
Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est
por Pietro Pasciguei
Embora muito já tenha sido escrito nas colunas deste blog (RS) — e com admirável diligência — sobre a natureza das sagrações episcopais da FSSPX, o recrudescimento de recentes ataques dialéticos contra a Fraternidade nos impõe um dever adicional de testemunho. Não é minha intenção pecar por obstinação ou cair naquela repetitividade estéril que caracteriza nossos detratores; o objetivo não é jogar lenha na fogueira, mas fornecer aos leitores uma “bússola” doutrinária para se orientarem com firmeza entre os fetiches do legalismo burocrático e a realidade objetiva e dramática do Estado de Necessidade.
Não escrevo para superar em perspicácia aqueles que me precederam – não seria capaz disso –, mas para responder a uma ofensiva teológica específica e dissimulada que tenta usar justamente o Magistério de Pio XII e uma suposta interpretação correta do Concílio Vaticano II como armas para encurralar a Tradição em um beco sem saída. As acusações que aqui iremos refutar não se limitam às habituais denúncias de “desobediência”, mas tentam uma operação de “cirurgia doutrinária” sobre um ponto nevrálgico: a passagem dos termos potestas para munus na Constituição Lumen Gentium. O objetivo dos oponentes é claro: demonstrar que, segundo a nova eclesiologia, o ato de sagrar sem mandato pontifício é “intrinsecamente” cismático, esvaziando efetivamente o conceito de Estado de Necessidade. Nesta contribuição, pretendo demonstrar como a tão alardeada “hermenêutica da continuidade” é, neste caso, um castelo de cartas semântico que desmorona assim que comparado ao Magistério perene da Igreja.
As críticas dirigidas à FSSPX pelas sagrações episcopais de 1º de julho partem de uma premissa de puro legalismo positivista, ignorando o fato de que o direito eclesiástico está a serviço da Fé e não o contrário. Em alguns círculos conservadores ratzingerianos (defensores da nunca comprovada “hermenêutica da continuidade”), tenta-se transformar uma questão de sobrevivência doutrinal em um mero debate técnico sobre a palavra munus versus potestas, esquecendo-se de que a Igreja não é uma academia de semântica, mas o Corpo Místico de Cristo, cuja lei suprema é a salus animarum. Continuar lendo









Se o mundo mergulha no marasmo, é porque está à altura dos “heróis” que escolheu a si próprios: homens inúteis cuja fama assenta unicamente na cobertura midiática e não mais na verdadeira virtude.







Tomando conhecimento da morte de sua irmã mais velha, Jeanne, Dom Lefebvre decidiu não ir ao seu funeral [ndr: por conta de seus problemas de saúde]: “Rezo todo dia para que eu possa morrer antes de perder minha consciência. Prefiro partir, pois se caísse em contradição, diriam: ‘Aí está; ele disse que errou!’ E eles tirariam vantagem disso”.Muitas vezes o Arcebispo mencionava a morte suave de sua irmã mais velha, chamada de volta à casa por Deus quando acabara de ir tirar um cochilo; ele gostaria de ter falecido assim, embora com a Extrema Unção. Mas Deus pediria ao padre e bispo Marcel Lefebvre que tomasse parte em Seus sofrimentos redentores.







