papel a desempenhar na Santa Igreja junto ao Santo Padre“.

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Para saber mais sobre sua vida a Biografia escrita por D. Tissier pode ser comprada clicando AQUI ou AQUI

Há também um SITE DA FSSPX DEDICADO EXCLUSIVAMENTE À D. LEFEBVRE

E em nosso blog temos uma PÁGINA COM O RESUMO DE SUA VIDA e mantemos dois de seus livros que são importantíssimos no entendimento da crise na Igreja: a CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS e DO LIBERALISMO À APOSTASIA.

Veja também todos nossos posts (áudios, vídeos e textos) sobre D. Lefebvre clicando aqui.

ESPECIAIS DO BLOG – O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II

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Em uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os 3 capítulos que publicamos da transcrição da conferência dada pelo Pe. Patrick de la Rocque, FSSPX, em novembro de 2007, por ocasião de um simpósio sobre a encíclica Pascendi Dominici Gregis.

Pe. de La Rocque, atualmente Prior de Nice, participou de discussões teológicas da FSSPX com Roma entre 2009 e 2011.

PARTE 1 – A IMANÊNCIA VITAL EM JOÃO PAULO II 

PARTE 2 – A ENCARNAÇÃO NA PERSPECTIVA DE JOÃO PAULO II 

PARTE 3 – A REDENÇÃO EM JOÃO PAULO II 

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Outros textos sobre o Papa João Paulo II

A “TEOLOGIA DO CORPO” DE JOÃO PAULO II

JOÃO PAULO II, O PAPA DO HOMEM

O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II – PARTE 3/3 – A REDENÇÃO EM JOÃO PAULO II

Padre Pio profetizou que Karol Wojtyla seria Papa | São Pio de Pietrelcina

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Pe. Patrick de la Rocque, FSSPX

A falsa concepção de universalidade da Redenção

Quanto às deformações que o modernismo traz ao dogma da Redenção, pensamos primeiro na falsa concepção que se tem da sua universalidade. Com efeito, para João Paulo II a Redenção realizada por Cristo é universal não somente no sentido de que ela é superabundante para todo o gênero humano e que ela é proposta a cada um de seus membros em particular, mas também porque ela é aplicada de fato a todos os homens tomados individualmente. Se, portanto, por um lado “em Cristo a religião deixa de ser um «procurar Deus como que às apalpadelas» (cf. Atos 17, 27), para se tornar resposta de fé a Deus que Se revela: […] resposta feita possível por aquele Homem único […] e cada homem se torna capaz de responder a Deus”, pelo outro o Papa acrescenta que “nesse Homem responde a Deus a criação inteira”[25]. Esta última expressão merece esclarecimentos. Ela poderia ser entendida de maneira católica se por criação se entendesse o ser humano, um resumo da criação, acrescentando que por criação inteira entendemos cada homem, não no sentido de cada homem em particular, mas de qualquer tipo de homem[26]. Ora, não é essa a interpretação de João Paulo II. Para ele, são todos os homens, ou seja, cada um em particular, que estão unidos a Cristo pelo mistério da Redenção. Ele afirmou isso claramente quando se dirigiu aos povos pagãos: “E no Espírito Santo, cada indivíduo, cada povo tornou-se – através da Cruz e da Ressurreição de Cristo – filho de Deus, participante da vida divina e herdeiro da vida eterna[27].

Não insistirei aqui neste erro, que me pareceu mais sensato vincular à concepção que João Paulo II tinha da Encarnação. Conforme vimos, é nessa concepção que, segundo o Papa Wojtyla, todos os homens estão incluídos de maneira eficaz: “o homem – todos e cada um dos homens, sem exceção alguma – foi remido por Cristo; e porque com o homem – cada homem, sem exceção alguma – Cristo de algum modo se uniu, mesmo quando tal homem disso não se acha consciente”[28]. Desde esse ponto de vista, a Paixão e a Ressureição de Cristo não trouxeram nada de fundamentalmente novo. Eu destacaria apenas que essa concepção universalista de Redenção não decorre de um mal-entendido ou de uma interpretação injustificada do pensamento de João Paulo II. Ela é admitida por todos, a começar pelos seríssimos membros da Comissão Teológica Internacional, que declaravam em um de seus documentos escritos a pedido de João Paulo II: “Por causa das ações divinas da Encarnação redentora, todos os homens são dotados da dignidade de filhos adotivos de Deus; assim, tornam-se sujeitos e beneficiários da justiça e do supremo ágape”[29]. Continuar lendo

O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II – PARTE 2/3 – A ENCARNAÇÃO NA PERSPECTIVA DE JOÃO PAULO II

Karol Wojtyla: O Papa que libertou a Europa do comunismo - Rádio Coração -  Rádio Católica FM em Dourados e Região - MS!

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Pe. Patrick de la Rocque, FSSPX

A Encarnação, ou a imanência fortalecida

No que diz respeito ao dogma da Encarnação, voltaremos ao sermão de João Paulo II em Bourget citado há pouco. Conforme vimos, o homem – todo homem – foi descrito como “interiormente ligado à sabedoria eterna”. E o papa prosseguiu: “Cristo veio ao mundo em nome da aliança do homem com a sabedoria eterna. Em nome desta aliança Ele nasceu da Virgem Maria e anunciou o Evangelho. Em nome desta aliança «crucificado… sob Pôncio Pilatos», padeceu na cruz e ressuscitou. Em nome desta aliança, renovada na sua morte e na sua ressurreição, deu-nos o seu Espírito. A aliança com a sabedoria eterna continua n’Ele”. O papa não diz que a aliança com Deus é restabelecida n’Ele – o que suporia que o homem a havia destruído anteriormente pelo pecado – mas que ela continua n’Ele. Dito de outra maneira, Cristo veio ao mundo “em nome da aliança do homem com a sabedoria eterna”, no contexto de uma imanência divina previamente existente. Ele veio para dar uma nova “força” a essa imanência, como que para “reconfigurá-la”. Qual é então essa nova “força”? O papa responde comentando Mt. 28, 18, onde Cristo diz: “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra”: “«O poder no céu e na terra» não é um poder contra o homem. Nem é sequer um poder do homem sobre o homem. É o poder que permite ao homem revelar-se a si mesmo na sua realeza, em toda a plenitude da sua dignidade. É o poder de que o homem deve descobrir no seu coração a força específica, pelo qual ele deve revelar-se a si mesmo nas dimensões da sua consciência e na perspectiva da vida eterna”[12].

