
Tradução: Gederson Falcometa
A acentuação do desejo de gozar, a corrida muitas vezes febril para o prazer, a procura mais espasmodicamente incitada por diversão, é um dos fenômenos característicos do período pós-guerra. Quando os acontecimentos impõem privações e sacrifícios muito longos a uma geração, esta vinga-se quase infalivelmente, abandonando-se, o mais rapidamente possível, aos seus próprios caprichos e paixões. A forçada e prolongada abstinência dos tempos de guerra, a forte e atroz tensão dos duros anos do furioso furacão sob o qual nos curvamos e nos abatemos, sucedeu em largos setores da sociedade, uma violenta reação, ela foi substituída por um relaxamento na austeridade da vida. Se diria que os homens dos nossos dias tem necessidade de se entorpecer e esquecer o sofrimento que suportaram e, por isso, precipitam-se no turbilhão de prazer que hoje se lhes apresenta num florescimento de formas tão vastas e atraentes que não se recorda igual nos séculos cristãos.
Os edifícios do prazer multiplicam-se todos os dias diante dos nossos olhos, e novos empreendimentos, os quais tem por razão social aquela de divertir o público, surgem por toda parte. Nossas grandes cidades possuem suntuosos locais de divertimento; as aldeias mais modestas têm o seu próprio cinema a bom preço. Estas empresas do prazer aproveitam todos os progressos da ciência e da indústria para aperfeiçoar os seus procedimentos, multiplicar os seus atrativos e alargar o âmbito da esfera da sua ação. Têm ao seu serviço uma publicidade barulhenta e insistente, que descaradamente nos segue não só nas vias públicas, mas também no fundo das nossas casas. Durante o dia, as afixações sugestivas; à noite, sinalizações luminosas, fixas ou móveis. Qual lugar e qual importância tem hoje os divertimentos da vida social e nacional, nos dizem os jornais, não só aqueles esportivos e mundanos, mas também os mais sérios, as quais colunas invade sempre mais pelas diversas rubricas dos divertimentos.
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Tomando conhecimento da morte de sua irmã mais velha, Jeanne, Dom Lefebvre decidiu não ir ao seu funeral [ndr: por conta de seus problemas de saúde]: “Rezo todo dia para que eu possa morrer antes de perder minha consciência. Prefiro partir, pois se caísse em contradição, diriam: ‘Aí está; ele disse que errou!’ E eles tirariam vantagem disso”.Muitas vezes o Arcebispo mencionava a morte suave de sua irmã mais velha, chamada de volta à casa por Deus quando acabara de ir tirar um cochilo; ele gostaria de ter falecido assim, embora com a Extrema Unção. Mas Deus pediria ao padre e bispo Marcel Lefebvre que tomasse parte em Seus sofrimentos redentores.



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