A dimensão universal da Encarnação

Segundo essa doutrina, a relação do homem com Cristo é profundamente modificada. Já não é mais Cristo que é o caminho para o Céu – Ele que todavia é o caminho, a verdade e a vida –, Cristo que é quem o homem deve se incorporar para alcançar a salvação. Não. Na concepção de João Paulo II, seria mais correto dizer que, ao contrário, é o homem que tem em si mesmo o caminho da salvação – a voz da sua consciência –, caminho ao qual Cristo veio fortalecer em todos os homens. Esta é a interpretação que João Paulo II faz da expressão conciliar que lhe é cara: “Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem”[13]. Para João Paulo II, a Encarnação tornou todos os homens, de maneira mais profunda ainda, filhos adotivos de Deus[14]. Citemos ainda João Paulo II: “Recordando que «o Verbo se fez carne», isto é, que o Filho de Deus se tornou homem, devemos tomar consciência de quanto se tornou grande, por meio deste mistério — isto é, através da encarnação do Filho de Deus — de quanto se tornou grande cada homem. Cristo, com efeito, foi concebido no seio de Maria e tornou-se homem para revelar o Amor eterno do Criador e Pai, e para manifestar a dignidade de cada um de nós”[15]. Continuar lendo

O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II – PARTE 1/3 – A IMANÊNCIA VITAL EM JOÃO PAULO II

Papa João Paulo II – Wikipédia, a enciclopédia livre

Conferência dada pelo Pe. Patrick de la Rocque, FSSPX, em novembro de 2007, na ocasião de um simpósio sobre a encíclica Pascendi Dominici Gregis.

Pe. de La Rocque, FSSPX (Atualmente Prior de Nice,  participou de discussões teológicas com Roma entre 2009 e 2011).

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Dizer que o modernismo denunciado pela Encíclica Pascendi Dominici Gregis jamais esteve tão presente quanto esteve no Papa João Paulo II pode parecer severo. Essa afirmação, todavia, não passa de um eufemismo para qualquer pessoa familiarizada com o pensamento e os ensinamentos do falecido papa. Com efeito, se aceitarmos aquela definição fundamental do modernismo dada pelo Papa São Pio X, ou seja, da imanência vital que o caracteriza, devemos reconhecer em João Paulo II um papa profundamente modernista. Imanência vital: nenhum outro papa a ensinou mais do que ele. Parece-me possível até afirmar – sem a pretensão de demonstrar pormenorizadamente aqui – que essa imanência vital foi a fonte da qual se alimentou todo o pontificado de João Paulo II. Seja como for, sob a luz de tal critério os vinte e sete anos de seu soberano pontificado adquirem uma coerência notável.

Por enquanto, esta apresentação cuidará de discutir somente três pontos. Eu gostaria primeiramente de mostrar que João Paulo II se fez pregador explícito da imanência vital: alguns exemplos bastarão. Em seguida, decifraremos a leitura que ele fez, à luz da imanência vital, do dogma da Encarnação e depois por fim da Redenção. A conclusão então será imposta por si mesma: ao passar pelo humilhante itinerário da imanência, os dogmas católicos perdem sua própria substância. Nesse sentido, a evolução da teologia católica sob o pontificado de João Paulo II foi uma triste ilustração da constatação de São Pio X: o modernismo é o esgoto coletor de todas as heresias.

1) A imanência vital em João Paulo II

Deus misteriosamente presente no coração de cada ser humano

Que João Paulo II tenha ensinado o princípio de imanência vital é evidente. Tomemos por exemplo o discurso que proferiu junto aos cardeais da Cúria no dia seguinte a Assis, a fim de justificar seu gesto: “Toda oração autêntica é suscitada pelo Espírito Santo que está misteriosamente presente no coração de cada homem”[1]. Ele não diz mais que o Espírito Santo age pontualmente sobre o coração de cada homem por meio das graças atuais – o que a Igreja ensina –, mas sim que está misteriosamente presente no coração de todos os homens: isso é a afirmação do princípio de imanência vital. Continuar lendo

EM 21 DE NOVEMBRO….HÁ 48 ANOS…

“Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade.

Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.

Todas estas reformas, com efeito, contribuíram, e continuam contribuindo, para a demolição da Igreja, a ruína do sacerdócio, a destruição do Sacrifício e dos Sacramentos, a desaparição da vida religiosa, e a implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos seminários e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados múltiplas vezes pelo magistério solene da Igreja.

Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos. Continuar lendo

JOÃO PAULO II, O PAPA DO HOMEM

O Papa João Paulo II promoveu ações heréticas?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

*Texto escrito antes de sua beatificação

Algumas pessoas, certamente, conservaram a extraordinária personalidade de João Paulo II como: o “desportista de Deus” que percorria o mundo para levar a sua mensagem, o idoso que, uma vez doente, soube permanecer íntegro e fiel à sua missão. Outras foram marcadas por seus apóstrofos apelando às grandes aspirações: “Duc in altum! “, “Não tenha medo!”, “França, o que fizeste do seu batismo? “. As últimas destacam os gestos espetaculares deste Papa, ainda que desde então tenham adquirido uma certa banalidade:

  • Vésperas na Catedral Anglicana em Canterbury em 1982,
  • a Sinagoga ou Assis em 1986,
  • o beijo do Alcorão em 1999,
  • ou ainda a movimentada festa do Jubileu do ano 2000: abertura da Porta Santa com líderes de comunidades não católicas,
  • o martirológio ecumênico ou a oração no Muro das Lamentações.

Gestos considerados proféticos, gestos que fizeram muitos sonharem com um mundo melhor sendo esse mais unido…

Quem é, então, João Paulo II? Podemos nos ater a esses acontecimentos factuais, seja para clamar com a multidão “santo súbito” ou para denunciar uma atitude considerada, no mínimo, desconcertante? Quem é, então, João Paulo II? Uma vez que a sua beatificação está na agenda, é importante desvendar a estrutura do seu pontificado, decifrar a sua mensagem fundamental.

Os discursos fundadores de um pontificado

Sem dúvida, João Paulo II foi, antes de tudo, o papa do homem. Se é necessário convencer-nos disso, basta voltarmos aos discursos fundadores do seu pontificado, como aquela primeira mensagem de Natal que, como jovem Papa, intitulou “Natal, a festa do homem” (mensagem de 25 / 12/78): Continuar lendo

A GRAÇA DE UMA BOA MORTE

O final do ano litúrgico é uma oportunidade para o cristão, no espírito da Igreja, meditar sobre os seus fins últimos e, em particular, sobre a preparação para uma boa morte. Numa época em que o fim da vida é confiscado e ameaçado pela eutanásia, é de grande utilidade destacar esta graça tão particular chamada “perseverança final”.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Podemos merecer a graça de uma boa morte, ou da perseverança final? 

A perseverança final ou a boa morte não é outra coisa senão a continuação do estado de graça até o momento da morte. Ou, pelo menos, se alguém se converte no último momento, é a conjunção do estado de graça e morte. Em suma, a boa morte é a morte em estado de graça, a morte dos eleitos. 

Este estado de graça no momento da morte permite ao homem participar pessoalmente na aquisição da sua felicidade eterna. É porque ele persevera até o fim na amizade com Deus e que Deus, em virtude dessa amizade, o introduz nos átrios eternos. O homem, então, na realidade, merece sua recompensa: “Servo bom e fiel, foste fiel no pouco, entra no gozo do teu Mestre.”

Mas se a felicidade do Céu é assim merecida pela perseverança na amizade de Deus, essa perseverança pode ser merecida, por sua vez, no sentido próprio da palavra mérito que implica um certo direito de obter esta graça? Podemos merecer aquilo pela qual merecemos o Céu? Continuar lendo

D. ATHANASIUS SCHNEIDER VOLTA A DEFENDER A FSSPX

D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, Cazaquistão, recentemente defendeu a Fraternidade São Pio X (FSSPX) de detratores que continuam insistindo que a Fraternidade está “em cisma”. Esta não é a primeira vez que Schneider vem em defesa da FSSPX e nem provavelmente será a última.

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

Durante uma sessão de perguntas e respostas em setembro de 2022, organizada pela Confraria de Nossa Senhora de Fátima, sediada em Ohio, D. Schneider reiterou o que a FSSPX sempre se manteve, ou seja, que não está fora da Igreja Católica. O Bispo também rejeitou as alegações de que os membros da Fraternidade foram excomungados e destacou o fato de que a Fraternidade mantém as tradições da Igreja como eram manifestadas até o Concílio Vaticano II. Schneider também observou que as supostas excomunhões dos Bispos da Fraternidade sempre foram muito contestadas e que o assunto foi finalmente encerrado em 2009 pelo Papa Bento XVI.

É importante ressaltar que D. Schneider aliviou as preocupações sobre participar de Missas oferecidas pela FSSPX. Embora Schneider acredite que a Fraternidade e outros grupos fundados por D. Marcel Lefebvre “estejam em uma situação canônica irregular, isso não seria uma barreira para os católicos receberem sacramentos do clero da FSSPX.”

Em uma entrevista em outubro de 2022 com o jornalista católico John-Henry Westen, Schneider afirmou novamente que a FSSPX não estava em cisma e que os católicos podem frequentar as capelas da Fraternidade. Ele observou que apenas “uma visão muito estreita e legalista da realidade da Igreja” poderia levar alguém a acreditar que a FSSPX é cismática e que aqueles que afirmam isso estão “colocando a letra do Direito Canônico acima da importância, da importância primária da plenitude da fé católica e da liturgia tradicional”. Além disso, Schneider destacou que a FSSPX exibe continuamente “comunhão canônica com o Papa”, rezando pelo Papa Francisco durante a Missa e oferecendo outras orações públicas por ele. Continuar lendo

A FABULOSA HISTÓRIA DE D. GABRIEL GARCÍA MORENO, EX-PRESIDENTE DO EQUADOR

Gabriel García Moreno – Wikipédia, a enciclopédia livre

[Nota Permanência] Como soará a divisa de S. Pio X, “Instaurare omnia in Christo” aos leitores modernos, tão acostumados ao liberalismo que hoje triunfa nas nações? Utopia? Arcaísmo? O exemplo de D. Gabriel García Moreno, ex-presidente do Equador e mártir da Fé, contudo, é resposta contundente, tanto pelo sucesso de seu governo como pela aclamação de seu povo. É a resposta que um católico deve dar, é o modelo daquilo que devemos buscar, mormente nestes tempos de eleição, para o governo de nossa pátria, cevada, também ela, com o sangue de mártires (ver também o artigo “Os Protomártires do Brasil).

Que Nossa Senhora Aparecida nos proteja a todos os brasileiros, e com estes augustos exemplos nos ajude a tornar esta terra digna de sua padroeira!

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Nota do Blog: Um excelente e completo livro do Pe. Desiderio Deschand sobre Gabriel Garcia Moreno pode ser comprado na Editora Santa Cruz clicando aqui.

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A FABULOSA HISTÓRIA DE D. GABRIEL GARCÍA MORENO

O valor do ex-presidente do Equador D. Gabriel García Moreno se descobre pelo que nos narra J. M. VilleFranche, “Pio IX chorou D. García Moreno como vinte e sete anos antes tinha chorado o conde Rossi. Em muitas das suas alocuções elogiou o presidente do Equador, como o campeão da verdadeira civilização, e seu mártir. Mandou-lhe fazer exéquias solenes numa das basílicas de Roma, dispondo e ordenando que seu busto fosse colocado em uma das galerias do Vaticano. Moreno não pertencia à sua época; estava atrasado dois séculos na política, e deveria ter nascido na época de S. Luís…” Com estas palavras fica feito seu maior elogio.

Mas tão altas homenagens D. Gabriel Garcia Moreno não as recebeu apenas do Clero. Com efeito, qual outro presidente de nossos dias poderá gloriar-se de honras como as que abaixo reproduzimos, prestadas a ele pelo Senado e pela Câmara da República do Equador, reunidos em Congresso?

“Considerando que Sua Excelência o doutor García Moreno, por sua distinta inteligência, vastíssima ciência e nobres virtudes, está acima entre os mais ilustres filhos do Equador; que consagrou sua vida e as raras e elevadíssimas faculdades de seu espírito e de seu coração à regeneração e grandeza da República, estabelecendo instituições sociais sobre a sólida base dos princípios católicos; que amou a religião e a pátria a ponto de padecer por elas o martírio; que dotou a nação de imensos e inegáveis benefícios materiais e religiosos: Continuar lendo

ESPECIAIS DO BLOG: CRISTO JUIZ: UMA VERDADE DE FÉ CAÍDA NO ESQUECIMENTO

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Parte 1: Uma verdade de fé caída no esquecimento

Parte 2: O Juízo Universal nos espera no fim dos tempos

Parte 3: O juízo de Nosso Senhor é o Juízo de Deus

Parte 4: O poder de julgar vem do Pai e foi transmitido a São Pedro, aos Apóstolos e aos seus sucessores

Parte 5: Justiça do juízo

Parte 6 – Final: Não há nenhuma contradição entre Cristo juiz e Cristo misericordioso

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Sobre o Prof. Paolo Pasqualucci:

Conhecido no Brasil por seus magníficos artigos publicados na Revista Permanência, o italiano Paolo Pasqualucci é ex-professor de Filosofia do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Perugia, além de também ter lecionado nas Universidades de Roma, Nápoles e Teramo (História das Doutrinas Políticas).

Sua produção inicialmente se concentrou em temas de filosofia jurídica e política com artigos, ensaios e monografias dedicados a clássicos modernos como Locke, Hobbes, Rousseau e Kant. Ele reelaborou progressivamente seus cursos universitários em uma Introduzione alla filosofia del diritto (Margiacchi-Galeno, Perugia, última edição em 1994, pp. 228).

Desenvolveu uma crítica radical do pensamento revolucionário em dois artigos dedicados a Walter Benjamin (La Rivoluzione come Messia. Considerazioni sulla filosofia politica di Benjamin, “Trimestre”, X, 1977, 1-2, pp. 67-112; Felicità Messianica. Interpretazione del frammento teologico-politico di Benjamin, “Rivista Internazionale di Filosofia del Diritto”, LV, 1978, 3, pp. 583-629) e em um ensaio dedicado ao messianismo laico contemporâneo intitulado Politica e Religione. Saggio di teologia della storia (Antonio Pellicani, Roma 2001, pp. 94) com tradução também em francês (Politique et religion. Essai de Théologie de l’historie. Publications Courrier de Rome, Versailles Cedex 2003, pp. 108).

Desde o início dos anos noventa do século passado dedicou-se principalmente à pesquisa metafísica e teológica. No âmbito da metafísica, publicou um ensaio sobre o conceito do Uno como conceito filosófico de Deus, no qual acredita ter demonstrado que esse conceito é perfeitamente compatível com o do Deus verdadeiro, revelado na Santíssima Monotríade: Introduzione alla Metafisica dell’Uno, com Prefácio de Antimo Negri (Antonio Pellicani, Roma 1996, pp. 151).

Ele também trabalha há anos em uma obra de três volumes intitulada Metafisica del Soggetto, destinada a restabelecer uma teoria realista do conhecimento, na tradição da metafísica clássica ou aristotélico-tomista. Deste estudo saíram o primeiro volume: Metafisica del Soggetto. Cinque tesi preliminari (vol. I, Spes – Fondazione G. Capograssi, Roma 2010, pp. 188); e o segundo: Metafisica del soggetto. Il concetto dello spazio (vol. II, Giuffrè, Roma 2015, pp. 648).

Os seus estudos teológicos e de filosofia da religião concentraram-se na análise crítica do Concílio Vaticano II, conduzida desde o ponto de vista da Tradição da Igreja, resultando até agora em artigos, discursos em conferências e dois livros: Giovanni XXIII e il Concilio Ecumenico Vaticano II (Editrice Ichthys, Albano Laziale 2008, pp. 415); L’ambigua cristologia della redenzione universale. Analisi di “Gaudium et Spes 22” (Editrice Ichthys, Albano Laziale 2009, pp. 144). Deste último foi publicada uma versão reduzida com o título La Cristologia antropocentrica del Concilio Ecumenico Vaticano II. Em 2014 publicou pela Fede e Cultura o livro Il Concilio parallelo. L’inizio anomalo del Vaticano II (128 pp.) em que restaura verdades esquecidas no tumultuado início do Concílio Vaticano II.

Publicou também a obra Unam Sanctam (2014), onde estuda os desvios doutrinais da Igreja católica no século XXI; ademais, um livro sobre a questão de um partido católico nacional, Per una carta del partito cattolico (2014); dois livros sobre a perseguição a Dom Lefebvre e à FSSPX e sua injusta condenação: La persecuzione dei “Lefebvriani” ovvero l’illegale soppressione della Fraternità Sacerdotale san Pio X (2014) e Una scomunica invalida: Uno scisma inexistente. Due studi sulle consacrazioni lefebvriane di Écône del 1988 (2017); também publicou um livro sobre a hipertrofia do papel da mulher na sociedade, ou “ginecocracia”, como chamou: Il «regno della donna» ha distrutto i valori tradizionali (2020); por fim, em 2021, publicou Instrumentum diaboli. Le eresie della «teologia india» nello «Instrumentum laboris» per l’Amazzonia, gradito da Papa Francesco onde tece crítica elaborada ao Sínodo da Amazônia e seus escândalos subsequentes. Todos estes pela Editora Solfanelli.

Neste ano de 2022, publicou pela editora Fede e Cultura uma obra sobre a dignidade do homem intitulada La falsa dignità. Una visione dell’uomo spesso fraintesa. Nela faz um percurso histórico sobre a noção de dignidade do homem até o seu uso nos dias de hoje como pilar do “politicamente correto”.

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

purgClique ne imagem acima e acesse a Meditação de Santo Afonso para essa data.

Veja também: 

INDULGÊNCIAS PELOS DEFUNTOS EM NOVEMBRO

NESTE MÊS DE NOVEMBRO, REZEMOS PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO

COMO AJUDAR OS DEFUNTOS

O SEPULTAMENTO, UM RITO DESEJADO POR NOSSO SENHOR

O QUE DIZER DA CREMAÇÃO DOS CORPOS

SEPULTURA CATÓLICA: QUANDO CONCEDÊ-LA OU NEGÁ-LA?

SERMÃO DE D. LEFEBVRE PELA FESTA DE TODOS OS SANTOS – 1976

Sermão proferido por D. Lefebvre, em Ecône, em 1º de novembro de 1976: a sublimidade do céu, que é nosso destino final, o Sermão da Montanha, as bem-aventuranças.

O SERMÃO PODE SER OUVIDO CLICANDO AQUI

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Meus queridos irmãos,

Siga o “código do caminho do céu “

A Igreja, sempre preocupada em dispensar-nos um ensinamento apropriado à festa que estamos celebrando, faz-nos ler hoje na Epístola como que um vislumbre do Céu. Abre-nos um pouco do mistério que já desejaríamos conhecer aqui na terra; que gostaríamos de penetrar, de uma certa maneira, para saber o que o Bom Deus prepara para aqueles que Ele escolheu, para seus eleitos.

E no Evangelho, a Santa Igreja recorda-nos que ainda estamos aqui na terra e que temos que seguir o que poderíamos chamar de códigos do caminho do Céu, que não são mais do que aquelas magníficas bem-aventuranças seguidas por todos os ensinamentos de Nosso Senhor, proferidos sobre a montanha.

Assim, na Epístola, a Igreja esforça-se para atrair nossos olhos ao céu, a fim de atrair nossos corações e nossas almas. Porque, definitivamente, somos peregrinos do Céu; estamos, de fato, nesse estado de viajantes e, portanto, temos que olhar para o destino para a qual caminhamos. Continuar lendo

FINALIZANDO O MÊS, UMA SELETA DE NOSSOS POSTS DE OUTUBRO/22

OUTUBRO: MÊS DO ROSÁRIO

ATENÇÃO – MAIS CURSOS DA FSSPX A DISPOSIÇÃO

A HUMILDADE E A PUREZA DE CORAÇÃO – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO

O FALSO MITO DA CONCEPÇÃO MATERIALISTA DE VALOR

COMPROMISSOS, NOVICIADO, VOTOS, TONSURA E ORDENAÇÕES EM FLAVIGNY E LA REJA – 2022

13 DE OUTUBRO: O MILAGRE DO SOL EM FÁTIMA

RECORDE DE INGRESSOS NA FSSPX: 79 NOVOS SEMINARISTAS EM 2022

MENSAGEM DO SUPERIOR DA FSSPX NO BRASIL SOBRE AS ELEIÇÕES 2022 – APRESENTAÇÃO DA NOVENA

17 DE OUTUBRO: DIA DE SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE

OS SINOS DA NOVA “IMMACULATA”

NOSSA NOVA PÁGINA NO FACEBOOK: MISSA TRIDENTINA EM RIBEIRÃO PRETO

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX A LUJÁN (ARG) – 2022

MINORITENKIRCHE: PRIMEIRA MISSA PONTIFICAL TRADICIONAL EM DÉCADAS

A MORTE CEREBRAL É REAL E PROPRIAMENTE UMA MORTE?

NOSSA NOVA PÁGINA NO FACEBOOK: MISSA TRIDENTINA EM RIBEIRÃO PRETO

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX A LUJÁN (ARG) – 2022

ATUALIZAÇÃO DE NOSSA PÁGINA “PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A FSSPX”

CRÊR NA IGREJA

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2022)

COLONIA: O MUEZIM JÁ PODE SER OUVIDO

CRÊR NA IGREJA

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Em um escrito à memória e honra do Pe. Victor-Alain Berto, o Pe. Calmel recordou um ponto importante relativo ao artigo do Credo, “Creio na Igreja”; verdade a ser meditada na turbulência que a Igreja Católica atravessa hoje.

Fonte: La Trompette de Saint-Vincent n° 27 – Tradução: Dominus Est

Podemos crer na Igreja de muitas maneiras. Podemos crer nela de forma frágil, sem nunca ter tido uma consciência clara que existe uma ligação intransponível entre a pertença à Igreja e a salvação eterna. Podemos crer nela sem atribuir a devida importância à absoluta necessidade da hierarquia eclesiástica. Quer por uma inconsistência de pensamento e temperamento que pode não proceder de malícia, ou por uma leviandade que já está inclinada à traição, quer pela exasperação diante da mediocridade ou pela perversidade deste ou daquele dignitário eclesiástico: Os cristãos por vezes põem de lado tudo o que é hierárquico na Igreja sem, felizmente, chegarem ao ponto de cair em apostasia.

Padre Victor-Alain Berto (1900-1968). Teólogo, ex-diretor da revista La Pensée Catholique .

Uma das características mais marcantes da vida interior do Pe. Berto foi o vigor, a pureza, a lógica da sua fé na Igreja. Ele acreditava na Igreja assim como acreditava em Jesus Cristo, no céu e na condenação eterna. O que era demasiado humano nos membros da Igreja, incluindo algumas grandes figuras, não passou despercebido para ele. Se ele falava disso com tranquila liberdade, era porque sabia, no fundo de sua alma, que a Igreja não era isso; isso que, nos membros da Igreja, pertence à estupidez humana, às trevas de Satanás, e não à autoridade e santidade de Jesus Cristo. O mesmo se aplica ao Soberano Pontífice.

Ele não era um admirador incondicional dos Papas. Mas ele acreditava no Papa e o amava pelo que, neste homem único, pertencia verdadeiramente ao Vigário de Jesus Cristo, permanecia inexpugnável a todas as forças do Inferno. Essa fé granítica foi o que mais me impressionou nos meus primeiros encontros com o Padre. […] Ele foi um dos que mais seguramente me levou a compreender que se o pecado existe em todos os clérigos, independentemente da sua posição hierárquica, ter fé na Igreja consiste em não lhe dar atenção, quero dizer, não pôr em dúvida nenhum dos pontos da constituição hierárquica da Igreja por causa disso, mas ao mesmo tempo lutar sem piedade contra os germes do erro e da morte que um membro da hierarquia faria penetrar até no seio da igreja; lutar impiedosamente, sobretudo, pela oração e sacrifício, mas também, de acordo com nossas forças e nossa posição, através da pregação, da controvérsia, da exposição direta; – e o exercício corajoso da autoridade para aqueles que a detêm.

A MORTE CEREBRAL É REAL E PROPRIAMENTE UMA MORTE?

Alguns cirurgiões apressam-se em remover órgãos vitais de um doente em coma, enquanto a morte deste não é certa.

Fonte: Courrier de Rome n° 648 – Tradução: Dominus Est

Há algumas semanas, o Parlamento Federal Suíço aprovou um projeto de lei que visa estabelecer o princípio do consentimento presumido para doação de órgãos. O principal problema com esta lei diz respeito à doação de órgãos necessários à vida. Para transplantar estes órgãos, é necessário, com efeito, que estes estejam vivos e, portanto, o doador deve estar vivo no momento de serem removidos. Uma comissão foi formada para lutar contra esse projeto de lei e foi lançado também um referendo que deve recolher 50.000 assinaturas até o dia 20 de janeiro. As reflexões que se seguem podem contribuir para legitimar esta iniciativa, aos olhos da justa razão.

– PARECE QUE SIM

1. Os argumentos a favor da morte encefálica podem ser reduzidos a três tipos.

2. Argumento da eficiênciaa falência cerebral irreversível significa a morte, por isso ela faz com que seja possível o transplante de órgãos. Todo o objetivo do argumento consiste em encurralar o oponente em um dilema. Ou a falência cerebral irreversível é a morte ou não é. 

No entanto, se não for, as consequências são inaceitáveis:

a) o transplante de órgãos torna-se impossível (com tudo o que essa impossibilidade receberá de aparentemente odioso, injusto, revoltante, tanto emocional quanto intelectualmente);

b) a perda radical das funções vitais, tal como observada pelo mais rigoroso exame médico, é reconsiderada, uma vez que se considera ainda vivo um sujeito cujo princípio vital está obliterado; 

O que significa que ela é.

3. Argumento da cientificidaderetoma a alínea “b” do argumento anterior para apresentá-lo numa perspectiva aparentemente neutra e desinteressada de qualquer consequência prática. A morte é o que o médico observa cientificamente com base em elementos suficientemente conclusivos. Ora, a falência cerebral irreversível é o elemento que, tal como cientificamente observado pelo médico, representa o elemento suficientemente conclusivo da morte. Portanto, a observação médica da falência cerebral irreversível é a observação da morte.

4. Argumento legal/jurídicoeste é o argumento da autoridade. A lei e a política decidem definir a morte como falência cerebral irreversível(1). O Vaticano e as atuais autoridades religiosas decidiram finalmente validar esta definição(2). Continuar lendo

MENSAGEM DO SUPERIOR DA FSSPX NO BRASIL SOBRE AS ELEIÇÕES 2022 – APRESENTAÇÃO DA NOVENA

Caros fiéis e amigos,

“Todo o mundo está sob o jugo do espírito maligno” – são palavras do apóstolo São João para indicar a luta permanente de Satanás contra os filhos de Deus. Sua influência prevalece perante a maioria dos homens, que escolhem a mentira e o pecado, na procura de seus interesses egoístas. Isto é notório no mundo político moderno, que apostatou de Cristo Rei há mais de duzentos anos. Hoje, colhemos estes frutos em abundância.

Ora, há pontos de encruzilhada em que o rumo das pátrias pode se perder por caminhos especialmente nefastos… para as almas. Não, o maior perigo não é o das crises econômicas ou sanitárias, senão o da morte das almas. A ideologia que o chamado ‘comunismo cultural’ impôs nos ambientes escolares e acadêmicos está matando as inteligências, a ponto de destruírem-se noções como as de ‘verdade-mentira’, ‘bondade-maldade’, ‘autoridade-obediência’, ‘liberdade-direito’… para acabar negando a própria natureza humana e as leis que a regem.

No segundo turno das próximas eleições à presidência do governo, enfrentam-se dois projetos especialmente opostos em matérias tão graves como a ideologia de gênero ou o aborto. Um dos candidatos pretende continuar na linha da ideologia anti-cristã. O outro quer salvar a lei natural, e o bom senso. Na intenção de barrar a um candidato manifestamente inimigo de Deus e da pátria, apoiando a um candidato sinceramente patriota, é louvável votar, embora não seja uma obrigação moral.

No entanto, o que sim é obrigação estrita, para qualquer filho de Deus, é rezar pela pátria. Faz parte do quarto mandamento. E, nestes dias, é preciso redobrar as orações e sacrifícios, em particular pedindo à Nossa Senhora, a Mãe de Jesus e nossa, que interceda perante seu Filho para livrar o Brasil das mãos dos ímpios. Ela que é a Soberana da pátria, a qual foi-lhe consagrada em ato solene de 16 de julho de 1930. Confiando na sua maternal proteção, unamo-nos na oração diária do santo terço, tanto em privado como em público, e em particular rezando a novena a Nossa Senhor Aparecida.

Nossa Senhora Aparecida, salvai a pátria, protegei nossas famílias!

Pe. Juan María de Montagut

Superior da FSSPX no Brasil

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NOVENA PELAS ELEIÇÕES 2022 (DE 21 A 29 DE OUTUBRO)

No fim da oração do Santo Terço, acrescente-se a seguinte:

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA

No momento em que o Brasil se encontra na encruzilhada que pode levá-lo de volta ao comunismo e à corrupção, nos prostramos aos vossos pés, ó Rainha do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e por estas humildes orações pedimos que intercedais junto ao vosso Filho pela nossa Pátria ameaçada. Queremos lembrar, ó Senhora, que um dia fostes coroada pela herdeira do trono do Brasil Império, a piedosa Princesa Isabel, a qual vos deixou por escrito este humilde pedido:

Eu, diante de vós, sou uma princesa da Terra, e me curvo, pois sois a Rainha do Céu. E eu vos dou tão pobre presente que seria uma coroa igual à minha. E se eu não me sentar no trono do Brasil, rogo que a Senhora se sente por mim, e governe perpetuamente o Brasil.

Atendei, Senhora, a este singelo pedido, livrando o Brasil dos terríveis inimigos que ameaçam a nossa Pátria e a nossa fé.

Invocamos, igualmente, nesse momento de grandes disputas rasteiras e humanas, a São Pedro de Alcântara, padroeiro do Brasil, pedindo que ensine ao povo brasileiro e a seus governantes a amarem e abraçarem a Cruz de Nosso Salvador na única fé católica, como ele mesmo a abraçou ao ser atraído a ela por cima do povo reunido.

Crux sancta sit mihi lux – que a Santa Cruz seja a minha luz.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós.

São Pedro de Alcântara, rogai por nós.

13 DE OUTUBRO: O MILAGRE DO SOL EM FÁTIMA

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Há 105 anos, a 13 de outubro de 1917, dezenas de milhares de pessoas assistiram, à hora prevista, ao chamado “Milagre do Sol” — um sinal pedido a Nossa Senhora por irmã Lúcia, três meses antes, para que todos acreditassem nas aparições de Fátima.

O Sr. Bernardo Motta recolheu cerca de centena e meia de depoimentos de testemunhas oculares, que transcreveu e reuniu num livro: O Milagre do Sol segundo testemunhas oculares.

Sr. Bernardo é católico, casado, pai de 3 filhos e Engenheiro de profissão, dedica o seu tempo livre ao estudo de Fátima, tanto do milagre, como mais recentemente do segredo “em três partes”.

Para ler uma reportagem sobre esse Livro e alguns depoimentos sobre o milagre do sol, clique aqui.

Para ouvir uma entrevista com o autor, sobre esse milagre, clique aqui.

O FALSO MITO DA CONCEPÇÃO MATERIALISTA DE VALOR

O que é Justo é de Deus I Leia o trecho em Lc 20, 20-26

Fonte: SI SI NO NO – Tradução: Dominus Est

Em um de seus ensaios sobre sociologia, o autor Herbert Spencer relata uma experiência que teve entre os povos da Polinésia. Nas ilhas polinésias viviam dois grupos étnicos diferentes: um primeiro grupo que usava o canibalismo e outro grupo que, ao contrário, tinha costumes normais.

Analisando as causas do comportamento dos antropófagos, explica-se que esses homens tinham uma concepção materialista da alma, ou seja, consideravam a alma como um modo de ser da matéria e então pensavam que comendo o cadáver do inimigo morto na guerra, eles adquiriram suas qualidades morais.

De uma religião degenerada dá-se origem a uma distorção dos juízos de valor.

No ismaelismo, por exemplo, é oferecido ao líder da seita tanto ouro e objetos preciosos quanto é o peso de seu corpo. Todos os anos, o Aga Khan preside uma cerimônia em Karachi, habitualmente organizada pelos Nizaritas, na qual lhe é oferecido tanto ouro, como platina e diamantes equivalentes ao seu peso.

A razão do comportamento irracional é determinada pelo fato de que, no nível das categorias do espírito, o SACRIFÍCIO ÉTICO se confunde com o SACRIFÍCIO ECONÔMICO, de modo que o sacrifício das próprias riquezas representa um ato de purificação para os fiéis.

Quando o comunista nega a propriedade privada, sente-se tocado por um sentimento de santidade e heroísmo. A moda do materialismo marxista fez com que o complexo de culpa passasse do ladrão para o proprietário. Na filosofia da prática materialista, a ética é reduzida à economia.Comin Continuar lendo

A HUMILDADE E A PUREZA DE CORAÇÃO – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX Sudamerica – Tradução: Dominus Est

Beáti mundo corde quóniam vidébunt Deum. Bem-aventurados os puros de coração.” O que significa “os corações puros“? Significa corações desapegados de si mesmos, corações que fogem do egoísmo e do orgulho, porque é isso que impede de nos unirmos a Deus.

Tudo o que sustenta o nosso egoísmo, tudo o que sustenta o nosso orgulho, diminui a visão que podemos ter de Deus pela graça santificante, pela presença de Deus em nós, porque esta presença de Deus em nós é, sobretudo, uma presença que está na nossa inteligência, em nossa vontade e em nosso coração. Podemos ver Deus com os olhos da fé. E as graças que Deus nos dá, conforme caem em terreno bem preparado ou em corações mais ou menos puros, dão mais ou menos frutos. Por isso, às vezes, nos surpreendemos ao ver que as pessoas que frequentam os sacramentos da mesma maneira têm graças muito diferentes, que alguns progridem rapidamente em santidade e perfeição, e que outros estagnam. Por quê? O segredo disso é, sobretudo, a falta de humildade, a falta de pureza de coração, porque pureza de coração é ao mesmo tempo humildade. Para adquirir pureza de coração, há de se ter humildade; há de se esquecer de si mesmo para pensar somente em Deus, para ver somente Deus.

Esuriéntes implévit bonis. Encheu de bens os famintos. Et divítes dimísit inánes. Despediu vazios os ricos” (Lucas 1,53). De mãos vazias! Se somos ricos em nós mesmos, se somos cheios de nós mesmos, Deus não tem mais nada a fazer em nós. Se, por outro lado, estamos vazios de nós mesmos, então há espaço para Deus em nós. “Humilibus dat grátiam, superbis resistit. Deus resiste aos soberbos, e dá a sua graça aos humildes” (Tg 4,6). É grave que Deus resista às almas, que Deus não queira entrar numa alma porque nela encontra orgulho. Pelo contrário, aos humildes Ele dá a graça. Continuar lendo

03 DE OUTUBRO – DIA DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

História da autobiografia de Santa Teresinha do Menino Jesus – Santuário  Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

TERESINHA, TEMPLO DE DEUS

(No dia 11 de julho de 1937 encerrava-se em Lisieux o 11° Congresso Eucarístico Nacional da França com a consagração da Basílica dedicada a Sta. Teresinha.

O Papa Pio XI, devotíssimo da santa, tencionava pessoalmente presidir as cerimônias. Devido ao precário estado de saúde não conseguiu realizar o seu ardente desejo.

Enviou, então, como Legado Papal, o Cardeal Eugênio Pacelli, o futuro Papa Pio XII. Da admirável alocução do Cardeal Pacelli na consagração da Basílica destacamos o trecho onde enaltece Teresinha).

Tradução de Maria Helena Pinto Fraga

AS ROSAS PARA PIO XI

No alto da nova basílica, brilha a cruz triunfante iluminada pelo sol de junho. No alto do edifício espiritual é também a cruz que a vós se oferece na pessoa do Papa representada, aqui, por seu humilde delegado.

A cruz, porque “se todos que piedosamente querem viver no Cristo sofrem perseguição” são particularmente penosas para o coração do Pontífice atual e lhe arrancam queixas pungentes e solenes protestos as que, em diferentes países, sofrem seus filhos. Mas, nem a violência sacrílega das massas encegueiradas por falsos profetas nem os sofismas dos doutores da impiedade que desejariam descristianizar a vida de todos puderam vencer a resistência e aprisionar a palavra e a pena deste intrépido ancião.

No entanto, e bem o sabeis, fazem alguns meses que a seus sofrimentos morais somaram-se sofrimentos físicos. Nesses dias, a grande família católica por inteiro, de um extremo a outro do mundo, voltou-se com filial ansiedade para o leito de sofrimento do Pai comum prostrado por dores agudas suportadas com grandeza heróica e sobrenatural, com coragem viril e cristã. Cada manhã seus olhos acompanhavam os telegramas dos jornais; cada noite seus ouvidos abriam-se para o jornal falado difundido pelo rádio; pela manhã e à tarde e mesmo durante a noite uma oração constante partindo dos lábios e do coração de 300 milhões de fiéis animava o mundo a elevar-se, com o incenso de sacrifícios, diretamente ao coração de Deus. Invocava-se esse Coração divino pela intercessão de sua Mãe “a suplicante toda poderosa”, invocavam-se pela intercessão dos santos e das santas, sobretudo daqueles que parecem ser os canais das graças milagrosas. Assim foi principalmente ela a invocada, esta querida santa de Lisieux, por quem o Papa, e se sabia, sentia tão terna e confiante devoção. E veio a consolação depois da cruz. Quando a Igreja festejava a ressurreição do Senhor, a doença alivia o cerco e o Pontífice como que ressuscitando para uma nova vida, surpreende o mundo com a publicação quase simultânea de três Encíclicas. Continuar lendo